quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Covil do Planalto já trabalha para Alexandre de Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro

 


Lula  e o ministro Alexandre de Moraes, do STF .

Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador. Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.

Terceira vaga

Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.

‘Traição’ na conta

A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.

‘Nem com 81 votos’

Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.

Morre de medo

Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.



Diário do Poder

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Imprensa internacional repercute mensagens entre Vorcaro e Moraes

 Jornais estrangeiros classificam caso como 'escândalo' e 'terremoto político e institucional'


Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Foto: Reuters/Adriano Machado

A imprensa internacional repercutiu as mensagens atribuídas a conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Veículos estrangeiros classificaram as revelações como um “escândalo” e um “terremoto político e institucional”. 

As mensagens constam de investigação da Polícia Federal e indicam 187 interações entre Vorcaro e um contato salvo no celular do banqueiro como “Alexandre de Moraes Brasília”.

Em uma delas, enviada dois dias antes da prisão de Vorcaro, o empresário perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Os registros também sinalizam que o banqueiro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

O jornal argentino La Nación afirmou que o episódio representa um “terremoto político e institucional” e chamou Moraes de “juiz mais poderoso do Brasil”. Segundo o veículo, o impacto das revelações na política brasileira é “sísmico” em razão do peso do ministro. 

O espanhol El País classificou o caso como um “escândalo” e afirmou que as revelações “caíram como uma bomba” a menos de cinco semanas das eleições. O jornal também relembrou o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

Outras repercussões sobre o caso envolvendo Vorcaro e Moraes


Alexandre de Moraes em Sessão da Primeira Turma do STF (16/06/2026) -  Foto: Luiz Silveira/ST

A agência Bloomberg afirmou que os documentos colocaram Moraes “novamente no centro” de um caso que já havia ameaçado a credibilidade do STF. O veículo também destacou que as novas revelações levaram opositores do ministro a renovar pedidos por seu afastamento da Corte.

O caso também foi repercutido pela imprensa estrangeira em meio à proximidade das eleições presidenciais de outubro. As reportagens destacaram ainda o papel de Moraes no julgamento de Jair Bolsonaro.



Rachel Diaz - Revista Oeste

Covil do Lula - Fachin admite gravidade de revelações sobre Moraes e promete reação institucional ‘no tempo devido’

Presidente disse que vai anunciar medidas depois 'da conclusão da análise dos fatos e da observância dos procedimentos pertinentes



O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário, no tribunal —  Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo


Nesta quarta-feira, Fachin reconhece gravidade de revelações sobre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Master. Conforme Fachin, ele vai adotar medidas “no tempo devido”. A nota também sucede a decisão do relator do caso do banco, André Mendonça, de encaminhar ao plenário do STF a análise dos novos elementos apresentados pela PF. Oeste antecipou o descontentamento de uma ala do STF com a crise mais recente. Fachin não mencionou nominalmente Moraes, Vorcaro ou Mendonça, mas afirmou que os indícios exigem uma resposta à sociedade.

“Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, declarou o presidente do Supremo. De acordo com Fachin, as circunstâncias envolvem, “de um lado, a atuação processual e, de outro, sérios elementos de fatos”. 

O presidente do STF declarou que o momento exige da presidência do tribunal “serenidade, responsabilidade e firmeza”.


Os duros recados de Fachin 

Ainda sem mencionar os colegas, Fachin ressaltou que a autoridade conferida a alguém pelo cargo não representa blindagem. “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao STF”, disse o magistrado. 

Fachin acrescentou que preservar a integridade da Corte, a autoridade das decisões judiciais, o cumprimento das normas internas e a confiança da sociedade é dever de todos diante de circunstâncias de “especial gravidade”. 

O presidente do STF informou que divulgará, nos próximos dias, as medidas consideradas necessárias.

Segundo ele, as providências serão anunciadas depois da conclusão da análise dos fatos e da observância dos procedimentos institucionais pertinentes. 

O ministro não antecipou quais medidas pretende adotar nem estabeleceu uma data para o anúncio. Na terça-feira 1º, Mendonça retirou o sigilo da petição que reúne os novos elementos obtidos pela PF a partir da análise dos celulares de Vorcaro. O juiz do STF determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste antes da análise pelo colegiado.

