quinta-feira, 23 de julho de 2026

Universalização do saneamento exige planejamento, segurança regulatória e investimentos de longo prazo, diz Paula Violante

 Ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário é essencial para melhorar a qualidade de vida.


Paula Violante, diretora-executiva de Operações da Iguá Saneamento

O acesso à água tratada e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto é essencial para garantir saúde, dignidade e qualidade de vida. Ainda hoje, milhões de brasileiros convivem com a falta desses serviços básicos, o que compromete o desenvolvimento social e econômico do país. 

Para transformar esse cenário, o novo Marco Legal do Saneamento estabeleceu metas ambiciosas de universalização até 2033. No entanto, alcançar esse objetivo exigirá mais do que investimentos em obras. Será fundamental garantir planejamento de longo prazo, segurança regulatória e um ambiente capaz de atrair os investimentos necessários para a expansão dos serviços. 

Esse foi um dos temas debatidos durante o evento “Desafios 2026 e Visão 2030”, promovido pela Turner & Townsend, que reuniu lideranças para discutir os principais desafios da infraestrutura brasileira e os caminhos para viabilizar projetos transformadores. 

Durante o debate, Paula Violante, diretora-executiva de Operações da Iguá Saneamento, destacou que a universalização do saneamento passa pela capacidade de construir um ambiente mais previsível para o setor, com licenciamentos mais ágeis, segurança regulatória e condições para investimentos sustentáveis no longo prazo. 

Mais do que uma meta de infraestrutura, ampliar o acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto significa reduzir desigualdades e levar dignidade a milhares de famílias brasileiras.


Conheça a Turner & Townsend 

A Turner & Townsend é uma empresa global de gestão de projetos, com mais de 80 anos de atuação no mercado, reconhecida por uma ampla gama de serviços especializados, incluindo PMO (Escritório de Gerenciamento de Projetos), gerenciamento, gestão de projetos/design, estimativas e revisões, CapEx Assurance, gestão de custos, planejamento e controle, gestão contratual, suprimentos e análise de riscos. 

Com mais de 23 mil profissionais distribuídos em mais de 60 países, a Turner & Townsend combina profundo conhecimento local com uma visão verdadeiramente global. Na América Latina, a empresa está presente há mais de 30 anos, atuando de forma contínua no desenvolvimento de projetos que impulsionam o crescimento econômico, social e sustentável da região.


Revista Oeste

Futebol é Política?, por José Luiz Alquéres

 

Dentro de campo prevalece o respeito entre profissionais, mas, nas arquibancadas, permanece viva a paixão pelas cores nacionais

José Luiz Alquéres - Editor, foi presidente da Eletrobras - Republicação

Nelson Rodrigues, nosso maior dramaturgo, era também um apaixonado por futebol. Irmão de Mário Filho, jornalista que deu nome ao Maracanã, escrevia uma célebre coluna em O Globo. Com humor refinado e frequente sarcasmo, comentava os jogos, exaltando seu Fluminense, mas sem deixar de reconhecer os méritos dos adversários. Foi dele a expressão que atravessou gerações: a seleção brasileira é a “pátria de chuteiras”.

O culto à Seleção Brasileira começou a ser construído desde as primeiras Copas do Mundo e ganhou enorme intensidade após a dramática derrota para o Uruguai na final de 1950, diante de um Maracanã lotado. A conquista do primeiro título mundial, em 1958, revelou ao mundo craques como Pelé, Garrincha, Djalma Santos, Nilton Santos e tantos outros. A vitória foi celebrada em músicas, desfiles e manifestações populares que consolidaram uma forte identificação entre a seleção e o sentimento nacional.

Não demorou para que governos percebessem a força simbólica desse patrimônio coletivo. Ao longo das décadas, diferentes dirigentes buscaram associar sua imagem aos sucessos da seleção, tentando transformar vitórias esportivas em dividendos políticos.


Os jogadores, porém, nem sempre aceitaram essa aproximação. Um episódio emblemático ocorreu antes da Copa de 1970. João Saldanha, então treinador da seleção, foi questionado sobre uma suposta sugestão do presidente Emílio Garrastazu Médici para convocar determinado atleta. Sua resposta tornou-se histórica: “O presidente escala o ministério dele; eu escalo a seleção brasileira.” Pouco depois, Saldanha deixou o comando da equipe, substituído por Zagallo, que conduziu o Brasil à inesquecível conquista do tricampeonato no México.

