quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Americanas entra com pedido de recuperação judicial. Dívida chega a R$ 43 bilhões e envolve credores financeiros, trabalhistas e fornecedores

Pedido é o quarto maior caso já registrado no país, perdendo apenas para as recuperações judiciais da Odebrecht (R$ 80 bilhões), Oi (R$ 65 bilhões) e Samarco (R$ 65 bilhões)

O pedido da Americanas é o quarto maior caso já registrado no país
O pedido da Americanas é o quarto maior caso já registrado no país | Foto: Divulgação

O grupo Americanas protocolou nesta quinta-feira, 19, pedido de recuperação judicial, informaram a CNN e o jornal Valor Econômico. A medida é uma “trégua” que a empresa pede à Justiça para não pagar suas dívidas enquanto tenta se recuperar.

A dívida da companhia chega a R$ 43 bilhões e envolve credores financeiros, trabalhistas e fornecedores. O único credor que ficou de fora foi o banco BTG, porque obteve uma liminar na Justiça.

O pedido é o quarto maior caso já registrado no país, perdendo apenas para as recuperações judiciais da Odebrecht (R$ 80 bilhões), Oi (R$ 65 bilhões) e Samarco (R$ 65 bilhões).

Depois do pedido de recuperação judicial, a Americanas vai precisar apresentar um plano de recuperação dos seus negócios, que geralmente envolve venda de ativos e um pesado desconto na dívida. Os bancos vão ter que provisionar as perdas em seus balanços, o que vai afetar a lucratividade. Além do BTG, os principais credores são Bradesco, Safra, Banco do Brasil, entre outros.

A crise na Americanas

A companhia viu sua situação financeira se deteriorar rapidamente desde quarta-feira 11, quando veio à tona inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões. Sérgio Rial, que havia assumido o posto de CEO apenas nove dias antes, renunciou ao cargo ao detectar os problemas.

A Americanas, uma das maiores redes varejistas da América Latina, é controlada pelo trio Jorge Paulo Lehman, Marcel Teles e Beto Sucupira. Estão em curso investigações para saber se houve uma fraude nas contas da companhia.

Revista Oeste


Em Tempo: É só o primeiro grande escândalo da 'era Lula-STF'? Pode apostar que não! Afinal, Lula, Lemann e cia. acham que a proteção do STF lhes permitirárá produzir bandalheiras maiores que o Mensalão e o Petrolão; 

Em Tempo II: lembrar que esse escândalo se aproxima do da Odebrecht (R$ 80 bilhões), Oi (R$ 65 bilhões) e Samarco (R$ 65 bilhões). O da Samarco está 'protegido' por Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso Nacional e cupincha de Lula,