sábado, 13 de junho de 2026

Brasil fura teto com a maior inflação em 5 anos para o mês de maio

Alta foi de 0,58% no IPCA, contribui com acúmulo de 3,20% neste ano eleitoral de 2026 e de 4,72% nos últimos doze meses


Inflação afeta poder de compra de itens básicos pelos brasileiros. (Foto: Davi Soares)

O Brasil furou o teto da meta de controle de preços, ao registrar a maior inflação em 5 anos para o mês de maio, com alta de 0,58% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O patamar é 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril. Em maio do ano passado, a alta de preços foi de 0,26%.

O indicador da inflação oficial acumula alta de 3,20% neste ano eleitoral de 2026. E, nos últimos doze meses, atingiu 4,72%, percentual acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores.

A meta a ser perseguida pelo Banco Central, é de 3% de inflação, com tolerância de 1,5 ponto percentual definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com gestores indicados pelo presidente Lula (PT). O limite tolerado para o indicador oficial dos preços no Brasil admite variação entre um limite inferior de 1,5% e um superior de 4,5%.

A alta de preços de maio foi puxada pela variação de 1,33% no grupo de Alimentação e bebidas, com o maior impacto de 0,29 ponto. A Habitação teve a segunda maior alta, com 1,22% de variação e 0,18 ponto de impacto. A Saúde e cuidados pessoais cresceu 0,90% e com 0,12 ponto.

“Os demais grupos apresentaram variações entre o -0,46% observado em Transportes, único grupo com variação negativa, e o 0,62% de Vestuário”, informou o IBGE.

Responsável pela metade da inflação de maio, o grupo Alimentação e bebidas teve variação de 1,65%, puxado pelas altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

Veja mais detalhes da publicação do IBGE sobre o IPCA de maio:

Davi Soares - Diário do Poder

Trajetória de Vorcaro, comparsa da quadrilha de Lula, começou com PT da Bahia

 

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Divulgação


Não começou em Brasília a trajetória de fraudes que garantiram a Daniel Vorcaro a glória, a fortuna e a desgraça, resultando na liquidação do seu Banco Master. Porém, a proposta da delação frustrada do ex-banqueiro sugere que a gênese do império financeiro tem endereço certo: os governos do PT na Bahia quando chefiados por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e Rui Costa, ex-todo-poderoso ministro de Lula. A proposta de delação de Vorcaro prometia expor a relação com a dupla.

2007, a origem

O PT entregou a Vorcaro o CredCesta, programa que permitiu ao Master ingressar no fabuloso e rentável mundo de empréstimos consignados.

Favorecimento

No ápice dessa influência, decreto de 2022 de Rui Costa proibiu uso da portabilidade para quem tentava se livrar das taxas abusivas do Master.

Coisa de amigo

Fontes ligadas ao caso dizem que, na proposta de delação rejeitada pela PF, Vorcaro descrevia como o decreto fortaleceu o banco e o fez crescer.

Tempo ao tempo

Jaques Wagner e Rui Costa negam suspeitas e minimizam os laços com Vorcaro, mas a rejeição do acordo sugere que a PF já tem tudo apurado.


Diário do Poder

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ana Paula Henkel e 'A fronteira entre a família e o Estado'

Um governo pode controlar leis, impostos e fronteiras sem necessariamente pretender controlar almas. Um regime totalitário, porém, considera insuficiente


Foto: Shutterstock



E xistem debates políticos que pertencem a uma legislatura. Outros ocupam o noticiário por algumas semanas e logo desaparecem, substituídos pela próxima crise, pela próxima polêmica ou pelo próximo escândalo. Mas existem questões que atravessam gerações porque dizem respeito aos próprios fundamentos de uma civilização. Uma delas é aparentemente simples: quem tem a responsabilidade primária pela formação de uma criança? 

Nos últimos dias, essa discussão voltou ao centro do debate nacional depois que Adauto e Ieda Denardi, um casal de Jales, no interior de São Paulo, participou de audiências públicas no Congresso Nacional para defender a regulamentação do homeschooling no Brasil. A presença do casal ocorreu depois da ampla repercussão de sua condenação criminal por abandono intelectual em razão da decisão de educar as duas filhas em casa. 

Segundo os próprios Denardi, embora o juiz da esfera cível tenha reconhecido que não houve falta de ensino nem qualquer demonstração de negligência educacional, a condenação criminal foi mantida, resultando em 50 dias de prisão. Nas audiências públicas, o casal apresentou laudos, registros pedagógicos, declarações de cursos extracurriculares e documentos para demonstrar tanto o acompanhamento acadêmico quanto a socialização das filhas, que, além das disciplinas obrigatórias do currículo brasileiro, estudam filosofia, lógica, educação financeira e autores clássicos como Sócrates e Platão. 

No Senado, o PL 1.338/2022, que regulamenta a educação domiciliar, continua parado na Comissão de Educação. Enquanto isso, a falta de uma legislação clara mantém centenas de famílias em situação de insegurança jurídica por optarem pelo homeschooling. 


https://revistaoeste.com/revista/edicao-326/a-fronteira-entre-a-familia-e-o-estado/



....


































Ana Paula Henkel - Revista Oeste

Augusto Nunes e Nelson Rodrigues, 'O goleador genial'


.

Garricnha entre os jogadores da Tchecoslováquia Jan Popluhar e Josef Masopust em Santiago, Chile. No final da Copa do Mundo de 1962, disputada em Santiago, no Chile. - Foto: Imago images/Horstmüller via Re via Reuters Connect 


N a noite de um domingo de 1970, dois integrantes da bancada do programa Grande Resenha Facit, transmitido pela Globo, duelaram ao comentar o momento mais polêmico do jogo entre o Botafogo e o Fluminense, disputado horas antes. O botafoguense João Saldanha continuava indignado com o juiz que deixara de apitar o pênalti sofrido por um atacante alvinegro. Com a mesma veemência, o tricolor Nelson Rodrigues retrucava que nada houvera de anormal. Para resolver o impasse, o apresentador Luiz Mendes recorreu a uma novidade tecnológica e ordenou que o lance fosse reprisado em videoteipe. Ficou claro que Saldanha tinha razão: fora pênalti. 

Nelson Rodrigues encerrou o embate com outra frase admirável: 

“Se o vídeo diz que foi pênalti, então o videoteipe é burro”. 

Nelson Rodrigues dispensava a realidade para escrever tanto peças teatrais que nunca serão antigas quanto magníficas crônicas esportivas, algumas delas adornadas por profecias espantosamente exatas. Ele enxergou o destino de Pelé, por exemplo, quando o gênio incomparável tinha 17 anos. “Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça o plebeu ignaro e piolhento”, escreveu meses antes da Copa da Suécia. 

“Sua cabeça, mãos e ombros, sustentam coroa, e um manto invisíveis. Racionalmente perfeito, ponham-no em qualquer lugar e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte ao redor.”


Nelson Rodrigues começou a carreira jornalística aos 13 anos, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Flickr


O problema era o complexo de vira-lata, lastimava. “É assim que eu chamo essa inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores, sobretudo no futebol. Somos narcisos às avessas, que cospem na própria imagem”, repetia. Aos olhos do cronista, esse defeito de fabricação alcançou dimensões siderais em 1950, quando o Uruguai venceu o Brasil, conquistou a Copa do Mundo e impôs ao Maracanã o mais estridente silêncio de todos os tempos. 

“Por que perdemos em 1954, na Suíça, para a Hungria?”, indagou Nelson. “Vejam as fotografias dos dois times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Com Pelé no time, os outros é que tremerão diante de nós”. 

