quarta-feira, 22 de abril de 2026

Mendonça pede vista e suspende julgamento de Eduardo por suposta difamação

 Quatro ministros tinham votado contra o ex-parlamentar




O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista, nesta quarta-feira, 22, e suspendeu o julgamento sobre suposta difamação do ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). 

Antes do ato de Mendonça, o placar já registrava quatro votos a favor da condenação de Eduardo. Os votos são do relator, Alexandre de Moraes, que foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Com o pedido de vista, o caso fica suspenso por até 90 dias. O julgamento ocorria em plenário virtual que começou na última sextafeira, 17, e seguiria até o dia 28 de abril.

No voto do relator, Moraes fixou a pena em um ano de prisão em regime aberto e o pagamento de multa de mais de R$ 125 mil. O ministro também rejeitou os argumentos da defesa do ex-deputado.


Tabata x Eduardo 

O caso trata de publicações de 2021, em que Eduardo citou Tabata. Na época, o então deputado afirmou que a parlamentar teria elaborado um projeto de lei para beneficiar terceiros de forma ilícita.

Eduardo teria vinculado a proposta de Tabata à atuação do empresário Jorge Paulo Lemann. Na publicação, o ex-deputado sugeriu que o projeto atenderia a interesses da empresa Procter & Gamble, fabricante de produtos.

O PL citado trata da distribuição de absorventes em espaços públicos. Eduardo afirmou que a iniciativa teria relação direta com o financiamento da campanha de Tabata. A deputada negou as acusações.  


Davi Vitorazzi - Revista Oeste

Flávio Bolsonaro chega a 42,2% contra 28,2% do ex-presidiário Lula no Rio Grande do Sul

 Outros nomes aparecem na disputa, como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)



Pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, segura a mão do pré-candidato ao governo gaúcho, Luciano Zucco; à esquerda de Flávio, de branco e óculos laranja, está a pré-candidata a vice na chapa de Zucco, Silvana Covatti. (Foto: Marcos Nagelstein).


Um levantamento feito pelo instituto Brasmarket, divulgado nesta quarta-feira (22), mostra que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 42,2%, contra 28,2% de Lula (PT).

Outros 16,0% não sabem ou não responderam; 8,3% somam branco ou nulo.

No cenário, outros nomes aparecem na disputa, como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Disputa para presidente – Rio Grande do Sul

  • Flávio Bolsonaro: 42,2%
  • Lula: 28,2%
  • Romeu Zema: 4,6%
  • Renan Santos: 0,4%
  • Ronaldo Caiado: 0,3%
  • Não sabem/não responderam: 16,0%
  • Branco/Nulo: 8,3%

O senador se mostrou ao eleitorado gaúcho em um evento nos dias 11 e 12 de abril, no lançamento de Zucco (PL-RS), a disputa pelo governo do estado.

Também representando a oposição no estado, o evento contou com os lançamentos das pré-candidaturas de Sanderson (PL) e Van Hattem (Novo) ao Senado Federal, sob a indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa entrevistou 1.200 eleitores do Rio Grande do Sul, de 17 a 21 de abril. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. Com o registro no TSE: RS-01619/2026 e BR-02697/2026.

Luan Carlos - Diário do Poder

A tirania do imposto sobre a renda – e por que um imposto sobre o consumo é tão ruim quanto, por Lew Rockwell

 

 Embora todos os meses tenhamos de lidar com o monstro “retendo na fonte” uma considerável fatia da nossa renda, é no final do mês de abril que o imposto de renda se torna uma forma de espoliação ainda mais explícita e ainda mais insultuosa para o cidadão, que é obrigado a entregar ao governo — tal qual um cidadão da Alemanha Oriental perante o STASI — um relato minucioso de todas as suas movimentações e fontes de renda.

A declaração do imposto de renda tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica é um exercício que mostra perfeitamente por que somos duplamente escravos do governo: além de termos de entregar parte da nossa renda para os burocratas, o governo ainda nos força a fazer todo o trabalho de declaração gratuitamente, sob ameaça de encarceramento caso algum detalhe seja esquecido.

Como disse Hans-Hermann Hoppe nesta entrevista não- publicada concedida a uma revista francesa:

Impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade.  Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto. Os ladrões — o estado e seus funcionários e aliados — tentam fazer o melhor possível para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.  

