segunda-feira, 13 de julho de 2020

Tarcísio assina ordem de serviço da BR-316/PI

Porto Feliz x São Paulo: o que a cidade pequena tem a ensinar à metrópole?

A experiência de sucesso no combate ao coronavírus no interior paulista mostra que o tratamento precoce salva vidas
porto feliz
Praça da Matriz na cidade de Porto Feliz (SP) | Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Feliz
Enquanto o prefeito da pacata cidade de Porto Feliz, Cássio Prado (PTB), iniciou em fevereiro reuniões de planejamento no sistema de saúde para combater a chegada do coronavírus, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), se debatia para definir estratégias que ou foram logo abandonadas em questão de dias por absoluta ineficiência, ou foram tomadas tardiamente, agravando os efeitos da pandemia.
Porto Feliz, cidade de 53 mil habitantes na região metropolitana de Sorocaba (SP), entendeu que para conter os avanços da epidemia era preciso agir rápido e mais, agir com a lógica que permeia a medicina: como em todo e qualquer tratamento, a intervenção precoce em uma doença pode evitar mortes. O prefeito Cássio Prado, que é médico cirurgião, contou que desde março já distribuiu gratuitamente mais de 1.500 kits com os medicamentos cloroquina, ivermectina e azitromicina a pacientes em estágio inicial da doença, sempre com prescrição médica.
tratamento precoce-cloroquina-hidroxicloroquina

Já em São Paulo, cidade com 12 milhões de habitantes, o prefeito Bruno Covas penou para estruturar uma estratégia consistente para enfrentar a pandemia. A campanha #FiqueemCasa e #trancatudo não evitou a morte de mais de 8 mil pessoas só na cidade de São Paulo. Para quem acredita que o isolamento social e a construção de hospitais de campanha com leitos fantasma evitaram uma tragédia ainda maior, o exemplo de Porto Feliz indica que o caminho pode estar no investimento do tratamento pré-hospitalar como modo de atacar a doença em suas fases iniciais, evitando a progressão para as formas graves, que minimizam as chances de vida do paciente.

Mas, afinal, o que a cidade pequena tem a ensinar à metrópole?

