segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Lula agora fala de Joesley como se ele, Lula, não fosse o chefe de Joesley. É um depravado

Inexiste  no Brasil um vigarista do tamanho do Lula. Notem o que ele disse há pouco em Ipatinga, Minas Gerais, sobre Joesley Batista:

“A gente não quer que esse país se desenvolva pro senhor Joesley ficar milionário, mas para o povo viver melhor.”

Os irmãos Batista ficaram milionários com a grana do BNDES liberada exatamente por Lula, o maior ladrão da história do Brasil. 

O Brasil foi para o brejo nos governos corruptos Lula-Dilma. Bastou que os dois larápios fossem expelidos do poder, para que o país iniciasse o processo de recuperação. 

Não está sendo fácil superar a degradação provocada pelo luloptismo. Mas, os sinais são animadores.

Juros caindo, inflação em baixa, emprego em recuperação, investimentos retomados. Enfim, com a organização criminosa do Lula fora de cena, as coisas começam a melhorar.

Temer pede ao STF que reconheça sua competência para ‘extraditar’ o terrorista/assassino Battisti, condenado a prisão perpétua na Itália

Com Blog do Josias - UOL



Michel Temer protocolou no Supremo Tribunal Federal parecer no qual defende, por meio da Advocacia-Geral da União, seu direito de extraditar o terrorista/assassino Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália. O presidente pede que o julgamento de um habeas corpus ajuizado por Battisti seja transferido da Primeira Turma para o plenário da Suprema Corte. Alega no documento que o asilo concedido por Lula a Battisti, em 2010, não é um ato “insindicável”, como alegam os advogados do italiano.
O texto da AGU realça que o próprio Supremo, quando julgou o pedido da Itália para a extradição de Battisti, decidira que a decisão do presidente da República não poderia ser revista pelo Judiciário. “Em nenhum momento, os ministros se manifestaram pela impossibilidade de o próprio Chefe de Estado revisar o ato presidencialanterior”, anotou a Advocacia da União.
O documento prossegue: “Ora, tratando-se a extradição de ato eminentemente político, com ampla carga de discricionariedade, em que há liberdade de decisão e flexibilidade diante do caso concreto, atentando-se aos interesses e ao cumprimento dos tratados internacionais, ‘é notória a possibilidade de revisão, eis que as circunstâncias justificadoras da não entrega do extraditando podem ser alteradas com o passar do tempo e, dessa forma, possibilitar uma nova avaliação do Estado requerido’.”
No último dia 13 de outubro, o ministro Luiz Fux, relator do habeas corpus ajuizado pelos advogados de Battisti, concedeu liminar para bloquear, preventivamente, eventual decisão de Temer relacionada à extradição de Battisti. O próprio Fux requisitou a manifestação do presidente. A pedido do ministro, a Primeira Turma, composta por cinco dos 11 ministros do Supremo, marcou para esta terça-feira (24) o julgamento do mérito da ação. Daí o pedido da AGU para que a encrenca seja transferida para o plenário do Supremo.
Battisti alegou no Supremo que, afora a suposta impossibilidade de revisão do asilo concedido por Lula, sua devolução à Itália seria inviável porque ele se casou com uma brasileira. Da união, resultou o nascimento de um filho, cujo sustento dependeria de sua permanência no país. Tomado pelo documento da AGU, Temer não se sensibilizou com a argumentação.
“…Não basta por si só, a contração de matrimônio e o reconhecimento de prole”, anotou a AGU. “Devem tais eventos ocorrerem antes do ato tido como coator. Importante frisar, nesse ponto, que tais excludentes só se aplicam ao instituto da expulsão, não sendo extensíveis à extradição, entendimento este pacífico no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que já editou o enunciado sumular nº 421, o qual dispõe que ‘não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho brasileiro.”
Quer dizer: Temer dá de ombros para a mulher e o filho brasileiro de Battisti sob a alegação de que o casamento, ocorrido em setembro de 2015, e o nascimento da criança, em maio de 2016, são fatos posteriores ao julgamento em que o Supremo transferiu para o presidente da República, em 2010, a palavra final sobre a extradição de Battisti. De resto, a AGU alega que só faria sentido levar em conta a família brasileira de Battisti se o italiano estivesse sendo expulso do Brasil. Em processos de extradição, os laços familiares seriam com brasileiros não seriam impeditivos.

