domingo, 25 de setembro de 2022

Eduardo Bolsonaro parabeniza Meloni por vitória na Itália

Giorgia Meloni, Foto agências internacionais


O candidato a deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro, usou sua conta no Twitter para parabenizar a italiana Giorgia Meloni, líder do partido de direita Irmãos da Itália (FdI), por sua vitória nas eleições italianas desse domingo (25).

    "Parabéns Giorgia Meloni, que será a primeira mulher a governar a Itália, mas você vai ouvir da mídia que o "fascismo da ultradireita" venceu. Assim como o Brasil, a Italia agora é "Deus, patria e família", escreveu.

   O filho do presidente Jair Bolsonaro é amigo de longa data de Matteo Salvini, líder do partido Liga, que está na coalizão com Meloni.


Terra

Direita vence eleições na Itália, aponta boca de urna

Caso o resultado se confirme, será a primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra, que o país terá um primeiro-ministro simpático a Benito Mussolini


Extrema direita vence eleições na Itália, aponta boca de urna.Créditos: Reprodução/ redes sociais / Youtube

Pesquisa de boca de urna divulgada neste domingo (25) indica que a coalizão de extrema direita, composta pelos partidos Irmãos da Itália, de Giorgia Meloni, A Liga, de Matteo Salvini, e Forza Itália, de Silvio Berlusconi, deve ser a vencedora do pleito nacional. 

De acordo com informações da RAI, o bloco de extrema direita obteve entre 41% e 45% dos votos e deve conquistar maioria nas duas casas do parlamento italiano. O resultado oficial da votação só deve ser divulgado na madrugada desta segunda-feira (26).

Caso a aliança de extrema direita obtenha a maioria dos parlamentares, fica a cargo dela indicar o primeiro-ministro, que deve ficar com Giorgia Meloni do Partido Irmãos da Itália, que é declaradamente simpático ao fascismo e herdeiro de Benito Mussolini. 

Se os resultados oficiais confirmarem as pesquisas de boca de urna, a Itália, que faz parte dos países fundadores da União Europeia (UE), será governada por uma primeira-ministra pertencente a um partido neofascista e eurocético.

Giorgia Meloni e sua legenda são herdeiros do Movimento Social Italiano (MSI), agrupamento neofascista fundado em 1946 após o fim da Segunda Guerra Mundial por líderes que compunham a chamada "República de Saló", Estado fantoche da Alemanha Nazista.


ForumAR





'O PT nunca pediu desculpa por ter roubado', lembra J.R. Guzzo

Em nenhuma época, em todos os 500 anos de história do Brasil, roubou-se tanto dinheiro público como nos dois governos de Lula

J. R. Guzzo: "Quem diz que o ex-presidente é ladrão não é a imprensa, nem os seus adversários na campanha: é a Justiça brasileira" | Foto: Reprodução
J. R. Guzzo: "Quem diz que o ex-presidente é ladrão não é a imprensa, nem os seus adversários na campanha: é a Justiça brasileira" | Foto: Reprodução

O ex-presidente Lula acaba de revelar para o Brasil e para o resto do mundo um fenômeno extraordinário e até hoje mantido em sigilo para toda a humanidade. 

Disse, numa entrevista, que “o PT está cansado de pedir desculpas”. 

Coitado do PT. 

Deve estar sofrendo em silêncio o seu cansaço, pois, se existe uma coisa realmente indiscutível na política brasileira, é que ninguém neste país ou fora dele, em nenhum momento, jamais ouviu o PT pedir desculpas por absolutamente nada. 

Teria a obrigação de fazer isso pelo menos uma vez por ano, no Dia da Confissão Geral dos Pecados — em nenhuma época, em todos os 500 anos de história do Brasil, roubou-se tanto dinheiro público como nos dois governos de Lula. 

Nunca fez, nem uma vez que fosse. 

