terça-feira, 10 de março de 2026

Brasil se isola do combate ao tráfico por ‘ideologia’

 

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)



O governo Lula (PT) optou por um isolamento vergonhoso e fugiu da coalizão “Escudo das Américas” de 13 países contra o tráfico e cartéis de narcotraficantes. O Brasil preferiu se unir a Colômbia e México, governos lenientes nesse combate, e ficou de fora. Ainda paga o mico de defender a não inclusão de PCC e Comando Vermelho na lista de entidades terroristas proposta pelos EUA. Na prática, protege as gangues da ação conjunta para desarticular redes criminosas por meio de cooperação em inteligência, forças policiais e finanças dos 13 países dessa iniciativa.

Ideologia ignorante

O governo do Brasil expõe priorização ideológica que beira a insanidade. E Lula não quer desagradar seu novo ídolo, o colombiano Gustavo Petro.

Petro, o leniente

Sancionado pelos EUA no ano passado por “envolvimento no tráfico ilícito de drogas”, Petro defende “diálogo” com narcotraficantes e cartéis.

Auge do sectarismo

Lula coloca a ideologia acima do interesse coletivo, ignorando pesquisas nacionais apontando segurança como a maior preocupação do brasileiro.






Oposição quer investigar repasses do milionário ex-presidiário Lula para Lulinha, alvo da CPMI do INSS

 

Lula e Fabio Luiz Lula da Silva, o "Lulinha" - Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.


A grana que Lula despejou nas contas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, virou alvo da oposição, que quer escrutinar a movimentação financeira do filho do presidente, que tem uma amiga enrolada na falcatrua do INSS. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado já tramita pedido à Polícia Federal para investigar “cifra aproximada de R$25 milhões” do herdeiro de Lula. No bolo, mais de R$720 mil são de transferências entre o petista e Lulinha.

Alô, Receita

Na declaração de bens de Lula, tem R$7,4 milhões. Mas a maior parte, R$5,5 milhões, está imobilizada em uma espécie de previdência privada.

Mérito da CPMI

Foi a CPMI do INSS que aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha e revelou que o presidente repassou o caminhão de dinheiro ao filho.

2+2

Somando o dinheiro em espécie (declarado), com créditos que aparecem nos bens assumidos à Justiça Eleitoral, faltam ainda R$266 mil.

Coisa de milionário

A movimentação financeira de Lulinha é na casa dos milhões. Mais de R$4 milhões por ano em 2022 e 2023 e mais de R$7,2 milhões em 2024.


Diário do Poder

segunda-feira, 9 de março de 2026

Sem apoio da esquerda, Vieira protocola CPI contra Master, Moraes e Toffoli

Requerimento reúne 35 assinaturas e prevê apuração de possíveis relações entre ministros do STF e o empresário Daniel Vorcaro


Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado 

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segundafeira, 9, o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis conexões entre exdono Banco Master, Daniel Vorcaro, e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi apresentado com 35 assinaturas, número superior ao mínimo de 27 apoios exigidos para a instalação de uma CPI. A lista de signatários é composta majoritariamente por parlamentares de partidos de centro, direita e oposição ao governo, sem a adesão de senadores de partidos de esquerda.

Preso, o banqueiro Daniel Vorcaro foi levado para Penitenciária em Brasília | Foto: Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária 

No requerimento, Vieira afirmou que as investigações envolvendo o Banco Master levantaram dúvidas sobre eventuais vínculos entre o empresário e integrantes da mais alta Corte do país. Para o senador, o Congresso Nacional precisa apurar de forma transparente os fatos diante da repercussão institucional do caso.


O caso Master revelou ao país uma in completa teia de irregularidades inanceiras, cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário nacional, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento”, afirmou Vieira no documento. 

A proposta de CPI prevê investigar “eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre Vorcaro e os ministros do STF, além de possíveis impactos dessas relações sobre decisões e atos praticados no exercício das funções institucionais.


Supostas relações de ministros no caso Master 

Entre os pontos citados no requerimento está a participação do ministro Dias Toffoli em empreendimento turístico ligado ao grupo empresarial de Vorcaro, o Tayayá Resort, no interior do Paraná. Segundo Vieira, a relação envolvendo o empreendimento levanta questionamentos que justificam uma investigação parlamentar para esclarecer eventuais vínculos entre o magistrado e o empresário investigado. 

O documento também menciona contrato de honorários firmado com a advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o requerimento, o contrato previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões a partir de janeiro de 2024 e poderia alcançar R$ 129 milhões até 2027. Para o senador, a existência desse acordo suscita dúvidas sobre possíveis conexões entre o grupo econômico investigado e a atuação do magistrado.


Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em sessão plenária do STF — Brasília (DF), 4/3/2026 | Foto: Victor Piemonte/STF

Encontros de Vorcaro

Outro trecho do pedido cita mensagens atribuídas a Vorcaro, nas quais o empresário relata encontros com Alexandre de Moraes. Para o senador, o conteúdo reforçou a necessidade de esclarecimentos públicos sobre a natureza dessas interações.


