domingo, 8 de março de 2026

Cupincha do ex-presidiário Lula, Vorcaro torrou R$ 220 milhões em festa com Coldplay e Andrea Bocelli

 Planilha revela custos astronômicos com shows, além de hospedagem em hotel da série White Lotus


O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff


Uma planilha de despesas obtida pelo portal g1 detalha a extravagância de uma festa privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, em setembro de 2023. O evento de cinco dias custou o equivalente a R$ 222 milhões e contou com apresentações de estrelas internacionais em cenários históricos da Itália. Atualmente, Vorcaro cumpre prisão preventiva na Penitenciária Federal de Brasília. Ele é investigado dentro da Operação Compliance Zero sobre fraudes bilionárias no Banco Master.

Os custos com entretenimento representam a maior fatia do orçamento revelado pelo documento. A banda Coldplay recebeu o cachê mais alto, faturando R$ 59,7 milhões por uma única apresentação. O tenor Andrea Bocelli embolsou R$ 5,1 milhões, enquanto atrações como Michael Bublé, The Strokes, David Guetta e Seal também realizaram shows exclusivos para os convidados de Vorcaro. A estrutura de produção e montagem dos palcos consumiu outros R$ 76,5 milhões, evidenciando a magnitude logística do evento internacional. 

A hospedagems de convidados e da equipe técnica totalizou R$ 19,9 milhões em alguns dos estabelecimentos mais exclusivos do mundo. O banqueiro fechou o Four Seasons San Domenico Palace, famoso por ambientar a série The White Lotus, ao custo de R$ 9,3 milhões. Outros hotéis luxuosos, como o Belmond Villa Sant’Andrea e o Grand Hotel Timeo, também integraram a reserva bilionária de Daniel Vorcaro. Durante as festividades, os presentes contavam com o suporte de sete helicópteros para deslocamentos entre as locações históricas da Sicília.

A planilha detalha ainda a locação de marcos culturais como o Teatro Greco e o Castello degli Schiavi, este último célebre por servir de cenário ao filme O Poderoso Chefão. Além dos cachês artísticos, o banqueiro destinou R$ 2,1 milhões para serviços de hospitalidade e transporte local. Enquanto Vorcaro financiava essa celebração na Europa, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal aprofundavam as apurações sobre o esquema de corrupção e crimes financeiros que resultaram em sua recente prisão e isolamento no sistema penitenciário federal


Hotéis de luxo para Vorcaro e companhia 

Cupincha do ex-presidiário Lula, Vorcaro torrou R$ 220 milhões em festa com Coldplay e Andrea Bocelli


Com informações de Erick Mafra - Revista Oeste

Aumenta o cerco sobre o ex-presidiário Lula e quadrilha - Toffoli: empréstimo para o Resort Tayayá teve 5 renegociações

 Documentos revelam que o Bradesco adiou cobrança de dívida de R$ 20 milhões por quase uma década


Resort Tayaya, que foi de propriedade de Dias Toffoli | Foto: Resort Tayay


O Resort Tayayá, empreendimento imobiliário que contou com a participação societária do ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), carrega uma dívida com o banco Bradesco renegociada pelo menos cinco vezes nos últimos anos. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o empréstimo original de R$ 20 milhões, contraído em 2016, deveria ter sido quitado em apenas três anos. Contudo, registros em cartório mostram que os prazos foram sucessivamente esticados sem a aplicação de multas por impontualidade e com taxas de juros significativamente inferiores à Selic, a principal referência do mercado financeiro.

A última repactuação ocorreu em outubro de 2024, período em que o magistrado ainda constava como sócio do empreendimento. Na ocasião, o saldo devedor de aproximadamente R$ 7,1 milhões recebeu um novo vencimento para julho de 2026, com juros prefixados de 6,5% ao ano. Conforme levantamento do Estadão, essa taxa contrasta com o Panorama de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que apontava juros médios de 10,5% para financiamentos imobiliários de pessoas jurídicas no mesmo período. O Bradesco não comentou o caso, citando sigilo bancário.


Conflito de interesses e atuação no STF 

O ministro Toffoli afirmou, via assessoria, que não participou das negociações do empréstimo ou de seus aditamentos. O magistrado destacou que declarou impedimento para julgar processos envolvendo o Bradesco há muitos anos. Entretanto, o jornal O Estado de S. Paulo identificou que o ministro voltou a proferir decisões monocráticas e votos em causas relacionadas à instituição financeira em período posterior a 2018, inclusive enquanto já era sócio formal da DGEP Empreendimentos, incorporadora do resort, por meio de sua empresa Maridt S.A. 