Fez o contrário, isso sim: há anos, desde que se descobriu e se provou a roubalheira desesperada de sua passagem pelo governo, enche a paciência de todos com sua choradeira diária, hipócrita e arrogante sobre o que chama de “perseguição”. 

Roubou, nunca pediu desculpa por ter roubado, ganhou de presente do STF a anulação dos seus processos penais e ainda reclama. É puro Lula.

Quem diz que o ex-presidente é ladrão não é a imprensa, nem os seus adversários na campanha: é a Justiça brasileira, que o condenou pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em três instâncias e por nove magistrados diferentes. 

Como atravessar uma eleição inteira para a Presidência sem tocar nesse assunto, como Lula exige desde o começo? 

É um problema que nem ele, nem ninguém, consegue resolver. 

Estão aí as confissões públicas dos corruptos, nos processos de Curitiba. 

Está aí a devolução de milhões em dinheiro roubado — alguém, por acaso, devolve dinheiro que não roubou? Está aí a delação do seu principal ministro, Antonio Palocci, até hoje não respondida. 

É disso, na verdade, que Lula e o PT estão cansados — de serem chamados de ladrões, e não terem nada para responder.

Da mesma forma como querem esconder o passado, querem também, neste momento, esconder o futuro — acabam de anunciar que não vão revelar aos eleitores o programa de governo que pretendem aplicar caso sejam eleitos. 

Isso mesmo: pedem que o cidadão vote em Lula para presidente, mas não querem dizer por que, nem o que vão fazer com o seu voto. 

Não querem dizer se vão apoiar o aborto. 

Se vão implantar a censura, com seu “controle social dos meios de comunicação”. 

Se vão romper o teto legal dos gastos públicos, ressuscitar o imposto sindical ou acabar com a reforma da Previdência. É o desrespeito declarado ao eleitor — o vício mais antigo da indecência política brasileira.

Publicado originalmente O Estado de S. Paulo

Revista Oeste

'Programa 4 por 4' - Rodrigo Constantino, Ana Paula Henkel, Augusto Nunes e Luís Ernesto Lacombe comentam a truculência do TSE- puxadinho do STF e do covil do Loola - contra a reeleição de Bolsonaro

Estudiosos avaliam ataques da velha imprensa à Jovem Pan

Para o antropólogo Flávio Gordon e o analista político Flavio Morgenstern, o jornalismo tradicional está a serviço dos partidos de esquerda

Flávio Gordon, à esquerda da imagem, e Flavio Morgenstern, à direita
Flávio Gordon, à esquerda da imagem, e Flavio Morgenstern, à direita | Foto: Divulgação

Recentemente, a TV Jovem Pan News entrou na mira dos militantes esquerdistas disfarçados de jornalistas. A Folha de S.Paulo e a revista Piauí, por exemplo, dedicaram parte importante de sua cobertura à tradicional emissora paulista. Não para reconhecer sua crescente audiência, mas para silenciá-la.

Por isso, a reportagem de capa da Edição 131 da Revista Oeste mostra em detalhes os motivos que fizeram esses veículos de imprensa adotar práticas comuns a ditadores de terceiro mundo. As verbas publicitárias, pomposas em governos anteriores, deixaram de irrigar as emissoras de televisão, os jornais e as revistas do país. Mas ainda há outras razões, segundo o antropólogo Flávio Gordon e o analista político Flavio Morgenstern.

Em entrevista a Oeste, Gordon e Morgenstern explicam como a ideologia esquerdista permeia o jornalismo e como a profissão está sendo instrumentalizada para fins políticos.

A seguir, os principais trechos das entrevistas.

— Gordon, como o senhor avalia o fato de jornalistas do Grupo Folha comemorarem a censura do YouTube ao canal da Jovem Pan?

