domingo, 30 de agosto de 2026

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no 1º semestre de 2026

Resultado negativo cresce 30,4% em um ano; Lula promete recuperar a estatal sem privatizá-la


Correios estão em processo de reestruturação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil a -A 


Os Correios acumularam prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela estatal neste sábado, 29. O resultado representa aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período de 2025, conforme o jornal O Globo.

No segundo trimestre deste ano, o prejuízo ficou em R$ 2,39 bilhões. Apesar do resultado negativo, houve melhora de 24,4% em relação aos R$ 3,16 bilhões perdidos nos primeiros três meses de 2026. Entre o primeiro e o segundo trimestre, a receita líquida cresceu 3,8%, de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. 

Os Correios executam um plano de reestruturação para reduzir despesas, rever contratos, reorganizar suas operações e aumentar as receitas. Entre as medidas estão programas de demissão voluntária e o fechamento de 1 mil pontos, entre agências e unidades de tratamento de carga. O primeiro PDV já resultou na saída de 6,5 mil funcionários. CONTEÚDO programas de demissão voluntária Ler agora › 30/0 


Atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon - Foto: Reprodução/Youtube

Correios recorrem a empréstimos e cortes 

No fim de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Conforme a empresa, a operação permitiu regularizar pagamentos de curto prazo e deu mais fôlego ao caixa. O caixa da estatal encerrou junho em R$ 4,9 bilhões. Além disso, uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões com garantia da União está em estágio avançado, de acordo com o jornal. 

Os Correios também negociam R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 deverá prever ainda um aporte de R$ 6 bilhões do governo federal nos Correios.

Os Correios afirmaram que a melhora das operações no primeiro semestre ainda não foi suficiente para recuperar o caixa e a situação financeira da empresa. “O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade e execução consistente das medidas de reestruturação”, declarou a companhia.


Lula descarta privatização da empresa

 Os números foram divulgados dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartar a privatização dos Correios e prometer retirar a empresa da crise, durante sabatina da TV Globo. “A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos”, disse Lula na quintafeira 27.

“Surgiram muitas empresas de fazer entregas e os Correios ficaram na mesmice.” Pesquisa Vox Brasil: Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno PL anuncia filiação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio 

O presidente também defendeu um “enxugamento” das contas. “Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar”, afirmou. “É uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios.”


Mateua Couto -\ Revista Oeste

Lula humilha seu fotógrafo na Bahia e depois vê protesto de petistas em BH… por dinheiro

Enfurecido com falha no microfone, Lula gritou no palanque com seu assessor, à vista de todos


Lula se dirigiu grosseiramente ao seu fotógrafo que faz as vezes de "coordenador de audiovisual"- Foto: reprodução redes sociais.

O candidato Lula (PT) estava nitidamente nervoso, até descontrolado, no “day after” (dia seguinte) à desastrosa entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da TV Globo. Durante comício no Largo do Guarani, no bairro da Liberdade, em Salvador, ele tratou com grosseria o seu fotógrafo particular Ricardo Stuckert, apontado como “coordenador de audiovisual da campanha”, para reclamar de problemas com seu microfone. Enfurecido, Lula gritou e gesticulou para Stuckert, a ponto de sua exclamação “é a quinta vez!” ter sido captada à distância por câmeras de celulares.
O nervosismo de Lula tem sido atribuído à repercussão negativa da sua entrevista ao “JN”, marcada por suas mentiras em série, como quando afirmou nunca ter visto a lobista Roberta Luchsinger, sócia do filho Lulinha investigados pela Polícia Federal por negócios milionários em seu governo. Nos minutos seguinte à mentira de Lula, tentando se descolar do escândalo Luchsinger-Lulinha, as redes sociais foram inundadas por fotos suas lado da mulher, inclusive em situações familiares.
Na plateia e nas redes sociais, a atitude de Lula foi interpretada como “humilhação” ao subordinado. Frases como “se ele maltrata assim quem trabalha com ele, imagine o povo” apareceram em muitos posts.
Já em Belo Horizonte, Lula participou neste sábado (29) de ato voltado ao eleitorado feminino, mas o destaque foi o protesto de militantes petistas por dinheiro. Eles se dizem insatisfeitos com a divisão de recursos de campanha no partido.
Um grupo de petistas protestou no local e exibiu uma faixa com a frase: “As mulheres da base do PT-MG não aceitam ser tratadas como laranja”. A ala descontente distribuiu um manifesto assinado por 13 deputados federais e estaduais do PT. No texto, eles afirmam que destinar “recursos ínfimos e irrisórios” representa “a mais grave instrumentalização da mulher na política”.

