sábado, 4 de abril de 2020

Autoridades dos EUA dizem que dois integrantes desaparecidos da família Kennedy estão mortos

Maeve Kennedy McKean (centro) ao lado do marido, David, e dos três filhos do casal, incluindo Gideon (segundo à direita) Foto: MIKE PONT / AFP
Maeve Kennedy McKean (centro) ao lado do marido, David, e dos três filhos do casal, incluindo Gideon (segundo à direita) Foto: MIKE PONT / AFP

WASHINGTON — Guarda Costeira, polícia e bombeiros do estado americano de Maryland afirmaram que Maeve Kennedy McKean, sobrinha-neta do presidente John Kennedy, e o filho dela, Gideon, de oito anos, desaparecidos desde quinta-feira, estão mortos.
Os dois faziam um passeio de canoa na na baía de Chesapeake, nos arredores da capital americana, e não foram mais vistos. Segundo Kathleen Kennedy Townsend, mãe e avó das vítimas, as autoridades não têm mais esperanças de encontrá-los com vida, e agora fazem uma operação para encontrar os corpos.
"Meu coração está devastado", afirmou Kathleen em comunicado. "Minha família agradece a todos pelo amor e orações, enquanto entramos em luto e tentamos aceitar essa perda devastadora."
Maeve Kennedy McKean era advogada de direitos humanos e saúde pública, e trabalhava em um projeto ligado a ações no setor de saúde na Universidade Georgetown. Na sexta-feira, o marido de Maeve e pai de Gideon,  David McKean, pediu privacidade à família neste momento. Segundo ele, os dois entraram na canoa para tentar recuperar uma bola que havia caído na água e acabaram levados pela correnteza.

Tragédias em família

A tragédia é mais uma na história da família Kennedy. As mais conhecidas são os assassinatos de John Kennedy, em Dallas, em 1963, e do irmão dele e avô de Maeve, o ex-secretário de Justiça Bob Kennedy, em 1968. Em 1999, o filho de John Kennedy, John Kennedy Jr., morreu em um acidente aéreo na costa de Massachusetts, ao lado da mulher, Carolyn — além deles, o irmão e a irmã de John Kennedy também morreram dessa maneira, na década de 1940.
Um dos tios de Maeve, David Kennedy, morreu após uma overdose de cocaína e medicamentos controlados, em 1984. Michael Kennedy, irmão de David, sofreu um grave acidente de esqui, em 1997, no Colorado, e não resistiu.

