domingo, 21 de julho de 2024

J.D. Vance discursa em Convenção Republicana

oiluiz TV - Biden desiste de competir, Trump faz piada e moça da GloboNews engole o choro

'Programa 4por4' - Com Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Luís Ernesto Lacombe e convidados - Tudo sobre a renúncia de Joe Biden

Fred Rodrigues - Biden afastado por Obama e asquerda americana fica perdida

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Leandro Ruschel - Biden anuncia desistência! O que esperar a partir de agora?

Biden joga a toalha e desiste de tentar a reeleição

Presidente americano perdeu apoio até dentro do partido Democratas


Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Will Lanzoni/CNN)


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, desistiu de tentar a reeleição. Pressionado até mesmo entre os democratas, partido de Biden, o presidente americano anunciou pelo X (antigo Twitter), pouco antes das 15h deste domingo (21), que deixaria a disputa.

No comunicado (veja abaixo), Biden diz que foi uma honra, mas reconhece ser de interesse do país que ele se afaste da disputa.

O documento ainda registra que Biden deve fazer um pronunciamento nesta semana sobre o assunto.

Ainda não há informações sobre quem será o candidato do Democratas para enfrentar Donald Trump, nome do Republicanos no pleito. As possibilidades desenhadas apontam para duas possibilidades, a vice-presidente dos EUA Kamala Harris assume a disputa, ou o partido abre eleições primárias para que haja uma disputa interna e um nome saia por meio de votação.

Também por meio das redes sociais, Biden anuncia apoio à Kamala Harris e convoca o partido para se unir para derrotar Trump.

Veja abaixo o comunicado de Joe Biden:

Meus companheiros americanos,

Nos últimos três anos e meio, fizemos grandes progressos como Nação.

Hoje, a América tem a economia mais forte do mundo. Fizemos investimentos históricos na reconstrução da nossa nação, na redução dos custos dos medicamentos prescritos para os idosos e na expansão dos cuidados de saúde acessíveis a um número recorde de americanos. Fornecemos cuidados extremamente necessários a um milhão de veteranos expostos a substâncias tóxicas. Aprovou a primeira lei de segurança de armas em 30 anos. Nomeada a primeira mulher afro-americana para a Suprema Corte. E aprovou a legislação climática mais significativa da história do mundo. A América nunca esteve melhor posicionada para liderar do que estamos hoje.

Sei que nada disso poderia ter sido feito sem vocês, povo americano. Juntos, superámos uma pandemia que ocorre uma vez num século e a pior crise económica desde a Grande Depressão. Protegemos e preservamos a nossa democracia. E revitalizamos e fortalecemos nossas alianças em todo o mundo.

Falarei à Nação ainda esta semana com mais detalhes sobre minha decisão.

Por enquanto, deixe-me expressar minha mais profunda gratidão a todos aqueles que trabalharam tanto para me ver reeleito. Quero agradecer à vice-presidente Kamala Harris por ser uma parceira extraordinária em todo este trabalho. E deixe-me expressar o meu sincero agradecimento ao povo americano pela fé e confiança que depositou em mim.

Acredito hoje no que sempre acreditei: que não há nada que a América não possa fazer – quando fazemos isso juntos. Só temos que lembrar que somos os Estados Unidos da América.

Diário do Poder

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De volta aos holofotes do poder, irmãos Batista se beneficiam de decisões políticas e judiciais

 

Joesley (foto) e Wesley Batista, donos da J&F, voltaram aos holofotes depois que uma de suas empresas foi beneficiada por uma decisão do governo| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A trajetória dos irmãos Joesley e Wesley Batista é um notável capítulo do capitalismo brasileiro. Começaram ajudando o pai nos negócios, com um pequeno frigorífico no interior de Goiás, para anos mais tarde erguerem o grupo multinacional J&F, maior produtor e exportador de proteína do mundo, que agora acelera sua incursão em outros setores. Contudo, essa história de sucesso tem sido marcada, desde o começo deste século, por uma persistente e controversa relação com a esfera política.