live promovida pelo jornalista Alexandre Garcia e pelo grupo de médicos Covid-19 – DF em 26 de junho reuniu profissionais de diferentes especialidades para falar sobre o tratamento precoce no combate à pandemia. Durante a live, o prefeito Cássio Prado compartilhou a experiência de sucesso na cidade:
• O sistema de saúde adotou os protocolos médicos de Madri, na Espanha, de Bérgamo, na Itália, e Marselha, na França. “Desde 28 de março, quando foi confirmado o primeiro caso, nós começamos com o tratamento precoce de todos os pacientes com sintomas leves da covid-19.”
• Já foram distribuídos gratuitamente mais de 1.500 kits com os medicamentos cloroquina, ivermectina e azitromicina a pacientes em estágio inicial da doença, sempre com prescrição médica. “E, desde então, entre todos aqueles tratados precocemente, ninguém evoluiu para a intubação. Os três óbitos que tivemos foram de pacientes que não fizeram o tratamento precoce.”
• Além de tratar os doentes infectados, optou-se por tratar também os contactantes, ou seja, pessoas que tiveram contato com pacientes contaminados pela covid-19. Os profissionais da saúde também tomaram a medicação de forma profilática, ou seja, como medida preventiva.
• Em um bairro da cidade, foi escolhida uma quadra inteira para fazer a profilaxia dos moradores. “Demos ivermectina, vermífugo utilizado no combate a doenças causadas por vermes e parasitas, para toda essa quadra, perto de 290 moradores. Nas quadras ao redor, houve casos de covid-19; nessa quadra, nenhum caso.”
• Alojamentos inteiros na cidade que tiveram casos de covid-19 foram tratados com os protocolos precoces, e nenhum funcionário que trabalhava nesses locais desenvolveu a doença.
• Porto Feliz foi uma das primeiras cidades a exigir o uso de máscara, já no final de março.
Já em São Paulo, algumas das tentativas para manter o isolamento social apenas agravaram o alastramento do vírus na maior cidade do Brasil. No que se refere ao tratamento precoce, o último relatório técnico, datado de 12 de junho e publicado no site da prefeitura, não recomenda o uso da hidroxicloroquina e cloroquina para casos leves e moderados da doença. A seguir, algumas medidas tomadas pelo prefeito Bruno Covas ao longo dos últimos meses:
• A decisão de reduzir a frota de ônibus na cidade provocou aglomeração tanto nos pontos quanto no interior do transporte público, o que ajudou a levar a covid-19 para a periferia.
• A prefeitura tentou diminuir o número de carros em circulação bloqueando avenidas — a medida foi suspensa em dois dias;
• A versão de um rodízio ampliado, que deixou 50% da frota impedida de rodar na cidade, durou uma semana e aumentou ainda mais a aglomeração no transporte público, usado pela maior parte da população de baixa renda para trabalhar todos os dias.
• O governo levou 50 dias para tornar obrigatório o uso de máscara no transporte, e depois nas vias públicas.
• Para especialistas ouvidos por Oeste, a antecipação de feriados como o de Corpus Christi apenas estimulou o trânsito de pessoas da capital para o interior, espalhando a contaminação do vírus para regiões que estavam com a epidemia sob controle.
• Apesar de o prefeito dizer que as estatísticas sobre o combate ao coronavírus na capital paulista são transparentes, a divulgação dos números do coronavírus na cidade é marcada por falhas e contradições. Só para ficar em um exemplo, em 27 de maio Bruno Covas informou que, no município de São Paulo, havia 51.852 casos confirmados de coronavírus e 53.541 pacientes curados. Ou seja: misteriosamente, o número de curados foi bem superior ao de casos confirmados.
• Embora a prefeitura de São Paulo nunca tenha proibido o uso da cloroquina, nem de sua forma menos tóxica, a hidroxicloroquina, de acordo com o relatório técnico publicado pela Secretaria Municipal da Saúde em 12 de junho, o tratamento da covid-19 com o uso da cloroquina e hidroxicloroquina não é recomendado para casos leves e moderados da doença.
Enquanto uma vacina capaz de imunizar a população não chega ao mercado, será preciso combater o vírus chinês com as armas disponíveis. Em São Paulo, milhões de reais foram gastos na construção de hospitais de campanha, na montagem de leitos de UTI e na compra de respiradores — medidas importantes para equipar o sistema de saúde do país, sem dúvida. Mas, em tempos excepcionais, a experiência de Porto Feliz, baseada no tratamento precoce de pacientes, parece uma alternativa menos custosa e com bons resultados para a população.

, Revista Oeste

Confira as alegações para o impeachment do treloso Gilmar Mendes

Ministro do STF é alvo de pedido de cassação formulado pelo advogado e jurista Modesto Carvalhosa
pedido de impeachment de gilmar mendes - marcello casal jr - agência brasil
Pedido de impeachment de Gilmar Mendes segue aguardando parecer do presidente do Senado | Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
Apresentado em março de 2019, um pedido pelo impeachment de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue parado no Congresso Nacional, conforme relembrou Oeste nesta segunda-feira, 13. À espera de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a solicitação de cassação do mandato do ministro foi formulada pelo advogado e jurista Modesto Carvalhosa.
No documento, que também conta com as assinaturas do desembargador aposentado Laércio Laurelli e do advogado Luís Carlos Crema, expõe-se o que, de acordo com o trio, configuraria em lista de crimes de responsabilidade cometidos pelo integrante da Corte. Para isso, a denúncia está organizada em cinco capítulos. Vai do que os apresentadores do pedido definem como “atividades político-partidárias” a “vantagens econômicas ilícitas”.
  1. Atividades político-partidárias e vantagens econômicas ilícitas pessoais, familiares e empresariais;
  2. Atos judiciais motivados por relações e vínculos pessoais;
  3. A empresa IDP e as vantagens econômicas ilícitas pessoais, profissionais e empresariais;
  4. Gilmar Mendes defende a diminuição da pena do criminoso condenado Luiz Inácio Lula da Silva;
  5. Os clientes da esposa do ministro Gilmar Mendes.