Confesso que não esperava outra coisa de um veículo que, há muito, trocou o jornalismo por uma descarada militância de esquerda. Quando a redação se torna uma bolha de pensamento único, na qual o radicalismo ideológico de uns retroalimenta o dos colegas, o senso de cumprimento de uma missão política em vista de um mundo melhor sobrepuja qualquer preocupação com a prática jornalística tradicional, que, nessas condições, passa a ser vista até mesmo como reacionária. A situação brasileira sob a hegemonia cultural da esquerda chega, por vezes, a lembrar os piores momentos da tragédia cultural soviética, como descrita, entre outros, por Alain Besançon no livro A Infelicidade do Século: “Todo um corpo especializado no falso produz falsos jornalistas, falsos historiadores, uma falsa literatura, uma falsa arte que finge refletir fotograficamente uma realidade fictícia”. E falsos jornalistas é tudo o que há, hoje, nesse ex-jornal de que vamos tratando.

— Quais seriam as razões para esse tipo de perseguição?

Para mim, são principalmente duas: uma de ordem político-ideológica; outra, de ordem oportunista, mercadológica. Quanto ao primeiro aspecto, noto que a esquerda brasileira sempre foi bastante autoritária e antidemocrática. Sua aura de baluarte da democracia advém da mitologia heroica e autolisonjeira construída durante o período de oposição ao regime militar, momento em que, tendo a direita civil sido aniquilada pelo regime, a esquerda – que, ao menos no aspecto cultural, foi extremamente favorecida pelos governos militares – restou única e hegemônica no mercado das ideias e opiniões. Acostumada durante décadas a essa hegemonia, quando podia falar sozinha e travar debates e divergências exclusivamente internos ao campo, a esquerda ficou verdadeiramente escandalizada (e absolutamente indignada) com o surgimento recente de um movimento conservador no país. Daí que um veículo como a Jovem Pan, que abre espaço para a manifestação de ideias e opiniões de direita, afigure-se como intolerável para a província de extrema-esquerda que é a redação do jornal paulistano. Quanto ao segundo aspecto, a Folha, com sua queda vertiginosa no número de assinaturas, sente-se obviamente ameaçada pelo sucesso de público da Jovem Pan, que, pioneira no manejo das novas mídias surgidas com a internet, tem muito mais alcance e engajamento do que o moribundo ex-jornal. Valendo-se da presente aliança antibolsonarista com representantes do poder Judiciário, a Folha faz como aquele menino fracote e covarde que, para resolver a briga com o coleguinha, chama o irmão mais velho. A tabelinha vem funcionando, e os alvos apontados pela patota radical da redação têm, não raro, virado alvo dos inquéritos ilegais e das arbitrariedades perpetradas pelo STF, TSE etc.

— Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra que mais de 80% dos jornalistas são de esquerda. Quais são os motivos para essa prevalência dos “progressistas” na atividade jornalística?

Isso vem de longa data, desde o momento de consolidação do jornalismo profissional no Brasil, ali por volta dos anos 1950, quando os profissionais ligados ao PCB estiveram à frente desse processo, ocupando a maior parte das posições nas recém fundadas empresas de comunicação. De acordo com um trabalho publicado em 2007 por dois pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), intitulado “Preparados, leais e disciplinados: os jornalistas comunistas e a adaptação do modelo de jornalismo americano no Brasil”, houve entre as décadas de 1950 e 1970 algo como um “casamento de conveniência” entre jornalistas ligados ao PCB e os donos dos grandes jornais. Os comunistas desempenharam papel importante na modernização do jornalismo brasileiro, que na década de 1950 começou a trocar um modelo de inspiração francesa, ensaístico e diletante, pelo modelo americano do chamado “jornalismo independente”, mais objetivo e profissional. Por um lado, interessava aos empresários das comunicações a disciplina, o profissionalismo e a experiência jornalística adquiridas pelos comunistas em sua atuação partidária. Por outro, os jornalistas do PCB per- seguiam seus próprios objetivos, desejando ocupar as redações para, de maneira tão discreta quanto possível (já segundo um modelo gramsciano de “longa marcha sobre as instituições”), influenciar a opinião pública em favor de seu projeto político-ideológico. “É geralmente aceito que os jornalistas tendem a ser mais esquerdistas que os jornais para os quais eles trabalham”, escrevem Afonso de Albuquerque e Marco Antonio Roxo da Silva, autores do referido estudo, “mas o nosso caso fornece a evidência de algo além disso: a forte presença, nas salas de redação, de uma organização política. Isto sugere que o PCB pôs em prática uma estratégia bem-sucedida de infiltração nos jornais”. Essa organização comandava o recrutamento dos profissionais, determinando também o sistema de promoções, o sucesso ou fracasso na carreira. É óbvio que, nas últimas décadas, o PCB e o comunismo ortodoxo se fragmentaram e passaram por várias metamorfoses, mas a cultura política “progressista” permaneceu hegemônica nas redações e nos estúdios, cujo pessoal continuou sendo recrutado, em grande parte, segundo uma lógica de afinidades político-ideológicas.

