sexta-feira, 19 de junho de 2026

Haiti conquistou a independência, mas segue preso ao caos e à pobreza - Lipton Matthews

 

O Brasil enfrenta o Haiti hoje na Copa do Mundo, uma boa oportunidade para revisitar a história da independência haitiana e alguns de seus desdobramentos. Publicado originalmente em 2023, quando o Haiti passava por uma nova crise política aprofundada com gangues tomando a capital, o artigo explica a jornada do país até os dias atuais.

Pensando na Copa, o Instituto Mises Brasil também lançou um e-book especial sobre as relações entre futebol, economia, política e história, que pode ser acessado aqui.


O Haiti está mergulhado em uma crise política contínua e o mundo aguarda desesperadamente soluções que possam amenizar um ambiente político turbulento. Seus vizinhos no Caribe vêm sendo pressionados pela comunidade internacional a propor medidas que evitem novas calamidades. Trabalhar para conter a crise no Haiti beneficia os países caribenhos porque a instabilidade haitiana pode provocar turbulências em toda a região. Além disso, a busca por status de refugiado nos países caribenhos vizinhos certamente pressionará os orçamentos locais e fortalecerá sentimentos nacionalistas.

Alguns refugiados serão cidadãos respeitadores da lei, mas outros podem ser delinquentes ou integrantes de gangues que irão usar a crise no Haiti como uma desculpa para fugir. É provável que surjam choques culturais com a chegada de novas pessoas a um território, e os vizinhos do Haiti talvez não estejam preparados para lidar com esse tipo de problema. Diferentemente dos Estados Unidos e da Inglaterra, os pequenos estados do Caribe não têm a experiência nem a capacidade técnica necessárias para enfrentar uma crise contínua de refugiados. Além disso, suas populações estão mais preocupadas com questões locais e tendem a enxergar as tentativas de ajudar o Haiti como um desvio de recursos para um problema estrangeiro.

Por exemplo, grupos de direitos humanos estão pressionando o governo jamaicano a receber imigrantes, mas eles não terão de lidar com eleitores que questionam a lógica de ajudar haitianos enquanto o sistema público de saúde sofre com a falta de leitos. Os refugiados haitianos exigem um enorme volume de assistência, e a Jamaica já tem sua própria parcela considerável de pessoas pobres. Normalmente, os Estados Unidos e seus aliados europeus intervêm em crises internacionais, mas o desastre haitiano é visto como um problema que deve ser resolvido pelos povos do Caribe e por outras populações de ascendência africana.

O Haiti é um símbolo para a comunidade negra global porque se tornou o primeiro estado negro independente em 1804. Como tal, ele representa o orgulho e a resiliência dos negros, e por isso poucos estão dispostos a questionar a lógica da Revolução Haitiana e seus resultados. A França comandou um regime escravista brutal no Haiti, de modo que não se pode culpar os escravos por terem considerado a perspectiva da rebelião atraente. No entanto, os resultados da Revolução Haitiana não foram favoráveis.

Os efeitos terapêuticos da Revolução Haitiana se dissiparam pouco tempo após a independência. Embora o Haiti tenha saído vitorioso da guerra, em razão das relações de poder do século XIX, o país foi obrigado a pagar compensações à França. O Haiti não apenas tomou empréstimos junto a instituições francesas e americanas para indenizar a França, como também foi isolado pelas principais potências da época, e os Estados Unidos só reconheceram sua independência em 1862. Em vez de libertar o Haiti, a independência inaugurou um período de instabilidade política. O futuro do país foi marcado por guerras internas e conflitos de classe.

Como colônia, os escravos negros eram oprimidos pelos proprietários de plantações brancos, mas, após conquistarem a liberdade, os diversos grupos sociais do Haiti travaram uma amarga disputa pela supremacia. Desde a independência, o Haiti passou por múltiplos golpes de estado e uma longa lista de problemas econômicos. O fraco desempenho do país tem sido atribuído à corrupção política, a intervenções estrangeiras inescrupulosas e a uma série de desastres naturais. No entanto, o fracasso do Haiti guarda paralelos com o decepcionante desempenho pós-independência de várias ex-colônias.

