terça-feira, 12 de dezembro de 2017

15 filmes que prometem causar no Oscar e Globo de Ouro

Veja


Gary Oldman como Churchill
Gary Oldman como Winston Churchill em 'O Destino de uma Nação' (Focus Features/Divulgação)
No começo de 2018, as salas de cinema estarão agitadas com os filmes que podem fazer barulho nas premiações, em especial, no Globo de Ouro, que ocorre em 7 de janeiro, e no Oscar, em 4 de março. Conheça alguns dos títulos que devem despontar como favoritos.


A Forma da Água


Estreia: 11 de janeiro
Dirigido por Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), o longa foi agraciado com quatro prêmios no Festival de Veneza, entre eles o Leão de Ouro de melhor filme. Com excelentes críticas, a produção está entre as favoritas ao Oscar. No Globo de Ouro, arrebatou sete indicações. Ambientada nos anos 1960, acompanha a relação de uma zeladora muda, que trabalha em um laboratório secreto do governo com uma criatura fantástica presa no local. O elenco conta com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins e Octavia Spencer.

O Destino de uma Nação


Estreia: 11 de janeiro
Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais) está a um passo de conquistar sua primeira estatueta no Oscar. O ator inglês tem arrebatado elogios por sua interpretação como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Quase irreconhecível sob a maquiagem, ele dá vida ao mandatário durante a II Guerra Mundial, enquanto conduz um tratado de paz com a Alemanha nazista e lida com a extradição dos soldados presos na praia de Dunquerque. Apesar da indicação a Oldman, o Globo de Ouro deu às costas ao filme. Mesmo assim, deve ter melhor sorte no Oscar.

Me Chame pelo seu Nome


Estreia: 18 de janeiro
A coprodução entre França, Itália, EUA e Brasil é um romance solar, que acompanha a paixão de um adolescente (Timothée Chalamet) com um acadêmico mais velho (Armie Hammer). O encontro acontece com uma bela paisagem italiana de fundo e se desenrola de forma natural sob a direção de Luca Guadagnino (Um Mergulho no Passado). A elogiada produção levou o prêmio de melhor filme no Gotham Awards e tem oito indicações ao Spirit Awards — duas das principais premiações do cinema independente mundial, tratadas como termômetro do Oscar. A expectativa é que o longa esteja entre os indicados de melhor filme das principais cerimônias de 2018.

A Grande Jogada


Estreia: 1º de fevereiro
Jessica Chastain (A Hora mais Escura) deve conquistar uma terceira indicação ao Oscar (já é a quarta ao Globo de Ouro) ao interpretar Molly Bloom, ex-garçonete que organizou milionárias mesas de jogos exclusivos, que lhe renderam o apelido de Princesa do Pôquer. Mais tarde, acabou investigada pelo FBI por ligação com a máfia russa. Inspirada em uma história real, a produção marca a estreia na direção de Aaron Sorkin, famoso roteirista que ganhou o Oscar por A Rede Social. O elenco ainda conta com Idris Elba e Kevin Costner.

Dunkirk


Estreou em julho de 2017
Dirigido por Christopher Nolan (Interstellar), o filme de II Guerra Mundial aborda o mesmo episódio de O Destino de uma Nação, mas pelo ponto de vista dos soldados e não do estadista Winston Churchill. Esquecidos à própria sorte na praia de Dunquerque, na França, fuzileiros britânicos sofrem constantes ataques do exército nazista e contam apenas com a ajuda de civis do outro lado do Canal da Mancha, que investem em um arriscado resgate. Destacam-se as cenas realistas de batalha. Apesar de ter estreado no meio do ano, os produtores têm trabalhado para não deixar os votantes da Academia se esquecerem dele. No Oscar, deve acumular indicações técnicas. Nolan talvez consiga, enfim, uma indicação para direção.

Corra!


Estreou em maio
Das produções independentes lançadas em 2017, esta foi um dos mais comentadas, seja pela questão racial ou pelo clima de horror e suspense — e um toque inesperado de ficção cientifica. Curiosamente, o Globo de Ouro o incluiu como comédia, mas o a tensão prevalece e os risos são nervosos. O filme acompanha um jovem negro (Daniel Kaluuya, de Sicario: Terra de Ninguém), que acompanha a namorada branca em um final de semana com a família dela, no sul dos Estados Unidos. Apesar de ser bem recebido, ele não consegue esconder um certo desconforto, principalmente em relação aos empregados da casa, também negros.