Conexões de Toffoli com o Banco Master 

O Resort Tayayá também figura no centro de questionamentos sobre a relatoria de Toffoli em inquéritos envolvendo o Banco Master. O magistrado vendeu parte de sua participação no empreendimento a um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e extratos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo indicam que o fundo destinou R$ 35 milhões ao resort. 

Embora o ministro negue ter recebido valores de Vorcaro ou de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, os documentos mostram aportes milionários coordenados entre os fundos Leal e Arleen nas mesmas datas em que o Arleen ingressou na sociedade do Tayayá. 

A relação dos Toffoli com o projeto remonta a 2006, quando um primo do ministro incorporou o terreno. Irmãos de Toffoli, incluindo um engenheiro e um padre, atuaram como dirigentes da empresa que controlava o resort. Enquanto a ordem constitucional exige transparência, o emaranhado de renegociações bancárias e investimentos cruzados com figuras investigadas pela Polícia Federal amplia a pressão sobre a conduta ética do magistrado no topo do Judiciário brasileiro. 

Aumenta o cerco sobre o ex-presidiário Lula e quadrilha


Erick Mafra - Revista Oeste

Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos – Parte 1: A Base do Crescimento Econômico, por Paul F. Cwik

 

Nota da edição:

Este artigo é uma tradução exclusiva para o português do Instituto Mises Brasil da primeira parte do livro Austrian Business Cycle Theory: An Introduction do economista e fellow do Mises Institute Paul F. Cwik. Nesta parte, o autor fala sobre a visão da Escola Austríaca em relação ao que garante o crescimento econômico verdadeiro contrastando-a com as visões keynesianas e da chamada economia mainstream.


Antes de podermos entender como uma economia “dá errado”, primeiro precisamos entender como uma economia “funciona corretamente”. 

O componente mais básico de qualquer economia é a transação que ocorre entre duas pessoas. Em qualquer transação de livre mercado, fazemos duas suposições básicas: as pessoas estão agindo voluntariamente e os direitos de propriedade estão claramente definidos. Em outras palavras, não há força, coerção ou fraude. Nessas condições, quando duas pessoas realizam uma troca, cada lado espera se beneficiar, tanto psicologicamente quanto materialmente. Sob a premissa da dupla coincidência de desejos, cada lado deve atribuir maior valor ao que está recebendo na troca do que ao que está entregando. Por exemplo, se a pessoa A tem maçãs e a pessoa B tem mirtilos, então a pessoa A deve valorizar os mirtilos mais do que as maçãs, e a pessoa B deve valorizar as maçãs mais do que os mirtilos. Se essa condição não for atendida, então nenhuma troca ocorrerá. Assim, como cada troca representa uma dupla coincidência de desejos, devemos concluir que cada transação traz pelo menos um benefício psicológico para ambos os participantes da troca.

Ao compreender os benefícios que se acumulam para os indivíduos que realizam trocas, podemos, por extensão, perceber como uma comunidade econômica inteira se beneficia do comércio. Por meio da lei da vantagem comparativa, também podemos concluir que, quando as pessoas se especializam na atividade em que possuem menor custo de oportunidade e depois realizam trocas, ambos os lados tornam-se materialmente mais prósperos (veja Ayau [2007]1 para exemplos claros e uma discussão simples de como essa lei funciona). O poder da lei da vantagem comparativa encontra-se na redução de custos. Quando o custo de produção é reduzido, é fácil entender como quem reduz custos se beneficia diretamente. Por exemplo, se uma pessoa encontra uma maneira mais eficiente de organizar suas ferramentas, ela conseguirá terminar seu trabalho mais rapidamente e terá mais tempo livre depois. Mas como esse benefício é transmitido aos outros?

Suponhamos que exista uma empresa de manufatura que venda mil unidades por dia ao preço de US$10 cada, com um custo de US$8 por unidade. Um cálculo rápido revela que a empresa está obtendo US$2.000 de lucro por dia (Lucro = Receita − Custos; portanto, para essa empresa: US$10.000 − US$8.000 = US$2.000). Para aumentar seus lucros, a empresa pode alterar seus preços, reduzir seus custos ou tentar uma combinação das duas estratégias. Se a empresa decidir aumentar o preço de suas unidades, perderá alguns clientes. Se perder clientes demais (devido à alta sensibilidade dos consumidores ao preço, isto é, demanda elástica), então sua receita total cairá. A empresa poderia, em vez disso, reduzir o preço para atrair mais clientes (também devido à elasticidade da demanda), mas a diminuição do preço poderia superar o aumento no número de consumidores. Na prática, as empresas costumam ser bastante hábeis em equilibrar essas estratégias. Elas sabem que, se aumentarem seus preços, seus clientes serão atraídos pelos concorrentes e que, se reduzirem os preços, perderão receita. Ambas as escolhas reduzem os lucros. Por essa razão, quando uma empresa tenta aumentar sua margem de lucro no mundo real, ela tende a se concentrar na redução de custos, e não no aumento da receita.

