quarta-feira, 15 de abril de 2026

Facção terrorista da quadrilha do ex-presidiário Lula, MST invade fazendas e prédios públicos em 5 Estados

 Jornada de invasões ao redor do país começou na última segunda-feira, 13, e vai até o fim da semana




O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promove nesta semana, uma série de invasões de terras e prédios públicos em diferentes regiões do país como parte da chamada Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, o “Abril Vermelho”. As ações começaram na última segunda-feira, 13, e vão até a próxima sextafeira, 17. 

Na madrugada desta quarta-feira, 15, cerca de 500 militantes invadiram a Fazenda Córrego, em Madalena, no sertão central do Ceará. Segundo o MST, a propriedade tem mais de 300 hectares considerados improdutivos. O grupo cobra a desapropriação da área para construção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Ainda no Estado, o movimento também pressiona pela destinação da Fazenda Teotônio, com mais de 11 mil hectares, que está em análise no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde 2024. O terreno poderia, segundo o MST, beneficiar cerca de 500 famílias. 

No interior de São Paulo, aproximadamente 200 militantes invadiram a sede da Procuradoria do Estado em Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema. A ação busca pressionar o governo estadual a acelerar processos de destinação de terras públicas para reforma agrária.

Além da pressão por terra, o movimento critica a Lei nº 17.557/2022, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, que trata da regularização fundiária e, segundo o MST, beneficia grandes proprietários. 

Em Alagoas, cerca de 400 integrantes invadiram a superintendência regional do Incra em Maceió. O grupo montou acampamento dentro do prédio e afirma que permanecerá no local até que haja avanço nas demandas por infraestrutura e regularização de assentamentos.

O MST também invadiu a superintendência do Incra no Centro do Rio de Janeiro. O movimento afirma que a ação tem como objetivo pressionar por terra e políticas públicas para 376 famílias do Acampamento 15 de Abril, em Campos dos Goytacazes.


Invasão do MST na Procuradoria de São Paulo | Foto: Divulgação/MST 


Já no norte do Tocantins, famílias ligadas ao MST invadiram, nesta terça-feira, 14, uma área pública de 986 hectares no município de São Sebastião do Tocantins. O local já havia sido destinado à reforma agrária por portaria publicada em março, mas, segundo o movimento, permanecia sem assentamentos efetivos e sob risco de especulação fundiária. 

A mobilização nacional marca os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 integrantes do MST foram mortos no Pará. O movimento afirma que o objetivo é denunciar a impunidade no caso e cobrar avanços na política de reforma agrária no país.

Além das invasões, o “Abril Vermelho” inclui marchas, vigílias e atos simbólicos em diferentes regiões, reunindo militantes de 24 Estados. 

Isabela Jordão, Revista Oeste

A defesa do livre mercado de Thomas Jefferson, por Murray N. Rothbard

 

Nota da edição: O artigo a seguir é um trecho retirado do volume 2 do livro de História do Pensamento Econômico escrito pelo autor Murray N. Rothbard.


A liderança dos smithianos franceses foi rapidamente assumida por Jean-Baptiste Say, quando a primeira edição de sua grande obra Traité d’Économie Politique foi publicada em 1803. Say nasceu em Lyon, em uma família huguenote de comerciantes de tecidos, e passou a maior parte de sua juventude em Genebra e depois em Londres, onde trabalhou como aprendiz comercial. Posteriormente, retornou a Paris como funcionário de uma companhia de seguros de vida, e o jovem Say rapidamente se tornou um dos principais líderes do grupo laissez-faire de philosophes na França. Em 1794, Say tornou-se o primeiro editor do principal periódico desse grupo, La Décade Philosophique. Defensor não apenas do laissez-faire, mas também do emergente industrialismo da Revolução Industrial, Say era crítico da absurdamente pró-agrícola fisiocracia.O grupo da Décade chamava a si próprio de “ideologistas”, posteriormente apelidados de forma depreciativa por Napoleão de “ideólogos”. Seu conceito de “ideologia” significava simplesmente a disciplina que estuda todas as formas de ação humana — um estudo que buscava respeitar os indivíduos e sua interação, em vez de adotar uma abordagem positivista ou cientificista que tratasse as pessoas como mero material para a engenharia social. Os ideólogos foram inspirados pelas ideias e pela análise do falecido Condillac. Seu principal representante na psicologia fisiológica foi o Dr. Pierre Jean George Cabanis (1757–1808), que trabalhou em estreita colaboração com outros biólogos e psicólogos da École de Médecine. Seu principal representante nas ciências sociais foi o aristocrata Antonie Louis Claude Destutt, Comte de Tracy (1754–1836)1. Destutt de Tracy foi o responsável por formular o conceito de “ideologia”, que apresentou no primeiro volume (1801) de sua obra em cinco volumes, Éléments d’idéologie (1801–15).

