sábado, 15 de maio de 2021

G I Jive: American Hits of WW2 - 1930s & 1940s (Past Perfect) #bigbands #jazz #swing #vintagemusic

Bolsonaro compra mais 100 milhões de doses de vacinas e amplia imunização

Augusto Nunes “O Lula é um morimbundo ambulante, Mercadante maluco”

Farmácia de manipulação datafolha

Infraestrutura prevê R$ 260 bi em investimento privado até fim de 2022

Ministro diz que montante é quase 40 vezes o orçamento da pasta


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse hoje (14) que as concessões de ativos públicos à iniciativa privada deverão render ao país cerca de R$ 260 bilhões em investimentos em infraestrutura até o final de 2022. De acordo com Freitas, o montante é aproximadamente 40 vezes o orçamento do ministério. 

“Nós teremos alguns leilões de grande porte ainda no ano de 2021 e vamos fazer leilões importantes em 2022, e R$ 260 bilhões significam 40 vezes o orçamento disponível no Ministério da Infraestrutura. Então, não dá para comparar. Nós não temos outro caminho para alavancar a infraestrutura”, destacou no Abdib Fórum 2021, evento virtual da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

Segundo o ministro, os impactos econômicos desse processo não serão imediatos, mas farão do país “um grande canteiro de obras” dentro de alguns anos. “A repercussão econômica demora um pouquinho para vir, porque a gente está falando de contrato de concessão, que tem uma fase inicial de serviços, é o tempo de elaboração de projeto, obtenção de licença, sobretudo obtenção de funding [captação de recursos] no mercado”, disse.

“Mas a gente pode projetar que em 2024, 2025 e 2026, o Brasil vai se tornar um grande canteiro de obras”, reforçou.

Entre os projetos citados pelo ministro Tarcísio de Freitas que deverão ocorrer até lá, destacam-se a concessão do Porto de Santos, do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.(ABr)

Diário do Poder

Brasil aplicou 57 milhões de doses e segue vacinando mais que o dobro da média mundial

Brasil se consolida como quarto país que mais vacinou no planeta, atrás de China, Estados Unidos e Índia


O Brasil superou nesta sexta a marca de 57 milhões de vacinas contra a covid aplicadas na população em 118 dias de campanha e se consolida como quarto país que mais vacinou no planeta, atrás de China, Estados Unidos e Índia. Foram aplicadas 38,2 milhões de primeiras doses, 18,2% da população, e cerca de 19 milhões de pessoas, 9% da população, que receberam a segunda dose e são consideradas imunizadas contra covid. 

Rico, influente e grande produtor de vacinas, os EUA haviam imunizado, aplicado duas doses, 22,5% após 118 dias de vacinação. Nós temos 9%.

Com 18,2% dos habitantes recebendo ao menos uma dose, o Brasil está vacinando mais que o dobro da média mundial, atualmente em 8,8%.


A média diária de doses aplicadas foi de 138,9 mil em janeiro, 227,9 mil em fevereiro, 463,6 mil em março e 822,1 mil doses diárias em abril.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder

Só o Brasil mantém votação com urnas eletrônica e sem voto impresso

Hoje, três dezenas de países adotaram diversas versões de urna eletrônica, todas com voto impresso



O Brasil já perdeu há muito tempo o direito ao ufanismo pela criação da urna eletrônica, em 1996. Além de usar equipamentos anacrônicos, de 1ª geração, o Brasil é o único País do mundo a não adotar o voto impresso, entre os que têm sistema eletrônico de votação. Hoje, três dezenas de países adotaram diversas versões de urna eletrônica, todas com voto impresso. Enquanto isso, a urna brasileira perde espaço. O Equador, que a utilizou em 2004, optou pelas urnas de segunda e terceira gerações. 

Já há 13 anos, 39 estados dos EUA, 3 do México e várias províncias do Canadá passaram a exigir voto impresso em urnas eletrônicas.

Até o Paraguai desconfia na urna eletrônica brasileira: após testá-la entre 2003 e 2006, proibiu sua utilização desde 2008.