Atividades político-partidárias

Na parte de atividades político-partidárias, a denúncia cita, por exemplo, que Gilmar Mendes teria participado de “estrutura criminosa” a fim de fazer com que seu irmão, Chico Mendes, fosse eleito prefeito de Diamantino (MT). Chico Mendes foi eleito prefeito em duas oportunidades.

Relações pessoais

A denúncia afirma que o ministro do STF atuou de “favorecer interesses pessoais, particulares e privados” de ao menos dois ex-governadores de Mato Grosso: Silval Barbosa e Blairo Maggi. No caso de Silval, o documento lembra que o magistrado ligou para prestar solidariedade em meio a uma operação da Polícia Federal, em 2014, e afirmou que intercederia em seu favor junto a Dias Toffoli, também do STF.

Vantagens econômicas ilícitas

Nesse ponto, os denunciantes garantem que Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), empresa que tem Gilmar Mendes como fundador e sócio majoritário, “obteve empréstimo ilegal junto ao Banco do Brasil S.A., para a construção da sede da sociedade, em 2005”. Dinheiro esse que, conforme registra a denúncia, foi proveniente de “de fundo ‘destinado a estimular a produção de alimentos em zonas rurais'”.

Diminuição da pena de Lula

“Ilegal, antiético e imoral”
O trio que protocolou a ação contra Mendes garante ainda que ele não atuou de forma correta ao concordar em diminuir a pena imposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Fora do exercício jurisdicional, de modo inconstitucional, ilegal, antiético e imoral defendeu a possibilidade de reduzir a pena do criminoso”, registra trecho do documento contra o ministro do STF.

Clientes da esposa

Por fim, o documento menciona até a mulher de Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes. Isso porque afirma-se que a esposa do ministro do Supremo é sócia de Sérgio Bermudes em escritório de advocacia. De acordo com os denunciantes, Mendes teria de se declarar suspeito para julgar casos que envolvessem o advogado. O que não ocorreu em julgamentos relacionados aos empresários Eike Batista e Jacob Barata Filho.

, Revista Oeste

Estátuas da Virgem Maria são vandalizadas por terroristas nos EUA

Estátuas da Virgem Maria são vandalizadas nos EUA
Imagem: Reprodução/WCVB


Monumentos ligados ao Cristianismo entraram na mira de extremistas nos EUA

Os departamentos da Polícia e dos Bombeiros de Boston, nos Estados Unidos, estão investigando um incêndio criminoso contra uma estátua da Virgem Maria na paróquia de São Pedro, localizada no bairro de Dorchester, em Massachusetts.
A polícia confirmou que um suspeito colocou fogo em flores de plástico, que estavam nas mãos da estátua, causando queimaduras no rosto e na parte superior do monumento, destaca a emissora local WCVB
Uma foto da estátua católica vandalizada em Boston pode ser vista na capa desta reportagem.
Já em Nova York, um vândalo pichou uma estátua da Virgem Maria em Elmhurst, no Queens, no início da noite da última sexta-feira (10).
A estátua fica do lado de fora da Escola Preparatória da Catedral e do Seminário, na 92nd Street, e foi vandalizada com tinta preta por volta das 3 da manhã, informa o jornal NY Post
Imagem: Reprodução/NyPost
Tarciso Morais, Renova Mídia

Os Pingos Nos Is - 13/07/20 - Com Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, José Maria Trindade e Vitor Brown

