segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Ex-presidiário Lula, o milionário, usou relógio de R$50 mil no debate da Band

 Diferença entre relógio do suposto "pai dos pobres" e o senador de oposição chamou atenção e causou revolta nas redes sociais




Habituado a se apresentar como “pai dos pobres”, Lula (PT) participou do debate promovido pela Band, neste domingo (18), usando um relógio Omega Constellation de ouro e aço. Segundo a revista Veja, é avaliado em mais de R$50 mil. A joia chamou atenção e gerou críticas de adversários e observadores, que apontam incoerência com a imagem populista do político que tenta a reeleição.


Relógios de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no debate da Band. Foto: Captura/YouTube


No mesmo debate, o adversário Flávio Bolsonaro apareceu com um relógio Casio G-Shock, modelo popular vendido por cerca de R$500 em lojas comuns. Segundo declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambos os candidatos são milionários.

Na loja oficial da Omega, um relógio novo do petista é vendido a US$15 mil (R$75 mil). A depender do acabamento e tamanho, o preço final pode passar dos R$80 mil. Já o relógio do senador de oposição é vendido por US$135 (R$680) na loja oficial da Casio/G-Shock.


O relógio G-shock DW5600BCE-1 e o Omega Constallation em ouro e aço. Fotos: Divulgação Casio/Omega


O contraste entre os relógios foi usado por críticos para questionar a adequação da ostentação de Lula diante de eleitores de baixa renda, que formam parte significativa do seu eleitorado tradicional.


Flávio Bolsonaro e o Casio G-Shock. Foto: Captura Youtube/Divulgação

Flávio Bolsonaro e o Casio G-Shock. Foto: Captura Youtube/Divulgação


A peça de luxo usada pelo presidente não é inédita em sua trajetória recente. Após anos na política, Lula acumulou patrimônio declarado em milhões de reais. O patrimônio total declarado por Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 é de R$ 4.775.650,64 (R$ 4,8 milhões). O episódio ocorre em um momento de campanha acirrada, no qual a percepção de distanciamento entre a classe política e a população de menor poder aquisitivo tem sido explorada por diferentes lados.


Críticos afirmam que gastar dezenas de milhares de reais em um acessório chega a ser ofensivo para trabalhadores que vivem com o salário mínimo. A campanha de Lula, por sua vez, não comentou especificamente o valor do relógio no debate. O uso da joia reforça o debate sobre o enriquecimento de políticos e a credibilidade da narrativa de defesa dos mais pobres.

Diário do Poder

ATENCÃO! TSE muda endereço de mais de 4 mil seções eleitorais no 2º turno

 O número representa 0,87% das 499.248 seções eleitorais brasileiras


Urna eletrônica. (Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE).


A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais em todo o país para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. O número representa 0,87% das 499.248 seções eleitorais brasileiras.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores confiram o local de votação antes de sair de casa, mesmo aqueles que votaram normalmente no primeiro turno. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo portal da Justiça Eleitoral, na opção Autoatendimento Eleitoral.

As mudanças ocorreram por diferentes motivos, como reformas de última hora, melhorias de acessibilidade e danos provocados por chuvas fortes e ventos em prédios que seriam utilizados durante a votação.


São Paulo concentra o maior número de alterações, com 982 seções transferidas. 

Em seguida, aparecem Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312.


No primeiro turno, 1.904 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o país, o equivalente a 0,35% do total. Segundo a Justiça Eleitoral, não houve necessidade de votação manual em nenhum local.


O segundo turno será realizado das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A maioria dos eleitores votará apenas para presidente da República. Além da disputa presidencial, haverá eleição para governador no Distrito Federal e em outros cinco estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.


Rodrigo Vilela - Diário do Poder

ATENCÃO! TSE muda endereço de mais de 4 mil seções eleitorais no 2º turno

 O número representa 0,87% das 499.248 seções eleitorais brasileiras


Urna eletrônica. (Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE).


A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais em todo o país para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. O número representa 0,87% das 499.248 seções eleitorais brasileiras.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores confiram o local de votação antes de sair de casa, mesmo aqueles que votaram normalmente no primeiro turno. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo portal da Justiça Eleitoral, na opção Autoatendimento Eleitoral.

As mudanças ocorreram por diferentes motivos, como reformas de última hora, melhorias de acessibilidade e danos provocados por chuvas fortes e ventos em prédios que seriam utilizados durante a votação.


São Paulo concentra o maior número de alterações, com 982 seções transferidas. 

Em seguida, aparecem Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312.


No primeiro turno, 1.904 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o país, o equivalente a 0,35% do total. Segundo a Justiça Eleitoral, não houve necessidade de votação manual em nenhum local.


O segundo turno será realizado das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A maioria dos eleitores votará apenas para presidente da República. Além da disputa presidencial, haverá eleição para governador no Distrito Federal e em outros cinco estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.


