segunda-feira, 22 de maio de 2017

Corrupto número 1 do Brasil, Lula é denunciado mais uma vez. Agora pelo sítio de Atibaia, que jura não ser dele. Pode?

Aqui


Eletrobras lança plano para aposentar até 4,6 mil empregados

Danilo Verpa - 11.nov.2009/Folhapress
Eletrobras lança plano para aposentar até 4,6 mil empregados
Eletrobras lança plano para aposentar até 4,6 mil empregados

PGR pede novamente prisão preventiva de Aécio e Rocha Loures

Com O Antagonista


Rodrigo Janot impetrou há pouco no STF agravo regimental contra decisão de Edson Fachin que indeferiu pedido de prisão preventiva decorrente do flagrante contra Aécio Neves e Rodrigo Rocha Loures.
A dupla é investigada por suposta prática de "corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação".
Janot quer que Fachin reconsidere sua decisão, pois os parlamentares vêm "adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato".
"Nesse sentido é importante destacar que a ação controlada requerida no bojo da Ação Cautelar 4315 não objetivou apenas monitorar o pagamento da propina destinada ao senador Aécio Neves, mas também os repasses de valores espúrios ajustados entre Joesley Batista, o presidente da República, Michel Temer, e o deputado Rodrigo Loures."
Janot alega que o senador e o deputado são "pessoas poderosas e influentes, cuja liberdade pode levar ao uso espúrio do poder político".

Como a dupla corrupta Lula-Dilma, Temer também ‘não sabia’

Com Blog do Josias - UOL


A exemplo dos antecessores Lula e Dilma, Temer aderiu à frase-lema do Brasil da corrupção: “Eu não sabia”. Inquirido em entrevista sobre o inusitado de receber o multi-investigado Joesley Batista no Jaburu, o inquilino do palácio declarou: “Eu nem sabia que ele estava sendo investigado.” Ai, ai, ai.
Esse tipo de desculpa será lembrado quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o Brasil era regido pelo cinismo. Ao se apropriar do bordão da era petista assim, tão desavergonhadamente, Temer se autoinseriu num seleto grupo de governantes. São presidentes capazes de tudo, que pedem ao país que os considere incapazes de todo.
A conversa de Temer com os repórteres da Folha se parece muito com um desastre. Nela, o presidente da República se define como um tolo —“Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento”— e trata os brasileiros como imbecis ao afagar o preposto Rocha Loures, pilhado recebendo mala com propina de R$ 500 mil —“Coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole.''
Submetido a escândalos em série, o brasileiro precisa confiar na cara dos seus governantes. A percepção de que o semblante da principal autoridade da República tornou-se uma máscara que não consegue dar à mesma porcaria de sempre nem mesmo uma fachada um pouco mais atraente empurra o país para o ceticismo terminal.

Em privado, Temer ataca o amigo de ‘boa índole’

Com Blog do Josias - UOL



Os comentários que Michel Temer faz em privado sobre o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) são bem diferentes da avaliação que ele faz sobre o amigo publicamente. Em conversa com ministros e aliados, na noite de domingo, Temer chamou de “idiota” e “imbecil” o preposto que indicara ao delator Joesley Batista, no diálogo gravado em 7 de março. Em entrevista à Folha, o mesmo Loures foi definido por Temer como homem de “boa índole, de muito boa índole.”
Depois do encontro de Temer com Joesley, sócio da JBS, Rocha Loures foi pilhado em gravações e filmagens acertando uma venda de favores e recebendo mala contendo propina de R$ 500 mil (no vídeo acima, ele sai correndo de uma pizzaria, em São Paulo, carregando a mala). Temer ataca o personagem a portas fechadas para tentar demonstar aos aliados que não tem nada a ver com o dinheiro da mala. Afaga-o em público para não irritar um potencial delator.
Suplente de deputado, Rocha Loures assessorava Temer no Planalto. Foi guindado à Câmara depois que o presidente nomeou o titular do mandato, Osmar Serraglio (PMDB-PR), para o posto de ministro da Justiça. Só não foi preso pela Polícia Federal na semana passada graças ao escudo do foro privilegiado que ganhou ao assumir a cadeira na Câmara. Convertido em protagonista do novo escândalo, Rocha Loures pode aprofundar o pesadelo de Temer com uma simples articulação do gogó.
Amigos em comum informam a auxiliares de Temer que o encrencado está, do ponto de vista psicológico, em frangalhos. Afastado do exercício do mandato pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o preposto que o presidente credenciou junto ao “fanfarrão” Joesley terá de prestar esclarecimentos à Polícia Federal e à Procuradoria. O Planalto trabalha com a hipótese de que Rocha Loures distanciará Temer da mala de dinheiro. A conferir.

