quinta-feira, 14 de maio de 2026

Corruptores que se enrolaram na Lava Jato financiaram filme sobre o ex-presidiário Lula

 

Enrolados na Lava Jato bancaram filme de Lula


O atônito PT parece, também, esquecido ao ignorar que o filme “Lula, o filho do Brasil” foi bancado por ao menos quatro empresas que, tempos depois, foram reveladas como corruptoras e protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil: a Lava Jato. O pastelão, de 2009, recebeu caminhões de dinheiro das empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa e OAS, que mais tarde viram seus controladores atrás das grades. Outra que colocou grana no filme de Lula foi a manjada JBS.

Era o presidente

Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme.

Passa no caixa

Em dezembro de 2009, empreiteiras patrocinadoras do filme assinaram ao menos cinco contratos com a Petrobras. No total: R$8,9 bilhões.

Antro conhecido

Os contratos envolviam a refinaria Abreu e Lima, antro de corrupção. Em janeiro de 2024, Lula achou uma boa ideia retomar as obras paralisadas.

Telefone vermelho

A JBS, de Wesley e Joesley Batista, até fez delação premiada. Hoje, com livre trânsito no governo, Lula até usa telefone dos irmãos para ligações.

Diário do Poder

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Escravidão e culpa coletiva, por Wanjiru Njoya

 

Muito tem sido dito sobre o papel da escravidão na história dos Estados Unidos, e, embora essa história não possa ser recontada em um artigo breve, é importante esclarecer alguns dos princípios éticos que sustentam a instituição da escravidão à luz dos debates contemporâneos sobre pagamentos compensatórios pela escravidão (conhecidos como compensações). Diversos estados manifestaram a intenção de pagar compensações pela escravidão. Por exemplo, o New York Times relata que,

“Quase 200 anos após o fim oficial da escravidão em Nova York, a Câmara Municipal aprovou, na quinta-feira, uma legislação que autoriza a criação de uma comissão para estudar os efeitos devastadores da escravidão e desenvolver um plano para conceder compensações pelos danos causados”.

Nesses debates, em vez de nos limitarmos a considerar se os estados que generosamente se dispõem a pagar compensações sequer podem arcar com isso — já que apenas o projeto de compensações da Califórnia é estimado em US$ 800 bilhões — também é importante abordar as questões éticas subjacentes.

Antiético e imoral

A partir de uma perspectiva rothbardiana, a razão pela qual a escravidão é errada é que ela viola o princípio da autopropriedade. A autopropriedade é um direito natural inerente a todos os seres humanos, do qual decorre que nenhum homem pode ser proprietário de outro. Em The Ethics of Liberty [A Ética da Liberdade], Rothbard cita com aprovação a seguinte passagem de William Lloyd Garrison:

“O direito de desfrutar da liberdade é inalienável.(…) Todo homem tem direito ao seu próprio corpo — aos produtos de seu próprio trabalho — à proteção da lei(…). Todas essas leis que estão agora em vigor, admitindo o direito à escravidão, são, portanto, perante Deus, completamente nulas e sem efeito(…) e, portanto, devem ser imediatamente abolidas”.

A partir da perspectiva do direito romano, Edgar Shumway explica que a escravidão era uma instituição jurídica fundamentada tanto no direito das pessoas quanto no direito de propriedade: o escravo era,

“(…)um objeto de propriedade e posse, alienável como outros bens(…) mas o fato de o escravo ser um ser humano o diferenciava de outros objetos de propriedade e aproximava sua posição, em certos aspectos importantes, da de um descendente sob autoridade parental”.

É claro que, examinada à luz dos princípios éticos de Rothbard, a legislação romana nesse ponto é antiética e imoral. Mas uma coisa é afirmar que códigos jurídicos históricos eram “eticamente insatisfatórios”, como coloca Shumway, e outra bem diferente é sustentar que algo deve ser feito agora para corrigir e reparar essa injustiça histórica. É nesse ponto que os ativistas das compensações se desviam.