Independentemente da ideologia de parlamentares e governantes, os irmãos Batista ampliaram a sua influência e colheram benefícios ao longo de mais de mais de uma década, graças às investidas no jogo político. Desde a liderança no financiamento privado de campanhas eleitorais, quando isso era permitido, até a obtenção de generosos financiamentos subsidiados do BNDES, o grupo J&F projetou-se como campeão nacional com as bênçãos dos poderosos do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Mesmo atravessando turbulências trazidas pela Operação Lava Jato, os irmãos goianos conseguiram driblar os prejuízos. Eles protagonizaram um episódio amparado pelo Ministério Público Federal (MPF) que quase custou o mandato do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas que lhes deu liberdade para circular e movimentar patrimônio no país e exterior.

Em março de 2017, Wesley e Joesley gravaram uma conversa com Temer em que um deles falava de visitas e favores ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB), que na época estava preso em decorrência da operação Lava Jato. “Tem que manter isso aí, viu?”, disse o ex-presidente, gerando um escândalo, para o qual os Batista deram delações premiadas.

Após o curto período fora do palco do poder, Joesley e Wesley voltaram aos holofotes com o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tal qual tiveram no mandato de Dilma Rousseff (PT), os irmãos Batista ganharam espaço no Conselhão da Presidência, em eventos públicos, agendas e viagens internacionais de ministros e negócios.

Neste ano, veio o primeiro grande favor concedido pelo governo: o financiamento por 15 anos, via conta de luz de todos os brasileiros, de uma distribuidora de eletricidade falida, a Amazonas Energia, com sede em Manaus.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que executivos da Âmbar Energia, empresa do Grupo J&F, tiveram ao menos 17 reuniões no Ministério de Minas e Energia (MME). As audiências ocorreram no período em que o governo preparava uma medida provisória (MP) que beneficiou diretamente termoelétricas recém-compradas pela Âmbar.

A MP foi editada em 14 de junho, socorrendo o caixa da Amazonas Energia, cobrindo pagamentos que a estatal devia para uma série de termoelétricas que são suas fornecedoras de eletricidade.

Quatro dias antes da MP, a Âmbar havia comprado 13 termoelétricas. Parte delas tinha débitos a receber da Amazonas Energia. Na aquisição, a empresa dos irmãos Batista assumiu o risco pela inadimplência.

Senadores e deputados da oposição protocolaram pedidos para ouvir o titular do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em audiência, cobrando explicações sobre as várias reuniões entre integrantes de sua pasta e da Âmbar.

Em nota à imprensa, a Âmbar disse que as especulações a respeito da Medida Provisória 1.232 e o negócio realizado pela empresa são descabidas.

"A Âmbar realizou um negócio privado, com uma empresa privada, após um acirrado processo competitivo que envolveu propostas vinculantes de diversos grupos econômicos, dada a atratividade dos ativos ofertados", diz a nota. "São descabidas especulações a respeito da Medida Provisória 1.232 e o negócio realizado pela Âmbar. Não fazem sentido técnico e econômico, por diversos fatores. A Âmbar nunca tratou do tema com o Ministério de Minas e Energia. A MP visa o reequilíbrio econômico e financeiro da distribuidora de energia do estado do Amazonas. Cerca de 30% da energia gerada pelas usinas incluídas na transação é contratada pela Amazonas Energia", diz a empresa.


TCU cobra esclarecimentos sobre acordo que beneficia empresa dos irmãos Batista

Em outro caso envolvendo a Âmbar, porém, os irmãos Batista estão enfrentando dificuldades, apesar de contar com o apoio do Ministério de Minas e Energia.

O Tribunal de Contas da União (TCU) está questionando um acordo entre a empresa e a União sobre a operação de usinas térmicas prevista em contratos emergenciais firmados em 2021, quando o governo federal realizou um leilão para garantir fornecimento de energia elétrica de usinas térmicas em meio à crise hídrica.

O acordo, que chegou a ser validado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vinha sendo costurado com o Ministério de Minas e Energia depois que a Âmbar descumpriu prazos desses contratos emergenciais para a entrega de energia produzida em quatro termelétricas a gás. Mas, em um despacho na segunda-feira (15), o ministro Benjamin Zymler, do TCU, pediu esclarecimentos.

A decisão de Zymler atende parcialmente o pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. Na semana passada, Furtado solicitou uma medida cautelar para suspender o acordo sob argumento de que ele não traz nenhuma vantagem para a administração pública.

