domingo, 25 de agosto de 2019

Trump ameaça usar autoridade de emergência contra a China

BIARRITZ - O presidente Donald  Trump afirmou neste sábado que tem autoridade para cumprir sua ameaça de obrigar todas as empresas americanas a deixar a China, citando uma lei de segurança americana usada principalmente para atacar terroristas, narcotraficantes e Estados párias como o Irã, Síria e Coréia do Norte.
Quando chegou à França para a reunião anual do G-7, Trump postou uma mensagem no Twitter citando a Lei de Poder Econômico Internacional de Emergência de 1977 - uma lei que permitia a um presidente isolar regimes criminosos, mas sem intenção de ser usado para cortar os laços econômicos com um grande parceiro comercial por causa de um desentendimento sobre as tarifas.
ctv-qi9-trump
Presidente americano, Donald Trump, cumprimenta Emmanuel Macron, 
presidente francês, antes da reunião do G7 
Foto: Neil Hall/Pool via REUTERS

"Para todos os fake news  que não têm a menor idéia do que a lei é em relação aos poderes presidenciais, a China, etc., tente analisar a Lei dos Poderes Econômicos de Emergência de 1977", escreveu Trump. "Caso encerrado!"
O tweet do presidente poderia desestabilizar ainda mais as empresas americanas que ainda mantêm uma enorme quantidade de negócios com a China em meio a uma guerra comercial que já prejudicou os laços. Os mercados de ações caíram acentuadamente na sexta-feira, depois que Trump levantou a possibilidade de cortar completamente o comércio.
A ameaça veio depois que o governo chinês disse que aumentaria as tarifas sobre produtos americanos em retaliação às últimas taxas impostas por Trump sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas. Trump prometeu horas depois aumentar as tarifas.

Imposição tarifária 

Sob o peso da guerra tarifária de Trump, a China já caiu do maior parceiro comercial dos EUA no ano passado para o terceiro maior neste ano.
O Ministério do Comércio da China emitiu um comunicado com fortes palavras no sábado à noite alertando os Estados Unidos para que recuassem do confronto crescente, mas isso não ameaçava nenhuma nova medida comercial.
"Esse protecionismo comercial unilateral e agressivo e a extrema pressão violam o consenso dos chefes de Estado da China e dos Estados Unidos, violam o princípio do respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, comprometem seriamente o sistema multilateral de comércio e a ordem normal de comércio internacional", segundo comunicado do governo chinês.
A China alertou que os Estados Unidos sofreriam como resultado.

"O lado chinês exorta veementemente os EUA a não julgar mal a situação, a não subestimar a determinação do povo chinês e imediatamente parar a abordagem errada, caso contrário todas as conseqüências serão suportadas pelos EUA", acrescentou o comunicado. 
Com agências internacionais

Bolsonaro conversa com presidente da Colômbia e anuncia plano para proteger Amazônia e soberania

Governo desbloqueia R$ 38,5 milhões para Defesa combater incêndios na Amazônia

O Ministério da Economia aprovou a liberação imediata de R$ 38,5 milhões para o Ministério da Defesa. O valor a ser desbloqueado atende a um pedido feito pela pasta para as operações de combate a queimadas na Amazônia
"Feitas as primeiras estimativas de valor, considerando o cenário fiscal vigente, o Ministério da Economia aprovou a liberação imediata de R$ 38,5 milhões, procurando atender de forma emergencial pleito apresentado pela Defesa", afirma a pasta em nota. 
O ministério comandado por Paulo Guedes ainda afirma estar acompanhando a evolução do tema e diz que tomará as providências necessárias, em conjunto com a Defesa, para atender o decreto que emprega as Forças Armadas para combater o fogo na região. 
O decreto de sexta-feira (23) autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem na Amazônia Legal. O objetivo é criar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e fazer levantamento e combate a focos de incêndio. 
Neste sábado, a Força Aérea Brasileira (FAB) começou a usar duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio.