— Como o senhor avalia o jornalismo tradicional?

Não cheguei a ver os dados mais recentes, mas lembro que, em 2018, o Ibope Inteligência divulgou uma pesquisa que media o Índice de Confiança Social (ICS) do brasileiro nas instituições do país. Digna de nota era a queda vertiginosa de credibilidade da imprensa, que despencara nada menos que 20 pontos na série histórica, passando de 71 a 51. Quando se fala, portanto, numa “crise de representatividade” em vigor no país, usualmente em referência ao mundo político, seria honesto incluir aí os próprios meios de comunicação. Durante um debate como uma representante desse velho jornalismo, o comentarista da Jovem Pan, Paulo Figueiredo Filho, cunhou uma frase lapidar que acabou viralizando: “O jornalismo profissional morreu”. Eu, mesmo ausente no velório, tendo a concordar com ele. E a morte deu-se por duas razões: primeiro, pela preguiça e a lentidão (provável herança do comodismo dos áureos tempos de hegemonia) de se adaptar às novas formas de comunicação surgidas com a internet. Até hoje, por exemplo, vemos alguns desses fósseis profissionais manifestando total ignorância e espanto quanto ao funcionamento do algoritmo do YouTube. Segundo: pela desonestidade oriunda da pulsão de militar e desinformar em nome da causa. Se, antes, pela falta de termo de comparação, o grande público talvez não percebesse os truques sujos e as manipulações perpetrados diariamente pela imprensa autoproclamada “profissional”, hoje ele percebe. E não apenas percebe como interpela o manipulador diretamente nas redes sociais. Outrora monopolistas no poder quase demiúrgico de construir e destruir reputações a partir de simples escolhas editoriais, os jornalistas sentem-se “atacados” por esse contato direto com o leitor, não raro confundindo, com suscetibilidade histriônica, críticas à sua atuação individual com um atentado generalizado à liberdade de imprensa. Com efeito, no lugar de uma salutar autocrítica, a reação padrão dos militantes de redação tem sido o refúgio num corporativismo elitista, auto-bajulatório e quase psicótico, que os alheia ainda não apenas do público como da própria realidade. Que, por exemplo, a professora universitária de jornalismo Sylvia Moretzsohn descreva a profissão como a arte de “pensar contra os fatos” e “promover um novo senso comum” é revelador desse estado de coisas.

Morgenstern, como o senhor avalia o fato de jornalistas do Grupo Folha comemorarem a censura do YouTube ao canal da Jovem Pan?

O jornalismo hoje quer ser fonte do Direito. Não se vigia mais os políticos, mas age-se com os políticos para vigiar a sociedade. O objetivo da Folha vai além de uma tentativa do monopólio de narrativas: quer-se criar uma versão “oficial” dos fatos — e isto só pode ocorrer censurando-se desabridamente quem não siga a cartilha. Não se trata apenas de concorrência: a Folha busca ser a “versão oficial” da narrativa que estará nos tribunais, ainda que sua credibilidade tenha descido aos ínferos. O jornalista hoje quer demonizar seus concorrentes ideológicos para que então sejam perseguidos pelo estamento judicial. É a chamada lawfare. As críticas da Folha querem ter peso de lei, e seus jornalistas agem como esbirros a apontarem quem deve ser constrangido pela lei.

