terça-feira, 28 de abril de 2026

PF diz que abordou morador para impedir ‘crime contra a honra’ de Lula. Honra de Lula? Fala sério!

 Órgão afirma que cumpriu ação de segurança voltada ‘à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos’




A Polícia Federal (PF) afirmou nesta terça-feira, 28, que a abordagem a um morador de Presidente Prudente (SP) teve como objetivo apurar eventual “crime contra a honra”. O episódio ocorreu neste domingo, 26, depois que o homem exibiu, na janela do próprio apartamento, uma faixa com a palavra “ladrão” nas proximidades de um evento que teria a participação do presidente Lula da Silva nesta segunda-feira, 27. 

Em nota, a PF declarou que “realiza, de forma rotineira, ações de segurança voltadas à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos”. Lula, que está em recuperação depois de cirurgia para retirada de uma lesão de câncer de pele, não compareceu à cidade. 

PF para morador, sobre problema: “Já vai dar” Vídeo que circula nas redes sociais mostra o diálogo entre o morador — chamado de “Marcelo” — e os agentes. Em determinado momento, um policial afirma que a faixa “faz referência ao presidente” e que PF diz que abordou morador para impedir ‘crime contra a honra’ https://revistaoeste.com/politica/pf-diz-que-abordou-morador-para-impedir-crime-contra-a-honra-de-lula/ 2/10 seria “considerada ofensiva”, e pede que a opinião fosse manifestada de outra forma. 

Quando o homem diz que retiraria o material “se der algum problema”, o agente responde que “já vai dar” e que a equipe havia ido ao local justamente por esse motivo. Na gravação (íntegra abaixo), um dos policiais afirma que, com a chegada de superiores no dia do evento, a situação poderia ser tratada “com mais rigor”, pois o morador já teria sido alertado.


Space Liberdade - Homem é interrogado pela PF por ter uma faixa escrito “ladrão” na janela de seu apartamento, em prédio próximo a evento que receberia o Lula Os agentes disseram que os superiores poderiam impor a retirada da faixa, mesmo sem ter o nome do Lula nela.


Eles não vão considerar isso como opinião”, diz um agente. Ao defender que se tratava de manifestação pessoal, o morador ouve que “liberdade de expressão vai até onde você não fere a liberdade do SPACE LIBERDADE @NewsLiberdade · Os agentes disseram que os superiores poderiam impor a retirada da faixa, mesmo sem ter o nome do Lula nela.  PF diz que abordou morador para impedir ‘crime contra a honra’ https://revistaoeste.com/politica/pf-diz-que-abordou-morador-para-impedir-crime-contra-a-honra-de-lula/ 3/10 outro”. O homem argumenta ainda que a faixa não citava nominalmente nenhuma autoridade e que estava instalada dentro de propriedade privada. 


Segundo ele, a manifestação não tinha vínculo partidário. Acrescentou ainda, em tom de pergunta, o que ocorreria se escrevesse “ladrão” numa faixa com a cores do Brasil. A PF acrescentou que realizou “diligências iniciais e orientações no local” diante de dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra.


Leia íntegra da nota oficial da PF - “A Polícia Federal informa que realiza, de forma rotineira, ações de segurança voltadas à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos. No caso mencionado, foram realizadas diligências iniciais e orientações no local, em razão da presença de faixas com dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra, nos termos da legislação vigente. Esclarece-se que os procedimentos e práticas relacionados à proteção de autoridades não são detalhados publicamente, em razão da natureza das atividades. Informações como estratégias de atuação, protocolos operacionais e demais aspectos sensíveis são resguardados, tendo em vista que sua divulgação pode comprometer a segurança das pessoas protegidas e a efetivida das ações

Fábio Bouéry - Revista Oeste

Recuo atinge um dos dois agentes alvos do ato de reciprocidade exagerado e considerado abusivo



Ex-presidiário Lula mandou diretor da PF Andrei Rodrigues retaliar agentes dos EUA. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR)


