quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Flávio diz que esquema do roubo aos aposentados do INSS chegou ao gabinete de Lula

Senador cita Lulinha e ex-chefe do Gabinete Pessoal de Lula no caso dos descontos ilegais


Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto. (Foto: Reprodução/ Youtube/Canal Flávio Bolsonaro).


A investigação sobre as fraudes no roubo de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novos elementos envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (18) que as apurações mostram que o caso alcançou o entorno do Palácio do Planalto.

Em entrevista à rádio Itatiaia, Flávio citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula.

Segundo o senador, Lulinha teria utilizado a influência decorrente da proximidade com o pai para tratar de negócios em diferentes ministérios, enquanto Marcola teria facilitado o acesso ao gabinete presidencial.

A declaração ocorre após a divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal em investigações relacionadas ao esquema do INSS.

Um dos elementos analisados pela PF é uma conversa na qual a lobista Roberta Luchsinger teria enviado a Marcola uma minuta de contrato envolvendo a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o documento previa uma contratação sem licitação. O negócio, entretanto, não avançou.

Marcola confirmou ter recebido o material, mas afirmou que não o encaminhou e negou ter atuado para favorecer a proposta.

A relação entre Roberta e as investigações do INSS também chama a atenção dos investigadores.

De acordo com a apuração, ela foi contratada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e preso pela Polícia Federal. Roberta teria recebido R$1,5 milhão em cinco parcelas para atuar na tentativa de viabilizar a venda dos medicamentos ao Ministério da Saúde.

As autoridades também encontraram mensagens entre Roberta e Lulinha relacionadas a negócios.

O material integra investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e que apuram possíveis práticas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente.

Em outro trecho da apuração, a PF identificou conversas e pagamentos relacionados a Marcola.

Segundo as informações divulgadas, Roberta teria pago boletos e adquirido presentes destinados ao ex-chefe de gabinete. Entre os itens mencionados estão joias solicitadas para o Dia das Mães de 2024.

Marcola declarou que recebeu valores de Roberta referentes a um empréstimo e que a quantia, inicialmente de R$217 mil, foi posteriormente quitada por R$249 mil.

A Polícia Federal também passou a investigar se Lulinha teria mantido participação não declarada em negócios ligados a Antônio Camilo Antunes e se Roberta teria custeado despesas relacionadas ao filho do presidente.

A partir dos elementos encontrados, foram instaurados três inquéritos no STF para apurar suspeitas de tráfico de influência em diferentes áreas da administração federal.

Em declaração divulgada nas redes sociais, Flávio afirmou que o ponto central das novas informações é a suposta conexão entre integrantes investigados no esquema e pessoas que tiveram acesso ao núcleo presidencial.

O senador disse que “a corrupção do INSS chegou dentro do gabinete do Lula” e associou essa ligação à atuação de Marcola.

As investigações ainda não estabeleceram, nas informações divulgadas até o momento, que Lula tenha participado pessoalmente das irregularidades.

As apurações estão concentradas nas relações entre Lulinha, Roberta Luchsinger, Marcola e outros personagens investigados.

A defesa de Lulinha afirmou que ele não pode ser responsabilizado por declarações feitas por Roberta e contestou conclusões atribuídas à Polícia Federal.

Os advogados também disseram que só irão se manifestar de forma definitiva depois de terem acesso integral ao material obtido nas quebras de sigilo.

O caso continua sob investigação, enquanto novas informações sobre as relações financeiras e profissionais dos envolvidos são analisadas pelas autoridades.

Paralelamente, o escândalo dos descontos indevidos segue envolvendo milhares de aposentados e pensionistas.

O próprio INSS informou que, em balanço divulgado no fim de 2025, mais de 6,3 milhões de pedidos de contestação haviam sido registrados e cerca de R$2,82 bilhões em pagamentos de ressarcimento já haviam sido gerados.

Pedro Taquari - Diário do Poder

PF diz que lobista tinha autorização para agir em nome de Lulinha, filho do ex-presidiário...

