sábado, 17 de junho de 2017

À frente do PSDB, Aécio engavetou manifesto do partido que pregava rigor contra corrupção


Painel - Folha de São Paulo


Esqueça o que escrevi No fim de abril, o PSDB paulista elaborou um manifesto que seria enviado a todos os filiados à sigla no país. Ele foi entregue ao então presidente da legenda, Aécio Neves (MG). A crise política, claro, engoliu a iniciativa e fez do material, até agora inédito, peça de ficção. “Fazer a boa política é sentir e repercutir a indignação da sociedade diante da trama que uniu empresários inescrupulosos e políticos corruptos”, diz. “São práticas (…) com as quais o PSDB jamais compactuou.”
Freios e contrapesos O manifesto dava força ao discurso contra a criminalização da política e condenava “tratar diferentes como iguais, inocentes como culpados”. Pedia, ainda, “principalmente nos casos relativos à Lava Jato”, compromisso “rigoroso com as leis e a prevalência da isenção e da racionalidade”.
Gaveta Aécio Neves, hoje alvo de pedido de prisão a ser julgado pelo STF, não chegou a dar aval ao texto. No fim do documento, o tucanato reafirmava a “confiança na integridade das nossas lideranças”.
Morte súbita A primeira turma do STF, na qual corre o processo de Aécio, ganhou o apelido de “câmara de gás” no meio jurídico, pelo rigor com que atua. O tucano solicitou a transferência do caso para o plenário.
Lembrai No pedido para que o STF remeta ao plenário da corte a decisão sobre a prisão de Aécio, o advogado Alberto Toron reforça que o próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia solicitado que o caso fosse julgado pelo colegiado.

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