segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Desgoverno do ex-presidiário Lula atinge maior gasto com diárias e passagens em 11 anos

 Despesas da União com deslocamentos somaram R$ 3,88 bilhões em 2025


Diante de militares, casal Janja & Lula desembarca de avião durante uma das inúmeras viagens feitas desde janeiro de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR


O eesgoverno do ex-presidiário Lula registrou o maior gasto com diárias, passagens e locomoção da administração federal nos últimos 11 anos. De acordo com um levantamento do portal Poder360, a União desembolsou R$ 3,88 bilhões para essas finalidades em 2025. O montante representa uma alta real de 3,7% na comparação com 2024, quando as despesas somaram R$ 3,74 bilhões (valores corrigidos pela inflação). 

O custo atual é o mais elevado desde 2014, período em que o Brasil estava sob o comando de Dilma Rousseff e os gastos atingiram R$ 4,52 bilhões. 

A análise dos dados revela que a União gastou R$ 1,63 bilhão exclusivamente com passagens e locomoção no ano passado, o que significa um aumento de 9% ante o exercício anterior. Já as despesas com diárias avançaram 0,2%, totalizando R$ 2,25 bilhões.

Expansão da máquina no Governo Lula 

O aumento no número de ministérios, que subiu de 23 para 38 no início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, explica parte da trajetória crescente desses custos. A estrutura ministerial mais robusta exige maior volume de viagens e pagamentos de diárias para servidores e autoridades. No geral, os gastos totais com a administração pública federal alcançaram R$ 72,7 bilhões em 2025, uma alta real de 11,6% em relação ao ano anterior. 

Este patamar de despesas administrativas é o maior observado desde 2016, quando o valor chegou a R$ 77,7 bilhões. O portal Poder360 destaca que a conta de diárias e passagens é um componente central nesse avanço dos custos operacionais do governo. O crescimento das despesas ocorre em um momento de pressão sobre o Orçamento público e debates sobre o controle dos gastos da máquina federal.

A série histórica mostra que a atual gestão mantém uma tendência de elevação nos custos de deslocamento desde a posse, em 2023. Enquanto governos anteriores buscaram reduzir o volume de viagens por causa da digitalização de processos e reuniões remotas, o governo Lula retomou a rotina de agendas presenciais intensas. A manutenção de 38 pastas ministeriais continua sendo o principal fator de pressão sobre a rubrica de passagens e diárias da Esplanada.



Com informações de Erich Mafra - Revista Oeste