terça-feira, 4 de agosto de 2026

Roubo aos aposentados: PF investiga familiares do vice-líder de Lula no Senado

 Para a PF "sustentáculo político" do esquema no INSS, Weverton Rocha foi o primeiro político citado na CPMI do INSS


Leila do Vôlei, Lula e Weverton Rocha (Foto: Ricardo Stuckert)


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto e cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes em descontos irregulares de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a Polícia Federal, as diligências são resultado do avanço das investigações, que identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas para ocultar a origem e o destino de recursos por meio de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo.

Weverton Rocha, aliado do governo Lula e vice-líder no Senado, foi o primeiro político citado na CPMI que investigou o roubo aos aposentados do INSS. A Polícia Federal já o apontou anteriormente como “sustentáculo político” do esquema, e ele figura entre os investigados no caso que envolve descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.

A PF busca apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e o grau de participação de cada investigado.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Nesta etapa, o foco é apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.

A assessoria do senador Weverton Rocha foi procurada e ainda não se manifestou.

Veja a nota do advogado Willer Tomaz:

Willer Tomaz, advogado e empresário, esclarece que a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder

STF avalia 3º inquérito contra Lulinha: tráfico de influência no Ministério da Saúde

 Elementos surgiram na investigação contra seu amigo "Careca do INSS" 



Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha - Foto: reprodução do site Mais Goiás.


A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso o pedido seja aceito, será a terceira investigação contra ele na Corte por suspeitas de tráfico de influência.

O requerimento foi encaminhado ao STF poucos dias após o ministro André Mendonça autorizar outra investigação para apurar se Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva em supostas articulações envolvendo o Ministério da Saúde. Na ocasião, a apuração foi aberta a partir de elementos reunidos pela Polícia Federal sobre a atuação do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. 

Segundo as investigações, o novo pedido de abertura de inquérito está relacionado a suspeitas de que Lulinha teria usado sua proximidade com integrantes do governo federal para beneficiar empresas parceiras. A Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre a eventual prática de tráfico de influência e outras condutas ligadas à obtenção de vantagens indevidas. A defesa de Lulinha tem negado irregularidades e sustenta que o empresário nunca exerceu função pública nem atuou para favorecer interesses privados


Rodrigo Vilela - Diário do Pode

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Milei chama Lula de 'ladrão' e 'corrupto'... O óbvio ululante

 As novas críticas do presidente argentino ao petista vieram durante entrevista concedida neste domingo, 2



Javier Milei, presidente da Argentina - Foto: Divulgação/Governo Argentin


O presidente argentino, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao chamá-lo de “ladrão” e “corrupto” durante entrevista ao programa La Cornisa, exibido neste domingo 2. As declarações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación depois de questionamentos sobre discursos recentes em eventos no Brasil.

Milei reafirmou comentários feitos em 25 de julho na convenção do Partido Liberal, em São Paulo, e negou que tenha sido agressivo.

“É um ladrão, é corrupto, foi condenado por [ser] ladrão e corrupto. Esteve preso, portanto também é verdade que foi presidiário. E não só isso: o libertaram por uma falha administrativa do procedimento, não por ser inocente.” 


Contexto judicial e explicações de Milei 

O histórico judicial de Lula foi destacado, ao lembrar que suas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, pois a 13ª Vara Federal de Curitiba foi considerada incompetente para julgar os casos.

Milei explicou que os comentários feitos na convenção do PL não foram planejados e surgiram espontaneamente durante o discurso. Ele argumentou que sua postura está ligada à defesa das ideias liberais e à sua oposição ao avanço da esquerda na América Latina. “Eu faço isso porque sou um cruzado pelas ideias da liberdade”, disse. “Sou um defensor das ideias da liberdade e venho da batalha cultural.”


Acusações e tensão diplomática 

O presidente argentino também repetiu uma denúncia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segundo a qual Lula teria destinado US$ 1 bilhão para beneficiar Sergio Massa, adversário de Milei na eleição presidencial argentina de 2023. “Se há alguém que interfere politicamente na região, foi Lula, contaminando todos os lados com as ideias imundas do socialismo”, declarou. 

Na entrevista, Milei afirmou que não dirigiu críticas ao povo brasileiro durante a visita ao Brasil e alegou que sua intenção era “em defesa dos brasileiros de bem” e que suas falas foram dirigidas exclusivamente a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A presença de Milei na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência incluiu elogios a Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “grande amigo”, e críticas à esquerda; o argentino afirmou que o Brasil deveria acabar com a “merda socialista”. Em resposta às declarações, o Itamaraty chamou o embaixador brasileiro de volta para consultas e convocou o representante argentino para apresentar um protesto formal. 