Pressionado pelo TCU, o Ministério de Minas e Energia adiou para 30 de agosto a entrada em vigência do acordo com a Âmbar em torno dos contratos celebrados a partir do leilão emergencial de usinas térmicas. O início da validade estava previsto para a próxima segunda-feira (22). O novo cronograma dá mais tempo para a Corte de contas analisar o caso e decidir.


J&F também se beneficiou de decisão de Toffoli na Lava Jato

Antes de a J&F ser beneficiada por decisões do governo, no apagar das luzes de 2023, uma decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento de multas de R$ 10,3 bilhões do grupo, fixadas por acordo de leniência feito com o Ministério Público Federal (MPF) em 2017. O magistrado também deu acesso à companhia aos arquivos de mensagens vazadas entre autoridades e integrantes da Lava Jato, apreendidas no episódio chamado de “Vaza Jato”.

A decisão foi dada em resposta ao pedido da J&F feito dentro da ação em que o magistrado disse que a prisão de Lula foi “armação” e anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht. A esposa de Toffoli advoga para a J&F, embora não tenha atuado nesse caso específico.


Irmãos Batista apostaram em diversificação dos negócios

A trajetória da J&F começou nos anos 1960, com a criação de matadouros em Anápolis e Formosa e a diversificação do mercado de carne em Brasília. Nos anos 1980, a segunda geração da família assumiu o controle, expandindo ainda mais as operações, incluindo a aquisição de um frigorífico em Luziânia.

No começo dos 2000, a J&F se internacionalizou, comprando a Swift Armour na Argentina e a Swift Co. nos EUA. A empresa diversificou em outras áreas nos anos 2010, fundando o Banco Original, Eldorado Brasil Celulose e adquirindo o frigorífico Seara e o Canal Rural.

Recentemente, investiram em tecnologia e sustentabilidade, comprando a Vivera e entrando na aquicultura com a Huon. O grupo também criou o Instituto J&F, focado em educação empresarial e inovação.



Sílvio Ribas, Gazeta do Povo

Ozzy Return - Bárbara desmonta narrativas e joga Alexandre de Moraes no lixo

Trump and Vance hold campaign rally in Michigan (Washington Post)

oiluiz TV - Auxiliar de Lula defende execução de mulheres no Irã e é humilhado por diplomata americano

Sob o 'cartel Lula-STF', brasileiros atingem R$2 trilhões em impostos pagos

 

Os pagadores de impostos brasileiros atingem, neste domingo (21), a marca de R$2 trilhões em taxas, contribuições, impostos etc


Os pagadores de impostos brasileiros atingem, neste domingo (21), a marca de R$2 trilhões em taxas, contribuições, impostos etc. pagos ao governo em 2024, apontam dados do “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo. A arrecadação oficial apenas no mês de maio, segundo o governo Lula (PT), foi de quase R$203 bilhões. Ainda assim, houve rombo de R$61 bilhões nas contas públicas.

Top tributos

O Imposto de Importação, Imposto de Renda e ICMS são os tributos que mais renderam ao governo federal, aponta a associação.

5 meses

Este ano, o cidadão brasileiro precisou trabalhar 149 dias apenas para pagar os impostos cobrados pelo governo.

SP nº1

São Paulo é a unidade da federação que mais contribuiu com a fortuna de impostos até o momento: mais de R$715 bilhões, 37,4% do total.

Diário do Poder

sábado, 20 de julho de 2024

oiluiz TV - "LULA É UM VIGARISTA" Jornalista da GloboNews chuta o balde AO VIVO e deixa colegas em pânico

O Mercosul representa um verdadeiro embargo econômico ao Brasil - e é defendido por Lula e FHC

 A abertura comercial é a mãe de todas as reformas


'O Mercosul representa um verdadeiro embargo econômico ao Brasil - e é defendido por Lula e FHC', por Helio Beltrão


No mês de junho, em uma nota conjunta, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva declararam apoio ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, que é contra reduções de tarifa de importação para os integrantes do Mercosul.

FHC e Lula se uniram a Fernández em oposição à proposta de redução tarifária unilateral por parte do Mercosul, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da economia Paulo Guedes. 

Fernandez tem usado seu poder de veto para impedir a modernização do Mercosul, frustrando a melhoria da competitividade internacional brasileira.