Diário do Poder

sábado, 29 de agosto de 2026

Empresa ligada ao 'Careca do INSS' e à amiga de Lulinha movimentou R$ 6 mi no BRB

 Coaf apontou movimentação incompatível com receita de R$ 2,7 mil declarada ao banco


Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS-| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


A empresa Camilo Comércio e Serviços movimentou R$ 6,1 milhões em uma conta do Banco de Brasília (BRB) entre 2023 e 2025. Segundo o site Poder360, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a lobista Roberta Luchsinger pretendiam usar a firma para vender R$ 626 milhões em canabidiol ao Ministério da Saúde. 

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citado pelo Poder360, mostra que os valores destoavam da receita operacional bruta de R$ 2.765,70 declarada ao banco. 

Fundada em 25 de abril de 2023, a empresa tinha capital social de R$ 10 mil e usava o nome fantasia World Cannabis. Segundo a reportagem, o “Careca do INSS” detinha 90% do negócio. Seu filho, Romeu Carvalho Antunes, possuía os outros 10%.


Relação entre Careca do INSS e Lulinha 

Segundo o Coaf, a empresa recebia e enviava recursos principalmente por meio de transferências com firmas ligadas aos próprios sócios. O órgão afirmou que a conta não apresentava dados financeiros ou informações sobre a origem dos valores que justificassem as transações. 

Empresas ligadas a “Careca do INSS”, como a Prospect Consultoria e a Brasília Consultoria Empresarial, faziam depósitos e recebimentos frequentes com a World Cannabis. Algumas operações envolviam repasses superiores a R$ 100 mil.

Em 31 de março de 2025, a World Cannabis enviou 70.653,87 euros, equivalentes a R$ 451 mil na cotação da época, para a Foliumed, em Madri, na Espanha. A firma informou que o pagamento era por serviços de consultoria técnica. 

A Daycâmbio considerou a operação atípica, recusou a transferência e comunicou o caso ao Coaf. A operação ocorreu no mesmo período da mudança de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a Espanha. A sede da Foliumed fica a 1,3 km da empresa de Lulinha e a 15 km da residência dele no país europeu. 

O BRB considerou a movimentação incompatível com a capacidade financeira declarada pela empresa.


Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Careca do INSS: repasses suspeitos-| Foto: Reprodução/X 

Transferência envolveu associação de aposentados 

Os documentos do Coaf também apontam uma triangulação financeira envolvendo verbas de aposentados. Em 24 de outubro de 2024, a Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação (Abapen) transferiu R$ 625.962,50 para a Prospect Consultoria. 

Em seguida, a Prospect repassou R$ 100 mil para a World Cannabis. O relatório aponta ausência de justificativa econômica para o crédito recebido pela Prospect.


Letícia Alves - Revista Oeste

Flávio cita publicidade do Master na Globo e defende sigilo da fonte

Em sabatina na emissora, candidato do PL à Presidência lembra que empresa ligada ao banco patrocinou o programa de Luciano Huck


Flávio Bolsonaro concede entrevista a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos - Foto: TV Globo/Divulgaçã


O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, citou negócios do Banco Master com o Grupo Globo ao responder a perguntas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do expresidente Jair Bolsonaro. Durante sabatina na TV Globo nesta sextafeira, 28, o senador também defendeu o sigilo da fonte jornalística e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Perguntado sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio comparou o patrocínio ao filme sobre o pai com a publicidade do Will Bank, braço digital do Master, no programa Domingão com Huck. O candidato afirmou que o patrocínio ao programa chegou a R$ 160 milhões.

Vorcaro também participou da abertura de um evento do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, em Nova York. Flávio afirmou que o banqueiro investiu R$ 50 milhões na Editora Globo para a realização de palestras.

