segunda-feira, 25 de outubro de 2021

'Bolsonaro não é populista, é popular', afirma Guedes

 

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro concederam entrevista lado a lado
Paulo Guedes e Jair Bolsonaro concederam entrevista lado a lado | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu no último domingo, 24, a decisão do governo federal de alterar a regra do teto constitucional de gastos para viabilizar o pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil até dezembro de 2022. Segundo Guedes, havia necessidade de atender a uma parcela da população que está passando fome. Por isso, a criação de um novo programa social não transforma o presidente Jair Bolsonaro em um populista.

“O presidente não é populista, é popular. É diferente”, afirmou Guedes em entrevista a jornalistas. “Tem brasileiro comendo osso, passando fome. A mesma mídia falou sobre isso durante três meses. Como é que um presidente da República vai fazer? Ele fica num difícil equilíbrio.”

O ministro disse ainda que o auxílio visa a combater a pobreza no país, que se acentuou durante a pandemia. “O presidente precisa enfrentar o problema da miséria”, asseverou. “Ele precisa de R$ 30 bilhões para fornecer mais R$ 100 ao Bolsa Família. Se fizermos uma reforma administrativa que dê R$ 300 bilhões, não tem problema dar R$ 30 bilhões para os vulneráveis e frágeis.”

Guedes também defendeu o teto de gastos. “É uma bandeira nossa de austeridade”, afirmou. “É um símbolo de compromisso para gerações futuras.”

Leia também: “Auxílio Brasil: o novo Bolsa Família”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 74 da Revista Oeste


Edilson Salgueiro, Revista Oeste

domingo, 24 de outubro de 2021

Salah faz hat-trick, destroi Cristiano e Liverpool enfia 5 no Manchester

'As histórias das filhas “solteiras” casadas que receberam milhões da Câmara', por Lúcio Vaz

 

Congresso aprovou aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões em 2022.| Foto: Pedro França/Agência Senado


Após pagar por mais de 10 anos a pensão da filha “solteira” maior Gilda Madlener Iguatemy, a Câmara dos Deputados cancelou o benefício e quer recuperar os R$ 7 milhões pagos indevidamente após a pensionista estabelecer união estável. A investigação de uma dezena de casos semelhantes pela Câmara mostra que a fiscalização da legalidade das pensões é falha. Tinha filha "solteira" com certidão de casamento. Gilda recebia R$ pensão mensal de R$ 37 mil quando o blog revelou, em 2017, as “fabulosas pensões das filhas solteiras do Congresso”.


Filha solteira de ex-servidor morto em 1975, Gilda chegou a ter a pensão suspensa, em 2017, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que havia decidido pelo corte do benefício para quem tinha outra fonte de renda. A Câmara apurou que a pensionista era dona do Auto Posto Sol de Verão, com sede em Mucuri (BA). Mas ela e dezenas de outras pensionistas recuperaram o benefício na Justiça.


Em outubro do ano passado, o diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, determinou o cancelamento da pensão de Gilda, diante da comprovação, “mediante farto acervo probatório”, apurado pela Polícia Legislativa, de que a beneficiada “constituiu unidade familiar sob a forma de união estável”, condição que afasta o direito ao benefício de forma definitiva, conforme jurisprudência do TCU.


Em 17 de maio deste ano (2021), a Câmara criou comissão de tomada de contas especial para apurar a responsabilidade de Gilda frente ao prejuízo causado à Câmara (R$7.067.288,88) originado do recebimento indevido de pensão na condição de filha solteira maior, fato decorrente de prestação de informação falsa acerca de seu estado civil em formulário de recadastramento anual.


Reportagem publicada pelo blog em agosto mostrou que pensionistas filhas solteiras de servidores da Câmara dos Deputados têm renda bruta que supera os R$ 50 mil. Trinta delas têm remuneração bruta acima do teto constitucional – R$ 39,3 mil. Somando com as pensões das filhas de ex-deputados, com valores mais “modestos”, a conta anual chega a R$ 48 milhões.


Filhas solteiras do IPC

A Câmara criou outra comissão de tomada de contas, em abril do ano passado, para apurar a responsabilidade de Renata Barreto Pires pelo prejuízo de R$ 553 mil causado pelo recebimento indevido de pensão civil na condição de filha solteira após estabelecer união estável. Em junho de 2019, já haviam sido canceladas a pensão civil e a pensão concedida pelo extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que transferiu para a União o pagamento de aposentadorias e pensões deixadas por deputados e senadores.


Em maio do ano passado, o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou o cancelamento definitivo da pensão concedida a Cláudia Barreto Pires, irmã de Renata Pires, pelo IPC. Os autos do processo informam que a beneficiária de pensão na condição de filha maior solteira contraiu união estável, fato comprovado pelo inquérito policial.


Um ano após o cancelamento, em maio deste ano (2021), foi criada comissão de tomada de contas para apurar a responsabilidade da pensionista “frente ao prejuízo causado à casa”, devidamente identificado e quantificado pelos órgãos técnicos em R$ 478 mil até fevereiro de 2021. A fraude foi decorrente de prestação de informação falsa acerca de seu estado civil.


O direito adquirido e a legalidade

Em maio de 2019, Maia cancelou a pensão de parlamentar de Clea de Luna Freira, filha maior solteira do ex-deputado Oscar de Luna Freire (Arena-BA), morto em junho de 1976. Documento enviado à Câmara pelo TCU comprovou que Clea recebia, por meio da Previdência Social, desde janeiro de 1997, pensão por morte em razão de comprovada existência de “união estável com terceiro”.