Na prática, tanto Lula quanto FHC abertamente defendem que os brasileiros, em especial os mais pobres, continuem pagando artificialmente caro para ter acessos a bens importados e de qualidade. E defendem que o grande baronato industrial continue usufruindo uma reserva de mercado.

No entanto, ainda mais bizarra do que esta posição protecionista — dado que o Brasil é um dos países mais fechados do mundo — foi a motivação apresentada: em apoio ao presidente argentino Alberto Fernandez, a dupla brasileira afirmou que a redução de tarifas de importação é uma ação que poderia prejudicar as indústrias da Argentina!

Não chega a surpreender a camaradagem FHC/Lula/Fernández do estilo "socialistas do mundo, uni-vos", mas é escandaloso que dois ex-presidentes brasileiros defendam o interesse do governo da Argentina em detrimento do povo brasileiro.

Mercosul, uma estrovenga

O Mercosul é uma união aduaneira. Isso significa que, em tese, os países membros devem eliminar todos os obstáculos alfandegários e para-alfandegários ao comércio recíproco, e adotar uma tarifa de alfândega externa comum a todos os outros países fora desta união aduaneira.

Ou seja, em tese, os países-membros usufruem as benesses do livre comércio entre eles. Mas quem está de fora praticamente é proibido de participar. Por causa da Tarifa Externa Comum (TEC), todos os países do grupo são obrigados a aplicar a mesma taxação em relação à importação de produtos de países fora do grupo.

Os países-membros do Mercosul adotaram a TEC em 1995. Isso implica que, por exemplo, o Brasil não pode reduzir autonomamente a taxação sobre determinado produto que compra dos EUA ou da China em troca de algum benefício nos mercados americano e chinês. Para mudar a taxa, é preciso fazer um acordo com todos os países-membros, que também reduzirão suas tarifas. Ou seja, é preciso negociar em bloco. 

Por causa desta característica típica das uniões aduaneiras, um país-membro de uma união aduaneira não pode unilateralmente praticar o livre comércio com países que estão fora do arranjo.

O Mercosul, ademais, é uma elaborada peça de ficção que previa em sua fundação, em 1991 (artigo 1º do Tratado de Assunção), que até 1995 seria estabelecido um mercado comum entre os quatro fundadores (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), com:

a) liberdade total, sem tarifas, de circulação de bens e serviços; 

b) coordenação e harmonização das políticas macroeconômicas, industrial, setorial, fiscal, monetária e cambial; e 

c) o estabelecimento de uma tarifa externa comum (TEC), bem como a obrigação de negociações em conjunto e por consenso de acordos com terceiros países.

O item (a) entrou para a lista de literatura de ficção, por meio do estabelecimento de diversos regimes especiais, como o automotivo (que eleva as tarifas de importação a 35%), e pelas longas listas de exceção, que driblam a TEC e impõem tarifas ainda mais elevadas em pêssegos, brinquedos, leite, coco ralado, e muitos outros.

O descumprimento generalizado do item (b) teve um lado positivo, pois os desastrosos indicadores macroeconômicos argentinos ilustram o que teria sido do Brasil caso houvéssemos harmonizado nossas políticas macroeconômicas com as dos governos peronistas.

Só a TEC e a rigidez negocial pegaram. 

Em razão do imobilismo do tratado, dos 400 acordos registrados na OMC nos últimos 30 anos, o Brasil só firmou o Mercosul. Criou-se dessa forma o Brasil autárquico, tal qual um extenso castelo medieval, isolado e condenado à falta de competitividade internacional.

O produto manufaturado brasileiro agrega apenas 10% de conteúdo importado, ante uma média internacional de 30% a 35%. Em suma, produz-se tudo internamente, com custos mais altos, sem chance de competir no mercado internacional contra produtos cujos componentes são adquiridos no mundo inteiro, onde for melhor e mais barato, praticamente sem tarifas.

Pororocas e jabuticabas

O Brasil pratica o mercantilismo do século XVII. Por aqui, as forças do atraso defendem que a substituição de importações reduz custos e atrai empregos; que saldo comercial é sinônimo de pujança; que tarifas de importação geram bem-estar social; que abrir a economia e reduzir custos para a indústria nacional sem reciprocidade de terceiros países é ingenuidade. 

