segunda-feira, 19 de outubro de 2020

PIB da China cresce 4,9% no 3º trimestre

PEQUIM - A economia da China registrou expansão de 4,9% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, após subir 3,2% no segundo trimestre na mesma base de comparação, segundo informações do Escritório Nacional de Estatísticas chinês divulgadas no domingo, 18. 

Economia da China - PIB 2020
Economia da China avançou 4,9%, mas veio abaixo do esperado por analistas 
Foto: Tingshu Wang/ REUTERS

O resultado veio abaixo da mediana das projeções coletadas pelo jornal The Wall Street Journal com economistas, de alta de 5,3%. O crescimento em relação ao trimestre anterior foi de 2,7%. De janeiro a setembro, o PIB chinês registra avanço de 0,7% em relação a igual período de 2019. 

O dado do terceiro trimestre confirma a tendência de recuperação econômica do gigante asiático após - segundo seus dados oficiais - conseguir controlar a covid-19, que provocou a primeira queda do PIB chinês desde 1976 (-6,8%) no primeiro trimestre. 

Em termos nominais, a riqueza total da China alcançou 72,28 trilhões de yuans (US$ 10,79 trilhões de dólares) no fim de setembro. “A relação entre oferta e demanda melhorou gradativamente, a vitalidade e o dinamismo do mercado melhoraram e o emprego e o sustento da população foram garantidos. A economia nacional continuou com sua recuperação sustentada e estabilidade social geral foram mantidas ", afirmou o escritório.

Este ano, pela primeira vez desde 1990, Pequim não definiu uma meta de crescimento econômico devido à incerteza sobre a evolução da pandemia. Enquanto isso, as instituições internacionais estão otimistas: o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o PIB chinês vai crescer 1,9% em 2020 e o Banco Mundial projeta um avanço de 2%. 

Qualquer um desses números ficaria bem abaixo do crescimento de 6,1% que a economia China registrou em 2019, mas também significariam que o país asiático é um dos poucos a crescer neste ano, no qual o FMI espera uma contração de 4,4% no mundo. 

O órgão do governo chinês também divulgou outras estatísticas, como a produção industrial, que cresceu 1,2% até setembro, e as vendas no varejo, que recuaram 7,2% no período. A soma desses dois indicadores confirmaria a teoria de alguns analistas de que a recuperação da China tem sido muito mais forte do lado da produção do que do lado da demanda. 

Com EFE, DOM JONES NEWSWIRES e O Estado de S.Paulo