Suponha que nossa empresa fictícia encontre novas maneiras de tornar suas operações de manufatura mais eficientes, de modo que consiga reduzir seus custos de US$8 para US$6 por unidade. Os benefícios dessa redução de custos podem se manifestar de três maneiras. A mais evidente é que maiores lucros passam a beneficiar os proprietários (US$10.000 − US$6.000 = US$4.000). Eles agora possuem maior poder de compra para gastar em bens de consumo e bens de investimento. O segundo benefício aparece na forma de salários mais altos para os trabalhadores. Em equilíbrio, os fatores de produção recebem preços de acordo com o valor que contribuem para a produção. Se os trabalhadores aumentam sua produtividade, então, ao longo do tempo, seus salários aumentarão e eles passarão a ter maior poder de compra. Por fim, a empresa pode perceber que, com um custo menor por unidade, pode reduzir o preço de seu produto (a partir de $10) e tentar conquistar alguns clientes de seus concorrentes. O preço mais baixo beneficia diretamente os consumidores. Em cada um desses casos, a empresa consegue liberar recursos ao reduzir custos. Esses recursos adicionais levam a um aumento na oferta de bens de consumo, de bens de investimento, ou de ambos.

Figura 1: A “fórmula mágica” do crescimento econômico

Esse processo de crescimento econômico por meio da expansão da oferta recebeu vários nomes ao longo da história, sendo talvez o mais famoso a lei de Say. A lei de Say começa apontando que o dinheiro é um meio de troca, um elo que conecta a produção de uma pessoa à produção de outras pessoas. Em seguida, ela mostra que precisamos produzir antes de poder consumir. Eu chamei essa ideia de a “fórmula mágica” do crescimento econômico (é claro que não há nada de mágico nela; como mostra a figura 1).

Vamos examinar essa fórmula começando pelo final e trabalhando em sentido inverso. Podemos começar perguntando: “Qual é o objetivo dos participantes da economia?” De modo geral, podemos responder que as pessoas gostariam de melhorar sua situação (isto é, alcançar um padrão de vida mais elevado). Essa conclusão nos leva à pergunta: “Como podemos melhorar nosso padrão de vida?” A resposta mais genérica é obtendo mais “coisas”. Naturalmente, “coisas” não se limita a itens físicos. Pode incluir elementos intangíveis, como tempo livre. No entanto, para alcançar um padrão de vida mais elevado, uma coisa é certa: precisamos criar mais de alguma coisa. Mas como?

Ao longo da história, algumas sociedades obtiveram essas “coisas” adicionais por meio da conquista. Entretanto, anteriormente afirmamos que as transações de livre mercado não podem ocorrer por meio da coerção, de modo que a conquista está excluída como forma legítima de aumentar a produção. Outra possibilidade seria descobrir novos recursos. Recursos ainda não explorados foram descobertos e colocados em uso à medida que a humanidade se espalhou pelo globo. Contudo, embora ainda existam alguns recursos não descobertos, essa opção não é realmente viável, pois as descobertas ocorrem de maneira irregular e imprevisível. Isso nos deixa apenas uma alternativa disponível: aumentar nossa produtividade (isto é, aumentar nossa produção utilizando a mesma quantidade de tempo e/ou recursos ou manter a mesma produção utilizando menos tempo e/ou recursos). Sem novas fronteiras e sem conquistas, são necessárias novas técnicas, máquinas, ferramentas e equipamentos para elevar a produtividade. Em outras palavras, tornamo-nos mais produtivos por meio da acumulação de capital.

Os investimentos de mercado são a fonte da acumulação de capital. São necessários recursos para construir e estabelecer bens de capital e para implementar novas técnicas. Os mercados são essenciais para alocar adequadamente os recursos de investimento em empreendimentos lucrativos e evitar aqueles que seriam ineficientes.

A fonte dos recursos dos investidores é a poupança, também conhecida como consumo adiado. A poupança inclui mais do que o dinheiro que mantemos em nossas contas bancárias ou em espécie. Ela também inclui os lucros que as empresas reinvestem em suas próprias atividades empresariais (lucros retidos). Ao optar por não gastar, os poupadores desencadeiam uma reação em cadeia. Esse processo primeiro afeta os preços dos bens de consumo, pressionando-os para baixo, e depois se espalha por toda a economia. Simplesmente manter dinheiro em caixa tem o mesmo efeito que outras formas de poupança.

