quinta-feira, 25 de maio de 2017

"Os inimigos do Brasil", por Rogério Chequer

Folha de São Paulo


Por mais que o Brasil passe por crise após crise, a cada uma delas temos uma oportunidade de melhorar o país. Mas em cada uma dessas crises, temos os grupos que impedem qualquer progresso. Na crise atual, uma das maiores por que passamos, não é diferente. Há três grupos atuando fortemente para nos levar de volta ao buraco.

Comecemos pelos parlamentares radicais. São aqueles que ainda estão presos a ideologias retrógradas. Disfarçados de defensores do povo, da democracia e dos direitos, são a barreira para qualquer ação de modernização do país. Em nome de um populismo vulgar, ignoram a necessidade de equilíbrio fiscal no país, negam a existência dos déficits gigantescos e protegem a putrefação do nosso sistema trabalhista, já desconectado da realidade. Não importa o tema: se for para modernizar, são contra. E se dizem progressistas.

Se o debate não vai na direção que querem, fogem dele. Apelam para a truculência. Impedem que sessões de debate sejam realizadas, arrancam microfone da mão de presidentes de casas parlamentares e partem para a agressão física. Usam dentro do Congresso Nacional o mesmo conceito de bloquear estradas queimando pneus. Fiquei surpreso quando ouvi de um deles "Vamos fazer de tudo, de tudo, para impedir que as votações sejam retomadas". E estão fazendo, descumprindo regimentos e impedindo o debate democrático, essência da política.

Neste momento, quando o Legislativo tem a incrível oportunidade de manter a serenidade diante da crise presidencial, se portar como um poder independente que trabalha para o bem do país, e não para si mesmo, e começar a sair da lama em que se enfiou, consegue se afundar mais ainda nela. E levar o país inteiro junto. Que percam daqui para frente, e isso só depende de nós, eleitores, todas as eleições a que concorrerem.

O segundo grupo são os vândalos pró-Lula. É o resquício dos pelegos sindicais, alimentados com fortunas pelos governos petistas, que criaram neles o seu braço de violência urbana. Foram batizados malandramente de movimentos sociais, termo que a imprensa irresponsavelmente adotou. Não há nada de verdadeiramente social ali. Bem remunerados, seja com dinheiro, favores, promessas ou só pão com mortadela, estiveram sempre de prontidão para criar a sensação de massas nas ruas, babando diante de Lula e Dilma nos palanques. Espontaneidade zero.

Recém destituídos do fluxo financeiro do governo central, eles estão sendo dizimados. Para tentar manter a impressão de poder, utilizam agora de violência crescente. Sem esses grupos, não teria havido agreve fake do dia 28/4. Sem eles, Lula não teria nem cem pessoas nos seus discursos de rua. Para que sumam do mapa, e parem de atormentar um Brasil que quer produzir e se modernizar, temos que acabar com seu cordão umbilical remanescente: o imposto sindical obrigatório.

Para finalizar, temos o grupo dos empresários covardes. São aqueles que pregam um Brasil melhor, mas nada fazem para mudá-lo. Muito pelo contrário: ao primeiro sinal de novo presidente, colam-se nele e em seus asseclas para sugar o que for possível do país. Fizeram isso com Lula, Dilma, Temer, o triunvirato que comanda o país há 14 anos.

Essa classe de empresários acaba de ter seu momento maior: os irmãos Batista. Na sequência mais inescrupulosa da história moderna, tomaram R$ 11 bilhões de empréstimos do BNDES, dinheiro de impostos do povão, para comprar empresas e poder. Viraram os operadores financeiros do Legislativo e do governo. Ligavam quaisquer dois pontos de corrupção da República. Com nosso dinheiro, transformaram-se no cheque especial dos políticos. Somos nós, você e eu, que estamos pagando os juros, e exigimos e que esse acordo de impunidade feito com o PGR seja ajustado.

Há uma atitude específica para combater e enfraquecer cada um desses três grupos de interesse que emperram o Brasil. Para evitar novos esleys, identifique outros empresários que fazem o mesmo, em escala menor; deixe de fazer negócios com eles, ou consumir seus produtos. Para evitar o grupo de violência pró-Lula, apoie o fim do imposto sindical, seu tubo de oxigênio. E para limpar o Congresso, preste atenção em cada notícia, e guarde os nomes dos políticos que devem ficar no passado, no ostracismo ou na cadeia. Ajudaremos criando listas. Aguarde

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