sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Os americanos são responsáveis pela situação de Cuba?

 



Os mitos de que Cuba possui um excelente sistema de saúde ou de que o país é uma grande referência em educação vêm perdendo força, já que é muito óbvio, para pessoas sensatas, que, se isso fosse verdade, não haveria tantos cubanos arriscando suas vidas para fugir da ilha. No entanto, os comunistas fizeram um excelente trabalho em transferir a culpa da catástrofe cubana para os Estados Unidos. Na batalha de narrativas sobre Cuba, sem a mínima dúvida os comunistas saíram vencedores.

Um esquerdista um pouco mais honesto não terá coragem de dizer que “a saúde em Cuba é maravilhosa”, mas pode tentar argumentar que o imperialismo americano é o grande responsável pelo péssimo estado das coisas no país. Ele provavelmente tentará culpar o embargo americano, argumentando que os EUA não toleram Cuba, pois ela ousou se opor ao imperialismo americano. Ele ainda pode tentar complementar seu argumento apontando que a política imperialista americana em relação a Cuba levou Fidel ao poder, já que ele se apresentou como a única reação ao controle yankee, ou até que a CIA empurrou Fidel para o comunismo e à URSS ao se opor ao regime castrista.

Vários desses argumentos poluíram o mainstream, e até alguns subgrupos da direita aderem a essas falácias. A narrativa oficial sobre Cuba geralmente segue a seguinte estrutura: “Fulgencio Batista era um fantoche americano, Cuba era um grande quintal dos Estados Unidos, quase uma colônia moderna, e apenas uma rica elite desfrutava dos privilégios, enquanto a maior parte do povo era pobre. Assim surgiu Fidel Castro, que só conseguiu chegar ao poder porque o povo estava farto de ser explorado pelos EUA e, sem alternativas, acabou colocando esperanças em Fidel, que, por sinal, só se tornou comunista após a hostil política externa americana o jogar nos braços da União Soviética”.

No entanto, todas essas colocações são simplesmente mentiras e exageros, divulgados e amplificados por comunistas com a única intenção de relativizar o regime de Fidel e apontar que outros também cometeram erros. Mesmo assim, o regime castrista segue sendo tratado como uma reação compreensível a forças externas, e não como o principal responsável pela destruição econômica, social e institucional da ilha.

Cuba pré Fidel

Para chegar à raiz desses mitos, é importante voltarmos ao século XIX, quando a relação entre os Estados Unidos e Cuba passa a se intensificar. Diferentemente da maior parte dos países latino-americanos, que conquistaram a independência no início do século XIX, Cuba foi leal ao Império Espanhol. No entanto, devido a uma série de fatores, o sentimento independentista ganha força e culmina em uma guerra de independência entre 1868 e 1878. Essa guerra foi vencida pelos espanhóis, mas isso não marcou o fim dos conflitos, que seriam retomados em 1895 e terminariam na derrota espanhola em 1898.

Essa segunda guerra foi marcada pela intervenção dos Estados Unidos, que entraram no conflito em 1898 e, em apenas três meses, conseguiram derrotar os espanhóis. A participação americana ocorreu porque os progressistas (apoiadores do intervencionismo) conseguiram se consolidar na política americana, e cubanos que haviam se exilado nos EUA após a Guerra dos Dez Anos (1868-1878) conseguiram garantir a simpatia do público por sua causa e se organizaram politicamente, fazendo lobby ao governo americano para se envolver em sua causa independentista.

A participação americana, no entanto, não saiu de graça. O governo dos Estados Unidos ocupou militarmente a ilha de 1898 a 1902 e colocou a ratificação da Emenda Platt como condição para a independência. Essa emenda dava aos EUA o direito de intervir militarmente em Cuba e fornecia privilégios americanos em relação à ilha, praticamente reduzindo-a novamente ao status de colônia americana.

