A volta em ritmo acelerado da atividade industrial no País vem causando um descompasso entre a demanda das fábricas e a capacidade de abastecimento dos fornecedores, o que pode conter o vigor da recuperação na reta final do ano.
(A equivocada decisão de governadores e prefeitos - com aval do STF - de mandar as pessoas 'ficarem em casa', sob pena de serem presas, prejudicou não apenas a saúde das famílias.
Governadores, como João Doria, tentaram paralisar a economia. Felizmente, muita gente percebeu que havia por trás da manobra a tentativa de 'quebrar' o Brasil para desestabilizar o governo.
O 'ficar em casa' não apresentava alternativa. Para funcionários públicos é confortável 'continuar' em casa. Recebem o salário, produzindo ou não. E o trabalhador da iniciativa privada? E os informais?
Enquanto Doria e Mandetta mandavam o povo se manter em confinamento, o presidente Bolsonaro alertava a nação de que a saúde é tão importante quanto a economia. O tempo se encarregou de mostrar que o chefe da nação estava certo.
Os arautos do caos, com apoio da velha mídia, queriam apenas prejudicar o país. O povo percebeu a manobra politiqueira e foi retomando a vida...
Apesar de mais de 150 mil vidas perdidas, o Brasil se saiu melhor no enfrentamento ao vírus chinês do que muitos países desenvolvidos.
Quantas mortes foram provocadas pelo confinamente horizontal e estúpido?
Estudiosos de grandes universidades dos Estados Unidos e da Europa publicaram um documento em que condenam severamente o ''fica em casa'.
Será que os responsáveis por esse crime - confinamento - contra a hamanidade vão ser punidos?)
Embora não haja relatos de interrupções de linhas, a escassez de insumos está se espalhando por cadeias que vão da indústria de vestuário a montadoras e fabricantes de bens de capital. Trata-se de um desequilíbrio considerado circunstancial, mas que pode levar entre dois e três meses para ser completamente solucionado, representando, portanto, uma ameaça às programações, revistas recentemente para cima, de fim de ano.
Há, porém, movimentações para assegurar estoques do principal item em falta na indústria de transformação: o aço. Na quarta-feira, representantes das indústrias de veículos, autopeças, máquinas e eletrodomésticos se reuniram com seus pares do setor siderúrgico para discutir soluções que normalizem mais rápido o abastecimento das cadeias.
Ficou combinado que os clientes vão entregar uma relação dos produtos que mais precisam, tendo em vista os próximos seis meses, para que as usinas siderúrgicas direcionem assim a produção à demanda colocada por eles. Do lado dos setores demandantes de aço, executivos saíram da reunião virtual confiantes de que em um mês e meio não haverá mais escassez, sobretudo porque ouviram de seus interlocutores que a produção dos altos-fornos vem aumentando.
O problema de desabastecimento diminui, mas não se encerra, no entanto, com o casamento entre oferta e demanda de aço. Além de insumos derivados do aço, há falta de componentes básicos – entre eles pneus – em fábricas de caminhões e motocicletas, setores cuja produção foi estimulada, respectivamente, pelo transporte da safra recorde de grãos e pelo boom nos serviços de entrega. Na cadeia de eletrodomésticos, aponta-se insuficiência de peças de plástico, além de papelão.
Junto com a reação de consumo mais forte do que se previa, as cadeias industriais voltaram das paradas forçadas pela pandemia com estoques baixos, o que intensificou uma demanda por insumos que não tem sido plenamente atendida porque os fornecedores não retornam todos na mesma velocidade.
Precaução
Segundo José Velloso, presidente executivo da Abimaq, associação da indústria de máquinas e equipamentos, nenhuma fábrica parou por falta de componentes. Ele lembra, porém, que algumas empresas sinalizam a possibilidade de suspender setores de fábrica por indisponibilidade de materiais – uma possibilidade também cogitada na indústria de eletrodomésticos.
“Por isso nós chamamos as siderúrgicas. Queremos evitar esse tipo de inconveniente”, disse o executivo da Abimaq. Além de Velloso, pela Abimaq, dirigentes da Anfavea, associação das montadoras, do Sindipeças (fornecedores de autopeças) e Eletros (eletroeletrônicos) participaram da reunião.
Apesar da falta de aço apontada por setores industriais, Marco Polo Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, disse que a indústria siderúrgica não demorou para religar altos-fornos e entregou em setembro 13% a mais do que a média mensal do ano passado em aço plano, a linha mais usada por fábricas de automóveis, geladeiras e máquinas, entre outros produtos da indústria de transformação. “Religamos equipamentos e voltamos em agosto ao nível do início do ano em produção de aço bruto. As siderúrgicas estão entregando mais.”
Com informações de Eduardo Laguna, O Estado de S. Paulo