 Defesa de Fábio Luís Lula da Silva contesta afirmações e diz que mensagens sem autenticidade comprovada não podem ser comentadas



Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Reprodução/YouTube/CNN Brasi


A defesa de Lulinha, porém, afirma que ele não responde por declarações feitas por Roberta. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as afirmações da PF como “ilações irresponsáveis” e acusou setores da corporação de agir com objetivos eleitorais. Também criticou vazamentos seletivos.

A defesa de Roberta afirmou que a divulgação de informações prejudica as investigações e pediu que o Ministério da Justiça apure o caso. Já a defesa de Lulinha disse que não pode comentar mensagens sem e comentar mensagens sem autenticidade comprovada.

Roberta afirmou ser representante de Lulinha em uma conversa com Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha. Gaspar é investigado por suspeita de participar de desvios no INSS. A PF suspeita que ele atuava com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Roberta na prospecção de negócios federais. 


Três inquéritos no STF

Os diálogos levaram à abertura de três novos inquéritos no Supremo Tribunal Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência. O primeiro investiga negócios com o Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas na Dataprev. O terceiro trata da atuação em outra área do governo federal.


A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva |-Foto: Reprodução/Instagram/Roberta Luchsinger

A PF pediu a abertura dos inquéritos no fim de julho, com base em provas da investigação sobre o INSS. A apuração busca verificar se Lulinha era sócio oculto de Antônio Camilo Antunes e se Roberta pagou despesas de viagens do filho do presidente. Conversas também indicam pagamentos de boletos e despesas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência. 

Ribeiro afirmou ter recebido um empréstimo e quitado R$ 249 mil. A PF ainda identificou diálogos entre Roberta e Ribeiro sobre a compra de joias para a mulher do ex-assessor. Roberta enviou a Ribeiro a minuta de um contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Segundo a PF, a conversa indica uma tentativa de obter ajuda do assessor presidencial para fechar o negócio. O diálogo, porém, não mostra o encaminhamento da minuta a outra instância do governo. Faroeste à Brasileira 


Letícia Alves - Revista Oerste

'Lulinha' e Roberta dividiam mansão ‘QG do lobby’, em Brasília

 Lobista é citada no escândalo do INSS


Lulinha e a amiga íntima Roberta Luchsinger


Uma mansão localizada no Lago Sul, em Brasília, era utilizada pela lobista Roberta Luchsinger e pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para encontros e reuniões. O imóvel, situado na QI 26, já havia sido apontado como uma espécie de ponto de apoio de Lulinha quando ele estava na capital.

Segundo informações publicadas por O Globo, a casa também teria sido palco de reuniões entre Lulinha e pessoas ligadas ao esquema investigado na fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A propriedade é alugada por Roberta Luchsinger, que mantém relação próxima com Lulinha e sua família.

A lobista também é citada nas investigações sobre as relações de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo relatos já divulgados, encontros entre os dois teriam ocorrido na mansão.

O imóvel, com localização privilegiada e vista para a Ponte JK e o Lago Paranoá, já havia sido usado anteriormente pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O aluguel mensal da residência seria de cerca de R$ 25 mil.

A proximidade entre Roberta e Lulinha já havia sido revelada anteriormente. A lobista chegou a publicar nas redes sociais uma foto mostrando uma tatuagem feita em conjunto com Renata Abreu Moreira, mulher de Lulinha, em referência à amizade entre as duas.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder

Candidato declara patrimônio de meio bilhão de reais



Otaviano Pivetta, ricaço com patrimônio de mais de R$500 milhões (Foto: Divulgação/Publicanos)

São 195 os registrados no Tribunal Superior Eleitoral que vão disputar o cargo de governador em 26 estados, além do Distrito Federal, nas eleições de outubro. O patrimônio da turma soma R$1.250.693.915,06, conforme tabulado por esta coluna com base na declaração de bens que os candidatos apresentaram ao TSE. Apenas o candidato mais rico tem fortuna que representa quase o somatório de todo restante da lista: Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), com mais de meio bilhão de reais.

Grana de sobra

Pivetta é o barão da vez. Soma mais de R$575,6 milhões em bens e valores. A 2ª colocada, Maria do Carmo (AM) tem R$118,4 milhões.

Clube dos endinheirados

O clube dos milionários é bem representativo, são 71 candidatos de diversos partidos e de todas as regiões do Brasil.