Nesse período, Cuba recebeu muitos investimentos americanos, que ajudaram a reconstruir grande parte da infraestrutura, e, apesar de a corrupção ser algo comum no governo, as condições vinham melhorando. Isso tudo mudou com a Crise de 1929, que afetou massivamente Cuba, criando caos econômico e político, o que culminou na Revolta dos Sargentos, em 1933, um golpe militar liderado por Fulgencio Batista. Esse golpe inclusive foi fortemente apoiado pelos socialistas cubanos.

Em paralelo a isso, as intervenções americanas na América Latina vinham diminuindo cada vez mais, com Warren Harding sendo eleito em 1920 com uma plataforma isolacionista e Franklin Roosevelt implementando a Política da Boa Vizinhança nos anos 1930. Assim, o novo governo militar em Cuba passou a ter carta branca para agir como entendesse e, inclusive, aboliu a Emenda Platt em 1934. Além disso, o governo militar adotou uma postura progressista, concedendo sufrágio feminino, aumentando impostos, estabelecendo leis trabalhistas mais rígidas e instituindo uma reforma agrária.

O governo militar chega ao fim em 1940 e, nas eleições do mesmo ano, Fulgencio Batista vence com folga e dá sequência ao governo progressista. As reformas do período militar foram codificadas na nova Constituição cubana, que também cria regulações mais rígidas para investidores estrangeiros. Nenhuma dessas ações corrobora a narrativa de que Batista supostamente seria apenas um fantoche americano.

Batista sai do poder pacificamente em 1944, e a democracia cubana funciona por mais alguns anos. Porém, Batista ainda mantém forte influência no Exército, fator que se mostraria importante no novo golpe ocorrido em 1952, quando Batista tenta voltar ao poder pelas vias democráticas, mas, ao perceber que perderia, decide organizar um novo golpe de estado.

O regime de Batista sempre foi marcado por corrupção, mas, na prática, a economia cubana dos anos 1950 funcionava com relativa liberdade. Apesar das reformas trabalhistas e constitucionais implementadas nas décadas anteriores, o país possuía um ambiente econômico dos anos 50 era comparativamente pouco regulado e possuía uma moeda forte – com o peso cubano equiparado ao dólar, em uma época onde ainda se vigorava o padrão-ouro nos EUA. Além disso, Batista recuou em algumas de suas políticas mais intervencionistas. Cuba crescia e figurava entre as maiores rendas per capita da América Latina, com níveis de renda próximos aos de países do sul da Europa. Em 1958, sua renda per capita era superior à espanhola, fator esse que motivou a imigração de quase de 1 milhão de espanhóis para a ilha entre 1910 e 1953[1]. Para colocar em contexto, Cuba tinha uma população de 5,8 milhões em 1950.

Além disso, a taxa de mortalidade infantil de Cuba em 1957 era a menor da América Latina e a 13ª menor do mundo, enquanto a taxa de alfabetização era de quase 80%. No Brasil a taxa de alfabetização em 1960 estava perto de 60%. Durante a década de 1950, o país ainda tinha mais TVs per capita do que a Alemanha Ocidental e os cubanos possuíam a mesma quantidade de carros per capita que os italianos.

Diferente do que comunistas querem transmitir em suas narrativas, a economia do país não era marcada pela desigualdade, com uma elite rica e uma massa rural pobre. Nos primeiros anos após a independência cubana, os americanos realmente tiveram uma influência desproporcional em investimentos na ilha, mas a parcela de controle estrangeiro sobre a economia vinha diminuindo e o padrão de vida do cubano médio aumentava.

Em 1958, o capital americano investido em Cuba já era minoritário e vinha em declínio. No setor açucareiro, por exemplo, o controle americano havia caído de cerca de 70% em 1928 para aproximadamente 35% em 1958[2], enquanto cubanos passaram a responder por uma parcela crescente da produção açucareira no país.