O Globo e agências internacionais

"Arranjem cadáveres!", por Dirceu Pio

Na década de 1980, eu entrevistava, a serviço dos jornais Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, um médico de um dos maiores hospitais particulares de Curitiba quando o alto falante da sala onde o corpo clínico se reunia deu uma ordem sinistra:
- Internem crianças ! Internem crianças !
Meu entrevistado apenas se compungiu.
Nesse longo período que nos separa deste episódio, eu iria, como jornalista ou como paciente, testemunhar muitos outros casos que tornavam explícita a eventual falta de ética na Medicina, que já chegou a ser chamada de Máfia de Branco, mas nada tão grave ao que começamos a presenciar agora nessa explosiva mistura de política rastaquera e saúde pública, com seu epicentro no Estado de S. Paulo !
Quem viver, verá !
EM VINHEDO
Começo por descrever o que acontece neste momento na cidade onde moro: Vinhedo (SP), com menos de 80 mil habitantes. O prefeito chama-se Jaime Cruz e é por assim dizer o afilhado de seu antecessor no cargo, Milton Serafim, que já esteve preso por corrupção.
Uma semana depois de instaurada a Pandemia pela ONU, o pressuroso Jaime Cruz decretou Estado de Calamidade Pública (20 de março) no município ainda sem registrar nenhum caso de Covid-19 (neste momento, só a prefeitura sabe que já ocorreram duas mortes pela doença na cidade).
Desconfiada de treta, a população passou a comentar que o prefeito estava apenas tentando escapar da lei de licitação !
PREÇO SALGADO
Suportando já mais de 20 dias de confinamento, apreensiva, a população, especialmente os mais pobres, começa a descobrir que o “Estado de Calamidade Pública” lhe custará um preço altíssimo: todos os postos de saúde da cidade, que funcionam em prédios espaçosos e arejados, estão fechados e as demais unidades (Santa Casa, Upa, Pronto-Socorro) só atendem casos com sintomas de coronavirus.
Saímos do maldito confinamento por três vezes esta semana para tomar vacina contra gripe e demos com a cara na porta: postos de saúde fechados e nenhuma informação. A muito custo, pela internet, descobri que Vinhedo recebeu apenas duas mil doses da vacina que mal serviram para a cobertura dos profissionais de saúde.
EM SÃO PAULO
Uma amiga médica, residente em São Paulo, a cidade que lidera com larga folga o número de infectados no Brasil, tem monitorado os casos de óbitos comparando os exames colhidos na internação com o laudo que aponta a “causa mortis”: por enquanto, ela já descobriu que em 90 óbitos registrados, apenas 20 foram realmente causados pelo vírus chinês. “Isso é muito grave”, ela me escreveu.
Ainda no início da semana começou a circular pela internet um áudio, falsamente atribuído a um médico epidemiologista, que procurava minimizar a Pandemia “informando” que a cidade do Rio de Janeiro havia superdimensionado as previsões – tanto do número de infectados quanto do número de mortos: “O hospital-referência da doença, em Acari, esperava mais de 200 internações para final de março, mas neste momento, dois de abril, temos apenas 12 pacientes internados e só dois em Estado Grave”, dizia o “médico” na gravação que o site Boatos.org definiu como fake.
MÉDICOS CONFIRMAM GRAVAÇÃO
Acendi a luz vermelha e liguei para outros quatro médicos com forte atuação no RJ, que me disseram o seguinte: há um senso comum entre médicos do RJ de que o covid-19 tem até aqui frustrado todas as expectativas.
Uma das médicas ouvidas me disse: “Ao que tudo indica, o número de casos deve aumentar bastante a partir de agora porque o sistema de testagem foi, finalmente, incrementado, mas já posso afirmar que o uso massivo da cloroquina a partir de agora fará o índice de letalidade despencar!”
Por essas e muitas que ainda estão por vir, aqui no meu manso confinamento, enxergo que, por estrita vontade dos governadores, o Brasil foi transformado num imenso hospital e pareço ouvir os alto-falantes instalados nas salas de médicos:
- Arranjem cadáveres! Arranjem muitos cadáveres!
Dirceu Pio. Jornalista.

Jornal da Cidade

Vírus chinês: União Europeia aprova pacotes de apoio de € 37 bilhões para Grécia, Polônia e Portugal

Margrethe Vestager, vice-presidente executiva e Comissária Europeia para a Concorrência da Comissão Europeia Foto: John Thys / AFP
Margrethe Vestager, vice-presidente executiva e Comissária Europeia para a Concorrência da Comissão Europeia Foto: John Thys / AFP


BRUXELAS - A Comissão Europeia aprovou uma série de pacotes de apoio estatal de vários bilhões de euros para a GréciaPolônia e Portugal para ajudar a amenizar o impacto econômico do coronavírus por meio de doações e garantias de empréstimos.
A Comissão, que aplica a regulamentação antitruste da Uniao Europeia, afrouxou suas regras no mês passado para permitir que os governos do bloco apoiem empresas e bancos depois que as fábricas se viram obrigadas a interromper ou reduzir sus atividades e os europeus foram obrigados a ficar em casa para impedir a propagação do vírus.
Em uma série de declarações na sexta-feira e no sábado, a Comissão aprovou um programa de auxílio estatal de € 13 bilhões de euros para a economia portuguesa, um plano de garantias estatais de € 22 bilhões para a Polônia e um esquema de € 2 bilhões para a Grécia.
Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no Twitter que pediria mais dinheiro ao Congresso para fazer empréstimos a pequenas empresas que lutam contra as consequências econômicas da pandemia do coronavírus  se os US$ 349 bilhões alocados em um pacote de estímulo fiscal se esgotarem.
Os esquemas foram julgados para não distorcer a concorrência entre os países da UE.
"Esse esquema de garantia polonês ajudará as empresas  afetadas pela atual crise de coronavírus a cobrir suas necessidades imediatas de capital de giro e investimento", afirmou em um comunicado a vice-presidente executiva e Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager.
Para Portugal, Vestager disse que os 13 bilhões de euros "permitiriam que o governo português fornecesse doações diretas e garantias públicas sobre empréstimos para ajudar pequenas, médias e grandes empresas a cobrir as necessidades de investimento e capital de giro".
O esquema grego permite garantias estatais sobre empréstimos para capital de giro, acrescentou Vestager.
Reuters