Em 2011, a Argentina iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos de 3ª geração, com registros simultâneos de voto impresso e digital.Em 2009, a Alemanha proibiu urna eletrônica sem voto impresso para garantir ao eleitor o direito de conferir o destino do seu voto.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Renan traiu Collor, foi ministro da Justiça de FHC, virou homem de confiança de Lula, ladrão mais depravado do Brasil, e está solto graças à proteção escancarada do STF

 

Por que o STF teme tanto Renan Calheiros? - Foto portal STF


Depois de anos como um cadáver político sem importância alguma, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ressurgiu das cinzas ao ser escolhido como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID. Renan é alvo de inúmeros inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram um leque de crimes. É o mesmo que traiu Collor, foi ministro da Justiça no governo FHC e virou o homem de confiança de Lula. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios em bom estado questiona a índole desse sujeito.

Mas nada que seja problema para a imprensa e a esquerda brasileira – perdoem-me a redundância. Ao fazer da CPI um palanque político com o intuito claro de prejudicar o presidente Jair Bolsonaro, Renan virou do dia para a noite arauto da moralidade neste país. Até os lavajatistas foram na onda. Para destruir o atual governo e todos os seus simpatizantes, vale tudo. Até mesmo santificar um indivíduo bastante controverso – para dizer o mínimo.

Renan deu ‘piti’ por ser chamado de vagabundo pelo presidente. Ora, o que queria o senador? Ele transformou uma CPI em politicagem rasteira para desgastar o chefe do Executivo, em uma atitude proporcional ao seu caráter. Tanto ele quanto os que o escolheram como ídolo merecem ser achincalhados.

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O deputado Fausto Pinato (PP-SP) vive a nos brindar com pérolas maravilhosas. É um dos parlamentares mais incultos que o Congresso já viu – não por acaso trucida o filósofo Olavo de Carvalho sempre que pode –, mas ama cantar de galo e aparecer como político racional. A sua nova peripécia foi enviar ao Supremo uma lista de ‘’sites que estariam, de forma articulada, divulgando notícias falsas sobre a pandemia de Covid-19’’.

Em primeiro lugar: quem define o que é verdade ou não? O sr. Pinato ou o ministro Alexandre de Moraes? Segundo: ao tratar de tema eminentemente científico, o deputado deveria saber que as posições hoje respaldadas pela maior parte da comunidade científica podem ser desprezadas amanhã, pois a ciência é um campo de conhecimento altamente volátil. Por último, o que ele deseja com essa iniciativa? Cadeia para os que não pertencem à panelinha da imprensa tradicional?

Seja lá qual for o objetivo do sr. Pinato, fica clara a tentativa de silenciar a mídia independente. Ele e os figurões do establishment presumem que o povo é estúpido demais para acreditar em notícias falsas, cabendo a eles e aos iluminados da grande mídia a função sacerdotal de guiá-lo ao caminho da verdade. Por essas e outras que ambos caminharão juntos para o merecido ostracismo.

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A operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro, provocou reações indignadas nas hostes progressistas. De deputado do PSOL até jornalista da grande mídia, todos bradaram contra a operação pelo saldo de 28 mortos – sendo um policial e o restante do outro lado. ‘’Genocídio’’ e ‘’chacina’’ foram os chavões mais utilizados pelos Marcelos Freixos e pelas Talírias Petrones.

Para quem não sabe, a esquerda mundial assumiu a defesa da criminalidade após Herbert Marcuse – membro da Escola de Frankfurt – notar que os indivíduos considerados excluídos da sociedade seriam a nata da nova classe revolucionária. O proletariado, confortável com o avanço do capitalismo e das novas tecnologias, não teria mais interesse algum em derrubar o ‘’sistema’’. Restou aos integrantes da esquerda a causa dos bandidos, marginais e tutti quanti.

