terça-feira, 25 de julho de 2017

Desembargador mantém bloqueio de bens de Lula, corrupto número 1 do Brasil

Resultado de imagem para fotos de Lula



João Pedrosa de Campos - Veja



O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que revisa as decisões do juiz federal Sergio Moro em segunda instância, decidiu nesta terça-feira manter bloqueados os bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a nove anos e meio de prisão na Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O relator da Lava Jato no TRF4, desembargador João Pedro Gebran Neto, considerou que o mandado de segurança, recurso dos advogados de Lula para tentar reverter o bloqueio dos bens, só deve ser concedido quando houver risco de “perecimento de um direito”, o que, para Gebran, não é o caso. A decisão do magistrado é liminar.
Ao contrário do que afirmam os defensores do petista, o relator da Lava Jato na segunda instância entende que não há risco à subsistência de Lula porque ele recebe auxílio financeiro por ter sido presidente da República. “O pedido de provimento judicial precário esbarra na ausência de urgência. Não socorre o impetrante a alegação genérica de que a constrição é capaz de comprometer a subsistência do ex-presidente, que recebe o auxílio que lhe é devido em decorrência da ocupação do cargo de presidente da República”.

TV Antagonista no ar

TRF-4 mantém bloqueio de bens de Lula, o maior corrupto do Brasil

Com O Antagonista


O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF-4, negou o pedido da defesa de Lula, o corrupto, para impugnar o sequestro dos bens do ex-presidente, condenado a 9 anos e 6 meses no caso do triplex do Guarujá.
Está mantida a decisão de Sérgio Moro, que, a pedido do MPF, determinou o bloqueio em razão de uma necessidade futura de reparação de dano em favor da Petrobras.

Orgia explícita na republiqueta de banana: Servidores do Executivo custaram quase 100 bilhões em 2016

Com O Antagonista

No final da nota divulgada há pouco, o Ministério do Planejamento informa que os 632.485 servidores do Executivo custaram aos cofres públicos em 2016 o total de R$ 96,4 bilhões.
Desse total, 23% dos servidores ganham acima de R$ 13 mil. Outros 20% recebem entre R$ 3,5 mil e R$ 5,5 mil, enquanto 17% têm vencimentos entre R$ 5,5 mil e R$ 7,5 mil.
Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, acha que o governo deveria reduzir os cargos de confiança. "De um lado, o governo dá reajuste e não diminui o número de cargos de confiança, de outro, anuncia um PDV e corta despesas que inclusive prejudicam a prestação do serviço público. É uma enorme incoerência."