Em resumo, a “fórmula mágica” do crescimento econômico mostra que um aumento na poupança leva a um aumento no investimento. O aumento do investimento permite que ferramentas, máquinas e equipamentos melhores e em maior quantidade sejam utilizados na produção (acumulação de capital). Essas ferramentas aumentam a produtividade dos trabalhadores, o que exerce uma pressão no sentido de aumento sobre seus salários. O nível mais elevado de produtividade também significa que podemos ter mais bens e serviços, que agora são vendidos a preços reais mais baixos, utilizando a mesma quantidade, ou até menos, de insumos. Esse aumento de “coisas” é o que nos permite alcançar padrões de vida mais elevados.

A “fórmula mágica” do crescimento econômico chama nossa atenção para algumas conclusões importantes. Primeiro, a poupança é o primeiro passo necessário para o crescimento econômico. Mesmo uma boa ideia não pode produzir impacto econômico se não existirem recursos, isto é, a poupança, para implementá-la. Segundo, ao contrário da teoria keynesiana, não podemos “sair consumindo” para alcançar prosperidade. Embora o consumo seja o objetivo final de toda produção, precisamos produzir para poder consumir; essa percepção constitui a essência da lei de Say. Se uma economia consome capital, em vez de acumulá-lo por meio da poupança, então a renda e os padrões de vida cairão. Terceiro, o gasto do governo não é necessário para promover o crescimento econômico. O crescimento econômico é estritamente uma atividade do setor privado. Por último, e essa é uma conclusão muito importante, o crescimento econômico que segue a “fórmula mágica” leva a uma queda gradual dos preços. Em outras palavras, o crescimento econômico que resulta de ganhos de produtividade conduz a uma deflação natural, e essa deflação natural é benéfica (inversamente, mesmo com uma oferta monetária constante, uma economia em contração experimentaria pressões inflacionárias; veja Hayek [1999, p. 215]2). A ideia de que uma economia precisa de qualquer nível de inflação para crescer é simplesmente falsa.


Mises Brasil 

Brasileiros pagaram R$800 bilhões em impostos só este ano

 Estimativa do Impostômetro é que sejam tomados outros R$100 bilhões dos brasileiros apenas nos próximos dez dias


Foto- Marcelo Camargo - Ag.Brasil


Brasileiros amargamos, neste sábado (7), a marca de R$800 bilhões pagos em impostos, somente em 2026. A conta é do “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo, que inclui todas as taxas tomadas dos cidadãos no âmbito federal, estadual e municipal. Foram R$100 bilhões em apenas dez dias. Em 26 de fevereiro, o Impostômetro apontava R$700 bilhões tomados dos brasileiros em impostos, este ano. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

Esta semana, a plataforma Gasto Brasil registrou que as despesas do governo já superaram R$1 trilhão no mesmo período.

A arrecadação de impostos no estado de São Paulo responde por 37,4% de tudo tomado pelo governo: mais de R$286 bilhões, até agora.

A estimativa do Impostômetro é que sejam tomados outros R$100 bilhões dos brasileiros apenas nos próximos dez dias.

Lula e quadrilha são insaciáveis...

Com informações do Diário do Poder

'A vergonhosa conversa entre Moraes e Vorcaro', por Mário Sabino

 Troca de mensagens entre o ministro e o ex-banqueiro ultrapassa todos os limites


O ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em registro institucional | Foto: Montagem Revista Oeste

O STF vive um momento capital: ou se depura dos ministros envolvidos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou não poderá mais ser considerado uma instituição republicana, com consequências nefastas para o país. 

De todos os conteúdos do celular de Vorcaro que vieram a público até agora, o mais revelador, o mais grave, o mais imoral, o mais estarrecedor, e tudo é muito revelador, grave, imoral e estarrecedor, é o da troca de mensagens entre o dono do Master e o ministro Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do responsável pela maior fraude financeira da história brasileira.

A provar a gravidade dessa troca de mensagens, tanto Vorcaro como Moraes tentam fazer crer que a conversa não passa de uma falsificação, sabe-se lá de quem. É ato desesperado de quem se vê encurralado pela verdade, nada além da verdade. 

A troca de mensagens foi publicada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, que teve acesso ao material apreendido pela Polícia Federal.

De acordo com a jornalista, a conversa entre ambos, por meio do aplicativo WhatsApp, estendeu-se ao longo do dia 17 de novembro de 2025, em um total de nove diálogos. 

O último contato entre os dois ocorreu pouco mais de uma hora antes de Vorcaro ser preso pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 


Vorcaro e Moraes eram próximos 

Na troca de mensagens, Vorcaro presta contas a Moraes sobre as negociações para a venda do Master e dá a entender que falava também sobre o inquérito sigiloso em tramitação na Justiça Federal de Brasília — do qual, como viemos a saber, ele conhecia a existência por meio de hackeamento do sistema do Judiciário. 

