terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A nova fiscal da República e a jararaca, corruptos e depravados

Ricardo Noblat - O Globo


Depois de declarar que a única solução legal e aceitável para o caso de Lula é sua absolvição pela Justiça uma vez que inexistem provas de que roubou ou deixou roubar, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), a ativíssima presidente do PT e nova fiscal dos poderes da República, emitiu mais dois graves comunicados em menos de 12 horas.
No primeiro, censurou o delegado da Polícia Federal que indiciou Fernando Haddad (PT) por uso de dinheiro sujo na campanha para prefeito de São Paulo em 2012. “Factoides como este demonstram a partidarização de setores do sistema policial e judicial”, bateu Hoffmann sem piedade e no melhor estilo “deixa que eu chuto”.
No segundo comunicado, ela qualificou de tentativa de “tumultuar o ambiente em torno do julgamento do recurso da defesa de Lula” a ida a Brasília para uma reunião com a ministra Cármen Lúcia do desembargador Carlos Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4a. Região.
Lula sabia o que estava fazendo quando impôs ao PT o nome de Hoffmann para presidir o partido. Com ela ali, reforçou a opção preferencial de sua defesa pelo confronto com a Justiça. Espancando-a, imagina desacreditar suas decisões. Para Lula, pouco importa que Hoffmann esteja tão encrencada na Justiça quanto ele.
Dada às circunstâncias, e na ausência de dona Marisa Letícia, Hoffmann virou o melhor par para Lula na sua versão jararaca. Se sobreviver, ele saberá trocar de pele de acordo com as estações.
Gleisi Hoffmann e Lula (Ricardo Stuckert/PT)

"Renovação energética", editorial Folha de São Paulo

O ritmo de crescimento das energias renováveis não cessa de surpreender. Seu avanço já se alimenta de forças de mercado, e elas não dependerão mais de subsídios para sustentar a transição prevista no Acordo de Paris para mitigar a mudança do clima global.

As que mais se destacam são eólica (eletricidade obtida do vento) e solar fotovoltaica (luz do sol), estrelas do que se convencionou chamar de fontes alternativas.

O motor por trás da incipiente revolução é a queda nos preços, como indica relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês). Intitulado "Custos da Geração de Energia Renovável", o documento prevê que em 2020 a energia verde se torne competitiva diante da extraída de combustíveis fósseis.

Carvão, gás e óleo são hidrocarbonetos formados a partir de restos de organismos. São recursos finitos, assim como o urânio, mas que têm sobre este a desvantagem de emitir dióxido de carbono (gás do efeito estufa) quando queimados.

Hoje a participação das renováveis no mercado global de eletricidade fica em torno de 23%. O restante cabe a usinas termelétricas movidas a fontes fósseis e, em segundo plano, energia nuclear.


No Brasil a proporção se inverte: mais de 80% de renováveis na oferta de energia elétrica. Sobressaem as fontes hidrelétrica (65%), de biomassa (principalmente bagaço de cana, 9%) e eólica (7%).

De acordo com o estudo da Irena, projetos novos que usam a fonte renovável com tecnologia mais estabelecida, hidrelétricas, geram energia a um custo médio global da ordem de cinco centavos de dólar por quilowatt-hora (US$ 0,05/kWh). A eletricidade eólica a segue de perto, com US$ 0,06/kWh.

A solar fotovoltaica custa o dobro, US$ 0,10/kWh, mas sofreu uma redução de 73% desde 2010. Foi a modalidade que mais se beneficiou dos novos desenvolvimentos tecnológicos e da economia de escala propiciados pelos incentivos maciços do governo chinês a essa indústria.

Estima-se que entre 2010 e 2020 o custo da eletricidade fotovoltaica cairá 35% a cada duplicação da capacidade instalada. Bem à frente da redução esperada na fonte eólica (21% para turbinas instaladas em terra, como as que despontam no Nordeste brasileiro, e 14% para as que ficam em alto mar).

Não faltam sol e vento no Brasil, que encontra obstáculos crescentes para instalar novas barragens onde ainda há grande potencial hidrelétrico, a Amazônia.

Corinthians é o clube com o nome mais sujo na praça entre os grandes do país


Produção de petróleo da Petrobras no Brasil bate recorde em 2017


Ala jovem do MDB pedirá expulsão de Cunha e de Cabral. MDB copia o PT, que mantém no partido corruptos como Lula, Dirceu, Dilma, Vaccari... Todos já devidamente condenados

Mônica Bergamo - Folha de São Paulo



A ala jovem do MDB pedirá a expulsão do ex-deputado Eduardo Cunha e do ex-governador Sérgio Cabral se os dois membros do partido não tomarem a iniciativa de pedir a desfiliação nas próximas semanas.

IMAGEM
"A saída deles é uma forma de oxigenar o partido e mostrar à sociedade que não comungamos dessas práticas", diz Assis Filho, presidente da Juventude do MDB. O assunto será discutido pelo grupo em março. Caso até lá os dois políticos, presos em decorrência da Lava Jato, continuem filiados, "passarão por esse constrangimento de terem a expulsão solicitada", afirma o líder partidário.

HISTÓRICO
A Juventude foi a responsável por pedir a expulsão dos senadores Kátia Abreu (TO) e Roberto Requião (PR), por infidelidade. O conselho de ética da legenda aprovou o desligamento dela e analisa o dele.

Placa que identifica viaduto batizado com o nome de dona Marisa Letícia é roubada em SP. Ladrão que rouba ladrão...

Folha de São Paulo


Menos de uma semana depois de ser instalada, a placa que identificava o viaduto paulistano batizado com o nome de D. Marisa Letícia foi roubada.

Lula vai 'fugir' para a Etiópia três dias após julgamento de recurso na 2ª instância


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Edilson Dantas / Agência O Globo / 21-9-17

Cleide Carvalho - O Globo



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem viagem prevista para a África três dias depois do julgamento da apelação da sentença do caso do tríplex do Guarujá pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O petista participará de um evento de combate à fome na cidade de Adis Abeba, na Etiópia, país sede da União Africana. Na última sexta-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, permitiu, por meio de portaria, que três assessores do ex-presidente acompanhem o petista na viagem — um dos assessores foi autorizado a viajar entre os dias 23 e 29 de janeiro. Os outros dois, entre os dias 26 a 29 janeiro. Como ex-presidente, Lula tem direito a manter assessores.

Interlocutores do ex-presidente confirmam que a viagem está prevista, mas não fornecem detalhes.

A viagem, a princípio, não tem impedimentos legais, a não ser que os desembargadores do TRF-4 decidam impor alguma restrição. Um réu só costuma ser impedido de deixar o Brasil quando a Justiça considera que há risco de fuga com comprometimento da execução da pena.

Na sentença em que condenou Lula a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, o juiz Sergio Moro afirmou que, apesar das intimidações à Justiça — que chamou de “condutas inapropriadas” —, o ex-presidente deveria apelar em liberdade.

Na época, Lula havia afirmado que “se eles não me prenderem logo quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que contam”. Moro afirmou que a prisão cautelar de um ex-presidente envolvia “certos traumas” e a “prudência” recomendava aguardar o julgamento da Corte de Apelação, no caso, o TRF-4.

Durante o governo Lula foram assinados diversos programas de cooperação com países africanos, orçados em cerca de US$ 57 milhões. Entre os países beneficiados estão Angola, Argélia, Benin, Cabo Verde, Guiné Bissau, Mali, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Senegal e Tanzânia.