sábado, 19 de agosto de 2017

Luz no topo do Big Ben se apagará pela 1ª vez desde a 2ª Guerra Mundial

Getty Images
Luz Ayrton brilha no topo do Big Ben
Medida faz parte da reforma pela qual a Torre Elizabeth, em Londres

Os melhores hotéis em aeroportos do mundo

Amanda Portela - O Estado de São Paulo


Organização revela os estabelecimentos mais bem

colocados na categoria; confira qual foi o único

hotel brasileiro na lista



O Crowne Plaza Changi Airport foi eleito o melhor hotel em aeroportos do mundo
O Crowne Plaza Changi Airport foi eleito o melhor hotel em aeroportos do mundo Foto: Crowne Plaza Changi Airport

Mais do que um local para passar a noite ou esperar uma conexão demorada, esses hotéis mostram que hospedar-se perto do aeroporto pode ser uma experiância quase tão agradável quanto no centro das cidades. A Skytrax, organização que avalia empresas do ramo de transporte aéreo, revelou os melhores hotéis em aeroportos do mundo - e também em cada continente. A edição de 2017 se baseou em mais de 13 milhões de questionários realizados com pessoas de mais de 105 nacionalidades. No período entre julho de 2016 e fevereiro deste ano, foram avaliados mais de 550 aeroportos ao redor do mundo.
O prêmio é entregue a partir de pesquisas de satisfação dos hóspedes que avaliam quesitos como: experiência no hotel, acesso ao aeroporto, profissionalismo do staff, limpeza, qualidade da comida e dos funcionários do restaurante e a presença de espaços de lazer. Uma curiosidade: dos 10 melhores do mundo, seis ficam na Ásia.
Apenas um hotel brasileiro apareceu na lista do Oscar da aviação. O Marriott São Paulo, localizado nas proximidades do aeroporto de Guarulhos, foi eleito o melhor da América do Sul. Confira a seleção dos 10 melhores hoteis do mundo e os cinco da América do Sul.