Culpa coletiva

Podemos reconhecer que foi errado que traficantes africanos de escravos capturassem seus próprios conterrâneos e os vendessem como escravos, mas isso implica que devemos agora exigir que estados africanos contemporâneos, como a Nigéria, expiem esses crimes históricos? Da mesma forma, foi errado que piratas árabes saqueassem as Ilhas Britânicas durante séculos, capturando ingleses, córnicos e irlandeses em suas casas e vendendo-os em mercados de escravos no Norte da África, mas isso significa que estados norte-africanos atuais, como Argélia e Tunísia, deveriam pagar compensações ao Reino Unido?

Do ponto de vista ético, a ideia de que pessoas hoje devem pagar por crimes históricos ignora o princípio moral básico de que a punição por um crime só pode ser aplicada ao próprio criminoso, e não aos seus descendentes. Como lembra David Gordon, “a responsabilidade moral é individual, e não coletiva”.

Além disso, surgem considerações utilitaristas quanto à viabilidade de corrigir injustiças históricas por meio da imposição de penalidades financeiras aos pagadores de impostos atuais. Os pagadores de impostos deveriam ser obrigados a compensar todas as injustiças históricas já ocorridas na história do país? Caso contrário, como se decidiria quais injustiças históricas “merecem” compensações e quais não? Walter E. Williams observou que, “Além dos afro-americanos, irlandeses, italianos, judeus, porto-riquenhos, poloneses, chineses, japoneses, suecos e a maioria dos outros grupos étnicos compartilharam a experiência de serem discriminados de uma forma ou de outra”. A isso poderíamos acrescentar a experiência do Sul durante a Reconstrução. Lew Rockwell explica que, “Após a Guerra entre os Estados, a ‘Reconstrução’ da União tiranizou o Sul” — uma grave injustiça para a qual não se oferece qualquer restituição. Nenhum argumento baseado em princípios foi apresentado pelos defensores das compensações que explique porque alguns grupos étnicos merecem compensações e outros não.

No que diz respeito à questão ética, uma posição às vezes apresentada é a de que a escravidão seria a “pior” injustiça histórica e, portanto, distinta de todas as demais injustiças do passado. Essa não é uma posição baseada em princípios, já que a escravidão não é pior do que o assassinato — vítimas de assassinato, independentemente de sua raça, não deveriam então ter direito a compensações superiores às vítimas da escravidão?

Algumas pessoas tentaram construir uma hierarquia do mal com base, por exemplo, no número de vítimas de determinado crime ou em legados mais duradouros, como diferenças de renda e riqueza entre grupos nos dias atuais. O problema com todas essas medidas vitimistas de “quem sofreu mais” é que o sofrimento é subjetivo, e qualquer comparação sobre qual sofrimento foi o “pior” carece de um fundamento baseado em princípios. Uma posição ética deve se apoiar em princípios morais sólidos, e não em tentativas de avaliar quem sofreu “mais”.

A análise de Laurence Thomas no artigo The Morally Obnoxious Comparisons of Evil: American Slavery and the Holocaust [As Comparações Moralmente Repugnantes do Mal: a Escravidão Americana e o Holocausto, em tradução livre] ilustra o que acontece quando se faz esse tipo de tentativa — todos os grupos passam a sentir que o mal histórico sofrido por seu próprio grupo foi diminuído ou menosprezado. Em vez de produzir um “vencedor” claro nessa disputa vitimista, isso apenas aprofunda ainda mais todos os grupos em seu próprio senso de ressentimento.Por essas razões, Murray Rothbard rejeitou toda a noção de culpa coletiva. Em seu ensaio “Guilt Sanctified” [A Culpa Venerada, em tradução livre] , ele argumentou:

“Hoje, toda a cultura é caracterizada por uma culpa coletiva massiva, e qualquer um que deixe de fazer as devidas declarações públicas de adesão a uma longa lista de culpas solenemente proclamadas é literalmente afastado da vida pública. A culpa está em toda parte, é onipresente, e nos é imposta pelos mesmos canalhas que antes nos prometeram uma libertação fácil. Uma breve enumeração: culpa por séculos de escravidão, culpa pela opressão e estupro das mulheres, culpa pelo Holocausto, culpa pela existência das pessoas com deficiência, culpa por comer e matar animais, culpa por estar acima do peso, culpa por não reciclar o lixo, culpa por ‘profanar a Terra’”.

