quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Dólar cai com promessa de Bolsonaro sobre independência do BC

O dólar perdeu força e passou a cair ante o real nesta quarta-feira, 17, destoando da persistente valorização da moeda americana no exterior e que conduziu o sinal positivo nos primeiros negócios locais.
Dólar
Candidato afirmou que, caso saia vitorioso no segundo turno, o BC será independente de qualquer influencia política. Foto: Public Domain
A alta da chamada "prévia do PIB" (IBC-BR) de agosto e novas sinalizações do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), favorito nas pesquisas, sobre reformas, privatizações e independência do Banco Central embalam a continuidade do movimento de desmontagem de posições cambiais compradas.  Por volta das 13h30, o dólar caía 1,41% e batia nova mínima, a R$ 3,6698. 
Sobre o câmbio, o diretor de uma corretora, que não quer ser identificado, diz que o mercado precifica a declaração do candidato Jair Bolsonaro em entrevista ao SBT na noite desta terça-feira, 16. O candidato disse que, caso saia vitorioso no segundo turno, o BC será independente de qualquer influencia política, afirma o executivo.
Ao SBT, Bolsonaro (PSL) não apresentou detalhes sobre seus planos para um eventual futuro governo. Ele ressaltou ainda que não apoia a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer e que deve fazer a reforma dele dentro de determinados limites. Também disse que quer o setor privado em projetos de infraestrutura, que "partirá para privatizações" e negou mais uma vez que aumentará impostos.

​Bolsa 

Já a Bolsa iniciou a tarde oscilando com sinal levemente positivo ao redor do fechamento de ontem, depois de passar toda manhã em queda. Às 13h, o Ibovespa subia 0,42%, aos 86.080 pontos.
O recuo observado na maior parte da manhã foi um ajuste para baixo após a alta ontem (+2,83%). Tem como justificativas o exterior negativo para ativos de risco – enquanto o mercado global aguarda a ata sobre política monetária do Federal Reserve – e notícias domésticas ruins sobre privatizações, sobretudo da Eletrobrás. Ontem, o Senado rejeitou projeto que destravaria a venda de distribuidoras da elétrica federal

A depreciação do Ibovespa é limitada por dois motivos domésticos, segundo analistas. O primeiro é o bom resultado do IBC-Br em agosto, segundo o analista da corretora Socopa Nicolas Takeo. O segundo motivo é a redução da volatilidade com a incerteza reduzindo-se sobre o quadro eleitoral após o primeiro turno e dada a proximidade do segundo turno eleitoral. Faltam apenas sete pregões para o fim da disputa presidencial.


Silvana Rocha e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

Pesquisa estimulada: Bolsonaro 52,9% X 33,9% Haddad

Na pesquisa estimulada do Instituto Paraná/Crusoé, Jair Bolsonaro aparece com 52,9% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad tem 33,9%.





Com O Antagonista

Despenca rejeição de Bolsonaro

Fernando Haddad é rejeitado por 55,2% dos eleitores, diz a pesquisa da Crusoé, feita pelo Instituto Paraná.

O número dos que rejeitam Jair Bolsonaro, por outro lado, despencou 10 pontos percentuais desde a nossa última pesquisa, caindo para apenas 38%.

Essa é a verdadeira frente democrática: aquela que é decidida pelos eleitores.




Com O Antagonista

Bolsonaro só perde no Nordeste, mas desempenho é bom

A pesquisa da Crusoé, realizada pelo Instituto Paraná, mostra Jair Bolsonaro na liderança em praticamente todas as regiões do país, com exceção do Nordeste – onde Fernando Haddad lidera com 50,9% contra 34,8% do capitão.

No Sul, Bolsonaro tem seu melhor desempenho, com 63% das intenções de voto.



Com O Antagonista

Bolsonaro dispara entre as mulheres

A pesquisa Crusoé/Instituto Paraná mostra que Jair Bolsonaro disparou na preferência das eleitoras (47,7%), abrindo 11 pontos percentuais em relação a Fernando Haddad.

Entre os homens, a diferença chega a 28 pontos percentuais.