“O Senado Federal tem o dever de investigar, de esclarecer e de oferecer ao povo brasileiro a transparência que a crise institucional exige”, afirmou Vieira. 


Com o pedido de abertura da CPI protocolado, caberá ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliar a leitura do pedido em plenário e a eventual instalação da comissão parlamentar de inquérito. 


Veja os senadores apoiadores: 


1. Alessandro Vieira (MDB-SE)

2. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);   

3. Eduardo Girão (NOVO-CE); 

4. Magno Malta (PL-ES);

5. Luis Carlos Heinze (PP-RS); 

6. Sergio Moro (UNIÃO-PR); 

7. Esperidião Amin (PP-SC); 

8. Carlos Portinho (PL-RJ); 

9. Styvenson Valentim (PSDB-RN); 

10. Marcio Bittar (PL-AC); 1

11. Plínio Valério (PSDB-AM); 

12. Jaime Bagattoli (PL-RO); 

13. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR); 

14. Damares Alves (REPUBLICANOS-DF); 

15. Cleitinho (REPUBLICANOS-MG); 

16. Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS); 

17. Vanderlan Cardoso (PSD-GO); 

18. Jorge Kajuru (PSB-GO); 

19. Margareth Buzetti (PP-MT); 

20. Alan Rick (REPUBLICANOS-AC); 

21. Wilder Morais (PL-GO); \

22. Izalci Lucas (PL-DF); \

23. Mara Gabrilli (PSD-SP); \

24. Marcos do Val (PODEMOS-ES); \

25. Rogério Marinho (PL-RN); \

26. Flávio Arns (PSB-PR); \

27. Laércio Oliveira (PP-SE); \

28. Dr. Hiran (PP-RR); \29. Flávio Bolsonaro (PL-RJ); 

30. Nelsinho Trad (PSD-MS); 

31. Marcos Rogério (PL-RO); \

32. Wellington Fagundes (PL-MT); 

33. Carlos Viana (PODEMOS-MG); 

34. Efraim Filho (UNIÃO-PB); e \

35. Tereza Cristina (PP-MS). 


Sarah Peres - Revista Oeste

CPI do STF já tem número mínimo de apoio no SenadoDiário do Poder

 Alessandro Vieira diz que objetivo é "resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições"


Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é autor do requerimento para criação da CPI | Foto: Senado Federal do Brasil


O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (9) ter alcançado o número mínimo de assinaturas para protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado a fim de investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.

Para a abertura da CPI são necessárias 27 assinaturas. Até a tarde desta segunda, o requerimento já contava com 29. De acordo com Vieira, a coleta continuará para garantir uma base mais ampla antes do protocolo oficial.

“Sem condenação antecipada, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, afirmou.

Entre os 29 senadores que assinaram o requerimento estão Sergio Moro (União-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aderiu após o número mínimo já ter sido alcançado.

A oposição no Senado tem liderado a articulação contra os ministros do STF. Paralelamente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Moraes. Caso seja apresentado, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento ao pedido de CPI ou aos processos de impeachment, conforme prevê a legislação.

Segundo informações extraídas do celular de Vorcaro, o banqueiro teria relatado a Moraes negociações envolvendo a venda do banco e discutido um “inquérito sigiloso” que tramitava na Justiça Federal de Brasília. As mensagens também indicam que Vorcaro consultou uma lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres em 2024.

Diário do Poder

Ex-'ministro' do ex-presidiário Lula, Franklin Martins, é deportado do Panamá

 Indigitado teve o passaporte retido por agentes à paisana e foi levado para uma sala de interrogatório


Franklin Martins, ex-ministro do descondenado Lula (Foto: EBC)

O 'jornalista' Franklin Martins foi detido e deportado do Panamá quando fazia conexão no país rumo à Guatemala, onde participaria de um seminário. Ele havia embarcado no Rio de Janeiro e faria apenas escala na Cidade do Panamá antes de seguir viagem.

Segundo relato do próprio ex-'ministro', ao desembarcar no aeroporto internacional de Tocumen ele teve o passaporte retido por agentes à paisana e foi levado para uma sala de interrogatório. Após perguntas sobre sua viagem e sua trajetória, incluindo uma prisão ocorrida durante a ditadura militar no Brasil, foi informado de que não poderia seguir viagem e seria deportado ao Brasil, sem explicação clara.

Depois da repercussão do caso, o governo do Panamá enviou uma carta ao Itamaraty pedindo desculpas e classificando o episódio como um incidente ligado a procedimentos migratórios baseados em informações presentes em sistemas de controle do país.

Diário do Poder

domingo, 8 de março de 2026

Cupincha do ex-presidiário Lula, Vorcaro torrou R$ 220 milhões em festa com Coldplay e Andrea Bocelli

 Planilha revela custos astronômicos com shows, além de hospedagem em hotel da série White Lotus


O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff


Uma planilha de despesas obtida pelo portal g1 detalha a extravagância de uma festa privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, em setembro de 2023. O evento de cinco dias custou o equivalente a R$ 222 milhões e contou com apresentações de estrelas internacionais em cenários históricos da Itália. Atualmente, Vorcaro cumpre prisão preventiva na Penitenciária Federal de Brasília. Ele é investigado dentro da Operação Compliance Zero sobre fraudes bilionárias no Banco Master.