Olavo de Carvalho expôs brilhantemente como esse processo se deu no Brasil. Não é surpresa para mais ninguém a relação entre esquerda e banditismo. Mas a defesa dos criminosos não é mera burrice inconsequentemente: é estratégia política muito bem pensada. Fomentar o caos para conquistar seus objetivos é especialidade número um da esquerda.

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O governador Wellington Dias (PT-PI) vive cobrando o governo federal por mais vacinas. Estabeleceu prazos mirabolantes que só um ignorante em logística como ele poderia oferecer. Após a negativa ANVISA em relação ao uso da vacina russa Sputnik V, o governador deu chilique e colocou em xeque a credibilidade da agência regulatória.

Pois bem, até a data em que escrevo este artigo, o Piauí recebeu do Ministério da Saúde cerca de 1.043.360 vacinas. Desse montante, apenas 760.642 doses foram aplicadas. Mais 100 mil doses foram entregues no dia 13/05. Vacina não faltou ao estado – bem como para todos os outros. O que falta é competência e empenho aos gestores locais na aplicação mais célere do imunizante, não vontade de aparecer.

Antes de cobrar o governo Bolsonaro por uma celeridade maior no processo de vacinação, o governador Wellington Dias poderia se olhar no espelho e cuidar dos problemas do seu estado. Parar com a tagarelice e trabalhar direito são ótimos passos para tal objetivo. Menos saliva e mais trabalho, governador! É isso o que os piauienses esperam.


Referências:

1.https://brasilsemmedo.com/suas-agressoes-sao-socos-no-ar-diz-renan/

2.https://jovempan.com.br/noticias/politica/deputado-envia-a-alexandre-de-moraes-lista-de-sites-difusores-de-fake-news.html

3.http://olavodecarvalho.org/bandidos-letrados/

4.https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/05/13/brasil-aplicou-ao-menos-uma-dose-de-vacina-contra-covid-em-377-milhoes-de-pessoas-aponta-consorcio-de-veiculos-de-imprensa.ghtml


Carlos Júnior, Conexão Política

La Vie Parisienne: French Chansons From the 1930s & 40s Edith Piaf, Reinhardt & Grappelli

Secretário de Desestatização explica como desinchar o Estado e fazer o Brasil crescer

Pazuello consegue garantias contra importunação de Renan Calheiros

Augusto Nunes detona Juca Kfouri e Lula

Aécio Neves se aproxima da China e marca reunião na embaixada

Ella Fitzgerald - But Not For Me (Full Album)

CL News - 14 Maio 2021

Ladrão mais depravado do Brasil, Lula estreita laços com a ditadura da Venezuela de olho em 2022

Steve McQueen - Bullitt Soundtrack - Lalo Schifrin - "Shifting Gears" HD

Augusto Nunes: Desafio Renan Calheiros a dar uma entrevista a 'Os Pingos nos Is'

A administração Biden zomba da sabedoria dos antigos, por Victor Davis Hanson

 

Joe Biden aplaude a si mesmo por seus primeiros 100 dias de governo.| Foto: Fotos Públicas


A natureza humana se mantém a mesma ao longo do tempo e do espaço. Por isso era usada para prever comportamentos políticos, econômicos e sociais que todos os países entendem.

A oferta de dinheiro controla a inflação. Imprima-o sem aumentar a produtividade ou a oferta de bens e serviços e a moeda perde valor. Ainda assim, os Estados Unidos parecem rejeitar esse truísmo primordial.

Os Estados Unidos têm um débito de mais de US$ 28 trilhões — cerca de 130% do PIB do país. O governo prevê um déficit de US$ 2,3 trilhões em 2021, depois de registrar um déficit recorde de US$ 3,1 trilhões no ano anterior.

A administração Biden ainda quer emprestar mais US$ 2 trilhões em programas sociais e de “infraestrutura”.

Na loucura dos últimos 100 dias, o preço de todas as coisas, da madeira aos alimentos, passando pela gasolina, carros e casas, disparou. Ainda assim, muitas das taxas de juros permanecem abaixo dos 3%.