Os 10 melhores hotéis em aeroportos do mundo:
1. Crowne Plaza Changi - Cingapura
O Crowne Plaza Changi Airport foi eleito o melhor hotel em aeroportos do mundo
O Crowne Plaza Changi Airport foi eleito o melhor hotel em aeroportos do mundo Foto: Crowne Plaza Changi Airport
Com mais de 560 quartos, o Crowne Plaza localizado no aeroporto de Changi, em Cingapura, tem acomodações sofisticadas, piscina com vista para (piscina de borda infinita? vista para a cidade?), academia e dois restaurantes. O Imperial Treasure tem um cardápio baseado na culinária cantonesa, enquanto o Azur serve pratos da cozinha americana. A diária do quarto Premier (o mais básico?), com café da manhã, sai por US$ 240.
No Aeroporto Internacional de Guangzhou, na China, o Pullman Guangzhou tem uma ampla área de lazer, que inclui quadra de tênis, academia, sauna e banheiras de hidromassagem. A diária do hotel, também com café da manhã, custa a partir de R$ 331 (deixe em dólar para ter um padrão), dependendo da data de chegada e do tipo do quarto.
3. Hong Kong Sky City Marriott - Hong Kong
Localizado no Aeroporto Internacional de Hong Kong e próximo ao AsiaWorld-Expo, um complexo de exposições com mais de 70 mil m², o Marriott Hong Kong tem sauna a vapor, banheira de hidromassagem e cinco restaurantes, que apresentam opções asiáticas e ocidentais. A diária do quarto Deluxe, que pode ter uma cama de casal ou duas de solteiro, por US$ 206.
4. Hilton Munich Airport - Alemanha
O Hilton do aeroporto de Munique foi eleito o quarto melhor hotel em aeroportos do mundo
O Hilton do aeroporto de Munique foi eleito o quarto melhor hotel em aeroportos do mundo Foto: Hilton Munich Airport
Localizado entre os terminais 1 e 2 do aeroporto de Munique, o Hilton oferece piscina, academia aberta 24h, sauna e banheira de hidromassagem. Os hóspedes ainda podem aproveitar o Nightflight Bar, um restaurente com iluminação colorida e palmeiras gigantes. O quarto, com vista para o jardim ou para o aeroporto, sai por US$ 251.
5. Regal Airport Hong Kong - Hong Kong
Situado a apenas dois minutos a pé do Aeroporto Internacional de Hong Kong, também próximo ao AsiaWorld-Expo e a apenas 13 minutos da Disney de Hong Kong, o Regal oferece um espaço com uma grande piscina com lounges e seis restaurantes de especialidades variadas, inclusive chinesa e japonesa. O hotel tem mais de 1.170 quartos, com diárias a partir de US$ 170.
6. Langham Place Beijing - China
A apenas 500 metros do Terminal 3 do aeroporto de Pequim e a uma hora da Muralha da China, o Langham Place é um dos hotéis mais importantes do País. Os hóspedes podem desfrutar de especialidades chinesas no restaurante Ming Court ou de pratos internacionais no The Place. Os quartos são equipados com janelas panorâmicas, DVD e cafeteira. As diárias ficam a partir de U$ 143, dependendo do tipo do quarto - com café, a tarifa mínima é de US$ 192.
Considerado o melhor hotel da América do Norte, o Fairmont Vancouver está a apenas dois minutos da área de retirada de bagagens do Aeroporto Internacional de Vancouver. O estabelecimento é equipado com piscina coberta, academia e bares e restaurantes. A diária do quarto Deluxe, que pode ter uma cama de casal ou duas de solteiro, sai por US$ 400.
8. Mövenpick Hotel Bahrein - Bahrrein
Com vista para a Baía de Arad e a Ilha de Muharraq, locais paradisíacos no Bahrein, o Mövenpick Hotel fica a dois minutos a pé do Aeroporto Internacional do Bahrein. O hotel oferece um spa luxuoso, academia, piscina e duas quadras de tênis iluminadas. A diária de um quarto, que vem com café da manhã, sai por US$ 400.
9. Hilton Frankfurt Airport -Alemanha
O Hilton Frankfurt Airport ficou na nona colocação na lista da Skytrax
O Hilton Frankfurt Airport ficou na nona colocação na lista da Skytrax Foto: Hilton Frankfurt Airport
Localizado no edifício The Squaire no aeroporto de Frankfurt, o Hilton tem spa gratuito, academia, sauna a vapor e a vista panorâmica do restaurante Rise. A diária do quarto Deluxe, que tem um lounge na entrada, escrivaninha, TV LCD e Wi-Fi, sai por US$ 327.
10. Hotel NH Vienna Airport - Áustria
O hotel fica em frente à zona de desembarque do Aeroporto Internacional de Viena. A área de spa, com 350 m², inclui sauna, banho de vapor, academia e sala de relaxamento. Além disso, o hotel tem uma biblioteca aberta 24 horas. A diária, com café da manhã incluído, custa US$ 170.

Os 10 melhores hotéis em aeroportos da América do Sul:
O  Marriott São Paulo Airport foi o único hotel brasileiro na lista
O  Marriott São Paulo Airport foi o único hotel brasileiro na lista Foto: Marriott São Paulo Airport
O único hotel brasieiro na lista está a 3 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Dispõe de piscina ao ar livre, academia, serviço de câmbio e loja de produtos de beleza. O restaurante oferece café da manhã americano completo. A diária, com café da manhã, sai por R$ 590.
2. Wyndham Quito Airport - Equador
Localizado nas proximidades do aeroporto da capital equatoriana, o Wyndhman Quito oferece academia, sauna, transporte para o aeroporto e restaurante. A diária do quarto com duas camas, máquina de café e escrivaninha sai por US$ 122.
3. Marriott Bogotá Airport - Colômbia
A 1,5 km do aeroporto El Dorado e a 7 km do Estádio El Campin, casa dos times Millionarios e Independiente Santa Fé, o Marriott Bogotá tem café da manhã incluído na diária, academia e traslado de e para o aeroporto. A diária do quarto com uma cama king size e um sofá-cama sai por US$ 114.
O Marriott Venezuela fica a 3 km do Aeroporto Símon Bolívar. O hotel tem restaurantes que oferecem tapas, frutos do mar e drinques, além de uma piscina ao ar livre e uma academia equipada. A diária do quarto com vista parcial para o oceano sai por US$ 104.
Com uma piscina no último andar, o Costa Del Sol Wyndham tem academia, spa com serviços de massagem e sauna, além do restaurante Paprika Lima, com pratos típicos peruanos e internacionais. A diária, com café da manhã incluído, custa US$ 159.
*Estagiária sob supervisão do editor de Suplementos Daniel Fernandes