Autoridades fazem 519 voos com jatos da FAB em três meses



Contas Abertas


Apesar do decreto que restringe o uso de jatinhos da FAB - a Força Aérea Brasileira, ministros e outras autoridades continuam utilizando as aeronaves para ir e voltar das cidades onde moram. Os motivos alegados vão desde serviço, passando por segurança e até mesmo residência.
Em 2015, um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff proibiu o uso de jatos da FAB para ir e voltar para casa às segundas e sextas-feiras.
Um levantamento feito pela BandNews FM aponta que, entre janeiro e março, os ministros do governo Michel Temer e outras autoridades, como os presidentes da Câmara e do Senado, fizeram 519 voos com jatos da FAB - uma média de quase seis por dia. Desses, 160 foram para o local de domicílio, segundo apurou o repórter Pablo Fernandez.
Em 2016, no mesmo período do governo Dilma Rousseff, foram 458 voos no geral e pelo menos 115 para as cidades de origem. Ou seja, o número de viagens para ir ou voltar de casa cresceu 40% no governo do PMDB.
O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, responsável por fiscalizar os atos do Executivo, Mauro Menezes, reconhece que, em alguns casos, as autoridades tentam burlar as regras.
"Uma das questões éticas mais séries em nosso país constitui em coibir a burla à legalidade. Muitas vezes aparecem justificativas indiretas para que o uso se dê de maneira indevida. E as autoridades, no fim das contas, acabem usando para um proveito particular aquilo que é público", afirma.
Tanto no governo Michel Temer quanto no de Dilma Rousseff as autoridades que mais voaram para casa foram os presidentes da Câmara. Entre janeiro e março de 2016, Eduardo Cunha fez 24 viagens com aviões da FAB - todas com decolagem ou pouso previsto no Rio de Janeiro.
No mesmo período deste ano, Rodrigo Maia voou 54 vezes com os jatinhos - 30 deles para a cidade de origem; também o Rio de Janeiro. O decreto de 2015, no entanto, não atinge os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.
O fundador do site Contas Abertas, que fiscaliza as despesas federais, Gil Castelo Branco, ressalta que o uso de aviões da FAB dificulta o controle de gastos públicos.
"O país tem um 139 bilhões de reais para esse ano, que talvez não consiga nem cumprir. Enquanto isso, vocês levantam e mostram essa mordomia aérea. Ou seja, autoridades rasgando dinheiro público em jatinhos da FAB", diz.
No governo Michel Temer, depois do presidente da Câmara, aparece o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que fez 21 viagens - todas partindo ou chegando de Porto Alegre, onde mora. Em nenhum dos casos, ele alegou residência e na maioria das vezes, segurança.
No governo Dilma Rousseff, o segundo que mais utilizou os jatinhos para ir ou voltar do local de domicílio foi o então ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Foram 18 viagens de um total de 34 - todas sob a justificativa de serviço.
Ministro da Ciência e Tecnologia no governo Michel Temer, Gilberto Kassab manteve a mesma rotina nos três primeiros meses de 2017. Fez 22 viagens, sendo 14 decolando ou pousando em São Paulo.
Em entrevista ao repórter Pablo Fernandez, o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Mauro Menezes, afirma que o material produzido pela BandNews FM servirá de base para a abertura de um novo processo. As punições previstas vão desde advertência até um pedido de exoneração.
Ainda no governo Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voou 27 vezes - 18 partindo ou chegando em São Paulo, onde mora. Na sequência aparece o então ministro das Relações Exteriores, José Serra, que fez 25 viagens, sendo 16 para ir ou voltar de casa.
Em nota, a FAB esclarece que a justificativa é dada pela autoridade que solicita os jatinhos, não cabendo à Aeronáutica a apuração das informações.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, alega que usa os aviões com base nas normas vigentes.
Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha afirma que utiliza os jatos por questão de segurança, o mesmo que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Já o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, argumenta que todos os deslocamentos foram feitos para o cumprimento de agendas, mas não as enviou à BandNews FM.
O senador José Serra não foi encontrado.

Governo espera elevar em 80% arrecadação com royalties de mineração

Anne Warth e Carla Araújo - O Estado de S.Paulo


O ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Coelho Filho, disse que a arrecadação do governo com os royalties de mineração deve aumentar 80% com as mudanças apresentadas nesta terça-feira, 25. Em 2016, o governo arrecadou R$ 1,8 bilhão com a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).
Fernando Coelho Filho - PSB-PE
O ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Coelho Filho, disse que o governo decidiu não alterar, por meio dessas três MPs, a restrição à exploração de empresas estrangeiras em projetos de mineração em regiões de fronteira. Foto: Divulgação
Se a estimativa estiver correta, as receitas com o royalty do setor devem subir R$ 1,44 bilhão, atingindo R$ 3,24 bilhões em 2018. A divisão desses recursos vai permanecer inalterada, de acordo com o ministro: 12% ficam com a União, 23% com Estados e 65% com municípios.
"O aumento da arrecadação vai ajudar os Estados e municípios", disse o secretário de Mineração do MME, Vicente Lôbo, ao ser questionado sobre as dificuldades financeiras dos municípios e Estados produtores.
O principal motivo do aumento da arrecadação com a CFEM é a mudança na base de cálculo, pois a taxa passará a incidir sobre o faturamento bruto das empresas. Atualmente, ela é cobrada sobre o faturamento líquido, excluindo os custos com o transporte do minério.
A nova sistemática de cobrança do royalty da mineração vai entrar em vigor em novembro. A taxa vai cumprir noventena a partir da publicação da Medida Provisória, que deve ocorrer na quarta-feira, 26, no Diário Oficial da União.
Apesar disso, não deve haver aumento de arrecadação em 2017, pois a CFEM é recolhida dois meses depois de apurada. Assim, as cobranças a maior feitas em novembro só entram no caixa do governo em janeiro.
O ministro disse que as três medidas provisórias sobre o setor minerário devem gerar amplo debate no Congresso. Segundo ele, a expectativa do governo sobre essas discussões é positiva. "Esperamos retomar os investimentos e gerar empregos no setor de mineração", afirmou.
Coelho Filho disse que o governo decidiu não alterar, por meio dessas três MPs, a restrição à exploração de empresas estrangeiras em projetos de mineração em regiões de fronteira. Esse tema deve ser tratado em outro momento, disse ele.
Ainda segundo o ministro, o governo ainda não concluiu as discussões a respeito da extinção da Reserva Nacional do Cobre (Renca), área rica em ouro e outros minérios. A reserva, com cerca de 46 mil quilômetros quadrados, localizada entre os Estados de Amapá e Pará, foi criada por decreto em 1984.