Trombadinha, Cabral tenta imitar Lula, o mais célebre dos corruptos brasileiros, e juiz responde à altura

Com Blog do Josias - UOL





Alguma coisa subiu à cabeça de Sérgio Cabral. E não se parece com bom senso. Interrogado por Macelo Brettas, o presidiário achou que seria uma boa ideia repetir com o juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro a tática de suspeição que Lula utiliza em âmbito nacional contra Sergio Moro. Cabral fez pose de injustiçado. Injetou a família do juiz na sua prosa de vítima. Foi como se bulisse em caixa de marimbondos. Saiu ferroado. O magistrado determinou sua transferência para um presídio federal.
Multiprocessado, Cabral foi levado à presença de Bretas para se defender no processo em que é acusado de lavar dinheiro de corrupção na compra de joias da H.Stern. O detento não nega a aquisição das peças. Mas sustenta que foram compradas para presentear sua mulher, não para lavar verbas sujas. O dinheiro não é de boa origem, Cabral admite. Entretando, vem de sobras de campanhas eleitorais, não de propinas.
Lero vai, lero vem, Cabral decidiu dar uma aula para Bretras. “Não se lava dinheiro comprando joias.” Como se fosse pouco, o detento insinuou que sabe da vida do juiz mais do que ele poderia supor. “Vossa excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto, porque sua família mexe com bijuterias. Se eu não me engano, é a maior empresa de bijuterias do Estado.”
Cabral disse que seu governo não era uma quadrilha. Munido de autocritérios, declarou: “Trabalhei muito pelo Estado do Rio.” O magistrado aconselhou o depoente a responder às perguntas. “O senhor está querendo criar mais uma vez o discurso de injustiçado”, disse. Cabral não se deu por achado: “É meu direito dizer que sou injustiçado. O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal e me fazendo um calvário.”
O juiz chamou o feito à ordem: “Não recebi com bons olhos o interesse manifestado pelo acusado de informar que minha família trabalha com bijuteria. Esse é o tipo de coisa que pode ser entendida como ameaça.” E Cabral: “Ameaça? Eu estou preso.” O tempo fechou. Nem a defesa do presidiário parecia entender aonde seu cliente queria chegar. A audiência foi suspensa por cinco minutos.
Ao final, o procurador Sérgio Pinel, que representava o Ministério Público, requereu a transferência do preso para um presídio federal. “A prisão não tem sido suficiente para afastar o réu de informações de fora da cadeia”, justificou. Brettas achou uma boa ideia: “É no mínimo suspeito que o acusado, que não só responde a este processo, mas a 16, podendo ser mais… É muito inusitado que venha trazer ao juízo informação de que acompanha, talvez, a rotina da família do magistrado. […] Tem acesso privilegiado a informações que talvez não devesse ter.”
Há quatro cadeias federais no país: Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Campo Grande (MS). Caberá ao Ministério da Justiça informar para onde Cabral será enviado. Longe do seu habitat natural, o preso talvez descubra o valor das qualidades qualidades iniciadas em ‘H’. A honestidade é como a virgindade. Não dá segunda safra. E Cabral parece mais interessado em mimetizar Lula do que em restaurar a probidade perdida. Mas a humildade é coisa muito democrática. Está ao alcance de todos.

Nova planilha da JBS lista 64 políticos e cita Temer. Todos trombadinhas. A propósito, quando Lula, chefe da organização criminosa, será preso?

