terça-feira, 4 de julho de 2017

PF pede inclusão de Temer, Padilha e Moreira em inquérito que investiga organização criminosa. Organização criminosa do Lula?


Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha ao lado do presidente Michel Temer - Givaldo Barbosa / Agência O Globo / 10-5-17

André Rocha - O Globo


A Polícia Federal (PF) pediu que o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República) sejam investigados em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a existência de uma organização criminosa entre os deputados do PMDB e pessoas próximas. Caberá ao relator, ministro Edson Fachin, tomar uma decisão a respeito, o que poderá ocorrer somente a partir de agosto, quando o STF volta a funcionar normalmente.

No mês de julho, a corte está de recesso.

Em 28 de junho, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Fachin já tinha juntado a esse inquérito a investigação contra Temer e seu ex-assessor Rocha Loures pelo crime de organização criminosa surgida a partir da delação de executivos do frigorífico JBS. Apesar disso, os nomes dos dois ainda não aparecem como investigados no acompanhamento processual do STF.

O pedido da PF foi feito pelo delegado Marlon Cajado em 26 de junho. Ele também cita o nome de Temer, mas não o de Rocha Loures. Em 30 de junho, último dia de trabalho no STF antes do recesso, Fachin pediu a opinião de Janot antes de tomar uma decisão.

"No contexto do Inquérito 4483/STF, que se relaciona com a investigação acima mencionada, a partir das inquirições de Lúcio Bolonha Funaro e Joesley Mendonça Batista, surgiram novos relatos confirmando as atuações do chamado 'PMDB da Câmara' junto à Caixa Econômica Federal e citando o suposto envolvimento de outras pessoas com foro originário no STF, sendo elas, o presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia, o ministro chefe da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco, além de outros nomes", diz trecho do documento da PF.

No inquérito já eram investigadas 15 pessoas, a maioria parlamentares ou ex-parlamentares do PMDB; Entre elas estão os deputados Altineu Côrtes (RJ), Aníbal Gomes (CE), Manoel Júnior (PB), André Moura (PSC-SE) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP); os ex-deputados Alexandre Santos (RJ), Carlos Willian (MG), Eduardo Cunha (RJ), Henrique Alves (RN), João Magalhães (MG), Nelson Bornier (RJ) e Solange Almeida (RJ); o banqueiro André Esteves; o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como operador do PMDB; e Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de políticos peemedebistas.


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