Ao usurparem poder do Legislativo
de fazer leis sem cerimônia, STF
afundou no atoleiro do
desentendimento dos 11 ministros,
incapazes de acharem consenso sobre
a consequência do golpe na rotina do
Judiciário

Imaginando que está entrando para a História como conciliador,
Toffoli adiou sessão do STF para não expor o próprio impasse.
Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O adiamento da votação final da proposta do presidente do STF, Dias Toffoli, a respeito da aplicação geral da nova regra, fixada por maioria de 7 a 4 na sessão da quarta-feira 1º de outubro, é a demonstração definitiva de que Joaquim Falcão e o livro de Felipe Recondo e Luiz Weber da existência de 11 Supremos em vez de um só têm toda razão.
A noção de colegiado que inspirou o fundador do órgão superior da última instância da Justiça, Ruy Barbosa, na primeira Constituição da República perdeu-se completamente e não há maioria para nenhuma das inúmeras propostas existentes.
Ou seja: ao usurparem o poder de legislar dos representantes eleitos pelo povo, os “supremos” mergulharam no vazio.
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O Estado de São Paulo