Bolsa cai e fecha aos 98 mil pontos com piora em Nova York; dólar fica a R$ 5,38

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, encerrou o pregão desta segunda-feira, 13, na mínima do dia, com queda de 1,33%, aos 98.697,06 pontos, após uma piora do mercado acionário de Nova York, motivada pelo vírus chinês no país. O cenário de incertezas também afeta o dólar, que com a ausência de perspectivas positivas para a retomada da economia dos EUA, fechou com valorização de 1,25%, a R$ 5,3885.
Dólar
Dólar Foto: Reuters
Os Estados Unidos seguem atentos ao avanço da covid-19, principalmente depois o Estado da Califórnia anunciar que vai fechar parte do comércio devido ao avanço da doença. Por lá, 63 mil novos casos da doença foram identificados no último domingo, 12. Além disso, o clima também é tenso à espera da temporada de balanços americanos das grandes empresas.
Por aqui, o mercado repercute a projeção de queda de 6,10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo divulgado no relatório Focus, do Banco Central, nesta segunda. 
Pressionado pela queda de Nova York e por um pregão marcado pela perspectiva de realização de lucros, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, não conseguiu manter os 100.857,68 pontos alcançados na máxima do dia e cedeu, primeiro ao patamar dos 99 mil pontos e depois aos 98 mil pontos. Com os resultados de hoje, a B3 acumula ganho de 3,83% em julho, mas ainda cede 14,66% ao ano.
Entre as perdas do pregão, chama a atenção Petrobrás ON e PN com quedas de 0,65% e 1,55%, devido a piora do petróleo no mercado internacional. As ações de bancos também cederam e Santander caiu 2,20%, enquanto Bradesco cedeu 2%.

Câmbio

O dólar também foi afetado pelo aumento de casos do vírus chinês e tornou a fechar em alta, após cair por três pregões seguidos. Um movimento de valorização semelhante também foi observado ante ao peso mexicano e chileno, mas na contramão de moedas de outras economias emergentes. Na máxima do dia, pouco antes de serem encerradas as negociações, o dólar à vista subia 1,29%, a R$ 5,3905.
MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, O Estado de São Paulo

Gilmar 'ultrapassou limite' ao associar Exército a genocídio na Saúde, diz Mourão sobre o treloso ministro do STF

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira, 13, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "forçou a barra" e "ultrapassou o limite de crítica" ao dizer que o Exército se associou a um genocídio durante a pandemia provocada pelo vírus chinês.

Hamilton Mourão
O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão. Foto: Adriano Machado/Reuters
"O ministro Gilmar Mendes não foi feliz. Vou usar uma linguagem do jogo de polo: ele (Gilmar) cruzou a linha da bola. Cruzou a linha da bola ao querer comparar com genocídio o fato das mortes ocorridas no Brasil durante a pandemia, querer atribuir essa culpa ao Exército, porque tem um oficial-general do Exército como ministro interino da Saúde (Eduardo Pazuello)", disse Mourão durante videoconferência promovida pela Genial Investimentos.
Em abril, Mourão usou a mesma expressão usada no polo, esporte que pratica, para se referir ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. No jogo, "cruzar a linha da bola" é considerada uma falta grave.
"Ele (Gilmar) forçou uma barra aí que agora está criando um incidente com o ministério da Defesa. Há pouco a Defesa soltou uma nota e talvez até acione a Procuradoria-Geral da República", afirmou. "A crítica vai ocorrer, tem que ocorrer, é válida, mas o ministro ultrapassou o limite da crítica", acrescentou o vice.

Apesar do desgaste com Gilmar Mendes, Mourão afirmou que as "tensões" entre os poderes diminuíram nos últimos tempos. De acordo com ele, o presidente Jair Bolsonaro escalou ministros como Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e André Mendonça (Justiça) para "restabelecer as pontes com o STF". 
"Nós tivemos um período meio conturbado no relacionamento do Executivo com o Legislativo e Judiciário que, nos últimos tempos, essas tensões foram se reduzindo", avaliou o vice-presidente.