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Programas criados pelo governo podem perdoar dívidas tributárias de R$ 78 bilhões

Idiana Tomazelli - O Estado de S. Paulo


Apesar das dificuldades em fechar as contas, o governo Michel Temer criou três programas de parcelamento de débitos tributários, conhecidos como Refis, que têm juntos o poder de perdoar R$ 78,1 bilhões em dívidas durante todo o prazo de vigência, segundo cálculos da Receita Federal.
O valor corresponde à renúncia potencial de arrecadação do governo com a redução de juros, multas e encargos das dívidas de empresas, Estados e municípios. E esse número pode ficar maior, já que dois dos programas, criados por medida provisória, ainda estão em tramitação no Congresso e podem ser alterados pelos parlamentares, aumentando os benefícios aos devedores.
O projeto voltado para as empresas, batizado de Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), foi instituído pela Medida Provisória (MP) 783 e prevê uma renúncia potencial de R$ 35,1 bilhões ao longo dos 15 anos de parcelamento, considerando que R$ 200 bilhões em dívidas sejam renegociados.
O parcelamento para devedores ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), também criado por medida provisória e ainda não votado pelo Congresso, prevê uma renúncia de R$ 7,6 bilhões em 15 anos. Já o programa para dívidas previdenciárias de Estados e municípios, cujo prazo de adesão já está encerrado, pode perdoar até R$ 35,4 bilhões com os descontos em juros e multas em 16 anos e 8 meses.
Os benefícios foram concedidos aos devedores poucos meses antes de a equipe econômica precisar revisar as metas fiscais fixadas para 2017 a 2020. Com despesas em alta e receitas abaixo do esperado, o rombo nas contas do governo deste e do próximo ano deve ficar em R$ 159 bilhões. As contas só devem voltar ao azul em 2021, um ano depois do inicialmente estimado.
Com os programas de parcelamento de dívidas, o governo espera obter um incremento na arrecadação no curto prazo, com o pagamento dos valores de entrada de quem aderir. Mas, depois, o efeito do Refis acaba sendo ruim para as receitas do governo. “A partir de 2018, temos uma renúncia que terá de ser compensada por outras receitas”, diz o auditor fiscal Frederico Leite Faber, que atua como coordenador-geral substituto de Arrecadação e Cobrança na Receita Federal.
A área técnica do órgão é historicamente contra a edição de Refis justamente porque, além das renúncias, a medida incentiva empresas a deixarem de pagar tributos regularmente à espera de um novo programa. Esse planejamento tributário acaba sendo ruim para a arrecadação. A Receita constatou que muitos contribuintes que aderem aos programas invariavelmente deixam de pagar os tributos regulares, e às vezes a própria prestação do Refis, depois de certo tempo, postura que não é tão corriqueira entre quem não adere.

‘Vício’. Segundo o subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, Carlos Roberto Occaso, R$ 18,6 bilhões deixam de ser arrecadados ao ano porque os contribuintes ficam no aguardo de novos benefícios.
A Receita percebe que há um “desinteresse” das empresas em realmente quitar a dívida, o que cria verdadeiros “viciados” em Refis. Em edições anteriores, o índice de liquidação da dívida (pagamento total dos débitos) foi muito baixo, entre 2,4% e 6,5%. No Refis da Crise, lançado em 2009, tinha sido de 23,9%, mas também considerado pouco pelo órgão. A renúncia total com esse programa foi estimada em R$ 60,9 bilhões.