Os entrevistadores voltaram a cobrar informações sobre o destino dos recursos destinados ao filme e a relação de Flávio com Vorcaro. O candidato afirmou que não recebeu pessoalmente os recursos. “Não recebi dinheiro nenhum, foi um patrocínio para a produtora que fez o filme”, disse.

Segundo Flávio, sua participação no projeto consistiu em autorizar o uso de sua imagem e captar investidores. “O patrocínio para o filme privado foi de boa fé”, declarou. “Não tem nada de ilegal, está tudo correto.” 

O candidato também defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Master e disse que já assinou o requerimento para a investigação.


Flávio defende sigilo da fonte jornalística 

Em outro momento da entrevista, Flávio contestou a condenação do pai pela tentativa de golpe de Estado e criticou ministros do STF. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da suposta trama golpista, conforme lembrou a TV Globo durante a sabatina. 

Flávio defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e prometeu, se eleito, restabelecer a segurança jurídica e assegurar a atuação das instituições dentro de suas atribuições constitucionais.

Nesse contexto, o senador citou a proteção às fontes jornalísticas. “Até fontes jornalísticas são ameaçadas, têm quebra de sigilo, sofrem busca e apreensão, lesando o direito sagrado de todo jornalista de sigilo da sua fonte”, declarou. 

Flávio se referia ao caso do jornalista maranhense Luís Pablo, alvo de busca e apreensão determinada por Moraes depois de publicar reportagens sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. 

A análise dos equipamentos apreendidos levou à identificação do ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte do jornalista. Na área econômica, Flávio prometeu reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, cortar burocracia e buscar um ajuste fiscal. Ele também afirmou que não pretende fazer economia sobre quem recebe salário mínimo ou aposentadoria.

Mateus Conter - Revista Oeste

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Flávio reúne empresários em jantar em São Paulo

Encontro teve executivos de bancos, empresas e mercado financeiro e incluiu discussões sobre economia, Congresso e STF


Flávio Bolsonaro, em discurso na Praia de Copacabana — 16/8/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou, na noite desta quinta-feira, 27, de um jantar com 14 empresários e executivos do mercado financeiro em São Paulo. Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse Brasil e sócio da gestora QMS, ofereceu o encontro. 

A reunião reuniu nomes bancos e empresas e sinalizou uma maior aproximação de integrantes do setor financeiro com a candidatura de Flávio. Segundo relatos sobre o encontro, os convidados aproveitaram a ocasião para conhecer as propostas do senador para um eventual governo.

Entre os participantes estavam Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Milton Maluhy Filho, do Itaú; Gilson Finkelsztain, do Santander; Roberto Campos Neto, do Nubank; Christian Egan, da B3; Pedro Parente, da EbCapital; Richard Gerdau, da Gerdau; e Fábio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim.

Também participaram Fábio Carvalho, da Abril; Daniel Goldberg, da Lumina; João Camargo, da Esfera Brasil; José Gallo, ex-Renner; Fernando Simões, da JSL; e a administradora Dani Marques.


Economia e cenário político 

Durante o jantar, Flávio apresentou propostas para a economia e falou sobre a relação de um eventual governo com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos temas discutidos foi a possibilidade de substituir o atual arcabouço fiscal pelo retorno do Teto de Gastos. A avaliação apresentada no encontro é que o governo Luiz Inácio Lula da Silva teria enfraquecido o controle sobre as despesas públicas, contribuindo para o atual cenário econômico.


O senador e candidato ao Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A situação do comércio também entrou na conversa, com menções aos pedidos de recuperação judicial de empresas como Habib’s e Casas Bahia. 

Os jornalistas questionaram Flávio sobre como ele pretende lidar com a influência do Centrão e com o poder do STF. Segundo relatos, o senador afirmou que a solução deve seguir o caminho democrático, por meio do Congresso Nacional.

O encontro não representou uma adesão formal dos empresários à candidatura, segundo participantes. Os organizadores compareceram à reunião como uma oportunidade para ouvir as propostas do candidato. 

O jantar ocorreu depois de Flávio cumprir agenda política em Alagoas, onde participou de carreatas em Maceió e no interior do Estado.


Victótia Batalha - Revista Oeste

Sérgio Moreira assume diretoria de Operações do Instituto Amazônia+21

 Ex-presidente da Chesf vai liderar a gestão dos projetos estratégicos em inovação, impacto, finanças sustentáveis, inteligência de dados e gestão de projetos



Sergio Moreira, diretor de Operações e Projetos do Instituto Amazônia+21.