Juiz Sergio Moro homologa acordo de leniência da Odebrecht

Pedro Ladeira-30.mar.17/Folhapress
O juiz Sergio Moro participa de audiência pública na Câmara
O juiz Sergio Moro participa de audiência pública na Câmara

Bolsa fecha em queda de 1,5%, com crise política; JBS desaba mais de 30%

Com Reuters



  • Daniel Marenco/Folhapress
Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (22) em queda de 1,54%, a 61.673,49 pontos. Na sexta-feira (19), a Bolsa havia dado uma trégua e subido 1,69%.
JBS (JBSS3), empresa no centro das acusações contra o presidente Michel Temer, desabou mais de 30%, na maior queda percentual diária da companhia. A ação fechou em queda de 31,34%, a R$ 5,98. Com isso, a empresa perdeu cerca de R$ 7,5 bilhões em valor de mercado só neste pregão. Na sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu mais quatro processos para apurar denúncias de irregularidades em negócios no mercado feitas por empresas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, incluindo a JBS.
Investidores continuavam nervosos com a cena política, depois das denúncias que atingiram em cheio o presidente Michel Temer na semana passada, e com as consequências sobre o andamento de reformas no Congresso Nacional, sobretudo a da Previdência.
dólar comercial voltou a subir nesta segunda-feira (22) e fechou em alta de 0,59%, cotado a R$ 3,276 na venda, influenciado pela crise política. Na sexta-feira (19), a moeda norte-americana havia dado uma trégua e despencado quase 4%.Ampliar



Dólar, libra, rublo: de onde vêm os nomes das moedas?13 fotos

1 / 13
Já parou pra pensar por que o dólar se chama dólar? E o real se chama real? A origem dos nomes das moedas pelo mundo todo varia muito --algumas fazem referência ao local de onde era retirado o metal para fabricá-las, outras vêm de línguas antigas e há aquelas cujos nomes descrevem características das próprias moedas. Clique nas imagens acima para saber maisVEJA MAIS >Imagem: Getty Images/Arte UOL

Inglaterra: explosão em show de Ariana Grande deixa mortos

Aqui


PGR e Polícia Federal planejavam ação controlada contra Temer em Nova York. Foi cancelada após indícios de vazamento da operação

Diego Escosteguy - Epoca

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal planejavam uma ação controlada contra o presidente Michel Temer em Nova York. Isso porque Temer, por intermédio de um ajudante de ordens, estava em contato com o dono da J&F, Joesley Batista, para combinar um encontro na cidade americana nas próximas semanas.
A ação foi abortada em razão de indícios de vazamento. O principal deles é que o deputado federal afastado Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado recebendo propina da empresa, não apareceu num encontro que marcara com Joesley nos Estados Unidos, na segunda-feira passada (15). Ali os investigadores perceberam que algo escapara do previsível.


Cresce cerco ao chefe da organização criminosa: Justiça rejeita absolvição sumária de Lula na ação dos caças suecos

Luiz Vassallo e Julia Affonso - O Estado de São Paulo


Wallisney de Souza Oliveira, juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, 

mantém processo criminal contra ex-presidente e outros acusados

 pela Procuradoria da República em desdobramento da Operação

 Zelotes por suposto tráfico de influência, lavagem de dinheiro e 

organização criminosa


Lula. Foto: Eraldo Peres/AP

A Justiça Federal rejeitou pedido de absolvição sumária do ex-presidente Lula na ação relativa à compra dos 36 caças Gripen, da empresa sueca SAAB. Em decisão tomada na quinta-feira, 18, o juiz Wallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, manteve o processo contra o petista, acusado neste caso por suposto tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Documento

Ao rejeitar o pedido da defesa de Lula, o magistrado assinalou. “Quanto à ausência de justa causa para a ação penal, não possuem razão os defendentes, uma vez que a denúncia não está lastreada apenas em ilações e colaboração premiada, mas em fatos concretos encadeados na peça acusatória aptos para se dar continuidade ao processo visando à instrução e aos demais termos judiciais pertinentes.”
Wallisney manteve, ainda, a ação contra contra outros acusados, como o casal Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes Machado, apontados como lobistas.
O juiz absolveu Mauro do crime de evasão de divisas, mas ordenou prosseguimento da ação por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O magistrado absolveu Cristina dos crimes de evasão de divisas, porém mandou seguir a ação contra ela pelos mesmos delitos atribuídos a Mauro.

