segunda-feira, 5 de junho de 2017

Acuado, Lula tenta suspender depoimento de Emílio Odebrecht ao juiz Sergio Moro



Lula chega à Brasília para o 6º Congresso Nacional do PT - Jorge William / O Globo



O Globo


Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para suspender os depoimentos do empresário Emílio Odebrecht e de Alexandrino Alencar, executivo do grupo Odebrecht, marcados para começar às 14 horas desta segunda-feira. A defesa do ex-presidente argumenta que apenas no fim desta manhã as íntegras das delações dos dois representantes da Odebrecht foram anexadas aos autos pelo Ministério Público Federal (MPF) e, por isso, foram violadas as garantias do contraditório, da ampla defesa e da paridade de armas.


O juiz Sergio Moro decidiu manter as audiências, por "economia processual", uma vez que as testemunhas já estavam se deslocando para Curitiba. Para não prejudicar as defesas, o juiz disse que, caso necessário, as duas testemunhas podem ser ouvidas novamente. Para os advogados de Lula, o próprio juiz reconheceu o prejuízo à defesa e que pode reinquirir as testemunhas se houver requerimento.

Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar foram convocados como testemunhas de acusação no processo em que Lula é acusado de ter recebido benefícios da Odebrecht, como a cobertura vizinha à de sua propriedade, em São Bernardo do Campo, e um prédio para o Instituto Lula. A cobertura está em nome de Glaucos Costamarques e os advogados afirmam que a família Lula aluga o apartamento.

Os procuradores dizem que não foram entregues comprovantes de pagamento de aluguel.

O prédio comprado pela Odebrecht não foi usado pelo Instituto Lula, que recusou o imóvel.

Marcelo Odebrecht afirmou à Justiça que o valor saiu da subconta "Amigo", na planilha de propinas pagas ao PT pela empresa, e com a recusa voltou a ser creditado e deixado à disposição do ex-presidente.

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