quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Merval Pereira: Cúpula do Planalto de Lula e Dilma caiu na Lava-Jato

O Globo


Toda a cúpula do Palácio do Planalto nos dois governos petistas caiu na Lava-Jato, o que mostra um esquema partidário para financiamento ilegal de um projeto político. É arrasador. O ministro Teori Zavascki citou telefonemas, documentos apreendidos e várias delações para condenar a senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo por terem recebido dinheiro de propina da Petrobras. Nessa fase, os indícios contra eles são muito evidentes e merecem ser investigados.  
Vejam os comentários da Globonews:



PF abre novo inquérito sobre propinas da Odebrecht em 38 obras

Ricardo Brandt, Fábio Serapião, Julia Affonso e Mateus Coutinho - O Estado de São Paulo

Delegado que mandou prender Antonio Palocci, determinou abertura de nova investigação nessa terça-feira, 27, para aprofundar dados sobre corrupção em outras obras listadas nos arquivos de pagamentos do 'departamento da propina' da empreiteira

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A Polícia Federal abriu novo inquérito para apurar pagamentos de propinas da Odebrecht em outros contratos, além do que estavam sob investigação na Petrobrás pela Operação Lava Jato. O alvo são 38 negócios identificados nos registros de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da empresa – o chamado “departamento da propina” – nas apurações da 35ª fase, batizada de Operação Omertà, que prendeu nesta segunda-feira, 26, o ex-minnistro Antonio Palocci.
O delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, da equipe da Lava Jato, em Curitiba, resolvou nesta terça-feira, 27, abrir o novo inquérito. “Resolve: Instaurar Inquérito Policial para amparar as medidas de polícia judiciária decorrentes dada deflagração da 35° fase ostensiva da Operação Lavajato, batizada de “Omertà”, especificamente em relação ao núcleo de investigação objeto das medidas cautelares deferidas”, informa Pace, em seu despacho.
NOVO INQU 38 OBRAS
São apurados suposta prática dos crimes de corrupção ativa passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude
licitações.
“Foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos disponibilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”, informa o delegado.
Lista. Na mira da PF estão 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. Os empreendimentos foram destacados pelo delegado em relatório da Omertà, deflagrada nesta segunda-feira, 26, que teve como alvo central o ex-ministro Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma).
“Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitindo vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.
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Pace é taxativo. “É indubitável que os nomes que colaciono motivaram pagamento de vantagens indevidas a agentes ainda não identificados.”
A Omertà investiga as relações de Antonio Palocci com a Odebrecht. Planilha apreendida durante a operação, identificou que, entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci.
As obras alvo do novo inquérito não tem relação necessária com as propinas pagas ao PT via Palocci. Novos nomes devem surgir, tanto de agentes públicos, como de políticos e operadores.
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Diplomata Alexandre Parola será porta-voz de Michel Temer.

Com O Antagonista


O diplomata Alexandre Parola acaba de ser confirmado como porta-voz de Michel Temer.

Macri afirma que Venezuela pode deixar Mercosul em dezembro

Macri: críticas à Venezuela
Macri: críticas à Venezuela Foto: Jorge William/4-12-2015
Janaína Figueiredo, Correspondente - O Globo


BUENOS AIRES — Convencido da necessidade de aumentar “o máximo possível” a pressão sobre a Venezuela, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, pretende “falar em profundidade” sobre o assunto em seu encontro com Michel Temer, na próxima segunda-feira, em Buenos Aires. Em entrevista a correspondentes de jornais brasileiros, o chefe de Estado argentino afirmou estar muito preocupado porque, apesar de ter tomado posições claras em relação ao tema, os resultados a cada dia estão piores. A falta do cumprimento de normas poderia levar a Venezuela a ser afastada do Mercosul em dezembro, segundo ele.

Perguntado sobre quais regras o governo de Nicolás Maduro não está cumprindo, Macri assegurou que, principalmente, as que se referem “ao respeito às normas democráticas e, em segundo lugar, ao sistema econômico, que está colapsado”.


— Hoje, a Venezuela não cumpriu os requisitos que tinha de cumprir para ser um membro ativo do Mercosul. Se até o dia 1º de dezembro não os cumprir, deixará de pertencer ao Mercosul — frisou o chefe de Estado argentino. — Sinto que o governo de Maduro radicaliza suas posições, em vez de gerar uma abertura ao diálogo. Não tenho certeza como vai evoluir o assunto.

