quarta-feira, 22 de julho de 2026

Estatais acumulam mais de R$ 18 bilhões em déficit no governo Lula, aponta TCU

 Rombo das empresas não dependentes já supera R$ 18 bilhões em três anos e meio; tribunal diz que contingenciamento de políticas públicas cobriu rombo


Reprodução - Descondenado 

As empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dados revelados pelo jornal Gazeta do Povo mostram que o governo Lula inverteu um ciclo de superávits registrado na gestão anterior.

Dos R$ 3,29 bilhões contingenciados até o quinto bimestre de 2025, 91% foram para absorver o déficit das estatais. 

“Isso impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais”, diz o relatório do tribunal. 

Entre as estatais não dependentes estão os Correios, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda. 

Déficit se concentra em quatro empresas 

O TCU identificou que 95% do rombo de 2025 se concentrou em quatro estatais: Empresa Gerencial de Projetos Navais, Correios, Empresa Gestora de Ativos e Infraero.



O déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas empresas foi de R$ 4,9 bilhões em 2025. Leia mais: “Governo Lula é desaprovado por mais da metade da população, revela pesquisa” 

Governo Lula inverte superávit de R$ 17,46 bi 

A análise do TCU usa estatísticas fiscais do Banco Central, que excluem estatais financeiras (Banco do Brasil, Caixa e BNDES) e a Petrobras. 

No governo Bolsonaro, o conjunto de estatais não dependentes registrou superávit em três dos quatro anos: R$ 10,29 bilhões (2019), R$ 3,03 bilhões (2021) e R$ 4,75 bilhões (2022). 

Apenas 2020 teve resultado negativo, de R$ 614 milhões. O saldo positivo acumulado foi de R$ 17,46 bilhões. 

No governo Lula, a sequência é de déficits: R$ 656 milhões (2023), R$ 6,73 bilhões (2024) e R$ 5,13 bilhões (2025). Em 2026, o rombo já chegava a R$ 5,96 bilhões nos primeiros cinco meses. 

TCU vê “deterioração na capacidade de autofinanciamento'

O TCU afirma que a “progressiva reversão de resultados positivos para déficits crescentes ao longo do triênio 2023-2025 evidencia deterioração na capacidade de autofinanciamento dessas estatais.” 

O órgão atribui o cenário a uma “deficiência sistêmica na supervisão ministerial e no acompanhamento orientado a riscos, que não atuou de forma preventiva nem induziu ajustes estruturais tempestivos.”

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviado pelo governo, projeta déficit das estatais não dependentes até 2030. 

O governo federal foi questionado pela Gazeta do Povo por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Em resposta, a pasta informou apenas que “mantém diálogo constante com o TCU sobre o assunto”.

 A aprovação das contas de 2025 ocorreu com ressalvas em 10 de junho. O parecer segue para o Congresso, que tem a palavra final sobre as contas presidenciais.


Revista Oeste

Covil do PT admite ligação de Wagner ao Banco Master, e torce para que situação de Ciro seja ainda pior

 

Jaques Wagner, ex-Líder do Governo Lula (PT) no Senado, com o presidente petista - Foto: redes sociais


Petistas sabem que a investigação envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner vai ser tema central na campanha, mas não esperavam que a intimação ao ex-líder de Lula para explicar à Polícia Federal a confusão, em 7 de agosto, seria só dois dias após o prazo para convenções partidárias. No PT, a esperança é de que a situação de Ciro Nogueira (PP-PI) seja pior do que a do senador baiano e já que ele foi ministro de Jair Bolsonaro, a ideia é que a relação enrole a oposição no escândalo.

Menos pior

A aposta no PT é que o escândalo do Master é pluripartidário e não deve sequestrar o noticiário. A estratégia, por ora, é foco no tarifaço.

Filme queimado

A preocupação é tentar preservar o palanque de Lula na Bahia e evitar o climão na convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto.

O pai é outro

O senador do Piauí é o autor do que ficou conhecido como “Emenda Master”, por beneficiar os negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

PT gostou

Entre a batida da PF na casa de Wagner e o depoimento, haverá hiato de cerca de dois meses e meio, tempo longo neste tipo de investigação.

Diário do Poder

terça-feira, 21 de julho de 2026

PF apreende carrões ligados ao Careca do INSS, integrante da quadrilha do Lula

Carros de coleção e de alto padrão, como BMW X6, Audi R8 e até um Opala, estão entre os bens recolhidos


A ação foi realizada no Distrito Federal. (Foto: Divulgação/PF).


A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (21), um novo mandado de busca e apreensão ligado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no âmbito da Operação Sem Desconto.

A operação resultou na apreensão de diversos carros de luxo e de coleção. Veja a seguir os modelos recolhidos pela PF:

(Foto: Divulgação/PF).

