Os ingressos para muitas das sessões de estreia de "A Entrevista" se esgotaram um dia antes, uma vez que a polêmica sobre a produção ganhou as primeiras páginas dos jornais.
Filme da Sony sobre uma conspiração ficcional para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, estreou à meia-noite em alguns cinemas americanos nesta quinta (25).
Seth Rogen, que estrela o filme junto com James Franco, e o co-diretor Evan Goldberg surpreenderam o público ao comparecerem à sessão lotada de 0h30 de um cinema de Los Angeles, onde eles de forma breve agradeceram os fãs pelo apoio.
| Kevork Djansezian/Reuters | ||
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| Cinema em Los Angeles é cercado por seguranças antes da pré-estreia do filme 'A Entrevista' |
Do lado de fora do cinema, as pessoas, que bebiam cidra quente enquanto esperavam o início do filme, disseram ter ido à sessão para apoiar a liberdade de expressão e escolha.
Inicialmente, a Sony havia cancelado o lançamento, depois que a empresa se tornou alvo no mês passado do mais destrutivo ciberataque já feito contra uma empresa nos Estados Unidos.
Os EUA acusaram a Coreia do Norte pelo ataque.
O filme, que está passando em cinemas de grandes áreas metropolitanas e também em cidades menores, traz Rogen e Franco como jornalistas que são recrutados pela CIA para matar o líder norte-coreano.
Importantes redes de cinemas haviam se recusado a lançar o filme depois da ameaça de ataques feitas por hackers. As sessões marcadas para os cinemas norte-americanos não incluem as grandes redes.
A gigante do entretenimento recuou depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, políticos democratas e republicanos e figuras de Hollywood, como o ator George Clooney, se mostraram preocupados de que Hollywood estava abrindo um precedente para a autocensura.
O filme estava previsto para estrear em cerca de 320 cinemas pequenos e independentes ao redor dos Estados Unidos nesta quinta-feira (25).