Obviamente, impostos não podem ser considerados pagamentos normais e voluntários por bens e serviços, pois você não tem a permissão de parar de pagá-los caso não esteja satisfeito com o produto que lhe é entregue. 

Você não é punido caso pare de comprar carros da Renault ou perfumes Chanel, mas irá para a cadeia caso pare de pagar por universidades e escolas estatais, bem como caso não esteja mais a fim de sustentar o senhor Sarkozy e sua pompa. 

[…]

Tributar é um ato de roubar e extorquir; ato esse por meio do qual um segmento da população, a classe dominante ligada ao estado, enriquece a si própria à custa da classe restante, os dominados.

Exatamente por isso, é compreensível que alguns economistas pró-livre mercado defendam a abolição de todas as formas de imposto sobre a renda, substituindo essa modalidade de espoliação por um imposto sobre o consumo, algo supostamente menos tirânico.  Afinal, com um imposto sobre o consumo, diz o argumento, você pelo menos pode evitar a tributação: basta não consumir determinado produto.

Só que a alternância de impostos é justamente um dos truques favoritos do governo.  Sendo assim, economistas que defendem esta política estão atuando exatamente como o governo deseja. 

Quando incorre neste engodo, o governo se utiliza do prospecto de reduzir um determinado tipo de imposto para ganhar apoio popular para elevar outro tipo de imposto.  Frequentemente, ele reduz alguns impostos sobre o consumo com o intuito de elevar outros impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas [no Brasil, há o truque de reduzir o IPI, a CIDE e o IOF e elevar a COFINS e a CSLL, como fez atual o governo]. 

Mas há também exemplos da medida inversa: uma redução de impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas e uma subsequente elevação de impostos que incidem sobre o valor final dos bens de consumo.   [Como quando o governo concede uma redução da contribuição para o INSS, ou uma redução das alíquotas do imposto de renda de pessoa jurídica ou alguma outra isenção fiscal para um determinado setor em troca de um aumento do IPI e da CIDE em outros setores].

O segredo para entender o real objetivo desta trapaça é saber que o governo está sempre atrás de mais dinheiro, e ele irá conseguir este dinheiro adicional de um jeito ou de outro.  Fazer um zigue-zague entre um método e outro não altera a realidade.  Mas é indiscutivelmente um método que pode enganar os mais tolos.  E pode também arrancar uma substancial quantia de dinheiro dos grupos afetados durante o período de transição.

Uma maneira particularmente útil de entender esse processo é imaginando um ladrão que promete que irá parar de arrombar a sua casa pela porta da frente se você deixar aberta a porta dos fundos.  Quando o estado promete reduzir a tributação da sua renda em troca de um aumento da tributação do seu consumo, ele está agindo de maneira idêntica a este assaltante.  A questão não é o método do assalto, mas sim a quantia auferida pelo roubo.

E os resultados são semelhantes.

Suponha que eu queira contratar você para consertar meu computador. Ter este serviço feito vale $ 200 para mim, e efetuar tal serviço vale $ 200 para você.  A transação ocorre porque nós temos esta coincidência de desejos, e porque voluntariamente concordamos que tal transação melhorará nossa situação. 

Agora, suponha que o governo imponha uma alíquota de 30% de imposto (seja ele na forma de imposto sobre sua renda ou na forma de um imposto indireto que incide sobre o preço final do seu serviço). 

Se o imposto for sobre a renda, o que ocorrerá é que, se você consertar meu computador, você não mais receberá $ 200 — que era o que valia para você fazer o serviço –, mas somente $ 140 após os impostos.  Se o imposto for sobre o preço, o valor final cobrado será de $ 260, valor esse que não mais me interessa, pois ficou caro demais.  O serviço de reparação valia $200 para mim, e não $ 260.

Sendo assim, em ambos os casos, a transação deixa de ser interessante para as partes envolvidas.  Ela só irá ocorrer se ao menos um dos lados consentir em sofrer perdas, o que diminui enormemente a satisfação da transação.

Este exemplo simples demonstra que um dos efeitos dos impostos é o de destruir as transações — e, por conseguinte, os empregos e a renda.  Na mais branda das hipóteses, impostos encarecem o valor final para o consumidor e reduzem a renda total do trabalhador. 

Este exemplo, por si só, mostra que substituir um imposto sobre a renda por um imposto sobre o consumo não altera a tirania do arranjo.  Mas, ainda assim, há economistas liberais que preferem o segundo arranjo.

