O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas autorizou uma auditoria para verificar a regularidade das operações no Fundo Soberano do Brasil. Aproveitou a postura colaborativa de Paulo Guedes, interessado em apontar erros de gestões anteriores para justificar a demora do ministério da Economia em reagir. O fundo foi criado no período Lula (2003-2010) e tinha a finalidade de ser uma reserva durante a crise de 2008. Mas começou a ser desidratado na gestão Michel Temer, como forma de cobrir o rombo das contas públicas.
No documento em que solicitam a investigação, os auditores do TCU relatam que o fundo começou com R$ 14 bilhões de reservas e transferiu R$ 27 bilhões às contas do Tesouro na sua liquidação.
Ao longo dos anos, o Tesouro Nacional foi se desfazendo das ações que o fundo possuía para usar os recursos na formação de superávit primário.
O bom entrosamento entre o TCU e a Economia tem facilitado auditorias que antes não eram possíveis. A avaliação é de que a equipe econômica da ex-presidente Dilma Rousseff dificultava tudo.
Em junho, o tribunal autorizou pente-fino nos US$ 383 bilhões de reservas internacionais do País, administrados pelo Banco Central. O objetivo é aproveitar o momento para criar precedente e manter essas apurações como rotina.
O Estado de São Paulo