domingo, 25 de outubro de 2026

Filho do ex-presidiário Lula fez turismo de ultraluxo nos Alpes suíços pago por lobista investigada

Diária de Lulinha custou R$133 mil em um complexo de chalés privativos em Crans-Montana, em estadia estiada em R$1,5 milhão


Lulinha fazendo pose de milionário ao lado de quem pagou a conta, a lobista Roberta Luchsinger, fazendo o L.


A revista Veja revelou nesta sexta-feira (24) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), realizou viagens de alto padrão aos Alpes suíços e franceses entre 2024 e 2025, com custos bancados pela lobista Roberta Luchsinger. Os registros constam de material apreendido pela Polícia Federal no celular de Luchsinger e integram inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a reportagem de Robson Bonin, Lulinha, sua esposa Renata Moreira e familiares se hospedaram nos primeiros meses de 2025 no Ultima, complexo de chalés privativos em Crans-Montana, nos Alpes suíços. As diárias no local ultrapassam 22 mil francos suíços (R$133 mil). O refúgio oferece spa de mil metros quadrados, piscina externa aquecida, cinema particular, chef com experiência em cozinhas Michelin, mordomo, motorista e serviços personalizados. Fotos e vídeos mostram ainda o uso de jatos privados, instrutores exclusivos de esqui, equipamentos de neve e consumo de champanhe na neve.

Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, teria indicado o destino ao grupo. A estadia nos Alpes suíços foi estimada em cerca de R$1,5 milhão. Em 2024, Luchsinger também bancou uma temporada em Courchevel, nos Alpes franceses, destino frequentado por ultra-ricos. Fontes da investigação apontam que só as viagens detalhadas na reportagem somam mais de R$ 2 milhões.

Para investigadores, o principal “produto” oferecido por Luchsinger em sua atividade de lobby era o acesso a Lulinha e aos benefícios que o filho do presidente poderia proporcionar a empresários interessados em influenciar a gestão federal. A empresária já declarou disposição de negociar delação premiada para relatar o que viu e ouviu nos últimos anos de governo.

O episódio ganha relevância política porque Lula afirmou publicamente não conhecer Luchsinger e a classificou como “pilantra”. A lobista, por sua vez, respondeu chamando o presidente de covarde, mentiroso e misógino. Lulinha, que mantém relação antiga de amizade com a empresária — anterior ao atual mandato de Lula, segundo ela —, permanece na Espanha enquanto a PF avança nas apurações sobre possível tráfico de influência. A reportagem destaca que apenas Luchsinger sofreu buscas até o momento.

As revelações se inserem em um conjunto mais amplo de apurações da Polícia Federal sobre a relação entre Lulinha e Luchsinger, que incluem outras viagens internacionais de luxo (como à Escandinávia para ver a aurora boreal, com orçamento superior a R$ 1,8 milhão) e suspeitas de intermediação de interesses privados no governo. O material documentado nos Alpes, segundo a Veja, contrasta com o discurso de “pai dos pobres” do presidente em plena campanha eleitoral de 2026.

Veja destaca que as imagens e registros estavam “escondidos no inquérito que tramita a passos lentos no STF”. Não há, até o momento, condenação ou indiciamento formal de Lulinha ou Luchsinger especificamente por essas viagens, que a defesa tem caracterizado como deslocamentos privados entre amigos.


Veja




sábado, 24 de outubro de 2026

Simulador eleitoral Global Election crava vitória de Flávio com 53,2%, somando 63.467.439 de votos

Plataforma, que acertou resultado do 1º turno, projeta Lula com 46,8% e somando 55.832.259 de votos

Os cariocas compareceram em massa no comício de Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (24) na Barra da Tijuca - Foto: Charles Vieira.


Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a plataforma Global Election Simulator divulgou, neste sábado (24), uma projeção que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53,2% dos votos válidos (equivalente a 63.467.439 votos) contra 46,8% de Lula (PT), com 55.832.259 votos. A margem de erro informada é de ±1,0 ponto percentual, e a projeção foi datada de 23 de outubro.