O retorno dos campeões foi transformado em uma grande celebração nacional, com desfiles e homenagens. A ditadura militar aproveitou o momento para reforçar a propaganda oficial de um país supostamente unido e próspero, sintetizada no slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em meio à repressão política e às restrições às liberdades democráticas, a conquista da Copa foi incorporada ao discurso de exaltação do regime. Eram os anos da Guerra Fria, quando o mundo vivia dividido entre os países ocidentais e o bloco socialista, e a disputa ideológica alcançava praticamente todos os campos da vida pública, inclusive o esporte.

A Copa do Mundo recentemente encerrada apresentou um cenário bastante diferente daquele vivido há mais de meio século. A globalização alterou profundamente o futebol. A seleção francesa, por exemplo, foi formada majoritariamente por filhos de imigrantes, refletindo a diversidade étnica da sociedade contemporânea. Ao mesmo tempo, jogadores de praticamente todas as seleções atuam em clubes espalhados pelos principais campeonatos europeus e de outras regiões do mundo.

O Brasil ilustra bem essa realidade. Seus atletas estão distribuídos por diferentes ligas internacionais, assim como diversos clubes brasileiros cedem jogadores para outras seleções sul-americanas. Ao final das partidas, tornou-se comum assistir a calorosos cumprimentos entre adversários que, durante a temporada, dividem o mesmo vestiário em clubes da Inglaterra, da Espanha, da França ou da Itália.

Essa convivência internacional diminuiu a rivalidade entre as nações? Aparentemente, não. Dentro de campo prevalece o respeito entre profissionais, mas, nas arquibancadas, permanece viva a paixão pelas cores nacionais. Felizmente, essa rivalidade tem sido demonstrada, na maior parte das vezes, de forma civilizada.

A competição também trouxe motivos de preocupação. Crescem as suspeitas, em diversos países, sobre a necessidade de maior transparência na governança do futebol internacional, envolvendo arbitragem, processos decisórios e administração das entidades esportivas. Paralelamente, a explosão das apostas esportivas transformou-se em um fenômeno econômico e social de enormes proporções. No Brasil e em outros países, milhões de pessoas passaram a apostar regularmente, alimentando um mercado que pode gerar graves consequências financeiras para inúmeras famílias.

Também não faltaram tentativas de transformar o desempenho da seleção em argumento político. Houve quem afirmasse que uma eventual conquista brasileira comprovaria o sucesso do governo, enquanto uma eliminação serviria para demonstrar exatamente o contrário. A história mostra, entretanto, que tais associações jamais resistiram aos fatos. O desempenho da seleção nunca foi um indicador confiável da qualidade de um governo, seja qual for sua orientação política.

Apesar disso, muitos brasileiros surpreenderam ao torcer pela Argentina na decisão desta Copa, motivados menos pelo futebol do que por simpatias ou rejeições a determinadas correntes políticas. É uma demonstração de como o esporte continua sendo utilizado como instrumento de disputas que lhe são externas.

Talvez a principal reflexão deixada pelo torneio seja outra. O futebol segue despertando paixões nacionais, mas as seleções convivem hoje com um calendário fragmentado, poucos períodos de treinamento e atletas espalhados pelo mundo inteiro. Construir um verdadeiro espírito coletivo tornou-se muito mais difícil. Ainda assim, equipes menos tradicionais demonstraram que organização, comprometimento e identidade podem compensar limitações individuais.

Que essa seja a principal lição desta Copa. O futebol continuará dialogando com a política, mas não deve ser confundido com ela. Afinal, governos passam; a paixão pelo futebol permanece. E segue viva a esperança de que, em 2030, o Brasil finalmente conquiste o tão sonhado hexacampeonato.

José Luiz Alquéres - Diário Poder

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Estatais acumulam mais de R$ 18 bilhões em déficit no governo Lula, aponta TCU

 Rombo das empresas não dependentes já supera R$ 18 bilhões em três anos e meio; tribunal diz que contingenciamento de políticas públicas cobriu rombo


Reprodução - Descondenado 

As empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dados revelados pelo jornal Gazeta do Povo mostram que o governo Lula inverteu um ciclo de superávits registrado na gestão anterior.

Dos R$ 3,29 bilhões contingenciados até o quinto bimestre de 2025, 91% foram para absorver o déficit das estatais. 

“Isso impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais”, diz o relatório do tribunal. 

Entre as estatais não dependentes estão os Correios, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda. 

Déficit se concentra em quatro empresas 

O TCU identificou que 95% do rombo de 2025 se concentrou em quatro estatais: Empresa Gerencial de Projetos Navais, Correios, Empresa Gestora de Ativos e Infraero.



O déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas empresas foi de R$ 4,9 bilhões em 2025. Leia mais: “Governo Lula é desaprovado por mais da metade da população, revela pesquisa” 

Governo Lula inverte superávit de R$ 17,46 bi 

A análise do TCU usa estatísticas fiscais do Banco Central, que excluem estatais financeiras (Banco do Brasil, Caixa e BNDES) e a Petrobras. 

No governo Bolsonaro, o conjunto de estatais não dependentes registrou superávit em três dos quatro anos: R$ 10,29 bilhões (2019), R$ 3,03 bilhões (2021) e R$ 4,75 bilhões (2022). 

Apenas 2020 teve resultado negativo, de R$ 614 milhões. O saldo positivo acumulado foi de R$ 17,46 bilhões. 

No governo Lula, a sequência é de déficits: R$ 656 milhões (2023), R$ 6,73 bilhões (2024) e R$ 5,13 bilhões (2025). Em 2026, o rombo já chegava a R$ 5,96 bilhões nos primeiros cinco meses. 

TCU vê “deterioração na capacidade de autofinanciamento'

O TCU afirma que a “progressiva reversão de resultados positivos para déficits crescentes ao longo do triênio 2023-2025 evidencia deterioração na capacidade de autofinanciamento dessas estatais.” 

O órgão atribui o cenário a uma “deficiência sistêmica na supervisão ministerial e no acompanhamento orientado a riscos, que não atuou de forma preventiva nem induziu ajustes estruturais tempestivos.”

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviado pelo governo, projeta déficit das estatais não dependentes até 2030. 

O governo federal foi questionado pela Gazeta do Povo por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Em resposta, a pasta informou apenas que “mantém diálogo constante com o TCU sobre o assunto”.

 A aprovação das contas de 2025 ocorreu com ressalvas em 10 de junho. O parecer segue para o Congresso, que tem a palavra final sobre as contas presidenciais.


Revista Oeste

Covil do PT admite ligação de Wagner ao Banco Master, e torce para que situação de Ciro seja ainda pior

 

Jaques Wagner, ex-Líder do Governo Lula (PT) no Senado, com o presidente petista - Foto: redes sociais


Petistas sabem que a investigação envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner vai ser tema central na campanha, mas não esperavam que a intimação ao ex-líder de Lula para explicar à Polícia Federal a confusão, em 7 de agosto, seria só dois dias após o prazo para convenções partidárias. No PT, a esperança é de que a situação de Ciro Nogueira (PP-PI) seja pior do que a do senador baiano e já que ele foi ministro de Jair Bolsonaro, a ideia é que a relação enrole a oposição no escândalo.

Menos pior

A aposta no PT é que o escândalo do Master é pluripartidário e não deve sequestrar o noticiário. A estratégia, por ora, é foco no tarifaço.

Filme queimado

A preocupação é tentar preservar o palanque de Lula na Bahia e evitar o climão na convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto.

O pai é outro

O senador do Piauí é o autor do que ficou conhecido como “Emenda Master”, por beneficiar os negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

PT gostou

Entre a batida da PF na casa de Wagner e o depoimento, haverá hiato de cerca de dois meses e meio, tempo longo neste tipo de investigação.

Diário do Poder

terça-feira, 21 de julho de 2026

PF apreende carrões ligados ao Careca do INSS, integrante da quadrilha do Lula

Carros de coleção e de alto padrão, como BMW X6, Audi R8 e até um Opala, estão entre os bens recolhidos


A ação foi realizada no Distrito Federal. (Foto: Divulgação/PF).


A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (21), um novo mandado de busca e apreensão ligado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no âmbito da Operação Sem Desconto.

A operação resultou na apreensão de diversos carros de luxo e de coleção. Veja a seguir os modelos recolhidos pela PF:

(Foto: Divulgação/PF).

Um dos destaques entre os bens apreendidos pela Polícia Federal é um Audi R8, um dos superesportivos mais emblemáticos da fabricante alemã. O modelo de dois lugares utiliza motor central V10 aspirado de 5,2 litros, compartilhado com o Lamborghini Huracán, capaz de desenvolver até 610 cavalos de potência e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos. A produção do Audi R8 foi encerrada em março de 2024, após 45.949 unidades fabricadas, tornando o veículo ainda mais exclusivo e valorizado entre colecionadores.

(Foto: Divulgação/PF).

Entre os automóveis apreendidos também está uma BMW X6, modelo que inaugurou o segmento dos Sports Activity Coupé (SAC), combinando características de um SUV com o design esportivo de um cupê. Na configuração atual xDrive40i M Sport, o veículo é equipado com motor de seis cilindros e 381 cavalos de potência, com preço aproximado de R$ 889 mil. As versões mais completas ultrapassam a marca de R$ 1 milhão no mercado brasileiro.