De Tracy apresentou inicialmente suas ideias econômicas em seu Commentary on Montesquieu, em 1807, que permaneceu em manuscrito devido ao caráter marcadamente liberal de suas posições. No Commentary, de Tracy critica a monarquia hereditária e o governo de um único governante, e defende a razão e o conceito de direitos naturais universais. Ele começa refutando a definição de liberdade de Montesquieu como “querer aquilo que se deve”, substituindo-a por uma definição muito mais libertária de liberdade como a capacidade de querer e fazer aquilo que se deseja. No Commentary, de Tracy atribui primazia à economia na vida política, uma vez que o principal propósito da sociedade é satisfazer, por meio das trocas, as necessidades e os prazeres materiais do ser humano. O comércio, afirma de Tracy, é “a fonte de todo o bem humano”, e ele também elogia o avanço da divisão do trabalho como fonte de aumento da produção, sem repetir as críticas à “alienação” levantadas por Adam Smith. Ele também enfatiza o fato de que “em todo ato de comércio, em toda troca de mercadorias, ambas as partes se beneficiam ou passam a possuir algo de maior valor do que aquilo que vendem”. A liberdade de comércio interno é, portanto, tão importante quanto o livre comércio entre as nações.

Mas, lamentava de Tracy, nesse idílio de livre troca e comércio, e de produtividade crescente, surge uma praga: o governo. Os impostos, observava ele, “são sempre ataques à propriedade privada e são certamente utilizados para gastos desperdiçadores e improdutivos”. Na melhor das hipóteses, todos os gastos do governo constituem um mal necessário e, em sua maioria, “como as obras públicas, poderiam ser realizados de forma mais eficiente por indivíduos privados”. De Tracy opunha-se firmemente à criação governamental de moeda e às manipulações monetárias. As desvalorizações são, simplesmente, “roubo”, e o papel-moeda consiste na criação de uma commodity cujo valor não ultrapassa o do papel em que é impresso. De Tracy também criticou as dívidas públicas e defendeu um padrão metálico, preferencialmente baseado na prata.

O quarto volume dos Elements de de Tracy, o Traité de la volonté (Tratado da Vontade), foi, apesar do título, seu tratado de economia. Nesse momento, ele já havia integrado a economia ao seu grande sistema teórico. Concluído no final de 1811, o Traité foi finalmente publicado com a queda de Napoleão, em 1815, incorporando e desenvolvendo as ideias apresentadas no Commentary on Montesquieu. Seguindo seu amigo e colega J.B. Say, de Tracy passou a enfatizar fortemente o papel do empreendedor como figura crucial na produção de riqueza. Às vezes de Tracy é classificado como defensor de uma teoria do valor-trabalho, mas o “trabalho” era, em sua análise, considerado altamente produtivo em comparação com a terra. Além disso, “trabalho”, para de Tracy, consistia em grande medida na atividade do empreendedor ao poupar e investir os frutos do trabalho anterior. O empreendedor, observava ele, poupa capital, emprega outros indivíduos e produz uma utilidade superior ao valor original de seu capital. Somente o capitalista poupa parte do que ganha para reinvestir e produzir nova riqueza. De forma enfática, de Tracy concluiu: “Os empreendedores industriais são, de fato, o coração do corpo político, e seu capital é o seu sangue”.

Além disso, todas as classes possuem um interesse comum no funcionamento do livre mercado. Não existe algo como “classes desprovidas de propriedade”, como de Tracy observou com perspicácia, pois, como Emmet Kennedy o parafraseia, “todos os homens possuem ao menos sua mais preciosa de todas as propriedades, suas faculdades mentais, e os pobres têm tanto interesse em preservar sua propriedade quanto os ricos”2. No centro da ênfase de de Tracy nos direitos de propriedade estava, portanto, o direito fundamental de cada indivíduo sobre sua própria pessoa e suas faculdades. A abolição da propriedade privada, advertia ele, resultaria apenas em uma “igualdade de miséria”, ao eliminar o esforço pessoal. Além disso, embora não existam classes fixas no livre mercado, e cada indivíduo seja ao mesmo tempo consumidor e proprietário, podendo tornar-se capitalista se poupar, não há razão para esperar igualdade de renda, já que as pessoas diferem amplamente em habilidades e talentos.

