segunda-feira, 29 de maio de 2017

Justiça põe Vaccari, ex-tesoureiro do covil do Lula, e mais 13 no banco dos réus por rombo de R$ 402 milhões em fundo de pensão

Luiz Vassallo e Fausto Macedo - O Estado de São Paulo




Juiz Vallisney de Oliveira, de Brasília, recebe denúncia

 criminal contra ex-tesoureiro do PT, ex-dirigentes 

do Funcef e executivos da Engevix




O ex-tesoureiro do PT João Vaccari. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, condenado por corrupção na Lava Jato, virou réu, mais uma vez, nesta segunda-feira, 29, no âmbito da Operação Greenfield, por decisão do juiz Vallisney  10ª Vara Federal de Brasília. Além do petista, também são alvo da ação outras 13 pessoas – entre elas, diretores do Funcef – fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal.

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, condenado por corrupção na Lava Jato, virou réu, mais uma vez, nesta segunda-feira, 29, no âmbito da Operação Greenfield, por decisão do juiz Vallisney  10ª Vara Federal de Brasília. Além do petista, também são alvo da ação outras 13 pessoas – entre elas, diretores do Funcef – fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal.
“Conforme descrito pela acusação, o valor do prejuízo acumulado com essa operação criminosa, até 13 de julho de 2015, é de, no mínimo, R$ 402.000.000,00 (quatrocentos e dois milhões de reais)”, afirma o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira.
A Operação Greenfield foi deflagrada no dia 5 de setembro de 2016 e investiga gestão ‘fraudulenta e temerária’ dos fundos de pensão. Somente o Funcef, segundo o Ministério Público Federal, já tem um rombo de R$ 18 bilhões em razão dos ‘fatos criminosos’.
“Os fatos criminosos praticados contra a FUNCEF são causa determinante do rombo acumulado atual desse Fundo de Pensão, rombo esse (déficit acumulado) que alcançou, no final de de 2016, o total de R$
18.000.000.000,00 (dezoito bilhões de reais)”.
O ex-tesoureiro do PT e o lobista Milton Pascowitch são acusados, nesta ação, de pedir, entre outubro de 2009 e novembro de 2010, propinas de R$ 5,9 milhões de propinas aos executivos da Engevix – o valor teria sido repassado ao Partido dos Trabalhadores. Em troca dos valores, Vaccari e Pascowitch teriam agido ‘ a fim de garantir a conclusão dos aportes realizados pela FUNCEF nos FIP CEVIX, FIP Desenvix e FIP RG Estaleiros’.
De acordo com o Ministério Público Federal, os diretores do Funcef, Demosthenes Marques, Guilherme Narciso de Lacerda, Luiz Philipe Peres Torelly, Antonio Bráulio de Carvalho, Geraldo Aparecido da Silva e Sérgio Francisco da Silva;  os empresários da Engevix, Gerson de Mello Almada, Cristiano Kok, José Antunes Sobrinho e o ex-Superintendente Nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa, Roberto Carlos Madoglio, ‘geriram de forma fraudulenta a Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF)’.
Vaccari já foi condenado a 41 anos de prisão somente em sentenças proferidas pelo Juiz Federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.
Os diretores do Funcef Antônio Bráulio de Carvalho, Demósthenes Marques, Luiz Philippe Peres, Luiz Philippe Peres, João Carlos Alonso Gonçalves, Geraldo Aparecido da Silva, Carlos Alberto Caser e Sérgio Francisco da Silva; os sócios da Engevix Gerson de Mello Almada, José Antunes Sobrinho e  Cristiano Kok; o lobista Milton Pascowitch; e o Roberto Carlos Madoglio ex-Superintendente Nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa são réus, junto de Vaccari, no âmbito da ação acolhida pela Justiça Federal de Brasília.
COM A PALAVRA, A ENGEVIX
A Engevix é reconhecida no Brasil e internacionalmente pelo seu padrão de qualidade na área de projetos de energia, em que atua há quase 50 anos. A empresa demonstrará na Justiça, mais uma vez, que nada de errado houve nesse investimento.

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