Bancada da pindaíba

Do total, 37 candidatos nada declaram de patrimônio. Yuri Ezequiel (UP-PB), pobre convicto, declarou R$353,89, mal investidos na poupança


Diário do Poder

Sob o 'cartel lula-stf-globolixo'', plano de saúde dos senadores gera rombo milionário: arrecada pouco mais de R$5 milhões e torra R$40 milhões

Grana dos pagadores de Impostos garante a benesse a 79 senadores, 187 ex-senadores e 363 dependentes .Orgia que só uma republiqueta de banana comandada por corrupto poder bancar.





É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos. Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes. A arrecadação foi de R$5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$40.476.846,63.

Gota no oceano

Os R$5 milhões vieram de contribuições dos beneficiários. Soma-se a esse valor a merreca de R$86 mil em coparticipação.

Cabe tudo

O rombo abarca indenizações e restituições, pagamentos a prestadores de serviços de saúde, tratamentos de longo prazo etc, etc, etc...

Câmara no azul

Na Câmara, a assistência consegue ser superavitária. Foram R$8,35 milhões em arrecadação contra R$8,22 milhões em despesas.

É só comparar

O custo por beneficiário da Câmara foi de R$520,88 por mês. No deficitário Senado, o valor salta para R$5.362,59.


Com informações do Diário do Poder

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Trump escala novo chefe para América Latina em meio a atrito com o Brasil

 Empresário Juan Pablo Segura assume setor no Departamento de Estado com foco na segurança de fronteiras




O empresário Juan Pablo Segura assumiu o comando do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O novo secretário-assistente indicado pelo presidente Donald Trump declarou que vai priorizar a segurança de fronteiras e a liquidação de cartéis na América Latina.

Segura prometeu alinhar o departamento às diretrizes da Casa Branca. O novo diplomata criticou decisões judiciais do Brasil que impõem multas e vetos ao funcionamento de redes sociais norte-americanas. “Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos”, declarou o secretário.


Desgaste diplomático

 A Casa Branca efetivou a troca no comando da região em meio ao desgaste diplomático com o governo brasileiro. O Departamento de Estado cancelou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, no início de agosto. A medida respondeu ao travamento da aprovação de Daniel Perez como novo embaixador norte-americano no Brasil. 

O Itamaraty segurou o aval oficial depois que a Casa Branca divulgou o nome do diplomata sem consulta prévia às autoridades brasileiras. O governo Lula também vetou a entrada de dois representantes norte-americanos no país semanas antes da retaliação de Washington.


Erich Mafra - Revista Oeste

Alexandre de Moraes quer enterrar seu pai vivo, diz Flávio Bolsonaro

Candidato a presidente da República diz que o maior líder popular da história do Brasil não pode falar com pessoas sequer na porta de casa


Senador Flávio Bolsonaro ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: redes sociaiis


O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), repudiou nesta terça-feira (18) as medidas e decisões que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tende a cumprir a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o primogênito do ex-mandatário, o ministro deseja “enterrar Bolsonaro vivo”.

O senador destacou as decisões em que Bolsonaro está proibido de falar com pessoas fora de sua residência, no Condomínio Solar de Brasília, onde cumpre pena desde março.

“O relator do processo dele, o ministro Alexandre de Moraes, sequer permite que ele se comunique por carta, proíbe a visita de seus filhos […]. Ele quer matar, ele quer enterrar vivo o presidente Bolsonaro”, disse Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia.

Segundo o senador, as medidas impostas ao seu pai causam comoção em seu eleitorado e resultam em apoio à sua campanha presidencial.

“As pessoas se indignam mais, mas pensam cada vez mais nele. Por onde eu ando, as pessoas vêm me abraçar e chorar e dizer assim: “Esse abraço aqui é pro seu pai, manda um abraço pro seu pai”, prosseguiu em sua fala.

Atualmente, o líder da direita está proibido de receber visita de aliados políticos e de familiares. A decisão veio a ser deferida após o episódio envolvendo a leitura da chamada “Carta aos Brasileiros”, em uma live de Flávio.

Moraes afirma em sua decisão que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, que ele está proibido de se manifestar publicamente ou em rede social, seja privada ou por meio de terceiros.

Luan Carlos - Diário do Poder