A análise de de Tracy sobre a intervenção governamental era a mesma apresentada em seu Commentary. Todos os gastos do governo são improdutivos, mesmo quando necessários, e todos consistem em viver da renda dos produtores, sendo, portanto, de natureza parasitária. O melhor incentivo que o governo pode oferecer à indústria é “deixá-la em paz”, e o melhor governo é o mais parcimonioso.

No que diz respeito à moeda, de Tracy adotou uma posição firmemente favorável a uma moeda forte. Ele lamentava que os nomes das moedas já não correspondessem a simples unidades de peso de ouro ou prata. A desvalorização das moedas metálicas era claramente vista por ele como roubo, e o papel-moeda como roubo em grande escala. O papel-moeda, na verdade, constitui simplesmente uma série gradual e oculta de sucessivas desvalorizações do padrão monetário. Os efeitos destrutivos da inflação foram analisados, e os bancos monopolistas privilegiados foram atacados como instituições “radicalmente viciosas”.

Embora seguisse J.B. Say ao enfatizar o papel do empreendedor, de Tracy antecipou seu amigo ao rejeitar o uso da matemática ou da estatística nas ciências sociais. Já em 1791, de Tracy escrevia que grande parte da realidade e da ação humana simplesmente não é quantificável, e alertava contra a aplicação “charlatanesca” da estatística às ciências sociais. Ele atacou o uso da matemática em seu Mémoire sur la faculté de penser (Memória sobre a faculdade de pensar) (1798) e, em 1805, rompeu com a ênfase de seu falecido amigo Condorcet na importância da “matemática social”. Talvez influenciado pelo Traité de Say dois anos antes, de Tracy afirmou que o método apropriado nas ciências sociais não são equações matemáticas, mas sim a extração, ou dedução, das propriedades implícitas contidas em verdades “originais” ou axiomáticas básicas — em suma, o método da praxeologia. Para de Tracy, o axioma fundamental verdadeiro é que “o homem é um ser sensível”, a partir do qual as verdades podem ser obtidas por meio da observação e da dedução, e não da matemática. Para de Tracy, essa “ciência do entendimento humano” constitui o fundamento básico de todas as ciências humanas.

Thomas Jefferson (1743–1826) era amigo e admirador dos philosophes e dos ideologistas desde a década de 1780, quando serviu como ministro na França. Quando os ideologistas alcançaram algum poder político durante os anos do Consulado de Napoleão, Jefferson foi nomeado membro do Institut National, um verdadeiro “brain trust”, em 1801. Os ideologistas — Cabanis, DuPont, Volney, Say e de Tracy — todos enviavam seus manuscritos a Jefferson e recebiam encorajamento em troca. Após concluir o Commentary on Montesquieu, de Tracy enviou o manuscrito a Jefferson e pediu que ele providenciasse sua tradução para o inglês. Jefferson traduziu entusiasticamente parte do texto ele mesmo e, em seguida, providenciou que a tradução fosse concluída e publicada pelo editor de jornal da Filadélfia William Duane. Dessa forma, o Commentary foi publicado em inglês (1811), oito anos antes de poder ser publicado na França. Quando Jefferson enviou a tradução publicada a de Tracy, o filósofo, entusiasmado, sentiu-se motivado a concluir seu Traité de la volonté e rapidamente o enviou a Jefferson, incentivando-o a traduzir também esse volume.Jefferson mostrou grande entusiasmo pelo Traité. Embora ele próprio tivesse feito muito para preparar o caminho para a guerra contra a Grã-Bretanha em 1812, Jefferson ficou desiludido com a dívida pública, a elevada tributação, os gastos governamentais, a enxurrada de papel-moeda e a expansão de monopólios bancários privilegiados que acompanharam o conflito. Ele concluiu que seu amado Partido Democrata-Republicano havia, na prática, adotado as políticas econômicas dos federalistas hamiltonianos, que tanto desprezava, e o severo ataque de de Tracy a essas políticas levou Jefferson a tentar fazer com que o Traité fosse traduzido para o inglês. Jefferson entregou novamente o novo manuscrito a Duane, mas este tinha falido, e então Jefferson revisou a tradução inglesa defeituosa que Duane havia encomendado. Finalmente, a tradução foi publicada como Treatise on Political Economy, em 18183.