Três Anúncios para um Crime

Estreia: 25 de janeiro
Pesa a favor desta comédia dramática criminal a escolha do público no Festival de Toronto. Nos últimos dez anos, o vencedor desse prêmio só não foi indicado ao Oscar uma vez. No Globo de Ouro, aparece em seis categorias e tem boas chances com a atriz Frances McDormand (Fargo e Queime Depois de Ler). Ela vive uma mãe que pressiona as autoridades para que solucionem o assassinato de sua filha. Trabalhar tal tema com humor não é problema para o diretor Martin McDonagh, acostumado ao tom mórbido com títulos como Na Mira do Chefe e Sete Psicopatas e um Shih Tzu.


Lady Bird: É Hora de Voar

Estreia: 5 de abril
A atriz Greta Gerwig (Frances Ha) dirige seu segundo longa — o primeiro, Nights and Weekends, segue inédito no Brasil. Apesar de ter ficado de fora da categoria no Globo de Ouro — entrou como roteirista —, ela tem colhido elogios pelo seu trabalho. Saoirse Ronan (Brooklyn), também indicada, faz uma jovem em conflito com sua família e o sistema. Já levou vários prêmios de associações de críticos na atual pré-temporada do Oscar.


O Projeto Flórida

Estreia 1º de março
Depois do elogiado Tangerine, Sean Baker apresenta uma curiosa história familiar. Durante um verão, uma menina de 6 anos e sua mãe moram em um motel chamado The Magic Castle Motel, administrado por Bobby (Willem Dafoe, de Anticristo, indicado ao Globo de Ouro, como coadjuvante). Com visual de cores vivas, remetendo a Wes Anderson e seu universo fabular, a história também lembra Indomável Sonhadora. Tem o perfil de filme independente que costuma agradar a alguns acadêmicos.


The Post: A Guerra Secreta


Estreia: 1º de março
Não dá para deixar de fora das previsões uma produção que reúne Steven Spielberg (dois Oscar de direção), Meryl Streep (três estatuetas) e Tom Hanks (duas estatuetas). Juntos, eles somam 41 indicações da Academia. Dessa vez, eles abordam um cenário real, os bastidores do jornalismo político no início dos anos 1970. Pressionado a não publicar uma reportagem sobre documentos sigilosos do Pentágono, o editor do Washington Post Ben Bradlee (Hanks) precisa contar com o apoio da herdeira do jornal, a tímida Katharine Graham (Streep), para passar por cima de uma ordem judicial e bater de frente com o governo. Importantes associações de críticos têm escolhido este o filme do ano.


Trama Fantasma


Estreia: 22 de fevereiro
Com três estatuetas do Oscar no currículo, é praticamente barbada apostar em uma indicação a Daniel Day-Lewis em seu reencontro com o diretor Paul Thomas-Anderson, com quem fez Sangue Negro (uma das vitórias). Ainda mais por ele ter afirmado que se aposentadoria logo depois. No Globo de Ouro, o ator garantiu seu lugar, mas o filme foi ignorado nas demais categorias. Na Londres dos anos 1950, um estilista prestigiado se apaixona por uma jovem e a transforma em sua musa.


Eu, Tonya

Estreia: 15 de fevereiro
Só pelo risco de levar ao cinema a biografia da patinadora Tonya Harding, uma das figuras mais odiadas do esporte, esta produção já mereceria respeito. O formato escolhido pelo diretor Craig Gillespie é ainda mais curioso, optando pelo muitas vezes pelo humor. A atleta era uma das mais promissoras de sua geração até 1994, quando seu marido pagou capangas para quebrarem as pernas de uma rival dela, Nancy Kerrigan. A protagonista é encarnada por Margot Robbie (a Arlequina, de Esquadrão Suicida). A atriz, considerada uma das mais belas da atualidade, transformou-se fisicamente para o papel, algo sempre levado em conta pelos votantes.


Artista do Desastre


Estreia: 25 de janeiro
O astro James Franco (127 Horas), escreve, dirige e atua nesta comédia que mostra os bastidores do filme apontado como um dos piores já produzidos em Hollywood. De 2003, The Room é inacreditavelmente ruim. Talvez por isso tenha se tornado cult, pois é intrigante imaginar como um aspirante a ator de talento questionável, como o misterioso Tommy Wiseau, conseguiu produzí-lo, gastando cerca de seis milhões de dólares. Em atuação nada contida, o próprio Franco faz o protagonista. A Academia ama quando se vê na tela e também se rasga por perdedores que fazem de tudo por um sonho.