De acordo com o ministro, porém, o governo já decidiu que vai regularizar a mineração na Renca. Com isso, as lavras concedidas até 1984, antes da criação da reserva, serão preservadas, e aquelas solicitadas depois desse prazo serão extintas.

Com apoio de Dodge, relator prevê mais verba para a Lava Jato - Procuradores aprovam proposta de reajuste salarial de 16,38%

Pedro Ladeira/Folhapress
Subprocuradora Raquel Dodge, sucessora de Janot, participa da sessão do Conselho Superior do Ministério Público
Raquel Dodge, sucessora de Janot, participa de sessão que discute o orçamento para 2018



Nomeada para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República) a partir de setembro, a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge discordou da proposta orçamentária para 2018, elaborada pela gestão de Rodrigo Janot, principalmente em relação a reajuste salarial e orçamento para a Lava Jato em Curitiba.

Em sessão nesta terça (25) no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), Dodge pediu que a atual administração faça novos estudos e trace novos cenários para incluir na proposta orçamentária um reajuste salarial de 16,38% para os procuradores. O pedido foi aprovado pelos demais membros do conselho.

A atual gestão não havia previsto reajuste sob a justificativa de que a PEC 95, que criou um teto de gastos para o funcionalismo, impôs sérias restrições orçamentárias.

Além disso, a administração atual argumentou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), com os quais os membros do MPF mantêm paridade salarial, não teriam sinalizado a favor do reajuste.

O impacto de eventual reajuste no salário dos procuradores é estimado em cerca de R$ 116 milhões. O orçamento total do MPF previsto para 2018 é de R$ 3,84 bilhões, dos quais R$ 3,25 bilhões serão para despesas obrigatórias (sobretudo salários e benefícios). O salário de um ministro do Supremo hoje é de R$ 33,7 mil.

Com reajuste de 16,38%, iria para R$ 39 mil.

Para vigorar, a proposta orçamentária precisa ser aprovada pelo Congresso. Já a efetivação dos reajustes depende de o Congresso aprovar lei específica sobre o tema.

LAVA JATO

A futura procuradora-geral e o relator da proposta, José Bonifácio de Andrada, também propuseram que o orçamento para o ano que vem atenda "integralmente" o pedido de verbas feito pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Na proposta orçamentária elaborada pela gestão Janot, foram previstos para a força-tarefa R$ 522,7 mil, ante um pedido de R$ 1,65 milhão. A questão havia sido alvo de um questionamento feito por Dodge a Janot na semana passada.

"Acho que passa uma mensagem clara de que não estamos fazendo nenhuma redução, ao contrário, estamos acolhendo integralmente o pretendido", disse Dodge. O valor de R$ 1,65 milhão será usado para despesas da força-tarefa como diárias e passagens (não inclui gastos de pessoal). Neste ano, a força-tarefa teve disponíveis R$ 501 mil, que foram complementados com mais R$ 500 mil no segundo semestre.

Dodge assumirá a PGR em 18 de setembro. Ela foi nomeada no último dia 13 pelo presidente Michel Temer. As mudanças pedidas por ela foram aprovadas pelo CSMPF.

O conselho também aprovou a criação de uma equipe de transição na PGR, com membros ligados a Janot e Dodge, para discutir os ajustes pedidos pela futura procuradora-geral –como, por exemplo, de onde sairão os recursos para o reajuste salarial pretendido.

Janot evitou comentar as mudanças pedidas por sua sucessora e, pela primeira vez, deixou de defender a proposta orçamentária elaborada por sua equipe, sob a alegação de que ela terá efeitos durante o mandato de Dodge e que, portanto, cabe a ela decidir o que fazer.