Em sua defesa, Clea alegou que a equiparação da união estável ao casamento “fere os princípios do direito adquirido e da legalidade”, uma vez que a pensão parlamentar foi obtida na vigência da Lei nº 3.373/1958, que dispõe sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família, e que não há nesse diploma previsão de cessação do benefício pela existência de fonte de renda distinta”. Ocorre que ela não perdeu a pensão por ter renda extra, mas sim porque deixou de ser solteira.


A Câmara concluiu que os benefícios pagos pelo extinto IPC também devem ter o pagamento cessado diante da verificação de união estável, em razão de sua equiparação ao casamento, conforme jurisprudência do TCU. É pacífico, também no Supremo Tribunal Federal (STF), o entendimento pelo cancelamento da pensão da filha maior solteira em caso de alteração do estado civil, seja pelo casamento, seja pela constituição de união estável.


A escolha da declaração falsa certa

Pelo mesmo motivo, Maia cancelou a pensão parlamentar de Maria Tostes de Carvalho Cruz, filha maior solteira do ex-deputado, Dilermano Cruz (PR-MG), falecido em 1971. O TCU descobriu que Maria também recebia, por meio do Regime Geral da Previdência, desde maio de 1994, pensão por morte em razão de comprovada existência de união estável com terceiro.


A pensionista alegou que desconhecia a proibição segundo a qual a pensão parlamentar deveria ter o pagamento cessado diante da constituição de nova relação de convivência e que o valor daquele benefício era imprescindível à sua subsistência. Os argumentos não foram aceitos.


Em janeiro deste ano, a situação de Maria Cruz foi amenizada. O diretor-geral da Câmara, Mauro Mena Barreto, destacou inicialmente que, nos casos de cancelamento de pensão do IPC decorrente de união estável, a aferição do marco inicial para fins de restituição de pagamentos irregulares deve considerar a primeira declaração falsa prestada após setembro de 2015, mês em que a Câmara passou a aplicar aos beneficiários do IPC o entendimento de que a união estável é hipótese de perda do benefício.


Mas o diretor-geral acrescentou que, no contexto dos autos e em casos similares, para fins de comprovação da má-fé da pensionista, devem ser “desconsideradas” quaisquer declarações que não tenham o poder de gerar o cancelamento do benefício, a exemplo do recebimento de outra pensão ou aposentadoria, sobretudo nos casos de pensionistas do IPC, “uma vez que o instituto permite, expressamente, a acumulação da sua pensão com pensões e proventos de outra natureza”.


Diante desses fatos, a Câmara considerou como marco inicial para fins cobrança dos pagamentos irregulares a serem ressarcidos por Maria Tostes de Carvalho Cruz a declaração falsa constante do formulário de recadastramento de 20 de março de 2018. Foi uma questão de escolher a “declaração falsa” certa.



Filha solteira com certidão de casamento

Em julho de 2019, agentes da Polícia Legislativa da Câmara estiveram em Fortaleza e apuraram que uma pensionista filha maior solteira vivia em união estável e recebia o benefício havia mais de 20 anos. Ela omitia a sua união no recadastramento anual para não perder os proventos. A mulher foi indiciada no crime de estelionato.


Em Natal, no mesmo ano, policiais legislativos apuraram que uma pensionista recebia benefício da Câmara na condição de filha maior solteira, mas era casada, possuindo, inclusive, certidão de casamento do ano de 1988. O documento foi juntado aos autos. Há mais de 30 anos, ela omitia sua condição de casada no recadastramento anual. Foi indiciada por estelionato.


Em agosto do ano passado, em Vitória, uma pensionista da Câmara vivia em união estável por mais de 20 anos e continuava recebendo o benefício, como apurou a Polícia Legislativa. A mesma situação foi apurada pelos policiais legislativos no Rio de Janeiro, em setembro de 2020. Nos dois casos houve indiciamento pelo crime de estelionato.


Gazeta do Povo

Ministro Rogério Marinho sobe o tom e detona governos petistas, que investiam verbas em outros países (vídeo)

 

Ao participar de um evento no nordeste do país, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, fez um forte discurso criticando governos anteriores, que destinavam verbas, que deveriam ser utilizadas para melhorar a vida do povo brasileiro, para investir em países de comando esquerdista, como Cuba e Venezuela.

Segundo o ministro, a fórmula de sucesso do governo Bolsonaro é, exatamente, fazer o oposto dos governos anteriores: investir no Brasil.

Ao compartilhar o vídeo com seu discurso no YouTube, Marinho reforçou o intuito do governo federal, de utilizar as verbas brasileiras para fazer o Brasil crescer:

“Nós sabemos que no passado não faltava dinheiro para grandes obras estruturantes, para portos, aeroportos, estradas, hidroelétricas, metrôs, mas na Venezuela, na Nicarágua, em Cuba, nos países da África.
Para o povo brasileiro o discurso, o pouco, o que sobrava. Para os outros a abundância.
Agora não, o governo do presidente Jair Bolsonaro trabalha em benefício do Brasil, para honrar os impostos do cidadão brasileiro”, escreveu ele.

Confira:

Jornal da Cidade

Alexandre Garcia: “Americano não extradita jornalista” (vídeo)

 

O jornalista Alexandre Garcia, logo que surgiu a notícia dando conta da decisão do ministro Alexandre de Moraes, determinando a prisão e a extradição do jornalista Allan dos Santos, saiu em defesa do colega.

A motivação alegada por Moraes em sua decisão seriam “ataques à democracia, à Constituição e aos poderes constituídos”.

Garcia foi taxativo:

“Eu não vi esses ataques. Eu vi ataque sim, bem perto aqui em Brasília, no Lago Sul, do MST, da Via Campesina, contra a Associação do Produtores de Soja, mas não aconteceu nada até agora”.

