Dados divulgados nesta segunda-feira, 27, mostram que 49,9% dos lares enfrentam comprometimento financeiro
O mais recente levantamento do Banco Central sobre o endividamento das famílias mostra que o comprometimento financeiro atingiu novo patamar em fevereiro, alcançando 49,9%. Esse índice, divulgado nesta segunda-feira, 27, representa o maior já registrado pela instituição. O aumento foi de 0,1 ponto porcentual no mês e de 1,3 ponto porcentual ao longo do último ano.
Além desse avanço, o relatório traz outro dado relevante: a fatia da renda familiar comprometida com dívidas chegou a 29,7%. Esse porcentual teve elevação de 0,2 ponto porcentual em fevereiro e de 1,9 ponto porcentual em 12 meses, indicando aumento expressivo da pressão financeira sobre as famílias brasileiras.
Na divisão por perfil, empresas marcaram taxa de 2,7%, enquanto pessoas físicas ficaram em 5,3%.
O relatório evidencia também que, entre os créditos com recursos livres — onde bancos e clientes negociam diretamente as condições —, a inadimplência teve leve queda de 0,1 ponto porcentual, atingindo 5,7% em março.
Crescimento do crédito e recuo nos juros do cartão
No mês de março, o crédito ampliado para o setor não financeiro
avançou para R$ 21,0 trilhões, valor que corresponde a 162,3% do
PIB. O Banco Central atribui esse resultado principalmente à redução
de 3,1% nos títulos públicos. Endividamento das famílias atinge recorde em fevereiro, diz BC Já a taxa de juros do cartão de crédito rotativo caiu 7,6 pontos
porcentuais em março, chegando a 428,3% ao ano. O juro do cartão
parcelado também diminuiu, com recuo de 4,4 pontos porcentuais, e
alcançou 192,1% ao ano. A taxa global do cartão de crédito ficou em
93,2% ao ano, com redução de 2,6 pontos porcentuais segundo o
Banco Central.
Loriane Comeli - Revista Oeste