quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Faturamento da indústria de alimentos cresce 12,8% em 2020

O faturamento da indústria de alimentos atingiu R$ 789,2 bilhões em 2020



O faturamento da indústria de alimentos atingiu R$ 789,2 bilhões em 2020, somadas as exportações e as vendas para o mercado interno, resultado 12,8% superior ao registrado no ano de 2019. O montante representa cerca de 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os dados, divulgados hoje (24), são da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

Já o volume de produção cresceu 1,8% em relação a 2019. O resultado, segundo a entidade, foi puxado pelo aumento das vendas para o varejo, de 16,2%, e das vendas para o mercado externo, de 11,4%. As categorias que mais se destacaram em vendas foram açúcares, com aumento de 58,6%, ante 2019; óleos vegetais, de 21,2%; e carnes, 13%. As maiores quedas ficaram por conta de bebidas (decréscimo de 8,3%); e derivados de trigo (1,9%).

“Atuando com agilidade e adotando com rigor todos os protocolos de segurança, o setor conseguiu aumentar sua produção e não deixou faltar comida na mesa dos brasileiros” destacou o presidente executivo da ABIA, João Dornellas.

Exportações

A indústria de alimentos aumentou, em 2020, 11,4% as exportações em comparação com o ano anterior, totalizando US$ 38,2 bilhões em vendas ao exterior. O resultado representa uma participação de 25% nas vendas totais do setor em 2020. Em 2019, essa proporção foi de 19,2%.

Segundo a ABIA, os bons resultados nas exportações podem ser explicados pela acentuada desvalorização do câmbio brasileiro e a forte demanda por importações de alimentos pela Ásia, com destaque para a China.

Empregos

De acordo com a entidade, em 2020 a indústria de alimentação criou 20 mil novas vagas diretas, aumento de 1,2% em relação a 2019. O setor permanece como o que mais gera empregos na indústria de transformação do país, com 1,68 milhão de empregos diretos.(ABr)

Diário do Poder

Governo começa a tirar Correios e seu passivo de R$14 bilhões das costas do cidadão

Num primeiro momento, governo propõe o fim do monopólio, no qual a estatal se refestelou atribuindo-se penduricalhos, regalias e privilégios


A privatização da estatal Correios é tão necessária quanto urgente, e por essa razão o ministro Fábio Faria (Comunicações) deflagrou o processo nesta quarta-feira (24) levando o projeto de lei ao Congresso.

Em um primeiro momento, o governo propõe o fim do monopólio, no qual essa estatal se refestelou atribuindo-se penduricalhos, regalias e privilégios que custaram muito dinheiro e produziram um passivo de R$14 bilhões. 

Após o fim do monopólio e com a abertura do mercado a empresas privadas, a privatização, por meio de leilão, será o passo seguinte.

O pagador de impostos paga 80% dos R$2 bilhões e 34 milhões anuais dos benefícios de assistência (planos) de saúde dos funcionários.Nem mesmo os atuais empregados dos Correios negam que o serviço está longe do seu auge e veem a privatização como “inevitável”.

Nos Correios, só o passivo atuarial (valor necessário para pagar todos os benefícios aos assistidos) soma R$3,5 bilhões.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Bolsonaro vai à Câmara para entregar projeto que permite privatização dos Correios

O presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes e o das Comunicações, Fábio Faria, foram à Câmara dos Deputados para entregar pessoalmente o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios

O texto permite que a iniciativa privada assuma operações hoje tocadas pela estatal, que tem o monopólio dos serviços postais. Prevê a transformação dos Correios em sociedade de economia mista. Hoje a estatal é uma empresa pública. A proposta estava no Planalto desde outubro do ano passado, quando foi entregue em mãos por Faria a Bolsonaro.

Bolsonaro
Bolsonaro foi à Câmara nesta quarta para entregar 
projeto de privatização dos Correios. 
Foto: Joédson Alves/EFE

A estatal está na mira do governo desde agosto de 2019, quando foi incluída na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Em entrevista ao Estadão/Broadcast no fim do ano passado, a secretária do PPI, Martha Seillier, afirmou que em qualquer alternativa de desestatização adotada pelo governo não haverá desatendimento de cidades. Segundo ela, 95% da população têm acesso aos serviços dos Correios.

O governo afirma que, enquanto o texto tramita no Congresso, fará estudos para encontrar a melhor forma de privatizar a empresa: venda direta, venda do controle majoritário ou abertura no mercado de ações, por exemplo. A proposta escolhida ainda precisará do aval do Tribunal de Contas da União (TCU). A atuação da iniciativa privada nos serviços postais hoje controlados pelos Correios poderá ocorrer de diversas formas, como no formato de concessões, cadastros ou parcerias.

"O objetivo é permitir que o mercado seja explorado pela Administração Pública indireta (tal como realizado atualmente), mas com a possibilidade de exploração também pela iniciativa privada. Isso poderá se dar por diversas formas, tais como concessões, cadastros ou parcerias, que serão futuramente avaliadas. O modelo final a ser adotado para o setor ainda depende de estudos econômicos e setoriais", diz o texto de divulgação da Secretaria-Geral da Presidência.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, ao não decretar desde já o modelo de desestatização a ser escolhido, o governo optou por estruturar um projeto de lei que abre um cardápio de opções para trabalhar com o futuro da empresa. Só após a conclusão dos estudos tocados paralelamente é que se fará a recomendação do modelo. O que o Executivo espera é que, com o projeto de lei, haja segurança jurídica para encaminhar a desestatização.