O Rei do Show


Estreia: 25 de dezembro
Grande surpresa das indicações do Globo de Ouro, o filme conta a história de Phineas Taylor Barnum, que, no século 19, criou o show business. Visionário, o empresário americano apostou no sucesso comercial de espetáculos musicais, antes vistos apenas como um entretenimento barato e passageiro. Polêmico, também se meteu em diversas fraudes. Ele é interpretado por Hugh Jackman (Logan), que conseguiu uma indicação como ator de comédia ou musical. Com direção do estreante Michael Gracey, a produção disputa em outras duas categorias.


Todo o Dinheiro do Mundo


Estreia: 25 de janeiro
Esse é o filme que quase não foi lançado por causa das denúncias de assédio e abuso sexual que atingiram Kevin Spacey em setembro. Como a produção não queria nenhuma ligação com o ator, a participação dele foi apagada digitalmente e substituída pela de Christopher Plummer. Tudo muito rápido. Por isso, surpreende que tenha abocanhado três indicações ao Globo de Ouro, inclusive a de Plummer, como ator coadjuvante. Ele faz o milionário do petróleo J. Paul Getty, que, nos anos 1970, se recusou a pagar três milhões de dólares pelo resgate do neto. Também foram lembrados o diretor Ridley Scott e a atriz Michelle Williams.



Raquel Dodge diz que relatório da CPI será analisado em 'momento oportuno'

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que irá analisar o relatório da CPI mista da JBS após ser comunicada pelos parlamentares. Nesta manhã, o relator, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), anunciou que pediu em parecer final o indiciamento do ex-procurador-geral Rodrigo Janot e do seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella. Questionada, Raquel disse que ainda não recebeu “nenhum indicativo” da CPI sobre esse assunto. “Assim que recebermos haverá análise adequada sobre o tema”, afirmou ela.

Ela evitou se posicionar quando questionada se as conclusões da CPI são uma tentativa de intimidar o Ministério Público. “Não me cabe fazer consideração sobre a intenção, o que posso lhes dizer é que quando receber documentos haverá análise adequada no momento oportuno”, afirmou a PGR.
Raquel conseguiu impedir, por meio de pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a CPI convocasse Pelella. Ao levar o tema ao tribunal, a procuradora-geral afirmou que “o declarado propósito da CPI é o de buscar elementos para revelação de crimes e malfeitos funcionais. Esse, contudo, não é temário a que o Poder Legislativo possa dedicar-se. Investigação criminal ou administrativa de membro do Ministério Público é tema que se esgota no âmbito do próprio Ministério Público”. O ministro Dias Toffoli, do STF, atendeu o pedido de Raquel e suspendeu a ida do procurador à CPI.

Em entrevista ao Estado publicada no final de novembro, Rodrigo Janot afirmou que a CPI mista “não é a CPI da JBS, é a CPI do Ministério Público”, ao afirmar que a vontade dos parlamentares era investigar os investigadores.

Marun sustena que Janot e Pelella cometeram os crimes de abuso de autoridade, prevaricação e incitação "à subversão da ordem política ou social", previsto na Lei de Segurança Nacional. Além deles, também serão alvos de pedido de indiciamento o ex-procurador Marcello Miller, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além do executivo do grupo J&F Ricardo Saud.

DELAÇÃO 

Nesta manhã, ao ser questionada sobre a situação da delação dos executivos da J&F que tiveram acordo rescindido pela PGR, Raquel afirmou que o caso agora depende do Supremo."Esta é uma questão que está posta para o Supremo Tribunal Federal na seguinte perspectiva: o procurador-geral Rodrigo Janot rescindiu o acordo e submeteu essa rescisão à homologação do STF, exatamente porque esta era uma das cláusulas pactuadas neste acordo. Se houvesse rescisão, esse ato de rescisão ia ser submetido à homologação do STF e é o que estamos aguardando."

Temer nomeia ex-mulher de Gilmar para conselho de Itaipu. Uma mão lava a outra... É mesmo uma republiqueta de banana

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

                                                                                                                                                                       
O presidente Michel Temer nomeou nesta terça-feira, 12, novo diretor e conselheiros da Hidrelétrica de Itaipu. Foi designada conselheira da binacional a advogada Samantha Ribeiro Meyer, ex-mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.




Temer e Gilmar
O presidente Michel Temer com o ministro do STF, Gilmar
Mendes, durante cerimônia de lançamento do Plano Agro +, 
no Palacio do Planalto Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em maio, Samantha assinou parecer usado pela defesa do presidente na ação movida pelo PSDB que pediu a cassação da chama Dilma-Temer. O mandato de conselheira poderá ser exercido até maio de 2020.