— Quais seriam as razões para esse tipo de perseguição?

O que acontece no jornalismo brasileiro vai além da guerra de narrativas, já estudada pelo Pentágono desde pelo menos a década de 80: as relações do jornalismo com o poder do Estado, principalmente o repressivo, são amplamente estudadas. Se a internet, num primeiro momento, deu voz às visões “não-oficiais”, em pouco tempo esta horizontalização passou a ser acossada. Hoje só se fala em censurar a internet, ainda que com eufemismos como “denunciar fake news” ou manipular algoritmos. A ascensão das ditas agências de suposto “fact-checking”, auto-proclamadas arautas da Verdade, é um passo que funde de vez a narrativa ideológica do jornalismo com o poder coercitivo de um Estado policial.

— Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra que mais de 80% dos jornalistas são de esquerda. Quais são os motivos para essa prevalência dos “progressistas” na atividade jornalística?

O jornalismo é a principal atividade do movimento de esquerda desde antes de Karl Marx — cujo jornal, Neue Rheinische Zeitung, tinha um subtítulo bem parecido com o da Folha: Organ der Demokratie (“órgão da democracia”). O jornalismo panfletário foi o que agitou as massas para a revolução. No entanto, principalmente a chamada “esquerda Ballantine” dos jantares chiques sempre teve certo nojinho das atividades do submundo. Esses “radical chics” preferiram ter voz nos órgãos oficiais. A esquerda hoje não é nem 1% Che Guevara, mas é quase sempre jornalista. Notemos que “jornalismo”, aqui, não significa investigação, conhecimento de lei, informação para o público. Trata-se apenas de uma narrativa a ser imposta e repetida por um órgão oficial. É fácil notar por que os jovens entram para o jornalismo sem buscarem aprender a fazer uma mísera apuração, mas todos querem ter sua opinião estampada sob um nome de autoridade.

— Como o senhor avalia o jornalismo tradicional?

O jornalismo tradicional hoje vive quase exclusivamente de glórias passadas. Trata-se mais de destruir reputações em público — quase como o “walk of shame” de Game of Thrones — do que de se averiguar fatos, investigar ligações longe do escrutínio público, criar um bom texto. Nos 4 anos de gestão Trump, por exemplo, o ex-presidente foi tratado como o pior dos seres humanos em 90% do tempo no jornalismo. Tudo o que se “averiguou” contra ele, entretanto, foi uma suposta “interferência russa”, que se mostrou mentirosa. Nunca usaram o termo “fake news” para a historieta do complô russo, nunca soltaram um “erramos” na página 83. A mídia tradicional como fonte do Direito para perseguir políticos também é autoritária por dar a sentença e mudar a sociedade.

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Revista Oeste

Deonísio da Silva: 'Padre Kelmon entrou no ar'

 Mas qual é o prefixo? Isto é, em português vulgar, qual é a dele?

O candidato à Presidência do PTB, Padre Kelmon | Foto: Tiago Queiroz/ Estadão Conteúdo
O candidato à Presidência do PTB, Padre Kelmon | Foto: Tiago Queiroz/ Estadão Conteúdo

O debate de ontem trouxe ao público e especialmente aos eleitores algo muito novo. Um dos candidatos a presidente da República é o padre Kelmon Luís da Silva Souza, um baiano de 45 anos, dos quadros da Igreja Ortodoxa. Ele pede votos, não para si, mas para Jair Bolsonaro, o atual presidente da República, que busca a reeleição.

Não sei se padre Kelmon é arquimandrita ou protossincelo, cargos equivalentes a abade e a bispo no catolicismo, respectivamente. Na Igreja Católica Ortodoxa, algumas designações são diferentes, embora na Igreja Católica Romana tenham prosseguido desde o cisma entre as duas, no ano de 1054, algumas das mesmas palavras na nomenclatura.