A proposta foi arquitetada depois de o governo descartar a ideia de enviar uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o tema, ferramenta que exige quórum maior para aprovação e era dado como certa em discussões passadas. A avaliação é de que o artigo da Constituição segundo o qual compete à União “manter” o serviço postal não obriga a prestação direta pelo poder público. Por isso, um dos objetivos do projeto é regulamentar esse trecho da Constituição e assim permitir que a iniciativa privada assuma as atividades hoje operadas pelos Correios.

Garantia dos serviços. Nesta quarta-feira, o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, também reforçou que a universalização dos serviços será mantida quando a empresa for desestatizada. "Com o ganho de eficiência, os Correios poderão se tornar um grande vetor logístico e de oferta de serviços na América Latina", afirmou o secretário.

"Para isso, a proposta define a obrigatoriedade do cumprimento de metas de universalização e qualidade dos serviços*. "Desta forma, o Governo garante que a prestação do serviço postal não será deteriorada", afirmou o Ministério das Comunicações, lembrando que, segundo a proposta, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também assumirá o papel de reguladora dos serviços postais.

Na terça-feira, 23, o governo federal entregou ao Congresso Nacional uma medida provisória (MP) que busca acelerar a privatização da Eletrobrás. O texto prevê que o governo mantenha poder de veto sobre decisões da estatal por meio de ações preferenciais (golden shares).


Amanda Pupo, Emilly Behnke e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

Petrobras tem lucro de R$ 59,9 bilhões no 4º trimestre de 2020

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, salto de 635% ante igual período de 2019, resultado muito acima do esperado por analistas e o maior para um trimestre, pelo menos, desde 2008. No acumulado do ano, a empresa conseguiu um resultado positivo, mas bem menor, de R$ 7,1 bilhões. 

A recuperação da estatal ocorre após anos de desmandos sob os governos corruptos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A empresa foi entregue a sindicalistas e a corrupção foi à estratosfera. A Petrobras foi o centro do Petrolão comandado por Lula e resultou na condenação do petista a mais de 30 anos de xilindró.

Com os números divulgados ontem, a petroleira conseguiu reverter o prejuízo dos três primeiros trimestres do ano, apagando as perdas causadas pela pandemia do vírus chinês, que parou a economia e derrubou a demanda por petróleo. 

Petrobrás
Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Foi o último balanço financeiro da gestão de Roberto Castello Branco. Após as críticas de Bolsonaro, iniciadas na semana passada, o governo federal indicou o general da reserva Joaquim Silva e Luna – que já comandou a Itaipu – para substituir o executivo no comando da Petrobrás.

No balanço, Roberto Castello Branco classificou o resultado como excepcional para o ambiente desafiador vivido em 2020. “Entregamos nossa promessa (de recuperação)”, afirmou. O executivo, porém, não fez referência à sua saída da companhia, que deve acontecer em 20 de março.

O nome de Silva e Luna ainda precisa passar pelo crivo do conselho de administração da estatal. Nos últimos dias, as ações da estatal passaram por um período de forte volatilidade na Bolsa paulista

A queda de Castello Branco foi provocada pelos seguidos aumentos de combustíveis, uma ameaça real à economia e uma provocação aos caminhoneiros

As projeções de cinco equipes de análise do mercado financeiro consultados pelo Estadão/Broadcast apontavam para uma média de R$ 11,4 bilhões de lucro no quarto trimestre. O resultado muito acima do esperado poderá servir para o executivo defender sua gestão, marcada pelo ajuste financeiro. Em 2020, a dívida total foi reduzida em US$ 11,6 bilhões, para US$ 75,5 bilhões. A dívida líquida somou US$ 63,2 bilhões no fim de 2020, queda de US$ 15,7 bilhões ante o fim de 2019.

Reversão de provisões

No quarto trimestre, o lucro foi puxado, principalmente, por reversões de baixas contábeis que foram feitas por causa da crise causada pelo vírus chinês, mas puderam ser desfeitas na esteira da retomada da economia mundial. 

A receita líquida cresceu 6% ante o terceiro trimestre, por causa da alta nas cotações do barril de petróleo, “aliada à maior demanda por geração termoelétrica, que levou ao aumento das vendas de energia elétrica, gás natural e óleo combustível”, diz o relatório divulgado pela Petrobrás. 

No entanto, as reversões de baixas contábeis pesaram mais, somando R$ 31 bilhões no quarto trimestre. Pelas normas de contabilidade seguidas pelas companhias abertas, as empresas devem, periodicamente, ajustar o valor de seus ativos, no balanço financeiro, conforme diversos parâmetros. Quando essas contas apontam para redução no valor dos ativos, é preciso cortar o lucro. Por outro lado, quando apontam alta nos valores, o lucro cresce.

A crise causada pelo vírus chinês levou várias companhias a registrarem baixas contábeis. As feitas pela Petrobras nos primeiros meses da pandemia usaram entre os parâmetros projeções de que as cotações do petróleo ficariam na casa dos US$ 25 em 2020. Nessas contas, a estatal foi mais conservadora do que suas concorrentes, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Porém, a recuperação puxada pela China impulsionou a retomada nos preços do barril a partir de maio. O movimento continuou neste início de 2021 – o preço do barril usado como referência pela Petrobrás, negociado em Londres, hoje é negociado por cerca de US$ 65.

Com o conservadorismo dos cálculos, apenas no primeiro trimestre, a Petrobras registrou baixas de US$ 13,4 bilhões, por causa de projetos que teriam deixado de ser viáveis com a queda do barril. Foi o principal motivo do prejuízo de R$ 48,5 bilhões nos três primeiros meses do ano, início da pandemia. Já no terceiro trimestre de 2020, com a recuperação das cotações do petróleo, a companhia começou a reverter as baixas, acelerando o ritmo de reversões no quarto trimestre.

Com informações de Fernanda Nunes, Denise Luna e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

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