Também foi nomeado o engenheiro agrônomo Newton Luiz Kaminski para o cargo de diretor de Coordenação de Itaipu, de acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União. Atual superintendente de Obras e Desenvolvimento da binacional, Kaminski entrará no lugar de Hélio Gilberto Amaral, que foi exonerado, a pedido. Amaral havia assumido o cargo em junho.
Outro conselheiro apontado foi o advogado Frederico Matos de Oliveira, que atua como diretor do Departamento de Articulação com os Estados da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Entrevista de Bolsonaro ao 'Estado' com elogios a Chávez... Incrível a semelhança entre Bolsonaro e Lula, o maior corrupto do Brasil

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo
                                                                                                                                                                       

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) classificou como “jogo sujo” a divulgação nas redes sociais do conteúdo de uma entrevista que ele concedeu ao Estado em 1999 sobre Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela morto em 2013. Na época, Bolsonaro afirmou que a chegada de Chávez ao poder era uma  “esperança para a América Latina”. O deputado ainda classificou o venezuelano como uma “pessoa ímpar”, afirmou que “gostaria muito que sua filosofia chegasse ao Brasil” e disse que não era anticomunista.



Bolsonaro
O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante evento realizado
pela Revista Veja em novembro, em São Paulo
Foto: Hélvio Romero/Estadão

Na entrevista, realizada meses após Chávez assumir o poder pela primeira vez, Bolsonaro diz acreditar que ele faria no país vizinho o que os militares fizeram no Brasil em 1964, com muito mais força. “Ele não é anticomunista e eu também não. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar. Nem sei o que é comunismo hoje em dia.”

O deputado também disse ao Estado, há 18 anos, que gostaria de ir à Venezuela para tentar conhecer Chávez, a quem considerava não um ditador comunista, como hoje, mas uma figura “ímpar”. “Quero passar uma semana lá e ver se consigo uma audiência.”

A divulgação da entrevista provocou repercussão das redes e o presidenciável afirmou que trata-se de um “jogo sujo”. “Como sempre falamos: Eles têm tudo, mas nós temos vocês e diariamente teremos de desarmar uma bomba montada, enquanto os corruptos nadam de braçada! Mas vamos até o fim!

Há algo maior que eleição em jogo: a derrubada cultural da hegemonia de esquerda no Brasil”, escreveu o parlamentar.

O presidenciável também postou um vídeo na segunda-feira, 11, nas redes. Gravado ano passado, ele usa a ironia para dizer que Chávez não fez como “os esquerdinhas Lula, Dilma e Genuíno”, que escolheram o Sírio-Libanês para se tratarem, mas foi se tratar em Cuba, que “tem a melhor medicina do mundo”. E continua: “E morreu. Parabéns, Chávez, prepare o inferno para receber os líderes comunistas do nosso Brasil.”

Nesta terça-feira, 12, o parlamentar publicou mais um vídeo sobre o assunto, desta vez uma entrevista do próprio Chávez na qual ele dizia que faria uma reforma constitucional que poderia impedir até mesmo de ele terminar seu primeiro mandato, de cinco anos.  Acima, Bolsonaro se justifica: “Hugo Chávez e Lula antes das eleições, posavam de democratas.” O presidente permaneceu no poder até a morte, em 2013.

Relator da CPMI da JBS pede indiciamento de Janot e Pelella por três crimes

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

                                                                                                                                                                       
Conforme adiantado pelo Estado, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), anunciou nesta terça-feira, 12, que pediu, em seu parecer final, o indiciamento do ex-procurador-geral Rodrigo Janot e de seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella. Na visão do relator, os dois cometeram os crimes de abuso de autoridade, prevaricação e incitação à "à subversão da ordem política ou social", previsto na Lei de Segurança Nacional. 

O relatório de Carlos Marun é apresentado, no momento, aos parlamentares da CPMI. O texto precisa ser aprovado pelo colegiado antes de ser enviado ao Ministério Público Federal (MPF), que precisa se pronunciar sobre as recomendações. Caso a maioria dos deputados e senadores da comissão não aprove o parecer, a CPMI deve apresentar um relatório paralelo.

Segundo entendimento do relator, a cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR), ao firmar o acordo de delação premiada com executivos da JBS, tinha como objetivo depor o presidente da República, Michel Temer, e interferir no processo de sucessão de Janot no cargo.

Além de Janot e Pelella, serão alvos de pedido de indiciamento o ex-procurador Marcello Miller, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além do executivo do grupo J&F Ricardo Saud. Principal integrante da tropa de choque de Temer no Congresso, Marun tomará posse como ministro da Secretaria de Governo na quinta-feira, 14.

Nível de emprego na indústria paulista sobe em novembro, aponta Fiesp

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo
                                                                                                                                                                       

O nível de emprego na indústria paulista avançou 0,04% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, relatou nesta terça-feira, 12, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No mês, a geração de vagas ficou negativa em 10,5 mil postos de trabalho. Apesar da destruição de vagas no mês passado, a Fiesp enfatizou, em nota à imprensa, que o resultado em novembro "é o melhor apresentado nos últimos quatro anos".