Ambas têm párocos, patriarcas, sínodos, mas a Igreja Ortodoxa não tem papa. E não tem purgatório, instância que deslumbrou Dante Alighieri. O celibato não é obrigatório aos padres, e o grego, moderadamente presente na liturgia católica romana, onde prevalece o latim, é abundante na da ortodoxa.

Quando as câmeras me permitiram, vi que as candidatas foram as primeiras a perceber que ali estava um personagem que as deixou desconfiadas. A senadora Simone Tebet foi pioneira na tarefa de confrontá-lo. Não o achou confiável para com ele confessar-se. De que área serão os maiores pecados dos senadores?

Minha hipótese é que se poderia começar pelos pecados da omissão. Nas sabatinas, nem todos os senadores têm aplicado os critérios de notório saber jurídico e de reputação ilibada ao exame dos candidatos a ministros do STF.

Depois de empossados, muitos deles, em votos monocráticos ou de colegiado, têm pintado e bordado. E o Senado sequer admoesta ou demite os transgressores da Constituição pelos evidentes excessos.

Por exemplo: o STF tem aplicado a censura, indiciado, investigado e punido por conta própria, sem que ninguém o coíba de nada. Os adversários celebram esses feitos indesejáveis. Mas e se de repente o feitiço se voltar contra os feiticeiros, os omissos de hoje continuarão omissos? Poderão ficar sem alternativa.

De todo modo, parece que não foi apenas Simone Tebet que ficou meio desconfiada do padre Kelmon. Muitos brasileiros ficaram um tanto sestrosos diante do novo candidato. Precisamos pesquisar mais sobre esse novo personagem que irrompeu na vida política nacional.

Barrabás também se fez presente ao debate organizado por rádios, revistas e jornais, e transmitido pelo SBT no último sábado. Mas o emblema desta antiga opção judicial e plebiscitária é nosso velho conhecido há quase dois mil anos.

(*) Deonísio da Silva — escritor e professor, Doutor em Letras pela USP e autor do romance “Goethe e Barrabás: as más escolhas que fazemos na vida”, publicado no Brasil e no exterior pelo Grupo Editorial Almedina.

Revista Oeste

Verba publicitária: Loola pagava à Folha 185 vezes mais que Bolsonaro

Petista transferiu R$ 371 milhões ao jornal, entre 2003 e 2010. O atual presidente destinou apenas R$ 2 milhões

Lula e Bolsonaro, lado a lado
Lula e Bolsonaro, lado a lado | Foto: Montagem Revista Oeste/Marcello Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou à Folha de S.Paulo R$ 371 milhões em verbas publicitárias. Foram R$ 213 milhões no primeiro mandato e R$ 158 milhões no segundo, de acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Ao todo, o montante transferido pela gestão petista à Folha é 185 vezes maior que o registrado no governo do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL): R$ 2 milhões. Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), somados, transferiram R$ 156 milhões.

A Jovem Pan, alvo de ataques da Folha, recebeu em torno de R$ 4 milhões da Secom no atual governo. Tal valor é inferior ao registrado nas gestões de Lula, Dilma e Temer. No primeiro mandato de Lula, foram R$ 6 milhões. Entre 2007 e 2010, mais R$ 8 milhões. Dilma destinou ao grupo empresarial R$ 7,5 milhões no primeiro mandato. Entre 2015 e 2018, foram R$ 8 milhões.

Foto: Cortesia Jovem Pan

Recentemente, a Jovem Pan virou alvo da sanha totalitária dos jornalistas engajados. Uma das reportagens difamatórias, publicada no mês passado pela revista Piauí, acusa a emissora de se transformar no “braço mais estridente do bolsonarismo”. Esse apoio ao candidato à reeleição, garantiu, era uma forma de encurtar o caminho que leva às verbas publicitárias da Secom. A realidade, no entanto, desfaz as fantasias.