Todas essas falácias foram devidamente refutadas por Adam Smith em "A Riqueza das Nações" (1776). A abertura comercial é a mãe de todas as reformas: quando ocorrer, provocará o salto do Brasil ao século 21.

Durante seus governos, FHC e Lula abusaram das listas de exceção para aumentar o favoritismo a setores com lobbies poderosos. Nada fizeram para modernizar o Mercosul.

O Uruguai mostra o caminho

A demanda da equipe de comércio exterior do Ministério da Economia, tocada por Roberto Fendt e Lucas Ferraz, é diminuir a TEC em 20%, linearmente, ou seja, uma redução de todas as tarifas sem favorecimento a setores.

Paraguai e Uruguai estão de acordo, mas a Argentina (com ajuda de FHC/Lula) resiste. O Brasil e o Uruguai também demandam que tenham a liberdade para implementar acordos bilaterais. A TEC permaneceria em vigor onde não houvesse acordos. Fernández não quer conceder essa liberdade ao Brasil; prefere que sejamos mercado cativo para seus produtos. 

Já o Uruguai, muito mais esperto, foi em frente e anunciou que passará a negociar acordos comerciais isoladamente. Atenção: não se trata nem mesmo de buscar a anuência dos demais membros; os uruguaios simplesmente comunicaram que passarão a agir desta maneira, gostem ou não os demais parceiros.

Que o Uruguai tenha resolvido abrir mão de pegar carona nos dois maiores mercados consumidores do Mercosul para costurar seus próprios acordos comerciais é sinal de que Montevidéu não vê perspectivas animadoras para o bloco no curto prazo. Estão corretos.

O Brasil deveria fazer o mesmo. 

Obviamente, a política comercial ideal é o livre comércio unilateral (países não comercializam com outros países; apenas indivíduos e empresas o fazem), de modo que o melhor que um país pode fazer é deixar seus cidadãos e empresas em paz e deixar os mercados (ou seja, indivíduos comprando e vendendo) operaram normalmente. Isto, sim, constituiria uma verdadeira abertura ao mundo. 

Sendo esta opção ideologicamente impossível, a segunda melhor alternativa seria fazer igual ao Uruguai: costurar acordos bilaterais com todos os outros países do mundo, ignorando o Mercosul. Deixemos a Argentina falando sozinha.

Para concluir

No momento, chegou-se ao impasse. A maneira mais rápida de acabar com o Mercosul é ignorá-lo.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 14 de julho de 2021.


Mises Brasil 

'Outra Coisa' - Revista Oeste - Com Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Nívea Kalmar, Adriana Reid e convidados

John Textor participa da transmissão internacional

Mensagem sugere negócios do filho de Lula em Cuba

 

Lula e o caçula Luís Cláudio (Foto: Ricardo Stuckert)


No Congresso, a repercussão da mensagem de Lulinha na qual chama a madrasta e primeira-dama Janja de “puta” foi além do xingamento, que pegou fogo nas redes sociais. A troca de textos revela também que o filho do presidente Lula (PT) assinaria “termo de compromisso” com uma “empresa” em Cuba, uma ditadura comunista, onde ele encontraria o pai mais tarde no dia, segundo revelou a conversa vazada na imprensa.

Coincidência?

Lula fez visita oficial a Havana em setembro de 2023. Lulinha estava no país, de onde enviou mensagem à ex-mulher, que o acusa de agressão.

Informação requerida

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) já informou que vai apresentar requerimento para apurar os vínculos de Lulinha com negócios em Cuba.

Cabuloso

Para ⁠José Medeiros (PL-MT) chama atenção “não a semelhança do filho com o pai em relação às mulheres e sim o teor do diálogo cabuloso”.

Sem resposta

Procurado, o Palácio do Planalto não respondeu aos questionamentos da coluna acerca da empresa cubana e os negócios de Lulinha.

