domingo, 12 de abril de 2020

Brasil registra 99 mortes por vírus chinês nas últimas 24 horas

O Brasil registrou neste domingo, 12, 99 novas mortes provocadas pelo vírus chinês, e 1.442 novos casos da doença (7% de incremento) nas últimas 24 horas, segundo informações do Ministério da Saúde


A letalidade está em 5,4%, segundo informações do Ministério da Saúde.
Hospital 28 de Agosto, um dos principais hospitais da cidade de Manaus, 
no Amazonas (AM) Foto: Rafhael Alves/EFE
Com isso, em todo o País, o número de mortes de pessoas infectadas pelo novo coronavírus chegou a 1.223 (5,5% de letalidade) com um total de 22.169 casos.  No dia anterior, eram 20.727 casos confirmados.
O Estado de São Paulo continua sendo o mais afetado, com 8.755 casos e 588 mortes, seguido por Rio de Janeiro (2.855 e 170 óbitos),  Ceará (1.676 e 74 ) e Amazonas ( 1.206 e 62).
Neste sábado, 11, a adesão da população de São Paulo ao isolamento social como forma de evitar a propagação do vírus chinês ficou em 55%. Na quinta-feira, o índice de isolamento social atingiu apenas 47%. O governo de São Paulo afirma que o ideal é 70% de isolamento para conter o avanço da doença no Estado, o mais afetado no País, com o maior número de mortes e casos confirmados. 
A taxa de isolamento vem sendo medida pelo governo paulista com o apoio das operadoras de telefonia e é referente a 40 cidades com população acima de 30 mil habitantes. Em nenhuma delas o índice chegou aos 70%. As cidades com o menor índice neste sábado foram Limeira e Presidente Prudente, interior do Estado, com apenas 47% de isolamento. Já São Vicente foi a cidade com o maior índice, 62%. 

Na última quinta-feira, 9, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu tomar medidas mais rigorosas caso a adesão popular ao isolamento social não cresça espontaneamente nesta semana. Entre essas medidas estão a aplicação de multa e até a prisão de quem desrespeitar o distanciamento, visto como essencial para mitigar a propagação do novo coronavírus. "Espero que não tenhamos que chegar nesse patamar, mas se for necessário faremos em defesa da vida."

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo