terça-feira, 21 de maio de 2019

PSL libera participação de bancadas em manifestações pela moralização do país. É o antídoto ao 'Lula livre' e outros acintes em defesa do retorno da bandalheira que imperou no Brasil sob FHC, Lula e Dilma

O presidente da República Jair Bolsonaro
- 07/05/2019 (Adriano Machado/Reuters)

Após reunião da bancada, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, liberou seus filiados a participar das manifestações de ruas convocadas para o próximo domingo, 26. A legenda, porém, evita apoio institucional ao evento. “É um movimento espontâneo, nascido das ruas e todos estão liberados a participar”, disse o presidente do PSL, Luciano Bivar.
Mais cedo, Bivar havia se manifestado contrário às manifestações. “Nós fomos eleitos democraticamente, institucionalmente. Não há crise ética, não há crise moral, estão se resolvendo os problemas das reformas, então eu vejo sem sentido essa manifestação, mas toda manifestação é válida, é um soluço do povo para expressar o que ele está achando”, disse.
A mudança de posicionamento ocorreu após ter sido convencido pela ala da bancada interessada em apoiar as manifestações. Uma das defensoras dos protestos, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) diz esperar mais de 500.000 manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo. Já o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), diz ter recebido sinalizações de mais de cem cidades paulistas interessadas em participar do evento.
O próprio presidente afirmou a aliados, nesta terça-feira, 21, que não vai comparecer às manifestações em defesa da érica. Indagado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, se os ministros poderiam participar do evento, o presidente teria respondido que seria melhor o governo não se envolver sob a justificativa de demonstrar “respeito pelo cargo e por suas responsabilidades”.
Líderes de governo na Câmara e no Congresso, os deputados Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Joice Hasselmann (PSL-SP), respectivamente não participaram da reunião de bancada. Também não compareceram o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ou seu irmão, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Há atos previstos em todas as capitais e no Distrito Federal. O objetivo central é o apoio às pautas do Planalto como a Previdência, o pacote anticrime do ministro Sergio Moro e a Medida Provisória 870 – que reorganiza a estrutura do governo.

A mobilização retoma os movimentos ocorridos no Brasil desde 2013 em defesa da moralização do país. Nos governos FHC e, sobretudo, nos de Lula e Dilma, a corrupção foi a estratosfera. O líder da organização criminosa, Luiz Inácio Lula da Silva, está no xilindró. Assim como o capitão da quadrilha, José Dirceu.
Levantamento da reportagem nas redes sociais dos 54 deputados do PSL identificou que pelo menos 19 fizeram convocações. Outros parlamentares destacaram nas redes a importância das pautas do governo no Congresso, mas não falaram explicitamente sobre os atos.

Com Estadão Conteúdo

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