Fábio Pupo, Folha de São Paulo

Selic lá embaixo, juros lá em cima: por que os bancos vão na contramão

Há pouco menos de um mês, em 31 de julho, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juro - a Selic - para 6% ao ano, o menor nível histórico. Mas as taxas cobradas pelos bancos ainda não chegaram nesse patamar. O juro médio cobrado das empresas é de 15,08% ao ano e a das pessoas físicas,  31,71%, segundo o Banco Central (BC). O menor patamar de ambas as taxas foi em dezembro.

O ritmo da queda das taxas cobradas pelas instituições financeiras não segue o ritmo da Selic. Entre agosto de 2016 e junho de 2019, a Selic passou de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano. A queda foi de 54,4%. No mesmo período, os juros para as empresas caíram 32,1% e, para as pessoas físicas, 24,6%.

Mas por que os juros cobrados pelas instituições financeiras não acompanham o ritmo da Selic?

Segundo o vice-presidente de pesquisas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, outros fatores também pesam no custo do dinheiro: a cunha fiscal, formada pelos compulsórios e pelos impostos; as despesas administrativas; a margem líquida dos bancos e a inadimplência.

O peso do calote e do spread
Um estudo apresentado nesta quarta-feira pelo presidente do Banco Central no Congresso, Roberto Campos Neto, mostra que 37,2% do spread bancário (a diferença entre o que o banco cobra de seus clientes e o que pega emprestado) é formado pela inadimplência. Outros 27,4% são despesas administrativas. E o restante é composto por tributos, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a margem líquida dos bancos.

Segundo o Banco Mundial, o Brasil tem o segundo maior spread bancário, atrás apenas de Madagascar, uma economia 154 vezes menor, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar da inadimplência ter caído no período - passando de 3,64% da carteira, em agosto de 2016 para 2,93%, em junho -, o pesquisador Marcel Grillo Balassiano, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que os bancos têm dificuldades para recuperar os calotes.

Países emergentes levam, em média, 1,7 anos para recuperar 52,7% do crédito não pago. O desempenho do Brasil é bem pior: são necessários quatro anos para recuperar 14,6% dos recursos, aponta o estudo apresentado por Campos Neto. “Isto causa insegurança jurídica”, diz o pesquisador.

Outro fator que contribui para segurar a inadimplência, de acordo com Ribeiro de Oliveira, são as condições econômicas: a economia está desaquecida, com projeção de 0,83% de crescimento para 2019; o desemprego está elevado e há mais de 60 milhões de negativados nos bureaus de crédito, diz ele.

O vice-presidente da Anefac aponta que outros dois fatores que influenciam na manutenção das altas taxas são a concentração bancária e o pequeno peso do crédito no PIB. 72% da carteira de crédito consolidada estava nas mãos de cinco bancos no final do ano passado. Em 2000, era 59,7%, segundo dados do Banco Central.

Queda distante no curto prazo
E mesmo com  a expectativa de novos cortes na Selic, Balassiano diz que os juros para os clientes não devem mudar muito. Pesquisa feita pelo Banco Central junto a instituições financeiras projeta que a taxa básica deverá encerrar 2019 em 5% ao ano.

“No curto prazo, as taxas deverão diminuir mais um pouco, mas não no ritmo da Selic”, destaca o pesquisador. Mas, tanto ele, quanto Oliveira veem uma situação mais favorável no longo prazo.

Um dos aspectos que pode influenciar é a tendência à melhoria do ambiente econômico, com a tramitação da reforma previdenciária, que pode melhorar a situação fiscal do país. “Estamos há cinco anos com déficit primário”, lembra Balassiano. Outra ajuda pode vir da reforma tributária.

Ele aponta que esse conjunto de medidas deve contribuir para melhorar o ambiente macroeconômico, o que pode impactar na redução do desemprego e na queda da inadimplência. “Não existe uma bala de prata que resolva a situação de imediato.”

Oliveira, da Anefac, lembra que o cenário competitivo também está começando a mudar, com a entrada das fintechs oferecendo contas sem tarifa. O cadastro positivo deve ajudar a dar um empurrão na redução dos juros, mas é preciso de seis a 12 meses de funcionamento para ter um histórico e operar na prática.”