Diário do Poder

Em 1993, Clint Eastwood já tratava de segurança presidencial em filmaço

 

Em “Na Linha de Tiro”, Clint Eastwood vive um agente do serviço secreto| Foto: Columbia Pictures/Reprodução


Lincoln, Roosevelt, Kennedy, Reagan, Bush e agora Trump. Esses são os mais notórios nomes que exerceram o cargo de presidente dos Estados Unidos a sofrerem alguma espécie de atentado. Por mais bizarro que pareça, essa é uma ocorrência que faz parte do imaginário americano há quase 160 anos. O assunto é tão comum que dezenas de filmes e documentários já transformam ocorrências do tipo em entretenimento. JFK: a Pergunta que Não Quer Calar, por exemplo, vem sendo relembrado com frequência desde que o ex-presidente e atual candidato Republicano foi atacado durante um comício na Pensilvânia. Mas outro produto merece mais atenção neste momento: Na Linha de Fogo, de 1993.

Dirigido por Wolfgang Petersen, o filmaço à época indicado a três prêmios Oscar e hoje disponível no Max é um dos poucos a criar uma história original para propor um debate sobre a segurança presidencial. O roteiro acompanha o agente Frank Horrigan (papel de Clint Eastwood), que descobre durante uma investigação rotineira a existência de um homem apelidado “Booth” com planos de matar o presidente americano. 

A grande sacada é que o agente Horrigan é um homem traumatizado. Na trama, consta que o personagem seria o único funcionário do serviço secreto presente no assassinato de John F. Kennedy, 30 anos antes. Com maestria, Eastwood transmite para as telas o sentimento de culpa pela morte do político e sua obstinação em proteger o presidente atual (que no filme de 1993 não possui nome). 


Eastwood para proteger Trump

Misturando ação e thriller, o filme empolga com o forte clima de suspense e suas perseguições estilo gato e rato, que relembra os tempos de Eastwood como Dirty Harry. O que torna essas cenas ainda mais eletrizantes é a trilha-sonora de Ennio Morricone, maestro consagrado por suas músicas feitas para faroestes à italiana nos anos 1960 e 1970. 

Outro destaque é a decisão ousada do roteiro em mostrar como os interesses do FBI, da CIA e do serviço secreto muitas vezes são diferentes e podem travar investigações capazes de proteger a nação. Isso fica evidente quando o longa se aproxima de revelar a verdadeira identidade de “Booth”. Após fugir de Horrigan, o criminoso deixa uma marca que é descoberta pelo FBI. Só que a agência, por sua vez, decide ocultar a informação do agente vivido por Eastwood.  

Mesmo que tenha uma história ficcional, Na Linha de Fogo é o melhor filme sobre o assunto justamente por não fugir dessas nuances que podem levar a falhas graves na segurança presidencial. Fora isso, a própria construção da relação entre o agente Horrigan e “Booth” é muito interessante, trazendo elementos que remetem à história dos assassinatos de Lincoln e Kennedy. Talvez seja a hora de Trump conseguir um chefe de segurança que seja mais parecido com o destemido personagem interpretado por Clint Eastwood. 



Erich Thomas Mafra, Gazeta do Povo

'Assassinato político: de propaganda ao controle', por Luiz Philippe Orleans e Bragança

 

Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, foi atingido na orelha em um ataque durante comício na cidade de Butler, na Pensilvânia.| Foto: David Maxwell/EFE/EPA


Lisboa, 1908. O rei Carlos de Bragança e seu filho Luis Filipe passavam de carruagem aberta pela cidade. Apesar das inúmeras ameaças de morte, Carlos era popular e dispensava proteção. Em um momento, quando a carruagem diminuiu a velocidade para virar a esquina, dois assassinos o atacaram com disparos de revólveres, alvejando-o fatalmente. Luis Filipe, com 20 anos, andava sempre armado e tinha treinamento militar, revidou o ataque com tiros, matando um dos atacantes, mas foi também fatalmente alvejado. Eram os últimos descendentes de D. Pedro I no poder e assim terminou a monarquia portuguesa. 

Seus nomes se somaram às centenas de assassinatos de reis, presidentes, aristocratas, militares, bispos e padres, que ocorreram todos ao longo dos séculos 19 e 20. E continuam até hoje...


Propaganda 

No início do século 19, foi criado um movimento anarquista que pregava a “propaganda pelo feito” que vem do Francês propagande par le fait. Trata-se de uma ação política direta, específica e destinada a ser exemplar para os outros. No século 19, serviu de catalisador para a revolução e, no século 21, para a combater os “reacionários e contrarrevolucionários”. 