E complementou, se referindo ao caso de Allan do Santos:

“Ataque de boca é liberdade de opinião. É o que diz a Constituição no artigo 220.”

E arrematou brilhantemente:

“Pelo menos agora, os americanos vão ter certeza de que há prisioneiros políticos no Brasil, por crime de opinião (...)”.

Pois bem, em seu comentário neste domingo (24) no YouTube, Alexandre Garcia voltou a tocar no assunto.

Desta feita, fez uma observação importante.

“O americano tem uma tradição. Não extradita jornalista perseguido no seu próprio país.”

Vídeo:

Jornal da Cidade

Governo brasileiro quer aumentar geração de energia eólica e solar

 

Energia eólica
Energia eólica | Foto: Divulgação/Unsplash

Em meio à crise energética mundial, o governo brasileiro planeja aumentar a participação das energias eólica e solar na matriz energética do país. Juntas, elas representam hoje 11% dos 179 gigawatts gerados no Brasil, segundo os dados mais recentes, de 2020. De acordo com o planejamento do governo, esse percentual deve subir para 25% até 2030.

Hoje o modelo de geração de energia brasileiro é baseado em usinas hidrelétricas. Elas representam pouco mais de 60% da matriz energética brasileira. Segundo o Plano Decenal de Energia 2030, devem passar a 49% daqui a nove anos.

A última grande hidrelétrica construída no país foi Belo Monte, no Pará, e não há planos para novos projetos, segundo Roberto Brandão, pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A expansão do sistema elétrico, segundo ele, tende a se basear na geração eólica e solar.

Crise hídrica elevou bandeiras tarifárias

O Brasil passa atualmente pela pior crise hídrica dos últimos nove anos e a bandeira tarifária, a cobrança adicional nas contas de luz pelo acionamento de termelétricas, atingiu recentemente seu patamar mais elevado.

O acionamento de termelétricas já é naturalmente uma operação mais cara que a geração hidrelétrica. Mas neste ano, os preços subiram ainda mais devido à alta do petróleo e seus derivados no mercado global. O preço do barril passou dos US$ 80 em setembro — fato que não ocorria há três anos.

Segundo Brandão, apesar da atual crise hídrica, não deve faltar energia elétrica no país. Mas as contas podem continuar caras. Segundo ele, por mais estranho que possa parecer, o sistema elétrico teve um aumento de capacidade nos últimos anos que não foi acompanhado pelo consumo.

“A tendência para os próximos anos é você ter uma situação folgada, mas é claro que você não controla a chuva, então se a gente continuar tendo só anos secos ainda pode ter problemas. Mas não é provável, a situação mais provável é que o sistema continue se expandindo”, afirmou.

Segundo ele, a expansão do mercado de geração de energia eólica e solar “é mais do que suficiente para lastrear o aumento de consumo esperado para os próximos anos”.

Mas a análise de Brandão não é um consenso. Outros analistas dizem que com o acionamento das termelétricas está levando o sistema elétrico a um limite e as linhas de transmissão estariam sendo usadas de modo intenso — o que poderia dar margem a apagões.

Reservatórios de hidrelétricas podem ser usadas como baterias

Não há, por ora, tecnologia disponível no mercado para estocar energia elétrica em grandes quantidades com preços competitivos. Esse é o ponto fraco da energia renovável: se não há ventos, exposição solar suficiente ou se ocorre uma seca, a produção de energia cai.

Segundo a professora Virgínia Parente, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, hoje a maioria das hidrelétricas do país funciona “a fio d’água”, ou seja, não estocam grandes quantidades de água em represas para garantir o abastecimento durante um período de seca.

Segundo Parente, uma boa prática durante o processo de transição energética de fontes fósseis para renováveis, nos próximos anos, seria aumentar a capacidade de estocagem de água em represas. Assim, os reservatórios funcionariam como uma espécie de “bateria” para guardar energia para tempos de escassez.

Ao analisar esse tipo de medida, contudo, os gestores pesam a possibilidade de surgimento de novas tecnologias de armazenamento de energia, que não exijam alagamento de grandes áreas.

Luis Kawaguti, Revista Oeste

J.R. Guzzo: 'A CPI acabou em nada'

 O relator da comissão e o seu presidente fizeram uma monumental simulação de atividade nos últimos 180 dias


O Vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues, o presidente da CPI, Omar Aziz, e relator da CPI, Renan Calheiros
O Vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues, o presidente da CPI, Omar Aziz, e relator da CPI, Renan Calheiros | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


A “CPI da Covid”, após seis meses como o único evento na vida política do Brasil, a bomba de hidrogênio que iria reduzir o governo a pó e mandar o presidente da República para a cadeia pelos próximos 80 anos, finalmente acabou. Acabou ou está morta? Mais: chegou a estar viva algum dia, já que tinha as suas sentenças de condenação perfeitamente prontas antes mesmo de ser aberta a sua primeira sessão de “trabalhos”?

O relator da comissão e o seu presidente, mais um ou outro ajudantezinho, fizeram uma monumental simulação de atividade nos últimos 180 dias – parecia que estavam investigando os horrores mais extremados dos 521 anos de história do Brasil. Mas nunca investigaram nada, não de verdade, e o resultado é que as suas conclusões são as que já estavam prontas quando tiveram a ideia de montar esse show. Do nada, no fim das contas, saiu o nada.

