
— A Vale é uma estatal. Os fundos de pensão, patrocinados pelo Estado, detém o controle. Estamos aqui para reprivatizar a Vale. Precisamos permitir que a iniciativa privada gire o mundo dos negócios — disse o secretário, durante evento em Brasília.
O secretário não explicou se os fundos de pensão serão obrigados a se desfazer das ações na Vale, assim como o que será feito com a participação do BNDES na empresa. A antiga Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Atualmente, os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Funcesp são donos de 21% das ações da companhia. O BNDESPar (braço de investimentos do BNDES) tem com 6,7% das ações. Enquanto o Bradespar detém 5,8% da empresa e a japonesa Mitsui, 5,6%. Investidores estrangeiros são donos de 47,7% do capital da Vale, e os brasileiros, 13,2%.
Mattar afirmou que o objetivo do governo é privatizar ou extinguir “substancialmente” as estatais.
— Nós queremos reduzir substancialmente as estatais. Não pode o Estado competir com a iniciativa privada. Por que o Estado brasileiro tem que entrar na área de cartão de crédito, de seguros, de resseguros? — questionou.
O secretário, no entanto, admitiu que a tarefa não será fácil:
— Eu fico aporrinhando os ministros para poder privatizar. Sei que tenho uma grande batalha pela frente.