Procuradoria denuncia Lula por corrupção e lavagem no sítio de Atibaia. Aumenta o cerco ao chefe da organização criminosa




Ex-presidente Lula - AFP

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Luiz Vassallo - O Estado de São Paulo

Além do Brahma também foram denunciados outros 12 investigados


A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou nesta segunda-feira, 22, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Sítio de Atibaia, interior de São Paulo. Além do ex-presidente, também foram denunciados outros 12 investigados.

Documento

A denúncia refere-se à propina de pelo menos R$ 128.146.515,33 pagas pela Odebrecht, em quatro contratos firmados com a Petrobrás, bem como a vantagens indevidas de R$ 27.081.186,71, pagas pela OAS, em três contratos firmados com a estatal.
A Procuradoria da República, no Paraná, acusa Lula de ‘estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos políticos, políticos e funcionários públicos com a nomeação, enquanto presidente da República, de diretores da Petrobrás orientados para a prática de crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS’. A denúncia do Ministério Público Federal atribui ao petista ‘propina para o seu benefício próprio consistente em obras e benfeitorias relativas ao sítio de Atibaia custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS’.
Como nas outras duas denúncias da força-tarefa, no Paraná, a Procuradoria aponta Lula ‘como o responsável por comandar uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal’. A denúncia afirma que o esquema ocorreu nas mais importantes diretorias da Petrobrás, mediante a nomeação de Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró, respectivamente, para as diretorias de Abastecimento, de Serviços e Internacional da estatal. Por meio do esquema, estes diretores geravam recursos que eram repassados para enriquecimento ilícito do ex-presidente, de agentes políticos e das próprias agremiações que participavam do loteamento dos cargos públicos, bem como para campanhas eleitorais movidas por dinheiro criminoso.
Também foram denunciados José Adelmário Pinheiro Filho, pela prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Marcelo Bahia Odebrecht e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, pelo crime de corrupção ativa; bem como José Carlos da Costa Marques Bumlai, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho, acusados da prática do crime de lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia, os valores ligados à Odebrecht e à OAS foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o PT, o PP e o PMDB, bem como aos agentes públicos da Petrobrás envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas, em operações de lavagem de dinheiro que tinham como objetivo dissimular a origem criminosa do dinheiro.
A força-tarefa aponta que ‘parte do valor das propinas pagas pela Odebrecht e pela OAS, no valor aproximado de R$ 870 mil, foi lavada mediante a realização de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia, para adequá-lo às necessidades da família do denunciado Luiz Inácio Lula da Silva, assim como mediante a realização de melhorias na cozinha do referido Sítio e aquisição de mobiliário para tanto’.
Também foi objeto de lavagem de dinheiro uma parte dos valores de propina oriunda dos crimes de gestão fraudulenta, fraude à licitação e corrupção no contexto da contratação para operação da sonda Vitória 10000 da Schahin pela Petrobrás, a qual foi utilizada, por intermédio de José Carlos Bumlai, para a realização de reformas estruturais e de acabamento no Sítio de Atibaia, no valor total de R$ 150.500,00.
A denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação, todas disponíveis nos anexos juntados aos autos.
“Esta denúncia reafirma o compromisso do Ministério Público Federal com o cumprimento de suas atribuições constitucionais e legais, independentemente de qualquer consideração político-partidária, bem como com o combate incessante contra a corrupção, o mal maior com que se defronta a sociedade brasileira e que a impede de alcançar o seu desenvolvimento pleno e merecido”, diz nota do Ministério Público Federal.
“A denúncia é mais um efeito da corrupção espraiada em todo o espectro do sistema político.”