EUA terão eclipse total do Sol na segunda; no Brasil, fenômeno será parcial

Salvador Nogueira -  Folha de São Paulo


Um furor tomará conta da internet conforme a Lua transitar à frente do Sol na tarde da próxima segunda-feira (21). Nos EUA, onde o eclipse solar será total, espera-se, além de repercussão nas redes sociais, tráfego intenso de veículos e congestionamento dos sistemas de telefonia celular. E pesquisadores brasileiros estarão por lá, para fazer ciência.
Um destaque vai para a equipe do Projeto Kuaray, conduzido em parceria pela Universidade de Brasília com o Clube de Astronomia de Brasília.
Graças a um acordo de cooperação com a Universidade Estadual de Montana, nos EUA, e uma verba da Nasa, eles vão lançar um balão à estratosfera e filmar, em 360 graus e em alta resolução, o momento do eclipse. Kuaray é Sol em tupi-guarani.
“É uma grande oportunidade estarmos em um dos 55 balões que voarão com apoio da Nasa para observar o eclipse”, diz Renato Borges, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB.
O pessoal da UnB desenvolveu a plataforma para o voo, enquanto a Universidade Estadual de Montana forneceu o balão. O lançamento será feito de Rexburg, no estado de Idaho.
A ideia é que o vídeo de realidade virtual resultante do experimento sirva mais tarde para fins educacionais.
Plataforma do Projeto Kuaray, que registrará o eclipse em 360 graus em voo de balão nos EUA. (Crédito: Projeto Kuaray)
CIÊNCIA
Também existe grande expectativa de produção de dados científicos importantes com o eclipse. Nada com a grandiosidade do que já foi feito no passado, quando a fotografia de estrelas durante um eclipse total do Sol (por sinal visto em Sobral, no Ceará) confirmou a teoria da relatividade geral de Einstein, em 1919.
Ainda assim, coisa boa. Afinal, quando a Lua bloqueia o disco solar, é possível observar a camada que fica logo acima da superfície do Sol, a chamada cromosfera.
“É uma boa ocasião para obter informações sobre ela, já que se pode ter mais diversidade de instrumentação do que os que estão no espaço”, explica Renato Dupke, astrônomo brasileiro que trabalha na Universidade de Michigan.
“Existem alguns projetos usando balão ou aviões para obter imagens de alta resolução e monitoramento temporal em escalas menores do que se consegue no espaço, estudos de polarização estão planejados fornecendo informação sobre a velocidade e temperatura do material da coroa solar.”
Dupke destaca que também serão feitas observações do planeta Mercúrio, que só figura no céu noturno sempre muito perto do horizonte, onde é mais difícil ser estudado por telescópios.
Além disso, uma parte importante dos estudos diz respeito à própria Terra — os cientistas buscam explorar os efeitos que o eclipse provoca em nosso planeta.
Na prática, na região de totalidade, é como se anoitecesse instantaneamente por cerca de 2 minutos, o que causa um resfriamento rápido da atmosfera.
“O eclipse provê uma parada rápida do fluxo de radiação em regiões pequenas, e isso permite verificar a velocidade com que a atmosfera reage e até a magnitude de raios cósmicos solares”, explica Dupke.
VIDA QUE SEGUE
Os efeitos se estendem à biosfera. Pássaros acham que anoiteceu e voltam a seus ninhos, animais noturnos se tornam ativos _enganados por um belo truque da natureza. E o bicho homem, claro, não está imune.
Você já deve ter reparado alguns dos efeitos nos humanos. Mas, a despeito da onda de bobagens que se propaga pelas redes sociais, não vai ter Nibiru (que, a propósito, não existe), não vai ter mudança de órbita de nada, nem vai ter tipo algum de catástrofe ou evento sobrenatural. É só a bela dança da Lua, em seu enlace de sempre ao redor da Terra.
Antevendo as confusões, o astrofísico americano Neil deGrasse Tyson escreveu no Twitter na última quarta: “Eclipses totais do Sol acontecem em algum lugar da Terra a cada dois anos, em média. Então, fique calmo quando as pessoas disserem que eles são raros.”
Certo, mas se é tão comum, por que a comoção neste evento em particular? Ocorre que a faixa onde o eclipse será total _ou seja, as regiões em que a Lua se alinha perfeitamente com o Sol para bloqueá-lo por inteiro, projetando uma sombra sobre a Terra_ vai percorrer os EUA de costa a costa, de modo que muitas regiões habitadas poderão observá-lo. Por lá, faz 38 anos que não surge uma ocasião como esta.
Por aqui, já será o segundo eclipse visível neste ano. Em fevereiro, houve um que foi total na pequena região do Chile e da Argentina, e parcial (onde a Lua recobre apenas parte do disco solar) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
O da próxima segunda também poderá ser visto em solo brasileiro, mas só nas regiões Norte e Nordeste, aproximadamente entre as 16h (de Brasília) e o pôr do Sol.
A quem quiser observar, um lembrete importante: não olhe diretamente para o Sol, pois podem ocorrer danos à visão. É preciso usar filtros apropriados (o mais simples e barato é um vidro de máscara de solda No. 14) ou ver o eclipse indiretamente, por meio de uma projeção.
Mensageiro Sideral transmitirá o evento ao vivo na segunda-feira, com imagens dos EUA e do Brasil, entre as 14h e 18h.
BÔNUS: Lista de eventos públicos para observação no Brasil(Fonte: GaeA)
– Bezerros/PE (AAP)
Praça Narciso Lima
+ transmissão (https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-Astron%C3%B…/…)
– Cacimbinhas/AL (SAHA)
Praça do antigo Liceu
– Fortaleza/CE (Clube de Astronomia do Caic)
Caic Maria Alves Carioca
– Fortaleza/CE (Colégio Militar do Corpo de Bombeiros)
https://www.facebook.com/events/1772977219398919/
– Garanhuns/PE (Prof. Mércia Figueiredo)
Escola Municipal José Brasileiro Vila Nova
– Jaboatão dos Guararapes/PE (EREM Vila Rica)
https://www.facebook.com/events/464065500591175/?ref=br_rs
– João Pessoa/PB (APA + NEPA-IFPB)
Concurso fotográfico: http://www.apapb.org/cfe2017/
Observação no Hotel Globo
– Juazeiro/BA (Astromaníacos + Univasf)
https://www.facebook.com/events/109294866415815/
– Maceió/AL (CACS)
Escola Estadual Noel Nutels
– Maceió/AL (CEAAL)
Mirante Santa Terezinha
– Manaus/AM (OARU + Clube de Astronomia de Manaus)
https://www.facebook.com/events/105709103491205/
– Natal/RN (ANRA+Astronomia no Zênite + The Planetary Society)
Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte
– Natal/RN (Prof. Ricardo Pereira)
Escola Estadual General Dióscoro Vale
– São Luis/MA (SAMA + Ilha da Ciência UFMA)
Concha Acústica da Praça Maria Aragão