O argumento desses economistas em prol de os impostos incidirem majoritariamente sobre o consumo em vez de sobre a renda dos indivíduos e das empresas se baseia nestas cinco alegações:

1. O imposto sobre o consumo ao menos é voluntário: só paga quem consome

Embora a afirmação seja verdadeira, o fato é que um imposto sobre o consumo é tão coercivo quanto qualquer outro imposto.  Com um imposto sobre a renda, se eu tenho uma receita e não pago o imposto sobre ela, posso ser multado e encarcerado.  Com um imposto sobre o consumo, se eu consumir um item tributado e o comerciante não pagar o tributo, ele será multado e encarcerado. Em ambos os casos, um cidadão está sendo punido pelo estado.

É verdade que eu posso optar por não consumir aquele item.  Mas, pelo mesmo raciocínio, com um imposto sobre a renda, eu posso optar por não ter renda nenhuma.

O fato é que nada é voluntário se eu não posso me eximir de participar.  Não existe esse negócio de ‘imposto voluntário’.  Se existisse, seria chamado por algum outro nome.  [No Brasil, país em que o governo é mais avançado, o termo ‘contribuição’ já é corriqueiro, o que mostra que a população caiu no engodo do governo].

2. Impostos sobre o consumo não oneram a produção.

Falso. Oneram sim.  As empresas — principalmente as pequenas, que operam em ambiente concorrencial — não determinam seus próprios preços, o que significa que elas não podem simplesmente repassar integralmente o imposto sobre o consumo para o consumidor.  Se elas pudessem aumentar seus preços sem que isso afetasse seus lucros, elas já teriam feito isso; não seria necessário utilizar a desculpa do imposto para encarecer seus produtos.

Quando o governo impõe um novo tributo sobre os produtos de uma empresa, tudo o mais constante, essa empresa terá de absorver em suas operações o custo deste novo imposto.  Desta forma, o imposto sobre o consumo é um imposto sobre a produção, sobre os salários, sobre o investimento, sobre a pesquisa e sobre todos os outros aspectos da vida econômica.

3. O imposto sobre o consumo é mais simples e menos oneroso para ser coletado

Supondo que isso seja verdade, por que isso seria algo bom?  Um imposto difícil de ser coletado significa que a tentação para se elevá-lo é menor. 

No que mais, um imposto sobre o consumo pode ser fácil de ser coletado a uma alíquota de 1%.  No entanto, substituir o imposto de renda por um imposto nacional sobre o consumo exigiria uma alíquota acima de 20%.  Isso jogaria os mercados no caos e criaria da noite para o dia um mercado paralelo em absolutamente todos os bens e serviços, o que daria ao governo uma perfeita desculpa para aumentar maciçamente seu despotismo e seus controles, o que certamente levaria à imposição de um registro compulsório de informações de transações.

4. Um imposto sobre o consumo não tributa a poupança

No geral, isso é verdade.  Mas o governo não tem de assumir para si o papel de incitar a população a um determinado padrão de consumo e de poupança. Isso cabe a cada indivíduo decidir para si próprio.  Poupar é ótimo quando tal ato reflete uma preferência individual.  O mesmo pode ser dito para o consumo.  Mas não há como saber a priori qual deve ser a proporção correta entre poupança e consumo.

E vale a pena refletir o seguinte: o grau em que um imposto sobre o consumo desestimula o consumo é o mesmo em que ele reduz as receitas do governo.  Como é que um governo ávido por arrecadação vai lidar com esse paradoxo?

5. O imposto sobre o consumo, quaisquer que sejam seus problemas, ao menos não é progressivo.

Muito barulho é feito com essa questão das alíquotas progressivas do imposto de renda, de modo que vários economistas liberais se dizem a favor de uma alíquota única para o imposto de renda.  Mas pense desta forma: você preferiria pagar um imposto de renda com uma alíquota única de 40% ou preferiria tentar encontrar brechas em um sistema que possuísse 20 alíquotas diferentes indo de 1% a 39% (tudo o mais constante)?  Se você soubesse que pagaria menos sob um sistema progressivo, é este que você iria preferir.

Conclusão

Os defensores do imposto sobre o consumo, principalmente aqueles que alegam defender o livre mercado, devem urgentemente redirecionar suas energias: esqueçam o método da tributação e concentrem-se no nível da tributação.  Adotem aquele princípio geral e universal que diz que, quaisquer que sejam os impostos existentes, eles têm de ser reduzidos. 