O presidente do STF informou que divulgará, nos próximos dias, as medidas consideradas necessárias. Segundo ele, as providências serão anunciadas depois da conclusão da análise dos fatos e da observância dos procedimentos institucionais pertinentes.

O ministro não antecipou quais medidas pretende adotar nem estabeleceu uma data para o anúncio. Na terça-feira 1º, Mendonça retirou o sigilo da petição que reúne os novos elementos obtidos pela PF a partir da análise dos celulares de Vorcaro. 

O juiz do STF determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste antes da análise pelo colegiado.


Cristyan Costa - Revista Oeste

Covil do Lula - Vorcaro e Moraes trocaram 51 mensagens em 21 dias, aponta jornal

Foram pedidos de intervenção, consultas sobre o andamento das investigações, cobranças e declarações de “gratidão”


Alexandre de Moraes e Daniel Vorcarod (Foto: montagem/reprodução)


Diálogos extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mostram uma intensa troca de mensagens com o ministro do STF Alexandre de Moraes nas semanas que antecederam a primeira prisão do banqueiro. Em 21 dias, foram 51 mensagens com pedidos de intervenção, consultas sobre o andamento das investigações, cobranças e declarações de “gratidão”.
Os registros, revelados pelo Estadão a partir de relatório da PF cujo sigilo foi levantado pelo relator André Mendonça, indicam que Vorcaro e Moraes conversaram sobre detalhes sensíveis da Operação Compliance Zero — investigação que apura fraudes na emissão de títulos sem lastro, manipulação de ativos e um esquema estimado em bilhões no sistema financeiro. O banqueiro acabou preso duas vezes no âmbito do caso.
Pedidos de intervenção e tentativas de “reverter” a operação

Vorcaro pediu reiteradamente que Moraes intercedesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter ou atrasar as apurações. Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da primeira prisão, perguntou: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”.

No mesmo período, consultou o ministro sobre a possibilidade de uma operação policial e sobre se deveria deixar o País: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. No dia seguinte, insistiu: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
No dia da prisão, 17 de novembro de 2025, Vorcaro enviou várias mensagens relatando tentativas de antecipar a venda do Master a investidores (incluindo grupo Fictor e árabes) e perguntou: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

“Gratidão da minha vida” e “dívida de vida”

Em 14 de novembro, véspera da primeira detenção, Vorcaro escreveu: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda a minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e sua família. Muito obrigado por tudo.

”As comunicações usavam frequentemente prints do bloco de notas enviados como mensagens de visualização única, que se apagam após a leitura. Moraes chegou a responder com um emoji de “joinha”. O número do ministro estava salvo no celular de Vorcaro como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, contato que teria sido compartilhado em 2023 pelo ex-ministro Fábio Faria.
O relatório da PF também aponta indícios de encontros presenciais nas vésperas da prisão e ao longo de 2024 e 2025. Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em jato particular e novamente em março de 2026.

O material coloca em evidência a proximidade entre o banqueiro investigado e o ministro do STF no período em que a operação policial avançava contra o Master. Moraes já havia se manifestado em notas anteriores sobre partes das conversas.


Diário do Poder


Vexame: chefe da PGR tenta anular provas que o ligam a Vorcaro e comprometem Moraes

Gonet sabe — ou deveria saber — o que o investigado é Vorcaro e que ainda não há inquérito contra Alexandre de Moraes



Alexandre de Moraes e Paulo Gonet - Foto: Gustavo Moreno/STF).


A iniciativa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de pedir a nulidade do relatório da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro é, no mínimo, um vexame. O chefe da PGR alega que as provas seriam nulas porque o ministro André Mendonça teria determinado a identificação de destinatários das mensagens do ex-banqueiro “sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal” e porque, segundo ele, um colega do STF só poderia ser investigado com autorização do Plenário.

O problema é que Gonet sabe — ou deveria saber — o que o relatório realmente é. O investigado é Vorcaro. O material não é um inquérito aberto contra Alexandre de Moraes. É a extração do aparelho do ex-controlador do Banco Master e o mapeamento das conversas, menções e interlocutores que aparecem ali. O próprio documento da PF descreve o cumprimento de ordem para identificar pessoas citadas nas comunicações do banqueiro. Não há, nesse relatório, formalização de investigação contra Moraes. Há o conteúdo do celular de Vorcaro.