Com o Antagonista

Bolsonaro 60,9% X 39,1% Haddad, diz Paraná Pesquisa

A pesquisa exclusiva da Crusoé, realizada pelo Instituto Paraná, mostra Jair Bolsonaro com 60,9% dos votos válidos.

Fernando Haddad tem apenas 39,1%.

A vantagem de Jair Bolsonaro no primeiro turno, que já era imensa, tornou-se ainda maior.

Se os números se mantiverem assim até o dia 27, assistiremos ao maior massacre eleitoral da nossa democracia.


Fome obriga mães a darem os próprios filhos na Venezuela, sonho de consumo dos famigerados Lula, Dilma, Haddad...

Dados oficiais mostram que 87% da população do país vive em situação de pobreza



Aos seis meses de gravidez, uma venezuelana se mostra decidida: vai dar o bebê que carrega no ventre quando ele nascer.
Ela não é a única a recorrer a esse caminho em meio à crise que assola o país —e que tem deixado cada vez mais gente com fome e sem condição de alimentar os próprios filhos.
No poder desde 1999, o grupo de Hugo Chávez —morto em 2013 e substituído no poder por Nicolás Maduro em uma eleição realizada no mesmo ano— adotou medidas econômicas que levaram o país à escassez de alimentos, à hiperinflação e ao colapso dos serviços públicos.
As críticas internacionais ao chavismo na região esbarraram, muitas vezes, no apoio de governos alinhados ao projeto - como setores do próprio PT, no Brasil, que ainda manifestam apoio ao governo de Maduro, mesmo que seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, tente se distanciar da questão.
O país, que já foi um dos mais ricos da América Latina e chegava a distribuir empréstimos e doações na região, enfrenta hoje uma crise sem precedentes.
Com a queda, alguns anos atrás, no valor da cotação do petróleo, que responde por 95% das exportações venezuelanas, o país viu secar sua principal fonte de renda.
Ainda que os preços tenham se recuperado parcialmente no mercado internacional, a falta de modernização do setor tornou extrair petróleo uma operação menos lucrativa.
Dados oficiais mostram que 87% da população do país vive em situação de pobreza, contra 48% em 2014.
A taxa de inflação, estimada em 1.000.000% até o final do ano, tem piorado ainda mais o cenário. Em 2017, os venezuelanos perderam 11 kg em média por causa da fome.
Como resultado, cada vez mais crianças têm ido parar nas ruas e cada vez mais mulheres se veem forçadas a entregar seus filhos às autoridades ou a famílias em melhores condições financeiras - um efeito devastador da crise sobre a futura geração.
"Eu expliquei aos meus filhos que não queria abandoná-los", diz outra mulher à BBC News. "Mas não tenho como sustentá-los."
A mulher tem cinco filhos e há três anos entregou três deles às autoridades. Ela diz que "um dia" vai tentar recuperá-los.
Histórias semelhantes de separação entre mães e filhos em função da crise surgem nas favelas venezuelanas.
Judith entregou sua filha logo após o nascimento. E chora quando relembra a história. "Eu pensei que, fazendo isso, conseguiria alimentar meus outros filhos e que minha bebê teria um futuro melhor", diz ela, emocionada. "Me sinto arrasada por não tê-la comigo."
A busca por comida, inclusive no lixo, tem se tornado uma visão comum no país. Com a pobreza crescente, também virou comum a imagem de crianças vivendo nas ruas.
"Tinha comida às vezes lá em casa, mas não suficiente. Éramos muitos", diz um menino em um grupo com outros jovens.
Um adolescente sentado ao lado dele também revela traços de uma vida difícil. "Saí de casa porque minha mãe me maltratava", conta. "Me cansei disso, mas também pensei nos meus irmãos. Queria deixar a comida para eles."
Apesar das dificuldades, o primeiro menino demonstra esperança em dias melhores. "Eu sei que um dia vou estudar e, quando eu crescer, vou ajudar a quem precisa, porque eu sei o que é depender de ajuda."
A figura paterna era ausente na maior parte das famílias que conversaram com a reportagem.
BBC NEWS