Informações prestadas por delatores da construtora são aproveitadas em ação penal que tramita na Justiça Federal do DF

A Procuradoria da República no Distrito Federal vai usar novos depoimentos de delatores da Odebrecht para ampliar o volume de provas na denúncia contra o ex-presidente Lula por corrupção e tráfico de influência envolvendo o financiamento do BNDES para obras da empreiteira em Angola. Até o momento, a procuradoria ouviu quatro delatores da construtora sobre o episódio e ainda deve ouvir outros executivos que trazem mais detalhes sobre o episódio, uma das principais acusações contra o petista na Justiça Federal do Distrito Federal.
Inicialmente, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a remessa das delações sobre esse episódio para Curitiba. Posteriormente, contudo, os depoimentos foram remetidos para o Distrito Federal, onde tramita a investigação contra o petista por suspeita de tráfico de influência internacional envolvendo os financiamentos do BNDES em países da América Latina e da África.
Inicialmente, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a remessa das delações sobre esse episódio para Curitiba. Posteriormente, contudo, os depoimentos foram remetidos para o Distrito Federal, onde tramita a investigação contra o petista por suspeita de tráfico de influência internacional envolvendo os financiamentos do BNDES em países da América Latina e da África.
Como a denúncia contra o petista e seu sobrinho Taiguara Rodrigues, subcontratado pela Odebrecht em Angola, foi apresentada antes de as delações da empreiteira serem homologadas, a inclusão dos depoimentos dos delatores deve atrasar o julgamento da ação penal. O ex-presidente nega as acusações.