Voltando àquela analogia do assaltante de residências, o sistema ideal é aquele que deixaria todas as portas e janelas completamente lacradas.  E, voltando ao exemplo do computador, fica então uma pergunta: você e eu, bem como todo o país, estaríamos em melhor situação se você consertasse meu computador e eu lhe pagasse $ 200 em dinheiro vivo e nós dois concordássemos em não declarar a transação para a Receita Federal? 

A resposta é sim e não.  Sim, pois haveria mais transações, mais empregos e mais riqueza.  Não, pois seríamos tratados como criminosos caso os burocratas descobrissem nossa transação voluntária, e poderíamos ir para a cadeia.

Impostos são sagrados para políticos.  É com impostos que eles mantêm suas mordomias e é com impostos que eles distribuem agrados para a sua base eleitoral.  Os efeitos econômicos dos impostos sobre os reais trabalhadores são um fenômeno pra lá de secundário nos cálculos desta gente.

Defensores da liberdade e do livre mercado não devem querer reformar impostos.  Nossa batalha deve se concentrar na redução — e posterior eliminação — de todos eles, começando pelo imposto de renda.  Isso não é nada irrealista. Uma abolição do imposto de renda de pessoa física e jurídica deixaria o governo com a mesma arrecadação total de 2006.  Por acaso o governo era tão intoleravelmente pequeno naquela época?




Lew Rockwell - Mises Brasil

Bacanal com a grana dos pagadores de impostos - Câmara tem menos de 20% de funcionários efetivos

 

Plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado).


O número de servidores efetivos, aqueles concursados na Câmara dos Deputados, não atinge nem mesmo a marca de 20% do total dos trabalhadores da casa. São 2.610 concursados, que se somam a outros 12.247, cargos de livre nomeação das excelências. Aí entra de tudo, como parentes de prefeitos apoiadores e lideranças comunitárias, sempre úteis em ano eleitoral. Se adicionar os terceirizados, a conta fica ainda maior, são 3.828 funcionários, entre limpeza, vigilância, copa etc.

Aspones

Os “cargos de natureza especial”, chamados de CNE, têm salários que superam os R$23,7 mil. Atualmente, são 1.687 “CNEs” na Câmara.

São 10.364

Secretários parlamentares, que não precisam bater ponto, têm salários que passam os R$9,3 mil, podendo até dobrar com “gratificações”.

Folha inchada

O RH da Câmara registra ainda 196 estagiários e 16 funcionários que estão “afastados”. A conta deixou de fora os 513 deputados


Diário do Poder

Quadrilha Lula-STF opera: Zema é o segundo concorrente de Lula em outubro a virar alvo de Moraes

 

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República. (Foto: Cadu Gomes/VPR).


Caso (ou quando) a denúncia do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes contra Romeu Zema (Novo) for aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-governador de Minas Gerais se tornará o segundo rival de Lula (PT) em 2026 a virar alvo de ação no STF, a menos de seis meses da eleição. O primeiro foi o principal candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), que passou a ser investigado por suposta calúnia contra o petista por postagem nas redes sociais.

Motivo de sempre

Zema também pode virar investigado pelo mesmo motivo: uma postagem nas redes sociais. A dele considerada “ataque” ao STF.

Vai faltar oposição

Flávio rivaliza com Lula nas pesquisas para presidente; Zema tem ocupado a quarta colocação nos levantamentos, a depender do cenário.

Assunto sério

Caso sejam condenados mesmo numa turma do STF, órgão colegiado, tanto Zema, quanto Flávio correm risco de serem declarados inelegíveis.

Precedente?

A Venezuela tornou inelegíveis todos os adversários de Maduro. A vaga sobrou para Edmundo González, cuja vitória seria roubada pelo ditador.

Diário do Poder

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ministros do STF veem 'absurdo' em ato de Gilmar Mendes contra Zema e criticam tentativa de 'influir na política'

Decano do tribunal enviou uma notícia-crime a Moraes, em virtude de vídeo publicado pelo ex-governador de Minas Gerais nas redes sociais


O decano do STF, Gilmar Mendes, durante o Fórum Jota, em Brasília - 4/12/2025 - Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo 

O pedido do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para incluir no Inquérito das Fake News o ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, causou desconforto nos bastidores do tribunal, nesta segunda-feira, 20. 

