Em outro trecho da colaboração de Alexandre Romano, o delator reforça o papel de Paulo Bernardo na aprovação do 'acordo de cooperação técnica' com a Consist.
Ele diz que João Vaccari lhe contou sobre os percentuais devidos a PB que deveriam ser pagos por meio do advogado Guilherme Gonçalves -- que, por sua vez, remunerava o motorista do ministro e um assessor chamado "Zeno". No caso, Zeno Minuzo, ex-tesoureiro do PT do Paraná.
"QUE GUILHERME GONÇALVES disse ao depoente que 80% do valor que recebia da CONSIST repassava a PAULO BERNARDO e que ficava com os 20% restantes; QUE dentro destes 80%, GUILHERME GONÇALVES também pagava duas pessoas: um motorista e também um assessor de PAULO BERNARDO chamado "ZENO"; QUE não sabe di/.er o nome do motorista; QUE GUILHERME recebia valores da CONSIST pela GUILHERME GONÇALVES ADVOGADOS ASSOCIADOS; QUE GUILHERME comentou que tinha outros sócios no escritório, mas que esse valor não entrava na divisão do escritório."