O Instituto Amazônia+21, organização vinculada à Confederação Nacional da Indústria (CNI), anunciou Sérgio Moreira como novo diretor de Operações e Projetos. Ele também passa a comandar a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), estrutura criada para captar e direcionar recursos a iniciativas sustentáveis na Amazônia e em outros biomas brasileiros.
Com mais de 40 anos de atuação em desenvolvimento territorial e em setores estratégicos, Moreira terá a missão de impulsionar a industrialização sustentável na região. Formado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ele foi secretário de Planejamento e Orçamento de Alagoas, diretor-presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (hoje Axia Energia Nordeste), secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Amazônia Legal, superintendente da Sudene e diretor-presidente do Sebrae Nacional. Mais recentemente, atuou como diretor-adjunto do SENAI Nacional e da área de Educação e Tecnologia da CNI. Também passou pelo PNUD, pelo Fundo Multilateral de Investimentos do BID e integrou conselhos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, do Metrô de São Paulo e do Comunidade Solidária.
No novo cargo, Moreira liderará a operação e a gestão dos projetos estratégicos do Instituto e da FAIS, à frente de uma equipe multidisciplinar nas áreas de inovação, impacto, finanças sustentáveis, inteligência de dados e gestão de projetos. Entre as atribuições estão o avanço do portfólio da economia verde amazônica, a estruturação de instrumentos financeiros e veículos de investimento, a originação de novas iniciativas e a mobilização de capital para ampliar escala e impacto no território.
“O Instituto tem uma tese fascinante e que me motivou a aceitar este novo desafio: transformar as vocações da Amazônia em atividades produtivas capazes de acelerar o desenvolvimento sustentável local. Encontro uma equipe extremamente qualificada e parceiros de peso, que reúnem conhecimento, capacidade de articulação e recursos para colocar essa visão em prática”, afirma Moreira.
Sob sua gestão estão iniciativas como o Morar Amazônico, em parceria com a Caixa, por meio do Fundo Socioambiental Caixa (FSA). O projeto busca demonstrar como o uso sustentável e industrializado da madeira nativa manejada pode gerar soluções habitacionais de interesse social e fortalecer a cadeia da construção civil. Também integram o portfólio o Fundo Travessias, realizado com o Sebrae, que combina assistência técnica e acesso a capital para negócios e startups da bioeconomia amazônica; e o Fundo Rural+Verde, em parceria com a Global Citizen e o Banco da Amazônia, voltado a ampliar o financiamento para pequenos produtores, assentamentos rurais e povos indígenas.
“O Instituto e a FAIS possuem um portfólio de projetos de grande magnitude, construído ao lado de instituições que são referência em suas áreas e que compartilham conosco a ambição de encontrar novos caminhos para a Amazônia. São iniciativas que atuam sobre desafios estruturais e, ao mesmo tempo, têm potencial para criar modelos capazes de ser replicados em diferentes territórios. É uma responsabilidade enorme e uma oportunidade muito estimulante”, avalia o novo diretor.
O Instituto Amazônia+21 é uma iniciativa da CNI e das Federações da Indústria da Amazônia Legal. Atua como hub entre capital e território, estruturando negócios sustentáveis, reduzindo riscos e atraindo investimentos em escala por meio da FAIS. Com base em ciência, dados e governança, a organização impulsiona cadeias da economia verde que geram emprego, renda e qualidade de vida, tendo a floresta em pé como ativo produtivo.
Diário do Poder

Além de Lula, chefe da quadrilha, lobista Roberta Luchsinger se mostra próxima de Janja, Alckmin, Gilmar, Moraes… Enfim, a fina flor da escória que assaltou o poder. Veja lista

Redes sociais de Luchsinger ostenta rede de relacionamentos da amiga de Lulinha no centro do poder do Brasil




Roberta Luchsinger mantém feed poderoso com autoridades da República no Instagram (Fotos: Instagram @roberta.luchsinger)


A ostentação da proximidade, ao menos física, do presidente Lula (PT) nas suas 12 fotos das redes sociais com a lobista Roberta Luchsinger é apenas parte de sua ampla rede de relacionamentos com a cúpula dos Poderes da República. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo petista também ilustram a linha do tempo das postagens com a suspeita de intermediar negócios sob suposto tráfico de influência atribuído o filho de Lula, Fábio Luís, o “Lulinha”.