Patrik Camporez - Epoca



Uma planilha apreendida na sede da empresa JBS, em São Paulo, registra a existência de uma conta-corrente aberta especialmente para abastecer políticos e partidos. Um total de 64 nomes aparece nas movimentações financeiras detalhadas no documento, entre elas o nome Temer, supostamente referindo-se ao presidente Michel Temer (PMDB).
Chama a atenção o nível de detalhamento da planilha, encontrada pela Polícia Federal dentro de uma pasta no gabinete de Wesley Batista – um dos proprietários da empresa – no dia 11 de maio de 2017. A apreensão foi feita no âmbito da Operação Maquinários, coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul. ÉPOCA teve acesso à íntegra do documento sigiloso.
Um dos 64 nomes da planilha está indicado como “Temer”, supostamente o presidente Michel Temer (PMDB), que no dia 2 de setembro de 2014 recebeu o “crédito” de R$ 1 milhão, segundo as anotações. Parte  dessas transações – descritas ao longo de nove meses – já tinha vindo à tona, por meio de delações premiadas de executivos da JBS, e outra parte permanecia oculta até então.
A data associada a Temer bate com as informações prestadas, por meio de delação premiada, pelo lobista Ricardo Saud. É o mesmo dia que o doleiro disse ter determinado o pagamento, desse mesmo R$ 1 milhão, ao então vice-presidente.
Lista da JBS traz o nome do presidente Michel Temer (Foto: reprodução/ÉPOCA)
As planilhas revelam o entra e sai de dinheiro na conta-corrente e trazem também detalhes como datas de pagamento, nome do recebedor, valores  das transações e até o saldo da conta-corrente  no dia em que o dinheiro foi debitado. A planilha registra que Temer, por exemplo, teria recebido o recurso ilícito quando a conta estava recheada com R$ 1.176 milhão – sendo que, desse valor, R$ 405 mil entraram na conta da JBS naquele mesmo dia. Com a retirada de R$ 1 milhão, a conta ficou ainda com um saldo  R$ 176 mil, sendo abastecida, três dias depois, com mais R$ 519 mil.
As anotações da JBS, feitas entre 25 de agosto de 2014 (data em que a conta foi aberta, com saldo inicial de R$ 320 mil) e 21 de janeiro de 2015, sugerem que a empresa depositou mais de R$ 56 milhões na conta.
As planilhas detalham até mesmo o pagamento de férias para intermediários do dinheiro, entre eles uma pessoa identificada como Florisvaldo, que recebeu R$ 25.726 em 26 de novembro de 2014. Florisvaldo Oliveira era o funcionário da companhia chamado de “homem da mala” pelo executivo Ricardo Saud. Foi ele quem entregou R$ 1 milhão em espécie que teria o presidente Michel Temer como destinatário.
Florisvaldo contou que o dinheiro estava em uma caixa e foi entregue para João Baptista Lima Filho, um coronel aposentado da Polícia Militar paulista que é amigo de Temer. 
O local da entrega, a Argeplan Arquitetura e Engenharia, na Vila Madalena, em São Paulo, foi alvo de busca e apreensão pela PF.
Lista da JBS traz o nome do presidente Temer (Foto: reprodução/ÉPOCA)
A origem  do dinheiro era o BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Os aportes do BNDES na JBS proporcionados pelo governo petista custavam um pedágio de 4%, num acerto feito anos antes por Joesley Batista com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O dinheiro foi estocado em duas contas nos Estados Unidos, cujo saldo superou os US$ 150 milhões. Na campanha de 2014, a mando de Mantega, começou a ser distribuído. Para Temer, especificamente, foram destinados R$ 15 milhões – ele ficou com parte em dinheiro vivo e repassou valores para correligionários.
Na parte superior direita de cada página do documento a que ÉPOCA teve acesso, há a descrição “contas correntes – supermercados  MG (Marcelo)", o que leva a Polícia Federal a acreditar que um supermercado – possivelmente localizado no estado de Minas Gerais – foi usado como empresa de fachada para o repasse de dinheiro ilegal.
O uso de redes varejistas para repassar recurso ilícito a políticos dos mais variados partidos tem sido uma prática alvo das investigações que correm no âmbito da Lava Jato. Os supermercados são considerados ótimas fontes de pagamentos em dinheiro vivo para campanhas eleitorais.

