quarta-feira, 19 de julho de 2017

Governo vai arrecadar R$ 30 bilhões com a venda de usinas da Chesf, Furnas e Eletronorte

O governo federal anuncia finalmente a continuação do programa de privatizações do setor elétrico, iniciado na primeira gestão FHC, entre 2005 e 2008. Empresas do Grupo Eletrobras, como Chesf, Furnas e Eletronorte estão no portfólio...

Com as concessões, o governo espera arrecadar pelo menos R$ 30 bilhões. E aposta ainda numa melhor prestação de serviço, maior eficiência e menos custos para o consumidor/contribuinte.

Um terço do valor da venda, segundo o governo, será usado para compensar o aumento no preço da energia para o consumidor.

A equipe econômica tem pressa para reforçar o caixa da União e ajudar no cumprimento da meta de déficit de 2018, CR 129 bilhões. Para este ano, o governo conta com R$ 11 bilhões da venda de quatro usinas da Cemig, retomadas pelo governo federal.

As 14 hidrelétricas da Chesf, Furnas e Eletronorte são prioridade. Hoje, elas operam com preço 'tabelado',  modelo conhecido como regime de cotas.

Parte do novo marco regulatório do setor elétrico, no momento sob consulta pública, deve entrar em vigor ainda neste ano, através de medida provisória.

Com as modificações, as geradoras do regime de cotas estão obrigadas a vender energia por cerca de R$ 60,00 o MWh. No mercado livre, a mesma energia custa algo como R$ 140,00 o MWh.

Privatizadas, as geradoras negociariam a energia a preço de mercado. Consumidores hoje atendidos por essas hidrelétricas teriam aumento de 7% na conta.

Para evitar a elevação da tarifa, o governo pretende destinar um terço do dinheiro da privatização, em torno de R$ 10 bilhões, para subsidiar a conta de energia.

Os dois terços restantes seriam divididos entre a União e a Eletrobras.

Com informações da Folha de São Paulo

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