Um ministro ouvido pela coluna, em caráter reservado, classificou o ato como tentativa de “influir na política”. 

Outro juiz do STF disse que a medida é “um absurdo”. Mais um integrante da Corte acrescentou que o movimento é “preocupante”. 

Mendes mandou uma notícia-crime, contra Zema, ao relator da investigação, Alexandre de Moraes, em virtude de um vídeo publicado pelo ex-governador, nas redes sociais, que alude a Mendes e a Dias Toffoli. 

Moraes, então, enviou o documento à ProcuradoriaGeral da República (PGR), que ainda não se manifestou acerca do caso. Nas imagens, um boneco que imita Toffoli pede ao de Mendes que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Dessa forma, o fantoche do magistrado anula a decisão. Em troca, pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago”.

Na semana passada, o decano também adotou providências no que diz respeito a outro político: o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Relator da CPI do Crime Organizado, Vieira indiciou Mendes, Toffoli e Moraes, por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master. 


O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado 

Na semana passada, o decano também adotou providências no que diz respeito a outro político: o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Relator da CPI do Crime Organizado, Vieira indiciou Mendes, Toffoli e Moraes, por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master. Mendes, posteriormente, acionou a PGR e pediu investigação do parlamentar, por abuso de poder. 

“O claro desvio de finalidade enveredado pelo relator da CPI do Crime Organizado não encontrou guarida sequer entre os seus pares, que deliberadamente optaram por não aprovar o texto de endereçamento final por ele sugerido”, disse Mendes. 


Cristyan Costa - Revista Oeste

Chefe da facção de toga, Gilmar Mendes quer incluir Zema no Inquérito das Fake News

Decano do STF aciona Alexandre de Moraes depois de ex-governador mineiro publicar sátira envolvendo escândalo do Banco Master


Gilmar Mendes, gesticula durante uma sessão em Brasília, Brasil, em 8 de junho de 2017 | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino 


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou uma notícia-crime ao magistrado Alexandre de Moraes para incluir Romeu Zema (Novo) no Inquérito das Fake News. O decano reagiu a um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência que utiliza fantoches para representar membros da Corte. Moraes remeteu o pedido, que corre sob sigilo, para análise da ProcuradoriaGeral da República (PGR). A informação foi confirmada por Oeste.

Zema compartilhou imagens onde bonecos de Gilmar Mendes e Dias Toffoli conversam sobre a suspensão de quebras de sigilo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. No vídeo, a representação de Gilmar anula decisões em troca de “cortesias” em um resort ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O ministro afirma que a postagem utiliza tecnologia de deep fake para emular vozes e atacar a honra da instituição. 


Ataque à cúpula do Judiciário 

Gilmar Mendes sustenta que o ex-governador usou edição profissional para criar um diálogo inexistente com o intuito de se promover politicamente. O magistrado destacou o alcance da publicação nas redes sociais de Zema, que somam quase 3 milhões de seguidores. Segundo o ministro, a peça publicitária tenta vulnerar a integridade do STF perante a opinião pública.


Romeu Zema - Teve ministro anulando quebra de sigilo da família do Toffoli, e nada melhor que esse momento pra lançar o episódio 2 da série mais amada do Brasil  


Romeu Zema mantém uma postura de confronto direto com a Corte. Na última semana, o político declarou que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “merecem prisão” e não apenas o impeachment. O exgovernador afirma que os ministros não são intocáveis e precisam enfrentar investigações sobre suas condutas no tribunal.

O embate entre o decano e o mineiro ganhou força em abril. Gilmar Mendes criticou Zema logo que o ex-governador defendeu a saída dos magistrados. O ministro apontou uma “contradição”, pois o governo de Minas Gerais recorreu ao STF para adiar dívidas com a União. Zema rebateu a fala e disse que decisões judiciais favoráveis no passado não o obriga a ser submisso.

A manifestação da PGR determinará se o Supremo abrirá oficialmente a investigação contra o pré-candidato à Presidência. Até o momento, a defesa de Romeu Zema não comentou o pedido de inclusão no Inquérito das Fake News. O caso acirra a disputa entre o Judiciário e lideranças da oposição que questionam o alcance dos poderes da Suprema Corte. 


Erich Fraga e Cristyan Costa - Revista Oeste