O aprendizado institucional é fundamental para o desenvolvimento; por isso, colônias com maior experiência institucional tendem a ser mais bem-sucedidas após a independência. Algumas ex-colônias receberam a independência prematuramente, sem uma compreensão sofisticada de questões de políticas públicas nem o capital humano necessário para promover o desenvolvimento. Em seu programa de pesquisa sobre cópia institucional, Valentin Seidler demonstrou que os administradores coloniais britânicos desempenharam um papel fundamental na adaptação das colônias ao funcionamento das instituições ocidentais, fornecendo conhecimento técnico e capital humano.

Além disso, o fracasso dos estados independentes em conter as ambições políticas de grupos rivais fomentou a instabilidade política. Os regimes coloniais frequentemente conseguiam pacificar grupos rivais e libertar os nativos de tiranos opressores. O desastre é o resultado quando os colonizadores concedem independência a seus súditos sem antes estabelecer estados fortes. Edmond J. Keller, no artigo “Decolonization, Independence, and the Failure of Politics” [Descolonização, independência e o fracasso da política, em tradução livre], observa que as aspirações da África após a independência se transformaram em realidades trágicas: “Em meados da década de 1980, 60% dos países africanos haviam passado a ser governados por regimes militares e (…) em 1986, a África não era apenas um continente em ‘queda livre econômica’, caracterizado por má governança, mas também se tornara alvo de crescente atenção por parte dos doadores internacionais”.

Assim como muitas ex-colônias africanas, o Haiti não estava preparado para a soberania e atualmente enfrenta os perigos de uma independência precoce. A independência não é um indicador de desenvolvimento, pois, se fosse esse o caso, países como as Ilhas Cayman, Bermudas e os departamentos ultramarinos da França estariam enfrentando dificuldades. Dada a popularidade dos movimentos anticoloniais, seria de se imaginar que as colônias atuais estivessem ansiosas para romper seus laços com as potências coloniais; contudo, pesquisas recentes mostram que a oposição à independência vem crescendo nas Bermudas. Em média, os países não soberanos do Caribe são mais ricos do que seus equivalentes independentes e seus habitantes são tratados como cidadãos das potências coloniais; portanto, não existem grandes incentivos para abrir mão desses privilégios em nome da independência.

Os Estados Unidos lutaram por sua independência assim como o Haiti; no entanto, o primeiro foi fundado por homens que possuíam conhecimento prático de economia política e administração pública. Enquanto os Estados Unidos estavam preparados para enfrentar os desafios da independência, um país multirracial e dividido como o Haiti necessitava de maior maturidade para governar uma nação. O sucesso da Revolução Haitiana é celebrado por muitos, mas seus efeitos de longo prazo refletem as armadilhas de uma independência prematura.



Lipton Matthews - Mises Brasil

BRB é alvo de operação por fraudes na folha de pagamento de servidores do DF

Além do Banco de Brasília, a ação mira a Secretaria de Economia do Distrito Federal e a empresa PicPay


Ministério Público faz operação no BRB, Governo do DF e Picpay


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou a Operação Juros Zero na manhã desta sexta-feira, 19. A ação apura um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal (DF). Os alvos são o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A. e a Secretaria de Economia do Distrito Federal. O Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas às investigações também sofrem buscas.

Os agentes investigam atuais e ex-dirigentes das instituições. A lista inclui o ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso.

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão. Os policiais cumprem as ordens no Distrito Federal, em Curitiba (PR) e em Cuyritiba e em São Paulo, na sede do PicPay.


Picpay teria feito descontos irregulares de contas 

Segundo o MPDFT, as investigações apuram irregularidades em operações da folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal. Uma inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) originou a apuração. O órgão afirma que o PicPay, empresa dos irmãos Batista, realizou descontos irregulares de empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF). 