Os empregos são abundantes; os trabalhadores, não. Surpreende alguém que as transferências do governo desestimulem os desempregados a procurar emprego?

Depois de 13 meses de quarentena, os norte-americanos estão gastando. Mas essa demanda repentina está provocando a escassez de alguns produtos. Os fabricantes temem o papo de Biden sobre aumento de impostos, maior regulamentação e cortes no desenvolvimento de energia.

Os velhos princípios são mesmo obsoletos? Devemos imprimir dinheiro e aumentar o débito do governo? É inteligente manter as taxas de juros próximas de zero, desestimulando o emprego, a produção e a inovação? Esse comportamento perigoso é garantia de inflação, acompanhada pela desastrosa estagflação.

Criminalidade e política externa

Depois que George Floyd foi morto nas mãos da polícia em Minneapolis, algumas cidades norte-americanas diminuíram os gastos com o policiamento. A reação policial foi retardada em vários lugares, talvez também porque os policiais temessem ser demitidos por usarem a força.

O resultado? Em grandes cidades como Nova York e Los Angeles, os homicídios e outros crimes violentos dispararam.

Os governos municipal e estadual acreditam que não se enquadram nas leis básicas da criminalidade que dizem que, quando os criminosos percebem que não serão pegos nem punidos, eles tendem a cometer mais crimes.

O mesmo perigo de se ignorar alguns aspectos imutáveis da natureza humana se aplicam à política externa.

Antagonistas agressivos como Irã, Coreia do Norte, China e Rússia acreditam que a administração Biden vai reduzir os gastos com defesa. E o presidente Joe Biden soa até mais crítico da política externa de Trump do que os inimigos do país. Por que não assumir riscos que antes eram injustificados?

Assim, as tropas russas ultrapassam a fronteira com a Ucrânia. A China aumenta o assédio sobre Taiwan. A Coreia do Norte lança mais mísseis. O Irã ameaça navios norte-americanos no Golfo Pérsico. E, agora, o Hamas dispara foguetes contra Israel.

Aparentemente, a administração Biden não sabia que as ditaduras e teocracias interpretariam sua sinalização de virtude como um sinal de fraqueza a ser explorado, e não magnanimamente retribuído.

O velho ditado do escritor romano Vegécio — "Si vis pacem, para bellum", se você quer paz, prepara-se para a guerra — era deprimente demais para ser levado a sério.

Antigamente, quanto maior o impedimento para se avançar sobre a fronteira de um país — muralhas e leis —, menos improvável era que houvesse imigração ilegal. Neste caso também a administração Biden aparentemente rejeitou os alertas dos antigos.

A interrupção da construção do muro, a promessa de anistia antecipada e a menosprezo à aplicação das leis geraram mais imigração ilegal.

A recusa em chamar o caos na fronteira sul de “crise” não significa que a situação não seja um desastre.

Tensões raciais

A sabedoria antiga também alerta que os humanos preferem criar alianças dentro da própria tribo, definida por raça, etnicidade ou religião. Que o perigo à própria existência é o que leva nações multirraciais a sempre tentarem diminuir as diferenças tribais, dando ênfase a laços comuns como cidadania e interesses transcendentais. De outra forma, um país diverso acaba como o Líbano, Ruanda e a ex-Iugoslávia, onde as lutas tribais resultaram em derramamento de sangue e barbárie.Ainda assim, durante três meses a administração Biden deu ênfase às diferenças raciais, e não aos nossos aspectos comuns. Ele estereotipa a população branca dos EUA — que não é nada uniforme em termos de classe e etnicidade — como um grupo que goza uniformemente de privilégios e que é sistemicamente racista.

Em meio a esse debate, o perigo é o de que as tensões raciais aumentem, os crimes de ódio disparem, os demagogos racialistas dominem o discurso, a meritocracia desapareça e a solidariedade tribal a substitua. Assim, a antiga ideia responsável pela formação dos Estados Unidos desaparecerá.

Quando um presente arrogante ignora a sabedoria do passado, o futuro previsível se torna assustador.


