sábado, 20 de maio de 2017

Propina de R$ 150 milhões bancou Dilma, Gleisi, Padilha e Pimentel, quadrilheiros de Lula

Rodolfo Mondoni - O Estado de São Paulo



Dilma Rousseff. Foto: Wilton Júnior/Estadão

O diretor de Relações Institucionais e de Governo da JBS, Ricardo Saud, relatou ao Ministério Público Federal que o grupo fez doações ‘dissimuladas’ no valor de R$ 150 milhões ao Partido dos Trabalhadores, para as eleições de 2014. Deste montante, 50 milhões foram doados a Executiva Nacional do partido, 70 milhões para a campanha Dilma-Temer e mais 30 milhões ao Diretórios Estaduais e aos candidatos a governado de Estado: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Anápolis Antonio Gomide (PT-GO), Alexandre Padilha (PT-SP) e Fernando Pimentel PT-MG).
Somados ao dinheiro dos favores que o partido fez ao grupo, em relação ao BNDES e o Fundo de Pensão, o total doado pela JBS ao PT chega a R$ 300 milhões.
“Recebíamos do Edinho (tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff) os pedidos para fazer os depósitos ou o pagamentos de propina ao partido dos trabalhadores e depois a compra dos partidos”, afirmou Saud, reforçando que o dinheiro não era oficial. “Tudo isso foram doações dissimuladas, dinheiro de propina. Foi feito notas fiscais e pago em dinheiro vivo”, explicou.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA
Nota
Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.
A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.
A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
COM A PALAVRA, DILMA ROUSSEFF
A propósito das notícias a respeito das delações efetuadas pelo empresário Joesley Batista, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece que são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário:
1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.
2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.
3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF
COM A PALAVRA, FERNANDO PIMENTEL
Nos trechos divulgados para a imprensa é possível perceber que as afirmações de Joesley Batista em relação ao governador não têm nenhum suporte em provas ou evidências materiais. Novamente, acusações levianas vêm a público sem que a versão do acusador apresente comprovações que sustentem sua versão.
Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa do governador Fernando Pimentel
—-
Nota Fernando Pimentel no Twitter
Estou sendo acusado mais uma vez de forma leviana e mentirosa. O acusador não apresenta provas para sustentar sua versão. Eu não tenho e nunca tive, em tempo algum, qualquer ligação com esse escritório de advocacia.
Nos trechos vazados à imprensa é possível perceber que as afirmações de Joesley Batista em relação a mim não têm nenhum suporte em provas ou evidências materiais.
A verdade é que a minha vida e de meus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Polícia Federal. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum ilícito foi encontrado. Eu não tenho imóveis escondidos, não tenho conta no exterior, nem tenho dinheiro não declarado.
Confio na Justiça e espero que o mais rápido possível ela seja capaz de mostrar a verdade. Tenho a consciência tranquila e aguardo com serenidade o devido processo legal, que comprovará minha inocência.
COM A PALAVRA, EDINHO SILVA
O coordenador financeiro da campanha presidencial de Dilma em 2014 afirma que esteve por diversas vezes com o empresário Joesley Batista solicitando doações para a campanha, já que essa era sua função, mas todas ocorreram de forma lícita, seguindo rigorosamente a legislação eleitoral. Todas as doações estão declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.
Assessoria de Imprensa

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