Os custos com entretenimento representam a maior fatia do orçamento revelado pelo documento. A banda Coldplay recebeu o cachê mais alto, faturando R$ 59,7 milhões por uma única apresentação. O tenor Andrea Bocelli embolsou R$ 5,1 milhões, enquanto atrações como Michael Bublé, The Strokes, David Guetta e Seal também realizaram shows exclusivos para os convidados de Vorcaro. A estrutura de produção e montagem dos palcos consumiu outros R$ 76,5 milhões, evidenciando a magnitude logística do evento internacional. 

A hospedagems de convidados e da equipe técnica totalizou R$ 19,9 milhões em alguns dos estabelecimentos mais exclusivos do mundo. O banqueiro fechou o Four Seasons San Domenico Palace, famoso por ambientar a série The White Lotus, ao custo de R$ 9,3 milhões. Outros hotéis luxuosos, como o Belmond Villa Sant’Andrea e o Grand Hotel Timeo, também integraram a reserva bilionária de Daniel Vorcaro. Durante as festividades, os presentes contavam com o suporte de sete helicópteros para deslocamentos entre as locações históricas da Sicília.

A planilha detalha ainda a locação de marcos culturais como o Teatro Greco e o Castello degli Schiavi, este último célebre por servir de cenário ao filme O Poderoso Chefão. Além dos cachês artísticos, o banqueiro destinou R$ 2,1 milhões para serviços de hospitalidade e transporte local. Enquanto Vorcaro financiava essa celebração na Europa, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal aprofundavam as apurações sobre o esquema de corrupção e crimes financeiros que resultaram em sua recente prisão e isolamento no sistema penitenciário federal


Hotéis de luxo para Vorcaro e companhia 

Cupincha do ex-presidiário Lula, Vorcaro torrou R$ 220 milhões em festa com Coldplay e Andrea Bocelli


Com informações de Erick Mafra - Revista Oeste

Aumenta o cerco sobre o ex-presidiário Lula e quadrilha - Toffoli: empréstimo para o Resort Tayayá teve 5 renegociações

 Documentos revelam que o Bradesco adiou cobrança de dívida de R$ 20 milhões por quase uma década


Resort Tayaya, que foi de propriedade de Dias Toffoli | Foto: Resort Tayay


O Resort Tayayá, empreendimento imobiliário que contou com a participação societária do ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), carrega uma dívida com o banco Bradesco renegociada pelo menos cinco vezes nos últimos anos. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o empréstimo original de R$ 20 milhões, contraído em 2016, deveria ter sido quitado em apenas três anos. Contudo, registros em cartório mostram que os prazos foram sucessivamente esticados sem a aplicação de multas por impontualidade e com taxas de juros significativamente inferiores à Selic, a principal referência do mercado financeiro.

A última repactuação ocorreu em outubro de 2024, período em que o magistrado ainda constava como sócio do empreendimento. Na ocasião, o saldo devedor de aproximadamente R$ 7,1 milhões recebeu um novo vencimento para julho de 2026, com juros prefixados de 6,5% ao ano. Conforme levantamento do Estadão, essa taxa contrasta com o Panorama de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que apontava juros médios de 10,5% para financiamentos imobiliários de pessoas jurídicas no mesmo período. O Bradesco não comentou o caso, citando sigilo bancário.


Conflito de interesses e atuação no STF 

O ministro Toffoli afirmou, via assessoria, que não participou das negociações do empréstimo ou de seus aditamentos. O magistrado destacou que declarou impedimento para julgar processos envolvendo o Bradesco há muitos anos. Entretanto, o jornal O Estado de S. Paulo identificou que o ministro voltou a proferir decisões monocráticas e votos em causas relacionadas à instituição financeira em período posterior a 2018, inclusive enquanto já era sócio formal da DGEP Empreendimentos, incorporadora do resort, por meio de sua empresa Maridt S.A. 


Conexões de Toffoli com o Banco Master 

O Resort Tayayá também figura no centro de questionamentos sobre a relatoria de Toffoli em inquéritos envolvendo o Banco Master. O magistrado vendeu parte de sua participação no empreendimento a um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e extratos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo indicam que o fundo destinou R$ 35 milhões ao resort. 

Embora o ministro negue ter recebido valores de Vorcaro ou de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, os documentos mostram aportes milionários coordenados entre os fundos Leal e Arleen nas mesmas datas em que o Arleen ingressou na sociedade do Tayayá. 

A relação dos Toffoli com o projeto remonta a 2006, quando um primo do ministro incorporou o terreno. Irmãos de Toffoli, incluindo um engenheiro e um padre, atuaram como dirigentes da empresa que controlava o resort. Enquanto a ordem constitucional exige transparência, o emaranhado de renegociações bancárias e investimentos cruzados com figuras investigadas pela Polícia Federal amplia a pressão sobre a conduta ética do magistrado no topo do Judiciário brasileiro. 

Aumenta o cerco sobre o ex-presidiário Lula e quadrilha


Erick Mafra - Revista Oeste