Contra o vírus chinês, Guedes defende 'passaporte de imunidade' para retomada da economia

O ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu neste sábado (4) que o governo adquira testes do vírus chinês em massa para que, após a fase do isolamento social, pessoas não infectadas pela Covid-19 possam retornar ao trabalho.
Chamada de “passaporte de imunidade”, a medida foi apresentada por um empresário da Inglaterra.
Segundo Guedes, esse empresário seria capaz de fornecer 40 milhões de testes de Covid-19 por mês ao Brasil.
Com isso, a ideia do ministro é fazer o controle do contágio. Se o vírus for descartado no teste, a pessoa poderia ir para o trabalho. Mas, caso seja identificada a contaminação, o “passaporte” não seria concedido e a pessoa ficaria em quarentena, assim como os idosos, que pertencem ao grupo de risco.
O ministro Paulo Guedes (Economia) durante evento no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 3.abr.2020/Folhapress
Guedes não explicou qual tipo de teste ele se referia nem mencionou haver risco de "falso negativo" —que pode ocorrer em testes rápidos, apontando ausência de contaminação erroneamente. Ele afirmou que apresentou a proposta ao ministro Luiz Henrique Mandetta e ao presidente Jair Bolsonaro, que ficaram de analisar a ideia.
O ministro participou de videoconferência com representantes do setor de varejo, que cobraram uma previsão do governo sobre quando as atividades do ramo poderiam retornar à normalidade, pois grande parte das empresas está fechada para tentar conter a transmissão do vírus chinês.
Apesar dos apelos, Guedes não deu uma perspectiva de reabertura do setor. Ele reforçou que, neste momento, o país segue na fase de isolamento social, comandada por Mandetta.
No entanto, o ministro apresentou o projeto do “passaporte da imunidade” como forma de facilitar a retomada da atividade econômica no período final da pandemia.
Para ele, o país tem que estar preparado para enfrentar os efeitos do coronavírus na economia.

Thiago Resende e Renato Machado, Folha de São Paulo

R$ 3 bilhões dos fundos partidário e eleitoral não serão usados para combater a covid-19. Políticos corruptos não abrem mão...

O líder do partido Novo, deputado Paulo Ganime (RJ), criticou a decisão de vetar o uso do fundo para a saúde| Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
O destaque número 12 apresentado pelo partido Novo foi rejeitado ontem durante a votação da ‘PEC do orçamento de guerra’. Caso tivesse sido aprovado, transferiria, portanto, o dinheiro do fundo de campanhas eleitorais para a luta contra o coronavírus.
Juntos, os fundos partidário e eleitoral somam R$ 3 bilhões. De acordo com os autores da proposta moralizadora, o dinheiro permitiria comprar, por exemplo, equipamentos de proteção individual para mais de 9 milhões de profissionais de saúde e 30 mil respiradores para hospitais.
O líder do partido Novo na Câmara, deputado Paulo Ganime (RJ), criticou a decisão: “O rito regimental não foi cumprido para a nossa emenda”. Na ocasião, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também defendeu o remanejamento das verbas do fundo eleitoral para combater a covid-19.
Numa rede social, o deputado Vinicius Poit (Novo-SP), coautor do destaque, reclamou da decisão da Casa. “Defendi fundão para a saúde, corte temporário de parte dos salários e privilégios de políticos e da elite do serviço público. E por isso, fui chamado de insensível, moleque e oportunista”, desabafou.
Com informações da Agência Câmara de Notícias

