quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Leilão de petróleo arrecada R$ 8,9 bilhões - Segundo ANP, valor arrecadado foi recorde com ágio de 322%

O governo arrecadou R$ 8,915 bilhões após a 16ª rodada de leilões de petróleo nesta quinta-feira, 10. O foco era vender áreas de pós-sal, em águas profundas do litoral brasileiro. 

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que o resultado superou as expectativas. "Achávamos que seria um leilão hesitoso, mas superou as expectativas. Tivemos recorde de bônus em concessões da história", disse. "Chegamos a cogitar a adiar o leilão, mas o resultado mostra que a manutenção do calendário foi correta", completou. 

O leilão teve 11 ofertantes, 10 vencedores e 12 blocos arrematados de 36. Blocos não adquiridos neste leilão ingressam em regime de oferta permanente, diz o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 

Nenhuma petroleira demonstrou interesse nos blocos das bacias de Camamu-Almada e Jacuípe, cujas concessões estavam sendo questionadas na Justiça Federal da Bahia pelo Ministério Público Federal. As áreas das duas bacias estão próximas a regiões de sensibilidade ambiental, como o Parque Marinho de Abrolhos, no sul da Bahia. Segundo o MPF, os estudos de viabilidade ambiental realizados na área não foram suficiente para afastar os riscos da atividade exploratória. 

Ao todo, 17 petroleiras haviam se inscrito para participar da disputa, entre elas a Petrobrás e multinacionais como Shell, Exxomobil, Total e Chevron, além das chinesas CNPC e CNOOC, que nos últimos anos têm demonstrado interesse no Brasil e na formação de parcerias com a estatal brasileira. 

cardin 

ACOMPANHE AO VIVO

  • 11h37
    10/10/2019
    O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, informou, em entrevista coletiva após a 16ª rodada de leilões de petróleo, que o projeto de lei de venda da Eletrobrás será encaminhado neste mês de outubro. 
  • 11h25
    10/10/2019
    O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, comemorou o sucesso da 16ª Rodada de Licitações de Concessões nas áreas de pós-sal em cinco bacias sedimentares brasileiras que arrecadou R$ 8,9 bilhões, valor recorde para um leilão sob o regime de concessão. 

    "O bônus é o maior do regime de concessão e superou todas as nossas expectativas. Os recursos irão para o Tesouro Nacional e serão aplicados dentro da política pública, inclusive na área do meio ambiente", disse o ministro ao responder pergunta sobre o destino dos recursos arrecadados em coletiva de imprensa após o leilão. 

    Presente no evento, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, disse que chegou a pensar em adiar a 16ª Rodada temendo a falta de interesse das empresas, diante de outros leilões que serão realizados. 

    "Cheguei a ventilar adiar esse leilão, mas mantê-lo se mostrou acertado", disse, minimizando o encalhe de áreas na bacia de Santos. "Estamos mau acostumados", brincou, sobre o encalhe de 9 das 11 áreas no pós-sal da bacia de Santos ofertados. (Denise Luna e Fernanda Nunes) 
  • 11h20
    10/10/2019
    A 16ª Rodada de Licitações, realizada na manhã desta quinta-feira, foi marcada pela presença das grandes petroleiras, com destaque para a Chevron, que levou cinco áreas, todos em consórcio, e a Repsol, que arrematou quatro.

    Ao todo, o governo arrecadou R$ 8,915 bilhões em bônus de assinatura, de 11 empresas e consórcios ofertantes e dez vencedoras. O bônus foi recorde em rodadas de concessão. Já o ágio ficou em 322%. Ao todo, foram arrematados 12 blocos, de um total de 36.

    O maior desembolso foi pago pela consórcio formado pela Chevron, Petronas e QPI, R$ 4,029 bilhões. A presença da Petronas, da Malásia, também surpreendeu, que esteve presente em três vitórias.