(Foto: Divulgação/PF).

Outro veículo apreendido foi um Chevrolet Opala Diplomata, versão topo de linha da tradicional família Opala. Produzido até 1992, o modelo se destacou pelo acabamento sofisticado, alto nível de conforto e pelos motores 2.5 de quatro cilindros ou 4.1 de seis cilindros. Considerado um ícone da indústria automobilística brasileira, o Diplomata tornou-se uma peça de coleção e pode alcançar valores expressivos no mercado de clássicos, a depender do ano de fabricação, da originalidade e do estado de conservação.

A operação

A ação foi realizada no Distrito Federal e teve como objetivo atingir o patrimônio do investigado, apontado como um dos principais articuladores do esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu a ordem judicial com a finalidade de promover a descapitalização do investigado, considerado peça central no esquema criminoso investigado pela corporação.

Em nota, a Polícia Federal informou que, além das fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, também são apurados os crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.

Mael Vale - Diário do Poder





Governo corrupto do ex-presidiário Lula pagou R$ 837 mil a escritório que atuou na defesa de Alexandre de Moraes

 Valor também inclui serviços relacionados às sanções tarifárias impostas pelos EUA 


Os presidentes Lula (à esq.) e Alexandre de Moraes, do TSE (à dir.), durante cerimônia de diplomação do petista na Corte - 12/12/2022 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo Lula pagou cerca de R$ 850 mil ao escritório norteamericano Arnold & Porter Kaye Scholer LLP pelos serviços relacionados à Lei Magnitsky aplicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a sanções dos Estados Unidos a


Os dados referentes ao que já foi gasto constam de relatórios da Advocacia-Geral da União (AGU) obtidos por Oeste, com exclusividade, via Lei de Acesso à Informação.


A banca emitiu quatro faturas acerca dos dois casos, que somam pouco mais de US$ 150 mil — a quantia em reais considera a cotação do dólar à época. Os registros dividem o valor da seguinte forma:


• US$ 108.866,96 pela atuação relacionada à Magnitsky; • US$ 45.034,50 por serviços referentes a sanções tarifárias. 


 Na ocasião, a AGU emitiu uma nota que justificou a contratação. “Estão incluídas no escopo de atuação do contrato quaisquer medidas de caráter punitivo aplicadas contra os interesses do Estado brasileiro, de empresas e de agentes públicos brasileiros, tais como tarifas, denegações de visto, bloqueio de ativos e restrições financeiras”, afirmou. 

O órgão destacou que o escritório tem atuação no setor regulatório e comercial e longa experiência em litígios internacionais. A empresa conta com mais de mil advogados que atuam em 16 sedes em diferentes países. 

Em 12 de dezembro de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou Moraes, a mulher dele, Viviane Barci, e o Instituto Lex da lista de sancionados pela Magnitsky








O 'presidente' da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Grã-Cruz, o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, em solenidade realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (21/11/2023) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo 


O Arnold & Porter é o segundo escritório norte-americano contratado pelo Estado brasileiro que atua em uma questão relacionada a Moraes. 

Paralelamente, o Foley Hoag LLP representa a União na ação movida por Rumble e Trump Media que cita o ministro nos EUA. 

A coluna revelou que o Brasil já desembolsou mais de R$ 1 milhão pela atuação da banca na ação das big techs. As empresas pedem explicações na Justiça norte-americana sobre ordens sigilosas expedidas por Moraes que violaria a Constituição dos EUA. O Foley Hoag LLP cuida de processos do Brasil no estrangeiro desde 2019.


Cristyan Costa - Revista Oeste

Trump concede green card e fortalece proteção a Eduardo Bolsonaro

Documento garante ao ex-deputado o direito de viver e trabalhar nos EUA por tempo indeterminado


Green Card de Eduardo Bolsonaro. (Foto: Reprodução).


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu o Green Card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro o que, na prática, fortalece medidas de proteção ao ex-deputado que denunciou ser vítima de perseguiçãodo regime brasileiro.

O documento garante ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais.

Com a residência permanente, Eduardo passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão norte-americano, embora não possa votar nas eleições do país.

A concessão do documento ocorre cerca de um mês após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.

Segundo o STF, ficou comprovado que o ex-parlamentar atuou para interferir no julgamento da ação penal em que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde o início de 2025, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados, alegando sofrer perseguição política no Brasil.

Segundo a publicação, o pedido de residência permanente havia sido protocolado há mais de um ano. A informação é colunista Mônica Bergamo.

Mael Vale - Diário do Poder