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

Lacombe, Coppolla e Garcia fazem live juntos nesta quinta-feira

lacombe Garcia
Os jornalistas Luiz Lacombe e Caio Coppolla, serão os convidados da estreia do novo canal de Luís Ernesto Lacombe no YouTube. Os três estarão juntos em uma superlive nesta quinta-feira (16), a partir das 13h30.
Luis Lacombe, afastado da Band por defender pautas conservadoras e liberais, criou um canal do youtube em apenas 3 dias angariou mais de 500.000 seguidores, uma marca impressionante.
O trio de comunicadores conservadores pretende falar sobre o Brasil de ontem, de hoje e de amanhã.
Após 30 anos de Rede Globo, Garcia deixou a emissora em dezembro de 2018. Grande apoiador do governo Bolsonaro, ele chegou a ser sondado para o cargo de porta-voz do presidente, que recentemente elogiou Lacombe, Coppolla, Leandro Narloch e Rodrigo Constantino por serem profissionais com “opinião própria e independência” em contraponto, segundo ele, à grande mídia.
Live Lacombe

Covidão do ex-secretário de saúde de Witzel é um campeão

USP expulsa jovem acusado de fraudar cotas raciais e sociais

Um estudante do curso de relações internacionais foi expulso da USP (Universidade de São Paulo) nesta segunda (13) sob alegação de fraudar cotas raciais e sociais. Trata-se do primeiro julgamento de fraude da história da universidade em 193 anos de existência, embora outros casos tenham sido abertos para apuração.
Braz Cardoso Neto, 20, alegou ser pardo, ter ascendência negra e ser de baixa renda, mas falhou em comprovar a declaração. Cabe recurso à decisão, e o caso pode parar no Judiciário, segundo avaliaram membros do comitê. A decisão foi unânime.
À comissão responsável pelo julgamento, cujo processo demorou mais de um ano, o jovem enviou fotos de pessoas negras que alegou serem seus avós, mas não compartilhou com os membros do comitê dados que comprovassem parentesco. Além disso, a ascendência não é critério para inclusão na política de cotas da universidade, na qual pesa o fenótipo (aparência).
Braz Cardoso Neto é acusado de ter fraudado cotas raciais e sociais para ingressar na USP em 2019 por meio do SISU
Braz Cardoso Neto é acusado de ter fraudado cotas raciais
e sociais para ingressar na USP em 2019 por meio do SISU 
Reprodução/Facebook
No âmbito social, o estudante alegou renda familiar de R$ 4.000 para quatro pessoas, sendo três responsáveis pela renda e uma dependente. No entanto, segundo investigação, o jovem viajava constantemente, inclusive para fora do país e, segundo oitivas de colegas de turma, seu meio de transporte era um carro particular.
À comissão, o jovem alegou utilizar transporte público para o trajeto para a universidade e que a viagem a Miami, registrada em fotos nas suas redes sociais, foi um presente à mãe.
O Coletivo de Negras e Negros do Instituro de Relações Internacionais da USP, responsável pela denúncia, anexou ao processo fotos do estudante que comprovariam a suposta incompatibilidade do seu padrão de vida com a renda declarada. O próprio estudante reconheceu a autenticidade das fotos anexadas.
O estudante teve amplo direito a defesa, segundo a universidade, mas não conseguiu comprovar a renda declarada para ingresso na instituição e não enviou ao comitê as declarações de renda na integra.
Braz Cardoso Neto ingressou no curso de relações internacionais em 2019 por meio do SISU utilizando cotas raciais e sociais
Braz Cardoso Neto ingressou no curso de relações internacionais
em 2019 por meio do SISU utilizando cotas raciais e sociais 
Reprodução/Facebook
O pai do estudante é advogado autônomo e, de acordo com regulamento da universidade, deveria apresentar, como comprovante de renda, a Decore (Declaração Comprobatória de Renda) referente a três meses anteriores a data de matrícula do denunciado. Neto comprovou, no ato da matrícula, que ele, a madrasta e o pai eram isentos do imposto de renda.
Ao ser ouvido pela comissão, o estudante não entregou todos os documentos requeridos e, as informações apresentadas foram julgadas insuficientes para atestar a veracidade das suas declarações.
No relatório que detalha a apuração e o caso, ao qual a Folha teve acesso, a comissão recomendou a expulsão do aluno da universidade por fraudar cotas raciais e sociais.
No entanto, os membros informam que, apesar de recomendarem a sua expulsão por fraudar a cota racial, reconhecem a validade da autodeclaração do estudante, mas citam que apenas a cor da pele não categoriza expressão racial parda.
O edital do Sisu de 2019, pelo qual o estudante ingressou na universidade, esclarece que "as cotas raciais destinam-se aos pardos negros e não aos pardos socialmente brancos, conclusão que demanda a observação da cor da pele associada às demais marcas ou características que, em conjunto, atribuem ao sujeito a aparênciaracial negra".
Ainda de acordo com o relatório, a comissão aponta que da mesma maneira que a ascêndencia branca não resguarda negros de sofrerem racismo, a ascêndencia negra não imputa a experiência do racismo ao estudante.
Procurado, estudante disse que não comentaria o caso por orientação do seu pai, que o representa.