Fim do Obamacare avança no Senado com voto de minerva do vice dos EUA

Brendan Smialowski/AFP
Senator John McCain (R-AZ) leaves after a procedural vote on healthcare on Capitol Hill July 25, 2017 in Washington, District of Columbia. McCain, who is suffering from cancer, received a standing ovation from his colleagues as he entered the chamber, having made the trip from his home state of Arizona, where he was convalescing. / AFP PHOTO / Brendan Smialowski
John McCain deixa o plenário do Senado após votação sobre a lei de saúde

Morre aos 90 anos Barbara Sinatra, viúva de Frank Sinatra

Mark J. Terrill/Arquivo/Associated Press
Barbara e Frank Sinatra renovam os votos matrimoniais em 1996, na Califórnia
Barbara e Frank Sinatra renovam os votos matrimoniais em 1996, na Califórnia

Ministério Público aprova aumento de 16% no salário de procuradores

Com Agência Brasil


Ao votar o orçamento para o ano que vem, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu aprovar um reajuste de 16,7% nos salários dos procuradores da República, atendendo a uma forte reivindicação da categoria. O impacto será de R$ 116 milhões.
Apenas três dos 11 conselheiros foram contra. O atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, votou a favor do aumento, apesar de classificar a medida como uma "decisão política" encampada pela futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que assume o cargo em setembro.
Com o aumento, é possível que os salários dos procuradores ultrapassem o teto constitucional, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não propor, até o momento, um reajuste nos vencimentos de seus ministros. Neste caso, a decisão do conselho poderá ser considerada inconstitucional. Os vencimentos dos ministros do STF são hoje de R$ 33,7 mil, que é o maior salário permitido a servidores públicos.
Não ficou definida a fonte dos R$ 116 milhões necessários para aumentar os salários do procuradores. Janot e Dodge se comprometeram a montar um grupo de transição entre suas administrações, que ficará responsável por apontar onde serão feitos os cortes para permitir o aumento.
No total, foi aprovado um orçamento de R$ 3,8 bilhões para todo o Ministério Público Federal (MPF). A proposta será encaminhada ao Ministério do Planejamento, que verificará sua conformidade legal. Em seguida será enviada ao Congresso Nacional, que precisa aprová-la.

Sérgio Moro mantém aposentadoria de Lula bloqueada na Brasilprev

Com O Antagonista


Em resposta ao comunicado da Brasilprev, Sérgio Moro determinou que a empresa de previdência privada do Banco do Brasil mantenha os 9 milhões de reais de Lula bloqueados, sem necessidade -- por enquanto -- de transferência dos valores para contas judiciais.
O juiz lembrou que é preciso aguardar o julgamento dos recursos da defesa do petista contra a sentença que condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

Doria anuncia PPP e recebe doações de chineses

Bruno Ribeiro - Enviado especial de O Estado de S. Paulo à China


HANGZHOU - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em visita oficial à China, anunciou nesta terça-feira, 25, mais uma parceria público-privada (PPP) para a capital paulista e "passou o chapéu" nas empresas de tecnologia da cidade de Hangzhou, no sul, pedindo câmeras de monitoramento. As duas empresas que visitou, Hikvision e Dahua, prometeram doar dois drones e 1 mil câmeras de monitoramento, além de estudar a doação de outras 1 mil. 
Doria anuncia nova PPP e recebe doações de câmeras e drones chineses
O prefeito João Doria visitou a sede da empresa de tecnologia de monitoramento Dahua nesta terça-feira Foto: Bruno Ribeiro/Estadão
Doria não escondeu o jeito "pidão" ao comentar a visita aos chineses. "Com um déficit igual ao que temos, não temos alternativa senão pedir", disse o prefeito. 
A PPP seria para financiar a ampliação da rede de câmeras na cidade. As duas empresas visitadas se colocaram à disposição para formatar a parceria.
Os drones recebidos estão avaliados em cerca de US$ 100 mil cada. Eles serão enviados à Guarda Civil Metropolitana (GCM) e farão parte do programa City Câmeras, centro das ações do prefeito na cidade chinesa nesta terça-feira.
O programa, lançado em março e que começou a funcionar no último mês, é uma rede que integra câmeras públicas e privadas, de cidadãos e empresas que decidem se integrar ao sistema, para facilitar o fornecimento de informações às polícias para prevenir e esclarecer crimes.
A visita a Hangzhou ocorreu sob um sol de 41ºC - funcionários das empresas que o prefeito visitou disseram ser esta tarde a mais quente dos últimos 146 anos, citando o noticiário local.