Qual a seriedade que se pode esperar, dos pontos de vista legal, político e moral, de uma comissão que passa seis meses a vender a ideia de que está apurando atos monstruosos de corrupção e, no fim dos “trabalhos”, não inclui entre as suas acusações oficiais o desvio de uma única caneta Bic? Ou havia ladroagem ou não havia – ou havia em outro lugar, bem longe de onde estavam procurando. Se não havia, os sócios-controladores da CPI passaram seis meses mentindo para o público. Se havia, por que não aparece nada no relatório final? Outra trapaça, de nível equivalente a essa, é o conto do “genocídio”. Não se pode sair por aí dizendo, assim à toa, que alguém é genocida; em matéria de crime, não é como passar a mão no celular da moça que está esperando no ponto do ônibus. A CPI trapaceou de novo – disse que tinha genocídio. Depois disse que não tinha. Dá para levar a sério?

Era só ler o que está escrito na lei: genocídio é destruir “grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Para isso o sujeito tem de “matar membros do grupo”, ou submeter o grupo, “intencionalmente”, a condições que levem à sua “destruição física”, ou “impedir os nascimentos no seio do grupo” ou, enfim, fazer “transferências forçadas de crianças para outro grupo”. É coisa de gente que mexe com campo de concentração, e daí para baixo. Como atribuir um átomo de honestidade a quem brinca com acusações como essa?

A CPI, nisso aí, revelou que tem credibilidade zero, com viés de baixa. Porque seria melhor nas suas acusações de “crime contra a humanidade”, ou de “epidemia” – que, segundo a lei, não é andar sem máscara, mas “propagar germes patogênicos”? É difícil dizer.

Publicado originalmente no O Estado de S.Paulo 

Revista Oeste

Programa 4 por 4 - Domingo 24/10 - Com Lacombe, Henkel, Fiuza e Constantino

O Fenômeno Brasil Paralelo: “Eles pretendem ultrapassar a Globo”, por Stephen Kanitz

 

Me entusiasmei com a plataforma desde o início e hoje me arrependo de não ter ido a Porto Alegre conhecê-los na época.

Poucos se dão conta que a TV aberta e a TV a cabo estão com seus dias contados.

Hoje tudo é streaming, como a Netflix e o YouTube.

No início a Brasil Paralelo fazia documentários sobre a história brasileira, com uma visão diferente daquela ensinada nas universidades brasileiras.

Isto irritou o discurso hegemônico dos intelectuais, que divulgam uma série de mentiras sobre a BP, para destruir sua reputação logo de início. Não acreditem.

Nesse mês, a Brasil Paralelo deu um salto quântico, e acreditem ou não, acho que ela pretende ultrapassar a Globo, em número de assinantes.

Isso mesmo, nada menos que a Globo, ou que restar dela.

Suas produções já foram assistidas por 20 milhões de brasileiros. Está adquirindo músculos.

Introduziu uma parte jornalística, que são entrevistas com pessoas relevantes, comentários e análises.

Continua com os seus documentários sobre todos os assuntos.

E fez um acordo com a Sony, de reprisar os clássicos do cinema, filmes que expressam valores morais, e não somente sexo e violência.

Melhor do que isso, cada filme é antecedido por um comentário que explica o que o filme pretende fazer.

Ele pode adiantar que existem 3 histórias entrelaçadas no filme, que o filme mostra “ o caminho do Herói”, e assim por diante.

Fiquem atentos ao Brasil Paralelo, se puder, apoiem, ela vai dar muito que falar.

Parabéns ao Lucas, Henrique e Felipe, vocês vão longe.

Stephen Kanitz. Consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.


Jornal da Cidade

Que país é esse? “Terça Livre” chega ao fim (vídeo)

 

Fazer jornalismo no Brasil tem se tornado uma atividade de risco, não apenas pela censura da informação, mas também pela vulnerabilidade financeira das incertezas de se manter empresas nesse ramo.

O Terça Livre iria completar 7 anos de atividades em novembro. No entanto, anunciou sua “falência” nesta sexta-feira.

Na verdade, nas palavras de Ítalo Lorenzon:

“Nós não falimos, fomos falidos”.

Se já é difícil se fazer jornalismo em condições normais no Brasil, ter todas as contas bancárias e a monetização bloqueadas pela justiça, torna a decretação de falência a única alternativa.

A empresa deixa quase 20 famílias com desempregados.

Antes do fim, a empresa abriu um canal alternativo, o “Artigo 220”, que na sexta-feira teve sua conta nas mídias sociais também suspensa.

Sem alternativa e com despesas “impagáveis” pelos bloqueios judiciais, só restou a opção de encerrar as atividades em definitivo.

Para democracia e a liberdade de expressão do Brasil, é um lamentável capítulo.

Allan dos Santos, outro sócio, também teve mandado de prisão e pedido de extradição, decretados.

Resta saber como os EUA reagirão a uma extradição sem crime vinculado ao Código Penal brasileiro.

Tempos estranhos…

Tempos difíceis…

Fazer jornalismo no Brasil só vale a pena se você falar o que querem ouvir.

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor do livro "O Mito - Os bastidores do Alvorada".

Jornal da Cidade

Daniel Silveira e Roberto Jefferson: a Justiça às avessas no Brasil

Enquanto criminosos se beneficiam de decisões judiciais e são soltos, políticos acusados de crimes de opinião permancem presos


Roberto Jefferson está preso desde 13 de agosto | Foto: Mário Agra/PTB Nacional
Roberto Jefferson está preso desde 13 de agosto | Foto: Mário Agra/PTB Nacional

O que Suzane Von Richthofen, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos e Elize Matsunaga têm em comum? Todos foram presos por terem cometido crimes bárbaros de homicídio.