O ex-presidente John Adams, cujas posições de moeda ultra forte e de sistema bancário com 100 por cento de reservas em espécie eram próximas às de Jefferson, saudou o Treatise de de Tracy como o melhor livro de economia até então publicado. Ele elogiou particularmente o capítulo de de Tracy sobre a moeda, afirmando que expressava “os princípios que tenho sustentado durante toda a minha vida”. Adams acrescentou que:

“os bancos causaram mais danos à religião, à moralidade, à tranquilidade, à prosperidade e até mesmo à riqueza da nação do que (…) jamais causarão benefícios.

Todo o nosso sistema bancário eu sempre abominei, continuo a abominar e morrerei abominando (…) todo banco de desconto, todo banco por meio do qual se paga juros ou se obtém qualquer tipo de lucro pelo depositante, é pura corrupção”.

Já em 1790, Thomas Jefferson havia saudado A Riqueza das Nações como o melhor livro de economia política, juntamente com a obra de Turgot. Seu amigo, o bispo James Madison (1749–1812), que foi presidente do College of William & Mary por 35 anos, foi o primeiro professor de economia política nos Estados Unidos. Um libertário que desde cedo enfatizava que “nascemos livres”, o bispo Madison utilizou A Riqueza das Nações como seu livro-texto. Agora, no prefácio ao Treatise de de Tracy, Thomas Jefferson expressou a “sincera esperança” de que a obra se tornasse o principal texto de economia política nos Estados Unidos. Por algum tempo, o College of William & Mary adotou o Treatise de de Tracy por incentivo de Jefferson, mas essa posição não durou muito. Logo o Treatise de Say superou o de de Tracy na disputa por popularidade nos Estados Unidos.

O desastroso “pânico” de 1819 confirmou Jefferson em suas firmes posições favoráveis à moeda forte no que dizia respeito ao sistema bancário. Em novembro daquele ano, ele elaborou uma proposta de remédio para a depressão que, de forma característica, pediu a seu amigo William C. Rives que apresentasse à legislatura da Virgínia sem revelar sua autoria. O objetivo do plano foi expresso de maneira direta: “A supressão eterna do papel-moeda bancário”. A proposta consistia em reduzir gradualmente o meio circulante até o nível puro de moeda metálica; o governo estadual deveria obrigar a retirada completa das notas bancárias no prazo de cinco anos, sendo um quinto das notas recolhido e resgatado em espécie a cada ano. Além disso, a Virgínia consideraria grave infração qualquer banco que emitisse ou aceitasse notas bancárias de outros estados. Os bancos que resistissem ao plano teriam seus estatutos revogados ou seriam obrigados a resgatar imediatamente todas as suas notas em espécie. Em conclusão, Jefferson declarou que nenhum governo, estadual ou federal, deveria ter o poder de estabelecer um banco; em vez disso, a circulação monetária deveria consistir exclusivamente em moeda metálica.



Murray N. Rothbard, Mises Brasil

terça-feira, 14 de abril de 2026

Depois de manobra de governo corrupto de Lula e pressão da facção do STF, relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado

 Líderes partidários, ministros e Davi Alcolumbre entraram em campo para derrubar documento que propunha indiciamento de ala do Supremo





A base governista, em uma articulação de última hora, mudou a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e conseguiu rejeitar o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), nesta terça-feira, 14. 

O texto foi derrubado por seis votos a quatro. O próprio presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), se opôs ao texto de Alessandro Vieira, apesar de não votar.

O relatório acabou sendo derrubado da mesma forma que o da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social, ou seja, por meio da articulação da base do governo Lula na Casa.

No entanto, desta vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atuou diretamente na derrubada do texto. Pouco antes do início da votação, ele enviou ao presidente da CPI um ofício determinando as alterações na formação da comissão, que passou a contar com mais parlamentares do PT.


Veja as mudanças: 

• Transparência Internacional lamenta ‘captura do Estado brasileiro’ pelo crime organizado 

• Marcos Rogério (PL-RO) assumiu o posto de Welligton Fagundes (PLMT); 

• Esperidião Amin (PP-SC) foi designado suplente; 

• Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu o posto de Jorge Kajuru (PSBGO); 

• Teresa Leitão (PT-PE) assumiu o posto de Sergio Moro (PL-PR); 

• Beto Faro (PT-BA) assumiu o posto de Marcos do Val (Avante-ES); e 

• Camilo Santana (PT-CE) assumiu o posto de Randolfe Rodrigues (PTAP). 


Alessandro Vieira foi o relator da CPI do Crime Organizado no Senado Federal I Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


Relatório final da CPI do Crime Organizado pedia o indiciamento de ministros do STF e de Gonet 

O relator da CPI do Crime Organizado, no texto rejeitado, pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e do procuradorgeral da República, Paulo Gonet. 