Concorrência

As duas empresas são concorrentes, e Doria também não escondeu ter usado isso como estratégia para fazer as doações. O prefeito disse a uma empresa que a outra iria colaborar e vice-versa. "Já havia feito isso para conseguir motos e carros para o programa Marginal Segura", disse o prefeito. "Essa é uma tática que funciona", brincou.
A rivalidade é tanta entre elas que a comitiva que acompanha Doria teve de trocar de veículos, pago por uma das empresas, ao entrar no prédio da rival.
Com quase um terço do mercado mundial de vigilância de ruas, a cidade onde elas estão sediadas é uma das vitrines das possibilidades de monitoramento eletrônico. Hangzhou tem cerca de 2 milhões de câmeras integradas a um sistema parecido com o City Câmeras de Doria, segundo informou o presidente da Dahua, Fu Liquan.
O prefeito quer que as 1 mil câmeras que recebeu - ou 2 mil, se a Hikvision também aceitar o pedido de doação - sejam integradas ao sistema Detecta, da Secretaria Estadual da Segurança Pública. Embora esteja em implementação desde 2012, o sistema paulista ainda não oferece funções de monitoramento analítico prometidas pelo governo. 
Com essas funções, o próprio software do sistema conseguiria identificar um crime ocorrendo - como perceber que uma pessoa sacou uma arma - e enviar alerta para uma agente real analisar a imagem.
O prefeito evitou criticar a lentidão do Detecta, de responsabilidade de seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Até onde sei, o sistema cumpre suas funções", afirmou. 
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As viagens internacionais de Doria

Agenda na China

Doria saiu de Hangzhou no fim da tarde e viajou de trem-bala para a cidade de Xangai. Nesta quarta-feira, 26, madrugada de terça-feira no Brasil, o prefeito tem novas reuniões com empresas de tecnologia e visita mais um fundo de investimentos.

Na segunda-feira, 24, recebeu do China Development Bank (CDB) - o banco chinês equivalente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - a promessa de que a instituição financiaria programas propostos pelo prefeito, como a concessão da operação do bilhete único.

"Detalhes do Contingenciamento Orçamentário do 3º Bimestre de 2017", por Felipe Ohana

Detalhes do Contingenciamento Orçamentário do 3º Bimestre de 2017: Contingenciamento de R$ 5,9 bilhões


1) Governo aumentou a estimativa de arrecadação por conta dos precatórios (Lei 13 463 de 6 de julho de 2017):  + R$ 10,2 bilhões

    Embora a lei autorize ao governo a cancelar e a se apropriar dos valores de precatórios pagos e não sacados por mais de dois anos, não há confisco. Se o credor demandar, o governo tem que devolver o que foi cancelado  (art. 3º).

    Conclusão: Apesar da autorização legal, este recurso tem a natureza de um empréstimo. Não é um recurso primário (a exemplo da arrecadação de um tributo) que possa ser classificado para cobrir déficit. Ele financia o déficit, como qualquer empréstimo o faria, mas sem abatê-lo. Há, portanto, erro conceitual. Este erro é  conveniente às contas do governo. É uma pedalada conceitual.

2) Governo transformou os empréstimos do FIES em despesas primárias: + R$ 6,3 bilhões

     O desembolso do FIES é empréstimo e por conseguinte não é despesa porque o valor emprestado volta para o governo, no prazo e com juros combinados.

   O Banco Central emprega a técnica de acompanhar o resultado fiscal observando as dívidas e os haveres do governo na rede bancária. Quando o FIES empresta, o aluno emite uma "promissória" em favor do governo. Esta promissória está fora da rede bancária. Assim, o BC não enxerga e por esta razão lança os empréstimos como se fossem despesas (porque não enxerga o crédito correspondente). 

  O Tesouro calculava certo, tratava o FIES como empréstimo. Para corrigir esta discrepância, o BC convenceu ao Tesouro a errar junto. Agora, o Tesouro lança o FIES como despesa.

