terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Brasil supera 340 milhões de doses de vacinas aplicadas contra covid-19

 Só nas últimas 24 horas, país vacinou mais de 3 milhões de pessoas



Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aplica vacina contra covid-19 no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa. Foto: Walterson Rosa/MS



Nesta terça-feira (18), o Brasil ultrapassou a marca de 340 milhões de doses aplicadas de imunizantes contra a covid-19. A aceitação popular da maior campanha de vacinação da história do país levou à aplicação de mais de 3 milhões de doses registradas nos sistemas do Ministério da Saúde somente nas últimas 24 horas.

Do total de doses aplicadas, 117,6 milhões são da Pfizer; 116,8 milhões da AstraZeneca; 85,4 milhões da CoronaVac; e 5,7 milhões da Janssen. Quase 50% dos imunizantes aplicados até o momento são referentes à primeira dose. Já 42% foram de segunda dose. As doses de reforço correspondem a 8% das aplicações realizadas até agora.

“Nossa campanha tornou-se uma das mais bem sucedidas do mundo e o Brasil ocupa a 4ª posição entre todos os países. Hoje, o Sistema Único de Saúde está muito mais preparado para dar as respostas que a sociedade espera dele. Estes são os resultados dos investimentos do Governo Federal”, destaca o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Hoje, o Ministério da Saúde deve concluir a entrega de 10,5 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal. Nessa remessa, a pasta encaminha 8,9 milhões de doses da Pfizer destinadas para dose de reforço, que deve ser aplicada quatro meses após a segunda dose. Mais 336,2 mil doses da Janssen também fazem parte dessa distribuição.

Em breve, o número de doses aplicadas deve subir ainda mais, já que o Ministério da Saúde já concluiu a distribuição de mais de 400 milhões de doses às unidades federativas. (Com informações da Comunicação do MS)

Diário do Poder

O presidente da Caixa Econômica Pedro Guimarães entrevistado agora no 'Os Pinhgos Nos Is'

'Eis as três principais maneiras como os capitalistas melhoram a vida dos trabalhadores', por Bradley Thomas

 Ao mesmo tempo em que eles próprios, os capitalistas, arriscam seu patrimônio



Um dos principais lugares-comuns utilizados pelos críticos do capitalismo é o de que este arranjo não apenas não trouxe nenhuma liberdade para os trabalhadores, como, ao contrário, representou sua escravização.

Alguns críticos, inclusive, vão ainda mais longe e dizem que, sob o capitalismo, a única liberdade que há para o trabalhador é a "liberdade para morrer de fome".

Com efeito, os socialistas de hoje descrevem a crítica de Marx ao capitalismo como um sistema no qual "os trabalhadores são duplamente livres — livres para trabalhar e livres para morrer de fome".

Em outras palavras, sob o capitalismo, os trabalhadores não têm alternativa senão venderem sua mão-de-obra para os proprietários do capital com o intuito de garantirem sua própria sobrevivência.

Os socialistas, portanto, afirmam que a característica singular de uma economia capitalista é a de que as pessoas têm de trabalhar para não morrerem de inanição.

Dica: isso vale para qualquer arranjo

Não, não é o capitalismo quem requer que os humanos "trabalhem para evitar sua morte", mas sim a própria natureza.

Em um estado natural, seja no meio de uma floresta ou mesmo em uma ilha deserta, o homem terá de efetuar trabalho produtivo para obter alimentos para sua sobrevivência. A comida não irá simplesmente surgir, sem nenhum esforço, dentro de sua boca.

Para cultivar vegetais, ele terá de efetuar esforço físico na atividade agrícola. Para comer carne, ele terá de fazer esforço físico caçando. Para outros alimentos, ele provavelmente terá de subir em árvores para pegar os frutos de seus galhos.

O que nos traz à questão de como um indivíduo opta por trabalhar para obter os recursos necessários para se alimentar.

De acordo com o portal O Trabalhador Socialista, não há escolha nenhuma:

O capitalismo depende de um grupo de pessoas que é proprietária dos meios de produção — fábricas, escritórios, maquinários, matérias-primas etc. — e de outro, muito mais numeroso, que não é proprietário de nada disso, mas que tem de trabalhar para o grupo minoritário para poder sobreviver.

Adicionalmente, os socialistas insistem que os proprietários dos meios de produção não criam nenhum valor, e utilizam seu poder sobre os trabalhadores para explorá-los em troca de lucros.