Nessa altura, Cuba já não era mais um país majoritariamente rural, com estimativas apontando que em 1958 apenas ⅓ da população vivia na área rural. Essa população rural possuía um padrão de vida relativamente elevado para a época, com trabalhadores ganhando mais em Cuba do que em alguns países europeus. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, um trabalhador rural em Cuba ganhava 3 dólares por dia, enquanto os valores eram de 1,74 na França, 2,70 na Bélgica, 2,74 na Dinamarca, 2,86 na Alemanha Ocidental e 4,06 nos EUA. Fora da área rural, a população como um todo tinha boas condições de vida. Um relatório da UNESCO de 1957 aponta que Cuba possuía uma ampla classe média e o pagamento médio de uma jornada de trabalho de 8 horas era mais alto que o de trabalhadores na Bélgica, Dinamarca, França ou Alemanha.

Ainda em 1957, mais cubanos passaram suas férias nos EUA do que americanos em Cuba[3]. Fato esse que levanta um questionamento sobre a narrativa de o país funcionar como um resort de férias americano. Essa narrativa ainda se torna mais frágil quando se observa que em 1959, Cuba possuía apenas 9 cassinos, menos do que o condado de Harrison, no Mississippi, nos dias atuais.

Esses fatos mostram como a presença americana e fatores econômicos não foram motivadores da revolução. O padrão de vida melhorava e o poder relativo dos americanos na ilha diminuía em relação ao da população local. O fator motivador da insatisfação do povo foi a ditadura instalada por Batista. Apesar de Cuba manter uma imprensa relativamente livre e um judiciário independente, a população se incomodava com a corrupção, a brutalidade esporádica, e o fato de não poder participar politicamente. Insatisfações internas foram as reais motivações por trás do apoio à revolução.

A ascensão de Fidel ao poder

É nesse contexto político e econômico que Fidel consegue ganhar impulso para sua revolução. Ele cria guerrilhas para lutar contra Batista e tenta um golpe de estado em 1953. Esse golpe dá errado e Castro é preso, mas é liberado logo após um ano, na condição de que ele não tentasse novos golpes de estado. Esse acordo logicamente não é cumprido, e ele se exila na Cidade do México, onde viria a conhecer Che Guevara. De lá, Fidel criou o Movimento 26 de Julho, grupo armado mais organizado com o objetivo de coordenar atividades guerrilheiras. Foi através dessa organização que Fidel, eventualmente, conseguiu chegar ao poder em 1959.

Logo após o golpe de 1952, a oposição organizada era majoritariamente guerrilheira, mas ao longo do tempo, ela se organizou politicamente, criando grupos políticos e demandando eleições. Esses grupos conseguiram forçar eleições em 1958, onde Fulgencio Batista saiu vencedor devido à massivas fraudes. O opositor de Batista nessa eleição era Carlos Marquéz Sterling, que de acordo com apurações independentes foi o vencedor legítimo. Sterling também sofreu duas tentativas fracassadas de assassinato pela guerrilha castrista, que o via como uma ameaça, por apresentar uma alternativa não guerrilheira ao regime de Batista.

Apesar de narrativas comunistas tentarem propagar o contrário, o Movimento 26 de Julho era composto quase exclusivamente por brancos de classe média, e Fidel ainda teve considerável apoio da alta classe cubana.

Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba à época, financiou a guerrilha de Castro antes e depois da ascensão comunista ao poder. Lobo era radicalmente anti-Batista, assumindo não se importar com quem o derrubasse e preferindo o caos completo em relação ao governo Batista. Ainda assim, ele teve de sair fugido do país, quando Che Guevara lhe ofereceu um cargo no governo e o “privilégio” de manter 1 de seus 14 engenhos de açúcar.

José “Pepin” Bosch, dono da Bacardi, também serviu de idiota útil, pois além de financiar o movimento castrista, ele ainda “colaborou” em uma investigação da CIA, tentando convencê-los de que o Movimento 26 de Julho não era comunista. Nessa ocasião, a família de Bosch conectou agentes americanos com Vilma Espín (futura esposa de Raul Castro), que garantiu à CIA que o movimento não era comunista. Apesar da colaboração com o movimento de Fidel, Bosch precisou fugir do país após a revolução e restabeleceu a Bacardi em outro país.

