terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Brasil fica de fora da disputa por Oscar de filme estrangeiro É o sétimo fracasso de Caca Diegues na tentativa de uma indicação ao troféu

O Grande Circo Místico, escolha do Ministério da Cultura (MinC) para representar o Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019, não seguirá na disputa. A Academia de Hollywood, responsável pela premiação, anunciou nesta segunda-feira, 17, nove longas que passarão pela triagem que definirá os cinco indicados.
Foram pré-selecionados filmes da Colômbia (Pássaros de Verão), Dinamarca (Culpa), Alemanha (Werk ohne Autor), Japão (Assunto de Família), Cazaquistão (Ayka), Líbano (Cafarnaum), México (Roma), Polônia (Guerra Fria) e Coreia do Sul (Em Chamas).
O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, estava entre os 87 filmes originalmente considerados na categoria. Sétimo longa do diretor a tentar indicação ao Oscar, a produção acompanha 100 anos de trajetória de uma família dona de um circo. Inspirado em poema homônimo de Jorge de Lima, parte do livro A Túnica Inconsútil, de 1938, o filme tem no elenco nomes como Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Antônio Fagundes, Juliano Cazarré e o francês Vincent Cassel.
O longa foi exibido no Festival de Cannes deste ano, fora de competição. Em entrevista a VEJA, Diegues falou sobre a presença de seu filme no evento: “Não podemos transformar Cannes ou prêmios como o Oscar no juiz supremo dos nossos filmes. Eles são importantes, pois abrem um circuito internacional para o longa. Mas o fato de a produção ter sido escolhida para a seleção não é o que define a qualidade do filme. Isso quem decide é o público”.
O Brasil concorreu a um Oscar de melhor filme estrangeiro pela última vez em 1999, com Central do Brasil, que também rendeu uma indicação a Fernanda Montenegro na categoria de melhor atriz. Outros longas nacionais que receberam indicações a esse prêmio foram O Pagador de Promessas (em 1963), O Quatrilho (em 1996) e O Que É Isso, Companheiro? (em 1999).
O Brasil ainda tem chance de disputar uma estatueta no Oscar 2019. Tito e os Pássaros, de Gabriel Bitar, André Catoto e Gustavo Steinberg, concorre a um lugar na categoria de melhor animação com outros 24 filmes, entre eles Os Incríveis 2, Homem-Aranha no Aranhaverso e A Ilha dos Cachorros.
Os indicados ao Oscar serão divulgados em 22 de janeiro e a cerimônia acontece em 24 de fevereiro, em Los Angeles.
Veja

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Michael Bublé Home for the Holidays - 2012 Christmas Special_(720p)

Google investirá US$ 1 bi em nova sede em Nova York

O Google deve começar a se mudar para o novo prédio em 2022

Google anunciou nesta segunda-feira, 17, que vai investindo mais de US$ 1 bilhão para a construção de uma nova sede em Nova York. Localizada na região de Hudson Square, na sul da ilha de Manhattan, a nova sede terá 160 mil metros quadrados e poderá ajudar a gigante de buscas a dobrar seu número de funcionários na cidade nos próximos dez ano. Hoje, o Google já possui uma sede na metrópole americana, onde trabalham 7 mil pessoas. 
A previsão do Google é de que as obras aconteçam nos próximos três anos e o prédio seja inaugurado em 2022. “Nosso investimento em Nova York é uma grande parte do nosso compromisso de crescer e investir em instalações, escritórios e empregos nos Estados Unidos", disse Ruth Porat, diretora financeira da Alphabet, holding que controla o Google, ao anunciar o investimento. "Hoje, crescemos mais rápido fora da região de São Francisco do que dentro dela", ressaltou ainda a executiva, fazendo referência à região do Vale do Silício. Porat também reforçou o potencial da área de Nova York como fonte de talentos e de diversidade para a empresa. 
Não é o primeiro investimento recente do Google em Nova York: em março, a empresa anunciou a compra do edifício do Chelsea Market, na zona oeste de Manhattan, por US$ 2,4 bilhões. O prédio, construído como uma fábrica de biscoitos da Nabisco, se tornou nos últimos anos um point de restaurantes, lojas de roupas de luxo e produtos naturais, em parte do processo de revitalização da região. O local já abrigava escritórios do Google anteriormente, mas a compra fez a empresa ganhar 111 mil metros quadrados na cidade. Com a nova sede de Hudson Square, a área total do Google em Nova York chegará a cerca de 300 mil metros quadrados. 
A empresa não está sozinha em seu movimento de expansão: na semana passada, a Apple declarou que vai investir US$ 1 bilhão para abrir uma nova sede em Austin, no Texas, bem como gerar novos postos de trabalho em Seattle e San Diego, no sul da Califórnia. Já a Amazon, após um longo processo que pareceu uma gincana envolvendo mais de 20 cidades americanas, decidiu em novembro abrir escritórios em Nova York e em Washington, onde gerará mais de 25 mil empregos. 
Além da necessidade de crescimento, as empresas também respondem a uma demanda do governo Trump para gerarem mais empregos dentro dos Estados Unidos – nos últimos meses, elas têm sido criticadas pelo presidente americano por não pagarem impostos ou produzirem seus dispositivos fora do país, o que, na visão de Trump, prejudica a economia local. 

