Fernando Haddad é oficializado candidato à Presidência
da República' pelo Partido dos Trabalhadores, em frente
à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR)
- 11/09/2018 (Rodolfo Buhrer/Reuters)
da República' pelo Partido dos Trabalhadores, em frente
à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR)
- 11/09/2018 (Rodolfo Buhrer/Reuters)
Na primeira visita a Curitiba depois da surra que levou nas urnas do primeiro turno, Fernando Haddad ouviu a ordem do presidiário mais conhecido do país: ele deveria deixar de ser Lula para transforma-se no avesso do chefão.
E então começou outra metamorfose delirante.
Ateu de carteirinha, Haddad lembrou que era neto do que chama de “líder religioso”, converteu a vice comunista em católica praticante, descobriu que Deus existe e foi comungar em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Stalinista desde a juventude, converteu-se em democrata.
Apaixonado desde sempre pela cor vermelha, resolveu que havia mais beleza no verde e no amarelo.
Neste fim de semana, o devoto de Lula, sem ficar ruborizado, ajoelhou-se no altar de Fernando Henrique Cardoso.
Depois de 16 anos endossando a ladainha da “herança maldita”, o candidato ao naufrágio passou a incensar o legado bendito de FHC e mendigar o apoio do ex-presidente que sempre foi o Grande Satã da seita da missa negra.
Esse tipo de metamorfose sempre acaba mal.
No esforço para mostrar que não é parecido com Lula, Fernando Haddad ficou com cara de vigarista.
Como o restante da companheirada, deve achar que o eleitorado brasileiro é um ajuntamento de otários.
Os resultados do segundo turno mostrarão quem foi o grande idiota da sucessão presidencial de 2018.
Com Blog do Augusto Nunes, Veja