Victor Davis Hanson é classicista e historiador no Hoover Institution da Stanford University.


Gazeta do Povo

Paulo Polzonoff Jr.: "Não existe a menor possibilidade de um corrupto ser feliz"



Talvez essa percepção da desonestidade como um fardo o ajude a pensar que o castigo do corrupto está na própria corrupção que o escravizará até a morte.| Foto: Bigstock


Quem recebe minha newsletter sabe: tive a ideia para a crônica “Entidade processa Flávio Bolsonaro por chamar Renan Calheiros de ‘vagabundo’” por volta das 5h da manhã, depois de ouvir um mendigo gritar “vagabundo” para alguém. Acordei e fiquei degustando a palavra. Primeiro, a forma: como a boca morde o lábio inferior antes de se abrir num “a” raivoso, recorre ao “g” na garganta e explode num “bum” indignado, seguido por um “do” que é quase o som de um corpo caindo no chão.

Depois, porém, comecei a dar à palavra um significado. E, para minha surpresa, descobri que era difícil. “Vagabundo” é palavra de uso tão rotineiro quanto vago. O Carlitos de Chaplin, por exemplo, é um vagabundo, assim como eram os beatniks e como são a bandidagem, digamos, menos romântica. Pergunto: em que momento a vagabundagem deixa de ter essa conotação de preguiça inofensiva e passa a significar um ato hostil?

Uma coisa leva a outra e, quando percebi, estava me demorando no banho, à procura de uma boa definição para esse tipo específico de vagabundo político a que damos o nome de “corrupto”. O corrupto é alguém que se aproveita do esforço alheio na esperança de garantir para si um futuro de sombra e água fresca. É, portanto, uma pessoa que investe no caminho mais fácil e preguiçoso para alcançar um objetivo de facilidades e preguiça.

E ele faz isso por meio de ardis, artimanhas, blefes, cambalachos, conluios, embustes, falcatruas, farsas, fraudes, golpes, intrigas, logros, manobras, maquinações, maracutaias, mentiras, mutretas, patifarias, perfídias, raposices, subterfúgios, tramoias, trapaças, truques e velhacarias. Ufa. Cansa, né? Imagine, portanto, viver essa vida supostamente fácil que é também uma aposta no erro em troca de dinheiro e das muitas coisas supérfluas que ele é capaz de comprar.

A dúvida que afronta

E, no entanto, ao vermos a imagem de um corrupto que sabemos contumaz, mas que está à solta por aí, talvez até relatando uma comissão parlamentar de inquérito, é como se ele esfregasse em nossa cara a mentira pela qual vive – isto é, a de que a esperteza vale a pena – como se fosse uma verdade.

Essa é a afronta que gera indignação e que leva multidões às ruas. É como se o corrupto me perguntasse cinicamente por que opto por uma vida dura de honestidade e sacrifícios, quando bem poderia vender dois ou três princípios e viver no bem-bom. A corrupção tem esse lado que eu considero surpreendentemente bom: ela faz com que nos sujeitemos, nem que seja em imaginação, à tentação dos prazeres frágeis da vida material – e a rejeitemos.

O lado ruim é que o corrupto, todo paramentado na impunidade, nos deixa com um verdadeiro pulgueiro atrás da orelha. É nessa dúvida quanto às nossas escolhas moral, intelectual e materialmente honestas que reside o grande dano espiritual da corrupção. Os de fé menos sólida nos próprios princípios podem titubear e ceder à inveja. Os outros, à raiva que, até aqui, tem se mostrado ineficaz e contraproducente.

A corrupção como fardo do corrupto

Pense, por exemplo, no seu corrupto de preferência, tenha ele dez ou nove dedos. Você realmente acredita que existe alguma possibilidade de ele se deitar à noite sem temer, nem que seja um pouquinho, que de alguma forma o desmascarem no dia seguinte? E no próximo e no próximo e no próximo? Sem imaginar a vergonha da família e dos amigos, aquela troca de olhares e os sussurros de “aí vem o bandido”? Sem aventar a hipótese, por mais improvável que seja, de passar uma noite na cadeia?

