segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Inferno piorado", por José Nêumanne

O Estado de São Paulo

No inferno prisional à beira de um paraíso marinho trava-se guerra sangrenta de uma crise cruel


Secretário diz que presídio está sob controle, mas inimigos do PCC ameaçam de cima de telhado de Alcaçuz
Secretário diz que presídio está sob controle, mas inimigos ameaçam PCC de cima de telhado de Alcaçuz
Em entrevista exclusiva à Rádio Estadão, o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, delegado Walber Virgolino da Silva Ferreira, disse que o massacre que deixou 26 mortos em Alcaçuz, Nísia Floresta, um inferno à beira do paraíso que é a praia de Búzios, era “inevitável”. Poderia até ser. Mas a descrição do que aconteceu ali supera tudo. Não há um Instituto Médico Legal (IML) em Natal e o reconhecimento dos corpos só será feito porque a Paraíba emprestou os peritos para trabalharem sob a coordenação do Instituto Técnico Pericial da Zona Portuária. Membros das vítimas foram transportados em caminhonetes abertas e acondicionados em refrigeradores alugados pelo Estado.
(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 16 de janeiro de 2017, às 17h32)

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