Delcídio afirma que prestou depoimento à Justiça Americana


Gustavo Schmitt - O Globo

O ex-senador Delcídio Amaral afirmou ao juiz Sergio Moro que prestou depoimento ao Departamento de Justiça Americano (DOJ) numa audiência no Tribunal de Justiça de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Em depoimento como testemunha de acusação do ex-presidente Lula na tarde desta segunda-feira, Delcídio confirmou ter respondido perguntas a respeito de sua delação no âmbito da Operação Lava Jato e sobre sua atuação na Petrobras.
A defesa do ex-senador, que chegou a ser diretor da estatal, confirmou que a oitiva ocorreu este ano, mas ainda não informou a data com exatidão. Segundo Delcídio, a sessão contou com a presença de um juiz, de um membro do Ministério Público Federal (MPF) e dos advogados da Petrobras. Contudo, ele afirmou que nenhum representante do governo americano estava presente.
— Eles prepararam um rol de perguntas, mas uma coisa típica da justiça americana. Perguntas cujas respostas estavam na minha colaboração. Todos ficamos numa saia justa naquela audiência. O MPF deslocou o juiz e os advogados, mas a parte interessada não estava presente. Eram perguntas de caráter geral. Não específicas. Foi uma coisa surpreendente — disse Delcídio.
No processo, Lula é réu junto com o ex-ministro Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas. O caso não tem relação com o tríplex do Guarujá, que está em fase de alegações finais, a penúltima antes de Moro dar a sentença.
Na ação, o MPF diz que Lula recebeu propina da Odebrecht na compra de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e também num apartamento vizinho à cobertura onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP).
Após a audiência, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, emitiu uma nota dizendo que o depoimento ao DOJ foi sonegado à defesa do petista e voltou a acusar a Lava-Jato de lawfare. “Tais informações estavam à disposição e eram do conhecimento apenas do MPF e da Petrobras revelando a existência de um aparente processo paralelo, que veio a publico apenas em função dos questionamentos feitos. A audiência de hoje provou o caráter frívolo da acusação, que é parte de uma estratégia de lawfare com o único objetivo de prejudicar a atuação política de Lula”.

JBS perde metade do valor na Bolsa, ou R$ 16,4 bilhões, desde a Carne Fraca



JBS - Ueslei Marcelino / Reuters


Rennan Setti - O Globo

Com 44,15% das ações, família Batista perdeu R$ 7,2 bi de patrimônio no período


Michel Temer pode até se queixar que Josley Batista goza impune sua liberdade em uma cobertura da Fifth Avenue mas não pode acusar os investidores de complacência. As ações da JBS estão sendo as mais castigadas na Bolsa desde que a revelação das denúncias do seu principal executivo contra o presidente na quarta-feira passada. A capitalização de mercado da JBS na B3 (antiga Bovespa) despencou 37% desde que O GLOBO revelou as acusações, na quarta-feira passada, o que equivale a R$ 9,6 bilhões. Desde que foi deflagrada a operação Carne Fraca, da qual a JBS também foi alvo, metade do valor de mercado da companhia evaporou, em um total de R$ 16,4 bilhões — o equivalente a uma Gerdau mais do Natura ou Embraer.

Como a FB Participações, holding da família controladora, tem 44,15% das ações da empresa, os irmãos Batista perderam R$ 7,2 bilhões do seu patrimônio desde que a Carne Fraca estourou.

Apenas no pregão desta segunda-feira, as ações da JBS despencaram 31,3%, para R$ 5,98. No seu auge, chegaram a valer R$ 16,37.

— Os investidores estão finalmente conseguindo precificar um pouco melhor os danos de imagem que a companhia está sofrendo junto ao público. Várias correntes têm circulado em redes sociais com a proposta de boicote aos produtos da JBS — afirmou Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S.

Também pesa sobre da companhia o acordo de leniência que a JBS negocia nos EUA e no Brasil. Por aqui, o Ministério Público Federal (MPF) exigia uma multa de R$ 11 bilhões, mas a companhia se dizia disposta a pagar apenas R$ 1 bilhão.

Além disso, na sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que instaurou cinco processos administrativos para apurar possíveis irregularidades cometidas pela JBS no mercado financeiro no contexto das denúncias de seus executivos contra o presidente Michel Temer. Os processos investigam eventuais desvios como uso indevido de informação privilegiada (“insider trading”) nos mercados de câmbio e de ações.

Para piorar, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota da JBS de “Ba2” para “Ba3” e colocou todas as notas da companhia em revisão para novos downgrades.

— O rebaixamento é um forte argumento para o investidor decidir fechar sua posição na companhia. Não houve hoje praticamente nenhuma força de compra nesses papéis — acrescentou Wolwacz.


Lava-Jato denuncia Lula, corrupto número 1 do Brasil, por obras no sítio de Atibaia

Aqui


Miriam Leitão: "É possível fingir que a conversa não existiu?"

