sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Puxadinho do covil do ex-presidiário-STF, Sleeping Giants revela quantos anunciantes tirou da Jovem Pan

 Grupo mantém cruzada nas redes sociais para sangrar emissora

Método do ajuntamento consiste em constranger empresas
Método do ajuntamento consiste em constranger empresas | Foto: Reprodução

O Sleeping Giants anunciou que conseguiu tirar 50 anunciantes da Jovem Pan. O grupo iniciou a campanha digital #DesmonetizaJovemPan para sangrar a emissora, desde os protestos em Brasília. O ajuntamento acusa a empresa de mídia de apoiar os atos de vandalismo durante as manifestações.

A lista de companhias que deixaram de injetar dinheiro na Jovem Pan inclui Tim, Quinto Andar, Burger King, Natura, Oi, Kalunga, Toyota e Caoa Chery. Só o cancelamento do contrato das duas concessionárias teria dado prejuízo de quase R$ 1 milhão, em apenas um mês.

Embora tenha alcançado vários anunciantes, o Sleeping Giants mantém a campanha nas redes sociais. “Estamos há 38 dias esperando a Lojas Cem responder sobre sua propaganda com a Jovem Pan”, diz um dos tuítes. Em outras postagens, o grupo continua constrangendo empresas parceiras.

A Jovem Pan não é a única a se tornar alvo dos extremistas. Em julho de 2021, o Sleeping Giants mobilizou cerca de 200 empresas a tomarem medidas contra supostos ataques homofóbicos do apresentador Sikêra Jr., na RedeTV!. A lista de patrocinadores que retiraram a verba do programa incluiu BMW, Ford, Tim, Samsung e Caixa Econômica Federal.

Em novembro de 2020, o movimento de esquerda perseguiu anunciantes do jornal Gazeta do Povopara asfixiar a publicação. Além disso, o Sleeping Giants fez parte de uma campanha na internet pela demissão do jornalista Rodrigo Constantino, colunista da Revista Oeste e da Gazeta.

O método do Sleeping Giants funciona principalmente nas redes sociais. Os administradores do movimento “marcam” o perfil das empresas e pedem que deixem de anunciar no veículo até ter sua demanda atendida. Os anunciantes cedem, ao pensar que podem estar à beira de uma crise de imagem.

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Cristyan Costa, Revista Oeste