quinta-feira, 20 de julho de 2017

Construção pesada parou de demitir, diz sindicato de SP

Ricardo Nogueira/Folhapress
SÃO PAULO, SP, 23.06.2016: METRÔ-SP - Funcionários trabalham na construção da estação Tolstoi da Linha 15-Prata (Monotrilho) do Metrô de São Paulo, na zona leste da capital paulista. (Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress)
Obra do metrô em São Paulo; houve retração de 0,6% no saldo de empregos no primeiro semestre

Maria Cristina Frias - Folha de São Paulo


A construção pesada não deverá cortar mais vagas em São Paulo, segundo o Sinicesp, sindicato paulista da indústria, que perdeu 12,5% de seus postos de trabalho ao longo do ano passado.

O saldo de empregos se manteve praticamente estável desde o fim de 2016 —uma retração de 0,6% no primeiro semestre—, e teve dois aumentos mensais consecutivos, em maio e junho.

"O indicador parou de cair. Há vários editais para obras em rodovias em andamento, e outras concorrências deverão ocorrer neste ano", afirma Hélcio de Farias, gerente do sindicato.

No fim de junho, o governo do Estado anunciou um novo pacote de R$ 360 milhões para obras rodoviárias.

A percepção é que nem mesmo nos últimos meses do ano, quando as obras costumam ser interrompidas, e vagas são fechadas por conta das chuvas, haverá uma queda brusca de emprego.

"O mercado está tão paralisado que as companhias vão querer manter ao menos as obras de recapeamento de estradas, que podem ser tocadas mesmo com chuva", afirma Farias.

Apesar do maior otimismo, o setor deverá demorar para se recuperar da retração dos últimos anos: foram demitidos 23 mil trabalhadores entre junho de 2015 e de 2017.

A melhora do cenário não se reproduz nacionalmente, avalia Renilda Cavalcanti, diretora do Sinicon (sindicato brasileiro da indústria de construção pesada).

"Não há grandes obras, o nível de emprego vai continuar em queda", afirma.


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Carro elétrico ampliará busca por minérios brasileiros

A produção de carros elétricos deverá aumentar a demanda por minérios, mas, se não forem descobertas reservas com perfil diferente das atuais, o Brasil não vai se beneficiar disso, segundo o CPRM (serviço geológico).

Os dois metais favorecidos pela fabricação de baterias são lítio e cobalto, segundo relatório do Bank of America Merril Lynch.

O Brasil tem reservas de lítio, mas é de um tipo cuja aplicação em baterias é menos indicada —serve mais para graxas, afirma Marco Tulio Naves, chefe do departamento de relações institucionais do CPRM.

"É possível usar nosso mineral em baterias de carros elétricos? Talvez, se houver desenvolvimento tecnológico, mas, hoje, não."

A Associação Brasileira para o Desenvolvimento Industrial tenta reunir diferentes setores para criar condições para aprimorar a tecnologia, diz Miguel Nery, diretor da entidade.

"Buscamos juntar companhias nacionais de mineração com as de baterias que possam ter interesse em fazer joint-ventures."

O cobalto é um subproduto do níquel. O Brasil parou de produzi-lo porque, hoje, os preços estão baixos.

Editoria de Arte/Folhapress/EDITOria de Arte/Folhapress
Carros Elétricos
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Safra nova

A Suplicy Cafés priorizará a abertura de lojas próprias nos próximos três anos, segundo o fundador da empresa, Marco Suplicy.

Serão 50 inaugurações até 2020 —30% delas deverão ser de franqueados.

A média de aporte em cada unidade varia de R$ 300 mil a R$ 1,2 milhão, segundo o executivo, o que representa um investimento estimado de R$ 10 milhões a R$ 40 milhões.

A empresa concluiu uma rodada de captação de recursos e buscará opções mais baratas para financiar os próximos empreendimentos, como linhas do BNDES, diz Suplicy.

"Nos próximos 12 meses, deveremos ter cerca de 10 lojas abertas", afirma.

Com a expansão, o objetivo é aumentar a participação das lojas no faturamento. Hoje, cerca de 60% da receita vem do fornecimento a restaurantes, empresas e supermercados.

17
são as lojas da rede, sendo que três são próprias

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Fusão de culturas

O anúncio da aquisição da Fnac pela Livraria Cultura, na quarta-feira (19), surpreendeu editoras, segundo Sônia Machado Jardim, presidente do grupo Record.

Uma das preocupações, diz ela, é a mistura dos modelos de negócios.

"A Cultura tem o livro no seu DNA, mas a Fnac prioriza os produtos eletrônicos e os insumos. A dúvida é o que vai prevalecer, se vamos perder espaço para outros itens."

Outro temor é que a concentração dificulte a negociação de pagamentos atrasados, afirma Henrique Farinha, presidente da Évora.

A queixa do setor é que o modelo de remuneração às editoras —que recebem só após a venda na loja— financia a expansão das livrarias, que têm estendido seus prazos de pagamento.

"Não há dúvidas de que isso ocorre, há um atraso entre a venda e o recebimento. A expectativa, porém, é que a operação não afete acordos de pagamento", diz Jardim.

A Livraria Cultura afirma, em nota, que não comenta rumores de mercado.
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A hora mais rentável

A multinacional Engie, do setor de energia, vai investir R$ 25 milhões em um sistema de armazenamento em um parque híbrido de geração solar e eólica que possui em Tubarão (SC).

O dinheiro vem de duas fontes: parte é aplicação que a Aneel (agência do setor) obriga as companhias do segmento a fazer em pesquisa e desenvolvimento, e o resto é da própria Engie.

"Esse é um novo tipo de bateria que será testada pela primeira vez", afirma Gabriel Mann, diretor comercial da empresa.

Ela tem capacidade para armazenar cerca de 1MW.

O governo colocou em discussão pública uma proposta de marco regulatório do setor elétrico pela qual o consumo de luz terá preços dinâmicos —mais altos quando há mais demanda.

Se puderem armazenar energia de fontes intermitentes, como eólica e solar, geradoras podem escolher o momento para despachar e receber mais por isso.
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Proteção... As medidas de defesa de mercado contra produtos importados se mantiveram estáveis no primeiro semestre deste ano, em relação a 2016. Foram 12 determinações até agora, segundo a Secretaria de Comércio Exterior.

...comercial O nível é baixo em comparação com anos anteriores: em 2013, foram 41 no total e, em 2014, 39 medidas aplicadas. O motivo é a queda da demanda interna, que reduziu as importações, diz Vera Kanas, sócia do TozziniFreire.

Sinais A venda de material de construção subiu 4,2% entre janeiro e maio, na comparação com 2016, mas o emprego caiu -a perda de varia de acordo com o setor; edificações foram as mais afetadas, com 14,3%, aponta a Fiesp.

Franquias A rede de franquias odontológicas OdontoCompany prevê inaugurar 18 unidades até o fim de agosto. Seis delas ficarão em São Paulo. A empresa tem 235 clínicas em funcionamento e contratos fechados para outras 135.
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Hora do Café
com FELIPE GUTIERREZTAÍS HIRATAIGOR UTSUMI e NATÁLIA PORTINARI

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