O Globo



Tudo está junto. Pessoas revoltadas com a conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, os que sempre foram contra o governo Temer e os que detestam a reforma da Previdência. É preciso separar os indignados e entender algumas urgências do país.
Em nome do ajuste fiscal e da desejada retomada do crescimento, é possível fingir que o Brasil não ouviu o que foi conversado no porão do Jaburu? Não. A economia não pode dominar a cena como uma ditadora diante da qual tudo tem que ser imolado. Principalmente os princípios.
O que aconteceu naquele porão tem a ver com as raízes do Brasil. O patrimonialismo é doença antiga. Ele trata interesses privados como se públicos fossem. Joesley, codinome Rodrigo, atravessou aquela portaria sem deixar registro e sem mostrar documento. Entrou com a força do seu dinheiro. Dinheiro que viveu o milagre da multiplicação nos governos do PT, quando o empresário foi adulado pelas operações do BNDES. Elas eram de duas formas: financiamentos e equities. Todas as compras no exterior foram realizadas com dinheiro do banco público, sobre o qual não se pagavam juros. Era equity, uma operação em que o braço de participações societárias do banco investiu recursos em debêntures que depois viram ações. A empresa dos Batista não desembolsou um tostão quando virou dona, por exemplo, da Pilgrim’s Pride Company, uma processadora gigante de frango nos Estados Unidos. Todo o dinheiro foi do banco público. Todos os empregos criados foram nos Estados Unidos. E de onde saem os recursos do BNDES? Do Fundo de Amparo ao Trabalhador ou da dívida que o Tesouro faz em nosso nome. É nosso, o dinheiro.
Com operações assim, no governo do PT, Joesley ficou muito mais rico do que era e comprou, entre outras coisas, o jato de 20 lugares no qual acomodou a família e foi para Nova York depois de fazer a delação. Por ser o maior doador das campanhas eleitorais, ele entrou furtivamente no Jaburu. Lá a conversa sussurrada foi desastrosa.
Ontem pessoas saíram às ruas. Algumas contra a corrupção. Outras porque são contra o governo Temer desde o início. Ou porque defendem o governo anterior, aquele que enriqueceu ainda mais Joesley e seus irmãos, ou porque são contra a reforma da Previdência. Sério. A reforma é necessária. E continuará sendo.
O governo Temer pode acabar por morte súbita, mas esse encontro com a verdade da arrecadação e da demografia continua marcado. Esta é a hora de separar os motivos da indignação contra o momento presente e olhar os objetivos permanentes. O governo Temer pode acabar, mas o dilema de ajustar as contas públicas para que as despesas caibam no volume de impostos que estamos dispostos a pagar continuará conosco. É inevitável.

"Uma história de dois Planos Marshall", por Samuel Pessôa

Joel Rodrigues - 16.jul.2014/Folhapress
Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, em seminário realizado em 2014
Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, em seminário realizado em 2014


Folha de São Paulo

Entre 1948 e 1951, os EUA despenderam pouco mais de US$ 13 bilhões para ajudar na reconstrução de 16 países europeus, com população, à época, de 290 milhões.

O gasto do programa de recuperação da Europa, também conhecido por Plano Marshall, corresponderia a preços de hoje a cerca de
US$ 100 bilhões, ou R$ 315 bilhões ao câmbio de R$ 3,15 por dólar.

Por aqui, entre 2008 e 2014, o Tesouro emprestou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a taxas muito reduzidas e em condições extremamente favoráveis, R$ 400 bilhões. Ou seja, uma quantia de dinheiro 25% maior e que atingiu uma população 31% menor do que aquela beneficiada pelo Plano Marshall.

No nosso "Plano Marshall", diversos trabalhos acadêmicos documentaram que as firmas que se beneficiaram do crédito subsidiado eram as maiores, mais antigas e menos arriscadas. Essas empresas não investiram mais do que as empresas equivalentes não beneficiadas pelos créditos subsidiados.

A elegância dessa literatura é que a evidência foi obtida comparando empresas incentivadas com empresas com as mesmas características, mas que não tiveram acesso ao incentivo. As empresas não incentivadas funcionaram como um grupo de controle, sugerindo, portanto, que o efeito medido representa de fato a causalidade do incentivo sobre o comportamento das firmas.

Adicionalmente, as empresas beneficiadas efetivamente experimentaram redução de seu custo financeiro e aumentaram
seu grau de endividamento.