O que diferencia o vagabundo do homem honesto, pois, não é a esperteza de um e a parvalhice do outro. Porque o homem honesto também é esperto e também ambicioso, mas o objeto de sua ambição não tem nada a ver com mansões, carros, conta na Suíça, teúdas & manteúdas e aspones especialistas na arte do puxassaquismo. A ambição do homem honesto é a vida digna e, quem sabe, se tornar depois de morto uma lembrança daquelas que se evoca entre suspiros, aiais e conclusões do tipo “Ah, como ele faz falta!”.

Não quero, com isso, dizer para você abdicar da sua revolta ou da necessidade de ver os corruptos/vagabundos punidos. Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum, como já aconselhava uma velha propaganda de cigarro. Mas talvez essa percepção da desonestidade como um fardo o ajude a pensar que o castigo do corrupto está na própria corrupção que o escravizará até a morte.

E que a recompensa para a honestidade está na cotidiana sensação do dever cumprido e em saber que não há nenhum perigo de você ser acordado às 6h da manhã ao som da bateria da Unidos da Polícia Federal.


Gazeta do Povo

“CPI do Circo” está impedida de prender ou mesmo constranger o general Eduardo Pazuello

 Ex-ministro protegido contra a truculência de Rernan e gangue

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus ao general Eduardo Pazuello no sentido de que ele tenha o direito de ficar em silêncio, durante o seu depoimento marcado para o dia 19 de maio, na famigerada CPI da Covid.

A Advocacia Geral da União (AGU) foi quem fez o pedido ao STF.

O general foi praticamente obrigado a ingressar com a medida judicial, em razão dos constrangimentos que vinha sofrendo, por parte dos senadores de oposição que comandam a CPI.

Como bem disse o senador Flávio Bolsonaro, um “vagabundo” qualquer poderia pedir a prisão do general, caso suas respostas não fossem satisfatórias para os objetivos nefastos da tal comissão.

Por outro lado, o STF não teve outra saída senão deferir o pleito de Pazuello, em razão da jurisprudência consolidada em relação à questão, pois em casos semelhantes ao do ex-ministro, nos últimos 20 anos, o tribunal garantiu, em decisões colegiadas, a pelo menos 12 alvos de CPIs, o mesmo direito, e as decisões se referem a 10 CPIs distintas.

Jornal da Cidade

‘Questão do Butantan com a China é contratual’, afirma Queiroga, ministro da Saúde

 'Não há nenhum problema diplomático do Brasil com a China'


Marcelo Queiroga voltou a negar problemas diplomáticos entre Brasil e China
Marcelo Queiroga voltou a negar problemas diplomáticos entre Brasil e China | Foto: Agência Senado/Flickr

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atribuiu a uma “questão contratual” o atraso na chegada de novos insumos para a produção da CoronaVac. O Instituto Butantan, que hoje entregou mais 1,1 milhão de doses do imunizante ao Ministério da Saúde, anunciou uma nova interrupção da produção por falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China.

“Eu espero que [a entrega] desse suprimento de IFA ocorra normalmente, e a produção se regularize para que tenhamos também disponível a vacina Coronavac”, disse o ministro da Saúde ao comentar as dificuldades para a liberação dos insumos. “A questão do Butantan com a China é uma questão contratual”, completou.

Queiroga rechaçou a tese de que o atraso na chegada do IFA se deva a questões diplomáticas, em função de recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes do governo sobre a China. “Nós temos relações muito boas com todos os países, inclusive com a China. É um parceiro comercial importante do Brasil. O Brasil integra um bloco econômico com a China chamado de Brics. Eu me reuni pelo menos duas ou três vezes com o embaixador Yang Wanming e não há nenhum problema diplomático do Brasil com a China”, assegurou o ministro.

Fábio Matos, Revista Oeste

O que a China e Anthony Fauci têm a ver com a origem do coronavírus?