“Vorcaro relata que antecipou o negócio e que conseguiu salvá-lo, embora não fosse do jeito que ele queria”, escreve a jornalista.

“Também menciona um vazamento que ‘será péssimo, mas pode ser um gancho para entrar no circuito do processo’. Duas vezes, durante o dia, ele pergunta a Moraes se tinha alguma novidade, e ainda questiona: ‘Conseguiu bloquear?’” 

Eles tinham a exata noção de que o contato entre ambos deveria se manter clandestino. Tanto é que Vorcaro e Moraes escreviam nos blocos de notas dos seus celulares, faziam prints e enviavam o texto como imagens de visualização única. 

“Por isso, as mensagens do ministro não estão disponíveis”, explica Malu Gaspar. “Já as de Vorcaro continuaram acessíveis no próprio celular. Os horários de cada nota do banqueiro obtida pela reportagem coincidem com os das mensagens, em geral enviadas um minuto depois de serem salvas. Apenas uma foge do padrão e tem um intervalo de seis minutos entre o horário em que a nota foi fotografada e o seu envio.” 

Aliados à descoberta dos vários encontros que Vorcaro e Moraes tiveram, os diálogos mostram que a relação entre os dois era bem mais estreita do que se supunha.

A demonstrar a proximidade entre ambos, descobriu-se também que o ministro vetou a participação de Joesley Batista, dono da J&F, em um evento patrocinado por Vorcaro, em Londres, porque “era o magistrado que dava a última palavra sobre os convidados pelo exbanqueiro, como mostram diálogos do celular dele enviados pela PF à CPI do INSS”, diz a Folha.

Por que o dono do Master se sentia na obrigação de prestar contas ao ministro sobre a tentativa de venda do Master no dia da sua prisão? A que Vorcaro estava se referindo quando pergunta a Moraes se ele havia conseguido “bloquear”? São questões que não podem ficar sem resposta. 

Se as investigações prosseguirem no seu curso normal, poderá vir à tona, por exemplo, que os R$ 129 milhões do contrato assinado entre o Master e o escritório da mulher do ministro não eram exatamente por serviços advocatícios.

Até o presente, o conteúdo do celular de Vorcaro traz relativa abundância de referências a Moraes, bem como conversas com ele, mas a doutora Viviane Barci de Moraes, a quem o dono do Master pagaria uma bolada inédita na advocacia brasileira, não tivesse sido o banco liquidado, não aparece em instante algum como interlocutora ou protagonista de um episódio importante. É como se a advogada contratada a peso de ouro não existisse no radar de Vorcaro.

 Sempre no caso de as investigações não sofrerem nenhuma intervenção indevida, à margem do Estado de Direito, poderá ser revelado ainda que, ao perguntar ao ministro se ele havia conseguido “bloquear”, Vorcaro estava falando da ordem de prisão da qual era alvo — e aí poderia estar indicada uma tentativa de obstrução de justiça da parte de um integrante da mais alta corte do país. 

Fazer tais ilações diante do material probatório é absolutamente legítimo, assim como é inevitável ter a convicção de que o Supremo Tribunal Federal vive um momento capital. A república brasileira vive. 

Que Deus continue a guiar o ministro André Mendonça, porque ele foi o escolhido pela Providência Divina para trazer toda essa sujeira à luz do sol.


Mário Sabino - Revista Oeste

sábado, 7 de março de 2026

'O tombo no PIB e a guerra no Irã', por Adalberto Piotto

Com a economia perdendo fôlego e o orçamento estrangulado pela gastança desenfreada, Lula deixa o país exposto num cenário de conflito internaciona


Ilustração: Júlia Xavier/Revista Oeste/Feito por IA


Este é um ano eleitoral. É preciso comparar e saber para onde pretendemos ir. Não dá para fugir do debate intelectualmente honesto, duro e realista. A vida nacional não nos permite mais entrar no clima eleitoral como se fosse outra eleição qualquer. O mundo mudou. E, para o bem do Brasil, ao produzir alimentos para 1 bilhão de pessoas no planeta, nós nos tornamos imprescindíveis para a comunidade internacional. Trata-se de um dos mais fantásticos casos de produção de excedentes de alimentos exportáveis da história. A eleição norte-americana em 2024, que elegeu de forma avassaladora Donald Trump para um segundo mandato, foi um divisor de águas. Foi decisiva e talvez a mais importante em décadas para os Estados Unidos. Também o foi para o mundo. Alguém imagina a democrata Kamala Harris diante dos desafios da guerra no Irã? Não. De verdade, dá até receio de imaginar a hipótese porque a realidade é muito melhor e mais segura. 