Rodrigo Vilela - Diário do Poder

Haddad dá tapa no rosto de Pavanato, por trás. Pavanato é campão de votos. Haddad, de derrotas

Deputado Federal por São Paulo teve mais de 3 milhões de votos



Haddad aplicou o tapa quando passava por trás de Lucas Pavanat (PL-SP), deputado federal eleito com mais de 3 milhões de votos.


Nos bastidores do debate de candidatos a presidente na Band, neste domingo (18), o petista Fernando Haddad aplicou um “tapinha” no rosto de Lucas Pavanato (PL-SP), quando passava por trás doo deputado federal eleito com mais de 3 milhões de votos na mesma eleição de 4 de outubro em que o ex-ministro da Fazenda de Lula (PT) sofreu derrota constrangedora para Tarcísio Gomes de Freitas (Rep), reeleito com mais de 60% de votos.

A agressão foi testemunhada de perto pelo senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que confessou ter ficado tão espantado que nem sequer conseguiu reagir à agressão. Pavanato era quem estava de posse de câmer ou celular e gravou o momento do tapa, e voltou a provocar Haddad, a quem chamou de “Taxad” e disse que ser derrotado por três vezes em eleições já dá ao ex-ministro o direito de pedir música no “Fantástico”.

Pavanato, que reage com um sorriso de ironia pergutando surpreso sobre a agressão, como se também ele não tivesse acreditado no que acabara de acontecer.

Enquanto eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) usam a palavra agressãopara definir o que aconteceu, ativistas do PT e veículos de imprensa sob influência petista dizem ter havido “contato físico”.

Outras postagens descrevem o episódio como “tapinhas no rosto” e criticam Pavanato por ter provocado o momento. Até o o fechamento desta reportagem não havia registro de boletim de ocorrência na polícia.

O episódio ocorre no clima tenso da reta final da eleição presidencial, a uma semana do segundo turno. Pavanato, conhecido por posicionamentos combativos e pelo alto engajamento digital.

O vídeo continua sendo compartilhado e comentado, com interpretações divergentes: de um lado, a acusação de agressão e descontrole; de outro, a visão de uma resposta física leve a provocação em ambiente informal. As imagens disponíveis permitem que o público avalie a intensidade do contato.

Diário do0 Poder

sábado, 17 de outubro de 2026

Vorcaro pagou R$ 1 milhão por influência na imprensa, apontam mensagens

Denúncias envolvem negociações com a Folha de S.Paulo e envio de reportagens do site Metrópoles ao banqueiro antes da publicação


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: influência direta no noticiário sobre o Banco Master, segundo PF | Foto: Divulgação/Esfera Brasil


O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é alvo de denúncias sobre sua relação com dois veículos de comunicação: o jornal Folha de S.Paulo e o site Metrópoles.

Mensagens obtidas pelo site indicam que Vorcaro pagou R$ 1 milhão ao consultor de gestão de crise Guilherme Barros depois de negociações para adiar e amenizar uma reportagem sobre ele na Folha. O jornal, porém, nega que tenha alterado o conteúdo ou segurado a publicação para atender aos interesses do banqueiro.


Vorcaro: promessas e restrições

 Em agosto de 2024, Vorcaro teria prometido o valor a Barros caso ele conseguisse impedir ou adiar a publicação. No dia seguinte, o consultor informou que o diretor de redação da Folha, Sérgio Dávila, concordou em esperar. 

O jornal afirma que a reportagem ainda não estava pronta e que o prazo adicional serviu para ouvir a versão do banqueiro. Dávila também declarou que só soube do pagamento ao consultor depois de ter acesso às mensagens. 

O caso ganhou repercussão depois de o site Uol informar nesta última quinta-feira, 15, que a direção do Metrópoles enviava reportagens a Vorcaro antes da publicação e atendia a pedidos de alteração. Segundo o levantamento, pelo menos 14 textos foram compartilhados previamente, sendo que 11 sofreram mudanças depois de solicitações do banqueiro.

As mensagens também apontam que o Banco Master fechou um contrato de publicidade de R$ 20 milhões com o Metrópoles. A Folha informou ter recebido R$ 516,4 mil em anúncios ligados a Vorcaro ao longo de cinco anos. 

Em reportagem posterior, a Folha acusou o Metrópoles de preparar uma publicação em retaliação às denúncias. O episódio ampliou o confronto público entre os dois veículos sobre a relação com o ex-banqueiro.


Fábio Bouéri - Revista Oeste

Flávio Gordon escreve sobre 'O tocador de tuba', Reinaldo Azevedo

As críticas de Reinaldo Azevedo ao jornalismo governista contrastam com mensagens sobre um suposto contrato ligado a Daniel Vorcaro


O 'jornalista' Reinaldo Azevedo, durante vídeo no qual fez um desafio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao comentarista Paulo Figueiredo - 16/10/2026 | Foto: Reprodução/YouTube


Em 2008, no glossário de O país dos petralhas, Reinaldo Azevedo descrevia uma espécie que, segundo ele, abundava nas redações brasileiras: “TOCADORES DE TUBA – É o colunismo engajado na defesa incondicional do governo petista. O tocador de tuba é o propagandista menos sutil. Suas versões mais amenas podem tocar flauta ou saxofone.” No segundo volume, de 2012, o catálogo ganhava o JEG, o “Jornalismo da Esgotosfera Governista”, feito de veículos e jornalistas que “só existem porque são financiados com o nosso dinheiro”. 

Ninguém escreveu com mais gosto contra os “subjornalistas que vivem de dinheiro público”, contra os “prestadores de serviço que se disfarçam de jornalistas”, contra Franklin Martins, o “czar da publicidade oficial”. O inventor da palavra “petralha” fez carreira apontando o dedo para a pena alugada. Era a sua especialidade, quase o seu sacerdócio.

Depois veio a conversão. Quase tão súbita quanto a de Saulo no caminho para Damasco. O caçador de petralhas tornou-se advogado de Alexandre de Moraes, intérprete benevolente de Lula e verdugo da direita, usando contra os antigos leitores o mesmo arsenal de adjetivos que antes reservava aos adversários deles. Durante anos, a guinada foi tratada como enigma psicológico, assunto para biógrafos, ou quem sabe para Ovídio e Kafka. 

As mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro e publicadas pelo jornalista Paulo Figueiredo oferecem uma hipótese menos poética. Segundo o material, o advogado Walfrido Warde, defensor do Banco Master, doador do PT e sócio de Reinaldo no programa Reconversa, servia de ponte entre o banqueiro e o jornalista. Num print de janeiro de 2025, Fabiano Zettel, encarregado dos pagamentos de Vorcaro, menciona “aquele contrato do Reinaldo Azevedo”: 12 parcelas de R$ 100 mil a partir de março de 2024, sete delas já quitadas. Em março de 2025, Vorcaro pede que um jornalista de renome “compre a briga” pela venda do Master ao BRB. Warde responde: “Deixa comigo.”

O contrato talvez não explique a origem da conversão, que é anterior, ali pelo auge da Lava Jato, entre 2016 e 2017. Mas, possivelmente, explica a sua forma mais radical contemporânea. Nenhuma fé se sustenta muito tempo sem obras, e algumas obras, como se vê, vêm em parcelas.

Há uma ironia quase litúrgica no episódio. O homem que acusava Luiz Weis de “lustrar os sapatos do poder” e via em Veríssimo um saxofonista do Planalto reaparece, nas conversas de um banqueiro em apuros, como item de planilha. A “Al Qaeda eletrônica” que ele denunciava não precisou derrotá-lo. Bastou contratá-lo. 

Reinaldo gostava de citar o Sermão do bom ladrão, de Vieira, sobre um certo Seronato, que “está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer”. Usava o trecho contra os “propineiros de quinta categoria, que alugam a opinião”. Nunca uma epígrafe esperou tanto tempo pelo seu verdadeiro destinatário.

O tocador de tuba não mudou de instrumento. Mudou apenas de maestro. 

Flávio Gordon - Revista Oeste

Luchsinger chama Lula de ‘mentiroso’ e ‘mau-caráter’ e anuncia delação premiada: ‘não vou poupar ninguém’

"Ele mente em coisas grandes e em coisas pequenas, ele mente o tempo todo", diz a sócia de Lulinha sobre o presidente da República


Roberta Luchsinger durante entrevista a CNN - Foto: reprodução da TV CNN.


A lobista Roberta Luchsinger concedeu entrevista à TV CNN, na noite deste sábado (17), na qual chamou Lula (PT) de mau-caráter a afirmou que, na sua visão, ela não era sócia do seu filho sócia de Fábio Luiz, o “Lulinhna”, e sim do próprio presidente da República, a quem classificou de “canalha”, “covarde” e “mentiroso”, e anunciou a decisão de fazer um acordo de delação premiada. “Ele está mentindo”, enfatizou Roberta, “mente em coisas grandes e em coisas penas, mente o tempo todo”.

Ela se revelou inconformada pelo fato de ter sido insultada por Lula, que a chamou de “pilantra” durante entrevistas à TV Globo, e afirmou que desde então ela e as duas filhas têm sofrido ameaças de violência e até de morte. Ainda o acusou de usar a máquina pública federal contra ela e as filhas.

“Se algo acotecer comigo ouco minhas filhas, isso terá as digitais de Lula”, disse Roberta Luchsinger aos jornalistas Debora Bergamascho e Iuri.

Luchsinger garantiu que Lula a conhece bem e conhece bem as atividades de Lulinha junto a ministros do seu governo, com os quais despachava e recebia em uima casa no Lago Sul em Brasília. Ela disse que Lula mentiu quando disse que Lulinha não esteve com ministros do seu governo, afirmando que ela própria é testemunha do relacionamento do filho do presidente co vários ministros.

Segundo ela, se Lula diz não saber o que se passa na própria antessala “é um mentiroso ou está esclerosado, com algum tipo de senilidade”, citando inclusive sua idade de mais de 80 anos.

Veja abaixo os trechos que a emissora liberou da entrevista:

Diário do Poder