 Tudo, segundo artigo publicado no Wall Street Journal

Anthony Fauci é imunologista e o atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biben | Foto: D. Myles Cullen/Casa Branca
Anthony Fauci é imunologista e o atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biben | Foto: D. Myles Cullen/Casa Branca

O coronavírus surgiu em um laboratório de Wuhan, na China, ou é de origem animal? A primeira opção parece a mais convincente, garante artigo publicado no jornal Wall Street Journal, na sexta-feira 7. De autoria de James Freeman, a matéria traz informações interessantes com base nos estudos de Nicholas Wade, jornalista com 30 anos de experiência no The New York Times e membro do comitê editorial das revistas científicas Science e Nature. A seguir, os principais trechos da reportagem:

1) “Antes de a epidemia de coronavírus devastar o mundo, Anthony Fauci, imunologista e atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biben, financiava pesquisas com coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. A ideia era estudar a capacidade de tais patógenos de atacar humanos.”

2) “O vírus que causou a pandemia é conhecido oficialmente como SARS-CoV-2, mas pode ser chamado de SARS2. Como muitas pessoas sabem, existem duas teorias principais sobre sua origem. Uma é que ele saltou naturalmente da vida selvagem para as pessoas. A outra é que o vírus estava sendo estudado em um laboratório, do qual escapou … parece-me que os proponentes da fuga do laboratório podem explicar todos os fatos disponíveis sobre o SARS2 consideravelmente mais facilmente do que aqueles que defendem a emergência natural. O Sr. Wade descreve um importante pesquisador chinês cujo trabalho recebeu apoio do instituto do Dr. Fauci por meio de um grupo dos EUA chamado EcoHealth Alliance.”

3) “Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, liderado pela maior especialista da China em vírus de morcego, Shi Zheng-li, montaram expedições frequentes às cavernas infestadas de morcegos de Yunnan, no sul da China, e coletaram cerca de cem coronavírus diferentes de morcegos. Ainda não se pode afirmar se Shi gerou ou não o SARS2 em seu laboratório porque seus registros foram lacrados, mas parece que ela certamente estava no caminho certo para fazê-lo. ‘Está claro que o laboratório de Wuhan estava construindo sistematicamente novos coronavírus quiméricos e estava avaliando sua capacidade de infectar células humanas e camundongos que expressam ACE2 humano’, diz Richard H. Ebright, biólogo molecular da Rutgers University e principal especialista em biossegurança.”

4) “Está documentado que os pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan estavam fazendo experimentos de ganho de função projetados para fazer os coronavírus infectarem células humanas e camundongos humanizados. Este é exatamente o tipo de experimento do qual um vírus semelhante ao SARS2 poderia ter surgido. Os pesquisadores não foram vacinados contra os vírus em estudo e estavam trabalhando nas condições mínimas de segurança de um laboratório BSL2. Portanto, a fuga de um vírus não seria nenhuma surpresa. Em toda a China, a pandemia estourou na porta do instituto Wuhan. O vírus já estava bem adaptado ao homem, como era de se esperar para um vírus cultivado em camundongos humanizados.”

5) “Ninguém encontrou a população de morcegos que foi a fonte do SARS2, se é que ela já infectou morcegos. Nenhum hospedeiro intermediário se apresentou, apesar de uma busca intensiva pelas autoridades chinesas que incluiu o teste de 80.000 animais. Não há evidências de que o vírus dê vários saltos independentes de seu hospedeiro intermediário para as pessoas, como os vírus SARS1 e MERS fizeram.”

Leia também: “O jogo da China”, reportagem publicada na Edição 58 da Revista Oeste

Cristyan Costa, Revista Oeste

Barroso defende urna eletrônica e o povo, voto auditável

Resumo da semana - CH News, o jornal mais fake do Brasil

Epidemiologistas contestam decisão de Biden de liberar uso de máscaras para vacinados

Pessoas sem máscara andam em ônibus turístico em Nova York; epidemiologistas contestam decisão de Biden de liberar equipamento para vacinados - Carlo Allegri/Reu


THE NEW YORK TIMES

Quando as autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram na quinta-feira (13) que os americanos totalmente vacinados não precisam mais usar máscaras na maioria dos lugares, foi uma surpresa para muitas pessoas que trabalham na saúde pública. Também foi um forte contraste com a opinião da grande maioria de epidemiologistas entrevistados nas duas últimas semanas pelo New York Times.