Delatores da JBS já revelaram que o frigorífico combinava com os supermercados pagamentos por seus produtos em espécie e, em seguida, destinava as quantias diretamente a emissários dos políticos beneficiados. Segundo o ex-executivo Ricardo Saud, os supermercados não sabiam do que se tratava os pagamentos nem tiveram nenhum tipo de vantagem.
A nova lista que está nas mãos da Polícia Federal favorece essa tese e traz novos elementos que vão ajudar as investigações em curso na Lava Jato. O Palácio do Planalto foi procurado para comentar as informações, mas até as 16h30 desta segunda-feira (23) não havia se manifestado. Assim que tiver uma resposta, ÉPOCA fará a atualização desta matéria. 
Wesley Batista (Foto:  Silvia Costanti / Valor)

Cármen decide manter com Fachin inquérito que investiga Rodrigo Maia e César Maia

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu manter com o ministro Edson Fachin um inquérito que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia.
Edson Fachin
Edson Fachin, ministro relator da Lava Jato Foto: Dida Sampaio/Estadão

A investigação, que apura indícios de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, tem como base os relatos de cinco delatores da Odebrecht sobre supostos repasses da empreiteira ao deputado. O pedido de redistribuição havia sido encaminhado à ministra por Fachin.
Em sua decisão, Cármen concordou que os fatos narrados no inquérito em questão não estão relacionados à Operação Lava Jato, da qual Fachin é relator. A presidente do STF, no entanto, ressaltou que a investigação é conexa a outros dois inquéritos que também estão sob a relatoria de Fachin.
Um desses inquéritos conexos investiga Maia e apura supostos pagamentos de vantagens indevidas a políticos pelo Grupo Odebrecht como contraprestação à elaboração de medidas provisórias. Cabe à presidente do STF decidir sobre a redistribuição de processos.
"Pelo exposto, determino a manutenção deste Inquérito com o Ministro Edson Fachin, pois conexo com os Inquéritos n. 4326/STF e 4437/STF (art. 69 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), de Relatoria de Sua Excelência", decidiu a ministra.
No caso que ficou com Fachin, cinco delatores da Odebrecht disseram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que mantiveram uma longa rotina de repasses de dinheiro da empreiteira a Maia.
Um colaborador, segundo destacou o ministro Edson Fachin na decisão em que autorizou meses atrás a abertura de inquérito para investigar o parlamentar, contou que em 2008 Maia "solicitou e recebeu a soma de R$ 350 mil, a pretexto de auxílio à campanha eleitoral".
"Entretanto, naquele ano, nem o parlamentar, tampouco seu pai, César concorreram. Os pagamentos teriam origem em recursos não contabilizados e por intermédio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht - conhecido como o 'Setor de Propinas' da empreiteira.
"Da mesma forma, no ano de 2010, o parlamentar Rodrigo Maia solicitou novo repasse, dessa feita para campanha de seu genitor, César Maia, sendo autorizado o pagamento de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), dos quais R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) por via do mesmo departamento do Grupo Odebrecht antes referido, sendo apresentado o cronograma constante no sistema "Drousys" e informado o nome de João Marcos Cavalcanti de Albuquerque, assessor do Deputado Federal Rodrigo Maia, como intermediário das operações", disse Fachin ao autorizar a abertura de inquérito, em abril, fazendo referência à narrativa da PGR sobre o caso.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Rodrigo Maia disse que o presidente da Câmara "confia na Justiça e está certo que o inquérito vai demonstrar a sua inocência". 

PMDB, PR e PSD não devem fechar questão a favor de Temer na 2ª denúncia


Igor Gadelha - O Estado de S.Paulo

Baleia Rossi, PMDB
Baleia Rossi, líder do PMDB na Câmara Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB não deve fechar questão, oficialmente, para obrigar seus deputados a votarem pela rejeição da segunda denúncia contra o presidente e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Integrantes do chamado "Centrão", grupo de partidos médios da base aliada, PR e PSD também não devem fechar questão desta vez.

Ao Estado/Broadcast Político, o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), justificou que a avaliação é de que não há necessidade de fechar questão novamente na segunda denúncia, uma vez que a legenda já fechou questão a favor de Temer na primeira. "O entendimento no partido e na bancada é de que, se fechou na primeira, isso vale automaticamente para a segunda", disse. Ele admitiu, porém, que esse "entendimento" não está escrito oficialmente em nenhum documento. sensíveis para o Planalto
Na primeira denúncia, o PMDB deu 53 votos a favor de Temer e seis contrários, além de uma abstenção e três ausências. Segundo Rossi, esse placar deve se repetir na votação da segunda denúncia no plenário da Câmara, prevista para esta quarta-feira, 25. Dessa vez, porém, terão um voto contra a menos: o deputado Sérgio Zveiter (RJ), que deixou o PMDB e se filiou ao Podemos. "Todos os outros cinco votos contra devem se manter", disse o líder peemedebista. 
Esses cinco deputados - Celso Pansera (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE), Laura Carneiro (RJ) e Veneziano Vital do Rêgo (PB) -, além de Zveiter, chegaram a ser punidos pelo presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), por terem votado contra Temer. Jucá suspendeu os parlamentares das funções partidárias por 60 dias. Com a suspensão, não puderam, por exemplo, participar das comissões técnicas da Câmara das quais são integrantes.
PR e PSD
Os líderes na Câmara do PR, José Rocha (BA), e do PSD, Marcos Montes (MG), também informaram ao Estado/Broadcast Político que seus partidos e bancadas não devem fechar questão nem a favor, nem contra Temer. Na primeira denúncia, as bancadas dos dois partidos fecharam questão a favor do presidente, assim como o PP. A reportagem não conseguiu contato com o líder do PP, Arthur Lira (AL), para saber como a bancada se posicionará na segunda denúncia.

No PR e PSD, a previsão dos líderes é de que o número de votos contra Temer pode até aumentar. "Já temos nove votos contra o presidente que são irrecuperáveis. Se vai ter mais votos ou não contra vai depender do cumprimento ou não da liberação (das emendas individuais impositivas). Se o governo não cumprir, pode ter problema", afirmou Rocha. Na primeira denúncia, o PR deu 29 votos a favor e nove contra o presidente. 

Lideranças governistas garantem, porém, que o Palácio do Planalto vai liberar emendas e nomear afilhados políticos de parlamentares para cargos no segundo e terceiro escalões do Executivo, para garantir os votos para barrar a denúncia. "O que tinha para fazer já fizemos. Agora é resolver a questão das emendas, que alguns deputados estão reclamando", disse o líder do governo no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE).
O governo prometeu ao deputado Ronaldo Carletto (PP-BA), por exemplo, nomear um aliado do parlamentar baiano para um cargo no Banco do Nordeste. De acordo com aliados de Carletto, a expectativa é de que a nomeação saia até quarta-feira (25), dia da votação. Em troca da nomeação, o deputado votaria a favor de Temer. Na primeira denúncia contra o presidente, Carletto não participou da votação. 

"Suprema vergonha", por Ana Paula Henkel

O Estado de São Paulo


Nós mineiros temos a fama injusta de sermos pouco claros com as nossas posições. A discrição resiliente, lapidada entre montanhas que testemunharam a brava resistência aos colonizadores, faz parte do espírito que deu ao país Joaquim José da Silva Xavier, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.
Lutamos e lutaremos sempre pela liberdade, ainda que tardia.
Votei em Aécio Neves em 2014. Apoiei sua candidatura e não me arrependo.
Impossível esquecer qual era a alternativa. Entre o ex-governador e senador do meu estado que concluiu o mandato como o mais popular do país e o projeto bolivariano que devastou o Brasil, não havia sequer margem para dúvidas de qual caminho escolher. A terra arrasada deixada pelos treze anos petistas fala por si.
As revelações da malfadada e já descartada delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, atuais hóspedes da Polícia Federal em São Paulo, mostraram um Aécio que nós lamentavelmente não conhecíamos. Seu desavergonhado pedido de dinheiro para o dono da JBS foi uma ofensa imperdoável aos sete milhões de mineiros que deram seu voto a ele e a todos que viram nele uma esperança de renovação com capacidade de gestão e uma visão moderna da política. Supremo engano.
Assim como aconteceu com os heroicos inconfidentes, mártires da luta contra o estado opressor e contra uma carga tributária insuportável na época, e até tímida para os padrões atuais, um novo Joaquim Silvério dos Reis nos apunhalou pelas costas. Nem o povo mais desconfiado do país está a salvo de quem se aproveita da nossa boa-fé, ainda mais com o agravante de usar o pedigree de Tancredo Neves para quebrar resistências. E é cada dia mais fácil constatar que Brasília está cheia de Joaquins Silvérios dos Reis.

O embate da última semana colocou em lados opostos um STF ativista e um Senado corporativista. A Suprema Corte ignorou a Constituição para entregar a cabeça do principal opositor de Dilma Rousseff numa bandeja aos seus inimigos, enquanto nossa Câmara dos Lordes vergonhosamente manteve o mandato de um senador indecoroso. Todos brigaram e ninguém tinha razão.
A revolta com a traição de Aécio não pode, é preciso dizer, cegar a razão. Dar poderes aos ministros do STF para tomar decisões sem o mais remoto eco na Constituição, independente do pretexto, é um perigo de proporções venezuelanas. Como aconselha Michael Corleone em “O Poderoso Chefão III”, a raiva contra o inimigo atrapalha o julgamento. Literalmente.
O estoque de paciência do brasileiro com a corrupção está na reserva, mas é nessa hora que precisamos reabastecer o tanque da democracia com mais democracia. É exatamente nestas horas que oportunistas e inimigos da lei aparecem para dizer que o “sistema” não funciona e que é preciso quebrar tudo e recomeçar do zero a partir de suas próprias utopias. Sabemos como isso termina.
Não é fácil, mas é preciso admitir que quem deve cassar o mandato do senador, como manda a lei, é o Senado. Ainda tenho uma esperança (suprema inocência?) de que o legislativo faça o que tem que ser feito e que acerte as contas com a população, a casa das leis precisa honrar as próprias leis que cria. Como cantou um ex-garoto propaganda da Friboi, “não sou contra o progresso mas apelo pro bom-senso, um erro não conserta o outro, isso é o que eu penso.”
Se há algo que une os americanos de diferentes ideologias político-partidárias, como vejo aqui diariamente, é um respeito quase religioso à Constituição. Mesmo quem não tem formação em direito sente que as instituições funcionam num sistema de freios e contra-pesos (checks and balances) em que cada macaco conhece bem seu galho. A transformação do STF nos últimos anos é preocupante. Quanto mais interpretação livre do texto constitucional pela última instância, mais riscos corremos. Contra o ativismo judicial, a letra fria da lei é a última garantia.
Assistimos incrédulos o ministro Ricardo Lewandowski fazer uma leitura bastante criativa da Constituição ao vivo e em cores para todo o Brasil em plena sessão que decidiu pelo impeachment de Dilma Rousseff, outro fantasma que assombra as Minas Gerais. Quantas vozes se levantaram contra a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente? Quem cala, consente.
Para suspender Eduardo Cunha, o finado ministro Teori Zavascki, declarou: “apesar de não ter amparo na Constituição, é uma exceção.” Como era Eduardo Cunha, ninguém reclamou. Lembrando Martin Niemöller, primeiro levaram os corruptos, mas não me importei com isso porque não sou corrupto. Quando vierem me levar, não haverá com quem reclamar.
Depois foi a vez do Ministro Marco Aurélio afastar Renan Calheiros da presidência do Senado em mais um drible inconstitucional. Renan Calheiros tem nada menos que dezessete inquéritos parados no STF e, claro, votou para a manutenção do mandato de Aécio Neves. Supremo deboche.
Em meio a tantas batalhas, o STF encontrou tempo para discutir cigarros com sabor, sacolas plásticas de supermercados, entre outras “urgências nacionais”. Até o momento, nenhuma condenação a qualquer réu da Lava Jato. Estão contando demais com a suprema paciência do Brasil.