O conteúdo foi publicado na conta oficial da plataforma no X (@globalelectsim), acompanhado de link para o site globalelectionsimulator.com e de material em vídeo. A conta descreve o Global Election Simulator como um instituto de pesquisa e simulador eleitoral independente, gerido por cidadãos e voltado a transparência de dados, com cobertura de eleições em vários países.

O Global Election Simulator acertou o primeiro turno brasileiro de 2026, identificando corretamente o líder, a necessidade de segundo turno e a ordem dos principais candidatos, com erro médio baixo (cerca de 0,7 ponto percentual em suas métricas).

Eleição tem 100% de certeza
Agora à noite, a plataforma publicou post no X no qual afirma:
“Podemos dizer com certeza estatística que Flávio Bolsonaro (PL) será eleito o próximo presidente da República Federativa do Brasil amanhã à noite. Bolsonaro agora tem oficialmente 100% de chance de vitória, em comparação com 0% de Lula.”

O Global Election Simulator informou ainda que atualizará suas projeções finais nas próximas horas. “Neste momento, a única incerteza que nossa equipe tem é a margem exata, não o resultado. O intervalo absoluto para Flávio Bolsonaro é de 50,5% a 56,2%, enquanto o de Lula é de 43,8% a 49,5%. Nossa atualização final de projeção entrará no ar em breve no site e aqui logo depois. Um banner indicará que a projeção foi atualizada, para que você saiba que é oficial”, publicou.
Histórico da plataforma

A plataforma Global Election se apresenta como alternativa a institutos tradicionais e combina agregação de pesquisas, modelos de transferência de votos e simulações de cenários. Ela também oferece páginas de resultados em tempo real e simuladores interativos.

Em publicações posteriores na mesma conta, o time indicou certeza estatística elevada de vitória de Flávio (chegando a 100% de probabilidade em uma atualização), com faixa absoluta projetada entre 50,5% e 56,2% para o candidato do PL. A projeção específica de 53,2% × 46,8% circulou amplamente e foi repercutida em veículos e discussões políticas.

A divulgação ocorre em um momento de alta mobilização, com os candidatos encerrando a campanha após o último debate na TV Globo na sexta-feira (23) e atos de rua em diversas cidades. O resultado oficial será conhecido na noite de domingo, com a apuração do TSE.

Projeções e simuladores não substituem o voto nem pesquisas registradas no TSE; eles refletem modelos e interpretações de dados disponíveis até o momento da publicação. A disputa permanece acirrada segundo a maioria dos levantamentos tradicionais.

Diário do Poder

Flávio Gordon - 'Inteligência estrábica'

A Abin tem razão. Há, de fato, interferência estrangeira no Brasil. A agência apenas procurou em inglês o que provavelmente está escrito em cirílico, hanzi e persa



Reprodução


N o fim de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) despachou à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça um relatório intitulado “Ameaças ao processo eleitoral de 2026”. Era reservado e, como de costume, veio a público pela coluna de um militante petista de redação, a tempo de ser servido ao eleitor como prato forte da reta final do período eleitoral. O texto falava em “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e descrevia a ação americana como um processo “gradual, combinado e adaptativo”. 

Convém ler o relatório com a atenção que ele próprio não dedicou a problemas oriundos de fora dos EUA. Não há ali registro de fraude eleitoral, ataque a sistemas eletrônicos ou exércitos de robôs. Há sanções econômicas, pressão diplomática, declarações de Marco Rubio e a lembrança de uma minuta, de 2025, em que Washington exigia do Brasil o compromisso com eleições “livres e justas” e com a não limitação de “dissidentes políticos”. Lula disse que a proposta foi “recusada” e repousa no “arquivo morto”. O que a Abin definiu como “ameaça crítica à democracia brasileira” consistia, portanto, no fato de um governo estrangeiro dizer em voz alta o que pensava do nosso e demandar, por escrito, que o governo não perseguisse opositores.