Tremeriam mais ainda com outro craque assombroso ao lado de Pelé. “Até Deus, lá do alto, há de admirar-se e há de concluir: esse Garrincha é o maior! Ele não trata a bola como fazem os outros. Ele cultiva a bola, como se fosse uma orquídea rara”. Não merecia menos que a taça aquele grupo que se confundia com o Brasil. “O escrete é a pátria em calção e chuteiras, a dar rútilas botinadas em todas as direções”, vivia lembrando o cronista. “O escrete representa os nossos defeitos e as nossas virtudes. Em suma: o escrete chuta por milhões de brasileiros. E cada gol do escrete é feito por todos nós”. 

Amigos do escritor sussurravam que problemas na visão o impediam de ver com nitidez o que se passava no gramado. Nesse caso, o cérebro poderoso olhou por ele. “A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeareana”, ensinou. A paixão pelo escrete seria plenamente recompensada em 1970 pelo triunfo no México. 

“Foi a mais bela vitória do futebol mundial em todos os tempos”, extasiou-se no dia seguinte ao da goleada contra a Itália. “Desta vez, não há desculpa, não há dúvida, não há sofisma. Desde o Paraíso, jamais houve um futebol como o nosso”. Também não houve, nem haverá, um cronista esportivo tão admirável quanto Nelson Rodrigues. 

Para compensar a baixa qualidade da primeira etapa da Copa mais longa da história, nada melhor que a leitura do box “As Copas de Nelson Rodrigues”, editado pela Nova Fronteira. Três volumes reúnem 150 textos sobre seis campeonatos. Com o escritor genial em campo, todo jogo vira clássico, vale taça, lota o estádio e emociona a plateia. Sejam quais forem o time adversário, o ano da disputa, o pior ou o melhor em campo e o resultado da partida, o leitor sempre sai ganhando. Perdem de goleada as editorias de Esporte do jornalismo brasileiro. 

Com exceção do ótimo Tostão, que brilha na Folha de S.Paulo duas vezes por semana, não resta na praça nenhum colunista esportivo que preste.

A tribo dos incapazes capazes de tudo tem como pajés a dupla que sobrevive bajulando o governo em redes sem seguidores e vídeos sem espectadores. Ambos dependentes da maloca de Lula, têm chiliques ao saberem que uma mulher está participando da cobertura da Copa sem ter providenciado o diploma de jornalista. 

Andam arrancando os cabelos ralos desde que Neymar foi convocado. No momento, tentam interferir na escalação do time formado por jogadores que nunca viram jogar. Todos têm contratos com clubes estrangeiros, e incompetentes estatizados só aparecem em estádios no Exterior quando conseguem adjutórios para passagens e ingressos. 

A lista liderada pelos vigaristas setentões é completada por nulidades que Nelson Rodrigues decerto enquadraria na categoria dos cretinos fundamentais. 

Augusto Nunes - Revista Oeste

Governo corrupto do ex-presidiário Lula já reservou e pagou carrões para o descondenado em Paris: R$480 mil

 

Carrões para Lula zanzar por Paris (França) custam quase R$500 mil (Foto: Montagem/IA)


Enquanto o governo sabota projetos para socorrer produtores rurais e até chama a renegociação das dívidas de “pauta-bomba”, Lula deu sinais de que vai manter o opulento padrão na viagem que inventou, diz que de última hora, a Paris (França) para participar do G7. O pagador de impostos vai bancar fatura de R$480.542,20, isso só com carrões para a comitiva do petista zanzar por lá. Se por aqui a ANAC até parou atividades por falta de dinheiro, por lá, as limusines já estão até pagas.

Frota estrelada

O Itamaraty contratou a V&D Luxury, que só trabalha com modelos top de linha da Mercedes, sedans ou vans. Além do chofer, claro.

Pra quem pode

No site, a empresa oferece limusines para clientes de alto padrão com a mensagem “Torne sua viagem tão luxuosa quanto seu destino”.