A Polícia Federal devolveu, nesta segunda-feira (28), as credenciais tomadas de um dos dois agentes federais dos Estados Unidos que foram alvos de retaliação determinada pelo presidente Lula (PT) sob alarde e alegação de “reciprocidade e defesa de soberania”. O ato foi considerado exagerado e equivocado, após o governo de Donald Trump expulsar o delegado da PF, Marcelo Ivo, acusado de atuar em campo de forma ilegal nos EUA, para espionar e prender o ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), foragido desde sua condenação por crimes na “trama golpista”.

A retaliação foi evitada pela PF porque o Itamaraty já havia mandado expulsar do Brasil outro agente americano Michael William Myers, do Serviço de Imigração (ICE), que sem demora deixou o território brasileiro na quinta-feira (23). A medida nada tem de reciprocidade porque “puniu” o funcionário americano que, ao contrário do delegado brasileiro, não é acusado de fazer qualquer coisa errada. A medida do Brasil é classificada na diplomacia como Retaliação.

Com isso, a PF considerou que um segundo agente americano não poderia ser punido como forma de reciprocidade efetiva, porque haveria exagero e desproporcionalidade, já que apenas um brasileiro, o delegado Marcelo Ivo, havia sido punido pelo governo de Trump.

Diário do Poder enviou às assessorias de imprensa do Itamaraty e da PF os seguintes questionamentos: “O que motivou a nova decisão? O Itamaraty foi consultado? Qual o posicionamento a respeito desta sequência de decisões envolvendo reciprocidade após a expulsão de um policial federal brasileiro pelo governo estadunidense?”. E publicará eventuais respostas, não enviadas até a última atualização desta matéria.

Ao anunciar cumprir a ordem de Lula contra o agente americano do ICE, na semana passada, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse ter cumprido determinação “com pesar” e  “pelo princípio da reciprocidade”. E negou que o delegado brasileiro Marcelo Ivo tenha sido expulso pelos EUA. Bem como negou que iria expulsar o agente do qual cassou credenciais.

“Ele [o delegado brasileiro] voltou por determinação minha, em razão desse episódio, para que nós consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE, seja onde for. […]Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém. Não é nosso papel”, disse o chefe da PF, no último dia 22.

Advogado Jeffrey Chiquini. Foto: Gustavo Moreno/STF

‘PF deu as costas para decisão do Lula’

Ainda assim, o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do ex-assessor presidencial Filipe Martins, afirma que a desproporcionalidade permanece, porque Marcelo Ivo foi punido por atuar fora do que determina o acordo de cooperação internacional, ao atuar como detetive na caça de Ramagem, o que pode ser considerado crime de perseguição e espionagem.

“Na visão do governo americano, como delegado não tinha autorização legal nem judicial para atuar em campo, ele cometeu crime de espionagem contra Ramagem. Então, o delegado violou um acordo de cooperação. Por isso que ele foi expulso”, disse Chiquini.

O advogado ressalta que revidar a medida legal dos Estados Unidos foi ato de vingança e de insegurança jurídica. “Se esse agente americano nada de errado fez no Brasil, não descumpriu acordo e é punido dessa forma, isso inviabiliza esse acordo com os Estados Unidos. Não tem como combater narcotráfico nem proteger nossas fronteiras, nem fazer segurança pública neste País, rompendo com os Estados Unidos. [Lula] teve que colocar o rabinho entre as pernas e voltar atrás”, concluiu o advogado que atuou no mesmo processo em que o ex-deputado Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão como réu na “trama golpista”.