O recentemente empossado presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, também destacou esta semana a necessidade de reforçar a pressão sobre a Venezuela. Macri disse não ter feito, ainda, uma proposta a seus sócios do Mercosul sobre como resolver a situação do país, mas deixou claro que sua posição é reforçar as exigências e, caso o governo Maduro não as cumpra, avançar em direção ao afastamento do país do bloco.

— Na minha opinião, o ingresso da Venezuela não acrescentou nada positivo ao Mercosul. O Mercosul seguiria adiante de uma forma mais fácil sem a Venezuela de hoje — enfatizou o presidente argentino.

Na última segunda-feira, Macri e Maduro estiveram juntos na cidade colombiana de Cartagena, onde foi assinado o acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mas ambos, comentou o presidente argentino, não se falaram. Macri é um forte defensor da necessidade de que o governo Maduro dê sinal verde à realização de um referendo revogatório ainda este ano, sobre a permanência de Maduro no poder. A oposição venezuelana tem pressionado nas ruas, mas o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou recentemente que a iniciativa só poderia ser realizada em 2017. Assim, uma eventual derrota do presidente significaria, apenas, a transferência do poder para seu vice, Aristóbulo Isturiz.

— O povo venezuelano tem direito a expressar-se, sobretudo diante da violação sistemática dos direitos humanos cometida pelo governo Maduro. Ainda não vejo isso como parte da agenda no Mercosul. Vamos ver no dia 3 de outubro, quando falaremos com o presidente Temer sobre o assunto — disse Macri.

O presidente lembrou, ainda, que na época da ditadura na Argentina (1976-1983), um dos países mais abertos a receber exilados argentinos foi a Venezuela.

— Devemos aos venezuelanos uma defesa irrestrita de seus direitos, que hoje são violados por um governo que atropelou as instituições democráticas.


Juro do cheque sobe para 321% ao ano, em agosto, diz BC

Cartões de crédito acumulados, que são considerados maiores 'vilões' das finanças pessoais (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)Juros do cheque especial e do cartão subiram em agosto. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

G1

Taxa segue no maior patamar de toda a série histórica, que começou em 94.
No caso do cartão de crédito, juros subiram para 475,2% ao ano



Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial avançaram de 318,4% ao ano em julho para 321,1% ao ano, informou o Banco Central nesta quarta-feira (28). Com isso, a taxa atingiu o maior valor de toda a série histórica, que começa em julho de 1994, ou seja, em 22 anos.

Os juros do cheque especial e do cartão de crédito rotativo estão entre os mais altos do mercado. Esses empréstimos, alertam os especialistas, só devem ser utilizados em momentos de emergência e por um prazo curto.
Segundo o Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos nestas operações ficaram em 475,2% ao ano em agosto, contra 471,7% ao ano em julho.
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, houve um aumento de 43,8 pontos percentuais nos juros do cartão de crédito rotativo e, em 12 meses até agosto, uma alta de expressivos 71,7 pontos percentuais.
Por se tratar de uma taxa extremamente alta, a recomendação de economistas é que os clientes bancários paguem toda a sua fatura do cartão no vencimento, não deixando saldo devedor.
Consignado, pessoal e veículos
No caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), a taxa média de juros cobrada pelos bancos somou 132,3% ao ano em julho, contra 132,2% em julho.
Nesse caso, houve uma alta de 0,1 ponto percentual em agosto, mas, no ano, ocorreu um aumento de 14,6 pontos percentuais.
Segundo o BC, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) atingiu 29,3% ao ano em agosto – o que representa uma alta de 0,1 ponto percentual em relação a julho (29,2% ao ano).
No ano, a taxa para o consignado subiu 0,5 ponto percentual e, em 12 meses, houve um aumento de 1,5 ponto percentual.
A taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 26,2% ao ano em agosto - acima dos 26% relativos ao mês anterior.


Doria dispara até em bairros da periferia de São Paulo


João Doria (PSDB), candidato a prefeito de São Paulo, em sabatina na OAB-SP no último dia 12 - Pedro Kirilos / Agência O Globo

Thiago Dantas


Candidato do PSDB cresceu no extremo oeste e na Zona Leste, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada de terça-feira mostra que o empresário João Doria (PSDB) melhorou seu desempenho nas intenções de voto para a prefeitura de São Paulo em todas as regiões da cidade e entre todas as faixas de renda. Passou a liderar até em bairros da periferia, onde os eleitores estavam sendo disputados pela senadora Marta Suplicy (PMDB) e pelo deputado federal Celso Russomanno (PRB).