“O Grupo Jovem Pan repele, enfaticamente, as falsidades divulgadas em suspeita parceria pela revista Piauí e pela Folha de S.Paulo”, informou editorial da emissora, na segunda-feira 19. “Ao contrário do que afirmam a publicação semiclandestina que se arrasta em menos de 30 mil exemplares e o jornal decadente, as relações entre a Jovem Pan e o YouTube são exemplarmente normais. O próprio YouTube desmentiu o conteúdo das supostas reportagens. Esses textos derivam da indignação provocada em tais publicações pelo sucesso de uma instituição que completou 80 anos de existência. É compreensível o inconformismo da Folha, reduzida a 60 mil exemplares por dia, com o êxito da TV Jovem Pan News, que, com menos de um ano, consolidou-se como o segundo maior canal de notícias e se aproxima rapidamente da liderança.”

Leia também: “A pandemia de totalitarismo”, reportagem de capa publicada na Edição 131 da Revista Oeste

Edilson Salgueiro, Revista Oeste

'A Batalha das Ardenas - A Última Ofensiva de Hitler'

Manifestação em apoio a Bolsonaro neste sábado, em Campinas (SP)

Motociata e Carreata agora em São Paulo em apoio a Bolsonaro

Na França, incêndio atinge maior mercado do mundo

Rungis, localizado a sul de Paris, ocupa 234 hectares — área um pouco maior que a de Mônaco

Um incêndio toma conta de Rungis, maior marcado do mundo
Um incêndio toma conta de Rungis, maior marcado do mundo | Foto: Reprodução/Twitter

Um incêndio está atingindo o maior mercado do mundo, localizado no município de Rungis, em Paris, na França. Imagens que circulam nas redes sociais neste domingo, 25, mostram uma torre de fumaça escura no ar. O armazém vende especialmente produtos e alimentos frescos.

O Corpo de Bombeiros pediu aos cidadãos que fiquem longe da área, enquanto combatem as chamas. Não há informações sobre possíveis vítimas.

Localizado a 7 quilômetros a sul de Paris, o Rungis ocupa 234 hectares — área um pouco maior que a de Mônaco. O mercado, com mais de 12 mil funcionários, movimenta € 9 bilhões em vendas por ano. O empreendimento foi construído para substituir o antigo mercado de Les Halles na capital francesa, que fechou em 1969.

A decisão de construir o Rungis foi tomada pelo general e ex-presidente francês Charles de Gaulle. O objetivo era criar um empreendimento mais prático, moderno e acessível. O mercado está perto de aeroportos, rodovias, estradas e ferroviárias, o que facilita o fornecimento de alimentos provenientes de toda a Europa e Marrocos.

Aproximadamente 3 mil restaurantes fazem compras diariamente no Rungis. Outros 30 mil fazem pedidos para entrega, incluindo restaurantes na Ásia e no Oriente Médio. Esse mercado é o maior fornecedor atacadista para profissionais de gastronomia francesa: há peixes, queijos, frios, temperos e orgânicos.

Revista Oeste

Federer se despede do tênis

 O tenista suíço, de 41 anos, jogou ao lado de Rafael Nadal em sua última partida pelo esporte

Roger Federer se despediu das quadras na sexta-feira 23
Roger Federer se despediu das quadras na sexta-feira 23 | Foto: Reprodução

Roger Federer, um dos maiores tenistas de todos os tempos, pôs um ponto final em sua carreira na sexta-feira 23. Em uma partida de duplas, ao lado de Rafael Nadal, o suíço se despediu das quadras com uma derrota: 2 sets a 1, de virada, para os norte-americanos Frances Tiafoe e Jack Sock.

Depois de disputar seu último ponto, Federer, 41 anos, desabou em lágrimas e acabou acolhido pelos colegas. Em seguida, o suíço atravessou a quadra e cumprimentou todos os tenistas que participam da Laver Cup, uma das competições do esporte.

