segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Nikolas elogia Bukele e defende rigor na segurança pública brasileira

 Deputado cita medidas de El Salvador e critica atuação de organizações de direitos humanos durante ato eleitoral em Minas


Nikolas Ferreira durante visita a penitenciária em El Salvador, em 2025 -| Foto: Reprodução/X/@nikolas_dm


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elogiou nesta segundafeira, 17, as políticas de segurança pública adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. 

O parlamentar defendeu que o Brasil adote estratégias semelhantes para combater a criminalidade. A declaração ocorreu durante um ato eleitoral do PL em Juiz de Fora (MG).

Nikolas afirmou que El Salvador enfrentava um dos maiores índices de homicídios do mundo antes da adoção das medidas implementadas por Bukele. 

Segundo o deputado, o presidente salvadorenho conseguiu reduzir a criminalidade ao adotar uma política de maior rigor contra organizações criminosas e ampliar a estrutura de segurança.


Críticas às ONGs 

Durante conversa com jornalistas, Nikolas também criticou a atuação de organizações não governamentais ligadas à defesa dos direitos humanos. Na avaliação do deputado, essas entidades passaram a questionar as medidas de Bukele apenas depois que o governo salvadorenho começou a obter resultados no combate à violência..

 “O Bukele está mostrando que direitos humanos têm que ser para humanos direitos”, afirmou Nikolas. O deputado também disse que, durante muito tempo, os direitos humanos teriam sido utilizados em defesa de criminosos e que esse cenário precisa mudar.

Nikolas destacou ainda a construção de complexos de segurança máxima em El Salvador como parte da estratégia adotada pelo governo local. O país construiu o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), uma megapenitenciária destinada principalmente a integrantes de organizações criminosas. 

Ao defender a adoção de medidas semelhantes no Brasil, Nikolas reconheceu que mudanças na política de segurança dependeriam de alterações na legislação e da composição do Congresso Nacional. Afirmou que será necessário eleger parlamentares dispostos a enfrentar o que chamou de “sistema”.


Fábio Bouéri - Revista Oeate

TSE abre caminho para investigação contra o ex-presidiário Lula por abuso com dinheiro público

 Ação do Novo questiona R$9,65 milhões destinados à Acadêmicos de Niterói, que levou a trajetória de Lula para a avenida


Descondenado com a Acadêmicos de Niterói. (Foto: Ricardo Stuckert).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento à ação movida pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação relacionados ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.

Conforme a decisão divulgada nesta segunda-feira (17), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, considerou que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) reúne elementos mínimos para prosseguir. O despacho de admissibilidade, porém, havia sido assinado na última sexta-feira (14).

A ação questiona o uso de recursos públicos destinados ao desfile da escola de samba, realizado em 15 de fevereiro, na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, a agremiação apresentou um enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula, então pré-candidato à reeleição.

Segundo o Novo, R$ 9,65 milhões foram destinados à escola pelo Município de Niterói, Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro e Embratur. A legenda afirma que os repasses foram formalizados após o anúncio do enredo, feito em julho de 2025, e questiona a legalidade dos recursos públicos empregados.

O partido também sustenta que a transmissão do desfile em rede nacional de televisão aberta, além da disponibilização do conteúdo em plataformas digitais, teria proporcionado exposição eleitoral a Lula fora das regras da propaganda. A legenda afirma que não houve distribuição isonômica de tempo entre candidatos, direito de resposta ou contabilização da exposição como gasto de campanha.

“Essa decisão confirma que existem elementos concretos que precisam ser investigados. Não estamos falando de uma simples coincidência ou de uma manifestação espontânea de apoio político, mas de milhões de reais em recursos públicos destinados a uma escola de samba cujo enredo foi dedicado a Lula”, afirmou Eduardo Ribeiro, presidente do Novo.

Na decisão, Ferreira destacou que a petição apresenta fatos determinados, aponta o suposto proveito eleitoral e está acompanhada de documentos como instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas, o Livro Abre-Alas do desfile e rol de testemunhas.

“A situação narrada descreve fatos que, em tese, podem caracterizar o ilícito eleitoral do abuso de poder econômico e do uso indevido de veículos ou meios de comunicação social”, afirmou o corregedor-geral.

O ministro determinou a citação de Lula e Alckmin para que apresentem defesa no prazo de cinco dias. A decisão, contudo, não representa julgamento de mérito nem significa que as acusações foram comprovadas. Neste momento, o TSE apenas reconheceu que a ação reúne os requisitos necessários para ser processada.