O tucano está à frente no chamado centro expandido, onde se concentra, historicamente, o eleitorado do PSDB. Só na região central, Doria tem 37% das intenções de voto, contra 14% de Russomanno, 12% do prefeito Fernando Haddad (PT) e 10% de Marta. Na pesquisa anterior do Datafolha, feita dia 21, Doria tinha 35% e Haddad, 18%.

Nos bairros do extremo oeste da capital, Doria cresceu de 13% a 28%, enquanto Russomanno oscilou de 37% para 33% e Marta caiu de 17% para 5%. Em bairros da Zona Leste, Doria saltou de 21% para 33%, enquanto Russomanno caiu de 32% para 24%, e Marta foi de 15% para 11%. Mas no extremo leste, o deputado e a senadora ainda estão à frente do tucano.

O Datafolha de ontem mostrou Doria pela primeira vez isolado na liderança da disputa , com 30% das intenções de voto. Na segunda posição, Russomanno manteve os 22% do último levantamento. Marta perdeu cinco pontos percentuais e ficou com 15%, empatada tecnicamente com Haddad (PT), com 11%.


O levantamento foi encomendado pela TV Globo e o jornal “Folha de S.Paulo” e ouviu 1.260 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais.



Rodrigo Maia diz que emenda polêmica da lei da repatriação não tem chance de aprovação


O presidente da câmara dos Deputados, Rodrigo Maia - Ailton de Freitas / Agência O Globo 14/09/2016

Isabel Braga - O Globo


Proposta permite repatriação de bens de condenados por lavagem e sonegação



O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na tarde desta quarta-feira que a emenda garantindo a adesão de condenados por crimes como lavagem de dinheiro e sonegação não tem chance de ser aprovada na votação da proposta que altera a lei da repatriação. Maia afirmou que pretende votar o projeto na próxima semana. Ele disse que conversou com o relator Alexandre Baldy e que ele irá retirar a emenda do texto. A ideia é evitar a inclusão de questões polêmicas na proposta.

Maia conversou sobre o texto na reunião de hoje com os líderes aliados. A proposta está sendo debatida também com integrantes do governo Michel Temer. Na próxima segunda-feira, segundo líderes, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve ir à residência oficial de Maia para discutir o texto.

O relator Alexandre Baldy disse não se lembrar quem foi que propôs a emenda que permite a adesão de condenados por crimes como lavagem de dinheiro ao programa de repatriação de bens do exterior. Pela emenda, se o bem ou recurso não for fato gerador da condenação e tiver origem lícita, ele poderia repatriar, aderindo ao programa. Segundo ele, foram feitas muitas sugestões informais ao texto, por entidades de defesa do consumidor e parlamentares, e já foram feitas mais de 13 versões para o debate com os líderes partidários.


— Não acredito que quem tem dinheiro de origem ilícita terá coragem de aderir (ao programa) — disse Baldy.

Baldy afirmou também que não irá incluir em seu relatório emenda proposta pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força Sindical, que retira o artigo 11 da lei atual. Este artigo veda que parentes de detentores de mandato eletivo possam aderir ao programa de repatriação.

— No meu relatório isso não entra — disse o deputado.

Baldy afirmou que o objetivo do projeto que trata da alteração da lei de repatriação é garantir segurança jurídica para que os contribuintes possam aderir ao programa. Segundo ele, a lei aprovada não garantiu essa segurança e, por isso, a adesão é bem menor do que o esperado:

— Antes se falava em arrecadar 200 milhões de dólares e agora falam de 20 a 25 estourando, por não ter segurança jurídica. Não queremos que nada seja feito na obscuridade. Queremos a melhoria da lei, não é flexibilizar, é garantir segurança jurídica.
Outro ponto de dúvida, segundo o relator, é se o contribuinte terá que declarar sobre o saldo ou sobre o fluxo de recursos e bens.

— Esse é um dos pontos mais questionados pelas entidades que representam o contribuinte. O nosso texto prevê saldo de 2014, bens ou recursos. O texto está claro: será motivo de adesão ao programa o saldo de recursos e bens em 31 de dezembro de 2014. E inexistindo outra perspectiva de os contribuintes que não possuem recursos ou bens em 2014, que se remeta a 31 de dezembro de 2011. Quando se faz de forma clara e objetivo, permite que outros contribuintes possam aderir — explicou Baldy.