Vander Kremer, Gazeta do Povo

A bela ex-primeira dama e a temporada no xilindró...


O Brasil é de um escândalo interminável, que só denigre a imagem da nação.
Como se pode combater a miséria dos desassistidos se o dinheiro do Erário vai alimentar os políticos, esposas e familiares?
Pois bem, Nejmi Aziz, ex-primeira dama do Amazonas, esposa do senador Omar Aziz (PSD-AM) passou duas noites na prisão, investigada por corrupção passiva no desdobramento da Operação Vertex, que investiga o desvio de 140 milhões de reais do Sistema Único de Saúde do Amazonas, tendo como beneficiário o senador Omar Aziz, segundo reportagem.
Por isso, fajutos políticos desfrutam de milionário patrimônio e vão para a política apenas para tirar vantagem da coisa pública. Trata-se de cambada de biltres, sanguessugas da nação.
Se este país fosse sério e tivesse um STF não político e de ministros imparciais, elementos corruptos travestidos de políticos deveriam ser imediatamente presos e impedidos de voltar à vida política.
Enquanto isso, não fosse a generosidade de profissionais da saúde, custeando as suas próprias despesas, muitos brasileiros da floresta amazônica, desprezados pelo poder público e pelos políticos, que só aparecem para pedir votos em época de eleição, jamais teriam atendimento médico, como foi abordado pela reportagem da revista Veja, de 31/07/2019, focalizando o hospital flutuante – o barco do projeto Doutores das Águas – que passa vinte dias percorrendo rios e igarapés da Amazônia para levar assistência a brasileiros esquecidos por políticos e governos, que só sabem surrupiar o Erário.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor (federal) aposentado. 

Jornal da Cidade

Desdobramentos Geopolíticos do Período de Seca na Amazônia 2019 (1ª Parte)

sábado, 24 de agosto de 2019

Meu jatinho, minha vida





Assistimos atônitos a uma parte da abertura da caixa preta do BNDES, na qual aponta que o referido Banco de Fomento e Desenvolvimento Social financiou 134 jatinhos para grandes empresários, artistas, juristas, políticos, e – pasmem – banqueiros, como os donos do ITAÚ-UNIBANCO, a famosa família MOREIRA SALLES!
Sim, como se não bastasse usar o nosso suado dinheiro de tributos, valeram-se do subsídio concedido por essa Autarquia para financiar as suas aeronaves ao custo de 4,5% ao ano. Parece mentira, mas é verdade! 
O mesmo banco que já chegou a cobrar de seus clientes mais de 490% ao ano no rotativo, e empresta ao poder público com a taxa módica de 13% ao ano, usa o dinheiro público para financiar bens luxuosos de alguns favorecidos por uma taxa que quase não lhe traz retorno.
Como se não bastasse isso, foi noticiado essa semana que o país aproxima-se da menor taxa de juros média já vista na história, que chegará aos 7,7% a.a. para os imóveis da ‘minha casa, minha vida’, ou seja, mesmo com a redução da Taxa Selic para 6%, jamais se justificaria o patamar proibitivo de 4.5% a.a. para esses financiamentos.
Para finalizar, temos a cereja do bolo: Luciano Huck, Cláudia Leite e etc., também usaram o BNDES para comprar os seus jatinhos com taxas infinitamente inferiores as que existem no mercado. 
Juntando os pontos e fazendo um digressão à época da campanha, lembremos da bandeira dantesca chamada “ele não” e proferida pela maioria desses artistas.
Sendo assim, podemos inferir que o que eles realmente queriam dizer é: caso Bolsonaro vença a eleição, “ele não” deixará a gente trocar de jatinho!
Editorial MBC



Macron, Cristiano Ronaldo e Madonna ficaram mal no retrato

Para provar que a Amazônia inteira está em chamas, o presidente francês Emmanuel Macron postou uma foto de 1989. Em seguida, reincidiu com a publicação de outra foto feita por um profissional morto em 2003.
Fez tabelinha com Cristiano Ronaldo, que preferiu uma imagem de um incêndio no Rio Grande do Sul, e animou Madonna a manifestar-se contra um certo “presidente Borsalino”. Com aliados assim, a floresta não precisa de inimigos.