Os ministros seriam indiciados no contexto da investigação acerca da fraude bilionária no Banco Master. Os nomes de Moraes e Toffoli apareceram logo no começo do escândalo. 


O relatório baseou as recomendações em situações como suspeição em julgamentos, potenciais conflitos de interesse e decisões consideradas prejudiciais a investigações em curso. Já no caso de Gonet, a justificativa apresentada foi a omissão diante de sinais relevantes de irregularidades. Segundo o texto, os ministros do STF e Gonet cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 por ações e omissões no caso Master. Essas condutas são passíveis de impeachment no Senado.


Veja as acusações contra cada ministro:

 Alexandre de Moraes -  O relatório aponta atuação em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras entre o escritório de sua mulher e uma empresa investigada, além de suposta ação para restringir o alcance das apurações da CPI. 


DIAS TOFFOLI - O documento cita julgamentos em situação de possível suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e condutas que, segundo a CPI, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.



Outros pontos abordados no relatório derrubado pela CPI

 O relatório da CPI do Crime Organizado critica o Judiciário e aponta episódios que, segundo o relator, comprometeram o andamento das investigações, como decisões que suspenderam medidas aprovadas pela comissão, converteram convocações em convites e restringiram o acesso a informações financeiras. De acordo com Vieira, isso afetou diretamente a capacidade investigativa do colegiado. 

A CPI mapeia 90 organizações criminosas, duas com atuação nacional e transnacional, presentes em 24 Estados e no Distrito Federal. Os dados mostram que ao menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com presença do crime organizado e que cerca de 26% do território nacional está sob algum tipo de governança criminal. 

O documento registra 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, além de apontar a expansão de atividades ilícitas com forte impacto social, econômico e institucional. 

No campo econômico-financeiro, a CPI conclui que a lavagem de dinheiro segue como principal mecanismo de sustentação do crime organizado. Segundo o relator, a infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, somada ao uso de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, revela um nível de sofisticação que exige resposta igualmente qualificada do crime organizado. Segundo o relator, a infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, somada ao uso de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, revela um nível de sofisticado

O relatório propõe um pacote de medidas legislativas para modernizar o combate ao crime organizado, incluindo ampliação de medidas cautelares, fortalecimento do bloqueio de ativos, aumento de penas para lavagem de dinheiro e maior transparência sobre beneficiários finais de recursos financeiros. 

O texto também propõe a regulamentação do lobby, a criação de mecanismos de controle patrimonial de agentes públicos, o fortalecimento do Coaf e a instituição de um marco legal da inteligência. 

Entre as medidas estruturais, a CPI defende a criação de um Ministério da Segurança Pública, o fortalecimento do sistema de inteligência e maior integração entre forças de segurança e instituições públicas. 

O relatório sugere ainda intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro e a recomposição urgente do orçamento de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Abin. Embora peça o indiciamento apenas de ministros do STF e do procurador-geral da República, o documento destaca o avanço das facções em diversas regiões, o domínio territorial em áreas urbanas e o uso crescente de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, incluindo fintechs, criptomoedas e setores formais da economia. 

O texto também chama atenção para a atuação do crime organizado em crimes contra crianças e adolescentes e para sua presença cada vez maior no ambiente digital. 

A CPI do Crime Organizado encerrou os trabalhos sem ouvir mais de 90 convocados e com apenas 18 depoimentos concluídos, desde novembro de 2025. Na fase final, a comissão concentrou os esforços no caso do Banco Master.


Luana Viana - Revista Oeste

Governo corrupto do ex-presidiário Lula manipula CPI para rejeitar relatório indiciando ministros do STF envolvidos até o talo em corrupção... Gilmar, Toffoli, Moraes...

Houve uma série de mudanças na composição do colegiado



Sessão da CPI do Crime Organizado. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)


A oposição acusa a base do governo Lula (PT) de atuar nesta terça-feira (14) para tentar impedir a aprovação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que recomenda o indiciamento e a abertura de processos de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A ofensiva ocorre após uma série de mudanças na composição da CPI, que resultaram na substituição de ao menos quatro integrantes.

As alterações ocorreram no bloco do MDB-PSDB-Podemos-União Brasil, a pedido do líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM). Para prestar vassalagem ao governo Lula, Braga conspirou contra o próprio correligionário, que é o relator Alessandro Vieira (MDB-SE).