     Conclusão: Este erro, além de ampliar o déficit em 2017 no valor de R$ 6,3 bilhões, elevou as despesas de 2016 (em R$ 7 bilhões) e, logo, o teto de gastos para 2017 (EC 95) também cresceu no montante de R$ 7,5 bilhões (= R$ 7 x IPCA de 7,2%) . O erro conceitual gera um aumento indevido no teto de despesas para 2017.


3) O Gasto com pessoal vai aumentar (segundo as estimativas do governo) 6,47% acima da inflação.

     O Gasto com pessoal em 2016 foi R$ 257,9 bilhões. A projeção da inflação média para 2017 é 3,62%. Com isso, a conta de pessoal (de 2016) corrigida pela inflação chega a R$ 267,2 bilhões. A previsão de gasto com pessoal para 2017 é R$ 284,5 bilhões. Com isso o aumento real dos gasto com pessoal é de 6,47% (=284,5/267,2).

   Na hipótese de ser aceitável corrigir os salários pela inflação, a correção além desta marca resultará num acréscimo de R$ 17,3 bilhões.

   Conclusão: O aumento de gasto com pessoal  foi produzido pelas decisões do governo ao final de 2016 e meados de 2017.

4) As receitas não recorrentes foram ajustadas na 3ª reavaliação. Dentre as principais cabe citar:

     Programa de Regularização Tributária (MP 783/17): ampliada de R$ 8 bilhões para R$ 13,8 bilhões. Esta estimativa surpreende. A MP tende a fracassar.

      Repatriação II: reduzida de R$ 13,2 bilhões para R$ 3,4 bilhões. Faz sentido.
     
      Dividendos: reduzido de R$ 8,8 bilhões para R$ 5,9 bilhões.

Há confiança na arrecadação da MP 783 (+ R$ 5,8 bilhões). Pode haver frustração. Repatriação e Dividendos foram reduzidos em R$ 12,7 bilhões, ou seja, começam a desfazer o "otimismo" original sobre receitas não recorrentes.


Em suma:



Há movimentos variados nas estimativas. Acrescentam indevidamente os recursos da Lei 13 463 (+ R$ 10,2 bilhões) e os empréstimos do FIES (+ R$ 6,3 bilhões). O erro líquido é de R$ 3,9 bilhões a favor do governo (R$ 10,2 - R$ 6,3). Corrigem receitas não recorrentes (desfazendo parte do otimismo nesta frente), mas acrescentam R$ 5,9 bilhões a arrecadação com a MP 783 (otimismo).  

Astro Ansel Elgort e o diretor Edgar Wright falam de 'Baby Driver'

Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo


Desde a sexta, 21, centenas de jovens já garantiam lugar na frente do Hotel Grand Hyatt, na Marginal, à espera de Ansel Elgort, que deveria chegar no sábado. Todos queriam ver, tocar e se possível falar com o astro de A Culpa É das Estrelas e da série Divergente. Elgort veio com seu diretor, Edgar Wright, de Baby Driver - Em Ritmo de Fuga. O longa que estreia na quinta, 27, é, desde logo, um dos melhores filmes do ano. O mais original, muito provavelmente.
Mas como um filme de assalto ainda consegue ser original? Mérito de Wright. Elgort e ele saíram para passeios pela cidade. Elgort e a namorada foram à Sé, para visitar a catedral. À Vila Madalena, para conhecer o Beco do Batman. E todas as vezes paravam para conversar com os fãs, fazer selfies. Elgort já ganhou o título de celebridade mais cool - e simpática - do planeta. Como diz, ele já fez ‘algumas coisas’, mas reconhece que Baby Driver é especial. O diretor e roteirista, de 43 anos, conta que seu filme começou a nascer há mais de 20.
“Estava pela primeira vez em Londres, aos 21 (anos). Já sonhava com o cinema, mas não tinha nenhuma vinculação com a indústria. Descobri o álbum Orange, do The Jon Spencer Blues Explosion, e a faixa Bellbottoms. Na minha cabeça, era perfeita para uma perseguição de carros. Conseguia ver a cena inteira. Tive todo esse tempo para construir a história.” Há três anos, Elgort entrou no projeto. “Agora, vai”, pensou Wright.
Baby Driver
Ação e paixão. Lily James e Ansel Elgort são Debora e Baby  Foto: Big Talk Productions
Seu filme tem, de cara, um crédito de coreografia. Foi pensado musicalmente. Um thriller sem canto nem dança. Sem? Baby, o personagem de Elgort, move-se com a graça de um bailarino diante da câmera. Está sempre ligado no fone de ouvido. Move os lábios seguindo a linha melódica e as letras das músicas que escuta. Baby trabalha como piloto. É motorista de carros utilizados em fugas de criminosos que acabaram de assaltar bancos. Estranho, esse cara.
Tem um trauma em seu passado - e um zumbido permanente na cabeça (por isso, os headphones). Mas Baby não se sente um criminoso. Ele participa dos golpes de Kevin Spacey, fica na dele. É a chegada de Jamie Foxx que vai mudar tudo. Foxx potencializa o que há de mais violento nos personagens de Jon Hamm e da namorada. E chegamos ao turning point da história, quando... “Peraí, você não vai contar não é? O spoiler pode destruir nossa história”, pede o diretor.
Wright trabalhou tanto tempo o filme no seu imaginário que não teme confessar. “Se o filme não tivesse dado certo, se as críticas fossem ruins e o público não correspondesse, estaria f...” A acolhida positiva tem, para ele, o sentido de uma libertação. “Estou mais confiante para o que quero fazer.” Cinema e música. “Cada cena foi pensada com a música correspondente. Não filmei nada sem já ter os direitos assegurados”, conta o diretor. Baby representa para ele... “O mais apaixonante nele é que, mesmo quando chafurda na violência que se torna irreversível, Baby não se corrompe. Era muito importante ter o ator certo para passar esse sentimento.”
O repórter confessa que, desde que viu o filme, ele se associou, no seu imaginário, a dois outros. O Acossado de Jim McBride - A Força do Amor, no Brasil - é um deles. “E eu amo o filme. Gosto mais do que do de Godard, que também é ‘great’. Quentin diz que Breathless é o primeiro filme de Tarantino.” Wright admira-se de saber que McBride morou em São Paulo, estudou na USP. “Jura? Nunca ouvi falar.” O outro filme é Miami Blues, de George Armitage, com o jovem Alec Baldwin. “Não acredito, sou louco por esse filme. E o mais incrível é que recebi de George um e-mail. Ele viu Baby Driver, gostou muito e disse que, apesar de todas as diferenças, o filme dele e o meu são gêmeos no tom e na liberdade criativa. Nada poderia me deixar mais feliz.” 
ENTREVISTA
'Comigo, Baby ficou mais carismático' - Ansel Elgort - ATOR E MÚSICO
Edgar Wright já trabalhava no projeto há 20 anos. Você chegou há três. O que acha que trouxe?
Não sei se ele contou, mas nosso primeiro contato para falar do projeto durou uma hora. Só que não falamos do filme. Falamos de música. No final, ele disse que ia me deixar o roteiro para eu ler e, se gostasse, eu o chamaria de volta. Chamei imediatamente. O personagem mudou comigo. Acho que o que trouxe foi carisma. Baby ficou mais carismático.
E essa coisa de representar dançando para a câmera?
Comecei no musical, então é natural para mim. Os atores, mesmo de musicais, buscam a naturalidade. Eu gosto de ressaltar a teatralidade. Quando recebi minha primeira crítica elogiosa, coloquei os fones de ouvido e saí dançando pela rua, em Nova York. Como se fosse o rei do mundo.
Você é DJ, compõe, é cantor. Sente-se mais músico ou ator?
Adoro atuar, mas veja Baby Driver. O filme é de Edgar, expressa a visão dele. Na música, me expresso mais e a verdade é que, mais que qualquer outro filme, esse despertou o desejo de dirigir. De fazer o meu filme.
Conversei com Edgar sobre suas influências...
E o cara é doido. Me passou uma lista de 100 filmes básicos. Não vi 100 filmes na minha vida e ele queria que visse 100 para o filme dele!
Você foi ao Beco do Batman...
Achei muito cool. Em Nova York, tínhamos locais assim, mas um ex-prefeito acabou com os grafites. Acho burrice. A vida das cidades pulsa mais em lugares assim.