quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Lulinha aparece em novas fotos com lobista em jatinho de R$100 milhões

 Revista mostra filho de Lula e Roberta Luchsinger em aeronave Embraer Praetor 600 em passeio para a Finlândia


Lulinha com a amiga lobista Roberta Luchsinger em jatinho que o levou à Filândia em 2025 (Foto: Reprodução/Veja)

Reportagem da revista Veja publicada nesta quarta-feira (21) expôs novas imagens de passeios luxuosos do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em viagem à Finlândia, no ano passado, ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Entre as fotos estão a que expõe o filho do candidato à reeleição em um luxuoso jatinho Embraer Praetor 600, que sai da fábrica com valor estimado em mais de 20 milhões de dólares (equivalentes a R$100,6 milhões).

Segundo a lobista que tem revelado suspeitas de tráfico de influência nas relações de Lulinha com contratos do governo petista, a viagem foi realizada em janeiro de 2025 com acompanhar a aurora boreal no território próximo ao Circulo Polar Ártico.

Lulinha em um de seus passeios com a lobista Roberta Luchsinger, na Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja)

Com base no relato de Luchsinger, a Veja narra que o filho do presidente e sua família viajaram por quatro continentes em voos fretados ou emprestados por amigos, nos últimos quatro anos. A lobista investigada pela Polícia Federal afirma que passeios de Lulinha recebiam apoio logístico de embaixadas nos países onde o herdeiro de Lula frequentava os melhores restaurantes.

A lobista lembra que Lulinha celebrou seu aniversário com sua esposa em um camarote do Rock in Rio Lisboa, presenteado por um empresário. Além de citar que um empresário bancou outro passeio do filho do presidente a uma das sete maravilhas do mundo, a Grande Muralha da China, diante da qual Lulinha e sua família almoçaram.

“Se a vida está boa, quem vai questionar? Ninguém questiona. Aliás, o pai não questiona. O pai era o primeiro que deveria questionar. Para efeito de raciocínio, se minha filha, por exemplo, amanhã aparece aqui com qualquer coisa diferente, eu perguntaria: ‘de onde veio isso?'”, questiona Roberta Lucsinger, ao sugerir que o presidente Lula deveria saber que seu filho não teria lastro financeiro ou intelectual para obter recursos para aquela rotina de vida.

Lulinha com lobista Roberta Luchsinger, diante do jatinho que o levou à Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja)


Em outras imagens expostas pela revista Veja, originadas na nuvem do celular da lobista, Lulinha aparece com o empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, que tinha único contrato de R$ 197 mil para o setor de eventos do governo federal, antes da posse de Lula, e conquistou 13 novos contratos, nos últimos três anos. A empresa passou a faturar R$ 63 milhões, sob Lula, 323 vezes maior que a realidade no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Lulinha em festa com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Marcelo Checon. (Foto: Reprodução/Veja)

Segundo a reportagem, Lulinha se tornou amigo de Checon por meio de Fernando Bittar, sócio do filho de Lula em empresa de games que é investigada por suspeita de tráfico de influência no primeiro mandato petista. Em diálogo interceptado entre a lobista e um empresário, que teria pagamento pendente, Luchsinger reclama que Lulinha teria mania de pedir passagens a todo mundo.

“Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio”, diz a lobista, que confirmou à Veja: “Reclamei mesmo dos pedidos de passagem. Está lá nas mensagens. Passagem, passagem, passagem… É caro. O Fábio tem mania de pedir passagem para todo mundo”.

Ontem, a Polícia Federal pediu prorrogação do prazo do inquérito que investiga Lulinha, por tráfico de influência e corrupção. E sua defesa alega que investigadores estariam interessados em fazer “pesca probatória” com motivação política, por não terem encontrado elementos que justificassem a continuidade da investigação.



Davi Soares - Diário do Poder

Polícia Federal cancela depoimento de Zettel 'por problemas de internet'

 Cunhado de Vorcaro seria ouvido nesta quarta-feira, 21, por videoconferência



Fabiano Campos Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Instagram/@fabiano.zettel


A Polícia Federal (PF) cancelou o depoimento do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que estava previsto para esta quarta-feira, 21.

Os delegados responsáveis pelo interrogatório alegaram problemas na conexão de internet da Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, onde o empresário está preso preventivamente.

Zettel seria ouvido por videoconferência, às 14h, pelos investigadores responsáveis pelas apurações relacionadas ao escândalo do Banco Master. O empresário está preso desde março de 2026 e é apontado pela PF como um dos operadores financeiros ligados a Vorcaro. 

A realização do depoimento havia sido comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em 15 de outubro, a direção da Penitenciária II de Potim encaminhou um ofício informando o recebimento da solicitação da PF. O pedido partiu da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da Polícia Federal, por determinação do delegado Diego Bruno Dias do Nascimento. O procedimento dependia de autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. 