Em 2002, Suzane planejou a morte dos pais a pauladas, com a ajuda do namorado e do cunhado (os irmãos Cravinhos). Todos foram condenados e hoje desfrutam da liberdade do regime semiaberto, garantido pela lei penal. Desde setembro deste ano, Suzane cursa a faculdade de Farmácia na cidade de Taubaté (SP), onde distribui autógrafos e tem status de celebridade.

Elize Matsunaga, a ex-garota de programa que matou e esquartejou o marido, cumpre pena em regime semiaberto na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Durante as “saidinhas” temporárias às quais os presos em regime semiaberto têm direito no Brasil, gravou cenas de um documentário para a Netflix.

O traficante e membro do PCC André do Rap, preso após megaoperação da Polícia Federal em 2019, foi solto depois de ter um pedido de habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. Rap aproveitou a liberdade e fugiu do país. Seu paradeiro é desconhecido.

Enquanto isso, o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, seguem presos em regime fechado. O crime de Silveira foi ter publicado um vídeo nas redes sociais com ofensas aos ministros do Supremo. O de Jefferson foi atacar as instituições por meio de “atos antidemocráticos”, além de tecer críticas à Corte.

Colaborou Mauro Tavernard

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Fronteira entre EUA e México tem recorde de famílias do Brasil detidas

Brasileiros que chegaram com parentes nos últimos 12 meses representam 75,5% do total de detidos; Crise migratória se agrava por causa da pandemia do vírus chinês e da posse de Joe Biden


Migrantes são detidos na fronteira entre o México e os EUA; número dos que tentam entrar de forma ilegal em território americano bate recorde  Foto: REUTERS/Jason Garza

número de famílias que tentaram entrar ilegalmente nos EUA bateu recorde nos últimos 12 meses – ano fiscal que vai de outubro de 2020 a setembro de 2021 –, com 483.846 chegando às fronteiras americanas. Muitos imigrantes tentam entrar sozinhos nos EUA, mas a maioria o faz com suas famílias, e o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) computa os dados separadamente. 

Dos 56.881 brasileiros detidos na fronteira com o México, número que é um recorde histórico, oito vezes maior do que o relatado no ano anterior, a maioria viajava com sua família — 43.867 ou 75,5% — e outros 12.898 tentaram completar a rota sozinhos. O restante eram menores de idade e crianças desacompanhadas, segundo os dados do CBP.

“O que antes era quase que uma migração exclusivamente mexicana mudou, em 2019, com a quantidade de pessoas de HondurasEl Salvador e Guatemala. Pobreza e violência foram os principais motivadores. Outra grande diferença foi a estratégia de viajar em família, que aumenta os números totais”, diz Gabrielle Oliveira, professora da Faculdade de Educação de Harvard. 

Viajar em família, segundo a professora, aumenta, em teoria, a chance de permanecer nos EUA. “Pesquisas qualitativas mostram, por exemplo, um distrito escolar onde a quantidade de crianças brasileiras chegando em escolas triplicou. Então tem mais unidades familiares chegando do que adultos sozinhos”, explica.

crise migratória nos EUA vem batendo recordes por conta de três fatores: pandemia do vírus chinês, dificuldade econômica nos países de origem e a posse do presidente Joe Biden , que prometeu adotar uma abordagem mais humana, mas continua adotando políticas de seu antecessor, Donald Trump, como a deportação em massa.

Neste ano fiscal, os EUA já registraram a chegada de 1,9 milhão de migrantes. No mesmo período do ano passado, foram 646 mil. Em 2019, 859 mil. Entre os migrantes, estavam as brasileiras Maria e Roberta - que pediram para ter os nomes reais preservados. O sonho de uma vida melhor, R$ 30 mil gastos na travessia e destinos diferentes separam a história delas. Maria foi deportada para o Haiti com a filha e o marido haitiano. Roberta passou três meses presa antes de chegar a Massachusetts.

Depois dos mexicanos, o segundo maior grupo de migrantes barrados - 367 mil pessoas - inclui haitianos, venezuelanos, cubanos e brasileiros. De acordo com a alfândega americana, no ano fiscal de 2021, 58.059 brasileiros foram detidos, mais do que a soma dos três anos anteriores, quando 45 mil tentaram cruzar a fronteira.

Viagem planejada por coiotes

Quando Roberta, de 33 anos, decidiu deixar o Espírito Santo, sua ideia era levar o filho de 7 anos junto, mas ao conseguir a viagem em cima da hora, resolveu deixá-lo com a mãe dela. Quando chegou aos EUA, ela foi presa com outros imigrantes e ficou 97 dias até poder encontrar os parentes que vivem em Massachussets. “Se eu estivesse com ele (filho), não ficaria nem 7 dias presa, mas fiquei com medo da vida com ele aqui porque não é uma vida fácil. Eu fico com saudade, choro, mas tem gente que pensa que é tudo fácil. Não é, tem que trabalhar muito”, conta.

Com cidadania italiana, Roberta acreditou que chegaria nos EUA pela fronteira com o México e conseguiria ficar por lá. Conseguiu o roteiro com um coiote (pessoas que cobram para fazer a travessia) ainda no Espírito Santo e pagou R$ 30 mil porque “era um antigo conhecido da família”. 

A brasileira saiu em maio de sua terra natal, mas só chegou a Massachusetts há dois meses. Depois de um voo para o México, iniciou a travessia com mais cinco pessoas até a fronteira com os EUA. “Caminhei pouco, passei por um deserto, andei cerca de 30 minutos, sendo 15 pela areia, passei por cima da ponte e caminhei mais um pouco sabendo que a qualquer momento a gente podia ser pego. A travessia foi tranquila, até o momento em que fomos pegos”.