Dado que essas empresas não elevaram seu investimento, mas aumentaram seu endividamento e seu custo financeiro foi reduzido, provavelmente o crédito subsidiado foi empregado para liberar recursos dos acionistas para serem aplicados no mercado financeiro
com maiores retornos.

O leitor encontra resenha recente da evidência empírica no trabalho "Brazil - Financial Intermediation Costs and Credit Allocation", texto para discussão do Banco Mundial de março de 2017, preparado por diversos autores.

Evidentemente, os subsídios saíram caro para o Tesouro. Segundo cálculos de meu colega do Ibre Manoel Pires, o custo total dos subsídios foi, somente em 2015, de R$ 57 bilhões, algo próximo ao custo anual
de dois programas Bolsa Família.

Também há evidência de que o crédito subsidiado dificulta a política monetária, aumentando o juro necessário para estabilizar a inflação. 

Segundo trabalho recente de Monica de Bolle (goo.gl/VTEunr), cada 1 ponto percentual do PIB de crédito subsidiado eleva os
juros em 0,5 ponto percentual.

Esse resultado é mais sujeito a crítica. A razão são as dificuldades naturais de inferência de causalidade com dados macroeconômicos. De qualquer forma, outros estudos têm obtido resultado equivalente.

É praticamente consensual entre diversos analistas -suportando, portanto, a evidência de Mônica- que a taxa de juro neutra brasileira, aquela que estabiliza a inflação, reduziu-se recentemente por volta de um ponto percentual, em razão da mudança de política do BNDES.

Aqui temos que desfazer nosso Plano Marshall para arrumar a casa de uma economia devastada por esta e outras iniciativas da ruinosa nova matriz econômica. Na Europa, o verdadeiro Plano Marshall estabeleceu as bases do formidável crescimento do pós-guerra.

Veja a lista dos parlamentares financiada pela JBS, segundo delatores

Edson Sardinha e Isabella Macedo - Congresso em Foco



Delatores afirmam que a maioria dos repasses, mesmo aqueles registrados na Justiça eleitoral, era propina. Parlamentares negam irregularidades


Senadores
* Valores não informados
Deputados


Maior ladrão do Brasil, Lula é denunciado também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas reformas do sítio em Atibaia

João Pedroso de Campos - Veja



MPF acusa o petista de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas reformas de um sítio em Atibaia por empreiteiras envolvidas no petrolão


O ex-presidente Lula faz discurso na praça Santos Andrade, que reúne militantes favoráveis a ele, no centro de Curitiba (Paulo Whitaker/Reuters)
A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta segunda-feira no caso envolvendo obras no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Caso o juiz federal Sergio Moro aceite a acusação dos procuradores, o petista se tornará réu pela sexta vez, três delas na investigação que apura desvios na Petrobras.
Conforme as investigações da Lava Jato, as obras no sítio, do qual Lula seria proprietário oculto, foram feitas pelas empreiteiras Odebrecht, Schahin e OAS, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
De acordo com os procuradores, Lula foi beneficiado ilicitamente com cerca de um milhão de reais nas reformas, que incluíram a construção de anexos e benfeitorias no sítio, como a instalação de uma cozinha de alto padrão. Odebrecht e OAS teriam arcado com 870.000 reais das obras, propina referente a contratos com a Petrobras, e a Schahin, por meio de Bumlai, teria pago 150.500 reais.
Além de Lula e Bumlai, os procuradores do MPF denunciaram os empreiteiros Léo Pinheiro, da OAS, Marcelo Odebrecht, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho.

A LISTA dos Parlamentares que receberam mais de R$ 107 milhões da JBS, segundo delação

Edson Sardinha e Isabella Macedo - Congresso em Foco



Planilha entregue à PGR e ao STF mostra que um em cada três congressistas foi financiado pela JBS. PSDB, PP, PT, PR e PMDB foram os mais contemplados em valores totais. Lista inclui Aécio, Eunício e Rodrigo Maia. Veja a relação completa


Gilmar Félix/Agência Câmara
Na linha de sucessão de Temer, Rodrigo Maia e Eunício aparecem entre os financiados pela empresa
Um em cada três integrantes do atual Congresso recebeu dinheiro do g[rupo JBS na eleição de 2014, segundo planilha entregue pelos delatores à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Juntos, quase 200 congressistas receberam mais de R$ 107 milhões da empresa. De acordo com os delatores, a maior parte dos recursos era propina, mesmo em casos de doação oficial registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram beneficiados pela JBS 167 deputados federais, de 19 partidos, e 28 senadores. Os valores são maiores, já que nem todos foram identificados claramente no documento. Vários congressistas atribuem as doações aos seus partidos.


