A bem-sucedida jornada de inovação que levou a Petrobras a desenvolver sua capacidade de produção e exploração de petróleo, especialmente em águas profundas, dá mais um passo e começa a se expandir para toda a companhia. As mais diversas áreas da empresa estão comprometidas com a estratégia de transformação digital, que ganhou estrutura própria. Ao longo de 2019, essa estrutura promoverá uma cultura que busca, por meio da inovação, avançar na produtividade, segurança e agilidade na tomada de decisão. O objetivo é que a tecnologia extremamente avançada já praticada nas áreas de exploração e produção alcance toda a corporação.
Internet das coisas, Big Data, computação na nuvem e inteligência artificial se transformarão em ferramentas de desenvolvimento dentro da companhia. O princípio é transferir atividades mecânicas para a máquina e preparar as equipes para que se dediquem a atividades associadas à criatividade e à resolução de problemas.
— Precisamos trocar o medo da mudança por inspiração — diz o gerente geral de Transformação Digital da Petrobras, Augusto Borella, Na área de óleo e gás essa jornada está em andamento. — Uma característica que não é só da Petrobras, mas do setor, é que a inovação está muito associada a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Estamos acostumados a criar soluções para sustentar e aumentar nossa atuação em campos mais profundos, com maior lâmina d’água e consequentemente maior pressão. Agora temos que expandir esse entendimento, é preciso inovar a qualquer momento, por qualquer pessoa, em qualquer processo. Precisamos exercitar esse olhar mais abrangente da inovação — afirma o gerente.
Enquanto a Petrobras promove a articulação entre todas as áreas e estimula a digitalização de forma intensiva, o plano de transformação digital já entra em prática em diferentes atividades, inclusive aquelas avançadas em tecnologia. Um exemplo é a interpretação automatizada de dados captados por sensores instalados nas plataformas e nos equipamentos de perfuração, no fundo do mar. O sistema permite antecipar problemas operacionais, reconhecer situações indesejadas e emitir alertas. Em algumas áreas operacionais são desenvolvidos projetos pilotos para simulações virtuais das condições dos equipamentos, indicando se estão operando na faixa prevista.
As áreas corporativas também estão comprometidas com a transformação digital. Na gerência de Gestão de Pessoas, dashboards (painéis de monitoramento) facilitam diagnóstico e gestão da performance das equipes, enquanto em Contabilidade e Tributário o conceito de trabalho conhecido como framework (conjunto de padrões que auxiliam no desenvolvimento de um software) aumentou a velocidade e reduziu risco de erros nos processos de análise e pagamento de tributos. No Jurídico, já se organiza a base de dados para tomadas de decisões, o que permitirá incorporar inteligência artificial nos processos.
Na jornada para alcançar a maturidade digital, outro movimento importante que será desenvolvido ao longo de 2019 é o engajamento dos colaboradores para identificar os desafios e propor soluções digitais para resolvê-los, com realização de workshops de design thinking (conjunto de ideias e insights para abordar problemas), hackathons (eventos que reúnem inovadores digitais em maratonas de programação) e criação de grupos locais comprometidos com levantamento e execução de ideias.
— Adquirir a habilidade de enxergar para onde a mudança está indo, aderir a essa mudança plenamente e incorporar o conhecimento é o desafio que nós temos. Os líderes inovadores têm papel fundamental em apoiar suas equipes na descoberta do novo. Precisamos estimular outro estilo de gestão, mais colaborativa e voltada para a confiança, para que a inovação floresça — diz Augusto Borella.
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