sexta-feira, 23 de outubro de 2026

DEU NA VEJA - Mensagens revelam presente de R$ 500 mil de Daniel Vorcaro para Lula

 Estratégia para fazer negócios com ajuda do Planalto incluiu dar ao presidente uma garrafa do uísque Macallan 1945, do ano de nascimento do petista 



RESPOSTA - O presidente: “Eu não sei se deu, mas se deu, já bebi”, disse ele, ao ser perguntado sobre o assunto (Ricardo Stuckert/Divulgação) 


Em 1981, a famosa marca escocesa de uísque The Macallan criou uma linha rara, com blends de 1948 e de 1961, para comemorar o casamento do príncipe Charles com Diana. As duas safras correspondiam aos anos de nascimento deles, evocando uma tradição da realeza. Um single malt dessa estirpe atravessa décadas envelhecendo em barris de carvalho. 

Daniel Vorcaro, um dos homens mais ricos do Brasil naqueles dias, ordenou a um de seus assistentes que iniciasse uma busca global por uma rara garrafa de Macallan 1945. O objetivo do banqueiro era presentear alguém muito importante. Ele não fez segredo sobre o destino da honraria, conforme mostram mensagens de seu celular, apreendido pela Polícia Federal: “Pode ver se Aurel consegue uma garrafa Macallan 1945 naquela loja Londres”, questionou Vorcaro. “Preciso dar pro Lula.” 

Diante da missão, o funcionário quis saber detalhes de como a operação seria feita, caso a garrafa fosse, de fato, encontrada. Vorcaro diz que pagaria uma pessoa exclusivamente para viajar ao Brasil com a encomenda. Cinco horas se passaram, naquele dia, até que o funcionário voltou a Vorcaro com a foto de uma garrafa do raro Macallan 1945 e um valor que assustaria qualquer amante de uísque fora do universo dos bilionários: “Dani, achamos esse por enquanto. 

Rótulo não está 100% qq acha? (sic) Está na casa dos €80k++. Estamos atrás de outros com rótulo mais inteiro. Te aviso em breve!”. Ao ver a imagem da garrafa, cujo preço naqueles dias era cerca de 500 000 reais, Vorcaro não vacilou: “Tá ótimo”. O funcionário então fechou a operação: “Virá de Dubai num voo amanhã! 

Chega aqui na quinta, ok?”. A história de que Vorcaro presenteou Lula com um uísque já era conhecida — o que não se sabia até agora era que o presente havia custado meio milhão de reais. 

Em setembro daquele ano, semanas antes dessa operação para encontrar o Macallan 1945 (mesmo ano de nascimento de Lula, que faz aniversário no próximo dia 27), Vorcaro recebeu um alerta do advogado Walfrido Warde, que defendia os interesses do banqueiro junto ao presidente e de seus ministros no Planalto. “Estive longamente com o presidente Lula ontem. Você vai gostar… Muito importante para você. Muito”, disse Warde. “Você falou de mim?”, quis saber Vorcaro. “Só Deus. Claro”, respondeu Warde. 







ENCOMENDA - As mensagens falando do pacote especial e da entrega do presente: “Ele agradeceu o whisky e mandou um abraço” (./.) 


Naqueles dias, Vorcaro lutava para capitalizar o Banco Master, já mergulhado numa série de investigações e suspeitas de fraudes, e recebia sinais de seu advogado de que Lula estava ao lado do Master. “Tudo acertado aqui. Preciso das informações. Urgente. Quando você pode encontrar o presidente? Tudo ajustado”, disse Warde a Vorcaro em 21 de novembro de 2024.



 OPERAÇÃO – O ex-banqueiro: encomenda internacional para agradar o petista (Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo/.) 


Enquanto buscava canal direto com Lula, Vorcaro contratou Guido Mantega, ex-ministro de governos petistas, para ser seu consultor, a peso de ouro: 1 milhão de reais por mês. E também diz ter aceitado, como revelou uma reportagem de VEJA, pagar propina ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e ao grupo político do então ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para captar até 10 bilhões de reais nos cofres de fundos de pensão das estatais. Parte do dinheiro repassado aos petistas teria chegado a Paulo Okamotto, no Instituto Lula, a pretexto de financiar um filme sobre o presidente. Essas informações foram apresentadas pelos advogados de Vorcaro para a PGR na proposta de delação, mas os procuradores rejeitaram incluir esse capítulo no acordo, mesmo diante da promessa de que seriam apresentadas provas. 


