segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Morre aos 106 anos a secretária de Goebbels

Com Veja e EFE

Brunhilde Pomsel afirmou que só ficou sabendo dos horrores do holocausto depois do final da II Guerra Mundial, em 1945


Brunhilde Pomsel, ex-secretária da Goebbels
Brunhilde Pomsel, ex-secretária da Goebbels (Veja.com/Getty Images/Morre aos 106 anos a secretária de Goebbels)

Brunhilde Pomsel, antiga secretária do ministro de Propaganda do regime nazista, Joseph Goebbels, morreu na semana passada no asilo de idosos em Munique, na Alemanha, onde vivia, confirmou nesta segunda-feira a produtora austríaca que lançou em 2011 um documentário sobre sua vida.
Pomsel morreu no último dia 27, Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, uma “casualidade interessante”, segundo Christian Krönes, um dos diretores do documentário “A German Life”, da produtora BlackBox. Krönes explicou à Efe que Pomsel morreu aos 106 anos de idade e que, embora não tivesse familiares, um grupo de amigos, gente jovem, cuidava dela.
Pomsel filiou-se ao Partida Nazista em 1933, o ano de sua chegada ao poder na Alemanha. “Por que não? Todo o mundo fazia isto”, justificou ela em entrevista no documentário. Em 1942, a secretária conseguiu uma transferência para o escritório de Goebbels como uma de suas seis assistentes.
Pomsel trabalhou como secretária e datilógrafa do ministro da Propaganda, a quem lembrou no documentário como uma pessoa carismática e incrivelmente vaidosa, que cuidava de cada detalhe de sua aparência. Apesar de ter trabalhado de forma muito próxima com um dos principais nomes do primeiro escalão do nazismo, Pomsel garantiu no documentário que não sabia dos assassinatos maciços cometidos pelo regime.
“Não soubemos de nada”, disse ela em uma entrevista que faz parte do documentário. Pomsel passou os últimos dias da guerra em 1945 no bunker situado no subsolo da Chancelaria, onde viveu as últimas horas de Adolf Hitler e de Goebbels, que se suicidou junto com sua esposa, Magda, após envenenar seus seis filhos.
Ela foi feita prisioneira pelas tropas soviéticas e após cumprir cinco anos de prisão voltou a trabalhar como secretária na Alemanha. Pomsel era considerada uma das últimas testemunhas do regime nazista.

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