quarta-feira, 15 de abril de 2026

Facção terrorista da quadrilha do ex-presidiário Lula, MST invade fazendas e prédios públicos em 5 Estados

 Jornada de invasões ao redor do país começou na última segunda-feira, 13, e vai até o fim da semana




O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promove nesta semana, uma série de invasões de terras e prédios públicos em diferentes regiões do país como parte da chamada Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, o “Abril Vermelho”. As ações começaram na última segunda-feira, 13, e vão até a próxima sextafeira, 17. 

Na madrugada desta quarta-feira, 15, cerca de 500 militantes invadiram a Fazenda Córrego, em Madalena, no sertão central do Ceará. Segundo o MST, a propriedade tem mais de 300 hectares considerados improdutivos. O grupo cobra a desapropriação da área para construção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Ainda no Estado, o movimento também pressiona pela destinação da Fazenda Teotônio, com mais de 11 mil hectares, que está em análise no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde 2024. O terreno poderia, segundo o MST, beneficiar cerca de 500 famílias. 

No interior de São Paulo, aproximadamente 200 militantes invadiram a sede da Procuradoria do Estado em Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema. A ação busca pressionar o governo estadual a acelerar processos de destinação de terras públicas para reforma agrária.

Além da pressão por terra, o movimento critica a Lei nº 17.557/2022, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, que trata da regularização fundiária e, segundo o MST, beneficia grandes proprietários. 

Em Alagoas, cerca de 400 integrantes invadiram a superintendência regional do Incra em Maceió. O grupo montou acampamento dentro do prédio e afirma que permanecerá no local até que haja avanço nas demandas por infraestrutura e regularização de assentamentos.

O MST também invadiu a superintendência do Incra no Centro do Rio de Janeiro. O movimento afirma que a ação tem como objetivo pressionar por terra e políticas públicas para 376 famílias do Acampamento 15 de Abril, em Campos dos Goytacazes.


Invasão do MST na Procuradoria de São Paulo | Foto: Divulgação/MST 


Já no norte do Tocantins, famílias ligadas ao MST invadiram, nesta terça-feira, 14, uma área pública de 986 hectares no município de São Sebastião do Tocantins. O local já havia sido destinado à reforma agrária por portaria publicada em março, mas, segundo o movimento, permanecia sem assentamentos efetivos e sob risco de especulação fundiária. 

A mobilização nacional marca os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 integrantes do MST foram mortos no Pará. O movimento afirma que o objetivo é denunciar a impunidade no caso e cobrar avanços na política de reforma agrária no país.

Além das invasões, o “Abril Vermelho” inclui marchas, vigílias e atos simbólicos em diferentes regiões, reunindo militantes de 24 Estados. 

Isabela Jordão, Revista Oeste