Mael Vale -  Diário do Poder

Inadimplência empresarial bate recorde e chega a 9,1 milhões de CNPJs

 Empresas acumulam R$ 232,9 bilhões em dívidas; micros e pequenos negócios representam 95% dos devedores



A inflação e a taxa Selic, que permanece em dois dígitos desde 2022, encarecem o crédito | Foto: IA 


A inadimplência empresarial atingiu o maior nível da série histórica em junho. Dados da Serasa Experian mostram que 9,1 milhões de CNPJs estavam negativados no período, com R$ 232,9 bilhões em dívidas. Os dois indicadores são os maiores desde o início da série, em 2016.

Em maio, eram 9 milhões de empresas devedoras, com R$ 229,9 bilhões em débitos. Em média, cada CNPJ negativado acumula 7,3 contas em atraso, no valor médio de R$ 25.508,96.

As micros e as pequenas empresas concentram 8,7 milhões dos devedores, o equivalente a 95% do total. O setor de serviços responde por 55,7% dos casos, seguido pelo comércio, com 32,2%.

Endividamento das famílias pressiona empresas A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, relaciona o cenário ao endividamento das famílias e ao aumento das recuperações judiciais. O número de pessoas físicas negativadas chegou a 83,9 milhões em julho. O comprometimento da renda familiar com parcelas e contas básicas alcança 74,6%. Entre as faixas de menor renda, o índice chega perto de 90%.

O comprometimento da renda familiar com parcelas e contas básicas alcança 74,6%. Entre as faixas de menor renda, o índice chega perto de 90%.

A inflação e a taxa Selic, que permanece em dois dígitos desde 2022, também encarecem o crédito. Desde março, o Banco Central reduziu a taxa básica em um ponto porcentual, de 15% para 14%. 

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, cita programas de renegociação. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) realizou 185 mil repactuações, que somam R$ 26 bilhões. Já o ProCred360 registrou 47 mil negociações, no total de R$ 2 bilhões.

Letícia Alves - Revista Oeste

No governo corrupto do 'cartel lula-stf-g;lobolixo', Correios registra rombo de R$5,4 bilhões no 1º semestre

Sob Lula, o rombo saltou de R$597 milhões em 2023 para R$2,6 bilhões em 2024 e R$8,5 bilhões em 2025



Edifício-sede dos Correios, em Brasília - Foto div.ulgação


O Correios registrou prejuízo de R$5,4 bilhões somente no primeiro semestre de 2026, sinalizando que até o fim do ano esse rombo deverá chegar aos 11 bilhões de reais. Os números do desastre estão em balancete prévio que, como sempre, o governo deixou vazar na calada do fim de semana.

No segundo trimestre, o rombo foi de R$2,2 bilhões. As receitas não aumentaram e nem compensam despesas acima do razoável, agravadas por juros de empréstimos de R$12 bilhões e provisões judiciais. O Correios segue no fundo do poço.

Essa sangria não é casual. Sob o governo Lula (PT), o rombo explodiu: de R$597 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024 e R$8,5 bilhões em 2025 — o pior da história. Acumulam-se mais de R$ 11 bilhões em perdas desde 2023. A empresa, que lucrou R$ 3,7 bilhões em 2021, foi retirada do Programa Nacional de Desestatização logo no início do mandato petista, interrompendo qualquer chance de saneamento via privatização.

O histórico de desacertos é longo e estrutural. Desde o mensalão de 2005, originado em esquemas de propina nos Correios no primeiro governo Lula, a estatal serve de instrumento político: loteamento de cargos, indicação de aliados sem expertise técnica, aparelhamento sindical e corporativo.

Custos de pessoal inchados, ineficiência diante da concorrência privada (Loggi, Amazon, Mercado Livre) e decisões que privilegiam interesses partidários corroem a empresa.

O pagador de impostos banca o prejuízo por meio de garantias do Tesouro Nacional e novos empréstimos, tudo porque o governo não quer admitir o próprio fracasso no Correios. Manter uma máquina deficitária e politicamente aparelhada só perpetua o desperdício de dinheiro público.

Diário do Poder

Lulinha manda lobista cobrar empresário que fatura R$80 milhões no governo do pai

“Emite a NF pro Cleber”, orena Lulinha. Roberta confirmou: “Já fiz”. Ele comemorou: “Boaaaaa”.

 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais


Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), orientou a lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar o empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda.

Cleber Ribas, que recebeu mais de R$80 milhões em contratos com o governo federal — sobretudo no período do governo Lula —, é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente.

A informação, divulgada no site Metropoles, indica que o empresário pagou pelo menos R$150 mil a Roberta Luchsinger sob a justificativa de “prospecção de clientes”. Os valores decorrentes dos contratos em si ainda estão sob investigação.

As conversas indicam que a relação entre Lulinha e a lobista ultrapassava a amizade. O filho do presidente não apenas tinha conhecimento das atividades e dos interesses dela, como também a orientava e participava de reuniões com o núcleo próximo ao gabinete presidencial.

Em 24 de julho de 2023, Lulinha pediu a Roberta que convidasse Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para a Praia do Forte, na Bahia. “Aqui todo mundo”, escreveu o filho do presidente. A lobista respondeu: “Pronto, já falei com Fernando, com contador, com governador, com secretários, com todo mundo”. Em seguida, Lulinha orientou: “Emite a NF pro Cleber”. Roberta confirmou: “Já fiz”. Ele comemorou: “Boaaaaa”.

Em nota, a defesa de Lulinha declarou que não comentará nem validará “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original, de origem e integridade não verificadas e cuja seleção descontextualizada pode ser manipulada para construir narrativas distorcidas da realidade”.A defesa de Cleber Ribas não se pronunciou. O advogado Roberto Podval, que defende Roberta Luchsinger, informou que não fará comentários em razão do sigilo do inquérito.

Diário do Poder

Mensagens revelam articulações de Lulinha com lobista investigada pela Polícia Federal

 Conversas sugerem que filho do presidente e Roberta Luchsinger mantinham relação que envolvia coordenação de agendas e reuniões com integrantes próximos a Lula


O filho de Lula, Lulinha, e a amiga Roberta Luchsinger - Foto: Reprodução/Redes sociais


Mensagens detectadas pela Polícia Federal (PF) revelam que Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula, trocava informações sobre negócios com a lobista Roberta Luchsinger. Ela é alvo de investigação por suspeita de tráfico de influência e por supostamente usar seu relacionamento com Lulinha para obter vantagens e facilitar aproximações com o governo federal.

As conversas analisadas sugerem que o filho do presidente e Roberta mantinham uma relação que envolvia coordenação de agendas e reuniões com integrantes próximos a Lula, ultrapassando a esfera pessoal. Lulinha demonstrava conhecimento sobre os interesses da lobista, com atuação diretamente em articulações descritas nos diálogos.


Mensagens detalham articulações 

 Em 22 de março de 2024, Roberta afirmou a Lulinha que ambos “trabalham em nível diferenciado” e que “nosso futuro é Suíça”, segundo a investigação. Lulinha, na mesma troca de mensagens, mencionou sua participação em encontros com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Saúde na época.

Marcola atuava como principal contato entre Lula e ministros, enquanto Berger facilitou a entrada de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, no Ministério da Saúde. O lobista tentou negociar um contrato milionário para fornecimento de Cannabis medicinal ao SUS. 

Roberta recebeu transferências que somam R$ 1,5 milhão do Careca do INSS. Em uma delas, o empresário relatou que o dinheiro tinha como destino o “filho do rapaz”, identificado pela PF como possivelmente Lulinha.


Lulinha, outros nomes e disputas empresariais 


Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução


Diálogos também citam “Fernando” e “Fefe”, em referência a Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e proprietário do sítio de Atibaia. Os registros sugerem que Bittar foi deixado de lado em negociações recentes. 

Em outra mensagem, Roberta diz que Fernando estaria utilizando o nome de Lulinha na tentativa de fechar um grande negócio na Telebras. Lulinha questiona se isso foi desmentido, e Roberta responde que já o fez e ressaltou que, caso Fernando feche acordo com a presidência da Telebras, não fará negócios com ela.

Esta é a primeira vez que conversas diretas entre Lulinha e Roberta Luchsinger vêm à tona. Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, Lulinha reside na Espanha e atua somente no setor privado, sem envolvimento com o governo brasileiro.

Lucas Cheddi - Revista Oeste

domingo, 16 de agosto de 2026

‘Financial Times’ informa que EUA avaliam enquadrar Moraes, de novo, na Lei Magnitsky

Ministro já foi sancionado em 2025, mas medida acabou retirada meses depois


Alexandre de Moraes, ministro do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF).


O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as discussões dentro do governo Donald Trump.

Segundo o jornal, integrantes do governo americano estudam novamente a aplicação da Lei Global Magnitsky contra Moraes. O mecanismo permite aos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. Até o momento, porém, não há decisão definitiva sobre a adoção da medida nem indicação de quando ela poderia ser implementada.

Antecedente

Moraes já foi alvo da Lei Global Magnitsky. Em julho de 2025, o ministro foi incluído na lista de sancionados pelo governo americano. Na ocasião, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou o magistrado de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro daquele mesmo ano, menos de cinco meses após sua aplicação. A reversão ocorreu durante um período de reaproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, as medidas também haviam atingido a esposa de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Liberdade de imprensa volta ao centro da disputa

Agora, a atuação de Moraes em uma investigação envolvendo jornalistas e possíveis fontes de reportagens voltou a chamar a atenção do governo americano.

De acordo com o Financial Times, o ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino e a familiares dele.

Moraes justificou as medidas afirmando que as informações teriam sido obtidas e divulgadas de maneira ilegal e que a publicação do material poderia representar risco à segurança de familiares do magistrado.

Diário do Poder