Um dos destaques entre os bens apreendidos pela Polícia Federal é um Audi R8, um dos superesportivos mais emblemáticos da fabricante alemã. O modelo de dois lugares utiliza motor central V10 aspirado de 5,2 litros, compartilhado com o Lamborghini Huracán, capaz de desenvolver até 610 cavalos de potência e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos. A produção do Audi R8 foi encerrada em março de 2024, após 45.949 unidades fabricadas, tornando o veículo ainda mais exclusivo e valorizado entre colecionadores.

(Foto: Divulgação/PF).

Entre os automóveis apreendidos também está uma BMW X6, modelo que inaugurou o segmento dos Sports Activity Coupé (SAC), combinando características de um SUV com o design esportivo de um cupê. Na configuração atual xDrive40i M Sport, o veículo é equipado com motor de seis cilindros e 381 cavalos de potência, com preço aproximado de R$ 889 mil. As versões mais completas ultrapassam a marca de R$ 1 milhão no mercado brasileiro.


(Foto: Divulgação/PF).

Outro veículo apreendido foi um Chevrolet Opala Diplomata, versão topo de linha da tradicional família Opala. Produzido até 1992, o modelo se destacou pelo acabamento sofisticado, alto nível de conforto e pelos motores 2.5 de quatro cilindros ou 4.1 de seis cilindros. Considerado um ícone da indústria automobilística brasileira, o Diplomata tornou-se uma peça de coleção e pode alcançar valores expressivos no mercado de clássicos, a depender do ano de fabricação, da originalidade e do estado de conservação.

A operação

A ação foi realizada no Distrito Federal e teve como objetivo atingir o patrimônio do investigado, apontado como um dos principais articuladores do esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu a ordem judicial com a finalidade de promover a descapitalização do investigado, considerado peça central no esquema criminoso investigado pela corporação.

Em nota, a Polícia Federal informou que, além das fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, também são apurados os crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.

Mael Vale - Diário do Poder





Governo corrupto do ex-presidiário Lula pagou R$ 837 mil a escritório que atuou na defesa de Alexandre de Moraes

 Valor também inclui serviços relacionados às sanções tarifárias impostas pelos EUA 


Os presidentes Lula (à esq.) e Alexandre de Moraes, do TSE (à dir.), durante cerimônia de diplomação do petista na Corte - 12/12/2022 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo Lula pagou cerca de R$ 850 mil ao escritório norteamericano Arnold & Porter Kaye Scholer LLP pelos serviços relacionados à Lei Magnitsky aplicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a sanções dos Estados Unidos a


Os dados referentes ao que já foi gasto constam de relatórios da Advocacia-Geral da União (AGU) obtidos por Oeste, com exclusividade, via Lei de Acesso à Informação.


A banca emitiu quatro faturas acerca dos dois casos, que somam pouco mais de US$ 150 mil — a quantia em reais considera a cotação do dólar à época. Os registros dividem o valor da seguinte forma:


• US$ 108.866,96 pela atuação relacionada à Magnitsky; • US$ 45.034,50 por serviços referentes a sanções tarifárias. 


 Na ocasião, a AGU emitiu uma nota que justificou a contratação. “Estão incluídas no escopo de atuação do contrato quaisquer medidas de caráter punitivo aplicadas contra os interesses do Estado brasileiro, de empresas e de agentes públicos brasileiros, tais como tarifas, denegações de visto, bloqueio de ativos e restrições financeiras”, afirmou. 

O órgão destacou que o escritório tem atuação no setor regulatório e comercial e longa experiência em litígios internacionais. A empresa conta com mais de mil advogados que atuam em 16 sedes em diferentes países. 

Em 12 de dezembro de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou Moraes, a mulher dele, Viviane Barci, e o Instituto Lex da lista de sancionados pela Magnitsky








O 'presidente' da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Grã-Cruz, o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, em solenidade realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (21/11/2023) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo 


O Arnold & Porter é o segundo escritório norte-americano contratado pelo Estado brasileiro que atua em uma questão relacionada a Moraes. 

Paralelamente, o Foley Hoag LLP representa a União na ação movida por Rumble e Trump Media que cita o ministro nos EUA. 

A coluna revelou que o Brasil já desembolsou mais de R$ 1 milhão pela atuação da banca na ação das big techs. As empresas pedem explicações na Justiça norte-americana sobre ordens sigilosas expedidas por Moraes que violaria a Constituição dos EUA. O Foley Hoag LLP cuida de processos do Brasil no estrangeiro desde 2019.