Atualmente, há uma determinação consistente e bem planejada na Casa Branca para a defesa da liberdade e contra tiranias mundo afora. Trump começa pela diplomacia. Mas a força da máquina de guerra norte-americana sempre está a postos. Para forçar a mudança de regimes de exceção e libertar povos oprimidos por autocratas violentos e sanguinários. A Venezuela é um exemplo. A prisão de Nicolás Maduro, numa operação de inteligência e extração do ditador venezuelano por militares das Forças Especiais, foi digna de filmes de Hollywood. Com a situação venezuelana na América do Sul sob controle, a frota de dois porta-aviões e uma série de navios e submarinos com alto poder de fogo se dirigiu ao Oriente Médio. O Irã, com quem também negociou por meses, entrava na mira da Casa Branca, menos de dois meses depois. A tese do multilateralismo da Organização das Nações Unidas (ONU) é muito sedutora. 

A concertação das nações é uma teoria confortável, até desejável como único caminho para a humanidade na resolução de conflitos. Mas o que dizer às vítimas do sanguinário regime iraniano, inúmeras pessoas que comemoravam a esperança de liberdade e a ação americana em Teerã? Sobretudo mulheres e homens que viviam sob um regime violento, acusado de matar mais de 30 mil iranianos nos protestos de meses atrás contra o governo dos aiatolás. Como dizer às famílias dessas pessoas que o multilateralismo é melhor que o uso da força quando fenáticos genocidas tomam o poder?


Desembarque na Normandia, no Dia D | Foto: Bill Damon/Flickr 

O mundo sabe a resposta. O Dia D, na Segunda Guerra Mundial, mostrou o caminho e abriu uma era em que as liberdades e os direitos civis devem prevalecer sobre todas as outras coisas. O mundo está novamente envolto numa guerra necessária comandada por duas democracias, os Estados Unidos e Israel, contra uma tirania de aiatolás violadores de direitos humanos. No mundo civilizado, guerras não são desejadas. Mas jamais podem ser evitadas quando, como no caso do Irã, o multilateralismo da ONU foi incapaz de assegurar o mínimo de direitos e garantias individuais à população. E olha que teve tempo. De 1979 para cá, foram quase 47 anos. Não espanta, porque antes emociona, a comemoração de iranianos nas redes sociais e pelas ruas do mundo livre diante da morte do aiatolá Ali Khamenei, o ex-líder supremo do país. 


“O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã… O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.”


Alguém em sã consciência condenaria a invasão da Normandia e a consequente libertação da Europa do jugo nazista de Adolf Hitler? O Direito Internacional que, sim, garante a soberania das nações e a inviolabilidade de suas fronteiras, igualmente exige a proteção dos cidadãos da violência política do Estado. E o que seria mais importante, quando um regime sai do eixo dos direitos humanos e se assume como o Eixo do Mal no Oriente Médio, como principal financiador do terrorismo internacional? A soberania territorial ou a libertação de um povo oprimido? 

A nota do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre a operação militar soaria meramente protocolar, praticamente insossa, não fosse o alinhamento retórico de Lula com o Irã, o Hamas e contra Israel. Criticou os EUA também, embora tenha sinalizado recuos. Fato é que o Itamaraty teria sido, como sempre foi, apenas diplomático, historicamente se colocando como mediador. Mas sob o governo Lula, com suas escolhas que vão contra a tradição das nossas relações exteriores, o Brasil deve experimentar uma suspeição ainda maior do mundo. Dos investidores, inclusive. 


Em 1º de março de 2026, Forças dos EUA e de Israel atacam Teerã em áreas estratégicas e sensíveis como parte de grande ofensiva militar na República Islâmica do Irã - Foto: Ahmadvand/SIPA/Shutterstock 

Entro em dados recentes da economia nacional e em comparativos impreteríveis. Sem a inflação global dos combustíveis causada pela Guerra da Ucrânia, em 2022, e sem pandemia, mas com Lula falando bobagens e gastando como se não houvesse país amanhã, o PIB do ano passado levou um tombo. Saiu de 3,4%, em 2024, para 2,3%, em 2025. Um governo consistente deveria ter feito a economia avançar com o mundo soprando a favor. Diante do retrocesso na política econômica e na gestão do país, os bônus das reformas e gestões responsáveis dos governos de Michel Temer e, principalmente, Jair Bolsonaro, estão se dissipando. 

Na economia, isso tem o nome de carrego estatístico, que é quando uma gestão deixa o país arrumado e crescendo, com estabilidade fiscal, redução da máquina pública e ambiente favorável ao investimento, como de fato aconteceu. Se houvesse algum nível de honestidade da esquerda, o lulopetismo chamaria esse carrego estatístico altamente positivo, vindo de Temer e Bolsonaro, de herança bendita. Receberam o mesmo de Fernando Henrique Cardoso, em 2003, mas chamaram de “herança maldita”. Não é, nunca foi. Era só narrativa. 