Brasileira que ficou 97 dias presa antes de poder ficar nos EUA leva consigo o terço que tinha no País  Foto: Arquivo Pessoal

Quando foi detida, Roberta teve o passaporte apreendido, foi revistada e passou por um interrogatório. Depois, foi levada a uma cela. “Fiquei dois dias nessa cela com pouca gente, depois começou a movimentação de tirar de uma cela e colocar em outra. No quarto dia nos levaram para uma tenda, a gente ganhou uns tal de burritos lá, umas frutas. Ali havia um colchão para cada pessoa e era feito um sorteio para ver quem ia tomar banho”, lembra a brasileira.

Depois de alguns dias, ela foi colocada em um ônibus e acreditou que seria libertada. “Ninguém fala o que vai acontecer, não adiantava nem perguntar. Fomos algemadas, mãos, pés e cintura, uma presa na outra. Depois de 15 minutos chegamos onde estava um avião aí a gente pensava que ia para um lugar melhor. Então chegamos em um presídio, recebemos um lanche, fizemos exames e fui para uma nova cela, com um monte de normas, pessoas ruins. Quando dava 4 horas da manhã, eles gritavam ‘café da manhã’ e a gente tinha que descer e pegar ou perdia a refeição. O banheiro era um quadradão com 6 chuveiros muito quentes porque não tinha controle de temperatura, minha cabeça ficava cheia de machucado”.

Roberta conseguiu contato com a família oito dias depois de chegar nos EUA. Na prisão podia fazer ligações de 15 minutos e conseguia conversar com a mãe e o filho. Ela diz que enquanto estava presa dividiu cela com cubanas, venezuelanas e haitianas, com quem conversava um pouco, mas que passou por crises de choro e precisou tomar antidepressivo. “Dá uma agonia, você pensa que nunca mais vai sair de lá, é uma pressão psicológica.”

Em uma manhã, a brasileira foi chamada, fez o teste da covid-19 e foi enviada para um abrigo de uma igreja. “‘Aqui vocês estão livres’, foi o que disseram então liguei para o meu tio, que comprou uma passagem e fui embora”, conta, lembrando do terço que levou consigo desde o Brasil. Agora, Roberta espera as audiências para tentar obter os documentos necessários para ficar nos EUA.

Deportação e vaquinha virtual 

Maria pegou um voo de São Paulo para o México com a filha de 1 ano e uma amiga colombiana no dia 15 de setembro. Chegando na capital, comprou passagem para uma cidade de fronteira com os EUA e encontrou o marido, o haitiano Carlos. De lá, os três seguiram em direção ao Texas, como relataram ao Estadão no começo deste mês.

Carlos havia deixado a capital paulista no dia 5 de julho, pegou um voo até Campo Grande, de lá seguiu andando e em barcos para a Bolívia, Peru, Colômbia e Panamá. “Ele passou três dias caminhando pela mata (selva de Darién) sem alimentação, apenas o que levava na mochila. Ele viu várias pessoas morrendo porque tem que subir montanhas, enfrentar correntezas e muitos não conseguem. Ele chegou com a perna toda machucada, até me mandou a foto da perna inchada”, conta Maria.

Haitiano que vivia com a mulher brasileira em São Paulo tentou entrar nos EUA, mas foi deportado com a família; durante a travessia, ele machucou as pernas na selva colombiana Foto: Arquivo Pessoal

No México, a família contratou um coiote. “Ele (coiote) tinha que pagar os policiais e negociar a nossa saída do país. Em todos os países que meu marido chegava antes disso era preciso pagar taxas a policiais”, explica a brasileira.

“Cheguei e atravessamos a fronteira. Nos entregamos e ficamos quatro dias no Texas, dormindo num lençol no chão. Havia muita gente de todo lugar, mais de cinco mil pessoas. Todo mundo fazia barracas. A gente apostou tudo que tinha nesse objetivo, vimos vários amigos conseguindo”.

A família foi deportada ao Haiti, onde está há quase um mês. A filha do casal, de 1 ano de idade,  não come direito desde que deixou o Brasil e começou a tomar remédios caseiros preparados pela família de Carlos. 

Os três tentam voltar ao País e agora contam com uma vaquinha virtual criada pela madrinha de Maria. “O dinheiro que a gente tinha guardado, mais ou menos R$ 30 mil, a gente gastou. Não sabemos como vai fazer para voltar ao Brasil, não temos nem onde morar, como deixamos a ocupação que vivíamos para trás, não temos moradia. Devo voltar para a casa dos meus pais até me organizar”, diz Maria.

Fernanda Simas, O Estado de S.Paulo

O que é o metaverso, conceito que deixou Zuckerberg obcecado?

 De olho em um transformação futurística da internet, o Facebook já investiu mais de US$ 50 milhões para construir 'universo virtual'


Zuckerberg disse em julho que a empresa tentará fazer a transição de uma empresa de mídia social para uma empresa especializada em metaverso nos próximos dez ou quinze anos

Na mira de reguladores e legisladores, o Facebook enfrenta uma de suas piores crises na história depois de ter uma série de documentos vazados sobre sua negligência na moderação de conteúdo — o momento negativo da empresa rendeu até depoimentos no Senado dos EUA e uma forte pressão sobre a atuação da empresa. Mas, aparentemente, a estratégia de Mark Zuckerberg tem sido olhar para um outro caminho e fazer nascer, quase do nada, uma nova marca, que representaria o novo foco de seus negócios em algo chamado metaverso. 

Com isso, a empresa trabalharia com foco em um grande mundo virtual, e não apenas em redes sociais. A estratégia, claro, parece chegar convenientemente em um momento no qual a companhia precisa fugir de escândalos na nova era. A guinada em direção ao metaverso pode resultar na mudança do nome da própria companhia. 