DEFESA

Ao apresentar defesa por meio do seu pai, o estudante alegou estar sendo vítima de uma "patrulha" e que o Coletivo de Negros e Negras que o denunciou era ilegítimo e não dispunha de prerrogativa para o delatar.
Em mais de uma ocasião o jovem foi convidado a se apresentar certidões comprobatórias da sua condição social. Deixando transcorrer o tempo limite para a produção de provas, Neto apresentou apenas suas considerações finais.

Matheus Moreira, Folha de São Paulo

Paulo Francis é chamado de ‘agressivo’ pela ombudsman da Folha de S. Paulo, porta-voz do covil do Lula

Escritor morto em 1997 é mencionado por profissional do jornal paulistano, que tenta defender o conteúdo publicado por Hélio Schwartsman
paulo francis - folha
Paulo Francis chegou a escrever para a Folha | Foto: REPRODUÇÃO
Publicado na última terça-feira, 7, o artigo “Por que torço para que Bolsonaro morra“, assinado por Hélio Schwartsman, voltou à discussão na Folha de S. Paulo. A ombudsman do jornal paulistano, profissional responsável pelo trabalho de “ouvidoria”, analisou o texto na edição de domingo, 12.
Ao decorrer de seu texto, Flávia Lima, a ombudsman da Folha, chega tecer críticas ao texto. Afirma, por exemplo, que Schwartsman “reagiu com o fígado”. Nesse sentido, garante que o texto do colunista “parece contribuir pouco para o debate” e que, além disso, “apresenta uma abordagem simplificadora”.
Em linhas gerais, no entanto, a ombudsman defende o articulista e o jornal, que decidiu publicar o texto e não pediu desculpas ao presidente da República. Valoriza o fato de Schwartsman colaborar para a Folha de S. Paulo há mais de 30 anos. Para ela, o colunista é um “repositório da isenção científica”.

Histórico polêmico

Ainda no sentido de defender seu colega de jornal, Flávia Lima crava que Schwartsman não cometeu crime algum. Nesse ponto, ela respondeu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, que pediu, com base na Lei de Segurança Nacional, para a Polícia Federal abrir inquérito contra o jornalista.
“Schwartsman pode ter sido imprudente, mal educado, imoral ou amoral. Mas não cometeu um crime”, define a ombudsman.
Defendendo a publicação do artigo, Flávia sustenta que o jornal tem histórico de abrir espaço para conteúdos considerados polêmicos. “A Folha tem um histórico longo de colunistas cuja característica mais marcante é a provocação”, escreve. Para isso, ela cita Paulo Francis (1930 – 1997), a quem define como “agressivo”.
Escritor que morreu em fevereiro de 1997, aos 66 anos, Paulo Francis foi colaborador da Folha e de outros veículos de comunicação do Brasil. Para chamá-lo de “agressivo”, a ombudsman não relembrou nenhum conteúdo publicado por ele. Também não comenta se ele, assim como ao menos um outro profissional da mídia, chegou a torcer publicamente pela morte de alguém.

Com informações de , Revista Oeste

Em tempo: A comparação de um 'servidor' da Folha atual, em acelerada decadência moral, é uma afronta à momória de Paulo Francis e de outros jornalistas que deram credibilidade à imprensa brasileira, hoje pautada pelo ódio gerado pela decisão de Bolsonaro de acabar com o 'bolsa imprensa'.