Com Blog do Augusto Nunes

Reino Unido, Espanha e Alemanha criticam bloqueio de acordo UE-Mercosul

Reino Unido e a Espanha se juntaram à Alemanha neste sábado, 24, ao criticarem a decisão do presidente da França, Emmanuel Macron, de obstruir o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul para pressionar o Brasil contra os incêndios florestais na Amazônia.
Em uma declaração surpresa na sexta-feira 23, Macron disse que havia decidido se opor ao tratado UE-Mercosul e acusou Jair Bolsonaro de mentir quando minimizou as preocupações com as mudanças climáticas. A Irlanda também se manifestou contra o pacto.
Depois de desembarcar no balneário francês de Biarritz, que recebe neste final de semana a reunião de cúpula de países do G7, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, criticou a decisão, um dia depois que o escritório da chanceler alemã Angela Merkel fez o mesmo em Berlim.
“Há todo tipo de pessoa que usará qualquer desculpa para interferir no comércio e frustrar os acordos comerciais, e eu não quero ver isso”, disse Johnson a repórteres.
Na sexta-feira, um porta-voz de Merkel disse que não concluir o acordo comercial com os países Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai do Mercosul “não é a resposta apropriada para o que está acontecendo no Brasil agora”.
“A não conclusão do acordo do Mercosul não ajudaria a reduzir a destruição das florestas no Brasil”, acrescentou o porta-voz.
Uma autoridade do escritório de Macron disse que o líder francês mais tarde explicou sua posição a Merkel. “É algo que o presidente explicou para a chanceler para que ela entenda a posição que ele assumiu ontem e é algo que ela entendeu muito bem”, disse.
Neste sábado, a Espanha também se juntou ao Reino Unido e à Alemanha e criticou as declarações de Macron.
“Para a Espanha, o objetivo de luta contra a mudança climática é um objetivo prioritário, mas consideramos que é justamente aplicando as cláusulas ambientais do Acordo [com o Mercosul] que mais se pode avançar, e não propondo um bloqueio de sua ratificação que isole os países do Mercosul”, informou o governo espanhol.
“A Espanha liderou o último impulso para a assinatura do Acordo UE-Mercosul, que vai abrir enormes oportunidades para ambos os blocos regionais”, declarou uma fonte do governo .
A França está na linha de frente da pressão internacional contra o Brasil pelo aumento das queimadas na Amazônia. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas tiveram um acréscimo de 82% de janeiro a agosto de 2019 ante o mesmo período do ano passado. Esta é a maior alta no índice em sete anos.
Macron convocou os líderes das sete maiores economias do mundo a discutirem as políticas ambientais brasileiras na reunião de cúpula do G7. Sua posição foi apoiada por Merkel, Johnson e pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.
Segundo anunciou ontem Jean-Yves Le Drian, o ministro de Relações Exteriores francês, os chefes de Estado e Governo das setes maiores economias do mundo devem se pronunciar sobre uma carta em defesa da biodiversidade para a promoção de uma ação contra a extinção de espécies e a criação de um marco mundial.
Neste sábado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, aumentou a pressão sobre o governo de Jair Bolsonaro ao afirmar que é “difícil imaginar” um acordo entre Mercosul e União Europeia enquanto o Brasil não controlar as queimadas que avançam na Amazônia.
Ontem, a Finlândia, que atualmente detém a presidência rotativa da União Europeia, pediu que os países do bloco avaliem a possibilidade de banir a importação de carne bovina brasileira.
Com Reuters e AFP

