segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Após liderança de Flávio e avanço da direita, Bolsa de Valores bate recorde histórico

Ibovespa disparou 7,85% e superou pela primeira vez os 200 mil pontos



Flávio Bolsonaro. (Foto: Divulgação/Charles Vieira).


A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial, combinada com o avanço de forças de direita e centro-direita no Congresso, foi recebida com forte reação positiva pelos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5). O Ibovespa atingiu um novo recorde histórico, enquanto o dólar voltou a se aproximar da marca de R$ 5.

O principal índice da Bolsa brasileira subiu 7,85% e fechou aos 207.190 pontos, depois de alcançar 209.605 pontos durante o pregão, o maior nível intradiário já registrado. Foi a primeira vez que o Ibovespa encerrou uma sessão acima dos 200 mil pontos.

O dólar também refletiu a mudança de percepção dos investidores. A moeda norte-americana recuou 4,13% e fechou cotada a R$ 5,001, menor valor em cinco meses. Na sexta-feira (2), a divisa havia encerrado o pregão em torno de R$ 5,22.

O movimento não ficou restrito ao mercado doméstico. O ETF EWZ, principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, chegou a registrar alta de cerca de 12,6%, sinalizando forte procura por ativos brasileiros no exterior.

Mael Belfort - Diário do Poder

Lula foi o mais votado na penitenciária da Papuda, onde estão Vorcaro e Careca do INSS

Flávio fiou em segundo lugar; Michelle foi a mais votada para o Senado



Complexo Penitenciário da Papuda


Lula (PT) foi o candidato mais votado para presidente na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no primeiro turno das eleições deste domingo (4). Na seção 0420 da 18ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, o petista recebeu 74 votos, contra 70 do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na sequência ficaram Ronaldo Caiado (PSD), com 6 votos; Renan Santos (Missão), com 4; e Augusto Cury (Avante), com 2. A seção registrou ainda 3 votos em branco e 3 nulos.

Dos 185 eleitores aptos, 162 compareceram — cerca de 87,6% — e 23 não votaram. A urna atende presos provisórios, que mantêm os direitos políticos por não terem condenação criminal transitada em julgado. Presos com condenação definitiva não votam.

Entre os aptos a votar no complexo estavam Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso preventivamente, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Para o Senado, a mais votada na mesma seção foi Michelle Bolsonaro (PL), com 68 votos, seguida de Érika Kokay (PT), com 62, Leila do Vôlei (PDT), com 58, e Bia Kicis (PL), com 54, segundo registros divulgados por veículos que acompanharam a apuração.

O resultado local contrasta com o cenário nacional do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro liderava a disputa presidencial com a quase totalidade das urnas apuradas. Os números da Papuda constam do boletim de urna do Tribunal Superior Eleitoral.

Diário do Poder

‘Cala a boca, Janja’, diz mãe de Nikolas, ‘mexeu com o piá errado’ de 3,1 milhões de votos

A mãe do deputado Npuxa o coro de “cala a boca, Janja”, após o filho se tornar o deputado federal mais votado da história


Ruth Ferreira, mãe do depuado Nikolas Ferreira - Foto: reprodução das redes sociais.

No comitê de campanha de Nikolas Ferreira (PL-MG), em Belo Horizonte, a mãe do deputado, Maria Ruth Ferreira de Oliveira, respondeu neste domingo (4) às ofensas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com a frase que circulou nas redes: “Cala a boca, Janja”, que completou: “mexeu com o piá errado”.

Ruth levantou o coro de “cala a boca, Janja” entre apoiadores que acompanhavam a apuração e, apontando para o telão com os números do Tribunal Superior Eleitoral, ironizou: “Olha aqui o piá de bosta”. No mesmo painel, uma montagem exibia a expressão “piá de ouro”, em contraste com o xingamento usado pela primeira-dama. O público repetiu gritos contra Janja. Nikolas conquistou 3,1 milhões de votos, maior votação de um deputado federal na História do Brasil.

A troca de ataques vinha da reta final da campanha. Em 29 de setembro, em ato de Lula (PT) em Salvador, Janja chamou Nikolas de “piá de bosta”. Ela explicou que a expressão é usada no Paraná — “piá” significa menino — para quem “faz alguma coisa errada” e afirmou que o deputado deveria “lavar a boca” antes de falar do presidente e ainda precisaria “comer muito arroz com feijão” para se comparar a ele. Lula, no mesmo palanque, referiu-se ao parlamentar como “canalha”.

Janja repetiu o termo nos dias seguintes. Em Belo Horizonte, na sexta-feira (2), disse “um salve para todo mundo de Minas Gerais, menos para o piá de bosta” e que “Minas é muito maior que esse piá de bosta”. No Rio de Janeiro, voltou a usar a expressão. Nikolas respondeu em comício e nas redes que o ataque seria “um elogio” e perguntou por que “um jovem de 30 anos, que nasceu na favela”, teria feito a primeira-dama “perder a linha”.

O estopim foi um vídeo em que Nikolas criticou uma fala de Lula sobre mulheres serem “tocadas” desde cedo, atribuindo conotação sexual ao trecho. A campanha do presidente sustentou que a declaração foi retirada de contexto — ligada, segundo o Planalto, a exames preventivos e à resistência masculina aos cuidados de saúde — e acionou o TSE pedindo a retirada das publicações.

Nas urnas, a resposta veio em votos. Com a apuração praticamente encerrada em Minas Gerais, Nikolas foi reeleito com cerca de 3,119 milhão de votos, segundo registros da noite de domingo, e se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil. Superou a própria marca de 2022, quando recebeu cerca de 1,49 milhão de votos e já havia sido o mais votado do país naquele pleito, e ultrapassou o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro, de cerca de 1,84 milhão em 2018. O segundo colocado na disputa histórica desta eleição foi Lucas Pavanato (PL-SP), com cerca de 3,038 milhão de votos.

A cena no comitê — a mãe do deputado devolvendo em público o xingamento da primeira-dama diante do placar da apuração — sintetizou o tom da reta final em Minas: ofensa pessoal de um lado, recorde de votação do outro.


Diário do Poder

domingo, 4 de outubro de 2026

Vídeos: Ex-presidiário Lula ignora lei e pede voto na boca de urna, e ainda joga no chão a bandeira do Brasil

Descondenado esteve acompanhado de Alckmin, Haddad, Tebet, Marina e Padilha... Tuti buoma gente


  Petista votando nas eleições de 2026. (Foto: Redes sociais).

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) votou neste domingo (4), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e parecia tão à vontade que até mesmo chegou a pedir votos a jornalistas.

O detalhe é que, no dia da eleição, pedidos de voto são proibidos e podem caracterizar crime de boca de urna, conforme o artigo 39, § 5º, II, da Lei nº 9.504/1997.

Antes disso, o atual presidente da República posou para fotos segurando a bandeira do Brasil no local de votação, ao lado do seu vice, Geraldo Alckmin, e nesse momento fez um gesto transmitido pela TV registrado em imagens que viralizaram: ele amassa a bandeira e depois a descarta, usando a mãos esquerda. As imagens não mostram a bandeira no chão, mas nada indica que tenha acontecido algo diferente disso. Até mesmo seu prestimoso fotógrafo pessoal não conseguiu evitar o gesto porque apareceu apenas na sequência.

Lula chegou ao local de votação por volta das 9h05, acompanhado de Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Após votar, o petista falou sobre a importância da escolha dos eleitores:

“As pessoas têm que votar pensando no Brasil, nos filhos, nos netos, no futuro que vão deixar”, afirmou.

Veja os vídeos abaixo:

Diário do Poder 

sábado, 3 de outubro de 2026

'O tiro saiu pela toga', escreve Pedro Henrique Alves

 Ao interferir no debate da Globo, Judiciário pode ter dado a Flávio o argumento que faltava para reta final


'Gilmar é um dos conhecidos portos seguros das ações judiciais que afetam Lula no STF', escreve Pedro Henrique Alves | Foto: Divulgação/Oeste 


Quinta-feira foi um dia ímpar para a política no Brasil. Após Gilmar Mendes mudar as diretrizes da Globo para encaixar Renan Santos no debate, e Estela Aranha, juíza do TSE, proibir que Lula fosse questionado e que a emissora carioca deixasse o seu púlpito vazio no estúdio, os céticos e moralmente míopes que até então diziam que as interferências judiciais nas eleições para favorecer Lula não passavam de uma conspiração, finalmente puderam constatar o óbvio por meio do maior canal televisivo do país. E o melhor, com os seus próprio olhos. 

Gilmar é um dos conhecidos portos seguros das ações judiciais que afetam Lula no STF. Há tempos que nem mesmo o mais aguerrido jornalista esquerdista consegue negar isso. Estela, por sua vez, desde antes de receber o cargo no TSE, se assumia publicamente como lulista ‒ temos até vídeo a esse respeito, segura a censura, Moraes. Não entrarei na obviedade que Estela e Gilmar envergam até na alma aquilo que todos os juízes jamais deveriam ser: parciais. E nem choverei no molhado ao dizer que a democracia acaba quando tribunais superiores favorecem candidatos determinados. Respeito demais a inteligência de quem está lendo.

Fato é que o negócio foi tão escrachado, desesperado e imprudente que até mesmo os jornalistas de esquerda ficaram espantados. Algo como: “Orra… mas nem disfarçaram desta vez”. Pois é, não disfarçaram. As decisões de Mendes e Aranha foram claras demais para que a já batida “defesa da democracia” fosse o suficiente para convencer meia dúzia de desavisados. E por isso mesmo julgo que o grande revés da esquerda, pós quinta-feira, está na derrocada da narrativa principal. Está mais do que claro que não é “pela democracia”, e sim por Lula. 


Tribunais jogam para Lula

Isso porque falar de imparcialidade eleitoral dos ministros virou papo de maluco; hoje TSE e STF estão para a imparcialidade tal como os bordéis estão para a castidade. Temo que a grande mídia não conseguirá mais embalar o argumento de que eles estão aí para garantirem a democracia e a lisura eleitoral. Não cola mais. A reboque, o Judiciário conseguiu dar razão a pelo menos três das principais teses da campanha de Flávio Bolsonaro: 1. Estamos sob uma ditadura do Judiciário; 2. O Judiciário trabalha em prol de Lula; 3. Logo, a ação seguinte de uma população minimamente sensata é se unir contra a esquerda e o sistema. 

Além disso, Flávio Bolsonaro sofria para se vender como o candidato que defenderia a liberdade de expressão em suas múltiplas subdivisões, mas foi justamente a imagem do “Flávio defensor de liberdades” que STF e TSE, sem querer, ajudaram a desenhar no imaginário popular depois de quinta-feira. Era Flávio ‒ ainda na quinta ‒ quem defendia a liberdade de imprensa da Globo, enquanto a esquerda, entre calados e “veja como isso é bom”, brigava para enfeitar o cocô de Gilmar e Estela. Talvez, ao final, o tiro tenha saído pela toga.


A ditadura do Judiciário 

Afinal, antropologicamente, o sentimento popular tende a se envergar para apoiar os injustiçados. Ao protegerem Lula, os juízes deixaram a sensação imediata de que o sistema ‒ o mesmo sistema que ninou Vorcaro em peitos fofos ‒ quer que Lula se mantenha no poder a todo custo. Para os ainda lúcidos, o Judiciário tornou a escolha de domingo mais fácil. Se até há poucos dias uma resistência moral, política e até mesmo ideológica se interpunha entre parte da população e Flávio, acredito que Gilmar e Estela arranjaram um porquê de vencê-la. 

Muitos colegas de redação vêm apurando um movimento que eu mesmo confirmo por minhas vias: eleitores de Caiado, Zema, Cury e até alguns de Renan, vêm dizendo que depois da pataquada na Globo eles iriam apoiar Flávio já no primeiro turno. 

Se tivesse um jogo do bicho para presidentes ‒ já que Lula recém descobriu que as bets são do capeta ‒, apostaria com força num maciço crescimento de Flávio na votação de domingo. E se é minimamente verdade que o povo não é trouxa, então agora ele sabe quem é o candidato do sistema, o que tal sistema faz para proteger os seus, e por que ele apoia Lula.

Pedro Henrique Alves - Revista Oeste

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

'Empresário' que opera na educação, no futebol e na produção de habeas corpus, Gilmar Mendes telefona para donos de veículos de comunicação depois de críticas ao STF

Decano contatou proprietário de grande emissora e publisher de jornal de circulação nacional; ministro não respondeu a Oeste


 

O ministro Gilmar Mendes, do STF, durante evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie - 13/11/2023 | Foto: André Ribeiro/Estadão Conteúdo


Nas últimas semanas, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, telefonou para proprietários de veículos de comunicação.

Conforme apurou Oeste, Gilmar procurou o dono de uma grande emissora de televisão e o publisher de um jornal de circulação nacional para expressar sua insatisfação com editoriais e reportagens negativas ao STF.

As conversas ocorreram em um momento em que veículos tradicionais subiram o tom contra ministros em virtude do escândalo do Banco Master e, mais recentemente, das intervenções do STF em temas ligados à Justiça Eleitoral. 

Em 25 de agosto, a coluna revelou que Gilmar e Flávio Dino falaram com empresários no entorno do relator do Master no tribunal, André Mendonça, para eles se afastarem do juiz do STF..

À época, Oeste pediu um posicionamento do decano do tribunal. Assim como naquela ocasião, Gilmar não se manifestou desta vez. O espaço segue aberto.

Cristyan Costa - Revista Oeste


Em tempo: 'Empresário' que opera na educação, no futebol e na produção de habeas corpus para beneficiar criminosos, Gilmar Mendes telefona para donos de veículos de comunicação depois de críticas ao STF

Além dos EUA e Austrália, Reino Unido e Canadá fazem aviso sobre o Brasil

Os quatro países integram a aliança de inteligência Five Eyes, que inclui também a Nova Zelândia


Países membros da Five Eyes; EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. FOTO: MI5

Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá divulgaram, desde o início dessa semana, avisos ou medidas de segurança relacionados ao Brasil, às vésperas do primeiro turno das eleições, no domingo (4). Os quatro países representam 80% da “Five Eyes”, aliança de compartilhamento de inteligência que tem ainda a Nova Zelândia.

EUA e Austrália são casos mais extremos; anunciaram o fechamento das representações diplomáticas no Brasil, mas tanto o Reino Unido, quanto o Canadá alertam viajantes ao Brasil sobre perigos relacionados à eleição e eventuais protestos ou manifestações por conta da votação. A Nova Zelândia é o único país da aliança de inteligência que ainda não fez avisos sobre o Brasil.

Estados Unidos

A embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil informaram, em alerta de quinta-feira (1º), que os serviços consulares seriam suspensos a partir desta sexta-feira (2), “devido a preocupações de segurança”. Cidadãos americanos que precisem de assistência de emergência foram orientados a não se dirigir à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas americanas e a contatar o plantão.

O Departamento de Estado não detalhou a natureza da preocupação. Em nota atribuída a um porta-voz, afirmou que trabalha com as autoridades brasileiras. A agência de notícias Reuters registrou que o departamento não vinculou publicamente a suspensão à eleição de domingo nem informou quando os serviços serão retomados.

Austrália

O Smartraveller, serviço oficial de viagem da Austrália, foi atualizado nesta sexta-feira (2). O texto informa que a embaixada australiana em Brasília ficaria fechada nesse dia por preocupações de segurança e que australianos que precisem de assistência consular urgente devem contatar o centro de emergência em Camberra.

A atualização reproduz o alerta americano e recomenda que australianos evitem a embaixada, os consulados e outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil, além das áreas adjacentes. Também registra o primeiro turno em 4 de outubro, um eventual segundo turno em 25 de outubro e a posse presidencial, em Brasília, em 5 de janeiro de 2027, com possibilidade de reuniões políticas, manifestações e reforço de segurança.

Sobre terrorismo, o texto australiano diz que se trata de uma ameaça mundial, que ataques podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento, e que terroristas podem mirar áreas turísticas, locais frequentados por estrangeiros e grandes aglomerações. Não aponta uma ameaça específica no Brasil. O nível geral de cautela para o país permanece o mesmo: “exercise a high degree of caution”, por crime violento.

Reino Unido

O Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO) atualizou o aviso a viajantes sobre o Brasil na terça-feira (29). A nota da atualização informa que foram incluídos dados sobre as eleições de 4 de outubro e sobre eventos políticos.

O texto diz que o primeiro turno ocorre em 4 de outubro, o segundo turno está marcado para 25 de outubro e a posse, em Brasília, em 5 de janeiro. Acrescenta que protestos e manifestações podem ocorrer sem aviso prévio e que a situação pode mudar rapidamente. Na página de segurança, o FCDO afirma que mesmo eventos pacíficos podem se tornar confrontos e evoluir para violência, e que a polícia já usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes.

As recomendações são evitar comícios políticos, protestos e manifestações, acompanhar a imprensa local, seguir as autoridades locais e deixar o local se o viajante encontrar um protesto ou se sentir desconfortável em uma multidão. O Reino Unido não anunciou fechamento de embaixada nem suspensão de serviços consulares. O aviso contra viagens não essenciais continua restrito a trechos de rios no oeste do Amazonas.

Canadá

O Global Affairs Canada atualizou o aviso sobre o Brasil em 2 de outubro, às 13h no horário de Ottawa. A nota da atualização diz que foi acrescentada, na seção de segurança, informação sobre o alerta dos Estados Unidos, com a reprodução do texto americano sobre a suspensão dos serviços consulares.

O mesmo aviso informa que o Brasil realizará eleições gerais em 4 de outubro de 2026, com segundo turno em 25 de outubro, se necessário, e que pode haver reuniões políticas, manifestações e reforço de segurança antes, durante e depois do pleito. As orientações são evitar áreas de manifestações e grandes aglomerações, seguir as autoridades locais e acompanhar a imprensa. A conta oficial @TravelGoC havia publicado esse trecho eleitoral em 29 de setembro.

O nível canadense para o Brasil não mudou: “exercise a high degree of caution”, por crime e violência urbana, com ressalvas já existentes para faixas de fronteira e para os complexos da Maré e da Penha, no Rio de Janeiro.

Aliança Five Eyes

Five Eyes é a aliança de inteligência formada por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Nasceu do acordo UKUSA, firmado em 1946 entre Estados Unidos e Reino Unido no pós-guerra, e foi ampliada com a entrada dos outros três países. O arranjo prevê o compartilhamento de informações de inteligência, inclusive sobre segurança.

Tiago Vasconcelos - Diário do Poder