sábado, 20 de outubro de 2018

"Cristiano Zanin, o trapalhão", por Rudolfo Lago



Por pouco, advogado de Lula não provoca seu indiciamento por enriquecimento ilícito (Crédito:Cassiano Rosário/Futura Press)
Cristiano Zanin, o advogado de Lula, se supera a cada dia em suas trapalhadas. Desta vez, ele quase provocou o indiciamento de seu cliente por enriquecimento ilícito. É que no inventário de dona Marisa Letícia, mulher de Lula, falecida em fevereiro de 2017, Zanin incluiu na partilha de bens um investimento que ela tinha no Fundo Imobiliário do Banco do Brasil. No processo de número 1010986-60.2017.826.0564, o advogado do petista escreveu que ela possuía nesse fundo 500 mil quotas, para serem distribuídas na seguinte proporção: 250 mil quotas para Lula e as outras 250 mil para os quatro filhos, Marcos Cláudio, Fábio Luis, Sandro Luis e Luis Cláudio. Se assim fosse, a ex-primeira-dama teria deixado uma herança milionária, em torno de R$ 80 milhões, para a família.
O erro
Segundo a B-3 (a antiga Bovespa), cada quota vale R$ 136,70. Multiplicando esse valor por 500 mil quotas, Marisa teria a bagatela de R$ 67,4 milhões, que somados a outros bens que ela deixou — imóveis, veiculos e dois títulos de previdência que somam R$ 8 milhões — somariam os quase R$ 80 milhões. Ocorre, porém, que Zanin cometeu um gigantesco erro.
Confusão
Com base no documento da B-3, Zanin confundiu vírgulas com pontos. A B-3 falava que dona Marisa tinha 500,000 quotas. Zanin trocou a vírgula por um ponto e transformou 500 em 500 mil. Dias depois, se deu conta da asneira e corrigiu o número. Marisa tinha nesse fundo R$ 680 mil. A fortuna deixada por Marisa foi de R$ 12,8 milhões e não R$ 80 milhões.
Ele quem?
HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS
O vereador e candidato ao Senado Eduardo Suplicy (PT-SP) estava no meio da multidão no domingo 30 de setembro na Avenida Paulista. Foi avistado por um assessor do senador eleito por São Paulo Major Olímpio (PSL), que, intrigado, perguntou a ele o que fazia ali. “Eu vim para o protesto do #Elenão”, explicou Suplicy. “Mas aqui é do #Elesim”, respondeu o assessor. Suplicy saiu rápido, antes de ser reconhecido por alguém.

IstoE