Na avaliação sem ajuste sazonal, foi apurada queda de 0,49% em novembro ante outubro. Já em relação com outubro do ano passado, houve recuo de 1,77% no nível de emprego, com menos 39 mil trabalhadores empregados.



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Mais da metade dos 22 setores
acompanhados pelo indicador da Fiesp
apresentaram desempenho negativo

Nos 11 primeiros meses de 2017, o saldo de emprego é negativo, com 2 mil vagas perdidas, o que representa queda de 0,10% na comparação com o mesmo período do ano passado, apontou a Fiesp.
Mais da metade dos 22 setores acompanhados pelo indicador da Fiesp apresentaram desempenho negativo. Entre os 12 setores que registraram corte de vagas, o destaque foi do ramo de produtos alimentícios (-4.669) e também do setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-3.857). Outros seis setores tiveram desempenho positivo e quatro ficaram estáveis.

Na análise por grandes regiões, a Fiesp verificou redução na Grande São Paulo (-0,04%) e, principalmente, no interior paulista (-0,64%). Já entre as 36 diretorias regionais da entidade, 19 apresentaram desempenho negativo, com destaque para Presidente Prudente (-3,87%), por coque, petróleo e biocombustíveis (-18,39%) e produtos alimentícios (- 0,52%). Outras nove apontaram alta, sendo que a Fiesp destacou o desempenho em Matão (2,22%), influenciado pelo setor de máquinas e equipamentos (1,69%) e confecção de artigos do vestuário (8,74%).

'Estou aproveitando a impopularidade para fazer o que o Brasil precisa', diz Temer

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo


No corpo a corpo pelo convencimento para aprovação da reforma da previdência ainda este ano e ainda longe dos 308 votos necessários, o presidente Michel Temer voltou a defender o tema e aproveitou a cerimônia de posse da diretoria-executiva da CNA para fazer uma cobrança pública a parlamentares que se dizem contra a reforma.

No início de sua fala, Temer lembrou uma reunião do Conselhão que fez logo que assumiu a presidência e citou uma fala do publicitário Nizan Guanaes, presente no evento, de que ele deveria aproveitar a impopularidade para fazer as reformas. “E eu estou aproveitando a impopularidade para fazer o que o Brasil precisa”, disse. 



Michel Temer
O presidente Michel Temer precisa alcançar os 308 votos
para aprovar a matéria na Câmara. Foto: Dida Sampaio|Estadão

Segundo o presidente, não há razões para que os deputados não votem a reforma. “Quando você, deputado, senador, aprova ou desaprova um ato normativo você expõe suas razões”, disse. “Quem vai votar contra a previdência tem que ter uma razão”, completou. 

Temer exemplificou ponto a ponto o que chamou de inverdades em relação à reforma, citou que haverá uma transição para a idade mínima ser alcançada e disse que é preciso fazer esclarecimentos. “Quem diz que não vai votar porque ela prejudica os mais pobres, não é verdade”, destacou. “Há uma longa transição, então idade mínima não é argumento para votar contra a reforma”, disse. 

Segundo o presidente, “a única razão seria: bom, eu não voto a reforma porque ela alcança os servidores públicos que ganham mais de R$ 5 mil, que é o teto da previdência”, afirmou. 

Ressaltando o discurso de que a reforma vai combater privilégios, Temer disse que a ideia é equiparar o setor público com o privado. O presidente disse que os deputados que tiverem que dar explicações ou estarão defendendo “os privilégios ou aqueles que se utilizam de certas demasias do nosso sistema”.

Temer destacou ainda que a economia para o estado brasileiro com a reforma,  para os próximos dez anos, é de R$ 500 bilhões. 





Veja quando se aposenta a equipe responsável pela

reforma da Previdência


Celeiro. Temer também teceu elogios ao setor de agropecuária, disse que o Brasil pode ser o celeiro do mundo e que ouve em suas viagens internacionais relatos do potencial brasileiro. “Esse é um grande momento para o Brasil”, afirmou. “Precisamos reformar, como estamos reformando, muitas questões no nosso país.”

Como tem feito em seus discursos, Temer citou outros projetos aprovados, como a PEC do Teto dos gastos, disse que a medida fará o déficit publico vai cair, ressaltou o apoio do Congresso e afirmou que a modernização trabalhista “é em favor dos empresários, mas também do empregado”. “Quando pensamos nas reformas sabemos que não podemos parar.”