Saiba qual é a frequência sexual média para cada idade

Veja


Estudos mostraram que a idade desempenha

um papel importante em fatores como 

frequência e qualidade da vida sexual



A frequência sexual varia de acordo com a idade e depende de diversos fatores, como estilo de vida, saúde e libido. De acordo com um estudo do Instituto Kinsey para Pesquisas em Sexo, Gênero e Reprodução, nos Estados Unidos, a frequência tende a decair ao longo dos anos e pode variar de uma vez por semana a uma vez por mês.

Frequência
Os jovens entre 18 e 29 anos têm, em média, 112 relações sexuais por ano, o corresponde a três encontros por semana. Já em adultos de 30 a 39 anos, a média anual cai para 86, o que equivale a 1,6 relação por semana. Já o grupo entre 40 e 49 anos de idade tem 69 sessões por ano ou 1,3 relação semanal, um pouco mais da metade em relação aos mais jovens.
Clique aqui e leia a matéria completa

"O fim da Lava Jato?", por Ruy Fabiano


Com Blog do Noblat - O Globo


A Lava Jato, mais uma vez, está sob bombardeio. Desta vez, o ataque se arma de dentro do próprio Judiciário, mais especificamente no STF. É lá que está sendo gestada a revisão da jurisprudência que autoriza prisão dos condenados em segunda instância.