Para começar, este é um falso dilema, pois o "grupo" que é hoje proprietário dos meios de produção não é algo fixo e definitivo. Ademais, indivíduos são livres para adquirir bens de capital para produzir bens que gerem renda para eles. Qualquer empreendedor autônomo — mesmo um pipoqueiro dono de sua carrocinha de pipocas — sabe disso.

A real questão, portanto, é outra: por que tantas pessoas optam por trabalhar em troca de salários para capitalistas proprietários dos meios de produção? A quais propósitos os capitalistas realmente servem?

O real valor dos capitalistas

Comecemos com o exemplo de João.

João não tem nenhum emprego e não é proprietário de nenhum meio de produção. Sem emprego, sem renda e sem ativos que possam lhe gerar renda, a única opção que ele tem para alimentar a si próprio e a sua família é literalmente utilizar suas mãos para produzir bens que satisfaçam a vontade de consumidores voluntários.

Obviamente, a produtividade de João será próxima de zero. Na melhor das hipóteses, ele conseguirá cultivar alguns vegetais e abater alguns pequenos animais para alimentar sua família.

Ou então ele pode fazer pequenas atividades artesanais com suas mãos utilizando recursos brutos que ele encontrou na natureza, e então vender este artesanato para quem quiser voluntariamente comprar.

Se a família de João sobreviver, o máximo a que ela pode almejar é um nível mínimo de subsistência.

Para se tornar mais produtivo, e assim garantir a sobrevivência sua e de sua família, João obviamente necessita ter acesso a bens de capital que lhe permitam aumentar sua produtividade. Afinal, quanto mais ele conseguir produzir utilizando sua mesma mão-de-obra, maior será sua receita.

Sendo assim, João agora tem de fazer uma escolha: adquirir ele próprio bens de capital para que ele possa produzir bens para vender, ou ir trabalhar para um capitalista que lhe forneça os meios de produção aos quais João pode aplicar sua mão-de-obra em troca de um salário.

Há vários, mas eis os três principais benefícios fornecidos pelo capitalista a João, os quais fazem com que João, e a esmagadora maioria das pessoas, considere ser mais benéfico trabalhar para um capitalista.

1. Os bens de capital fornecidos pelo capitalista fazem com que o trabalhador seja muito mais produtivo do que ele seria caso trabalhasse por conta própria

A maioria dos indivíduos possui recursos limitados, e consequentemente seria capaz de conseguir muito menos bens de capital, e bem menos produtivos, do que aqueles que o capitalista pode fornecer.

Uma maior produtividade (permitida pelos bens de capital) irá se traduzir em salários mais altos para os trabalhadores em relação à receita que ele conseguiria auferir produzindo e vendendo bens fabricados artesanalmente por conta própria.

Trata-se de uma regra inviolável: quanto maior a quantidade de bens de capital utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade. Um operário americano chega a ganhar até cem vezes mais que um indiano não porque ele é mais trabalhador ou mesmo mais capacitado, mas sim porque o americano utiliza cem vezes mais capital físico (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega indiano.

Esse capital físico é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais para todos.

2. Trabalhar para um capitalista em uma empresa permite ao trabalhador obter uma renda imediatamente

O capitalista investe hoje (compra maquinários, contrata mão-de-obra e até mesmo pega empréstimos) na esperança de que suas receitas futuras compensarão estes gastos incorridos no presente.

Ao passo que o capitalista tem de esperar não apenas pelo término de todo o processo de produção, como também pela venda dos produtos finais, para só então eventualmente auferir seu lucro (o que pode levar anos), o trabalhador assalariado já consegue obter o seu lucro (salário) de imediato — normalmente, tendo de esperar no máximo um mês após sua contratação.

Os salários auferidos pelos trabalhadores representam uma antecipação das receitas futuras esperadas pelo capitalista com a eventual venda dos produtos finais. Tal antecipação não é possível quando o indivíduo produz autonomamente utilizando seus próprios bens de capital.

Isso é de crucial importância e merece ser ressaltado: para que um operário de uma fábrica possa fabricar mercadorias, houve uma montanha de dinheiro investido na fábrica. A empresa investiu, digamos, $ 10 bilhões (construiu a fábrica, comprou maquinários e paga os salários) para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $ 1 bilhão. Serão necessários 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período)

Ou seja, o capitalista abriu mão de $ 10 bilhões em consumo presente para receber, anualmente, uma receita de $ 1 bilhão. Tudo dando certo, daqui a uma década o principal é recuperado (e desvalorizado pela inflação).

Os trabalhadores que este capitalista emprega hoje não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários. O capitalista adianta um bem presente (salário) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — um bem futuro (o retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferença de valor entre o bem presente do qual o capitalista abre mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e o bem futuro que ele receberá (se é que receberá).

Já o trabalhador recebe hoje o valor integral daquilo que ele produz e que só será vendido no futuro. Consequentemente, há um inevitável desconto no valor dos salários pagos, pois o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente. Sempre que o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente, o valor presente é menor. São os juros intertemporais.

(Confira toda a explicação em detalhes neste artigo).

3. O capitalista arca com o risco dos potenciais prejuízos

Apetite por risco e disponibilidade para assumi-los são atitudes cuja oferta é bastante escassa.

A maioria das pessoas não está disposta a se arriscar a perder seu capital (ou a pedir emprestados fundos que terão de ser pagos, com juros, no futuro) caso seus bens produzidos não sejam valorizados pelos consumidores a um preço maior do que os custos de produção.

Apenas os capitalistas aceitam incorrer neste risco.

Para concluir

Em suma, o sistema de salários permite que: 1) os trabalhadores ganhem mais do que ganhariam individualmente; 2) recebam antecipadamente (sem ter de esperar que todos os produtos finais sejam vendidos), e 3) terceirizem o risco de prejuízos nos investimentos (o que pode dizimar um capital próprio) para o capitalista.

O capital não explora o trabalhador. Ao contrário: ele aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os indivíduos valorizam. E, assim, permite não apenas a sobrevivência do trabalhador, como também um crescente padrão de vida.

Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

Logo, não apenas a crítica do "livre para morrer de fome" está totalmente errada (mesmo porque a exigência que todos trabalhem para sobreviver não é do capitalismo, mas sim da própria natureza), como, ao contrário, a realidade é que o capitalismo presta o valioso serviço de fazer com que a situação dos trabalhadores seja melhor do que seria sem ele.


Bradley Thomas
é o criador do portal Erasethestate.com, é libertário ativista e escritor com aproximadamente 15 anos de experiência na área de filosofia política e economia.

Mises Brasil

BlackRock: Brasil criará capital sem precedentes para novas ideias

 

Karina Saade, diretora-geral da BlackRock Brasil (Foto:Divulgação BlackRock Brasil)


Nesta terça-feira (18), a influente carta do CEO da BlackRock foi enviada aos CEOs de todo mundo


Na última semana, ventilou no mercado a notícia de que um dos maiores fundos de investimento do mundo não botaria mais dinheiro no Brasil enquanto o presidente Jair Bolsonaro estivesse no Palácio do Planalto. Contrariando o boato, a diretora-geral da gestora BlackRock no País, reforça: “Temos um compromisso de longo prazo com o Brasil”.

Saade fez questão de destacar que a companhia administra o maior ETF de ações do Brasil (BOVA11) e também o maior ETF de ações que investe em empresas brasileiras (EWZ), globalmente. Em dezembro de 2021, a BlackRock atingiu o valor recorde de US$ 10 trilhões em ativos sob sua administração, alta de 15%.

A fala da country manager pontua ainda que todos os mercados exigirão investimentos sem precedentes em tecnologias de descarbonização. Diante deste cenário, empresas, cidades e países correm o risco de ficar para trás se não planejarem a transição para um mundo de emissão zero. “A BlackRock acredita que a descarbonização da economia global, incluindo o Brasil, criará uma quantidade sem precedentes de capital à procura de novas ideias”, afirma.

Nesta terça-feira (18), a influente carta do CEO da BlackRock foi enviada aos CEOs de todo mundo e obtida em primeira mão pelo E-Investidor.

Veja os principais trechos da entrevista:

E-Investidor – Qual é a relevância do Brasil para a Blackrock? 

Karina Saade – A BlackRock tem um compromisso de longo prazo com o Brasil. Temos um escritório desde 2008, mas investimos aqui muito antes desta data, oferecendo oportunidades de investimentos no país aos nossos clientes no mundo todo. Administramos o maior ETF de ações do Brasil (BOVA11) e também o maior ETF de ações que investe em empresas brasileiras (EWZ), globalmente. Além dos investimentos de nossos clientes no país, somente no último ano aumentamos nossa equipe local em mais de 60% e disponibilizamos, através dos BDRs, 74 ETFs globais para os investidores institucionais e pessoas físicas.

