Empreiteiro jogou cal na esperança
insepulta do PT de que ele teria
versão mais favorável a Lula e do
presidente do BNDES, confirmando
que pagou propina por obra em
Angola, que não resultou de
"más escolhas"

Odebrecht pôs por terra em depoimento ao juiz esperanças de alívio
para Lula e para yuppie da Tijuca, Montezano, presidente do
BNDES. Foto: Rodolfo Burer/Reuters
O empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou ontem em depoimento ao juiz Valisney de Oliveira da 10.ª Vara Criminal Federal de Brasília, tintim por tintim, o que Palocci contou à CPI do BNDES a respeito da propina paga por sua empresa ao PT, Lula e Dilma por obras em Angola financiadas a juros de banana pelo banco público brasileiro.
E ainda deu detalhes sobre a conta administrada pelo outro delator e abastecida com propinas, o que põe água no chope do PT, que esperava exatamente o oposto depois do depoimento anterior, quando se referiu a diferenças entre a delação dele e a do pai.
E também deixou em má situação o presidente do mesmo banco, Montezano, que insiste em classificar os prejuízos dados pela Odebrecht como fruto de más escolhas, e não de corrupção.