sexta-feira, 21 de julho de 2017

Inflação ficará dentro da meta mesmo com alta de tributos sobre combustíveis

Luís Lima - Epoca


É o que mostram cálculos de especialistas. O argumento 
foi usado para convencer o Planalto


O aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis, anunciado na quinta-feira (20) pelo governo, terá um impacto  0,51 ponto percentual na inflação de 2017, segundo a estimativa da economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Marzola Zara. A maior parte do impacto virá da gasolina. Segundo Luiz Castelli, da GO Associados, ela responderá por 0,45 ponto do aumento da inflação, considerando que todo aumento anunciado pelo governo (de R$ 0,41 por litro, no caso da gasolina) é repassado ao consumidor. “Isso excluindo a contaminação com efeitos indiretos, como a que acontece por meio do transporte de mercadorias”, afirma.

Posto de gasolina em São Paulo. Com nova política de combustíveis, Petrobras promete observar preços internacionais (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

O aumento tributário sobre os combustíveis deve fazer o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o ano em 3,4%, abaixo do centro da meta de inflação do governo que é de 4,5%. Esse foi um dos argumentos que a equipe econômica usou para convencer o presidente Michel Temer de que essa seria uma solução razoável para ajudar o governo a turbinar a arrecadação. O objetivo final é cumprir a meta fiscal, de um rombo de R$ 139 bilhões, resultado da diferença entre receitas e despesas.






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