Nêumanne e as mentiras sobre a Amazônia

Há pelo menos 38 anos, quando

a sobrevoei, não se viam árvores, 

mas fumaça de queimadas, isso 

possibilita usar fotos e vídeos 

mentirosos sobre os incêndios de 

hoje como a falta de dinheiro

impede Bolsonaro de policiar 

floresta como devia



A fumaça espessa da floresta queimando é antiga, 
de pelo menos, 38 anos, e ajuda a criar a névoa que 
dificulta enxergar árvores e verdades. 
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente da França, Macron, postou um Twitter anunciando que vai à reunião do G7 em Biarritz exigir que a Comunidade Europeia puna o Brasil por estar deixando a Amazônia arder. 
Para ilustrar, usou imagens do fotógrafo Loren McIntyre, que morreu em 2003, portanto há 16 anos. 
Como responde por essa farsa idiota? Bolsonaro reagiu dizendo que viu um vídeo de militantes de Ongs pondo fogo na mata. 
O vídeo ninguém sabe, ninguém viu. Em vez disso, ele deveria ter mandado a Polícia Federal investigar, flagrar o crime e prender os autores. 
Não o fez porque o Estado brasileiro ainda não dispõe de pessoal nem de recursos para punir eventuais crimes do gênero. 
Por isso, a Amazônia queima desde sempre sob a levianidade de presidentes que não têm coragem para proibir o desmate.  

O Estado de São Paulo

Executivos sem noção do mundo digital já são substituídos em grandes empresas

Um teste aplicado a 30 mil profissionais de 25 países, incluindo o Brasil, mostrou que os altos executivos de grandes empresas não estão preparados para os desafios da economia digital e não têm ferramentas para se adaptar às exigências de um consumidor cada vez mais conectado. Entre presidentes e altos executivos, só 22% receberam uma avaliação positiva no teste sobre transformações digitais. Ou seja: quase 80% desses profissionais têm pouca ou nenhuma noção sobre a nova economia.

ctv-ey4-alb-so-paulo
Alberto Saraiva, fundador do Habib's, substituiu área de TI por setor digital 
Foto: JF Diório/Estadão
No Brasil, o teste desenvolvido pela consultoria espanhola Foxize começou a ser aplicado em processos seletivos de alto escalão há cinco meses. E a falta de conhecimento sobre internet, e-commerce e comunicação em tempo real pode ser motivo para substituição de executivos, de acordo com Marcus Giorgi, sócio da Exec, parceira da Foxize no País. Em algumas empresas, diz ele, todos os altos executivos estão sendo convidados a avaliar seu nível de conhecimento sobre o mundo digital.

Substituição radical

Embora a falta de intimidade com o mundo digital possa ser amenizada em treinamentos, há grandes negócios que estão tomando simplesmente o caminho da substituição de equipes, muitas vezes de forma radical. No caso da agência de publicidade Young & Rubicam, por exemplo, 70% da equipe foi trocada ao longo dos últimos três anos, de acordo com o presidente da empresa, David Laloum.
Laloum diz que não houve demissões em massa, mas que, entre o fim de 2017 e o início de 2018, houve um processo de transformação mais firme do time. “Existe uma necessidade clara por novas habilidades para acompanhar as necessidades dos nossos clientes”, diz o executivo da Y&R, que atende a empresas como Habib’s, Via Varejo(dona de Casas Bahia e Ponto Frio), Santander e Vivo.
Para garantir acesso rápido a novidades do setor de marketing, a agência fez uma parceria com a 'hub' de startups Distrito para a busca de negócios que tragam inovação na hora de promover marcas na internet.
O fundador do Grupo Habib's, Alberto Saraiva, também contou ao Estado que desativou sua equipe de tecnologia da informação (TI) e criou uma área de estratégias digitais. No processo, a maior parte da equipe foi demitida, incluindo a liderança. "O meu diretor anterior era um profissional muito bom, mas tinha um pensamento muito analógico."