Além de contar com apoio das classes médias e altas em Cuba, o governo americano, na realidade, também havia sido bem amigável e receptivo, reconhecendo o governo de Fidel em menos tempo do que reconheceu o de Batista em 1952. Entre janeiro de 1959 e janeiro de 1961 os EUA ainda forneceram subsídios ao açúcar cubano no valor de 200 milhões de dólares[4]. A própria CIA também se apresentava extremamente amigável a Castro antes de sua chegada ao poder. Robert Reynolds, chefe da mesa de Cuba na CIA entre 1957 e 1960, por exemplo, afirmou que ele e seu staff eram todos “fidelistas”. O jornalista Tad Szulc também afirma em seu livro Fidel: um retrato crítico, que um agente da CIA chamado Robert Wiecha entregou 50 mil dólares para um representante do Movimento 26 de Julho. Este mesmo Wiecha reconhece que todos no departamento apoiavam Fidel, exceto pelo embaixador Earl E. T. Smith[5].

Além da CIA, Fidel possuía apoio de grandes veículos de imprensa, que sempre soltavam colunas o elogiando. Até quando, em 1959, Castro promoveu uma massiva reforma agrária que expropriou diversos americanos, o New York Times publicou uma coluna tratando a medida com relativa moderação. Embora registrasse críticas pontuais, a coluna ainda apoiava a ideia de uma reforma agrária e descartava a ideia de que Castro fosse comunista, mantendo um tom de apoio ao seu governo. Até nos dias atuais, não é incomum encontrar jornalistas que procurem os pontos positivos em Castro e ignorem que seu regime se consolidou como uma das ditaduras comunistas mais repressivas do século XX.

Todos esses fatos não corroboram a versão da história em que Castro supostamente teria desafiado os Estados Unidos e ainda desmente completamente a ideia de que a suposta hostilidade americana teria forçado-o a se aliar com a União Soviética.

A verdade é que Fidel fez um excelente trabalho em esconder sua ideologia e garantir o apoio dos moderados, ao mesmo tempo em que se organizava com a União Soviética para tomar o poder em Cuba. Ele só se filiou ao partido comunista em 1961, mas já possuía contatos soviéticos desde 1948, quando ainda estava na faculdade. Nesse mesmo ano Castro liderou uma revolta violenta em Bogotá, que acabou dando início a uma Guerra Civil informal na Colômbia, conhecida como La Violencia (1948-1958). Além de seu próprio passado e contatos soviéticos, seu braço direito, Raul Castro, era abertamente comunista e possuía um oficial de ligação da KGB desde 1954, chamado Nikolai Leonov.

Mesmo com todos esses fatores, foi só em outubro de 1960 que os EUA proibiram exportações para Cuba. A gota d’água foi o confisco de propriedades de cidadãos americanos que chegou a um valor de 8 bilhões de dólares (ajustado para a inflação). Além do roubo, Castro ainda matou e torturou aqueles que resistiram a seu confisco.

Relações Cuba e Estados Unidos pós-revolução

Foi só após essa expropriação em massa do regime castrista que os EUA impuseram o famoso embargo à ilha. Antes disso, o governo americano até tolerou uma reforma agrária que expropriou cidadãos americanos. Mas mesmo com essa mudança de postura americana, Fidel passa longe de ser um herói da “luta anti-imperialista”.

A crise dos mísseis cubanos de 1962 resultou em um acordo com os Estados Unidos que garantiu a segurança do regime. Desde então, os EUA nunca se movimentaram contra Cuba e ainda impediram exilados de agirem contra o governo comunista.

Desde então a única medida americana claramente voltada contra Cuba é o embargo. No entanto, comunistas não deveriam ver o embargo dessa forma, uma vez que a própria ilha proíbe investimentos americanos. Ainda assim, existe comércio entre ambos os países, já que o embargo exclui alimentos e medicamentos e itens proibidos ainda podem ser transacionados via México. Além disso, os americanos podem viajar a Cuba desde a década de 1970 e a indústria do turismo americano é uma grande fonte financeira da ditadura.