O movimento justificava que regicídios e assassinatos de símbolos vivos eram atos justificáveis em prol da revolução contra o sistema tradicional “opressor”. Para eles, atos individuais e isolados eram vistos como propaganda revolucionária. 

Ao longo dos próximos 200 anos, muitos atentados e mortes têm sido cometidos por esse movimento disperso e obscuro. Quantos? Centenas. Todos foram punidos com morte ou prisão perpétua, o que não fez diminuir o número de voluntários dispostos ao sacrifício. Por isso, esse movimento continua, com a diferença de que hoje são devidamente descartados pela mídia. E considerados atos isolados de marginais desequilibrados ou lobos solitários fanáticos. 


Ética sim, mas qual?

É importante afirmar que não existe somente uma ética. Na ética cristã, matar é pecado. Na ética anticristã, matar é tolerável. Por isso a esquerda sempre aceitou cometer assassinatos políticos como parte de seu ethos. Lenin e Trotsky sempre aceitaram o assassinato como ferramenta política, mas argumentavam ser preciso observar o contexto. A ação não deveria ser um ato individual, mas sim dentro de um movimento coletivo, para se obter efetividade política. Foi o que fizeram com Mussolini, por exemplo, morto por comunistas nas fronteiras. Mas, para matar o símbolo, os revolucionários levaram seu corpo para ser mutilado e pendurado pela população em uma praça de Milão. 

Lenin e Trotsky também temiam, e com razão, que atos individuais levariam a mais opressão do Estado. Mas essa visão mudou depois que a esquerda assumiu o Estado na Rússia e em vários outros países. 


Deep state contra os conservadores

Enquanto no século 19 a “propaganda pelo feito” era um movimento social, subterrâneo e contra o Estado, no século 20 ele se tornou braço do Estado, com países criando agências — como CIA e KGB — para ativar células. No século 21, além das ações dessas agências, o movimento se tornou mais difuso e público com uso estratégico da grande mídia, que se encarrega diariamente de ativar os lobos solitários contra os “conservadores reacionários”. 


O deep state, ou “burocracia profunda”, é um agente de controle da sociedade, e para manter esse controle precisa desativar os contra revolucionários

Não por acaso, o deep state está intrinsecamente ligado à ética revolucionária de constante destruição de símbolos da sociedade. Sobretudo símbolos como Donald Trump, que prometeu acabar com o deep state nos EUA. É só observar a reação da grande mídia — parte do deep state — ao atentado contra a vida de Trump, que se percebe seu apoio explícito. 


Efeito contrário

No momento em que se ataca um símbolo americano, o candidato de uma parcela expressiva da população que quer vê-lo como seu presidente, atacam-se também o americanismo e os valores da identidade americana. Dessa forma, o efeito obtido com esse tipo de ação revolucionária costuma ser a união em torno de um líder, como em tempos de guerra, o chamado rally around the leader, quando todos se unem em torno de um líder, pois a essência comum do país está em jogo. 


Em que pese quem goste ou não de Trump, a maioria não quer expor sua ética de cumplicidade com assassinatos. 


Assassinato como parte da ética revolucionária

Basta acompanhar um pouco a mídia e as redes sociais para constatar que artistas, influenciadores, jornalistas, políticos e o próprio Biden, estimularam a população com discurso de mal e morte contra Donald Trump. 

Essa propaganda subliminar que se expressa até como chiste e galhofa atinge o imaginário de quem se deixa influenciar pela propaganda de massa, hoje refinada nas narrativas do deep state. 

Como esse tema é extenso, pois constitui parte integral da esquerda, comente aqui se você quer saber mais e publicarei no próximo artigo.



 Luiz Philippe Orleans e Bragança, Gazeta do Povo

J.R. Guzzo - Único projeto de Lula para o Brasil é aumentar impostos

 

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad| Foto: Ricardo Stuckert/PR


O presidente Lula nunca conseguiu enganar ninguém, a não ser os que acreditam nele, com a velha tapeação de que tem “um projeto de país” para o Brasil. Ele já está em seu terceiro mandato presidencial e até agora, 21 anos depois de entrar no Palácio do Planalto, nada de projeto. Será que Lula e seus conselheiros ainda estão estudando o assunto? Ninguém leva tanto tempo assim para fazer um plano – e, de fato, não existe plano nenhum para ser executado.