Por Agências - Reuters

Brasil fica fora da disputa do Oscar de filme estrangeiro em 2019

O longa brasileiro O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, indicado pelo Brasil para tentar uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar em 2019, não entrou na lista divulgada nesta segunda, 17, pela Academia. 
O Grande Circo Místico
Jesuíta Barbosa em 'O Grande Circo Místico' Foto: H2O
Os indicados confirmados na categoria são: o mexicano RomaA Culpa, da Dinamarca, que estreia dia 27; o japonês Assunto de Família; o polonês Guerra Fria; o sul-coreano Em Chamas; o libanês CafarnaumBirds of Passage, da Colômbia; o alemão Never Look Away; e Ayka, do Casaquistão. 

Grande favorito ao prêmio, Roma, de Alfonso Cuarón, está disponível na Netflix desde sexta-feira, 14. 

 O Estado de S.Paulo

Julgamento sobre prisão em segunda instância vai ser em abril, avisa Toffoli, ex-advogado do covil do PT. Mais uma vez, o STF tenta soltar o maior ladrão da Lava Jato. O Supremo envergonha o povo brasileiro


Dias Toffoli, novo presidente do STF Foto: Dida Sampaio/Estadão
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, marcou para o dia 10 de abril do próximo ano o julgamento do mérito de ações que tratam da possibilidade de execução provisória de pena – como a prisão – após condenação em segunda instância, considerada um dos pilares da Operação Lava Jato. Cabe ao presidente da Suprema Corte definir os processos que serão analisados pelos 11 integrantes do tribunal nas sessões plenárias.
A informação foi divulgada por Toffoli na noite desta segunda-feira (17), durante jantar em Brasília com repórteres que cobrem as atividades do STF.
De 2016 pra cá, o plenário do Supremo já decidiu em três ocasiões distintas que é possível a prisão após a condenação em segunda instância. O tema também veio à tona no julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato – em abril deste ano, quando o Supremo negou por 6 a 5 conceder um habeas corpus ao petista.
No dia 10 de abril do próximo ano, o plenário vai analisar o mérito de ações declaratórias de constitucionalidade que tratam do tema. Os processos são de relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, que já cobrou diversas vezes que o assunto fosse analisado pelo plenário do Supremo. Em dezembro do ano passado, o ministro liberou o processo para ser incluído na pauta do plenário.
Logo após assumir o comando da Corte, em setembro deste ano, Toffoli informou que não pautaria para este ano as ações sobre execução antecipada da pena, dentro de uma estratégia de evitar assuntos polêmicos no início de sua gestão.
A ministra Cármen Lúcia, que antecedeu a Toffoli na presidência do STF, resistiu às pressões para levar o tema ao plenário, o que poderia abrir caminho para a soltura de Lula.
PLACAR
Com o entendimento que possibilita a execução antecipada da pena tomado em placar apertado, existe a possibilidade do plenário do STF, na nova discussão, decidir de forma contrária a prisão em segunda instância. A alteração é especulada desde que o ministro Gilmar Mendes, que em 2016 votou favoravelmente à execução antecipada, mudou de posição.
Em abril, durante julgamento do habeas corpus de Lula pelo STF, Toffoli defendeu a possibilidade de que réus possam aguardar em liberdade até serem julgados Superior Tribunal de Justiça (STJ). A posição, acompanhada por Gilmar, é vista como uma terceira via entre esperar a palavra final do STF e executar a pena logo após condenação em segundo grau.
Advogados criminalistas ouvidos reservadamente pela reportagem apostam que a ministra Rosa Weber poderá definir novamente o placar do julgamento, desta vez votando de acordo com a sua consciência pessoal (contrária à prisão após condenação em segunda instância) e não de acordo com a jurisprudência atual da Corte (favorável à execução provisória).