O telão da arena mostrou um vídeo com mensagens de seus contemporâneos, como Novak Djokovic, Nadal e Andy Murray.

“Foi um dia maravilhoso”, ressaltou Federer. “Disse aos rapazes: ‘Estou feliz, não estou triste’. Curti amarrar o cadarço pela última vez. Com todas as partidas e tendo todos aqui, não foi tão estressante, embora parecesse que teria uma lesão em algum momento. Jogar com Rafa, no mesmo time, e ter todas as lendas aqui… A sensação é de uma comemoração para mim. No fim, é isso que parece. Obrigado!”

Ele se emocionou ainda mais depois de se dirigir à sua mulher, Mirka. “Minha esposa me deu muito apoio”, disse. “Ela poderia ter me parado há muito tempo, mas não fez isso. Ela me manteve competindo e permitiu que eu jogasse.”

O anúncio da aposentadoria

Em comunicado emitido na quinta-feira 15, Federer recordou que, nas três temporadas mais recentes, enfrentou uma série de lesões e cirurgias. Apesar do esforço para retornar às competições, o suíço disse que “conhece os limites e as capacidades” do seu corpo e que “a mensagem é clara”.

“Joguei mais de 1,5 mil partidas ao longo dos últimos 24 anos”, contou. “O tênis me tratou com mais generosidade do que eu poderia sonhar. Agora, preciso reconhecer quando é a hora de encerrar minha carreira competitiva.”

Edilson Salgueiro, Revista Oeste

Bolsonaro - Acelera para Cristo em São Paulo

Ajuste na pandemia, único no mundo, ajuda o País

 

Sobre o desemprego, Paulo Guedes antecipou que o Brasil deve fechar 2022 com a taxa de desocupação mais baixa dos últimos 15 anos - por volta de 8% Foto: Marcello Casal Jr/ ABr


O governo de Jair Bolsonaro será o primeiro, desde 1988, a entregar no último ano de sua gestão um gasto primário menor do que o herdado do governo anterior, levando-se em conta a proporção do PIB. O feito é atribuído pelos economistas ao forte ajuste fiscal que o governo executou durante a pandemia, caso único no mundo. Gastos primários são os que financiam os serviços públicos e as despesas com pessoal, encargos sociais, transferências para estados e municípios e investimentos.

Segurando a onda

Gasto primário menor em 2020 do que em 2018 somente será possível após a manutenção nominal das despesas.

Salários sob controle

Um dos pontos essenciais para “segurar” o gasto primário foi a contenção de despesas com pessoal em 2021 e 2022.

Reforma deu certo

A contas públicas também usufruem da eficácia maior do que a esperada da reforma da previdência sobre benefícios do INSS.

Diário do Poder

Agronegócio ‘fascista’ não cai na conversa do Loola

 

Ex-presidiário Loola - Foto: Ricardo Stuckert


Foi um tiro no pé tentativa de Lula, a menos de 10 dias da eleição, de fazer um afago no agronegócio brasileiro, elogiando o setor – no Canal Rural, do seu amigo do peito Joesley Batista – por sua importância para a economia. A lorota do “encantador de serpentes” foi vista como tal. Ninguém esquece que ele chamou o setor de “fascista” e do seu apoio e estímulo às invasões e destruição de propriedades feitas pelo MST.

Peixe fora d’água

Vice-presidente da federação da agricultura e pecuária de SP (Faesp), Tirso Meirelles diz ser “no mínimo estranho” ver Lula no Canal Rural.

Não colou

“Mais do que palavras, esperamos atitudes mais efetivas e concretas para mostrar que está revendo suas posições”, disse Meirelles.

A verdade conhecida

Depois de Lula dizer que MST só invade “terra improdutiva”, choveram imagens e vídeos de plantações destruídas e gado morto em invasões.

Trabalho revolta

Um setor como o agronegócio, que rala muito pelo país, sempre é alvo de pancadas de políticos conhecidos pela notória aversão ao trabalho.

Diário do Poder