Recursos liberados a bancos estão empoçados no sistema financeiro, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu neste sábado, 04, que os recursos liberados aos bancos para ampliar o crédito no País em meio à pandemia do novo coronavírus estão "empoçados no sistema financeiro". Ou seja, mesmo com medidas para estímulo ao crédito, como a redução do depósito compulsório - recursos que as instituições financeiras têm de manter no Banco Central -, esse dinheiro não está chegando a quem busca. "Começamos agora a dar dinheiro na veia, direto para as empresas", afirmou, em conversa online com líderes do setor varejista. Guedes defendeu que o dinheiro deve sair de Brasília e "ir onde o povo está".
Para isso, o ministro ressaltou que o governo deve aprofundar os programas propostos para garantir que o dinheiro chegue "na ponta". Ele ressaltou que o governo Bolsonaro está se preocupando primeiro com os mais vulneráveis em meio à crise. "Os R$ 98 bilhões do programa para informais e microempresários são mais do que o (orçamento) discricionário de 2020", afirmou.
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Paulo Guedes diz que dinheiro 'deve ir onde o povo está' 
Foto: Adriana Machado/Reuters
O ministro defendeu ainda que a situação inédita pela qual passa o País está recebendo as devidas respostas por parte da equipe econômica, que também estaria tomando providências inéditas. "Em pouco mais de três semanas, estamos com ajuda de mais de R$ 800 bilhões", declarou.
"Tínhamos programado transferir R$ 450 bilhões para Estados e municípios em oito anos. Transferimos o dobro disso em três semanas", ressaltou. Ele ponderou, também, que o Brasil já tem um déficit de 6% do PIB, "o que nunca havia acontecido”.
Mesmo assim, ele ressaltou que a equipe econômica ainda não fez tudo o que precisa ser feito para conter os impactos do novo coronavírus sobre o País. Segundo Guedes, se for necessário, serão liberados mais recursos, "trilhões". "Vamos liberar mais dinheiro se for o caso". Ele disse que em pouco mais de três semanas, ajuda será de mais de R$ 800 bilhões
Para o ministro, é importante erradicar a cultura da moratória e, quem tiver dificuldade, o governo rolará a dívida. "Ainda não se fez tudo", disse, sem detalhar o que mais poderia ser feito.

Armas de destruição em massa

Segundo Guedes, o governo deseja subir a linha do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para oferecer crédito a empresas que faturam até R$ 300 milhões. Ele defendeu que as medidas de estímulo anunciadas em meio à crise trazida pelo novo coronavírus, como a redução no compulsório, agora terão de ser focadas no emprego e na ampliação do capital de giro das empresas.
Sobre a questão do emprego, o ministro defendeu que a economia deve ser reativada por meio do corte de impostos, especialmente aqueles que chamou de "disfuncionais". "Atacando de frente o mais cruel imposto, o sobre emprego", destacou Guedes. Para ele, o Brasil deve resistir à tentação de fazer apenas um pequeno conserto, o que teria o potencial de destruir o futuro do País, assim como resistir a um "ativismo regulatório", que seria natural, embora desaconselhável, em momentos de crise.
Acenando aos varejistas com quem conversava, Guedes defendeu a redução de encargos trabalhistas - chamados por ele de “armas de destruição em massa de empregos” - como forma de ativar a abertura de postos de trabalho. Ele ainda criticou governos anteriores por concentração de recursos em Brasília e disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal ainda “não pegou”. “Temos lei, mas não temos uma cultura ainda de responsabilidade (fiscal)”.

Rede de pagamentos

De acordo com o ministro, o País até pode renegociar salários e outras despesas em meio à crise, mas não é possível desorganizar por completo a rede de pagamentos. "Vamos para o teletrabalho, para o e-commerce, mas de qualquer forma temos de manter respirando e oxigenada a economia brasileira", afirmou. "Não podemos cair na atração do calote, da falta de pagamentos, isso descontinua a rede nacional de pagamentos."
Para Guedes, o País atravessará duas "grandes ondas" durante o combate à covid-19: a primeira delas, para enfrentar as questões de saúde pública; a segunda, os impactos econômicos. O ministro defendeu a atuação do governo federal neste momento de crise e agradeceu o apoio do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).
"O protocolo da crise está sendo seguido, os presidentes de Poderes estão se entendendo", disse. "Trocamos nosso eixo de atuação. Nosso eixo eram as reformas estruturantes, agora são as medidas emergenciais."

Recursos médico-hospitalares

Para a área de saúde, Guedes disse que o governo está seguindo as orientações do ministro Luiz Henrique Mandetta, cuja atuação vem sendo criticada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Na esteira das explicações de medidas já anunciadas pelo Executivo, o ministro da Economia falou sobre o bloqueio da saída de recursos médico-hospitalares do País e a redução das alíquotas de importação para os mesmos produtos.

Guedes ainda disse que as vendas no comércio estão caindo e que, dessa forma, a arrecadação também será afetada.

Fabrício de Castro, Eduardo Gayer e Regina Silva, O Estado de São Paulo

Suécia rejeita críticas por resposta ao vírus chinês

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