O senador Beto Faro (PT-PA) assumiu como titular no lugar de Sergio Moro (PL-PR). A senadora Teresa Leitão (PT-PE) passou a ocupar a vaga antes atribuída a Marcos do Val (Avante-ES). Já a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) entrou como titular substituindo Jorge Kajuru (PSD-GO).

Nas suplências, o senador Camilo Santana (PT-CE) passou a ocupar a vaga de Randolfe Rodrigues (PT-AP), enquanto o senador Esperidião Amin (PP-SC) também foi indicado como suplente.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), inclusive, foi às redes sociais protestar contra o caso. O parlamentar postou: “URGENTE: PT e Centrão tentam ‘tomar de assalto’ CPI p/ blindar STF e PGR”.

Com quatro meses de funcionamento, a CPI do Crime Organizado realiza sua última reunião nesta terça-feira. O colegiado buscava uma prorrogação por mais 60 dias, mas o pedido não foi autorizado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrando o prazo dos trabalhos.


Com informações de Mael Vale - Diário do Poder

Ex-presidentes do Banco Central receberam R$ 20 milhões em consultorias do Master, banco da quadrilha de Lula

O detalhamento dos repasses veio à tona depois que a CPI aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário da instituição de Vorcaro




Movimentações financeiras que envolveram o Banco Master e expresidentes do Banco Central chamaram atenção depois que a instituição foi alvo de liquidação extrajudicial. Três ex-chefes do BC receberam valores expressivos por serviços de consultoria entre 2022 e 2025, segundo dados da Receita Federal analisados pela CPI do Crime Organizado do Senado.

Os pagamentos somaram R$ 25,8 milhões para empresas ligadas a Henrique Meirelles, Gustavo Loyola e Pedro Malan. Depois das deduções fiscais, o total repassado ficou em torno de R$ 20,2 milhões. Esses contratos ocorreram antes da liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado.


Detalhes dos contratos de consultoria e beneficiários 

O detalhamento dos repasses veio à tona depois que a CPI aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do banco, o que permitiu acesso à Dirf e esclarecimento de pagamentos feitos a pessoas físicas e jurídicas associadas a ex-autoridades do setor econômico e jurídico. 

Ex-presidentes do Banco Central receberam R$ 20 milhões  em consultorias do Master Gustavo Loyola, que comandou o BC em dois períodos, foi contratado por meio da Gustavo Loyola Consultoria Ltda e recebeu R$ 6,7 milhões brutos entre 2023 e 2025, com pagamentos mensais de R$ 250 mil. 

Depois dos impostos, a consultoria ficou com R$ 6,3 milhões. Loyola esclareceu à CNN que prestou serviçõs que “não envolveram nenhum pleito a órgãos e autoridades públicas a respeito da instituição” 

Segundo a empresa, o trabalho envolveu pareceres, análises técnicas, laudos para ações judiciais e revisões de créditos, sempre dentro do escopo financeiro e econômico. Henrique Meirelles, que liderou o BC de 2003 a 2010, foi o maior beneficiado e recebeu R$ 13,4 milhões líquidos em dois pagamentos, feitos em 2024 e 2025. O valor bruto somou R$ 18,5 milhões. Meirelles declarou apenas que atuou como consultor de macroeconomia e mercado financeiro para o Master entre março de de 2024 e julho de 2025, de forma opinativa, sem comentar os valores.

Pedro Malan, à frente do BC entre 1993 e 1995, aparece como sócio do escritório Mirza e Malan Sociedade de Advogados, que recebeu R$ 106,5 mil brutos em 2022. A banca, que tem Diogo Malan, filho de Pedro Malan, como sócio, informou que a consultoria prestada teve relação com um processo na 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sem participação direta de Pedro Malan. 


Investigações sobre relações e favorecimentos 

Paralelamente aos contratos de consultoria e advocacia, surgiram informações de que Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, mantinha contato com servidores do Banco Central que atuavam como informantes. Dois funcionários afastados do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, viraram alvo da Operação Compliance Zero e de auditoria interna, que apurou possíveis indícios de favorecimento. 


Yasmin Alencar - Revista Oeste


Até a última gota do orçamento: O papel do estado nas missões espaciais, por George Ford-Smith

 

Em algum momento de 2026 [Nota da edição: o texto é de julho de 2025, mas a expedição pousou novamente na Terra agora] , um projeto da NASA chamado Artemis II enviará quatro astronautas à Lua e de volta. Diferentemente das missões Apollo do século passado, a tripulação do Artemis será diversa em termos de gênero e raça. Na mitologia grega, Apolo tinha uma irmã gêmea, Ártemis, que era “a deusa das florestas, colinas, animais selvagens, do parto, da virgindade e da Lua”. Caso você pensasse que governos carecem de criatividade, batizar a continuação do Apollo de “Artemis” desfaz esse mito.