RELAÇÕES - Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência: peça importante no apoio político dos negócios do Master (Evaristo Sá/AFP) 


Diálogos que constam no celular de Vorcaro ajudam a corroborar a história das conexões entre o petismo e o banqueiro. Vorcaro acabou, de fato, sendo recebido por Lula numa reunião fora da agenda oficial, em 4 de dezembro de 2024. A agenda foi articulada com o então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, o Marcola. “Tua reunião será na quarta, às 11h, mas deixa o Guido te contar. Até lá, preciso alinhar com você tua fala”, disse Warde ao banqueiro em 29 de novembro de 2024. “Dica: abra o coração. Fale, ainda que elegantemente, mal do cara que quer te comprar. Fale exatamente o que você quer. É bala de prata. O presidente está um pouco impaciente hoje. Tem mais um detalhe que lhe dou por fone daqui a pouco. Sobre o futuro presidente da autarquia”, disse Warde em 4 de dezembro. “Sei que começou agora. Boa sorte”, seguiu Warde. 


Depois de preso, Vorcaro confidenciaria a interlocutores que, na reunião, Lula teria se comprometido a ajudar o Master (o presidente, por sua vez, disse em entrevistas que apenas garantiu ao banqueiro que o caso seria tratado de forma técnica). Nos dias que se seguiram a esse encontro de 2024, Vorcaro e Warde comentariam, otimistas, o resultado da reunião com Lula: “Parabéns. Soube que foi muito bom. Me dizem que vocês são muito extravagantes”, relatou Warde a Vorcaro, aos risos, encerrando: “Isso que ele não sabe das quengas”. O banqueiro responde: “Kkk… Falou de festa na Grécia. Nem dei ainda, po”. O advogado segue fazendo graça: “Ele quer participar…. Sem a Janja”, brincou. “Tem como vc me encontrar no Terminal 2 as 15:40 pra falarmos dentro do teu carro? Importante. Vou te dar o faeedback do homem”, propõe o advogado. Naquele fim de ano, acreditando no que ouvira de Lula, Vorcaro realizaria festas simultâneas em Angra dos Reis e Trancoso, com várias casas alugadas para receber muitos convidados. Ele não sabia, mas as baladas suntuosas seriam as últimas. Ao longo de 2025, ele veria todos os seus lobbies junto culminando em sua prisão, em 17 de novembro daquele ano, quando tentava deixar o país. 


ALIADOS - O advogado Warde (ao fundo) e Paulo Okamoto: pagamento “por fora” ao documentário de Oliver Stone (Arquivo Pessoal/.) 


No cárcere, com seu banco liquidado e sem os amigos que julgava ter, Vorcaro se percebeu traído e mergulhado nas consequências de uma das maiores fraudes financeiras da história do país. Acusado de diferentes crimes, já tentou negociar duas propostas de delação. A PGR e a Polícia Federal rejeitaram ambas, alegando omissões e falta de provas, mas o banqueiro segue batalhando por um acordo e dizendo-se vítima de um esquema político feito para ignorar suas confissões e proteger poderosos que se corromperam e desfrutaram os cofres do Banco Master. Vorcaro trabalha em novos anexos e promete “explodir a República”, caso seja ouvido. 


Já a garrafa de Macallan 1945 virou história e também um potencial problema para Lula. Dias depois da conversa no Planalto, Warde disse a Vorcaro que o presidente seguia encantado com o single malt: “Estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”. 


Para um presidente da República submetido a regras éticas da gestão federal, um presente de meio milhão de reais está muito distante dos limites estipulados na legislação que regulamenta temas como tráfico de influência e corrupção nas relações de agentes públicos e entes privados. No passado, Jair Bolsonaro já foi  alvo de uma devassa judicial por ter recebido joias do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. O uísque de Lula, que veio de Dubai, pode gerar novos debates sobre os limites dessa prática em relação ao chefe do Planalto. Lula, no entanto, correu para avisar, em uma entrevista recente, que o raro Macallan levado ao Planalto não existe mais: “Se me deu uísque, já bebi”. 


Em 1981, a famosa marca escocesa de uísque The Macallan criou uma linha rara, com blends de 1948 e de 1961, para comemorar o casamento do príncipe Charles com Diana. As duas safras correspondiam aos anos de nascimento deles, evocando uma tradição da realeza. Um single malt dessa estirpe atravessa décadas envelhecendo em barris de carvalho. Trata-se de um produto luxuoso que combina raridade, memória e prestígio. No início de 29 de outubro de 2024, Daniel Vorcaro, um dos homens mais ricos do Brasil naqueles dias, ordenou a um de seus assistentes que iniciasse uma busca global por uma rara garrafa de Macallan 1945. O objetivo do banqueiro era presentear alguém muito importante. Ele não fez segredo sobre o destino da honraria, conforme mostram mensagens de seu celular, apreendido pela Polícia Federal: “Pode ver se Aurel consegue uma garrafa Macallan 1945 naquela loja Londres”, questionou Vorcaro. “Preciso dar pro Lula.” Diante da missão, o funcionário quis saber detalhes de como a operação seria feita, caso a garrafa fosse, de fato, encontrada. Vorcaro diz que pagaria uma pessoa exclusivamente para viajar ao Brasil com a encomenda. Cinco horas se passaram, naquele dia, até que o funcionário voltou a Vorcaro com a foto de um não está 100% qq acha? (sic) Está na casa dos €80k++. Estamos atrás de outros com rótulo mais inteiro. Te aviso em breve!”. Ao ver a imagem da garrafa, cujo preço naqueles dias era cerca de 500 000 reais, Vorcaro não vacilou: “Tá ótimo”. O funcionário então fechou a operação: “Virá de Dubai num voo amanhã! Chega aqui na quinta, ok?”. A história de que Vorcaro presenteou Lula com um uísque já era conhecida — o que não se sabia até agora era que o presente havia custado meio milhão de reais. Em setembro daquele ano, semanas antes dessa operação para encontrar o Macallan 1945 (mesmo ano de nascimento de Lula, que faz aniversário no próximo dia 27), Vorcaro recebeu um alerta do advogado Walfrido Warde, que defendia os interesses do banqueiro junto ao presidente e de seus ministros no Planalto. “Estive longamente com o presidente Lula ontem. Você vai gostar… Muito importante para você. Muito”, disse Warde. “Você falou de mim?”, quis saber Vorcaro. “Só Deus. Claro”, respondeu Warde.

Robson Bonin - Veja

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Augusto Cury reforça apoio e pede votos para Flávio

3º colocado na disputa presidencial critica o ex-presidiário Lula



Augusto Cury é escritor filiado ao partido Avante | Foto: Reprodução/Facebook/@augustocury.autor


O senador Flávio Bolsonaro compartilhou nesta quarta-feira, 21, um novo vídeo de apoio do escritor Augusto Cury, terceiro colocado nas eleições deste ano. Na gravação, Cury pediu votos ao candidato no segundo turno, marcado para domingo, 25, e criticou a possibilidade de um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Sou contra radicalmente a reeleição, pois ela namora com a perpetuação do poder e com o personalismo”, afirmou. O escritor também associou a reeleição ao surgimento do peronismo na Argentina e do chavismo na Venezuela.

Cury criticou ainda a política econômica do governo Lula. Segundo ele, o modelo adotado pelo presidente “asfixiou a economia do Brasil”. O escritor citou o endividamento das famílias brasileiras, que chegou a 82% em agosto. “O dinheiro não garante a felicidade, mas a falta de dinheiro garante a ansiedade”, declarou. “Os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.”

Ao explicar seu apoio a Flávio, Cury destacou que recebeu compromissos sobre medidas que considera prioritárias. “Estou apoiando o Flávio nesse segundo turno não como um cheque em branco”, disse. 

“Ele olhou nos meus olhos, foi humilde, reconheceu que é imperfeito e que vai lutar pelo fim da reeleição e também por juros muito mais baixos, chamando grandes especialistas.” 

O escritor também defendeu a proteção das mulheres e o aumento da produção de alimentos. Ao encerrar o vídeo, incentivou os eleitores a considerar o voto em Flávio e a cobrar o cumprimento das propostas. 

Cury já havia anunciado apoio ao senador em 8 de outubro, depois de disputar o primeiro turno da eleição presidencial, no qual recebeu 3,4 milhões de votos. 


Flávio recebe apoios 

Flávio também compartilhou nos stories do Instagram vídeos de apoio dos ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Junior (PSD), do Paraná. 

Zema incentivou os eleitores a buscar novos votos para o candidato. “Cada voto importa”, afirmou. “Fala aí com todos, ganha aí mais um voto. Nesse domingo é Flávio, é 22.” O mineiro já havia declarado apoio ao senador depois do primeiro turno, no qual terminou em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos.

Ratinho Junior dirigiu-se aos eleitores indecisos e criticou a continuidade do mesmo grupo político no governo federal. “Não é possível a gente ter um resultado diferente tendo as mesmas atitudes”, afirmou. 

“O Brasil já está há 20 anos com o mesmo grupo político fazendo o mesmo tipo de política.” O governador defendeu propostas de modernização da educação, incluindo o ensino de robótica e educação financeira nas escolas. Também mencionou melhorias na infraestrutura, geração de empregos, instalação de novas indústrias e redução do custo dos alimentos. 

“É só dessa forma, é tendo uma atitude diferente para mudar o Brasil”, declarou o governador, que encerrou o vídeo com um pedido de votos a Flávio no segundo turno. Ratinho Junior já havia anunciado apoio ao senador em 10 de outubro.


Mateus Conte -Revista Oeste

Flávio desafia o ex-presidiário a abrir o sigilo dos gastos de Janja e as contas do Instituto Lula e de Marcola

Senador Flávio Bolsonaro exige acesso a dados do Instituto Lula e do cartão corporativo de Janja, além da abertura dos sigilos de ex-assessor citado nas declarações


ré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Divulgação /-Charles Vieira


O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21), durante agenda em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que aceita abrir seus sigilos telefônico e bancário, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cumpra condições adicionais.

Flávio exigiu a divulgação dos dados do Instituto Lula, dos gastos do cartão corporativo utilizado pela primeira-dama, Janja da Silva, e a abertura dos sigilos de um ex-assessor da Presidência que mencionou em suas declarações.

“Eu abro meu sigilo do telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, afirmou o senador, ao questionar a relação do ex-assessor com o entorno de Lula.

Na terça-feira (20), Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares, caso Flávio Bolsonaro adote a mesma medida.

A proposta do presidente inclui Janja e seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva. O documento prevê a divulgação dos dados referentes aos últimos oito anos à população.



Lucas Soares - Diário do Poder

Flávio abre 6 pontos de vantagem segundo pesquisa Gerp, que acertou no 1º turno

 Pesquisa aponta 53% para Flávio e 47% para Lula nos votos válidos


O candidato Flavio Bolsonaro (PL) em campanha - Foto: Charles Vieira.


O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 47% de Lula (PT), segundo pesquisa da Gerp Mercadologia divulgada nesta quarta-feira (21). A diferença de 6 pontos percentuais é considerada estatisticamente significativa. O instituto Gerp foi um dos poucos que apontaram a vitória de Flávio em primeiro turo, com números que praticamente se confirmaram: 46% a 44% para o petista. Todos os demais institutos previam vitória de Lula na votação de 4 de outubro.

Os votos válidos excluem respostas de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos ou que não souberam responder.

Em relação ao levantamento anterior da Gerp, divulgado em 16 de outubro, Flávio subiu 1 ponto percentual (de 52% para 53%), enquanto Lula caiu 1 ponto (de 48% para 47%). As variações estão dentro da margem de erro.

Intenção de voto estimulada (todos os entrevistados)

  • Flávio Bolsonaro (PL): 50%
  • Lula (PT): 45%
  • Nenhum dos candidatos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

(A soma chega a 99% por causa de arredondamentos.

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores por telefone em todo o Brasil, entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03835/2026 e teve custo de R$ 15 mil, pago com recursos próprios do instituto.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Outras fontes que repercutiram a mesma pesquisa apontam rejeição de 49% a Lula e 46% a Flávio no cenário de segundo turno.