E-Investidor – O que os investidores devem esperar em um ano que promete ser de extrema volatilidade com eleições presidenciais no Brasil? 

Saade – Embora 2022 possa ser um ano desafiador, investidores experientes em mercados emergentes podem não considerá-lo diferente do “business as usual”. Em muitos aspectos, as coisas podem parecer ainda melhores do que no passado.

Apesar do crescimento inferior a 3% esperado para 2022, a América Latina ainda ficará acima da expansão anual média de 2% da região entre 2010 e 2019. Após o aumento da inflação neste ano para esperados 9,7% na América Latina, a previsão é que haja um recuo para 5,5% em 2023, pouco abaixo da média anual de 5,6% para 2010-2019.

E-Investidor – As mudanças climáticas não respeitam fronteiras e todos os mercados exigirão investimentos sem precedentes. Mas o ritmo dessas mudanças é muito diferente entre os países em desenvolvimento e desenvolvidos. A diferença não está necessariamente relacionada em investir em nações com menos riquezas, mas na qualidade das instituições daquele país. Afinal, o que todos buscam é a oportunidade de ganhar bons retornos para o seu cliente. O risco-Brasil pode impedir esse progresso?  

Saade – Todos os mercados exigirão investimentos sem precedentes em tecnologias de descarbonização. Empresas, cidades e países correm o risco de ficar para trás se não planejarem a transição para um mundo de emissão zero. A BlackRock acredita que a descarbonização da economia global, incluindo o Brasil, criará uma quantidade sem precedentes de capital à procura de novas ideias.

Os incumbentes precisam ser claros sobre seu caminho para terem sucesso em uma economia de emissão zero. Além disso, Larry cita sua expectativa de grandes oportunidades de investimentos que serão acompanhadas por enormes criações de empregos para aqueles que se planejarem a longo prazo.

E-Investidor – O capitalismo de stakeholders enfrenta mais desafios em países emergentes, como o Brasil? 

Saade – Nossa convicção na BlackRock é que as empresas têm melhor desempenho quando são deliberadas sobre seu papel na sociedade e agem no interesse dos stakeholders – isso não só nos países desenvolvidos, mas nos emergentes também.  Por isso, estamos lançando o Centro para o Capitalismo de Stakeholders. Se nos mantivermos fiéis ao propósito de nossas empresas enquanto nos adaptamos ao novo mundo, entregaremos retornos duradouros aos acionistas e ajudaremos a perceber o poder do capitalismo.

Na carta, Larry também diz que “o mercado de capitais permitiu que as empresas e os países prosperassem. Mas o acesso ao capital não é um direito. É um privilégio. E o dever de atrair esse capital de forma responsável e sustentável é seu (empresário)”. A economia brasileira não está na trilha de crescimento e o mercado de capitais ainda segue em trajetória de ascensão. Qual o papel das empresas e gestores para transformar essa realidade? 

Saade – A BlackRock se concentra em sustentabilidade não porque somos ambientalistas, mas porque somos capitalistas e fiduciários para os clientes. Isso requer a compreensão de como as empresas estão ajustando seus negócios para as mudanças relevantes pelas quais a economia está atravessando. Por isso, pedimos às empresas que definam metas de longo, médio e curto prazos para reduções de emissões de gases do efeito estufa. Essas metas e a qualidade dos planos para cumpri-las são fundamentais para os interesses econômicos dos acionistas.

A transição para emissão zero é irregular, com diferentes partes da economia global se movendo em diferentes ritmos, que serão em estágios diferentes em países emergentes e desenvolvidos. Empresas e governos devem garantir que as pessoas continuem a ter acesso às fontes de energia baratas e confiáveis enquanto perseguimos esses grandes objetivos. Essa é a única forma de desenvolver uma economia verde justa evitando conflitos sociais.

Valéria Bretas e Geovana Pagel, O Estado de São Paulo

Phelps sobre atleta transexual na natação: ‘Competição precisa ser em pé de igualdade’

Para o multicampeão Phelps, presença de transexual na categoria feminina da natação deve provocar debate sobre igualdade de condições no esporte


Lia Thomas: vitórias consecutivas após mudança de categoria
Lia Thomas: vitórias consecutivas após mudança de categoria | Divulgação/UPenn

O ex-atleta Michael Phelps, maior campeão da história da natação, acredita que o recente sucesso de Lia Thomas , que compete na categoria feminina por se declarar transexual, é um caso “complicado” e tem paralelos com o doping. Para Phelps, é preciso haver regras que garantam igualdade de competição no esporte.

Em entrevista à rede CNN, o ex-nadador mediu as palavras, mas enfatizou a importância de uma competição nivelada entre os atletas. “Sinceramente, a única coisa que eu quero é que todo mundo seja capaz de competir em condições de igualdade. Isso é tudo que eu posso dizer”, afirmou ele.

Lia Thomas tem 22 anos, é atleta da Universidade da Pensilvânia e tem obtido vitórias consecutivas na Ivy League, a liga universitária mais tradicional dos Estados Unidos. O site da universidade mostra que Thomas competiu na categoria masculina (com o nome de nascimento Will Thomas) até a temporada 2019-2020, antes de assumir uma identidade feminina.

Ao tratar do caso da transexual, Phelps também fez uma menção aos casos de doping na natação. “Eu posso falar do ponto de vista do doping. Eu acho que em nenhum momento da minha carreira eu competi em um ambiente limpo. (…) Acredito que isso nos traz de volta aos comitês organizadores, porque é preciso ter uma competição em pé de igualdade. É algo de que nós todos precisamos. Isso é o que os esportes são”, disse ele.

Em outra passagem, o detentor de 23 medalhas olímpicas afirmou que não tem preconceito contra pessoas que se identificam como transexuais, mas reafirmou que esportistas precisam competir em igualdade de condições. “Eu não sei aonde isso vai dar. Eu não sei o que vai acontecer. Eu acredito que todos nós deveríamos nos sentir confortáveis com o que nós somos, em nossa própria pele. Mas eu acredito que os esportes devem ser disputados em pé de igualdade”, afirmou ele.


Gabriel de Arruda Costa, Revista Oeste

Mais de mil advogados publicam nota de repúdio ao Grupo Prerrogativas

 Signatários do documento criticaram falas proferidas durante evento em prol do ex-presidente Lula


Jantar em prol de Lula, realizado pelo Grupo Prerrogativas | Foto: Reprodução/YouTube
Jantar em prol de Lula, realizado pelo Grupo Prerrogativas | Foto: Reprodução/YouTube

Um grupo de 1.143 advogados de todo o Brasil divulgou nesta terça-feira, 18, uma nota de repúdio ao Grupo Prerrogativas, que se tornou conselheiro jurídico do ex-presidente Lula. A carta critica falas proferidas durante um jantar em prol do petista, realizado em 19 de dezembro de 2021, em São Paulo, pelo Prerrogativas.

O evento se deu para aproximar Lula do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, possíveis parceiros de chapa. No jantar, o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira declarou: “Se o crime já aconteceu, de que adianta punir? (…) Que se puna, mas que não se ache que a punição irá combater a corrupção”.

Alberto Toron, outro advogado do Prerrogativas, também se manifestou no encontro. “Lula é o símbolo mais elevado da justiça”, disse, ao entregar uma beca ao petista. “Esse santo manto que nos iguala a juízes e promotores, que você merece, por significar Justiça na mais elevada acepção dessa palavra”.

“A advocacia brasileira não glamouriza o crime, o criminoso, a injustiça, a impunidade nem a corrupção”, rebateram os advogados contrários ao Grupo Prerrogativas. “A maioria dos bons advogados prima pela correção de atitudes, pela ética, pela moralidade, respeito às leis e à justiça”, argumentaram.

Segundo os advogados, as declarações são uma “afronta ao bom senso e tem como condão criar uma fantasia absurda”. “A afirmativa não se sustenta perante seus pares de profissão e nem ao crivo da crítica da sociedade, que não se deixa enganar com falsa verdade”, salientaram os signatários da nota.

No documento, os advogados contra o Prerrogativas defendem uma união de profissionais do Direito do Brasil “na luta incessante por ética, moralidade, respeito às leis e à Justiça, equilíbrio necessário ao Estado de Direito”.

Leia também: “A esperança venceu a vergonha”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 92 da Revista Oeste

Cristyan Costa, Revista Oeste

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