Numa pesquisa informal, 80% dos profissionais disseram acreditar que os americanos ainda devem usar máscaras em recintos públicos fechados durante ao menos mais um ano. Apenas 5% disseram que as pessoas podem parar de usá-las em ambientes fechados neste verão no hemisfério norte.

Sem máscaras, pessoas tomam banho de sol no Washington Square Park, em Nova York
Sem máscaras, pessoas tomam banho de sol no Washington Square Park, em Nova York
Brendan McDermid - 13.mai.21/Reuters

Em grandes multidões ao ar livre, como em shows ou manifestações, 88% dos epidemiologistas afirmaram que o uso de máscaras é necessário, mesmo para as pessoas totalmente vacinadas.

"A menos que a taxa de vacinação aumente para 80% a 90% nos próximos meses, devemos usar máscaras em grandes ambientes públicos fechados", disse Vivian Towe, diretora de programa no Instituto de Pesquisas de Resultados Centrados em Pacientes.

As respostas de 723 epidemiologistas foram enviadas entre 28 de abril e 10 de maio, antes da nova diretriz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). A pesquisa consultou os especialistas em saúde pública sobre estar ao ar livre em grupos de vários tamanhos e sobre estar em espaços fechados com pessoas cuja situação vacinal é desconhecida.

As situações estavam de acordo com a nova orientação que rege o comportamento em locais públicos, independentemente do tamanho, onde é impossível saber se as outras pessoas foram vacinadas.

As autoridades federais já disseram que os indivíduos vacinados podem ficar em ambientes fechados com outros vacinados, e a maioria dos epidemiologistas concordou. Mas a nova orientação do CDC diz que as pessoas totalmente vacinadas não precisam mais usar máscaras, independentemente do tamanho da reunião ou se o local é fechado ou aberto, exceto em certas situações, como no transporte público.

Muitos epidemiologistas, por outro lado, fizeram coro ao CDC, dizendo que desde que as pessoas estejam totalmente vacinadas elas podem se reunir sem precauções. Mas o órgão sanitário foi além dos epidemiologistas, dando aprovação para que as pessoas imunizadas parem de usar máscara em grupos com um número desconhecido de pessoas não vacinadas. "Ou você confia na vacina ou não", defendeu Kristin Harrington, doutoranda em epidemiologia na Universidade Emory. "Se confiamos na vacina, significa que um número ilimitado de indivíduos vacinados deve poder se reunir."

Outros entrevistados fizeram ressalvas de que, como o vírus continua se espalhando, as máscaras são importantes para proteger indivíduos de alto risco e os que não podem se vacinar, como crianças ou pessoas com condições de saúde subjacentes. "Até que a transmissão comunitária diminua, o uso de máscaras protege toda a comunidade e as outras pessoas na sala", incluindo crianças, pessoas imunodeprimidas e comunidades negras e latinas que foram atingidas com mais força pela Covid-19, disse Julia Raifman, professora-assistente de saúde pública na Universidade de Boston.

Um quarto dos epidemiologistas pesquisados disse acreditar que as pessoas precisariam continuar usando máscaras em certos ambientes indefinidamente, e alguns afirmam que pretendem continuar a usá-las em lugares como aviões ou teatros, ou durante a temporada de vírus no inverno americano.

"Acho que vou usar máscara em todas as temporadas de gripe agora", disse Allison Stewart, principal epidemiologista do distrito de saúde do condado de Williamson, no Texas. "Certamente foi bom não ficar doente durante mais de um ano."

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves


 Claire Cain Miller, Kevin Quealy e Margot Sanger-Katz, The New York Times