A tese de Gonet inverte o objeto. Transforma a leitura de mensagens de um investigado sem foro em “escrutínio de um colega da Corte”. Com isso, pede não só a nulidade da ordem de Mendonça, mas a extinção do que o relatório revelou — inclusive trechos que citam o próprio PGR. Nas conversas apreendidas, o advogado Ciro Soares aparece como interlocutor entre Vorcaro e Gonet; há foto de Ciro com o procurador-geral, a frase “ele quer falar com você”, ligações em seguida, mensagens atribuídas a Gonet (“Já estou com saudades de você”) e autorização de Vorcaro para custear a viagem do filho do PGR, Pedro Gonet, a Londres. A PF não atribui crime a Gonet nesse relatório. Só registra o que estava no celular.

O constrangimento institucional está aí. O chefe do Ministério Público, citado nas mesmas extrações, recorre a uma doutrina de foro e de competência para tentar invalidar o conjunto das mensagens. Argumenta que Mendonça não poderia “aprofundar pesquisas sobre o colega” e que, havendo qualquer impressão de irregularidade, deveria ter ido ao presidente do STF para o Plenário deliberar. Mas o relatório não investiga Moraes como alvo originário: investiga Vorcaro e descreve com quem ele falava. Tratar isso como investigação clandestina de ministro é um desvio de enquadramento.

Se o padrão de Gonet prevalecer, qualquer menção a autoridade com foro no celular de um investigado comum vira prova nula — não porque a prova seja ilícita, mas porque o nome poderoso apareceu. No caso concreto, o PGR pede o arquivamento de um relatório que o inclui e que detalha a proximidade de Vorcaro com Moraes. Chamar isso de “tutela da legalidade” é eufemismo. É tentativa de apagar o conteúdo sob o pretexto de que Moraes teria sido investigado sem autorização do STF, quando o que existe é o telefone de Vorcaro.

Diário do Podetr

terça-feira, 1 de setembro de 2026

TSE agora até decreta pena de morte de candidato

 

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Foto: redes sociais.


A um mês da eleição, o ministro Dias Toffoli usou atraso na listagem de perfis para decretar a morte da candidatura de Renan Santos (Missão). O jovem que liderou quatro manifestações contra Toffoli e Alexandre de Moraes no STF, em razão do escândalo Vorcaro/Banco Master, não foi vítima de cassação formal, mas de algo mais eficiente: a morte política. Sem postar, sem produzir conteúdo, sem debates, sem sabatinas e sem verba, o candidato deixa de existir. A campanha de Lula (PT) exultou.

Silêncio como punição

Com o “fuzilamento” do candidato, na prática, a Justiça Eleitoral deixou de regular propaganda e passou a decidir quem pode ser ouvido.

TSE decide quem fala

Eleição livre não se mede só pela urna confiável. O eleitor pode não escolher mais quem acha melhor e sim entre os que o TSE deixa falar.

Uma corte que se acha

Após desequilibrar a disputa em 2022, o TSE acumulou superpoderes, legisla e julga. Agora neutraliza candidato enquanto o calendário corre.




Diário do Poder

Dona da empresa de pesquisa eleitoral Nexus faturou R$296 milhões no governo Lula

 



Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert


A FSB, holding que tem diversas empresas de comunicação sob seu guarda-chuva, como a empresas de pesquisa Nexus, mantém vultosos contratos com o governo petista e recebeu, desde 2023 e até agora mais de R$296,5 milhões. A Nexus divulgou ontem mais uma pesquisa eleitoral (BR-08900/2026) com Lula (PT) liderando em todos os cenários. Os pagamentos milionários têm origem em ministérios e na Secom, espécie de “ministério da propaganda”, de onde recebeu R$85,8 milhões.

Mina de ouro

Outra mina de ouro da FSB é o Ministério da Saúde, que pagou à empresa mais de R$38 milhões, conforme o Portal da Transparência.

Caixa forte

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDC) também tem contrato com a FSB: no total, R$31,7 milhões.

Quase uma mãe

Além de pagamentos recebidos diretamente da Presidência da República e ministérios, o grupo tem contratos com outros órgãos federais.

Espaço aberto

A coluna tentou obter esclarecimentos da FSB, mas nada foi dito até fecharmos a edição. O espaço segue aberto.


Diário do Poder