sábado, 1 de julho de 2017

Siderurgia produz mais e dá alento à retomada

O Estado de São Paulo


A produção de aço bruto aumentou 14,2% – de 12,3 milhões 

de toneladas para 14 milhões de toneladas – entre os primeiros 

cinco meses de 2016 e de 2017, segundo o Instituto Aço Brasil



A produção de aço bruto aumentou 14,2% – de 12,3 milhões de toneladas para 14 milhões de toneladas – entre os primeiros cinco meses de 2016 e de 2017, segundo o Instituto Aço Brasil. Só em maio, a produção brasileira de aço bruto, de 2,9 milhões de toneladas, avançou 13,2% em relação à de igual mês do ano passado. O aço e os itens siderúrgicos são insumos essenciais a uma vasta gama de indústrias, de montadoras e empresas de autopeças a incorporadoras e construtoras, e têm peso importante na composição do Produto Interno Bruto (PIB). Nos primeiros cinco meses do ano, a produção de laminados atingiu 9,1 milhões de toneladas (+8,1% sobre igual período de 2016).
O crescimento da produção de aço bruto se deveu, em parte, à entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) no segundo semestre de 2016. Ela produz majoritariamente para o mercado externo, o que contribuiu, por exemplo, para as exportações de US$ 752 milhões em maio, alta de 20,7% em volume e de 69,8% em valor na comparação com maio de 2016.
Como efeito secundário da entrada em cena da CSP, ficaram distorcidas as comparações entre os primeiros semestres de 2016 e 2017.
O setor de aço figura entre os segmentos que mais exportam – 6,1 milhões de toneladas, no valor de US$ 3,1 bilhões, foram vendidas ao exterior nos primeiros cinco meses do ano, superando em 11,5% o volume e em 51,8% o valor das exportações em relação a igual período de 2016.
As vendas internas de 6,6 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano foram 2,2% inferiores às de igual período de 2016. Já o consumo aparente nacional de itens siderúrgicos – que inclui as importações – foi de 7,6 milhões de toneladas entre janeiro e maio, alta de 2,3% em relação a igual período de 2017.
A concorrência global é enorme, em especial da China, que produz 40 vezes mais que o Brasil. Mesmo assim, as exportações brasileiras cresceram 57,6% em relação a 2016, enquanto as importações, de US$ 894 milhões, avançaram 35,2%. A balança comercial do aço gerou superávit de US$ 5 bilhões no ano, mas esse saldo dependeu do câmbio e do baixo ritmo da atividade econômica. Agora, a situação tende a mudar, a se confirmarem os indícios de retomada da economia verificados até em setores muito atingidos pela recessão, como o automobilístico.

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