domingo, 12 de abril de 2020

Ajuda do ‘blocão’ ao governo Bolsonaro no combate ao vírus chinês é desinteressada... Por enquanto

Simpatia é quase amor, mas por enquanto o presidente Jair Bolsonaro e os partidos do “centrão” ou “blocão”, que reúnem 351 parlamentares na Câmara, não falam em casamento de papel passado. 
Mas combinaram unir forças contra o vírus chinês, Covid19. 
Os líderes do grupo afirmam que não há espaço para “apoio cego”, sem senso crítico, até porque o momento é agir contra a pandemia. 
Mas têm elogiado as “conversas propositivas” e as frequentes reuniões em videoconferência com o Palácio do Planalto. 
A proposta que substitui o Plano Mansueto, de socorro aos Estados, é projeto-piloto. Se der certo, o casamento com Bolsonaro será celebrado.
R$35 bilhões servirão para compensar a perde de receita do ICMS e será estabelecido “espaço fiscal” para ampliar o endividamento.
“Estamos todos no mesmo barco”, diz o líder do grupo, deputado Arthur Lira (AL), defensor da aproximação neste momento de crise.
O ministro Luiz Eduardo Ramos (Governo) é um dos principais artífices da aproximação com o blocão. Hábil e paciente, tem agradado muito.

Diário do Poder