
Neste caso, analisam integrantes do governo, a repercussão poderá ser prejudicial ao presidente por ceder à pressão do filho e dar a ele "superpoderes" no Executivo.
Na tarde desta quarta-feira, Carlos chegou a divulgar um áudio do presidente para contestar Bebianno, que, em entrevista ao GLOBO, afirmou ter conversado três vezes com o presidente na terça-feira, por mensagens de WhatsApp. Em entrevista a "GloboNews", na noite desta quarta-feira, ele voltou a reafirmar o contato com o presidente para tratar de questões institucionais e o cancelamento da viagem ao Pará.O Palácio do Planalto não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas, ontem à noite, Bolsonaro replicou a mensagem do filho, endossando o ataque ao homem que foi um dos principais articuladores de sua campanha.
A declaração de Bebianno ao GLOBO, contestada por Carlos, foi dada ao negar que sofria um processo de desgaste após ser acusado de envolvimento no caso de candidaturas laranjas, conforme reportagem publicada pela "Folha de S.Paulo" no último domingo.
Segundo o texto, o PSL destinou R$ 400 mil de fundo partidário para Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, candidata a deputada federal de Pernambuco que recebeu apenas 274 votos. Na época, Bebianno era presidente da legenda. Ele comandou o partido entre janeiro e outubro de 2018.
Bebianno afirmou que o deputado federal Luciano Bivar (PE), atual presidente do PSL e cujo grupo comanda a legenda em Pernambuco, é quem deve responder sobre Maria de Lourdes. Bivar a teria indicado para receber os recursos.
Desafeto declarado do ministro, desde que ele se tornara o homem forte da campanha de Bolsonaro, Carlos, desde o governo de transição, advoga junto ao pai para que Bebianno tenha menos poder.