O rebatismo foi divulgado pelo site especializado em tecnologia The Verge. Só para o projeto de metaverso, o Facebook já destinou mais de US$ 50 milhões. Entretanto, mesmo que a palavra tenha ganhado as manchetes, o seu conceito ainda é desconhecido — um pouco complicado de entender.

O que é o metaverso?

Metaverso é um termo amplo. Geralmente se refere a ambientes de mundo virtual compartilhados que as pessoas podem acessar via internet. O termo pode se referir a espaços digitais que se tornam mais realistas com o uso de realidade virtual (RV) ou realidade aumentada (RA).

Algumas pessoas também usam a palavra metaverso para descrever mundos de jogos, nos quais os usuários têm um personagem que pode andar e interagir com outros jogadores. Muitos livros e filmes de ficção científica, por exemplo, são ambientados em metaversos completos — mundos digitais alternativos que são indistinguíveis do mundo físico real. Mas isso ainda é ficção. Atualmente, a maioria dos espaços virtuais se parecem mais com o interior de um jogo de videogame do que com a vida real.

O interesse acelerado neste mundo alternativo, porém, pode ser visto como resultado da pandemia covid-19. À medida que mais pessoas começaram a trabalhar e a frequentar a escola remotamente, aumentou a demanda por maneiras de tornar a interação online mais realista.

O Facebook tem, hoje, mais de 10 mil funcionários focados na construção de dispositivos, como óculos de realidade aumentada, que ajudariam a acessar o metaverso da empresa. Na visão de Zuckerberg, esses dispositivos serão tão onipresentes quanto smartphones no futuro. Em setembro, a empresa anunciou um investimento de US$ 50 milhões para construir o metaverso: os recursos seriam usados ao longo de dois anos para garantir que as tecnologias do metaverso sejam "construídas de uma forma inclusiva e empoderadora". 

A empresa também disse que planeja trabalhar com pesquisadores em quatro áreas, incluindo privacidade e segurança de dados, para permitir que os usuários obtenham ajuda se algo que encontrarem no metaverso causar desconforto.

Assim, Zuckerberg encontrou um caminho ideal para os seus interesses: o investimento em um conceito novo traz, não só uma mudança de foco da realidade que a companhia está vivendo, como também coloca o Facebook em uma posição de explorador de terras novas (onde é possível ‘controlar’ melhor aspectos não-descobertos da tecnologia). 

Facebook não é pioneiro

A ideia do metaverso está atraindo muito interesse de investidores e empresas que desejam fazer parte do próximo grande acontecimento. Zuckerberg disse em julho que a empresa tentará fazer a transição de uma empresa de mídia social para uma empresa especializada em metaverso nos próximos dez ou quinze anos. É aí que entra a oportunidade de renomeação de marca pretendida pelo bilionário para a empresa mãe do WhatsApp, Facebook e Instagram.

O termo, porém, é popular no Vale do Silício e não conta com a exclusividade do Facebook nos trabalhos. A Microsoft também tem equipes no desenvolvimento dessas tecnologias, mencionando a convergência dos mundos digital e físico. Ainda, o popular jogo infantil Roblox, que estreou na Bolsa de Valores de Nova York em março, descreve-se como uma empresa metaversa. O Fortnite, da Epic Games, também é considerado parte do metaverso. 

Um exemplo de como essas tecnologias podem se transformar em ferramentas úteis é o Google, que está desenvolvendo um recurso chamado Projeto Starline. Ele simula uma videochamada com holografia entre usuários. Por meio de câmeras de alta resolução, a impressão é que os participantes da chamada estão conversando através de uma janela ou de uma parede de vidro. O Facebook pode querer ir ainda além do projeto do Google.

Uma das características que ajuda a formar o metaverso é a interação entre o mundo virtual e o mundo real. No Fortnite, músicos podem fazer shows virtuais dentro da plataforma — com venda de ingressos e público que interage entre si. Em setembro, por exemplo, milhões de pessoas assistiram a cantora Ariana Grande se apresentar virtualmente no Fortnite, disse a Epic Games. É a área vip do mundo digital.

O metaverso não fica restrito aos eventos musicais. As maiores empresas de moda do mundo, como HermèsBurberry Valentino, também transformaram suas passarelas em tapetes virtuais, com avatares de peças que as pessoas podem usar em ambientes metaversos.

Os fãs do metaverso acreditam que este é o próximo estágio no desenvolvimento da internet. No momento, as pessoas interagem entre si online acessando sites como plataformas de mídia social ou usando aplicativos de mensagens. A ideia do metaverso é criar novos espaços online nos quais as interações das pessoas possam ser mais multidimensionais, onde os usuários podem mergulhar no conteúdo digital em vez de simplesmente visualizá-lo.

O Estado de São Paulo com Reuters

O "maior golpe do século" atinge o tráfico internacional de drogas

 

Pelo menos, é essa a opinião do presidente da Colômbia Ivan Duque:

"Este foi o maior golpe contra o tráfico de drogas neste século no nosso país".

E disse ainda o presidente colombiano:

“Só é comparável à queda de Pablo Escobar”.

A operação de captura ocorreu no noroeste da Colômbia, em uma região próxima à fronteira com o Panamá, e contou com cerca de 500 soldados.

Otoniel é acusado de enviar dezenas de lotes de cocaína aos Estados Unidos, além do assassinato de policiais, recrutamento de menores e abuso sexual de crianças, entre outros crimes.

É uma indescritível vitória contra o mundo do crime.

