terça-feira, 18 de outubro de 2016

Exportações de obras de arte saltam neste ano, por Maria Cristina Frias

Folha de São Paulo




As exportações de obras de arte tiveram um grande aumento neste ano, aponta o Mdic (ministério da indústria e comércio exterior).

A alta, em dólares, foi de 96% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com igual período de 2015. A taxa, porém, pode ser inflada por itens levados a feiras que não são vendidos, mas ficam registrados nos dados oficiais.

A participação em eventos internacionais e as vendas para estrangeiros foram alternativas buscadas para compensar a desaceleração do mercado interno, afirmam galeristas.

"No início deste ano, abrimos uma unidade em Nova York e passamos a nos preparar mais para as feiras fora do país", diz Alexandre Roesler, da galeria Nara Roesler.

A expansão do mercado de feiras paralelas nos Estados Unidos e na América Latina também ampliou a oportunidade de mais galerias atuarem internacionalmente, afirma Maria Quiroga, diretora da galeria Luisa Strina.

A consolidação dos artistas é outro fator que influi na alta, avalia Berenice Arvani, da galeria que leva seu nome.

"Nosso mercado começou a ser mais valorizado, os preços têm aumentado."
Grandes mostras de artistas brasileiros em museus como o MoMA, de Nova York, e o Tate, em Londres, nos últimos dois anos, atraíram o interesse de compradores fora do país, afirma Roesler.

Neste ano, os principais compradores foram Estados Unidos (37%), Reino Unido (35%) e Suíça (11,5%).
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Gerdau investe R$ 75 milhões para reduzir gastos correntes

A Gerdau investiu cerca de R$ 75 milhões em dois projetos para diminuir os custos da empresa em suas linhas de produção e, dessa forma, melhorar a margem de lucro.

Um deles consiste em monitorar os equipamentos com sensores. Espera-se diminuir o número de rupturas e que as manutenções sejam feitas quando forem necessárias, e não quando mais por rotina.

Um piloto foi feito com 50 equipamentos. Agora, o projeto será expandido para mil máquinas, diz o diretor de operações, Rodrigo Belloc.

"Serão cerca de 30 mil sensores que iremos acompanhar. Todas as usinas e unidades de mineração vão ser monitoradas de uma central de controle em Minas Gerais."

O outro projeto é uma digitalização de procedimentos. Os caminhões vão agendar a entrada por aplicativos e não perderão tempo na portaria. A triagem de sucatas será feita com smartphones, e não mais pelos relatórios.
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Sem cabeça para marcas

O patrocínio a grandes eventos, como o Carnaval e os Jogos Olímpicos, tem pouca influência sobre a escolha do consumidor, segundo pesquisa da Nielsen.

Sete em cada dez entrevistados disseram nem mesmo se lembrar dos patrocinadores durante as festividades.

Já 21,3% afirmaram que não mudam seu padrão de consumo nesse período, mas que valorizam as marcas apoiadoras dos eventos.

"Apesar do número expressivo de pessoas que ignoram o patrocínio, uma parcela significativa reconhece a sua importância", afirma Mariana Morais, da consultoria.

Para ela, isso já é um indicativo positivo para as empresas."Muitas vezes, o objetivo da marca não é divulgar um produto, mas fortalecer a sua imagem", diz.

No segmento de bebidas, o energético teve o maior índice de mudança de consumo em grandes eventos: 20% contra 10% do refrigerante.

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Contrato congelado

O valor médio do aluguel na cidade de São Paulo caiu 1,1% no acumulado de 12 meses até setembro, segundo o Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário). A retração é a menor registrada no último ano.

O dado se refere apenas aos novos contratos de locação.

"Há uma reação, mas os proprietários ainda têm sido flexíveis nas negociações com os locatários, para evitar que o imóvel fique vazio", avalia Mark Turnbull, diretor de locação da entidade.

No mesmo período, a inflação medida pelo IGP-M (índice geral de preço), usado na maioria dos contratos de aluguel, teve variação de 10,7%.

A perspectiva de uma desaceleração desse indicador traz alívio ao setor, já que os valores dos contratos deverão se manter em níveis baixos até o fim deste ano, afirma Turnbull.

"É um mercado cíclico, mas por enquanto não há nenhum sinal de mudança positiva. Nossa projeção é de que uma recuperação dos preços deverá demorar ao menos dois anos", avalia.

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Nem em... No melhor dos cenários para o volume futuro de energia eólica gerada na América Latina, o continente terá 481,5 mil MW em 2050.

....sonho A quantidade é menor que as perspectivas mais tímidas dos EUA e Europa, aponta o relatório Global Wind Energy Outlook.

Para todos A Novartis é a grande empresa de capital aberto que mais inclui pessoas diversas, segundo a Thomson Reuters. A Johnson & Johnson ficou com o segundo lugar.
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