As missões Apollo originais foram vistas com ceticismo por alguns, devido a supostos obstáculos intransponíveis para uma missão tripulada à Lua, mas as refutações desses céticos são consistentes com a ciência. Um dos problemas era fazer os astronautas atravessarem o cinturão de Van Allen sem que fossem mortos pela intensa radiação, argumento que foi resolvido de forma bastante simples com uma única palavra: firewalking.

O programa Apollo teve suas origens no lançamento soviético do Sputnik em outubro de 1957, “o primeiro satélite artificial do mundo e o primeiro objeto feito pelo homem a ser colocado em órbita da Terra”. O temor de um ataque nuclear soviético por mísseis balísticos intercontinentais assustou as autoridades americanas, que também sentiram profunda humilhação ao serem superadas pelos comunistas. Um ano depois, o presidente Eisenhower sancionou a criação da NASA, e a corrida espacial começou.

De 1961 a 1964, o orçamento da NASA aumentou quase 500%, e o programa de pouso lunar acabou envolvendo cerca de 34.000 funcionários da NASA e 375.000 funcionários de contratantes industriais e universitários.

Os soviéticos fizeram quatro tentativas fracassadas de colocar astronautas na Lua entre 1969 e 1972, e, com o sucesso da Apollo 11 em 16 de julho de 1969 e os pousos lunares subsequentes, os Estados Unidos puderam reivindicar a “vitória” na corrida espacial.

Uma das justificativas apresentadas para essa corrida foi demonstrar a superioridade do capitalismo sobre o comunismo. Mas o capitalismo esteve ausente no programa Apollo. O governo federal tributou participantes do livre mercado para pagar pelas “bandeiras e pegadas” das missões lunares. A NASA e outros defensores do Apollo argumentam que o impacto do programa “em nossa vida cotidiana é quase incalculável(…). Em 1975, apenas três anos após a última missão Apollo, o retorno sobre o investimento do programa foi estimado em 15 para 1. Até agora [2019], esse retorno está fora de escala”.

Ao buscar benefícios, precisamos lembrar que o Apollo não foi um empreendimento de mercado, mas um programa governamental. Ele não teve retorno sobre investimento porque não havia investidores, apenas pagadores de impostos. Avanços em computação, comunicações e outros produtos tecnológicos já estavam em andamento e, mesmo que o Apollo tenha acelerado o desenvolvimento, os benefícios não foram distribuídos de forma proporcional. E, como ocorre com todos os programas governamentais, o financiamento por impostos deixa um resíduo de oportunidades perdidas desconhecidas para os pagadores de impostos individuais.

Algumas pessoas reclamaram que, em vez de gastar o dinheiro com foguetes, o governo deveria tê-lo gasto em programas sociais. Que tal deixar o dinheiro com aqueles que o ganharam e permitir que decidam o que fazer com ele?

Segundo a NASA, a “campanha” Artemis é mais inclusiva do que o projeto Apollo, contando com “homens e mulheres em toda a América e ao redor do mundo [para] construir os sistemas necessários para sustentar missões à Lua, Marte e além”. E, diferentemente do Apollo, sua irmã gêmea buscará estabelecer uma presença permanente na Lua.

Enquanto os exploradores após Colombo vieram às Américas em busca de ouro, os astronautas da expedição Artemis estarão procurando gelo. “Acredita-se que o gelo de água lunar esteja localizado em regiões permanentemente sombreadas, ou RSPs, contidas em armadilhas extremamente frias, onde gases podem congelar em estado sólido(…) [mas há] escassez de dados que sustentem a perspectiva de utilização do gelo de água na Lua”. A NASA utilizará um Micro Nova Hopper — um drone propulsivo — que salta pela superfície lunar em busca de “hidrogênio, um indicador-chave da presença de água”.O que torna o gelo lunar tão importante? Segundo a EarthSky:

“Futuros astronautas lunares poderão usar o gelo lunar como água potável, oxigênio (a partir do componente de oxigênio da água) e até combustível para foguetes (hidrogênio), sem a necessidade de transportar grandes quantidades a partir da Terra”.

Talvez o Artemis imponha uma pausa temporária nas guerras do governo e, nesse sentido, isso seria algo positivo. Mas o projeto Artemis está sendo feito como forma de competição com a China, um país possivelmente ainda mais demonizado do que a Rússia na mídia ocidental. Recentemente, “especialistas” disseram a um Comitê de Comércio do Senado que, “a menos que algo mude, é altamente improvável que os Estados Unidos superem o cronograma projetado da China [de] realizar seu primeiro pouso lunar tripulado antes de 2030”. A culpa é atualmente atribuída ao “ritmo de desenvolvimento da Starship da SpaceX, que servirá como módulo de pouso lunar do Artemis 3, e à necessidade de múltiplas missões de reabastecimento para levar a Starship até a Lua”.O que passa despercebido na maioria dos comentários é o reconhecimento de que a economia dos Estados Unidos está funcionando no limite, devido a uma dívida governamental crescente e massiva, alimentada por moeda fiduciária e gastos deficitários, o que obscurece as perspectivas de uma bonança espacial.

Algum contexto para as ambições humanas

Pode-se admirar o desejo de expandir o alcance da humanidade até as estrelas. Não se trata apenas de um sonho, mas de algo necessário para nossa sobrevivência no longo prazo. Mas uma abordagem de livre mercado é a única forma de chegarmos lá e permanecermos lá. Nesse sentido, a lição há muito esquecida de James J. Hill e de sua Northern Pacific Railway é instrutiva. Como escreve Burt Folsom em The Myth of the Robber Barons, enquanto ocorria a corrida por subsídios ferroviários, Hill:

“(…) estava construindo uma ferrovia transcontinental de St. Paul até Seattle sem qualquer auxílio federal. Além disso, a ferrovia de Hill foi a melhor construída, a menos corrupta, a mais popular e a única ferrovia transcontinental que nunca foi à falência. Levou mais tempo para ser construída do que as outras, mas Hill utilizou esse tempo para encontrar a rota mais curta, com a melhor inclinação e a menor curvatura. Ao fazer isso, atraiu assentamentos e comércio ao reduzir custos para passageiros e transporte de carga. Será que, no longo prazo, os subsídios corromperam o desenvolvimento ferroviário e prejudicaram o crescimento econômico?”

Uma perspectiva de longo prazo é suicídio político para os políticos de hoje.Os princípios econômicos que criaram uma sociedade americana produtiva estão sob ataque pelo menos desde 1913, quando o governo decidiu que precisava proteger os grandes banqueiros e ter acesso à renda das pessoas. Os desastres de crises econômicas e guerras, aliados ao escoamento contínuo da riqueza privada por meio da inflação monetária, têm marcado nossa história desde então. Mais gastos governamentais, mesmo com o nome de heróis da Mitologia Grega, não irão salvar nossa economia.

Relator da CPI do Crime pede indiciamento e impeachment dos medonhos Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes

Relator aponta condutas incompatíveis com a carga, incluindo suspeita em julgamentos, conflitos de interesse e omissão funcional


Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)


O relatório final da CPI do Crime Organizado, protocolado durante a noite desta segunda-feira (13) para ser apreciado na sessão final da comissão, nesta quarta (14), indicia os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e ainda o procurador geral da República, Paulo Gonet, por condutas incompatíveis com a carga, incluindo suspeita em julgamentos, conflitos de interesse e omissão funcional.

O relatório final, elaborado pelo senador Alessandro Vieiera (MDB-SE), é considerado inédito por indiciar autoridades apontadas como “intocáveis”.

O documento aponta que os ministros e o chefe da PGR cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 por ações e omissões no escândalo do Banco Master. A legislação define as condutas de natureza política classificadas como crime por representarem ameaça à lei e Constituição Federal.

O indiciamento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes é por proferirem julgamento quando, por lei, eram suspeitos na causa e por procederem de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

Já o indiciamento do ministro Gilmar Mendes é por proferir julgamento quando, por lei, era suspeito na causa.

No pedido de indiciamento, o relator afirma que o chefe da PGR, Paulo Gonet, tem sido “patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições”. Isso significa “proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo”

A sugestão do relatório é que, após aprovado, haja encaminhamento de “toda a documentação probatória reunida” à Mesa do Senado Federal para as providências de abertura de processo de impeachment previstas no art. 52 da Constituição e no art. 41 da Lei 1.079/1950.

Se o relatório for aprovado pelo plenário da CPI, os pedidos enfrentarão obstáculos importantes, até porque seriam encaminhados à Procuradoria Geral da República, cujo titular é um dos acusados. Ainda que não o fosse, Gonet já declarou não ver indícios de crime nas denúncias contra os ministros do STF cujo indicamento é proposto no relatório da CPI.

Diário do Poder