Diário do Poder

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Lulinha aparece em novas fotos com lobista em jatinho de R$100 milhões

 Revista mostra filho de Lula e Roberta Luchsinger em aeronave Embraer Praetor 600 em passeio para a Finlândia


Lulinha com a amiga lobista Roberta Luchsinger em jatinho que o levou à Filândia em 2025 (Foto: Reprodução/Veja)

Reportagem da revista Veja publicada nesta quarta-feira (21) expôs novas imagens de passeios luxuosos do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em viagem à Finlândia, no ano passado, ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Entre as fotos estão a que expõe o filho do candidato à reeleição em um luxuoso jatinho Embraer Praetor 600, que sai da fábrica com valor estimado em mais de 20 milhões de dólares (equivalentes a R$100,6 milhões).

Segundo a lobista que tem revelado suspeitas de tráfico de influência nas relações de Lulinha com contratos do governo petista, a viagem foi realizada em janeiro de 2025 com acompanhar a aurora boreal no território próximo ao Circulo Polar Ártico.

Lulinha em um de seus passeios com a lobista Roberta Luchsinger, na Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja)

Com base no relato de Luchsinger, a Veja narra que o filho do presidente e sua família viajaram por quatro continentes em voos fretados ou emprestados por amigos, nos últimos quatro anos. A lobista investigada pela Polícia Federal afirma que passeios de Lulinha recebiam apoio logístico de embaixadas nos países onde o herdeiro de Lula frequentava os melhores restaurantes.

A lobista lembra que Lulinha celebrou seu aniversário com sua esposa em um camarote do Rock in Rio Lisboa, presenteado por um empresário. Além de citar que um empresário bancou outro passeio do filho do presidente a uma das sete maravilhas do mundo, a Grande Muralha da China, diante da qual Lulinha e sua família almoçaram.

“Se a vida está boa, quem vai questionar? Ninguém questiona. Aliás, o pai não questiona. O pai era o primeiro que deveria questionar. Para efeito de raciocínio, se minha filha, por exemplo, amanhã aparece aqui com qualquer coisa diferente, eu perguntaria: ‘de onde veio isso?'”, questiona Roberta Lucsinger, ao sugerir que o presidente Lula deveria saber que seu filho não teria lastro financeiro ou intelectual para obter recursos para aquela rotina de vida.

Lulinha com lobista Roberta Luchsinger, diante do jatinho que o levou à Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja)


Em outras imagens expostas pela revista Veja, originadas na nuvem do celular da lobista, Lulinha aparece com o empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, que tinha único contrato de R$ 197 mil para o setor de eventos do governo federal, antes da posse de Lula, e conquistou 13 novos contratos, nos últimos três anos. A empresa passou a faturar R$ 63 milhões, sob Lula, 323 vezes maior que a realidade no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Lulinha em festa com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Marcelo Checon. (Foto: Reprodução/Veja)

Segundo a reportagem, Lulinha se tornou amigo de Checon por meio de Fernando Bittar, sócio do filho de Lula em empresa de games que é investigada por suspeita de tráfico de influência no primeiro mandato petista. Em diálogo interceptado entre a lobista e um empresário, que teria pagamento pendente, Luchsinger reclama que Lulinha teria mania de pedir passagens a todo mundo.

“Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio”, diz a lobista, que confirmou à Veja: “Reclamei mesmo dos pedidos de passagem. Está lá nas mensagens. Passagem, passagem, passagem… É caro. O Fábio tem mania de pedir passagem para todo mundo”.

Ontem, a Polícia Federal pediu prorrogação do prazo do inquérito que investiga Lulinha, por tráfico de influência e corrupção. E sua defesa alega que investigadores estariam interessados em fazer “pesca probatória” com motivação política, por não terem encontrado elementos que justificassem a continuidade da investigação.



Davi Soares - Diário do Poder

Polícia Federal cancela depoimento de Zettel 'por problemas de internet'

 Cunhado de Vorcaro seria ouvido nesta quarta-feira, 21, por videoconferência



Fabiano Campos Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Instagram/@fabiano.zettel


A Polícia Federal (PF) cancelou o depoimento do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que estava previsto para esta quarta-feira, 21.

Os delegados responsáveis pelo interrogatório alegaram problemas na conexão de internet da Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, onde o empresário está preso preventivamente.

Zettel seria ouvido por videoconferência, às 14h, pelos investigadores responsáveis pelas apurações relacionadas ao escândalo do Banco Master. O empresário está preso desde março de 2026 e é apontado pela PF como um dos operadores financeiros ligados a Vorcaro. 