    A Petrobras levou um único bloco - o CM-477, na Bacia de Campos - em consórcio com a BP Energy. Essa área foi a que obteve o maior ágio, 1.744%. (Fernanda Nunes e Denise Luna) 
  • 11h05
    10/10/2019
    Blocos não adquiridos neste leilão ingressam em regime de oferta permanente, diz o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 
  • 11h01
    10/10/2019
    O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que o resultado da 16ª rodada superou as expectativas. "Achávamos que seria um leilão hesitoso, mas superou as expectativas. Tivemos recorde de bônus em concessões da história", disse. 

    "Chegamos a cogitar a adiar o leilão, mas o resultado mostra que a manutenção do calendário foi correta", completou. 
  • 10h56
    10/10/2019
    Após a ausência de ofertas em três bacias durante a 16ª Rodada - Camamu-Almada, Jacuípe e Pernambuco Paraiba -, as petroleiras voltaram a demonstrar interesse no leilão, com a oferta de blocos na Bacia de Santos.

    Nessa Bacia foram arrematados dois blocos de um total de 11 ofertados.

    Saíram vencedores o consórcio formado por Chevron, Repsol e Wintershall, que pagaram bônus de assinatura de R$ 54,14 bilhões pelo bloco SM-766 e a BP, que pagou bônus de R$ 307,53 milhões pelo SM-1500. (Fernanda Nunes e Denise Luna) 

  • 10h55
    10/10/2019
    O último setor oferecido na bacia de Campos, o SC-AUP4, teve quatro dos seis blocos vendidos e arrecadou R$ 599,6 milhões, ágio de 310,7%.

    O primeiro bloco foi adquirido pelo consórcio formado pela Shell (40%), QPI Brasil (25%) e Chevron (35%). O grupo pagou R$ 550,8 milhões.

    A Repsol levou sozinha o bloco C-M-795, na bacia de Campos, por R$ 9,5 milhões e em consórcio com a Chevron o bloco C-M-825, que saiu a R$ 12,3 milhões. A espanhola levou ainda, em consórcio com a Chevron (40%) e a Whintershall (20%) o bloco C-M-845 por R$ 26,9 milhões. (Denise Luna e Fernanda Nunes) 
  • 10h45
    10/10/2019
    Leilão teve 11 ofertantes, 10 vencedores e 12 blocos arrematados de 36. 
  • 10h45
    10/10/2019
    16ª rodada de leilões de petróleo é encerrada. 
  • 10h43
    10/10/2019
    Bônus acumulado no leilão foi de R$ 8,915 bilhões, ágio de 322%. 
  • 10h42
    10/10/2019
    Nove blocos da Bacia de Santos não receberam oferta. 
  • 10h41
    10/10/2019
    BP Energy também leva área na Bacia de Santos. 
  • 10h40
    10/10/2019
    Cevron, Repsol e Wintershall levam primeira área da Bacia de Santos. 
  • 10h39
    10/10/2019
    Com oferta de áreas na Bacia de Santos, petroleiras voltam a demonstrar interesse. 
  • 10h36
    10/10/2019
    Com venda questionada pelo MPF, Abrolhos não recebe ofertas 

    RIO - Nenhuma petroleira demonstrou interesse nos blocos das bacias de Camamu-Almada e Jacuípe, cujas concessões estavam sendo questionadas na Justiça Federal da Bahia pelo Ministério Público Federal. As áreas das duas bacias estão próximas a regiões de sensibilidade ambiental, como o Parque Marinho de Abrolhos, no sul da Bahia. 

    Segundo o MPF, os estudos de viabilidade ambiental realizados na área não foram suficiente para afastar os riscos da atividade exploratória. 

    Da mesma forma, não houve interesse na bacia de Pernambuco-Paraíba. Mas, neste caso, não foi a questão ambiental a razão do resultado. (Fernanda Nunes e Denise Luna)


O Estado de São Paulo