A intimação previa que, por envolver um investigado preso, o depoimento não poderia ser remarcado, salvo em situações excepcionais devidamente comprovadas. Até o momento, não há confirmação de uma nova data para o interrogatório


Falha de internet também adiou depoimento de Vorcaro 

Em 27 de agosto, o depoimento de Vorcaro também precisou ser adiado depois que problemas na conexão de internet prejudicaram a transmissão por videoconferência no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. 

Na ocasião, a defesa do ex-banqueiro afirmou que Vorcaro estava à disposição dos investigadores, mas que a instabilidade da conexão havia impedido a realização do procedimento. O depoimento acabou sendo remarcado. 

O papel de Zettel na investigação Zettel aparece nas investigações da PF como um dos principais responsáveis pela movimentação de recursos financeiros ligados ao exdono do Master.

 Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de R$ 99,2 milhões em contas vinculadas a Zettel de junho de 2021 a janeiro de 2022. Foram R$ 49,9 milhões em créditos e R$ 49,3 milhões em débitos. 

O volume movimentado chamou a atenção dos órgãos de controle pela incompatibilidade com a renda mensal declarada pelo empresário, de R$ 66 mil. Os investigadores também examinam a participação de Zettel em negociações envolvendo pessoas que ocupavam posições estratégicas no sistema financeiro.

Uma delas diz respeito a um imóvel rural avaliado em R$ 4,8 milhões, pertencente a Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central, e a seu irmão, Luis Roberto. Documentos divulgados pelo STF em setembro mostram que Vorcaro participou das tratativas e que Zettel encaminhou a minuta do contrato. 

A operação passou a ser examinada pela PF como parte das suspeitas sobre as relações mantidas pelo banqueiro com integrantes da autoridade monetária.

Outro documento encontrado no celular de Zettel também chamou a atenção dos investigadores. Trata-se de uma planilha com uma relação de pagamentos pendentes, incluindo uma referência a R$ 1 milhão destinado ao empresário Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, do STF. Feitosa teria intermediado um contato entre Vorcaro e o magistrado. 

Zettel também é investigado por possível participação em um grupo de WhatsApp suspeito de organizar ações de vigilância e intimidação contra pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. 

Preso preventivamente desde março, Zettel tenta obter a liberdade por meio de recursos apresentados ao STF. Em 19 de outubro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a revogação das prisões de investigados ligados ao Master, incluindo o empresário. 


Edilson Salgueiro - Revista Oeste

Vantagem de Flávio em pesquisas impulsiona Ibovespa ao 2º maior fechamento da história

 Principal índice da Bolsa sobe 1,57% e alcança 208,3 mil pontos; dólar recua para R$ 5,01


Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) - Foto: Divulgação/B3 


O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou esta terça-feira, 20, em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos, o segundo maior fechamento de sua história. Enquanto isso, o dólar comercial recuou 0,58%, cotado a R$ 5,01. O desempenho ocorre a cinco dias do segundo turno da eleição presidencial.

O recorde histórico ocorreu em 9 de outubro, quando o Ibovespa fechou aos 209.066,90 pontos, depois de uma semana de valorização de 8,82%, a maior desde março de 2020. Na ocasião, o mercado também repercutia o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e pesquisas que mostravam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Flávio e Lula durante debate promovido pela TV Bandeirantes — São Paulo (SP), 18/10/2026 -  Foto: J

Pesquisas eleitorais influenciam o Ibovespa 

A valorização da B3 ocorreu em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que mostram Flávio à frente de Lula. Os dois candidatos disputam o segundo turno no próximo domingo, 25. 

Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terçafeira, Flávio registra 52% das intenções, contra 48% de Lula, considerando apenas os votos válidos. Já a pesquisa Alfa Inteligência aponta 51,5% para o senador e 48,5% para o presidente. Outro fator acompanhado pelo mercado é a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. 

Em outubro, até o dia 16, a B3 acumulava saldo positivo de R$ 21 bilhões em investimentos externos. O saldo representa a diferença entre o volume de ações compradas e vendidas por investidores estrangeiros

Mateus Conte - Revista Oeste

Covil do PT teme desmobilização em estados do Nordeste

 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert


O PT captou baixa adesão de prefeitos e até governadores do Nordeste na hora de pedir votos para Lula no segundo turno das eleições. O PT sofreu revés na região, porto seguro eleitoral de Lula, que viu o número de deputados conservadores crescer. Deputados federais são grandes propulsores de votos, já que pressionam prefeitos e, com isso, arrastam a militância às urnas. Tabelas que circulam entre petistas colocam a nova bancada nordestina com 45% de parlamentares ligados à direita.

Biruta de aeroporto

O centrão, que navega conforme o vento das benesses, tem cerca de 25%. O restante ficou com a esquerda, não necessariamente lulista.

Foi de arrasta

Prefeitos com cofres vazios dependem de emendas para fecharem as contas. Com quase 40% da bancada renovada, o compromisso morreu.