Pouco importa que essa jurisprudência tenha se estabelecido há menos de um ano – mais precisamente, em outubro do ano passado – e que, de lá para cá, a composição da Corte seja praticamente a mesma, com uma única alteração, decorrente da morte de Teori Zavaski, sucedido por Alexandre de Moraes.
Não é comum tal procedimento, para dizer o mínimo. Uma jurisprudência decorre de ampla análise e debate, em que os prós e os contras são avaliados e submetidos a votação. Como o fez o STF. Comum, sim, é uma antiga jurisprudência, que o tempo e a legislação tornaram anacrônica, ser revista. Mais uma que nem sequer chegou a aniversariar é um fato singular.
Por 6 a 5, o STF entendeu, naquela oportunidade, que o artigo 283 do Código de Processo Penal não impede a prisão após condenação em segunda instância e indeferiu liminares pleiteadas nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, impetradas pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) e pela OAB.
O caso começou a ser analisado pelo Plenário em 1º de setembro de 2016, quando o relator das duas ações, ministro Marco Aurélio, votou contra a prisão em segunda instância. Contudo, um mês depois, com a retomada do julgamento, foi voto vencido.
Prevaleceu o entendimento de que a norma não veda o início do cumprimento da pena após esgotadas as instâncias ordinárias.
Entre os que assim pensavam – e votaram – estavam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que agora informam ter mudado de opinião. E é Gilmar Mendes, coadjuvado por Marco Aurélio, que propõe a reabertura do debate.
Ele e Toffoli converteram-se à tese do relator, segundo a qual a prisão em segunda instância fere o artigo 5º, inciso LVII da Constituição, que estabelece que a presunção de inocência permanece até o trânsito em julgado – isto é, até que se esgote o último recurso.
A jurisprudência agora contestada considera que o direito aos recursos pode ocorrer com o condenado preso, como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos. Foi o que sustentou a presidente do STF, Cármen Lúcia, ao dar o voto de minerva na questão, argumentando que, quando a Constituição estabelece que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado, “não exclui a possibilidade de ter início a execução da pena”.
Com a mudança dos votos de Gilmar e Toffoli, o placar anterior se inverte. E há ainda a possível adesão de Alexandre de Moraes. A lei processual brasileira permite uma infinidade de recursos, que, somados à lerdeza do Judiciário, levam com frequência a que os processos prescrevam antes de serem julgados.
Paulo Maluf, por exemplo, tem sido historicamente beneficiário histórico dessa anomalia processual. Seus processos prescreveram antes do julgamento. Tornou-se um inocente por decurso de prazo, ainda que procurado pela Interpol e condenado na França.
Basta um bom escritório de advocacia para acionar todos os mecanismos processuais disponíveis. Lula – mas nem de longe só ele – será o grande beneficiário dessa mudança.
Se condenado em segunda instância, terá a ficha suja, mas figurará na campanha do ano que vem como cabo eleitoral – e já o antevê, ao lançar três nomes como possíveis candidatos do PT: Fernando Haddad, Fernando Pimentel e Jacques Wagner - não por acaso, todos denunciados na Lava Jato. Pimentel já como réu.
Com essa revogação, o instituto da delação premiada perde eficácia, já que os condenados passam a contar com a burocracia processual, que os manterá soltos por muitos anos, talvez para sempre. É possível que a delação de Antonio Palocci nem saia, já que a mudança pode ocorrer a qualquer momento.
Figuras como Eduardo Cunha, o próprio Palocci, João Vaccari, Marcelo Odebrecht, entre outros, voltariam para casa. Não lhes faltam bons advogados para inseri-los no turbilhão processual. Com isso, acabaria a Lava Jato. E esse parece ser o objetivo.
Essa estratégia conta, por motivos óbvios, com amplo apoio nos outros dois Poderes. Considera-se que as manifestações de rua, único fator inibidor de expedientes como esse, já arrefeceram e não mais se repetirão. A conferir.
O que é certo é que a diluição de culpas, com a exposição presente das falcatruas no Judiciário, pela publicação dos salários astronômicos de juízes de primeira instância e desembargadores, confunde a opinião pública. Com os três Poderes no banco dos réus, alguns desistem por se sentirem impotentes, outros namoram a intervenção militar e outros ainda falam em desobediência civil.
Xeque-mate, xadrez (Foto: Pixabay)(Foto: Pixabay)

Fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar campanha ‘é desaforo’, afirma Barroso

Breno Pires e Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo 


Crítico do atual modelo eleitoral e partidário brasileiro, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), considera um “desaforo” a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara. Diz que o valor teria de ser menor, chegando, no máximo, a R$ 1 bilhão.
Futuro vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, Barroso aponta como positiva a proibição da doação empresarial nas eleições, sistema que, segundo ele, era “mafioso”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso concede entrevista ao ‘Estado’ em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso concede entrevista ao ‘Estado’ em Brasília Foto: ANDRE DUSEK/ESTADÃO
O ministro defende o barateamento das campanhas, o aumento da representatividade no Parlamento e a ampliação da governabilidade. Para ele, a solução é o Congresso aprovar o voto distrital misto para as eleições de 2022, mesmo pagando o “preço do distritão” para 2018 e 2020. “Se não passar a reforma política, vamos continuar afundando no lamaçal que se tornou a política brasileira, e a lama já passou do pescoço”, afirmou o ministro ao Estadão/Broadcast. A seguir, os principais trechos da entrevista.
SISTEMA ATUAL
Para o ministro, o sistema eleitoral brasileiro, com voto proporcional, lista aberta e coligações, é um “desastre completo”. “O eleitor não sabe exatamente quem ele elegeu, e o candidato não sabe exatamente por quem ele foi eleito”, diz. “Não tem como funcionar, porque o eleitor não tem de quem cobrar e o candidato não tem a quem prestar contas. Esta é, a meu ver, a principal causa do descolamento entre a classe política e a sociedade civil. Viraram mundos apartados, e isso, se perdurar por muito tempo, oferece um risco democrático. Portanto, é preciso reaproximar a política da sociedade.”
O ministro critica a profusão de partidos políticos – atualmente são 35 registrados no TSE – e diz que o Supremo errou ao eliminar a cláusula de barreira, em julgamento em 2006. “Existem mais de três dezenas de partidos, existem outros tantos esperando na fila, de baixíssima densidade programática, e, na verdade, esses partidos acabam virando negócios privados. E, frequentemente, negócios privados desonestos, porque esses partidos vivem de apropriação privada do Fundo Partidário e da venda do tempo de televisão”, afirma.
FUNDO ELEITORAL
“A alternativa que se cogita, de R$ 3,6 bilhões, na atual conjuntura brasileira, é um desaforo, e, portanto, é compreensível a reação da sociedade. Um número mais compatível com a realidade brasileira, R$ 800 milhões, por exemplo, até R$ 1 bilhão, é uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato.”
GOVERNABILIDADE
No atual modelo presidencialista, segundo Barroso, o mandatário tem “excessivo protagonismo” e “mais poderes para fazer o mal do que o bem”. A proposta do ministro é a adoção do semipresidencialismo, em que o presidente seria eleito pelo voto direto, conduziria as relações internacionais e indicaria o primeiro-ministro, bem como os ministros do Poder Judiciário.
“A eventual substituição do primeiro-ministro não abalaria as instituições, porque o fiador da estabilidade institucional é o presidente da República, que tem mandato e não pode ser destituído”, avalia Barroso.
DISTRITÃO
Barroso diz não ver com simpatia o distritão, por considerar que esse sistema dificulta a representação de minorias e pode até encarecer as eleições. “Não me importaria que ele passasse, se esse for o preço para passar ao distrital misto em seguida. O sistema atual é tão ruim que possivelmente o distritão não é pior”, avalia.  E completa: “Acho que nós ainda vamos ter uma eleição difícil (em 2018), mas, se passar a reforma política com o distrital misto, nós teremos um caminho para o futuro. Se não passar a reforma política, vamos continuar afundando no lamaçal que se tornou a política brasileira, e a lama já passou do pescoço”, afirma.
ENFRAQUECIMENTO DAS SIGLAS
Barroso rebate as críticas de que os partidos políticos seriam enfraquecidos com a aprovação do distritão. “Enfraquecimento dos partidos não é uma profecia. É um diagnóstico. Os partidos já estão dilacerados, quase todos envolvidos em coisas erradas. Uma das situações reveladas pela Operação Lava Jato é que a corrupção no Brasil é multipartidária. Ninguém pode apontar o dedo para ninguém neste momento no Brasil. A única discussão que pode ter é: ‘O seu partido é mais corrupto do que o meu’”, afirma.
DOAÇÕES EMPRESARIAIS
O ministro se opõe a qualquer possibilidade de voltar ao modelo de doações empresariais para campanhas, barrado pelo STF em 2015. Segundo ele, esse sistema foi “indecente no Brasil”.  “O sistema era imoral no sentido constitucional da falta de moralidade administrativa, e, portanto, o Supremo fez muito bem em fulminá-la (doação empresarial). Pior que imoral, ele era mafioso, como aliás a colaboração premiada da JBS mostrou. Tudo era comprado. Do financiamento à desoneração, era pago com dinheiro público, era pago com recurso desviado”, afirma.
PATERNALISMO

Apesar de apoiar financiamento público para as próximas eleições, Barroso defende o fim desse sistema a longo prazo. “A meta tem de ser acabar com o fundo. A política precisa ser financiada pela cidadania. Você vai conquistar adeptos, fazer crowdfunding financiamento por meio de pequenas quantias, geralmente doadas pela internet por pessoas físicas, vai à sociedade buscar dinheiro. Essa dependência permanente da verba pública que se criou no Brasil para tudo tem que acabar. A sociedade tem que acabar com essa dependência do Estado. Esse paternalismo que existe no Brasil em relação a tudo precisa diminuir”, diz.