
Com O Globo e agências internacionais
O jornal “New York Times” e a revista “New Yorker” ganharam o Pulitzer, principal prêmio da imprensa dos EUA, na categoria “serviço ao público” pela publicação das primeiras reportagens com denúncias de assédio sexual contra o ex-todo-poderoso produtor de Hollywood Harvey Weinstein. A revelação dos casos de agressão sexual por atrizes famosas e trabalhadoras anônimas da indústria do cinema deflagraram o movimento #MeToo(#EuTambém), em que mulheres ao redor do mundo vieram a público relatar as violências que foram vítimas.
Os vencedores do Pulitzer de 2018 estão sendo anunciados na tarde desta segunda-feira em evento na Universidade de Colúmbia, em Nova York. Nas reportagens que valeram o prêmio, o “New York Times” e a “New Yorker” relataram como Weinstein usou sua influência em Hollywood para se aproximar e assediar mulheres durante décadas impunemente. Os advogados do ex-produtor afirmam que ele nega qualquer contato sexual não consensual com qualquer mulher nestes anos todos.
O prêmio prestigioso foi dado à equipe liderada por Jodi Kantor no “Times” e ao colaborador da “New Yorker” Ronan Farrow pelas reportagens exclusivas que derrubaram o magnata de Hollywood e despertaram uma avalanche de acusações contra outros homens poderosos.
Em outras categorias, a agência Reuters ganhou dois prêmios: um por reportagem especial, que revelou as conexões entre o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, e os esquadrões da morte da políca do país, e outro pela produção fotográfica sobre a crise dos migrantes rohingyas, perseguidos e expuylsons de Mianmar.
O "New York Times" e o "Washington Post" compartilharam o prêmio de reportagem nacional pela cobertura sobre a influência russa na eleição presidencial americana de 2016.
O Pulitzer é o prêmio mais importante do jornalismo americano e é concedido desde 1917.