Mesmo com a relação frágil com os EUA, Cuba ainda apresenta uma relação bem sólida com outros países do primeiro mundo. Fidel sempre teve portas abertas na ONU e o país tem uma excelente relação com o Canadá, que é um grande parceiro comercial e mantém excelentes relações diplomáticas desde o primeiro mandato de Pierre Trudeau.

Até em terras americanas, jornalistas e cineastas frequentemente expressam sua admiração por Fidel Castro. Democratas constantemente criticam a política do embargo, mesmo tendo sido favoráveis à sanções contra outros regimes, como o caso de Rodésia e África do Sul.[6]

Isso não é o cenário de alguém que está lutando contra forças poderosas desesperadas para derrubá-lo, mas sim o cenário de alguém que no mínimo possui apoio o suficiente para não ser incomodado enquanto escraviza o próprio povo.

Conclusão

A questão de se Cuba é vítima do imperialismo americano mostra-se um pouco mais complexa ao ser contrastada com o histórico do país.

No começo do século XX, após a Guerra Hispano-Americana, torna-se fácil argumentar esse ponto, uma vez que os americanos possuíam privilégios comerciais e o direito de intervir em questões internas. No entanto, fica mais difícil sustentar essa visão após a década de 1930 com a abolição da Emenda Platt e a ascensão de Fulgencio Batista.

A narrativa de que Fulgencio Batista era apenas um fantoche yankee mostra-se extremamente frágil, dado sua adoção de políticas que visavam diminuir a influência americana na ilha, e à imposição de um embargo de armas contra o ditador cubano em 1958 por parte dos Estados Unidos.

O sustento desse mito desmorona de vez quando recapitulamos como Fidel ascendeu ao poder. É mais fácil argumentar que, se Cuba é vítima do imperialismo americano, é porque os Estados Unidos ativamente apoiaram Castro. A agência de inteligência ativamente financiou o Movimento 26 de Julho, o governo impôs um embargo a Batista em um momento em que as guerrilhas castristas ganhavam força, e ainda, parte considerável da mídia apoiava – e até hoje segue apoiando – Fidel.

Mesmo após a imposição do embargo, em 1961, Cuba continuou tendo boas relações com uma grande parte do primeiro mundo, Fidel nunca deixou de ser convidado para discursar na ONU e o turismo americano e canadense representa uma enorme parte da renda do governo cubano.

Colocar a culpa do que acontece em Cuba hoje no imperialismo americano, é um reducionismo histórico que acaba contaminando a percepção coletiva sobre as reais razões por trás de um evento histórico tão significativo como a Revolução Cubana. Sem a mínima dúvida, os Estados Unidos cometeram diversos erros ao longo da história em sua relação com Cuba. No entanto, comunistas se aproveitaram disso – e apenas das partes convenientes – para amplificar uma falsa narrativa histórica, e assim minimizarem suas atrocidades.


[1] Alberto Bustamante, “Notas y Estadisticas sobre los grupos Étnicos en Cuba”, revista Herencia, vol 10, Herencia Cultural Cubana, 2004

[2] U. S. Department of Commerce, U. S. Investments in the Latin American Economy (Washington, D. C.: Government Printing Office, 1957), p. 75.

[3] Humberto Fontova, “Fidel, o Tirano Mais Amado do Mundo”, página 81

[4] Estimativa calculada pelo inspetor-geral da CIA, Lyman Kirkpatrick em seu livro The Real CIA

[5] Georgie Ann Geyer, Guerrilla Prince: The Untold Story of Fidel Castro, página 183

[6] Curiosamente, Nelson Mandela se opunha veementemente às sanções americanas contra Cuba, mas apoiava as sanções americanas contra o regime do apartheid sul-africano, pois gostaria de ver o governo sul africano enfraquecido.


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