Rafael Moraes Moura e Amanda Pup, O Estado de São Paulo

Guedes defende ‘meter a faca no Sistema S’ e cortar 50% dos repasses

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, determinou à sua equipe a meta de cortar pela metade os recursos que são repassados ao Sistema S, que inclui entidades como Sesi, Sesc e Senac, comandadas pelas confederações empresariais do País. Nesta segunda-feira, 17, durante uma palestra no almoço de fim de ano da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), ele foi enfático ao defender a redução. “Tem que meter a faca no Sistema S”, disse a uma plateia de empresários.
O economista Marcos Cintra, que vai comandar a secretaria especial da Receita Federal, afirmou ao Estadão/Broadcast, que o processo será gradual, mas vai começar “imediatamente”. “Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Preservaremos as atividades com características de bens públicos”, disse. Segundo ele, o futuro governo pretende desonerar a folha de salários das empresas para estimular empregos.
Paulo Guedes está enfrentando uma rebelião mesmo antes de assumir a Economia
Paulo Guedes, futuro ministro da Economia Foto: DIDA SAMPAIO | ESTADAO CONTEUDO
O Sistema S foi concebido na década de 1940 para promover capacitação de mão de obra, cultura e lazer para o trabalhador. Custeado pela contribuição das empresas, passou a ser administrado pelas federações patronais, que recebem uma espécie de “taxa de gestão”. Uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S. O dinheiro deve ser usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Neste ano, foram repassados R$ 17,1 bilhões. Em 2017, R$ 16,5 bilhões.
Os gastos são todos executados pelo setor privado – os dirigentes das entidades são indicados pelas próprias entidades empresariais. Especialistas em orçamento costumam criticar a falta de transparência na aplicação dos recursos do Sistema S.
Procuradas, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA) não quiseram comentar as declarações de Paulo Guedes.
Em setembro, ao ser eleito para a presidência da CNC, José Roberto Tadros, afirmou ao Estado que faria uma defesa do Sistema S ao futuro governo. “É preciso lembrar a eles que se trata de recursos privados que são empregados pelas confederações dos setores da economia em ações que deveriam caber ao Estado. Ou seja, assumimos esse papel sem ônus algum para o governo”, disse na ocasião.
Na segunda-feira, ao falar para os empresários, Guedes fez uma referência ao fim do imposto sindical, incluído na reforma trabalhista pelo governo Michel Temer – que comprou uma briga ao mexer com o financiamento dos sindicatos de trabalhadores, mas deixou de lado o custeio do serviço social das entidades empresariais.
“Vocês estão achando que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) perde o sindicato, mas aqui fica tudo igual? O almoço é bom desse jeito, ninguém contribui?”, completou, arrancando aplausos da plateia de cerca de 400 pessoas, que almoçaram moqueca de filé de peixe com purê de banana-da-terra, com salada com presunto de parma de entrada.
O futuro ministro disse que é possível “cortar pouco, para não doer muito”. “Se tivermos interlocutores inteligentes, preparados, que queiram construir, como o (presidente da Firjan,) Eduardo Eugenio (Gouvêa Vieira), cortamos 30%. Se não tiver, é 50%”, disse Guedes em tom de brincadeira.

Previdência

Guedes voltou a defender o sistema de capitalização como o melhor para a Previdência, mas admitiu que já não é possível fazer uma transição que inclua todos os trabalhadores. Por isso, a saída é reformar o atual sistema de repartição, “geneticamente condenado”, deixando o sistema de capitalização para gerações futuras. Guedes não fez menção à atual proposta de reforma da Previdência que está no Congresso Nacional.

Ele disse que a atual Previdência ainda tem o agravante de ter elevados encargos, o que faz com que a economia para criar um emprego leve à destruição de outros. “Temos que transitar para um sistema de capitalização. Demoramos tanto tempo que não dá mais para ser disponível para todo mundo. Temos que proteger, agora, as gerações futuras. Então vamos tentar acertar esse (sistema) que está aí. E, depois, a gente aprofunda e faz a libertação das gerações futuras com um sistema de capitalização.”/COLABOROU CLEIDE SILVA

Adriana Fernandes, Fernanda Nunes e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

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