A verdade é muito simples. O único “projeto de país” que o presidente Lula tem é aumentar impostos. “Governo”, para ele, é a Receita Federal, e “governar” é tirar o máximo possível de dinheiro do bolso da população para enriquecer “o Estado” ou, no mundo das realidades, as pessoas físicas e jurídicas que mandam na máquina pública do Brasil.


O gato gordo, no máximo, empurra para cima do primeiro infeliz que lhe passa na frente o imposto que o governo alega estar cobrando dele. Quem paga mesmo, e sofre no bolso com imposto, é a população que trabalha e produz


Em um ano e meio na Presidência, Lula só fez uma afirmação coerente em matéria de política econômica: eu vou fazer o possível e o impossível para socar mais impostos em cima do cidadão deste país. Ele não diz “cidadão”. Diz “ricos” – mas ainda não nasceu no Brasil, e nunca vai existir em nenhum governo Lula, um só rico que sente o chicote do Fisco lhe doer de verdade no lombo.

O gato gordo, no máximo, empurra para cima do primeiro infeliz que lhe passa na frente o imposto que o governo alega estar cobrando dele. Quem paga mesmo, e sofre no bolso com imposto, é a população que trabalha e produz. Lula simplesmente não entende que possa ser diferente. A única função lógica de um povo, pela sua compreensão das coisas, é passar a vida sustentando o governo. Se não for para isso, para que o povo?

Lula e o seu sistema falam que têm de fazer “gastos sociais”, que segundo ele “não são gastos”. É óbvio que são gastos – o que não são é “sociais”, pois basicamente se trata de um programa de esmolas pagas pelo Erário e destinadas a manter sempre completo o estoque de miseráveis que ele explora há 40 anos em benefício próprio. Falam, também, na extrema necessidade de fazer “investimento público” – mas aí a conversa não tem nada a ver nem com investimento e nem com o interesse do público, e sim com outras coisas que você bem sabe quais são.

O fato real é que o Brasil é um dos países onde mais se paga imposto no mundo – e onde o presidente diz que “ninguém paga imposto”. Numa de suas últimas exortações sobe o tema, afirmou que antes de se pensar em cortar gastos do governo, é preciso se pensar em aumento de imposto para pagar esses gastos.

O Brasil, desde a posse de Lula, deixou de ter uma política econômica. Tem, no lugar disso, um programa de atendimento às exigências da Receita Federal. O verdadeiro Ministério da Economia, hoje, é o Fisco; o ministro oficial, Fernando Haddad, virou piada de internet, onde faz sucesso como o “Taxadd”, ou o “Rombo Cop”, ou “Taxa Humana” – num país que tem os estados de “Taxa Grande do Norte” e de “Taxa Grande do Sul”, além de “Taxambuco”, Taxas Gerais” e “Santa Taxarina”.

Nada representa tão bem este habitat quando a formidável declaração do secretário de Reforma Tributária do Ministério da Fazenda em defesa da cobrança de imposto sobre os fundos de previdência privada. É o tipo da alucinação fantasiada de rigor econômico progressista. Previdência privada, em qualquer sistema racional de poupança, é coisa que os governos pedem a Deus: sem um tostão de custo para o Erário, o cidadão tira do próprio bolso o dinheiro vai servir para reforçar a sua aposentadoria no futuro.

Não há um único e escasso rico sobre a face da Terra que tenha plano de aposentadoria particular. É o exato contrário – serve para quem não tem fortuna pessoal e vai receber uma aposentadoria pública insuficiente para um fim de vida razoavelmente digno. Mas o governo Lula, indignado, denuncia esses planos de previdência, ora isentos de tributação, como um abuso de milionários para “ganhar e não pagar imposto”.

É falso. A pessoa já pagou 27,5% de imposto de renda, fora o resto, ao receber o dinheiro de onde tirou as contribuições. É estelionato, porque viola contratos que já estão feitos. É estúpido, pois alivia a Previdência Social e serve de estímulo à poupança. Mas é a cara do governo Lula.



J.R. Guzzo, Gazeta do Povo