segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Governos não querem se vincular à Odebrecht, usada por Lula para corromper o escambau a quastro

Renee Pereira - O Estado de São Paulo

Especialistas acreditam que grupo vai perder mercado no exterior


A atuação da Odebrecht no exterior não deverá ser fácil, mesmo após o fechamento de acordos com os ministérios locais. Na avaliação de especialistas, hoje nenhum governo quer vincular seu nome ao da empreiteira, que está no centro do maior escândalo de corrupção do Brasil.
A perda de reputação foi muito forte nos últimos meses, diz o analista da Fitch Ratings, Alexandre Garcia. O problema é que esse é um fator que exige tempo para recuperar. Mas, para ele, se um país quer multar a empresa pelos erros, ele precisa dar condições para ela pagar.
Na opinião de Marcos Melo, professor do Ibmec, a empresa precisa agora adotar padrões de conduta ética com clientes e fornecedores. “A saída não é deixar o mercado externo e se focar no Brasil. A saída é tentar convencer os outros países e governantes de que a empresa mudou.” De qualquer forma, diz ele, o grupo vai perder mercado.
Além da reputação, a empresa – e todas as outras construtoras – não tem mais o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tocar obras lá fora. “Com isso, ela não terá mais condições tão favoráveis para disputar empreendimentos no exterior.”
Para especialistas, a atuação da Odebrecht no exterior vai depender da legislação local. Alguns podem proibir a empresa de entrar em licitação por um período, como tem ocorrido com Peru, Panamá e Equador.



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