A realização do depoimento havia sido comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em 15 de outubro, a direção da Penitenciária II de Potim encaminhou um ofício informando o recebimento da solicitação da PF. O pedido partiu da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da Polícia Federal, por determinação do delegado Diego Bruno Dias do Nascimento. O procedimento dependia de autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. 

A intimação previa que, por envolver um investigado preso, o depoimento não poderia ser remarcado, salvo em situações excepcionais devidamente comprovadas. Até o momento, não há confirmação de uma nova data para o interrogatório


Falha de internet também adiou depoimento de Vorcaro 

Em 27 de agosto, o depoimento de Vorcaro também precisou ser adiado depois que problemas na conexão de internet prejudicaram a transmissão por videoconferência no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. 

Na ocasião, a defesa do ex-banqueiro afirmou que Vorcaro estava à disposição dos investigadores, mas que a instabilidade da conexão havia impedido a realização do procedimento. O depoimento acabou sendo remarcado. 

O papel de Zettel na investigação Zettel aparece nas investigações da PF como um dos principais responsáveis pela movimentação de recursos financeiros ligados ao exdono do Master.

 Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de R$ 99,2 milhões em contas vinculadas a Zettel de junho de 2021 a janeiro de 2022. Foram R$ 49,9 milhões em créditos e R$ 49,3 milhões em débitos. 

O volume movimentado chamou a atenção dos órgãos de controle pela incompatibilidade com a renda mensal declarada pelo empresário, de R$ 66 mil. Os investigadores também examinam a participação de Zettel em negociações envolvendo pessoas que ocupavam posições estratégicas no sistema financeiro.

Uma delas diz respeito a um imóvel rural avaliado em R$ 4,8 milhões, pertencente a Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central, e a seu irmão, Luis Roberto. Documentos divulgados pelo STF em setembro mostram que Vorcaro participou das tratativas e que Zettel encaminhou a minuta do contrato. 

A operação passou a ser examinada pela PF como parte das suspeitas sobre as relações mantidas pelo banqueiro com integrantes da autoridade monetária.

Outro documento encontrado no celular de Zettel também chamou a atenção dos investigadores. Trata-se de uma planilha com uma relação de pagamentos pendentes, incluindo uma referência a R$ 1 milhão destinado ao empresário Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, do STF. Feitosa teria intermediado um contato entre Vorcaro e o magistrado. 

Zettel também é investigado por possível participação em um grupo de WhatsApp suspeito de organizar ações de vigilância e intimidação contra pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. 

Preso preventivamente desde março, Zettel tenta obter a liberdade por meio de recursos apresentados ao STF. Em 19 de outubro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a revogação das prisões de investigados ligados ao Master, incluindo o empresário. 


Edilson Salgueiro - Revista Oeste

Vantagem de Flávio em pesquisas impulsiona Ibovespa ao 2º maior fechamento da história

 Principal índice da Bolsa sobe 1,57% e alcança 208,3 mil pontos; dólar recua para R$ 5,01


Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) - Foto: Divulgação/B3 


O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou esta terça-feira, 20, em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos, o segundo maior fechamento de sua história. Enquanto isso, o dólar comercial recuou 0,58%, cotado a R$ 5,01. O desempenho ocorre a cinco dias do segundo turno da eleição presidencial.

O recorde histórico ocorreu em 9 de outubro, quando o Ibovespa fechou aos 209.066,90 pontos, depois de uma semana de valorização de 8,82%, a maior desde março de 2020. Na ocasião, o mercado também repercutia o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e pesquisas que mostravam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Flávio e Lula durante debate promovido pela TV Bandeirantes — São Paulo (SP), 18/10/2026 -  Foto: J

Pesquisas eleitorais influenciam o Ibovespa 

A valorização da B3 ocorreu em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que mostram Flávio à frente de Lula. Os dois candidatos disputam o segundo turno no próximo domingo, 25. 

Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terçafeira, Flávio registra 52% das intenções, contra 48% de Lula, considerando apenas os votos válidos. Já a pesquisa Alfa Inteligência aponta 51,5% para o senador e 48,5% para o presidente. Outro fator acompanhado pelo mercado é a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. 

Em outubro, até o dia 16, a B3 acumulava saldo positivo de R$ 21 bilhões em investimentos externos. O saldo representa a diferença entre o volume de ações compradas e vendidas por investidores estrangeiros

Mateus Conte - Revista Oeste