Não seria agora com essa subespécie vermelha que tem destruído não apenas as contas do país, mas as conquistas do povo brasileiro. Tratase de um governo perdulário, de padrão técnico muito baixo e sem ideias. Ou pior: com ideias ruins. No Brasil de baixa produtividade, o governo atual elegeu duas prioridades para a reeleição de Lula a qualquer custo: assistencialismo em massa, mesmo com estudos demonstrando a ineficiência das bolsas, e a escala 6×1, sem nenhum parâmetro de garantia dos empregos e sustentabilidade da medida para o empregador. É tudo movido a interesse eleitoreiro. O país que se vire depois. Não surpreende o PIB desacelerar no ano passado e indicar que está embicando em 2026.

Olhando para os números divulgados na última semana pelo IBGE, há dados que são positivos. Ninguém questiona, por exemplo, que a alta de 2,3% de 2025 representa o quinto ano consecutivo de alta da economia brasileira (os dois primeiros sob Bolsonaro e com pandemia). Lembra do carrego estatístico positivo herdado, das reformas que atraíram investidores dos governos anteriores que recuperaram o país depois da tragédia de Dilma Rousseff, a “querida” de Lula? É resiliente, mas não dura para sempre. Ninguém também vai questionar que os serviços cresceram 1,8%, e a indústria, 1,4%. São números positivos na comparação com o ano anterior. 

Assim como a agropecuária, que registrou incríveis 11,7% de crescimento, a que Lula chama de “fascista”, ancorada nas safras recordes de soja e milho. Mas é nos detalhes que a realidade se mostra e, mais grave, o futuro se perde. O consumo das famílias, que representa praticamente dois terços do cálculo do PIB, cresceu apenas 1,3% no ano passado em comparação aos 5,1% de 2024. É a maior desaceleração desde a pandemia. Quanto mais se distancia do governo Bolsonaro e da herança bendita, sobra Lula em seu estado mais bruto e incompetente. As famílias brasileiras estavam consumindo em níveis muito mais altos desde o fim da pandemia.


Foto: Reprodução/Flickr


O tombo de agora só não é por acaso. Irresponsável com as contas públicas, acumulando um endividamento recorde, com estatais ineficientes e deficitárias — sem contar a distribuição de cargos para a companheirada —, Lula saiu falando o que não devia e gastando o que não podia desde antes de chegar ao governo com a emenda Fura-Teto. Nos pouco mais de três anos de mandato até agora, gerou um ambiente turbulento e juridicamente inseguro no país. Há retrocessos em tudo, de diplomacia comercial, passando pela gestão técnica, até a volta dos escândalos de corrupção. Internamente, o Banco Central deu a resposta necessária e aumentou os juros para conter a inflação, causada sobretudo pela completa ausência de austeridade do governo. Juros altos afastam investidores e paralisam a economia. 

Quando se olha para a atividade econômica do PIB da última metade do ano passado, os números indicam um cenário bem ruim. A média do mundo cresce mais e melhor, mas o Brasil do lulopetismo traz números ruins e já compromete o ano de 2026, quando se estima um PIB com teto em 1,8%, se tanto. O detalhe é que o segundo semestre é sempre um período mais aquecido da economia. Não com Lula. O terceiro trimestre já vinha definhando. Mas os dados do quarto trimestre são de desaceleração evidente: a Formação Bruta de Capital.

Fixo, uma definição para investimentos de longo prazo dentro do país, desabou 3,5%. O PIB ficou estável em 0,1%. Mas veja o leitor uma última comparação: enquanto o consumo do governo cresceu 1%, o das famílias ficou em 0%. Está faltando dinheiro no orçamento doméstico depois de tanto imposto novo criado por Taxad (o apelido dado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad) para pagar as contas do governo. E, com os salários corroídos pela inflação, não tem sobrado nada. Lembra do café custando R$ 35, R$ 40 o meio quilo? Ou do arroz a R$ 7 ou R$ 8 o quilo? Um suposto refresco na inflação agora, como alega o governo, depois de dilapidar boa parte do poder de compra das pessoas, não resolve. 

A inflação está mais baixa? Sim, se os dados do IBGE forem reais, dada a crescente desconfiança das pessoas com a demissão de pesquisadores técnicos por reclamação de interferência política no instituto. Mas inflação teoricamente baixa com as famílias mais endividadas e empobrecidas ninguém sente. É como o paciente que está estável, mas na UTI. Não dá para falar que esteja bem. Nem o PIB de R$ 12,7 trilhões melhora a situação. O Brasil saiu das 10 maiores economias do mundo. Perdeu lugar para a Rússia, um país em guerra.   

