No total, o Senado concentra 102 pedidos de impedimento contra ministros da Corte
Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), receberam 12 novos pedidos de impeachment depois dos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. Cada um foi alvo de seis representações. No total, o Senado acumula 102 ações desse tipo em tramitação. O levantamento é do site Poder360 e considera pedidos desde 4 de janeiro de 2021.
Naquela data, o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), arquivou todos os processos contra ministros da Corte. Do total acumulado no período, Moraes registra 50 pedidos. Gilmar Mendes aparece com 13. O decano é seguido por Dias Toffoli (12) e Flávio Dino (8).
Relação de Moraes com o Master
A relação de Moraes com o caso Master envolve o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci. A banca firmou contrato com o banco de Daniel Vorcaro com honorários mensais de R$ 3,6 milhões. O serviço, previsto para durar 36 meses, totaliza R$ 129 milhões, um valor considerado alto em comparação com outros escritórios de advocacia.
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados divulgou nota em 9 de março sobre os serviços ao Master. O texto cita 94 reuniões e 36 pareceres jurídicos e alega que não atuou perante o STF.
No caso de Toffoli, a ligação ocorre pela venda de ativos da empresa Maridt Participações para fundos vinculados ao banco de Vorcaro. A Maridt possuiu cotas do Grupo Tayaya Ribeirão Claro, no interior do Paraná, até fevereiro de 2025.
A participação foi vendida em 2021 ao Fundo Arlen, que tinha Fabiano Zettel como cotista. Zettel é cunhado e operador financeiro de Vorcaro. Em fevereiro, a empresa de Toffoli vendeu o restante da posição para a PHD Holding.
No entanto, o ministro afirma que nunca recebeu valores do exbanqueiro ou de Zettel. Toffoli também declarou que não era administrador da companhia, apenas integrava o quadro societário e recebia dividendos.
Letícias Alves - Revista Oeste