Faz o pix

O Itamaraty também já mandou alugar “salas” de apoio para Lula, que ainda está a quase 9 mil quilômetros de Paris,

No precinho

São dois espaços, a “Salle du Conseil”, para 10 pessoas, e a “Salle des Arcardes”, para 30 pessoas. A fatura é nossa: R$38.687,35.

Diário do Poder

Morre Brito, campeão mundial com a Seleção de 1970

 Ex-zagueiro integrou a equipe tricampeã no México e defendeu a Seleção Brasileira por oito anos - Brito jogou no Vasco da Ga,a, Flamengo e Botafogo


Brito estava internado devido a uma pneumonia - Foto: Reprodução/Redes Sociais/Facebook

Morreu nesta quinta-feira, 11, aos 86 anos, o ex-zagueiro Brito, campeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador. Ele estava internado havia pouco mais de uma semana para tratar uma pneumonia. 

A morte ocorreu justamente no dia de abertura da Copa do Mundo de 2026. Brito fez parte da equipe que conquistou o tricampeonato mundial no México, considerada uma das maiores seleções da história do futebol.

A equipe derrotou a Itália por 4 a 1 na final disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México. Brito também integrou o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao longo de oito anos com a camisa da Seleção, participou de 61 partidas e conquistou, além do Mundial de 1970, a Copa Roca de 1971.


Seleção brasileira de 1970 - Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram


O ex-zagueiro atuou ao lado de nomes como Pelé, Jairzinho, Rivellino, Gérson, Tostão e Carlos Alberto Torres. Durante a Copa de 1970, ganhou destaque pelo preparo físico e pela regularidade na defesa brasileira. 

Revelado pelo Vasco da Gama, clube pelo qual disputou mais de 400 partidas, Brito também passou por Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico. 

Nos últimos dias, familiares relataram evolução em seu quadro clínico. Apesar da recuperação considerada positiva, o ex-jogador não resistiu às complicações da pneumonia. 

Brito deixa o nome marcado na história do futebol brasileiro como integrante da geração que conquistou o tricampeonato mundial e consolidou uma das equipes mais emblemáticas da Seleção Brasileira. 


Revista Oeste


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Vorcaro pagou US$30 milhões (mais de R$ 155 milhões) a Alcolumbre

"Veja" promete todos os detalhes da denúncia em reportagem de capa


Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e Congresso - (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)




O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que controlava o liquidado Banco Master, teria realizado pagamento de propina no valor de US$30 milhões (mais de R$155 milhões) a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal, segundo noticia a revista semanal Veja deste fim-de-semana..

O pagamento foi descoberto pela Polícia Federal no curso das investigações, cujos detalhe a revista promete relatar, e pode explicar a resistência do presidente do Congresso Nacional de autorizar a instalação da CPMI do Banco Master, que conta com apoio recorde de parlamentares, exceto os que apoiam o governo Lula.

A situação política de Alcolumbre se complica muito e pode custar até mesmo sua posição de presidente do Congresso Nacional e ele está sujeito, inclusive, a ser submetido a processo de cassação de mandato no Conselho de Ética.

O governo Lula (PT), que se afastou de Alcolumbre, tem interesse em sua destituição, principalmente após sua atitude de favorecer a rejeição da indicação de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A denúncia envolvendo o presidente do Senado faria parte da segunda proposta de acordo de delação apresentada por Vorcaro e que foi também rejeitada pela Polícia Federal, como a primeira, por não apresentar fato novo para além do que já se sabe.

Isso significa que a PF já teria apurado antes o pagamento da propina milionária a Davi Alcolumbre, assim como os pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, que, antes citado por Vorcaro como “amigo de uma vida”, foi transformado em alvo do ex-banqueiro.

Vorcaro prometia contar e detalhes, sob acordo de delação, que a propina para o presidente do Senado seria depositada em conta no exterior, em troca de garantir favorecimento de interesses de Vorcaro e seu banco n âmbito das decisões do Senado.

As relações entre Vorcaro e Alcolubre teriam sido intermediadas por Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.

Diário do Poder