Yasmin Alencar - Revista Oeste

Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

 

Fábio Luís, o Lulinha - Foto: Reprodução/Redes Sociais.


A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Unha e carne

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

Lobby no governo

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Problema do outro

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Diário do Poder

Deputados já nos custaram mais de R$584 milhões só este ano

 


Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Kayo Magalhães / Ag. Câmara


Supera meio bilhão de reais a quantia que o pagador de impostos desembolsou este ano para sustentar os gabinetes da Câmara dos Deputados. O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais de suas excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação…

Dinheiro sem fim

Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.

Só a nata

Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90.

Raio-x da gastança

A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou.

A cereja

Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.

Diário do Poder

domingo, 2 de agosto de 2026

Ex-presidiário Lula afronta legislação e, mesmo proibido, pede votos para seus cúmplices na Bahia

Pedidos explícitos de votos são proibidos pela lei eleitoral, mas, e daí?


Descondenado Lula durante convenção do PT-BA


O presidente Lula (PT) fez pedidos explícitos de voto durante a convenção estadual do partido na Bahia, realizada neste sábado (1º), apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de manifestação antes de 16 de agosto, data marcada para o início oficial da propaganda eleitoral.

Ao discursar no evento que oficializou as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado, Lula pediu apoio aos candidatos petistas e também à própria candidatura à Presidência.

“Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador da República e votarem no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim”, afirmou o presidente. Em outro momento, também defendeu a eleição de Rui Costa e Jaques Wagner, argumentando que “o Senado está muito ruim” e precisa de parlamentares alinhados ao governo.

A Lei das Eleições permite, neste período de pré-campanha, a realização de convenções partidárias, a divulgação de pré-candidaturas e a apresentação de propostas. No entanto, o pedido explícito de votos é vedado até o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

O episódio ocorre poucos dias depois de o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenar Lula ao pagamento de multa de R$ 15 mil por um pedido de votos feito em maio para as então pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva. Na decisão, o tribunal entendeu que houve propaganda eleitoral antecipada por meio de pedido expresso de voto.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder



PL oficializa Michelle e Bia Kicis como candidatas ao Senado pelo DF

 Convenção em Brasília também confirma apoio do partido à reeleição da governadora Celina Leão


Bia Kicis, Celina Leão e Damares Alves na convenção do PL em Brasília - Foto: Reprodução/ Instagram 


O Partido Liberal (PL) oficializou neste domingo, 2, as candidaturas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio ocorreu durante a convenção do partido, em Brasília. 

A candidatura de Michelle gerou dúvidas no PL depois de discussões com o enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. Na ocasião, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher e avaliou a candidatura para ampliar a aproximação com o público feminino. Ela presidiu o PL Mulher desde 2023.

Bia Kicis, presidente do diretório distrital do PL, completa a chapa ao Senado. A deputada cumpre o segundo mandato na Câmara, é formada em Direito pela Universidade de Brasília e atuou como subprocuradorageral do Distrito Federal até se aposentar, em 2016. Michelle e Bia para o Senado; Celina Leão para o governo 

O evento do PL também confirmou apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP), oficializada pela Federação União Progressista neste domingo. O candidato a vice-governador é Gustavo Rocha.


Durante a convenção, Celina afirmou que Michelle enfrentou dificuldades antes de decidir disputar a eleição. “Ela foi muito questionada por que não decidia logo”, disse. “Era muito difícil para ela decidir entre cuidar do marido e ser candidata. Mas, por amor ao marido, pela aliança que ela tem com a Bia e pela responsabilidade que ela tem com o Brasil, Michelle será nossa senadora junto comigo.”

Michelle não estava presente no momento do anúncio do seu nome na convenção por causa de uma enxaqueca persistente. Ela chegou a ser internada, mas recebeu alta no fim da tarde. Até a finalização desta reportagem, ela não havia chegado no evento.

 


Bia Kicis, Celina Leão e Damares Alves na convenção do PL em Brasília = Foto: Reprodução/ Instagram


A convenção da Federação União Progressista também definiu os candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal e à Câmara dos Deputados. Os deputados distritais Daniel de Castro (PP), Pepa (PP) e Eduardo Pedrosa (União Brasil) disputarão a reeleição. 

Letícia Alves - Revista Oeste