As imagens com Lula desmentiram a lorota do candidato petista à reeleição sobre nunca ter estado próximo da lobista investigada que ostenta tatuagem de “best friend” da esposa de Lulinha, Renata Moreira. E o feed extrapola o círculo familiar de Lula.

A primeira-dama Janja e a nora de Lula não são as únicas a aparecem felizes e sorridentes nas imagens com Luchsinger. O que indica o acesso privilegiado da lobista a quem ocupa o centro do poder nacional, em Brasília.

Personagens relevantes da República nas outras fotos com a lobista ampliam a dimensão dos contatos da amiga de Lulinha. Maior parte das imagens que Luchsinger ostenta com autoridades mostram encontros amigáveis em eventos sociais.

Colada no Supremo

Aparecem com a lobista os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, e os integrantes já aposentados do Supremo, Luís Roberto Barroso e Carlos Ayres Britto.

Porém, é necessário ponderar que a ostentação mostra a lobista integrada ao círculo de poder que decide o destino do Brasil, mas não indicam qualquer ato ilegal ou relativo às investigações e suspeitas que ligam a amiga da família do presidente a escândalos como o roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS e o caso de Lulinha.

A assessoria de imprensa do STF ressaltou para o Diário do Poder que seus ministros cumprem agenda institucional e participam regularmente de solenidades, cerimônias sociais e eventos públicos abertos a diversos convidados do meio jurídico, político e da sociedade civil.

“Os registros fotográficos foram na posse do ministro Zanin no STF, evento público no qual é costumeiro que os ministros atendam a solicitações de fotos. No caso do ministro Flávio Dino, a foto é de 2022, quando o ministro não exercia função pública. Ele atendeu a um pedido de foto em um aeroporto, como acontece cotidianamente”, esclareceu a assessoria do Supremo.

Ministério da Saúde

No feed de Luchsinger é possível encontrar a lobista com a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade (demitida em contexto de desgaste político) e seu então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa, que é o atual chefe de gabinete adjunto de Lula.

Conhecido como Berger, ele é citado na investigação como alvo de uma suposta articulação conjunta da lobista com Lulinha, com objetivo de fechar contrato de R$ 626 milhões com uma empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pelo roubo bilionário a aposentador e pensionistas.

Nesta semana, o senador Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS pediu que o Plenário do Senado convoque o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para explicar se o lobby de Luchsinger junto ao Ministério resultou em contratos.

O ministro aparece em fotos com a lobista. E sua pasta não respondeu ao Diário do Poder sobre eventuais reuniões, seus participantes, articuladores, além de empresas, projetos e possíveis processos e recursos envolvidos no lobby atribuído à lobista amiga de Lulinha. A reportagem também pediu posicionamento de Luchsinger. E está à disposição para manifestações de qualquer pessoa mostrada na matéria nas postagens da lobista.

Veja quais são as autoridades que Roberta Luchsinger ostenta em suas redes:

Geraldo Alckmin (Vice-presidente da República):

Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes (Ministros do STF): 

Cristiano Zanin (Ministro do STF):

Flávio Dino (Ministro do STF e ex-ministro da Justiça):

Luís Roberto Barroso (Ministro aposentado do STF):

Ayres Britto (Ministro aposentado do STF) e sua filha Adriele: 

Daniela Teixeira (Ministra do STJ):

Alexandre Padilha (Ministro da Saúde e ex-chefe das Relações Institucionais):

Gleisi Hoffmann (Ex-ministra de Relações Institucionais e ex-presidente nacional do PT):

Nísia Trindade (Ex-ministra da Saúde) e o chefe de gabinete adjunto de Lula, Berger Barbosa: 

Márcio França (Ex-ministro do Empreendedorismo):

Wellington Dias (Ministro do Desenvolvimento Social):

Fernando Haddad (Ex-ministro da Fazenda):

Janja Lula da Silva, primeira-dama: 

Renata Moreira, nora de Lula e esposa de Lulinha: 

 

Davi Soares - Diário do Poder