Cristyan Costa - Revista Oeste

Trump concede green card e fortalece proteção a Eduardo Bolsonaro

Documento garante ao ex-deputado o direito de viver e trabalhar nos EUA por tempo indeterminado


Green Card de Eduardo Bolsonaro. (Foto: Reprodução).


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu o Green Card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro o que, na prática, fortalece medidas de proteção ao ex-deputado que denunciou ser vítima de perseguiçãodo regime brasileiro.

O documento garante ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais.

Com a residência permanente, Eduardo passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão norte-americano, embora não possa votar nas eleições do país.

A concessão do documento ocorre cerca de um mês após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.

Segundo o STF, ficou comprovado que o ex-parlamentar atuou para interferir no julgamento da ação penal em que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde o início de 2025, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados, alegando sofrer perseguição política no Brasil.

Segundo a publicação, o pedido de residência permanente havia sido protocolado há mais de um ano. A informação é colunista Mônica Bergamo.

Mael Vale - Diário do Poder

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Faroeste à Brasileira

 Gustavo Segré, Maria De Carli e Luís Artur Nogueira debatem os principais assuntos do país





Acompanhe os tópicos discutidos nesta edição do Faroeste à Brasileira 

Assista no • Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e suspende visitas ‘político-eleitorais’ até o fim das eleições; 

• Moraes nega autorização para Milei visitar Bolsonaro; 

• Lula recebeu ao menos 16 estrangeiros enquanto esteve preso; • Decretos de Lula sobre big techs entram em vigor sob pressão da oposição; 

• Alcolumbre usou avião da FAB para participar do Festival de Parintins; 

• Zema promete privatizar Petrobras e Banco do Brasil e usar recursos em obras de infraestrutura; 

• Ciro diz que votaria em Caiado para presidente, mas não cita Flávio; 

• Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF durante campanha presidencial; 

• PF inicia ação nacional para segurança de candidatos à Presidência; 

• Cartório impede Wagner de vender imóvel de R$15,8 milhões um dia após operação da PF; 

• Família de ministro do TCU vence licitação bilionária no Porto de Santos; e 

• Governo federal destina R$ 200 mil para formação de pilotos de drones no Rio de Janeiro. 


Revista Oeste

Janja, mulher do descondenado, em números

 A jornalista Raphaela Ribas compila alguns gastos da primeira-dama


 

A primeira-dama do PT,  Janja da Silva,  e uma das aeronaves da FAB -\ Foto: Reprodução/X


A jornalista Raphaela Ribas mostra, na coluna de economia da Edição 331 da Revista Oeste, que os gastos da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, vão além das viagens internacionais que ela realizou desde que o petista Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu a Presidência da República, em janeiro de 2023. 

“A primeira-dama do Brasil tem uma equipe de 12 pessoas à sua disposição. Um custo médio estimado de R$ 160 mil por mês — com esse valor dá para pagar cerca de 31 professores da rede pública”, informa Raphaela. “Mesmo com tantas pessoas ao seu redor, nenhuma conseguiu evitar o incômodo internacional de Janja ao xingar o empresário Elon Musk em um evento produzido por ela. Realizado no Rio de Janeiro, em 2024, o Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza — o ‘Janjapalooza’ — recebeu aporte de mais de R$ 83 milhões de estatais e nunca ficou clara a contribuição prática contra a fome e a pobreza. O Tribunal de Contas da União começou a investigar, mas o assunto se esvaneceu.” 


Sem se esquecer das viagens de Janja

 Raphaela também cita que, no decorrer dos últimos quatro anos, a mulher de Lula já embarcou para cerca de 40 países. Além disso, mostra que críticas às viagens internacionais e aos gastos são tachados como “misoginia”.



Diante de militares, casal Janja & Lula desembarca de avião durante uma das inúmeras viagens feitas desde janeiro de 2023 |- Foto: Ricardo Stuckert/PR 


“Janja já foi para 38 países como primeira-dama, mais do que seu marido, Lula. Entre hotéis luxuosos e passeios, permanece o mistério do seu trabalho”, destaca o texto de Oeste. “Sem resposta, ela tenta tirar o foco da prestação de contas e jogar acusações às pessoas: quem a questiona ou a chama de gastadeira é misógino. 

O termo quer dizer aversão, ódio ou preconceito por alguém ser mulher. Ela é uma das principais defensoras da criação de uma lei que compara a misoginia ao racismo. Mas aí surge outra dúvida sobre sua infindável contribuição: usar o gênero como pretexto para impedir opiniões contra alguém não é mais um tipo de censura?” 

As nformações a respeito da primeira-dama brasileira são apenas uma parte da coluna de Raphaela Ribas na atual edição de Oeste. A íntegra do texto “Confissão de incompetência abala credibilidade” está disponível à base de assinantes da publicação digital. 


Anderson Scardoelli - Revista Oestde