Em vez de tentar determinar quem merece receber dinheiro dos pagadores de impostos por suas queixas históricas e quanto deveria receber, devemos rejeitar toda a premissa e nos resguardar contra cair nas armadilhas da culpa coletiva e da punição coletiva.




Wanjiru Njoya -  Mises Brasil

Flávio cobrou R$61 milhões de Vorcaro para bancar filme sobre Bolsonaro

Gravações mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro; valor total negociado chegaria a R$134 milhões


Ator Jim Caviezel como Jair Bolsonaro no filme "Dark Horse". (Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel)

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria pago cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos teriam sido solicitados pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo reportagem do site The Intercept Brasil.

De acordo com a publicação, conversas e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro e Vorcaro mostram tratativas sobre o financiamento da produção cinematográfica. Um dos diálogos teria ocorrido em 15 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Ainda segundo o Intercept, os pagamentos teriam ocorrido entre fevereiro e maio de 2025, em pelo menos seis operações financeiras, somando cerca de R$ 61 milhões.

O valor total negociado para o projeto chegaria a R$ 134 milhões, mas não haveria confirmação de que todo o montante foi efetivamente repassado.

Parte dos recursos teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações, em parceria com companhias ligadas a Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA) e, segundo a reportagem, controlado por aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em um áudio supostamente enviado em 8 de setembro de 2025, Flávio teria demonstrado preocupação com atrasos nos pagamentos da produção do filme.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando… está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso…”, teria dito o senador.

Ele também teria citado o risco de problemas envolvendo a produção e nomes do elenco internacional.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel… nos caras renomados do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

Em nota, Flávio afirma que apenas procurou um patrocínio privado para o filme do pai. Veja abaixo a nota completa:

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”.



Mael Vale - Diário do Poder

Governo corrupto do ex-presidiário Lula torrou mais de R$2 trilhões só neste ano

 

Esplanada dos Ministérios, Brasília



O governo corrupto do ex-presidiário Lula já conseguiu torrar mais de R$2 trilhões, este ano, segundo a plataforma Ga$to Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que contabiliza os gastos das esferas dos governos municipais, estaduais e federal. A administração federal de Lula (PT) é, de longe, o maior gastão: torrou mais de R$912 bilhões, até o momento.

Executivo federal

Só o Poder Executivo federal, sob responsabilidade direta do governo petista, gastou R$117 bilhões com pessoal e encargos, este ano.

Comparação

O Legislativo federal, que inclui o Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União, gastou pouco mais de R$2 bilhões no mesmo período.

Quase metade

As 27 administrações estaduais gastaram somadas R$531 bilhões e os mais de 5,5 mil governos municipais, R$542 bilhões.

Ex-presidiário Lula destina equivalente a 0,73% do lucro anual das organizações criminosas parceiras para 'combatê-las'

 

Lula e seu factoide, o "Brasil Contra o Crime Organizado" (Foto: SEAUD)


O “Programa Brasil contra o Crime Organizado”, que Lula lançou ontem (12) para ter o que dizer nas eleições de outubro, não deve produzir nem mesmo cócegas nas organizações criminosas. O investimento prometido por Lula para o “combate a facções”, no valor de R$1,065 bilhão, é uma enganação. Essa quantia, a ser aplicada em inteligência e capacidade operacional das forças policiais, é uma gota no oceano dos bandidos: o lucro anual das organizações criminosas é estimado em R$146,8 bilhões.

Dados

O lucro anual foi apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no documento “Follow the Products”, de fevereiro de 2025.

Ponta o iceberg

A grana dos bandidões é muito maior. Os R$146,8 bilhões somam só quatro pilares de produtos explorados e não inclui tráfico de drogas.

Quase agiotagem

Se estados e municípios quiserem uma fatia dos R$10 bilhões a mais do programa, aí terão de pagar financiamento a cargo do BNDES.

Juntando poeira

A desconexão de Lula com o tema é tão grave que a PEC da Segurança está na gaveta de Davi Alcolumbre há dois meses. Nem relator tem.

Diário do Poder

terça-feira, 12 de maio de 2026

Nayib Bukele ou desespero por segurança, por Andrés Ureña Rodríguez

 

Em junho de 2019, Nayib Bukele, então prefeito de San Salvador, capital de El Salvador, tornou-se presidente da nação centro-americana com apenas 38 anos. Bukele venceu aquelas eleições com a promessa de acabar com a insegurança e a corrupção, ambos fenômenos desenfreados no país. Ele conseguiu vencer impondo-se sobre os partidos tradicionais Aliança Republicana Nacionalista (ARENA) e Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), que governavam o país desde o fim de uma sangrenta guerra civil no contexto da Guerra Fria.

O jovem político chegava prometendo o que já era um fenômeno cacofônico para o povo salvadorenho: pôr fim ao seu problema central, o da segurança. E, como é amplamente conhecido, El Salvador foi um dos principais expoentes de uma nação totalmente tomada por estruturas criminosas dedicadas ao tráfico de drogas, extorsão, prostituição e tudo o que fosse necessário para intimidar uma população com amplos níveis de pobreza e desigualdade. As popularmente conhecidas maras haviam penetrado todas as estruturas de poder e se convertido em um estado paralelo, no qual a segurança dos cidadãos estava à mercê de chefes de gangues e não de um corpo de segurança tradicional.

As origens da violência

Esse problema tem origem nos anos 1990, com uma enorme emigração de jovens salvadorenhos radicados nos Estados Unidos, especialmente na cidade de Los Angeles. Uma mistura de falta de recursos e uma política agressiva do governo Clinton para deportar esses jovens resultou no retorno de milhares de salvadorenhos ao seu país de origem — não sem antes terem passado pelas salas de aula das ruas criminosas de Los Angeles. De volta para casa e diante dos olhos de diferentes governos de ocasião, os membros das gangues foram se fortalecendo, dando senso de pertencimento e dinheiro a milhares de homens e mulheres que não sentiam que seu país, devastado pela guerra, fosse um lugar onde pudessem prosperar.

Delinquência e crime organizado tornaram-se o pão de cada dia dos salvadorenhos, e nenhuma promessa de repressão ou combate ao crime parecia funcionar.  Isso levou muitos a chamarem El Salvador, assim como o restante do triângulo norte centro-americano, de “estado falido”. Definição acertada se se leva em conta que a fundação dos estados modernos, remontando ao menos ao Tratado de Westfália, toma como pedra angular o fato de que um estado fornece segurança física e jurídica a seus cidadãos em troca de uma renúncia às liberdades totais por parte destes. Claramente, em El Salvador, os cidadãos sacrificavam liberdade, mas não recebiam segurança e, apenas replicando um contrato nada tácito com seus senhores das ruas, podiam viver com um pouco menos de medo, embora longe de qualquer conforto.

A marca da presidência de Nayib Bukele

Esse cenário foi radicalmente alterado pelo presidente Bukele por meio de agressivas políticas de prisão de membros de gangues (evitando longos processos judiciais), a construção de megaprisões capazes de abrigar milhares de detentos e uma constante depuração em diferentes comandos das forças de segurança (polícia e exército), para evitar o fenômeno sempiterno da compra de agentes pelo crime organizado. Os resultados são favoráveis: em 2023, o número de homicídios reduziu-se em 68,8%, alcançando uma taxa de homicídios de 2,4 por cada 100 mil habitantes, a menor do continente americano, excetuando-se o Canadá.

Em paralelo ao combate à delinquência, Bukele empreendeu uma campanha contra diferentes instituições do estado, destituindo a Suprema Corte de Justiça, cercando o Congresso com policiais armados e obtendo cada vez mais poder sob o comando presidencial. Essa realidade, junto com a diminuição das garantias do devido processo judicial para pessoas acusadas do crime de “membro de gangue”, fez com que o presidente salvadorenho se tornasse alvo constante de críticas que o acusam de ser “autoritário”, “ditador” e “violador de direitos humanos”. Isso, porém, parece estar muito distante da opinião do povo salvadorenho, que em 2024 lhe concedeu 85% de apoio.

Críticas ao presidente

As críticas, no entanto, não são injustificadas. Para alcançar as mudanças drásticas na segurança do país, Bukele recorreu a medidas que ninguém havia utilizado antes, como o uso permanente de um estado de exceção. Assim, o presidente conseguiu frear uma nova onda de violência desencadeada no início de seu governo. Essa medida implica a suspensão de garantias civis, detenções administrativas prolongadas e forte vigilância sobre o conteúdo que os cidadãos possam compartilhar nas redes sociais ou até mesmo dizer nas ruas. Ou seja, melhora-se a segurança, mas restringem-se todas as liberdades às quais um cidadão de uma democracia liberal pode estar acostumado, como dar uma opinião pessoal ou caminhar livremente pela rua. Ademais, ninguém está isento da possibilidade de prisões arbitrárias ou assassinatos sem explicação aparente.

Os salvadorenhos são pessoas estranhas que amam o autoritarismo? Não. Apesar de terem vivido grande parte de sua história sob essa realidade, o que acontece é que, quando um governo consegue devolver o direito mais básico aos seus cidadãos (isto é, segurança física), as pessoas agradecem. Mas essa realidade também deve servir de advertência àqueles países que desfrutam de maior segurança e estabilidade institucional.

Risco à liberdade

Dizem que a liberdade está sempre a uma geração de se perder, e o caso de El Salvador é um bom exemplo sobre o preço que às vezes é preciso pagar para recuperar condições mínimas de convivência em sociedade. Situações como o avanço do crime organizado em países como Bélgica ou França, ou o assassinato de dois guardas civis na Espanha pelas mãos do narcotráfico, devem servir como lembretes de que o delicado equilíbrio entre liberdade e segurança pode ser facilmente alterado caso se baixe a guarda e se abra espaço para a impunidade em qualquer nível.

Por enquanto, a nação centro-americana respira mais tranquila, pois é menos provável que o filho de uma família daquele país acabe preso pelo poder das maras. Mas isso não deve fazer esquecer aquilo que estão sacrificando — e o que outros talvez tenham de sacrificar se fizerem vista grossa diante das principais obrigações de um estado e de uma sociedade livre.



Andrés Ureña Rodríguez, Mises Brasil

Sob o governo corrupto do ex-presidiário Lula, lucro da Petrobras recua 7%; dívida é de US$ 72,1 bilhões

Estatal mantém pagamento de dividendos bilionários enquanto balanço ainda ignora disparada do petróleo


O presidente Lula, durante um evento na Petrobras - Foto: Ricardo Stuckert/PT


A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,6 bilhões nos primeiros três meses de 2026. O valor representa uma queda de 7,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os números oficiais saíram nesta segunda-feira, 11. O balanço ainda ignora a subida recente do preço do barril, que disparou depois do início da guerra no Irã.

A companhia vai distribuir R$ 9,3 bilhões em dividendos para os acionistas. O repasse ocorrerá em duas partes, agendadas para agosto e setembro. O diretor financeiro, Fernando Melgarejo, afirmou que os resultados mostram consistência e que o dinheiro investido está virando produção. 


Dívida e refinarias 

A dívida bruta da petroleira subiu 2% e encerrou março em US$ 72,1 bilhões. O indicador de geração de caixa somou R$ 61,7 bilhões, número que ficou abaixo do que os analistas do mercado esperavam. Sem o efeito da valorização do real, o lucro real teria caído para R$ 23,8 bilhões.

As refinarias trabalharam no maior nível de uso desde 2014 para diminuir a compra de combustível estrangeiro. A produção de diesel S-10 bateu recorde, com 512 mil barris diários. A empresa informou que aumentou em 6,4% a fabricação de derivados para garantir o abastecimento do mercado brasileiro.


Produção em alta 

A estatal alcançou a marca recorde de 3,2 milhões de barris de óleo e gás por dia. O volume é 16% maior do que o registrado no começo de 2025. O investimento da empresa subiu 25,6% e somou US$ 5,1 bilhões. O foco do gasto continua na descoberta e na retirada de petróleo das camadas profundas.

O faturamento da estatal ficou parado em R$ 123,7 bilhões. A Petrobras explicou que as vendas para o exterior demoram a cair no caixa. Por isso, o impacto do petróleo acima de US$ 100 só deve aparecer nos dados de junho. No primeiro trimestre, a média do preço do barril Brent ficou em US$ 80,6.


Erich Mafra - Revista Oeste