Jornal da Cidade

'Depois de uma vida representando, Betty Faria, aos 80 anos, tem choque de realidade e se espanta com a vida real', por Bernadete Freire Campos

 

Em recente entrevista ao Estúdio da GloboNews, a atriz falou da sua indignação com a falta de investimentos no cinema nacional durante a pandemia da covid-19. Diz que o governo está contra o cinema, o “governo pegou o dinheiro”:

“O dinheiro dos artistas foi sequestrado pela Ancine. O cinema Brasileiro está parado há dois anos. Cada filme gera empregos para mais de 500 pessoas, e no momento está todo mundo desempregado, vendendo quentinha na rua” ...
“Levamos a imagem do Brasil para o exterior. "Podemos fazer uma imagem maravilhosa no exterior desse Brasil, que está tão sofrido (...)”

Reclamou que sofre ataques nas redes, que é chamada de comunista, e lhe dizem que “acabou a mamata”.

Coloca-se como vítima do ódio e dispara:

“Essas pessoas são raivosas e se defendem com armas (...)”
“Tenho um sonho de que o Brasil passe essa fase terrível, que o mundo está vivendo de extrema direita tradicionalista. Espero que isso acabe, que passe essa loucura, esse fantasma de dizer: 'Você é comunista'. Não sou comunista, sou humanista! Sou pela vida, felicidade, paz".

O que dizer de uma mulher que viveu de imagem a vida toda?

Uma atriz com mais de meio século de Globo. Desempenhou com maestria personagens sensuais e divertidas (embora não possuísse esses atributos); mas, aí está o mérito de ser boa atriz.

Os tempos áureos não voltam mais querida Betty. Chega de encenação. A vida real se impõe com toda a complexidade de um mundo globalizado.

Faz parte da vida as dificuldades financeiras, as dores emocionais, as doenças, a morte. Mas, ao que parece, a premiada atriz vivia em um pedestal de glória e glamour e, está com dificuldades para assimilar os fatos do mundo fora da tela da TV ou da tela do cinema.

O mundo passa por uma pandemia. Mais de 600 mil pessoas morreram só no nosso país. E os artistas, ah, os artistas preocupados com o dinheiro que deixou de ser abundante, para uso e abuso de uma classe necessitada de aplausos e de audiências para massagear os seus egos inflados e infantis.

A regra de isolamento social horizontal determinou que todos deveriam ficar em casa!

As crianças não foram para as escolas, os empresários tiveram seus comércios fechados a força, mulheres de biquínis foram algemadas nas praias, outras, nas praças, homens sofreram “gravatas” de policiais até desmaiar, e muitas outras atrocidades ocorreram em nome do “fique em casa”!

Portanto, dona Betty, não entendo a sua reclamação de que estão há dois anos parados?

Estão sem trabalho os artistas, cantores, produtores, palhaços, profissionais das artes.

Já o pessoal dos bastidores, esses foram criativos, “estão vendendo quentinhas na rua, não é mesmo?

Devem estar na mesma estatística dos mais de 14 milhões de desempregados! Resultado das empresas quebradas e obrigadas a demitir. O presidente alertou reiteradamente. A conta da economia chegou. A fome é uma realidade.

E qual é a preocupação da grandiosa atriz?

Levar uma IMAGEM maravilhosa do Brasil para o exterior!

Só artistas de egos inflados sobrevivem de imagem. Cinema não enche barriga. Ninguém jamais morreu por falta de cinema.

Com a polarização política, ficou muito evidente o lado que a maioria dos artistas se posiciona: do lado do dinheiro fácil da Lei Rouanet.

Fizeram manifestos, abaixo assinados pedindo o impeachment do presidente, e, até um clip intitulado “Desgoverno”. Tudo porque querem recuperar as mordomias.

Assim como os políticos corruptos não devem ganhar o nosso voto, essa classe de artistas medíocres também não deve ganhar a nossa audiência e consideração.

Por respeito a idade e a sensibilidade psicológica e hormonal da senhora Betty Faria, não vou expressar tudo o que acho da sua pessoa, só posso dizer que não é nada humanista, como quer ser vista.

Em uma Live com a Maria Ribeiro, no ano passado, a atriz Betty criticou a sua colega de profissão, a atriz Regina Duarte, dizendo que ela aceitou o cargo de Bolsonaro, para a pasta de Secretária da Cultura por “ter o ego mal resolvido e machucado”.

Nas palavras dela:

"A atriz que foi bonita, famosa, a namoradinha, se não trabalhar o ego, vai ficando magoada. Essa é a cilada. E quando aparece um trabalho que dá a chance de a pessoa aparecer, um trabalho em que ela se dá importância, acontece isso".

Quase disse que a Regina só era bonitinha, mas, nunca foi importante e, por isso, precisou aparecer. Betty, a feia, deixou passar na sua conversa, a inveja antiga e atual de sua colega de profissão, que, por sua vez, nunca decepcionou os seus fãs. Essa sim, uma humanista!

Consta na biografia de Elisabeth Maria Silva de Faria, mais conhecida como Betty Faria, que seu pai era militar. Será esse o motivo para rejeitar o presidente e seus apoiadores?

“Essas pessoas são raivosas e se defendem com armas...”

Pode ela ter o ego mal resolvido e machucado?

Betty Faria representou a vida inteira e agora, não sabe ser tão somente si mesma. É uma estranha e amargurada no palco da vida.

Mais triste do que não ter trabalho aos 80 anos, é não saber a hora de parar e usufruir de tudo que conquistou. Chega de representar Betty Faria. Hora de cuidar da alma.

“De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Marcos 8:36”

Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar ; Hipnose Estratégica; Hipnose Educativa ; Hipnose Ericksoniana; Regressão, etc. Destaque para hipnose para vestibulares e concursos.


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