Corpo mole

São as prefeituras que devem garantir o transporte público gratuito para a população votar, ainda que sem favorecer candidatos.


Diário do Poder

Favoritismo de Flávio Bolsonaro para o segundo turno chega até a 78,5% na Polymarket

Plataformas mundiais de “previsão” e apostas nunca erraram nas eleições presidenciais brasileiras


Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar (PL) - (Foto: Beto Barata/PL).

 

A apenas quatro dias do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, as principais plataformas mundiais de “previsão” e apostas, que nunca erraram em eleições presidenciais brasileiras, enxergam a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) como o cenário mais provável. A maior delas, a Polymarket, registrou nesta terça (20) 78,5% de chance do candidato do PL contra 22% de Lula. Outras plataformas, como Kalshi e Robinhood Prediction, também apontam Flávio como virtual vencedor no domingo.

Derreteu

Na Polymarket, Lula chegou a ter 67% de chance de vitória em 16 de agosto. Foi a 41% na véspera do primeiro turno e a 18% logo depois.

Disparou

Após o primeiro turno da eleição, Flávio chegou a registrar 90% de chance de vitória na Robinhood.

Flutuou

Após a promulgação do fim da escala 6x1, Lula teve uma leve melhora nas plataformas preditivas, mas voltou a cair após o debate na Band.

Muita grana

Existem mais de US$15 milhões (R$76 milhões) apostados na eleição brasileira na Polymarket, Kalshi e Robinhood.


Diário do Poder

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Bolsa dispara e dólar cai com Flávio à frente de Lula

Ibovespa sobe mais de 1% e moeda americana recua a cinco dias do segundo turno presidencial


( Foto: Jorge Araújo)


A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira (20), enquanto o dólar recuou.

O movimento ocorreu em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que apontam vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por volta das 10h49, o principal índice da Bolsa brasileira subia 1,33%, aos 207.807,99 pontos.

Durante a manhã, o indicador chegou a atingir 208.104,02 pontos, refletindo a movimentação dos investidores ao longo do pregão.

No mercado cambial, o dólar era negociado a R$5,026, com queda de 0,45%, por volta das 10h40.

A moeda norte-americana acumulava perdas de 2,44% em outubro e de 8,03% em 2026.

A disputa presidencial está entre os fatores acompanhados pelo mercado nesta semana.

Pesquisas divulgadas nos últimos dias indicaram Flávio Bolsonaro à frente de Lula nas intenções de voto para o segundo turno, previsto para domingo (25).

Entre os levantamentos citados estão os da BTG/Nexus, que apontou 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula nos votos válidos, e da PoderData/Aya, com 52% para o senador e 48% para o presidente.

Os resultados variam conforme o instituto e a metodologia utilizada.

Outro destaque do pregão foi a Americanas, cujas ações subiam mais de 18%, negociadas a R$7,05, após a Justiça decretar o encerramento da recuperação judicial da companhia.

Na sessão anterior, o Ibovespa havia fechado em queda de 0,17%, aos cerca de 205 mil pontos.

Com a eleição se aproximando, investidores também acompanham as perspectivas para as contas públicas e as propostas econômicas dos candidatos.

Entre as medidas associadas a um eventual governo Flávio estão o controle de despesas e reformas administrativas e previdenciárias, iniciativas que dependeriam de decisões futuras e de articulação política.

Pedro Taquari - Diário do Poder

Pesquisa: 90% dos brasileiros apoiam redução da maioridade penal para 16 anos

Tema que levou à retirada de pauta da PEC da Segurança tem apoio de 94% dos eleitores de Flávio e 84% dos de Lula




A pesquisa do instituto Real Time Big Data evidenciou, nesta terça-feira (20), que 90% do povo brasileiro apoia a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos de idade. A proposta tradicionalmente apoiada pela direita e rejeitada pela esquerda no Brasil tem apoio de eleitores de ambos os candidatos ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que disputam o 2º turno no domingo (25).

A inclusão do debate sobre este tema por aliados de Flávio nesta reta final de campanha presidencial provocou a retirada da PEC da Segurança da pauta de votação do Senado, na semana passada. E levou o presidente petista a expor um raro gesto de apoio à redução da maioridade penal, somente para crimes hediondos.

A redução da idade em que brasileiros devem ser processados e condenados por crimes tem apoio de 95% entre eleitores de Flávio Bolsonaro, de 84% entre eleitores de Lula e de 93% entre eleitores que indicaram votar em branco, nulo ou estarem indecisos.

No total do eleitorado, apenas 7% rejeitam a redução da maioridade penal. E o maior percentual de brasileiros contra a punição por crimes cometidos por pessoas a partir de 16 anos está entre o eleitorado de Lula, com 12% dizendo ser contra reduzir a idade de condenação penal no Brasil.

A pesquisa Real Time Big Data está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02952/2026. E coletou seus dados junto a 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.



Davi Soares - Diário do Poder