Ministério Público faz operação no BRB, Governo do DF e Picpa

Os descontos envolvem o serviço de antecipação salarial para o funcionalismo público. O PicPay e a Secretaria de Economia do DF firmaram o contrato em setembro de 2024. Além disso, o tribunal diz que houve “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento para amortizar o serviço do PicPay.

Em 2024, os descontos somaram R$ 11,7 milhões. O montante chegou a R$ 70 milhões entre janeiro e agosto de 2025. O relatório do tribunal informa que o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários dos servidores do GDF entre 2024 e 2025. 

Em fevereiro, o TCDF suspendeu novos descontos em folha vinculados ao banco digital devido a irregularidades na taxa de antecipação salarial. Desde 2024, apenas o PicPay tem autorização para realizar descontos compulsórios na folha do GDF. A BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília, executa a operação.

Revista Oeste






Jaques Wagner vive como milionário em Salvador

 

O luxuoso edifício Mansão Victory Tower, onde mora o ex-sindicalista Jaques Wagner.


O imóvel de R$2,5 milhões em Salvador, que teria sido negociado como propina para o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner, vale dez vezes menos que o apartamento de luxo no edifício Mansão Victory Tower, onde mora o senador. Fica no Corredor da Vitória, metro quadrado mais caro de Salvador. Apartamento como o de Wagner pode custar mais de R$20 milhões. O prédio do comuna que adora os luxos da burguesia tem píer privativo e teleférico para a Baía de Todos-os-Santos.

Explica aí, companheiro

Difícil é explicar como um sindicalista do PT, que chegou na Bahia com a mão na frente e outra atrás, acumulou patrimônio milionário na política.

Muro petista é bem alto

Wagner disse que a Bahia “tem muro baixo”. Oura lorota: a espetacular Mansão Victory Tower, onde mora, é protegida por muros altíssimos.

Fora dos padrões do PT

O líder de Lula disse que seria para sua filha o tal apê de R$2,5 milhões, de 203m, praticamente uma quitinete para os padrões de luxo do petista.


Diário do Poder

Sócio já fazia negócios com Wagner quando o ex-presidiário Lula recebia Vorcaro fora da agenda

 

Testas de ferro do descondenado Lula: da esquerda para a direita, o banqueiro Augusto Lima, Jaques Wagner (PT-BA), Daniel Vorcaro e o próprio Lula, chefe da quadrilha 

A linha do tempo traçada pela Polícia Federal que resultou na batida policial nos endereços do líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), mostra que quando o presidente petista recebeu o Daniel Vorcaro em segredo, fora da agenda, o senador da Bahia e Augusto Lima, sócio de Vorcaro, também alvo dos federais na operação de ontem (18), já mantinham frenética troca de mensagens com negociações milionárias, como a “compra” do apartamento de R$2,45 milhões em Salvador (BA).

Quase um escambo

Foi em 4 de dezembro de 2024 a reunião de Vorcaro, Lula e Lima. Oito dias antes, Wagner e o banqueiro trocavam mensagens sobre o imóvel.

Feijão da mesma concha

Rui Costa (ex-Casa Civil) também esteve na reunião. Wagner era seu secretário na Bahia quando o Credcesta entrou nos negócios do Master.

Copaternidade?

Em 13/08/24, Lima e Wagner fizeram chamada de 9min19s. Foi quando a “Emenda Master” foi apresentada. Lima mandou o link ao senador.

Companheiro Jaques

Enquanto a PF revirava a casa do senador atrás de provas de mutreta, Lula ligou para o baiano para, diz ele, manifestar “solidariedade”.