Com Diário do Poder

'O déficit como método e a desordem como política', por Antonio Vladika

 

O dado mais revelador do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) do governo Lula sobre 2027 talvez não seja o montante do déficit das estatais, mas a serenidade com que ele é admitido. O governo projeta resultado negativo de R$ 7,5 bilhões em 2027, seguido de novos déficits de R$ 6,1 bilhões em 2028, R$ 5 bilhões em 2029 e R$ 5,7 bilhões em 2030. O próprio Anexo de Riscos Fiscais reconhece que 2027 é o pior ponto da série, admite risco possível de descumprimento da meta nos anos mais próximos e ainda ressalva que certas despesas podem ser retiradas do cálculo, inclusive até R$ 5 bilhões do Novo PAC e até R$ 10 bilhões de empresas com plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado. Em outras palavras, não se trata de um acidente, mas de uma perda prevista, tolerada e cercada de cláusulas de alívio.

Aqui vale a crítica austríaca, para iluminar o obscurantismo orçamentário petista. Para Mises, a economia de mercado é um sistema de coordenação social no qual lucros e prejuízos cumprem uma função cognitiva. Eles informam se os recursos foram empregados de acordo com as preferências reais dos indivíduos. Quando essa disciplina é enfraquecida, o problema não é apenas financeiro, acaba por ser epistemológico. Em Ação Humana, Mises sustenta que o cálculo monetário só faz sentido quando opera do ponto de vista de indivíduos que compram, vendem, arriscam e respondem às consequências de suas escolhas. O lucro e a perda tornam “legível” o sucesso e o fracasso. Quando uma organização permanece de pé apesar de déficits recorrentes, amparada por exceções normativas e tolerância política, ela já não está sujeita ao mesmo processo de descoberta que corrige os erros no mercado.

Huerta de Soto desenvolve essa mesma intuição de forma ainda mais firme. O cálculo econômico, diz ele, é sempre estimativo, monetário e empresarial. Só existe porque a ação humana, em ambiente de propriedade e troca, produz continuamente a informação necessária para comparar cursos alternativos de ação. Portanto, apesar de suas imperfeições, o cálculo econômico é o único guia disponível para descobrir desajustes e coordená-los socialmente. Quando o estado preserva empresas que não passam integralmente pelo teste da perda, o que se bloqueia não é apenas a punição de maus gestores, mas sim o próprio mecanismo pelo qual a sociedade aprende onde o capital está sendo mal empregado. A estatal deficitária não é apenas uma empresa ruim. Ela é um ponto de opacidade econômica.

A tradição austríaca nunca viu o intervencionismo como uma terceira via estável. Mises o descreve como uma cadeia de interferências que, ao corrigirem artificialmente um efeito, criam condições para novos distúrbios. O PLDO de 2027 encaixa-se perfeitamente nessa lógica. Há uma meta de superávit primário para o governo central, mas há também um déficit explicitamente autorizado para o Programa de Dispêndios Globais das estatais. Há uma aparência de disciplina, mas ela convive com zonas de exceção. Há um discurso de responsabilidade, mas ele já pressupõe mecanismos de amortecimento para o descumprimento. O texto não exprime uma decisão de submeter o setor público à lógica severa da escassez. Manifesta, antes, a intenção de administrar politicamente a aparência do desequilíbrio.

Böhm-Bawerk ajuda a compreender por que isso é mais grave do que parece. Sua teoria do capital ensina que o tempo não é um detalhe da economia, mas sua própria nervura. Uma sociedade que consome hoje o que deveria servir à estrutura produtiva de amanhã corrói o próprio fundo de capital sobre o qual repousa sua prosperidade futura. Quando o setor público mantém ativos empresariais sob seu comando, tolerando perdas reiteradas e prometendo reequilíbrios futuros, o risco não é apenas a perda corrente. É a transformação de capital em instrumento de conveniência política presente. O dado de que o fluxo estimado de dividendos e juros sobre capital próprio cai de R$ 54,6 bilhões para R$ 33,5 bilhões torna esse ponto ainda mais evidente. O estado conserva o controle, mas espera menos retorno. O capital permanece politicamente capturado, enquanto sua capacidade de sustentar o próprio edifício fiscal enfraquece. Isso se parece menos com investimento racional e mais com consumo administrativo de riqueza acumulada.

