terça-feira, 8 de outubro de 2019

Petrobrás batalha para não pagar salário integral a pelegos sindicalistas. Parasitas custam R$ 20 milhões por ano ao bolso do povo

SEDE DA PETROBRÁS
SEDE DA PETROBRÁS. FOTO: SERGIO MORAES/REUTERS

No meio do tradicional embate bianual entre Petrobrás e sindicatos em torno do acordo coletivo de trabalho – que venceu no último dia 30 – a estatal conseguiu, entre outras coisas, desobrigar-se de custear os salários integrais de 74 dirigentes sindicais. São funcionários que estão liberados, há 20 anos, para dedicar 100% do tempo às atividades nos sindicatos de petroleiros.Não precisam bater ponto. O que significa, basicamente, que a empresa custeia os interesses dos sindicalistas.

Custo chega a R$ 20 milhões
por ano para 74 pessoas…
Pelo que se apurou, os contracheques mensais desses funcionários, somados, chegam a R$ 1,3 milhão – valor equivalente a um salário médio de R$ 17,6 mil por empregado. Por ano, o gasto chega perto de R$ 20 milhões, se incluída no pacote a participação a que eles faziam jus nos resultados da petroleira.
Na elite dos petroleiros com maiores salários que não trabalham na companhia, graças à liberação sindical, a remuneração média é de R$ 29,4 mil por mês.
…mas situação pode
mudar no dia 22 
Mas a decisão não é ainda definitiva. A categoria e a Petrobrás têm até o dia 22 de outubro para votar proposta alternativa apresentada às partes, após mediação, pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Sonia Racy, O Estado de São Paulo