Grupo familiar

Mesmo em empresas familiares, a capacidade de se adaptar a demandas digitais também está sendo valorizada. O atacarejo Tenda, que tem 34 lojas e fatura R$ 3,5 bilhões ao ano, contratou há três meses o executivo Flávio Borges para a diretoria financeira. O executivo, que antes atuava na SPC Brasil – que oferece inteligência de mercado sobre crédito –, teve de fazer o teste da Foxize.
“Mesmo na área financeira, é preciso ter alguém que compreenda as necessidades da transformação digital e que consiga adaptar os sistemas para fazer frente a esses desafios”, diz Borges, de 34 anos. “Cada vez mais é necessário que se entenda quais produtos o cliente está adquirindo, qual é a forma de pagamento usada por ele e que canais ele usa para fazer compras. E ter a capacidade de gerar relatórios sobre toda essa jornada.”
ctv-czy-flavio-borges
Flávio Borges, do Tenda Atacado: diretor financeiro passou em teste digital 
Foto: Werther Santana/Estadão
Borges chegou ao Tenda bem no meio de uma revolução digital. A empresa está para lançar um e-commerce que entregará os produtos diretamente na casa do consumidor e também vai instalar lockers (armários) que permitirão que o cliente faça as compras com antecedência e depois só retire os produtos em pontos instalados dentro e fora das lojas.

Treinamento interno

Se o desempenho dos altos executivos no teste sobre economia digital é ruim, um alento vem dos resultados do nível de gerência – que são bem mais animadores. Enquanto apenas 22% dos diretores e presidentes mostram intimidade com a atuação digital, esse índice se inverte e chega a 74% de avaliações positivas no nível de gerência. Logo, uma interação mais próxima entre os dois níveis hierárquicos poderia trazer resultados positivos.
O curioso, segundo a pesquisa, é que os profissionais de 35 a 45 anos são os mais bem avaliados no levantamento. Isso ocorre, segundo Giorgi, da Exec, porque os profissionais mais jovens, de até 35 anos, mostram bom conhecimento sobre ferramentas digitais, mas acabam mostrando pouca cautela em relação a um assunto muito caro aos consumidores: a segurança de suas informações.
Além de aplicar o teste, a Exec afirma que os executivos avaliados passam por uma entrevista posterior relacionada a hábitos digitais. A entrevista funciona como uma checagem de segurança: se o profissional tentou “enganar” a pesquisa com respostas que não correspondem à realidade, pode ter seu “eu analógico” desmascarado ao ser pressionado por cerca de uma hora de “interrogatório”.

Entenda o teste

Os principais pontos do teste da Foxize são:

  • Cultura digital: habilidade para compreender oportunidades da economia digital tanto na vida pessoal quanto na profissional
  • Gestão da informação: capacidade de usar canais digitais para buscar informações e compartilhar dados com a equipe em tempo real
  • Comunicação digital: uso de ferramentas profissionais para compartilhar documentos e informações com a equipe de forma segura
  • Identidade digital: como o executivo está representado na web e a qualidade dos perfis em redes sociais, em especial o LinkedIn
  • Capacidade de trabalho em rede: análise do tamanho e da qualidade do networking do executivo em meios digitais
  • Visão estratégica: conhecimento de como o uso de ferramentas digitais pode trazer eficiência e velocidade à realização de tarefas
  • Segurança de dados: como a pessoa protege suas informações na rede, em nível profissional e pessoal; envolve conhecimento sobre malwares e gestão de senhas

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

Macron é o homem que não conseguiu impedir o fogo na Notre Dame




Esquerdista quando Bolsonaro fecha um acordo econômico com os EUA: “Bozo está vendendo as riquezas do Brasil”
Esquerdista quando um líder estrangeiro diz que vai intervir no Brasil: “Lindo, ensina esse Bozo como que faz”.
Esquerdista não gosta da Amazônia, ele odeia o Bolsonaro, só isso.
Emanuel Macron, tá confundindo a Amazônia com a sua esposa, fera. Tem nada de bem comum por aqui.
Você não conseguiu impedir o fogo na Notre Dame, que fica no meio da cidade e é menor que um quarteirão, mas quer ensinar a combater incêndios numa floresta 8 vezes maior que o seu país?
Vai aprender a pesquisar imagem no Google antes.

Frederico Rodrigues

Analista Político e Membro da Direita Goiás.

Jornal da Cidade