A próxima eleição presidencial será a mais importante da história para os brasileiros. Como foi com a eleição de Donald Trump para os americanos. Lá, eles se livraram de um Joe Biden que já não falava coisa com coisa. Aqui, temos Lula insistindo em colocar o país no lado errado da história, insistindo em teses obsoletas na economia e falando bobagens ao ver graça na Acadêmicos de Niterói chamar as famílias brasileiras de conservas em lata. Quando a guerra passar, e ela nos afeta porque precisamos de fertilizantes para nosso agronegócio e canais de venda para nossas exportações, o mundo vai querer saber qual Brasil sobrou. O que dá certo ou o de Lula?


Adalberto Piotto - Revista Oeste

Mensagem de Vorcaro aparece em pasta com senador Irajá e Viviane Barci

Ex-banqueiro usava o bloco de notas do celular para redigir textos, tirava capturas de tela e as enviava via WhatsApp


Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, teria trocado mensagens com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

Documentos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, geraram especulações sobre possíveis trocas de mensagens entre ele e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em novembro de 2025. Apesar das suspeitas, o magistrado nega qualquer diálogo com o ex-banqueiro por aplicativos de mensagens na data da prisão do ex-banqueiro.

Vorcaro usava o bloco de notas do celular para redigir mensagens, tirava capturas de tela e as enviava via WhatsApp. O método configura o envio para autodestruição depois da leitura. Contudo, todas as imagens dessas mensagens permaneciam salvas no álbum de fotos do dispositivo. Isso permitiu à Polícia Federal (PF) identificar o horário exato de criação dos arquivos e cruzar com o envio pelo aplicativo. 


Dúvidas sobre destinatários e autenticidade das mensagens de Vorcaro

Enree as mensagensmais relevantes, foi enviada às às 17h26 de 17 de novembro de 2025, momentos antes da prisão de Vorcaro. O texto dizia o seguinte: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. As imagens localizadas no celular do exbanqueiro aparecem duplicadas em diferentes pastas do material que a PF encaminhou à CPMI do INSS. Conforme o Poder360, uma dessas pastas contém o contato do senador Irajá (PSD-TO); outra, da advogada Viviane Barci, mulher de Moraes.




O ministro alega que, pelo fato de as imagens das mensagens estarem associadas a contatos variados, não há comprovação de que ele tenha recebido o conteúdo. O argumento, no entanto, é tecnicamente frágil, pois a organização dos arquivos pela PF parece aleatória, sem relação direta entre contatos e imagens. Irajá também negou ter recebido mensagens. “A informação de que Daniel Vorcaro teria enviado qualquer mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica”, disse ao Poder360. 


Repercussão política e investigações paralelas

Além da polêmica sobre o destinatário das mensagens, Moraes enfrenta questionamentos sobre a atuação no caso. Ele declarou basear suas defesas em “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS”. Entretanto, apenas o ministro André Mendonça conduz o inquérito do Banco Master, e o uso de material vazado pode configurar invasão de competência. Mendonça, inclusive, abriu investigação sobre os vazamentos na sexta-feira 6.

Mesmo sem risco imediato para Moraes, já que ministros do STF só podem ser investigados pelo Senado mediante decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o episódio gera desconforto interno. Caso Vorcaro venha a colaborar com a Justiça, ele poderá esclarecer os destinatários das mensagens, o que pode complicar a situação do ministro. 


Detalhes sobre o material apreendido e nota do STF 

O acervo enviado à CPMI do INSS inclui cerca de 700MB de arquivos extraídos dos sete celulares de Vorcaro, apreendidos em fases diferentes da operação Compliance Zero. Entre os arquivos, além das imagens das mensagens, há anotações em papel listando nomes de advogados, como Marcela Mattiuzzo, Rodrigo Mudrovitsch e Vitor Rufino. Não há, porém, comprovação de conexão direta entre os registros e as mensagens polêmicas. 

Em nota divulgada na sexta-feira 6, o STF afirmou que a “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.  

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints das mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas da lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, declarou a Suprema Corte em nota. 

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints. Outro ponto de debate refere-se à seleção do material enviado pela PF à CPMI do INSS. O colegiado solicitou dados do Banco Master relacionados a fraudes em empréstimos consignados. Contudo, a corporação encaminhou apenas parte do material apreendido. A pasta inclui conversas pessoais de Vorcaro e informações de contatos extraídas dos celulares, sem detalhar critérios de seleção ou se todos os contatos possíveis foram repassados.


Uiliam Grizafis - Revista Oeste