Com Diário do Poder

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Polícia Federal apreende cerca de US$ 50 mil e € 33 mil em endereço de Jaques Wagner, cupincha e braço direito do ex-presidiário Lula

Apreensão em dinheiro vivo ocorreu em Brasília; investigadores apuram repasses milionários à nora do líder do governo Lula e vantagens indevidas


PF apreende cerca de US$ 50 mil em endereço de Jaques Wagner


A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de US$ 50 mil em dinheiro vivo (o equivalente a aproximadamente R$ 250 mil) e € 33 mil (quase R$ 200 mil) em um endereço ligado ao senador Jaques Wagner (PTBA), em Brasília. O dinheiro foi encontrado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, 18, no âmbito da Operação Compliance Zero. Os policiais aprofundam a apuração sobre as relações entre o líder do governo Lula no Senado e o Banco Master.

A investigação apura se o dinheiro apreendido e outras vantagens estão conectados a um esquema de fraudes financeiras. O foco principal da PF são os repasses de R$ 11 milhões do Master para a empresa de consultoria de Bonnie Bonilha, nora do parlamentar petista. A corporação afirma que empresas intermediárias transferiram parte desses valores e também mira essas firmas.


Uso de jatos e apartamento de luxo dado a Jaques Wagner 

Além de dólares e euros apreendidos, os investigadores mapeiam outros benefícios suspeitos recebidos por Jaques Wagner. Há a suspeita de que o senador utilizava com frequência aeronaves do ex banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar também teria recebido um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador.  

A PF relata que a relação entre o petista e o banco começou no período em que ele foi governador da Bahia. A privatização da Cesta do Povo na sua gestão estadual originou o Credcesta. O cartão de crédito consignado tornou-se um dos principais motores financeiros do Banco Master.

O relatório da Polícia Federal sustenta que Jaques Wagner atuou ativamente em favor dos interesses do Banco Master. O senador articulou com o governo federal para viabilizar a compra da instituição pelo Banco de Brasília.

Nogueira (PP-PI). O texto tentava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para aplicações em CDBs de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida, segundo a PF, mudaria as regras para beneficiar diretamente o modelo de negócios do banco.  


Vanessa Araújo - Revista Oeste


Polícia Federal vê propina do esquema de Vorcaro para Wagner, comparsa braço direito do ex-presidiário Lula, por meio de imóvel de luxo

Fortalecida uma nova fase da operação Compliance Zero


Dupla medonha envergonha o Brasil - Foto: redes sociais

A Polícia Federal (PF) investiga a ligação da família do senador Jaques Wagner (PT-BA), que teria sido intermediada por meio do recebimento de um imóvel com as fraudes do Banco Master.

A suspeita teria sido um dos fatores que miraram o parlamentar em uma nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

Segundo a CNN Brasil, está sendo investigado um apartamento na Bahia e outras séries de propina com a instituição financeira fraudulenta.

A família do líder do Senado do governo Lula é alvo de buscas e apreensão a mando do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador ainda não se pronunciou sobre a operação.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Além de busca e apreensão, também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. São investigados os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Com informações de Luan Car,los - Diário do Poder

Líder do governo corrupto do ex-presidiário Lula, Jaques Wagner é alvo da PF por sua ligação a Vorcaro

 Alvo da 9ª fase da Polícia Federal


Líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Agência Brasil


A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A nova etapa teve como alvo pessoas e empresas suspeitas de atuar na ocultação e movimentação de recursos ligados ao grupo investigado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), é um dos alvos da operação. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

Segundo os investigadores, a ofensiva amplia o foco sobre estruturas que teriam sido utilizadas para dissimular patrimônio e dificultar o rastreamento de ativos supostamente relacionados ao esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. A operação apura crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção.

A Compliance Zero foi lançada em novembro de 2025 e, ao longo de suas fases anteriores, resultou em prisões, bloqueios bilionários de bens e no avanço de investigações sobre relações entre executivos do banco, agentes públicos, políticos e operadores financeiros. As apurações também alcançaram ex-dirigentes do Banco Master, integrantes do Banco de Brasília e pessoas ligadas ao núcleo empresarial de Vorcaro.

Com informações de Rodrigo Vilela - Diário do Poder