Vale ressaltar que a descoordenação fiscal raramente permanece fiscal. Quando o poder político se habitua a viver acima da disciplina econômica, a tentação seguinte é sempre a monetização indireta, a expansão de crédito, a complacência inflacionária ou a socialização mais difusa do custo. Mises advertia que o funcionamento do cálculo econômico exige justamente impedir que o governo sabote o sistema monetário e estimule a expansão de crédito. Huerta de Soto mostra que a expansão artificial do crédito gera maus investimentos, e que a crise posterior não destrói riqueza do nada; apenas revela, tardiamente, a má alocação que já havia ocorrido antes. Hayek, no mesmo espírito, insiste que tentar evitar o reajuste por meio de novos estímulos apenas prolonga e agrava a dor. O déficit das estatais, assim, não precisa ser coberto apenas com aportes explícitos para produzir dano. Basta que contribua para o ambiente geral em que o estado se sente autorizado a empurrar a conta para o futuro.

Há ainda uma dimensão política que Hoppe e a tradição austríaca tardia ajudam a tornar nítida. Quando o poder público opera com alta preferência temporal, ele prefere preservar posições presentes mesmo à custa da estrutura produtiva futura. O setor estatal passa então a funcionar como uma grande máquina de postergação. A perda de hoje é tratada como custo administrável. A promessa de amanhã torna-se a justificativa para a exceção de hoje. É por isso que a linguagem do “reequilíbrio” deve ser lida com cautela. Em tese, ela pode designar correção séria. Na prática, muitas vezes serve para suspender o juízo econômico normal e substituí-lo por uma esperança política cronicamente renovada. A empresa permanece, o problema continua e o contribuinte herda o intervalo entre a realidade e a retórica.

As previsões decorrentes desse quadro são pessimistas, mas nada misteriosas. A primeira é o aumento da dependência de exceções contábeis e normativas. Quando a perda se torna estrutural, o impulso do poder não é extingui-la, mas reinterpretá-la. A segunda é a retenção improdutiva de capital em usos politicamente preservados. Recursos que poderiam ser realocados por critérios de rentabilidade e utilidade permanecem imobilizados em estruturas cujo fracasso não produz liquidação proporcional. A terceira é a crescente distância entre a linguagem da responsabilidade fiscal e a realidade da administração econômica. O governo pode manter uma arquitetura verbal de superávit, metas e compatibilização, mas se as empresas que controla seguem operando com perdas recorrentes, a substância já se afastou da forma. O PLDO, nesse ponto, é quase uma metáfora involuntária do Brasil contemporâneo: muita engenharia normativa para conter um problema que a própria estrutura política se recusa a enfrentar em sua raiz.



Antonio Vladika - Mises Brasil

‘Faxina’ afasta 8 ministros do Supremo da Venezuela que perseguiam a oposição

 Destituição foi articulada pelo representante de Trump em Caracas


Maikel Moreno, destituído do Tribunal Supremo, foi um dos símbolos de uma era de perseguições a opositores da tirania e da blindagem do ditador da Venezuela.



A “faxina” promovida no regime ditatorial da Venezuela pelo governo Donald Trump promoveu uma das mudanças mais significativas na transformação do regime em uma democracia, com a destituição de oito ministros do Tribunal Supremo de Justiça, todos envolvidos em decisões cruéis, de condenações e perseguiçao a oposidores do chavismo.

Foram substituídos os agora ex-ministros Maikel Moreno, Elsa Gómez, Edgar Gavidia, Carmen Alves, Henry Timaure, Malaquías Gil, Juan Carlos Hidalgo Pandares e Luis Damiani Bustillos.

Essa nova fase da Venezuela ocorre após a queda e prisão do tirano Nicolás Maduro, que aguarda julgamento em uma penitenciária de Nova York. Desde então, cúmplices da ditadura em diversas instâncias têm sido afastados para responderem pelos seus crimes. Agora chegou a vez desses integrantes do equivalente na Venezuela ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.

Homem de confiança de Trump na Venezuela, John Barrett é quem conduz as providências que reorganizam o país.

O principal símbolo do mando da ditadura no Tribunal Supremo de Justiça foi seu presidente: Maikel Moreno. Ele liderou iniciativas para blindar a ditadura dos crimes que cometia, incluindo prisões ilegais, tortura e assassinato, para além de censura à imprensa e perseguição de opositores.

Diário do Poder

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Agentes da Gestapo tupiniquim, leia-se PF, pedem para cidadão retirar faixa de 'ladrão' em cidade que ia receber Lula

 Vídeo que circula nas redes sociais mostra a interação do morador com os agentes; eles mencionam que superiores poderiam 'impor' a retirada do material




Um morador de Presidente Prudente (SP) foi abordado por agentes da Polícia Federal (PF) para retirar uma faixa com a palavra “ladrão” exibida na janela de seu apartamento, na cidade que receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 27. Fontes ouvidas pela equipe de Oeste confirmaram que os agentes envolvidos pertencem à corporação. 

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a interação do morador com os agentes da PF. Nas imagens, eles mencionam que superiores poderiam “impor” a retirada do material. 


Sam Pacher - Um morador de Presidente Prudente foi abordado por agentes da PF por exibir uma faixa com a palavra “ladrão” na sua própria janela, em um prédio proximo a um evento que receberia o presidente Lula. Policiais chegam a dizer que superiores iriam “impôr” a retirada da faixa que Mostrar mais 


Segundo o relato, a faixa não citava diretamente o nome de Lula. Outras faixas, que se encontram no mesmo condomínio, também mostram frases de apoio ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP).


Adolfo Padilha - O vídeo dura 3 minutos mas vale a pena porque se nada fizermos estaremos cada vez mais presos e calados. A indignação pode durar uma vida inteira — principalmente quando nada é feito. E amanhã pode ser com você. Em Presidente Prudente, moradores são intimados a retirar faixas de protesto contra o governo. No maior estado do país, a pergunta fica: até onde vai o direito de se manifestar, e o silêncio daqueles que tinham que colocar a cara a tapa ? Se vc concordar compartilhe. Ok ! View all 135 comments Add a comment... View more on Instagram 🟡🟢 Faça parte desse Brasil 🟢🟡 Clique aqui para falar com a nossa equipe e ganhe um presente exclusivo! 


O vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini estiveram na cidade do interior paulista para inaugurações e entregas nas áreas de saúde e educação. 

Lula, que se recupera de cirurgia para retirada de câncer de pele, não viajou para Presidente Prudente.

 Reações de políticos diante da postura de agentes da PF Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a ação dos agentes da PF. Ele destacou o fato de a faixa com “ladrão” não fazer referência direta ao petista. 


Nicholas Ferreira - A faixa não tava nem o nome do Lula… a carapuça serviu? SPACE LIBERDADE @NewsLiberdade Homem é interrogado pela PF por ter uma faixa escrito “ladrão” na janela de seu apartamento, em prédio próximo a evento que receberia o Lula Os agentes disseram que os superiores poderiam impor a retirada da faixa, mesmo sem ter o nome do Lula nela. 


O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), classificou o episódio como “absurdo”. Em publicação, afirmou que a faixa estava na propriedade do morador e indagou a atuação dos agentes. Nikolas Ferreira @nikolas_dm · Seguir A faixa não tava nem o nome do Lula… a carapuça serviu? SPACE LIBERDADE @NewsLiberdade Homem é interrogado pela PF por ter uma faixa escrito “ladrão” na janela de seu apartamento, em prédio próximo a evento que receberia o Lula Os agentes disseram que os superiores poderiam impor a retirada da faixa, mesmo sem ter o nome do Lula nela. 


Já o vereador paulistano Rubinho Nunes (União) afirmou que houve violação de liberdade de expressão. Ele, que é advogado, disse esperar apuração dos órgãos competentes e criticou a eventual retirada do material.


Rubinho Nunes - ABSURDO! Com uma faixa escrita “ladrão” na janela de um morador em Presidente Prudente. A PF foi até o local antes de um evento com Alckmin e avisou que, no dia, os “superiores” viriam com mais rigor. Detalhe: a faixa nem citava Lula. A carapuça serviu? Facção mandando no Mostrar mais


Com informações de Rachel Diaz - Revista Oeste

Contratada da J&F por R$11 milhões pagou comprador de cotas de Toffoli no resort

 Advogada que atua em sala compartilhada pagou milhões à PHB e a um banco suspeito de ligação com facção


Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F (JBS, PicPay etc.) | Foto: Divulgação / Grupo J&F


Documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) expõe que uma advogada que faturava R$ 9 mil mensais em sala compartilhada em Goiânia recebeu R$ 11,5 milhões da J&F e da JBS, em dezembro de 2023. Segundo reportagem do Estadão desta segunda-feira (27), Maisa de Maio Lima Marciano repassou R$ 3,5 milhões deste montante recebido para Paulo Humberto Barbosa, dono da holding que comprou cotas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no Resort Tayayá. Além disso, advogada repassou R$ 6,9 milhões ao BK Bank, investigado por suspeita de ligação com uma facção paulista.

O escritório da advogada contratada pelas companhias dos irmãos Joesley e Wesley Batista recebeu R$ 8 milhões em 15 de dezembro de 2023 da JBS. No mesmo dia, o Coaf identificou o repasse ao BK Bank. E, três dias depois, a J&F, que controla a JBS, pagou outros R$ 3,5 milhões. E este valor foi repassado pela empresa da advogada, no mesmo dia 18, ao dono da PHB Holding.

Ministro Dias Toffoli (STF), e o Resort Tayayá – (Foto: Rosinei Coutinho/STF | Sam Pancher/Metropoles)

Paulo Humberto Barbosa já advogou para a JBS. E, em 21 de fevereiro de 2025, sua holding comprou as últimas cotas da empresa da qual Toffoli é sócio, no resort Tayayá, no Paraná. O ministro chegou a confirmar o negócio com entre a PHB e a Maridit Participações, de sua família, após investigação da Polícia Federal revelar pagamento de R$ 35 milhões via fundos usados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em dezembro de 2023, quando houve repasses milionários para Maisa Marciano, o ministro Dias Toffoli suspendeu a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F com o Ministério Público Federal (MPF). O pedido da defesa da companhia alegou irregularidades no processo decorrentes da Operação Spoofing, que apontou conluio acusatório entre o MPF e a Justiça Federal, para condenações no escândalo do “petrolão” investigado na Operação Lava Jato.

Elos e suspeitas

Além das cotas adquiridas pela PHB, o Fundo Arllen, ligado a Vorcado, comprou em 27 de setembro de 2021 as primeiras cotas da Maridit no resort paranaense. E a revelação dos negócios levaram o ministro a deixar a relatoria do caso Master, no STF, em investigação sobre a maior fraude financeira da história do Brasil.

Paulo Humberto Barbosa reagiu com irritação à reportagem do Estadão: “Estou doido para processar vocês. Essa informação de vocês é falsa, fraudulenta. Vai você e o gerente do banco para a cadeia. Vou fazer questão de colocar o senhor na cadeia. Moleque! Vá para o quinto dos infernos”.

Em março, a revelação de outro repasse da J&F, de R$ 25,9 milhões, para a PHB, levou Toffoli a se pronunciar, reforçando que o negócio da Maridt foi feito sem participação da companhia dos irmãos Batista, “exclusivamente com a PHB Holding”. E o ministro ressaltou que todas movimentações financeiras estão declaradas às autoridades.

O BK Banking foi apontado na Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, como suspeito de favorecer crimes do PCC por atuar com as chamadas “contas bolsão”, que embaralha dinheiro de diversos clientes e dificulta o rastreamento das origens dos recursos. A movimentação suspeita da fintech atinge R$ 17,7 bilhões e envolveria exploração de jogos de azar, venda de combustíveis adulterados e fraudes metrológicas na venda de combustível.

Ao Estadão, o BK disse não integrar a relação comercial entre seus clientes e terceiros, negou receber e enviar recursos em seu nome para a empresa mencionada. “Todas as transações processadas por meio de sua plataforma são devidamente identificadas e registradas nas contas individualizadas dos clientes, com origem e destino dos recursos, garantindo elevados padrões de transparência e rastreabilidade”, disse a nota do BK Bank.

A JBS e a J&F informaram em nota que os pagamentos ao escritório de Maisa Marciano se referem a produtos ou serviços jurídicos prestados e comprovados.

“A empresa [JBS] não dispõe de informações sobre movimentações financeiras desse fornecedor para terceiros. A Companhia aguarda que a reportagem esclareça qual a conexão entre suas operações e as transferências de recursos relatadas”, disse a JBS, ao Estadão.

“A J&F mantém auditorias independentes que certificam e confirmam a governança e a retidão dos processos internos. Todo pagamento realizado pela J&F se refere a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos”, manifestou-se a J&F, também em nota.

Diário do Poder solicitou à assessoria de imprensa do STF um posicionamento do ministro Dias Toffoli sobre a reportagem. E publicará eventuais esclarecimentos. O espaço segue aberto para todos os citados pela reportagem.

Diário do Poder

Sob Lula, endividamento das famílias atinge recorde em fevereiro, diz Banco Central

Dados divulgados nesta segunda-feira, 27, mostram que 49,9% dos lares enfrentam comprometimento financeiro




O mais recente levantamento do Banco Central sobre o endividamento das famílias mostra que o comprometimento financeiro atingiu novo patamar em fevereiro, alcançando 49,9%. Esse índice, divulgado nesta segunda-feira, 27, representa o maior já registrado pela instituição. O aumento foi de 0,1 ponto porcentual no mês e de 1,3 ponto porcentual ao longo do último ano.

Além desse avanço, o relatório traz outro dado relevante: a fatia da renda familiar comprometida com dívidas chegou a 29,7%. Esse porcentual teve elevação de 0,2 ponto porcentual em fevereiro e de 1,9 ponto porcentual em 12 meses, indicando aumento expressivo da pressão financeira sobre as famílias brasileiras.

Na divisão por perfil, empresas marcaram taxa de 2,7%, enquanto pessoas físicas ficaram em 5,3%.

O relatório evidencia também que, entre os créditos com recursos livres — onde bancos e clientes negociam diretamente as condições —, a inadimplência teve leve queda de 0,1 ponto porcentual, atingindo 5,7% em março.


Banco Central divulgou nesta segunda-feira, 27, dados sobre endividamento | Foto: Divulgação/BC


Crescimento do crédito e recuo nos juros do cartão 

No mês de março, o crédito ampliado para o setor não financeiro avançou para R$ 21,0 trilhões, valor que corresponde a 162,3% do PIB. O Banco Central atribui esse resultado principalmente à redução de 3,1% nos títulos públicos. Endividamento das famílias atinge recorde em fevereiro, diz BC Já a taxa de juros do cartão de crédito rotativo caiu 7,6 pontos porcentuais em março, chegando a 428,3% ao ano. O juro do cartão parcelado também diminuiu, com recuo de 4,4 pontos porcentuais, e alcançou 192,1% ao ano. A taxa global do cartão de crédito ficou em 93,2% ao ano, com redução de 2,6 pontos porcentuais segundo o Banco Central. 


Loriane Comeli - Revista Oeste