Na lista estão políticos que declararam legalmente o recebimento da contribuição à Justiça, mas também doações de caixa dois e produto de corrupção, conforme os depoimentos de Joesley Batista e Ricardo Saud, presidente e diretor de Relações Institucionais da J&F. O documento não especifica, porém, a situação de cada político. Entre os nomes financiados pela JBS estão os dois da linha sucessória de Temer: os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Maia aparece como beneficiário de R$ 100 mil. Já no caso de Eunício não há valor. Em depoimento, Joesley disse ter dado R$ 6 milhões ao peemedebista.
Pelas contas da empresa, os deputados eleitos levaram R$ 49 milhões e os senadores, R$ 58 milhões. Os partidos que mais receberam foram o PSDB (R$ 35,9 milhões), o PP (R$ 20,4 milhões), o PT (R$ 14,5 milhões), o PR (R$ 8,5 milhões) e o PMDB (R$ 8,5 milhões). A planilha também lista doações para 16 governadores, a ex-presidente Dilma Rousseff e 179 deputados eleitos. O número de candidatos agraciados, porém, foi bem superior: 1.829 políticos receberam mais de R$ 500 milhões.
Desse montante, a maior parte foi direcionada a nomes que perderam a eleição. É o caso, por exemplo, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o campeão de arrecadação da JBS entre os congressistas. Em 2014, ano em que chegou ao segundo turno na corrida ao Palácio do Planalto, o tucano levou R$ 30,4 milhões da empresa. Reeleita, Dilma recebeu R$ 78,3 milhões do grupo. Também há referência a doações para senadores que concorreram ao governo de seus estados.
Até o momento, apenas o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) admitiu ter recebido via caixa dois para sua reeleição. Segundo ele, foram R$ 100 mil transferidos por uma subsidiária do grupo. O nome de Onyx não aparece na planilha dos deputados eleitos financiados pela JBS, mas em registro feito à mão em outra parte do documento. O deputado, que admitiu ter recebido R$ 100 mil de uma empresa do grupo, pediu perdão aos eleitores e disse que vai se explicar ao Ministério Público e à Justiça.
“Tive o cuidado de perguntar se o dinheiro era lícito, de origem limpa”, afirmou.
Propina, caixa dois, dinheiro em espécie…
Alguns parlamentares já se manifestaram publicamente sobre o assunto, informando que as doações recebidas foram legalmente registradas. É o caso dos senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fernando Coelho Bezerra (PSB-PE) e do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), eleito pelo PSB.
Há curiosidades na relação. Alguns deputados aparecem ao lado de valores irrisórios como R$ 84 e R$ 210. Também há registro de R$ 2,5 milhões em doação para nove partidos (PTC, PMN, PPS, PRP, PRTB, PSDC, PSL, PPL e PEN), sem especificar nomes de parlamentares.
“Nós fizemos doação oficial de uns R$ 400 milhões e pagamos mais uns R$ 100 milhões de nota fiscal fria. Dos R$ 500 milhões então, total, pode se considerar que, dos R$ 500 milhões, R$ 400 milhões foram contrapartida a ajustes ilícitos feitos pelos políticos. Naquela hora, pagamos”, contou Joesley Batista.
“Tem pagamento via oficial, caixa 1, via campanha política, tem via caixa 2, tem via dinheiro em espécie. Basicamente essa é a forma de pagar. Normalmente acontece o seguinte: se combina o ilícito, se combina o ato de corrupção com o político, com o dirigente do poder público, e daí pra frente se procede o pagamento. Os pagamentos são feitos das mais diversas maneiras. Seja nota fiscal fria, seja dinheiro, caixa 2, até mesmo doação política oficial”, acrescentou.
Lobista da J&F, Ricardo Saud disse não acreditar que os candidatos não soubessem que o dinheiro era resultado de propina. “É importante a gente trabalhar que desses R$ 500 milhões, quase R$ 600 milhões que estamos falando aqui, praticamente, tirando esses R$ 10, R$ 15 milhões aqui, o resto tudo é propina. Tudo tem ato de ofício, tudo tem promessa, tudo tem alguma coisa.”


A distribuição do dinheiro da JBS entre os parlamentares, por partido: