terça-feira, 6 de junho de 2017

Com avião de grande porte, Embraer busca liderança do setor

Reuters e O Estado de S.Paulo


Maior avião de passageiros da Embraer tem 116 lugares

e será comercializados a partir de 2019



O maior avião de passageiros já construído pela Embraer, o E195, é a aposta da empresa brasileiras para se tornar campeão de venda em sua categoria. A informação é do vice-presidente do negócio da aviação comercial da Embraer, John Slattery.
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Aeronave é a maior versão para passageiros já produzida pela Embraer Foto: Embraer
A primeira geração do E195, de 116 lugares, recebeu três vezes menos encomendas do que o E190, de 100 assentos. Mas uma versão maior, com novo motor, que entrará em atividade no começo de 2019 - parte da linha chamada E2 - tem atraído um novo patamar de interesse.
"É justo dizer que o E195 aparece em peso em quase todas as conversas sobre a família E2", disse o vice-presidente do negócio de aviação comercial da Embraer, John Slattery, em entrevista na noite de segunda-feira, 5, durante um encontro anual do setor de transporte aéreo no México. "Há uma real possibilidade para a E2 de que o E195 vá superar as vendas do E190."
A possível reviravolta salienta como três fileiras adicionais de assentos, além de asas mais largas, forçaram muitas companhias aéreas a reconsiderarem o maior modelo da empresa brasileira, que agora busca concorrer diretamente com a nova CSeries da Bombardier.
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As maiores aeronaves do mundo

Para a Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, depois da Airbus e da Boeing, o E195 representa a maior mudança na família E2, a qual tem se concentrado em mercados de aviação regional, em um momento no qual a Bombardier entra em brigas maiores.
Embora a Bombardier venda aeronaves maiores na CSeries, competindo com versões menores fabricadas por Boeing e Airbus, a Embraer tem reafirmado que não há planos para aviões de passageiros maiores do que o novo E195.
Na semana passada, a Embraer ampliou a autonomia do E195-E2 para cerca de 4.200 quilômetros, ante cerca de 4.000 anteriormente, por conta de melhorias na aerodinâmica de um protótipo que começou a voar em março. O CS100 da Bombardier, em comparação, tem uma autonomia máxima de cerca de 5.000 quilômetros.
Slattery disse que o verdadeiro ponto de venda do novo E195 é seu custo operacional, que concorre com o de aeronaves de um corredor das rivais Airbus e Boeing, ao passo que custa 20 por cento menos por viagem. Assentos extras e asas mais finas tornaram a nova aeronave uma "caçadora de lucros", disse o executivo.

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