O secretário Marco Rubio no Departamento de Estado, em Washington, D.C., EUA (14/10/2026) | Foto: Departamento de Estado/Freddie Everett

Carl Schmitt ensinou que o político se define pela distinção entre amigo e inimigo, e que essa distinção não depende de critérios morais, estéticos ou econômicos. A Abin fez claramente essa distinção ao elaborar o tal relatório. O critério que orientou a escolha do inimigo não foi o grau de perigo, mas o grau de antipatia que ele desperta no governo de turno. Chamarei a esse fenômeno de inteligência estrábica: um olho fixo em Washington, arregalado, e o outro voltado para dentro, a fitar a própria consciência ideológica, sem jamais pousar sobre Moscou, Pequim ou Teerã — os maiores centros agressores às soberanias nacionais mundo afora. 

Em 8 de outubro, quatro dias depois do primeiro turno no Brasil, a OpenAI publicou um relatório justamente sobre aquilo que a Abin preferiu não ver. A empresa desarticulou uma operação russa batizada de “Dark Clark”, que operava por meio de uma fachada chamada Social Research Center, apresentada como plataforma de estudos sobre a diáspora indiana na América Latina e gerida por uma persona fictícia, “Mia Clark”.

Pesquisadores latino-americanos de carne e osso trabalhavam para ela, ao que tudo indica, sem saber a quem serviam. Fontes abertas associam a operação à chamada Politology, ou La Compania, sucessora do Grupo Wagner. O repertório incluía áudios falsos, como o que anunciava um corte de água em La Paz durante protestos. A OpenAI classificou a operação na categoria 5 da escala de Brookings, a primeira desse nível que a empresa derrubou.


Foto: Shutterstock


O Brasil não ficou fora do cardápio. O jornalista investigativo David Ágape, do portal A Investigação, encontrou entre as publicações do centro um estudo comparativo, “Entre el Arreglo y la Reconstrucción“, segundo o qual “a era de Lula, por sua vez, restaurou a posição moral e diplomática do Brasil”. Não é preciso imaginar que o Kremlin tenha escolhido abertamente o seu candidato brasileiro. Basta notar que, quando os fabricantes de fachadas russos resolveram falar do Brasil, foi isso o que acharam conveniente dizer.

Nada disso é improviso, por óbvio. O que estamos vendo aqui é o aprimoramento tecnológico da velha técnica russa da dezinformatsiya. Segundo o desertor romeno Ion Mihai Pacepa, o termo foi cunhado sob Stalin com sonoridade francesa, para sugerir que a prática viera do Ocidente. A Grande Enciclopédia Soviética de 1952 definia a palavra como “a difusão, na imprensa e no rádio, de informações falsas com o propósito de enganar a opinião pública”. A definição é correta, mas, como toda definição soviética, omite o essencial. 

A mentira era a parte barata do serviço. O trabalho caro, paciente, às vezes de anos, consistia em erguer antes a fonte que a tornaria crível, uma fachada acima de qualquer suspeita. Anatoliy Golitsyn, que desertou da KGB em 1961, sustentou em New Lies for Old (1984) que a desinformação soviética não era um expediente de ocasião, mas uma estratégia de longo prazo, destinada a moldar a percepção que o Ocidente tinha do próprio bloco comunista. Nos anos 1920, a polícia política bolchevique inventou uma organização monarquista clandestina, o Trust, que enganou emigrados russos e serviços ocidentais e atraiu de volta à Rússia o espião britânico Sidney Reilly, que de lá não saiu vivo. Primeiro a fachada. Depois a mentira.


Capa do livro New Lies for Old, de Anatoliy Golitsyn - Foto: Divulgação/Amazon

Daí a predileção da KGB pela imprensa das democracias liberais, cuja liberdade se torna ao mesmo tempo alvo e veículo. Segundo o desertor Ilya Dzerkvelov, citado pelo Departamento de Estado americano em 1987, a KGB criou em 1962 o jornal indiano Patriot com o único propósito de publicar desinformação. Foi ali que apareceu, em julho de 1983, a carta anônima de um “conhecido cientista americano”, segundo a qual o vírus da aids fora fabricado em laboratório militar em Fort Detrick. Dois anos depois, a Literaturnaya Gazeta citou o Patriot como se fosse fonte independente, e a mentira correu o mundo com passaporte indiano. Em 1992, Ievguêni Primakov, então chefe da inteligência externa russa, admitiu a autoria.

A fachada da Dark Clark, observe-se, também se apresentava como dedicada à diáspora indiana. Os operadores de 2026 trocaram a máquina de escrever pelo ChatGPT, mas conjugam a gramática dos avós da Lubianka. A iraniana Bogus Bylines, também descrita no relatório, seguiu a mesma cartilha: inventou sete jornalistas ocidentais e emplacou quase cem artigos em cerca de uma dúzia de veículos. A fisionomia era americana. A procedência, persa. Não se ouviu da Abin, do Itamaraty ou do Planalto uma palavra pública sobre nada disso. 

A Rússia, aliás, não aparece nos trechos do relatório da agência que vieram a público. Apareceu noutro lugar. Segundo a Reuters, entre 9 e 11 de setembro, representantes da Abin receberam em Brasília delegações da França e da Alemanha e lhes confirmaram “a existência de interferência dos EUA e também da Rússia”. Sobre os americanos, foram eloquentes: a ameaça iria “do lawfare à interferência abertamente reconhecida”. Sobre os russos, nenhum detalhe. A inteligência estrábica, como se vê, também sabe a quem convém mostrar cada olho.



Vladimir Putin e Ievguêni Primakóv, na Rússia (03/07/2013) -= Foto: Wikimedia Commons


Em 4 de agosto, semanas antes de o relatório da Abin seguir para o Planalto, Lula recebeu Nikolai Patrushev, diretor do FSB entre 1999 e 2008, depois secretário do Conselho de Segurança da Rússia e hoje assessor de Putin. O encontro não constava da agenda oficial e só se tornou conhecido porque a embaixada russa o divulgou. No mesmo dia, o Descondenado telefonou a Putin. Patrushev foi recebido por Celso Amorim, pela secretária-geral do Itamaraty e pelo comandante da Marinha, e dois dias depois passeava pelo convés do Atlântico, o maior navio de guerra da esquadra brasileira, no Rio de Janeiro. Um assessor de Rubio que fizesse o mesmo roteiro teria virado capítulo de relatório. O velho chekista virou foto de embaixada. 

E não estamos falando aqui de um burocrata russo qualquer. Em janeiro de 2016, a investigação pública britânica sobre a morte de Alexander Litvinenko, ex-agente do FSB envenenado em Londres com polônio-210 em 2006, concluiu, pela pena do juiz Sir Robert Owen, que a operação “provavelmente foi aprovada pelo senhor Patrushev e também pelo presidente Putin”. Ainda que a afirmação não configure uma sentença criminal, tampouco se pode reduzi-la a um mero boato. Trata-se da conclusão formal de um inquérito oficial de uma democracia, após o exame das provas. Antes disso, em setembro de 1999, explosões em prédios residenciais mataram centenas de pessoas na Rússia e serviram de pretexto para a segunda Guerra da Chechênia. 

Em Ryazan, moradores flagraram agentes do FSB depositando sacos suspeitos no porão de um edifício, e Patrushev, que comandava o serviço, explicou que se tratava de um exercício de treinamento. Nenhum tribunal independente estabeleceu sua participação nos atentados, e é improvável que algum venha a fazê-lo. Mas o episódio basta para mostrar com que espécie de interlocutor o governo brasileiro julgou dispensável registrar uma reunião.


Nikolai Patrushev, então diretor do FSB, e Vladimir Putin (30/01/2008) - Foto: Wikimedia Commons

Quanto à China, o relatório da Abin a menciona apenas como a potência que Trump pretende conter. Pequim surge ali como vítima da hegemonia americana, e não como agente de coisa alguma. Ocorre que, em 1999, dois coronéis do Exército Popular de Libertação, Qiao Liang e Wang Xiangsui, publicaram Guerra sem Restrições, tratado em que o comércio, o direito, a mídia e as redes figuram como armas tão legítimas quanto mísseis. O que hoje se convencionou chamar de guerra híbrida tem ali uma de suas cartas de fundação. A doutrina é pública e estudada no mundo inteiro. Mas, para ser lida, exige o olho que a Abin mantém virado para o outro lado. 

Eric Voegelin, tomando a expressão do romancista Heimito von Doderer, falava em “segunda realidade” para designar a construção imaginária que certos espíritos erguem para não ter de habitar a primeira. O relatório da Abin é um documento dessa segunda realidade. Nela, o perigo à soberania é a crítica pública de um aliado histórico, e não as fachadas encomendadas por uma potência em guerra. Nela, o pedido de respeito a dissidentes é uma agressão, e o ex-chefe do FSB circulando pelo Planalto sem registro na agenda é cooperação bilateral. 

A Abin tem razão, portanto. Há, de fato, interferência estrangeira no Brasil. A agência apenas errou o alfabeto e procurou em inglês o que provavelmente está escrito em cirílico, hanzi e persa


Bandeiras da Rússia, China, Irã e EUA - Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock


Flávio Gordon - Revista Oeste

Polymarket aponta Flávio com 80% contra 20% de Lula... A 1 dia das eleições

 Véspera do 2º turno, depois do último debate presidencial Sarah Peres


Os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais


Os contratos negociados na Polymarket indicavam 80,2% de probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado, 24, véspera do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento registrava cerca de 20% para a reeleição do presidente. Os números refletem os preços das negociações na plataforma, e não intenções de voto.

Na consulta à página do mercado presidencial, a Polymarket também exibia aproximadamente 80% para Flávio e 20% para Lula. O volume acumulado de negociações sobre a eleição brasileira ultrapassava US$ 194 milhões, conforme a revista Exame.


Durante o debate presidencial na TV Globo, Lula e o mediador César Tralli protagonizaram uma troca de argumentos sobre o tema escolhido para a rodada de perguntas. Ao ser convidado a selecionar um dos assuntos exibidos no telão, Lula respondeu: “Educação.”Tralli esclareceu que o tema disponível era especificamente ensino integral, mas o presidente contestou a delimitação. “Educação não é só isso. Ensino integral é uma das vertentes da educação. Você não pode falar da educação e falar só de ensino integral.” O jornalista explicou novamente as opções previstas para a rodada, entre elas meio ambiente, reformas, retomada de territórios, relações internacionais, inteligência artificial e ensino integral. Mesmo após a explicação, Lula insistiu que a educação deveria ser discutida de maneira mais ampla. Tralli, então, reforçou que a pergunta precisava respeitar o tema apresentado no telão e pediu que o candidato prosseguisse. Imagens: GloboNews/Globo View all 4,955 comments


Outra plataforma do setor, a Kalshi, atribuía 77,5% de probabilidade ao candidato do PL e 22,2% ao petista às 8h45, segundo a Exame. A vantagem nesses mercados contrasta com levantamentos de Datafolha e Quaest que apontaram empate técnico entre os concorrentes. 

O que os percentuais significam A Polymarket permite negociar contratos vinculados a acontecimentos futuros, como o vencedor de uma eleição. Os participantes compram e vendem posições, e os preços variam conforme a oferta e a demanda.


“Você vai ver o que é um governo acabar, sabe, com a polícia e deixar o território livre.”, disse Lula durante o debate da TV Globo.


Um contrato cotado a US$ 0,80 é interpretado como uma probabilidade implícita de aproximadamente 80% para aquele resultado. Se a hipótese se confirmar, o contrato vencedor paga US$ 1, mas caso contrário, perde seu valor.


Durante o debate presidencial na TV Globo, Flávio Bolsonaro reafirmou seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) e prometeu ampliar os investimentos na rede pública.

O candidato recordou o atendimento recebido por Jair Bolsonaro na Santa Casa de Juiz de Fora, após o atentado a faca sofrido em 2018, e destacou a importância do sistema público de saúde. 

“Foi o SUS que salvou o presidente Bolsonaro. E eu vou manter, sim, vou investir no SUS, sim.”


Flávio também criticou a demora no atendimento de pacientes com câncer. Segundo ele, a espera por uma cirurgia de câncer de tireoide ultrapassou 700 dias, situação que utilizou para questionar a capacidade de atendimento da rede pública. Entre seus compromissos, destacou a ampliação da estrutura do Instituto Nacional de Câncer (INCA), com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento e melhorar a assistência aos pacientes. 

O candidato mencionou ainda recursos destinados a equipamentos de preservação de rins para transplante, defendendo novos investimentos que possam ampliar as oportunidades de transplante para pacientes que aguardam na fila. Ao final do trecho, 

Flávio iniciou uma mensagem dirigida às Santas Casas de todo o Brasil, instituições que desempenham papel importante na assistência hospitalar pelo SUS. 

“Eu quero me comprometer com o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, que eu vou investir nas obras de ampliação do INCA para atender mais gente com mais qualidade.


Isso significa que a cotação de Flávio não corresponde a uma projeção de 80% dos votos. Ela expressa quanto os participantes estão dispostos a pagar por um contrato associado à sua vitória, independentemente da margem final nas urnas. 

As probabilidades oscilam durante as negociações e podem mudar com novas informações e movimentações dos usuários. O volume financeiro acumulado também não equivale ao número de apostadores, já que os contratos podem ser negociados repetidamente.

Durante o debate presidencial na TV Globo, Flávio Bolsonaro criticou a gestão dos recursos públicos, a burocracia e os impostos, além de questionar o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Bolsonaro também questionou Lula sobre a posição do PT na votação da Constituição de 1988, que estabeleceu as bases do sistema público de saúd

“Ô Lula, se você votou contra a Constituição de 88, que estava lá prevista a criação do SUS, por que é que você votou contra a Constituição de 88?” 

A declaração reuniu críticas à gestão da saúde pública e um questionamento histórico sobre a atuação de Lula durante a Assembleia Constituinte. Imagens: GloboNews/Globo View all 303 comments


Sarah Peres - Revista Oeste

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Endereço de Lulinha em SP é apartamento avaliado em R$15 milhões em nome de suposto ‘laranja’

Imóvel em nome de Jonas Suassuna suspeito de ser "laranja" no sítio de Atibaia investigado na Lava Jato


Aspecto do apartamento de luxo atribuído a Lulinha em São Paulo - Foto: divulgação.


Em procuração apresentada no processo de abertura de sigilos fiscais e bancários, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, informou como endereço um imóvel na Avenida Juriti, na Vila Uberabinha (próximo ao Parque Ibirapuera), em São Paulo. O apartamento, localizado em região nobre da capital paulista, está formalmente registrado em nome de Jonas Leite Suassuna Filho. Imóveis semelhantes no mesmo edifício são anunciados por valores entre R$ 10 milhões e R$ 16 milhões, segundo consulta a anúncios de mercado.

A informação foi destacada pelo ex-coordenador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que ressaltou a ligação histórica entre Lulinha e Suassuna. Eles foram sócios na Gamecorp (e na BR4 Participações), empresa ligada a negócios de conteúdo e entretenimento que mantinha contratos com a Oi. 

Suassuna também figurava formalmente como um dos proprietários (ou “laranjas”) de parte do sítio de Atibaia, cujo dono real a Lava Jato demonstrou ser Lula (PT). Na época, a Polícia Federal e o Ministério Público apontaram indícios de que tanto o apartamento quanto o sítio teriam sido adquiridos ou reformados com recursos provenientes de propinas.


Investigações da Lava Jato registraram que o apartamento foi adquirido por Suassuna em 2009 por cerca de R$3 milhões e passou por reforma estimada em R$1,6 milhão. Lulinha passou a residir no local a partir de 2013, com alegação de pagamento de aluguel de R$15 mil mensais — valor abaixo do mercado, estimado em torno de R$40 mil por perícia da Receita Federal.

 Registros de quebra de sigilo da época indicaram que nem todos os aluguéis foram quitados no período analisado. Procuradores da força-tarefa chegaram a afirmar que havia indícios de que o imóvel teria sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia a Lulinha, de forma semelhante ao que ocorreu com o sítio de Atibaia.


A menção ao endereço ocorre no contexto da disputa eleitoral de 2026, em que Lula se comprometeu a apresentar documentos de sigilo (próprios e de pessoas próximas, incluindo Lulinha) em processo envolvendo também a campanha de Flávio Bolsonaro. 

Deltan Dallagnol, que integra a análise desses documentos pela campanha opositora, ressaltou que a informação surgiu antes da entrega completa dos papéis prometidos. A relação entre Lulinha e Suassuna já havia voltado a circular em reportagens recentes, incluindo transferências financeiras do filho do presidente ao empresário que somaram cerca de R$700 mil.


Em investigações anteriores, a família e os envolvidos sempre sustentaram que as relações seriam legítimas, enquanto as apurações da Lava Jato apontavam para esquemas de favorecimento.


Diário do Poder

'A morte do muito vivo', por Augusto Nunes

 Alckmin perdeu a aposta no fator biológico


Geraldo Alckmin discursa após a divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições, São Paulo, 4 de outubro de 2026 | Foto: Reuters/Marina Uezima/Brazil Photo Press


A trajetória do britânico Winston Churchill é uma montanharussa com escalas em velórios apressados e ressurreições consagradoras. Comandante da Marinha na Primeira Guerra Mundial, o desempenho pouco brilhante parecia ter bloqueado a ascensão política. Errado. Em maio de 1940, atormentado com os arrasadores avanços da Alemanha nazista no continente europeu, o Parlamento inglês enxergou em Churchill, então com 65 anos, o único de seus integrantes capaz de liderar a resistência aos exércitos inimigos e o triunfo sobre Adolf Hitler. Terminada a guerra, os eleitores negaram ao vencedor uma vaga no Parlamento — e, portanto, a permanência no cargo de primeiro-ministro.



 

Os ingleses não acham Churchill um primeiro-ministro suficientemente bom para tempos de paz, deduziram analistas apressados. Erraram outra vez. Em 1951, aos 76 anos, ele voltou à chefia do governo para colocar a casa em ordem e concluir a maratona de conversas a dois que ajudaram a fazer de Elizabeth II uma rainha exemplar. Como se não bastasse, o primeiro-ministro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1953. Tinha 80 anos quando decidiu encerrar a vida política. Parou porque quis. Parou quando quis. E ficou dez anos em sua casa de campo, entre seus quadros e livros, esperando em sossego a chamada para a Eternidade. Foi-se aos 90. Viverá para sempre na memória do mundo como o maior dos estadistas.


Winston Churchill foi primeiro-ministro do Reino Unido de 1940 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, e novamente de 1951 a 1955 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons


No País do Carnaval, não há lugar para um Churchill. Aqui vigora o mantra recitado por vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores, presidentes da República e síndicos de prédio, que sobe muitos decibéis quando convalescem da derrota recentíssima: “A morte política só vem com a morte física”. Ou nem com ela, prova a saga de Getúlio Vargas, que sobreviveu politicamente ao tiro no coração disparado em agosto de 1954. Pelo menos por mais dez anos, o presidente suicida continuou influenciando disputas eleitorais. 

Representados pelo candidato a vice-presidente João Goulart, os órfãos de Getúlio garantiram o triunfo de Juscelino Kubitschek em 1955 e, cinco anos mais tarde, ajudaram a eleger Jânio Quadros. Jânio pareceu ter optado pelo suicídio político em agosto de 1961, quando renunciou ao cargo que assumira sete meses antes. Em 1962, lá estava ele tentando instalar-se de novo no governo de São Paulo, e usá-lo como trampolim para outro salto em direção ao Palácio do Planalto. Derrotado, fingiu-se de aposentado até 1985, quando venceu o duelo pela prefeitura de São Paulo contra Fernando Henrique Cardoso. Mas Jânio não iria além dali. A vida política acabara. 

Reeleito senador em 1986, FHC estava ainda mais descrente em 1994: na melhor das hipóteses, conseguiria uma vaga na Câmara dos Deputados. Conformado, aceitou assumir o Ministério da Fazenda do governo Itamar Franco. O sucesso imediato do Plano Real, que domou a inflação selvagem, transformou FHC em candidato natural à Presidência. Um mês depois do início da campanha, já era franco favorito. Em outubro, goleou Lula já no primeiro turno. 

Repetiu a dose em 1998 e encerrou a vida de candidato. Vencido também por Fernando Collor em 1989, Lula resolveu transformar a candidatura à Presidência em profissão. Depois dos fiascos impostos por FHC, ganhou no segundo turno em 2002 e 2006, venceu em 2010 com o codinome Dilma Rousseff, que voltou a usar para se reeleger em 2014. Em 2022, conseguiu no segundo turno um terceiro mandato. 23/10/2026, 13:45 A morte do muito vivo - 


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso| Foto: Alessandro Carvalho/Flickr


Tenta agora o quarto. Ganhando ou perdendo, se estiver vivo será candidato a alguma coisa em 2030. Terá 85 anos (mas com tesão de 30, mentirá como sempre). Terá o apoio de várias relíquias recusadas neste 4 de outubro pelo Brasil decente. José Dirceu queria voltar à Câmara. Rui Falcão sonhava permanecer por lá. José de Abreu queria saber como é ser deputado. Renan Calheiros caiu do cavalo junto com o filho. Marina Silva e Simone Tebet foram aposentadas. Todos continuam circulando por aí. Mas são defuntos políticos. 

Geraldo Alckmin tinha 69 anos quando mandou às favas quatro mandatos de governador, milhões de eleitores paulistas, os parceiros de tantas campanhas, os incontáveis ataques a Lula e à roubalheira do PT, o terço de carola praticante, o partido que ajudara a fundar e a vergonha na cara, fora o resto — tudo para infiltrar-se na chapa do inimigo como candidato a vice-presidente. Apostava no fator biológico: é sete anos menos velho que Lula. (Em 2001, era vice de Mário Covas quando o governador morreu). Convertido em esquerdista, filiou-se ao PSB, aprendeu a cantar a Internacional Socialista, a gritar “Viva Lula!” com o entusiasmo de cantor à caça de patrocínio. Aos 73 anos, faz o possível para disfarçar a decadência política.

No início da campanha presidencial, foi escalado para melhorar o desempenho dos companheiros no Estado que governou. Ou pelo menos em Pindamonhangaba, onde nasceu e foi prefeito. No primeiro turno, Lula teve perto de 27 mil votos. Flávio Bolsonaro passou de 52 mil. Se conseguir a reeleição, o vice continuará duplamente atormentado pela desconfiança dos petistas, que não aceitam recém-chegados, e pelo desprezo do Brasil que pensa e presta. Neste segundo turno, aliás, de passagem por Pindamonhangaba, o governador Tarcísio de Freitas foi abordado por dois desconhecidos. “Somos parentes do Alckmin”, disse um deles. “Mas votamos no senhor e no Flávio”, esclareceu o outro. O vice de Lula é hoje um morto político porque se achava vivo demais.


Geraldo Alckmin e Lula da Silva, durante pronunciamento após o 1º turno das eleições, São Paulo – SP | Foto: Ricardo Stuckert


Augusto Nunes - Revista Oeste

Sócio de Willer Tomaz foi advogado de Lula e Haddad e ministro de Dilma até o impeachment

 

Eug´nio Arag≤ao, ex-ministro da Justiça e e sócio de Willer Tomaz.


Eugênio Aragão, o verdadeiro sócio de Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal, foi advogado de Fernando Haddad (PT) na campanha de 2018 e voltou a fazer o mesmo trabalho na campanha de Lula em 2022. Ele é conhecido em Brasília sobretudo pelo ativismo de esquerda. Atuou fortemente para impedir a primeira eleição de Jair Bolsonaro (PL), tendo sido derrotado, e depois contra a reeleição do ex-presidente. Petistas dizem terem sido dele as alegações mais “maldosas” contra adversários.

Prêmio petista

Com tamanha devoção ao PT, Aragão foi ministro da Justiça de Dilma, que o nomeou para reforçar sua defesa contra o impeachment.

Pouco tempo

Dilma Rousseff nomeou Eugênio Aragão ministro da Justiça em março de 2016, mas no mês de maio seguinte ambos ficaram desempregados.

Aposentadoria

Após sua saída do MJ, subprocurador Eugênio Aragão retomou a carreira no Ministério Público Federal até se aposentar no ano seguinte.

Já há 9 anos

Foi também no ano seguinte, 2017, que Eugênio Aragão se juntou a Willer Tomaz no escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados.


Diário do Poder